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abril 29, 2004

Os irredutíveis

Apesar de eu defender o princípio que ninguém deve ser julgado sem ser no sítio certo que é o tribunal, e ter aprendido que até se provar a culpa todos devemos ser considerados inocentes ( o oposto do que os nossos “media” praticam...) há contudo pormenores que chocam um pouco. Quero eu dizer que “deve ser considerado inocente” mas é de bom senso o acusado manter algum recato. Esta sondagem diz o óbvio. Se uma pessoa tem um cargo muito público, e a acusação diz respeito a algo que praticou não na sua vida privada mas pública, deveria esperar um pouco antes de continuar a carreira.
Mas o que surpreende é a posição dos apoiantes. Já no caso da câmara de Felgueiras e da sua presidente com o mesmo nome, também muitos felgueirenses se manifestaram fortemente do seu lado. Viu-se. Agora, em Gondomar o fenómeno repete-se.
Até parece que depois de se ter votado as pessoas consideram que é “perder a face” dar o braço a torcer e reconhecer que se enganaram. Olhem que acontece. Até os melhores caem nessa. O erro é, pelo contrário, não reconhecer que se errou!
Emiéle

Afixado por em 29 de abril de 2004, às 08:23

Afixadelas

O caciquismo é isso mesmo.E essa forma limpida de olhar a "psicologia de massas"merece que se volte ao assunto.Talvez amanhã que hoje não tenho tempo.

Afixado por Alice brito em 29 de abril de 2004, às 12:35

No que toca aos eleitos, pode-se dar o caso de alguns pensarem que estão a assumir culpas ao renunciarem ao cargo - se ele não é culpado porque renunciou, pensa o Zé povinho. Quanto aos eleitores, nos casos em concreto de Felgueiras e Gondomar e, ja agora, do Marco, as terras confundem-se com que as comanda. Daí o povo ao sentir a sua "cabeça" atacada, acabar por ver isso como um ataque pessoal.

Afixado por Mérovée em 29 de abril de 2004, às 17:44

Concordo com o Mérovée, no caso de Gondomar há ainda a acrescentar a esperança de ganhar um frigorífico novo..

Afixado por Boss em 29 de abril de 2004, às 18:11

A justiça e o povo é uma ligação lixada.É que se acredita naquilo que se quer. Se ficou preso "alguma deve ter feito, para lá ficar"; se fugiu " eu cá também fugia"; e as pessoas são julgadas muito antes de chegarem ao tribunal. Se houvesse jurados não se conseguia um juri, porque todos tinham já ideias feitas.

Afixado por Clara em 1 de maio de 2004, às 10:53

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