« Efeméride: 30/04/04 | Entrada | Uncle Sam Strikes Again »

abril 30, 2004

Quem está sentado à direita de Cristo? (II)

“A cega ignorância é que nos engana.
Ó míseros mortais, abri os olhos! (Leonardo Da Vinci)”

No seguimento do meu post de ontem sobre a Última Ceia, a pintura que Leonardo Da Vinci executou na parede da Igreja de Santa Maria delle Grazie, perto de Milão, volto ao assunto para “esclarecer” o mistério da figura sentada à direita de Jesus.
Como muitos deram nota nos comentários, a figura à direita de Jesus é uma mulher.
Atente-se no delicado e imberbe rosto feminino, nos cabelos cor fogo, na quase insinuação de um seio, nas mãos delicadamente entrelaçadas.
Uma mulher, sem dúvida.
Porém, é suposto a ultima ceia representar treze homens – Jesus e seus doze discípulos.
Quem é, então, a mulher?
Porquê, então, a mulher?
Terá Da Vinci ensandecido?
Mais: porque raio, embora a tenhamos visto inúmeras vezes – imagem mais que difundida nos lares portugueses lado a lado com o não menos famoso azulejo do “Bem-vindo a esta casa, quem vier por bem” e, claro, a figura do menino que chora –, nunca tenhamos atentado no óbvio, na evidente dissensão entre “aquele apóstolo” e os demais?
No dizer de Dan Brown, in Código Da Vinci, a verdade é que “as nossas noções preconcebidas desta cena são tão poderosas que a mente bloqueia a incongruência e sobrepõe-se aos olhos – é um fenómeno conhecido por escotoma”.
Voltando ao fresco:
Veja-se a forma como Pedro, a, aceite como tal, pedra sobre a qual Jesus construiu a sua Igreja, se inclina ameaçadoramente para a mulher e passa a mão esticada pelo pescoço dela – tal qual uma faca.
E ainda do mesmo lado da cena, à direita de Jesus, podemos ver uma mão que empunha uma adaga.
E, se melhor nos concentramos, e bem contarmos as mãos e os seus respectivos donos, podemos verificar que a dita mão da adaga não pertence a ninguém.
Uma mão sem corpo.
Outros pormenores que desenvolverei a seu devido tempo mas, que bem sabida a historia, a de Jesus, a da Igreja, a da mulher da imagem, se explicam por si.
Quem é então a mulher?

Maria Madalena, claro.
A prostituta, como a Igreja convencionou chamá-la e retratá-la?
Precisamente a mesma prostituta que é a primeira pessoa, segundo a mesma Igreja, a ver Jesus depois da ressurreição? Este aparente absurdo escapou-lhes por certo (aos censores).
Não a prostituta, por certo.
Falo da companheira de Jesus, de sua mulher.
Já todos ouviram, por certo, falara dos Evangelhos Gnósticos.
Citando de novo Dan Brown, a vida de Jesus “foi registada por milhares de seguidores em todo o mundo”. Porém, na organização do Novo Testamento, promovida por Constantino, no Concílio de Niceia, em 325 d.C., “foram considerados mais de oitenta evangelhos (...), e, no entanto, apenas uns poucos acabaram por ser escolhidos...entre eles os de Mateus, Marcos, Lucas e João.”
Em tal Concilio, onde acabou por nascer o Credo Niceno, foram discutidas e votadas inúmeras facetas do Cristianismo que hoje conhecemos – a questão da administração dos sacramentos, a data da Páscoa e, tema maior, a questão da divinização de Jesus.
Na altura, a questão de deificação de Jesus era essencial para a sustentação e unificação do Império Romano, por razões politicas que na altura, mais do que hoje, se confundiam com as políticas.
Interessava criar um Deus, um Incontestado, alguém distante do homem e que deste se distinguisse pelo seu quotidiano, pela sua vida na Terra.
Foram, portanto, omitidas as características humanas de Jesus e, consequência desta omissão, banidos os Evangelhos que a elas aludiam – os mais antigos e contemporâneos de Jesus, por sinal.
Não é à toa que, com excepção do Evangelho de João, todos os outros falam a uma só voz – quase cópias integrais uns dos outros.
Na década de 50 do século passado, foram encontrados alguns dos ditos evangelhos banidos – os chamados manuscritos do Mar Morto.
Entre eles, um com especial relevância, o Evangelho de Filipe:
«E a companheira do Salvador é Maria Madalena. Cristo amava-a mais do que a todos os discípulos e costumava beijá-la muitas vezes na boca. Os outros discípulos sentiam-se ofendidos por isto e expressavam a sua desaprovação. Perguntavam-lhe: “Porque é que a amas mais do que a todos nós?»
Outro, o Evangelho da própria Maria Madalena:
E Pedro perguntou: «É verdade que o Salvador falou com uma mulher sem nos dar conhecimento? Teremos agora de voltar-nos para ela e escutar o que diz? Preferiu-a a nós?»
E Levi respondeu: «Pedro, sempre foste um exaltado. Agora vejo-te a combater esta mulher como se ela fosse um adversário. Se o salvador a achou digna, quem és tu para rejeitá-la? Certamente o Salvador conhece-a muito bem. Por isso a amou mais do que a nós»

Volto a sublinhar, estes, ao contrário dos quatro consagrados, são Evangelhos contemporâneos de Cristo.
E segundo estes Evangelhos, era Maria Madalena a escolhida, era Maria Madalena a trave mestra da Igreja que Jesus tinha construído.
A sua sucessora e principal seguidora e discípula.
Porque sua mulher e porque continente da linhagem real de Jesus – um filho já nascido ou por nascer.
Maria Madalena tinha ou continha o Sangue Real, Sangreal, San Greal.
O Santo Graal.
Maria Madalena seria, pois, o famoso vaso, o lendário cálice.
Descrevê-lo como um cálice, é, obviamente, uma alegoria, uma metáfora de algo muito mais importante.
O verdadeiro sentido escondido é a sua natureza de continente, recipiente, do sangue de Jesus – do filho de Jesus. Do filho de Maria Madalena e Jesus.
É este o significado dos estanhos mistérios da Última Ceia, de Da Vinci, pintados por aquele que foi, ele próprio, Grão-Mestre da Ordem (o Priorado do Sião) encarregue de proteger este segredo e evitar a sua descredibilização por uma Igreja que queria e continua a querer afastar o sagrado feminino e a deusa.
De resto, gnoses totalmente suprimidas da Igreja que Jesus não quis deixar.
E com o afastamento de tal mensagem, afastados ficaram, votados ao ostracismo por séculos e até hoje, também poder da fêmea e a sua capacidade de produzir vida.
De perpetuar o sangue, de manter as linhagens – até as sagradas.
Até a de Jesus Cristo.
Agora fica explicada este excerto do Código Da Vinci que postei esta semana, onde o autor refere:
“As mulheres, outrora celebradas como a metade essencial da iluminação espiritual, tinham sido banidas dos templos de todo o mundo. Não havia mulheres que fossem rabis ortodoxos, nem padres católicos, nem clérigos islâmicos. O outrora sagrado acto de Hieros Gamos – a natural união sexual entre homens e mulheres através da qual ambos se tornavam espiritualmente complexos – passara a ser apresentado como uma coisa vergonhosa. Homens santos que noutros tempos precisavam da união sexual com os respectivos equivalentes femininos para comungar com Deus temiam agora os seus impulsos sexuais normais, considerando-os obra do diabo com o seu cúmplice preferido: a mulher.
Nem sequer a associação feminina ao lado esquerdo tinha escapado à difamação da Igreja. Em França e Itália, as palavras para «esquerda» – gauche e sinistra – acabaram por adquirir conotações profundamente negativas, enquanto o lado direito era sinónimo de rectidão, habilidade, correcção. Ainda na actualidade, o pensamento radical era considerado ala esquerda, o mau humor era acordar para a esquerda, e tudo o que fosse mau era sinistro. Os dias da deusa tinham chegado ao fim. O pêndulo balouçara. A mãe-terra tornara-se um mundo homem, e os deuses da destruição e da guerra cobravam o seu tributo. Durante dois mil anos, o ego masculino correra à solta sem o freio do seu par feminino. O Priorado do Sião acreditava que fora esta obliteração do sagrado feminino que causara aquilo a que os índios Hopi da América chamavam «koyanisquatsi» – vida sem equilíbrio –, uma situação instável marcada por guerras inspiradas pela testosterona, uma pletora de sociedades misóginas e um crescente desrespeito pela Terra-Mãe.”

E fica, de igual modo explicado o comentário que então fiz e com que agora termino:
A chamada luta pela emancipação das mulheres – expressão que sempre considerei deveras redutora – é bem mais que isso. Trata-se, porventura, da emancipação do próprio mundo.

Mérovée

Afixado por em 30 de abril de 2004, às 15:55

Afixadelas

Eu até falei no Da Vinci Code, mas achei que na época de Leonardo ele NÃO PODIA representar ali uma mulher. Por outro lado se os discípulos eram 12... então falta um!
Mas olha que não andei longe. É que era mesmo uma charada.

Afixado por Emiéle em 30 de abril de 2004, às 12:32

O Da Vinci podia tudo...
E sim, falta um - supostamente João...

Afixado por Mérovée em 30 de abril de 2004, às 12:36

Oh pá! Só agora é que dei com o desafio do outro post!
Comecei a escrever uma resposta, mas estava a ficar um bocado para o gigantesca. Não te importas que responda em post lá no BdE, pois não?

Afixado por Luis Rainha em 30 de abril de 2004, às 12:52

Pronto. Já lá postei a coisa. Desculpa lá, mas era mesmo coisa avantajada para caixa de comentário...

Afixado por Luis Rainha em 30 de abril de 2004, às 14:06

Ó Luis, aqui o patrão devia convidar-te para itálico!
Mas esta coisa destes amores faz-me confusão. Eu não sou de intrigas, mas não havia uma Samaritana? Sempre tal ouvi. Havia um fado e tudo.
"Samaritana / plebeia de Sicar / alguém espreitando / te viu Jesus beijar / de tarde quando / foste encontrá-lo só / morto de sede / junto à fonte / de Jacob..." A parte carnal desta personagem era bem complicada pelo que se vê!

Afixado por Emiéle em 30 de abril de 2004, às 15:21

Rainha:
Aventura-te, pá...
;)
Emiéle:
Eu já te disse que não sou o patrão.
Se tornas a dizer isso, és despedida.
;)

Afixado por Mérovée em 30 de abril de 2004, às 15:32

....."na quaze inshinuashão de um sheio..z.zzz.." quanta libidinozidade...não habia nexexidade..a madelena era uma boa madalena..não habia nexexidade

Afixado por gibel em 30 de abril de 2004, às 16:04

Tens muita piada, gibelito, mas não faze a ponta de um corno.
Posta lá qualquer coisa.
Caso contrário, vou começar a ponderar a questão da redução anormal de produtividade.

Afixado por Mérovée em 30 de abril de 2004, às 16:37

Boa tarde,

A pessoa à direita de Cristo é o apóstolo João, "aquele que Jesus mais amava".
Os artistas italianos pintaram abundantemente João com traços imberbes. Não se trata de um exclusivo de Leonardo.

Qualquer historiador de arte é capaz de confirmar isto.

Dan Brown é um pote de tretas.
Os "dossiers secrets" são documentos forjados por Pierre Plantard e Phillipe de Chérisey.
Toda a mistificação do fumoso Prieuré de Sion é invenção destes dois senhores.

Três ingleses (entre os quais Henry Lincoln), cosendo estas fábulas de Plantard com o mistério de Rennes-le-Château, deram origem às primeiras teorias da "linhagem sagrada". Tudo isto já foi desmistificado e refutado vezes sem conta.

Trata-se de uma jogada de Dan Brown...
Nada mais...

Bernardo

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 17 de maio de 2004, às 13:42

Caro Bernardo,

com ou sem razão, a meu ver sem, a questão continua em aberto, a mão com a faca é de quem? Se de facto o apóstolo à direita de Cristo é João, o menino deveria sofrer de graves alterações hormonais. Assim seja, João sofria de profundas alterações hormonais, então e a mão sem corpo, a mão da faca? A não ser que da Vinci para além de saber do perturbador fardo hormonal que sobre João pesava tb como que iluminado pela sabedoria divina sabia do enorme poder contorcionista de Pedro.

Meu caro, na Biblia diz que Jesus chorou. Pois eu digo-te que para além de chorar ele tb cagava! E podes crer que sim, ele efectivamente defecava no entanto não está escrito. E tenho a certeza que muitas outras mais coisas ele tb fez que não estão relatadas na biblia como tu a conheces hoje. Por isso não acredites só naquilo que lês e tenta pensar um bocadinho mais longe.

Quanto ao Dan Brown a ideia de Maria de Madalena ser o Graal não é inovadora já outras livros mencionam isso. O engraçado do romance em questão é da Vinci saber isso e representá-lo numa das suas mais conhecidas obras.

Meu anjos, deixo-vos com aquele que é o Eu Sou.

RC.

Afixado por Ricardo Calado em 17 de maio de 2004, às 14:17

Na obra de D.Brown a questão do "Prioré de Zion" e o "Grall" parece-me meio fantasiosa, porém não há como negar que a questão de Madalena faz todo sentido, até porque o Novo Testamento foi editado pela igreja católica tendo como peça chave o apóstolo Paulo (que não teve contato direto com Cristo), e foi chancelado pelo Império Romano, documento, portanto, nem um pouco suspeito...

Afixado por kY-g3L em 21 de maio de 2004, às 05:17

não consigo falar acerca da verdade ou mentira que está por detrás do livro de Dan Brown, porque não tenho conhecimentos que me permitam...e pergunto-me se haverá assim tanta gente que otenha, por outro lado o pouco que sei sobre a opus dei, dá-me a sensação de fanatismo religioso.....outros exemplos tem sido ao longo da história referidos, além de que o sangue derramado pela inquisição e a dureza de determinadas posições da igreja fazem-me, com muito lamento, pois foi educado cristão, questionar onde estará a verdade....www.educarparasaude.blogs.sapo.pt

Afixado por mhs1964 em 27 de maio de 2004, às 23:59

Desculpe-me, mas ler o livro O código de Da Vinci e achar que
tem sentido, é a mesma coisa que assistir matrix e pensar que
está plugado!

Afixado por wagner em 29 de maio de 2004, às 21:56

Caro wagner, as valquirias tão boas?
Caso não tenha reparado, é extremamente plausível o argumento de Matrix. Aliás, o debate sobre a teoria conhecida como "Cérebro-num-vaso" ("Brain-in-a-Vat"), que questionava senão seria possível os nossos cerebros estarem sob controlo por impulsos num vaso, controlados por um cientista demente e caso o fosse como o poderíamos distinguir do real, como definir a realidade. Salvo erro tal debate filosófico deteve a atenção de filósofos de renome, para melhor informação consulte a própria pagina do filme, na secção de filosofia. Após esta pequena referência à não impossibilidade do filme de ficção científica Matrix, eis a minha singela e sincera opinião sobre o livro de Brown: Alienando-me da verdade, seja ela qual for e pesando ambas as doutrinas, o equilibrio pelo culto do sagrado masculino e do sagrado feminino, ou o culto apenas de uma das partes em deterimento da outra, avaliando as posições da Igreija Católica e os ideais mencionados em "O Código Da Vinci", sinceramente, a minha balança pende para o paganismo de Dan Brown, a Igreija passou a ideia de que o acto mais sagrado é dos infiéis, é nojento, é repulsivo, é vergonhoso, quando no fundo não é nada disso, é até segundo as fontes de Brown, uma ponte para o Nirvana, é no fundo o acto da vida. Quanto à existência do Sangreal e da sua localização, penso que a demanda pelo Sangreal é para Professores fanáticos ... não há propósito na revelação, ela já foi e está a ser feita (por Brown inclusivamente), e seja ou não verdadeira é certamente uma nova forma de olhar o divino, o que o Sangreal significa é uma fé... quem busca o Sangreal busca essa fé, não busca provas pois não precisa delas. Segundo a minha interpretação do livro de Brown, a busca pelo Sangreal, assim como a sua guarda, não são interesses materiais, nem mesmo no sentido das provas documentais do dito, mas são interesses espirituais... Resumée: Seja verdade ou não, o livro é bom em termos de romance, o acreditar no Sangreal é uma fé, uma religião, a religião (cristã) do Sangreal, baseada no culto do sagrado feminino, como são outras religiões não cristãs. Uma religião mais lógica, menos estigmatizada que a das leis que criam noções como pecado, castigo e sacríficio. Seja a verdade qual for, a Igreija vai atacar Brown, as manobras de descrédito já entraram em marcha, não há forum nem blog sem post de um católico irado. Quid est veritas? Nunca o saberemos, e se o soubessemos perdia-se o conceito de fé pois consiste em acreditar no que não está provado, no fundo nunca o saberemos e já o sabemos, cada um tem a sua verdade, há que respeitar isso, a verdade de todos e de cada um, este conceito de individualidade contudo, nem sempre é bem aceite... a uniformidade e a ignorância amolecem o povo, tornam-no fácil de moldar nas mãos do poder, seja ele qual for.

Afixado por zarathrusta em 29 de maio de 2004, às 23:26

Achei o livro de Dan Brown fascinante. A parte "policial" do mesmo é a que menos importa.
O Sr. Brown, através de uma pesquisa monumental lança nas 475 páginas do "código" pequenas gotas de cultura, que certamente levarão os mais curiosos a um mundo de novos conhecimentos.

Somente duvidando, aprendemos!

Afixado por Sávio Costa em 7 de junho de 2004, às 21:27

É um bom romance, mas não trás nada de novo.
Não acredito em Deus nem em nenhuma entidade Divina. Crentes sempre houve e cépticos também.
Lamento é que se aproveitem das "fraquezas" do ser humano para construirem fortunas colossais.
Pela parte que me toca, acredito em mim mesma.

Afixado por Anonymous em 12 de junho de 2004, às 00:24

Pah... p livro eh realmente excelente, quer para credulos, quer para cepticos... A intrepertaçao do conteudo, o facto de o levarem mais ou menos a serio, isso jah eh outra coisa! Acho q cada um eh livre de encarar os factos no livro relatado da maneira que quiser e nao ser criticado (como vez o wagner)... uma coisa eh discordar e apresentar razões plausiveis... outra será dar gozo...

Afixado por Miauz em 17 de junho de 2004, às 02:14

Aquela parte da passagem de sangue Real para Santo Graal...axo um pouco forçada...teria de ser baseada numa análise etimológica.
E como tudo o que lida com religião e política há demasiadas pontas soltas...e nós estamos sempre prontos a agarrálas...
Já agora...o tal livro...não se eskeçam de uma coisa, por muito bem informado que o autor esteja, por muita investigação que tenha feito o livro não deixará nunca de ser ficção. Se ele fizer referências bibliográficas não me obriguem a comprar o livro e ponham-nas no forum ok?
Vou fazer por passar aqui mais vezes.

Afixado por Alucard em 17 de junho de 2004, às 20:01

olhe lah seu... seu... seu ELF (pvt joke).... o livro eh fição? tudo bem, ha ali muita coisa q com certeza sera... mas todas as referencias do livro a sociedades secretas, rituais, obras de arte, ect sao verdadeiras... alias eh no prorpio livro q (pelo menos eu) vi pela 1 vez esta estranha curiosidade sobre este fresco de da Vinci... Eh logico q nao estou a dizer q ache q foi Dan Brown q reparou nisso, mas da pa ver que realmente certos factos (bem curiosos, por sinal)relatados no livro sao verdadeiros!... Resta apenas saber onde para a verdade e comeca a fantasia... :P (depois dou te bibliografia)

Afixado por Miauz em 17 de junho de 2004, às 20:14

Pois...e todos sabemos que tu tavas la para confirmar tudo:)(não sou um ceptico, sou neutral, observo e analiso todos os pontos de vista que me surgem e que aparentam lógica...).
E também tens de reparar que num romance tudo parece fazer lógica (é suposto) e muitos dos documentos usados pelos historiadores menos atentos (que os há...) podem ser também fantasiados ou romancizados...acontece...
Além do mais, se se sabe da existênccia dessas sociedades secretas quer dizer muito sobre a sua qualidade:)

Afixado por Alucard em 19 de junho de 2004, às 07:35

Oh... Eh claro que tenho em conta que a maior parte dos historiadores "fantasiem" as coisas e acrescentem alguns "detalhes" (pa tornar a coisa mais "engracada")... mas a base continua a ser a mesma... alem disso, depois de ler o livro verifico q realmente tem logica... nao tou a dizer q o livro como romance tem logica... digo apenas q muitos dos factos têm, realmente, logica! Mas eh normal o cepticismo das pessoas ao ouvir ou ler estes factos... como diz o proprio livro, sao umas dezenas de historiadores a competir com umas centenas largas de anos... e isto nao eh "lavagem", eh mesmo assim... ... Sobre as sociedades secretas... tipo... ah sempre uma fuga... e de qlquer maneira, mesmo nao sendo TOTALMENTE secretas, nao se pode dizer q haja muita gente a conhece-las (as q há).... Basta um "bufo" para se ficar logo a saber da sua existencia, dos rituais, ect... eh mesmo assim! :P Abraço rapaz... ;) E cuidado com os pilares que se transforam em criaturas voadoras! :P

Afixado por Miauz em 19 de junho de 2004, às 22:07

Ouçma lá malta, vocês que andam para aqui nestes dois posts a curtir, não querem mandar uns textos sobre o assunto para o Afixe publicar? Teria muito prazer nisso. Fica o convite...

Afixado por Rogério da Costa Pereira em 20 de junho de 2004, às 01:22

Primeiro de qualquer coisa... VIVA PORTUGAL!!!! adiante... Lamento nao poder aceitar o convite, nao por nao querer, mas por falta de informacao... Tudo o q sei sobre este assunto tem a ver com o que li no livro de Dan Brown e mais umas coisas q se vai ouvindo... Tenciono comprar o livro "A revelaçao dos Templarios: Guardioes Secretos da Verdadeira Identidade de Cristo", (referido n'"O codigo de da Vinci") porque este assunto me interessa bastante... Alem disto a unica coisa q sei de mais "especial" eh q os Templarios se contiuam a reunir com regularidade (1 vez por semana)... onde, sei mas nao digo... Nao por ser segredo, simplesmente eh uma escolha minha nao o comentar... :|

Afixado por Miauz em 21 de junho de 2004, às 03:51

COMO TODO SER HUMANO,TAMBEM TENHO MINHAS DUVIDAS SOBRE O FATO DESCRITO POR DAN BROWM, POREM TEMOS QUE LEMBRAR QUE A BIBLIA TAMBEM FOI ESCRITA E EDITADA POR HISTORIADORES , QUE CA ENTRE NOS TINHAM LA SEUS INTERESSES, TANTO PESSOAL COMO FINANCEIRO , POR ISSO IGNORAR ESSES RELATOS E ACHAR QUE ELES SAO FANTASIOSOS, TEREMOS QUE VERIFICAR ATE AONDE A BIBLIA FOI REAL OU FANTASIA.

Afixado por odair martin sangar junior em 22 de junho de 2004, às 02:12

COMO TODO SER HUMANO,TAMBEM TENHO MINHAS DUVIDAS SOBRE O FATO DESCRITO POR DAN BROWM, POREM TEMOS QUE LEMBRAR QUE A BIBLIA TAMBEM FOI ESCRITA E EDITADA POR HISTORIADORES , QUE CA ENTRE NOS TINHAM LA SEUS INTERESSES, TANTO PESSOAL COMO FINANCEIRO , POR ISSO IGNORAR ESSES RELATOS E ACHAR QUE ELES SAO FANTASIOSOS, TEREMOS QUE VERIFICAR ATE AONDE A BIBLIA FOI REAL OU FANTASIA.

Afixado por odair martin sangar junior em 22 de junho de 2004, às 02:13

Quero apenas dizer.è um facto, jesus existiu mesmo, é um facto também que ele era um homem mortal com ideais e disposto a lutar por eles, que depois lhe foi dada uma divindade para além dos meros mortais?! A humanidade necessita de acreditar sempre nalguma coisa e é bem verdade que ultrapassámos melhor as coisas acreditando num força superior a nossa. ora, se jesus era um mortal, ele morreu e depois ressuscitou, é assim tão difícil acreditar que ele tinha as suas virtudes os seus defeitos e que sim, teria uma mulher a quem amava mais que tudo e que gostava de ter a seu lado? Não creio. Eu só critã e perfiro acreditar que jesus era um homem com nós, para além de que temos que admitir que a igreja tem muitas contradições. eu prefiro pensar por mim e não nas ideias impostas pela sociedade e pela igreja.

Afixado por rute em 25 de junho de 2004, às 01:31

eu acho que o proprio leonardo da vinci pode ter pintado este quadro de proposito para gerar essa confusao toda que esta sendo criada hj em dia.
Ou nossas duvidas sobre a existencia divina nos leva a desconfiar de qualquer coisa.O que leva a crer que quem esta sentado ao lado de jesus e maria madalena e nao joao o discipulo de cristo.
Bom isso e o meu ponto de vista em relaçao a esta pintura.

Afixado por Rodrigo oliveira carvalho tomaz em 26 de junho de 2004, às 20:39

correndo o risco de nao ter lid todos os outros comentarios e ofender alguem devo dier k educada como cristã e como cristã k sou compreendo todas as discuxoes e todas elas sao plausiveis....mas so digo k tanto como a biblia nao pode ser provada tambem todo o misterio envolvente de jesus e maria madalena nao o pode ser.como no proprio livro e sugerido...fe e a noxa capacidade de acreditar nakilo k n podemos provar....tudo depende da fe de cada um...para mim...kk um pode ser verdadeiro...e é ixo k torna tudo um misterio e torna as obras de arte de da vinci e a obra de dan brown tao empolgantes e interessantes.....por mim suscitou me grande interexe e por alguma razao ando na net a fazer estudos sobre este axunto...godto de me por a prova...e por tudo o resto tambem....

Afixado por Anonymous em 6 de julho de 2004, às 17:07

Já agora, ó inclementes, vão aqui ver o último post do Bernardo.

Afixado por Rogério da Costa Pereira em 8 de julho de 2004, às 17:10

Este livro tão falado e comentado -O Código da Vinci,me levou a fazer trabalhos sobre ele.
Quando estive no Chile, assisti ao filme a Paixão de Crito de Mel Gibson.Então, fiquei supreendida ao ver Maria Madalena chorar.... seu choro era de uma viuva é que pude perceber...Então, foi onde que me levaram ao livro.Muita concidência ou são fantasias de minha mente?

Afixado por Maria das graças em 9 de julho de 2004, às 18:22

Li o livro, e devo dizer que para além de fascinante me abriu os olhos para uma realidade que nem sonhava existir! Além disso muitas coisas fazem agora muito sentido! e aqueles que ainda pensam que esta livro é um logro, então esses sim, estão verdadeiramente cegos! Para aqueles que ainda acreditam que faz muito mais sentido, Jesus ser aquele que faz coisas maravilhosas, mas que não se pode apaixonar ou mesmo ter filhos, então continuai nessa triste ignorância! Para mim Jesus é agora muito mais especial e fantástico, e acho simplesmente repugnante, quer continuar a viver numa mentira, quando a realidade é bem mais interessante!

Afixado por Vera Venâncio em 10 de julho de 2004, às 16:30

Li o livro, e devo dizer que para além de fascinante me abriu os olhos para uma realidade que nem sonhava existir! Além disso muitas coisas fazem agora muito sentido! e aqueles que ainda pensam que esta livro é um logro, então esses sim, estão verdadeiramente cegos! Para aqueles que ainda acreditam que faz muito mais sentido, Jesus ser aquele que faz coisas maravilhosas, mas que não se pode apaixonar ou mesmo ter filhos, então continuai nessa triste ignorância! Para mim Jesus é agora muito mais especial e fantástico, e acho simplesmente repugnante, quer continuar a viver numa mentira, quando a realidade é bem mais interessante!

Afixado por Vera Venâncio em 10 de julho de 2004, às 16:33

Li o livro, e devo dizer que para além de fascinante me abriu os olhos para uma realidade que nem sonhava existir! Além disso muitas coisas fazem agora muito sentido! e aqueles que ainda pensam que esta livro é um logro, então esses sim, estão verdadeiramente cegos! Para aqueles que ainda acreditam que faz muito mais sentido, Jesus ser aquele que faz coisas maravilhosas, mas que não se pode apaixonar ou mesmo ter filhos, então continuai nessa triste ignorância! Para mim Jesus é agora muito mais especial e fantástico, e acho simplesmente repugnante, querer continuar a viver numa mentira, quando a realidade é bem mais interessante!

Afixado por Vera Venâncio em 10 de julho de 2004, às 16:34

Li o livro, e devo dizer que para além de fascinante me abriu os olhos para uma realidade que nem sonhava existir! Além disso muitas coisas fazem agora muito sentido! e aqueles que ainda pensam que esta livro é um logro, então esses sim, estão verdadeiramente cegos! Para aqueles que ainda acreditam que faz muito mais sentido, Jesus ser aquele que faz coisas maravilhosas, mas que não se pode apaixonar ou mesmo ter filhos, então continuai nessa triste ignorância! Para mim Jesus é agora muito mais especial e fantástico, e acho simplesmente repugnante, quer continuar a viver numa mentira, quando a realidade é bem mais interessante!

Afixado por Vera Venâncio em 10 de julho de 2004, às 16:39

deixem de estórias
maithuna maithuna
Rá!
a césar o que é de cesar e a Deus o que é de Deus.

Afixado por alexsakai em 12 de julho de 2004, às 03:59

Cara Vera,

Está no seu direito de seguir a "verdade" que quiser. Conheço bem os meandros deste assunto.

Dan Brown foi buscar essas "alucinações" sobre o "hieros gamos" (que ele nem entende bem o que é) à escritora Margaret Starbird.

Já tive a triste experiência de trocar umas valentes discussões com a senhora Starbird num fórum de Internet, e devo dizer-vos que ela é, no mínimo, louca. A sua forma de interpretar os textos sagrados é, no mínimo, "original".

Margaret Starbird, autora de "pérolas" pseudo-eruditas como "The Woman with the Alabaster Jar" é a verdadeira "inventora" das fantasias ultra-feministas do "hieros gamos".

Agora... Tudo isto é falso? Não... A realidade é bem mais complexa.
Precisaria de um tempo imenso para vos explicar, mas no fundo, o que sucede é que estas pessoas, confiantes de que percebem mesmo do assunto, conseguem pegar em factos reais e em simbolos reais, e pervertê-los até à sua inversão total.

René Guénon dizia que, pior do que a ignorância profunda acerca dos símbolos, é a sua total e completa inversão. A coisa representada passa a ser o inverso do que deveria ser.

O "hieros gamos", que esta gente tola julga ser o "casal sagrado" Jesus + Madalena, é um símbolo muito antigo, bastante próximo do símbolo do deus indo-europeu Janus.
No meu blogue, irei publicar ao longo dos próximos dias um extenso estudo sobre a simbologia de Janus/Jana.

Um abraço a todos!

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 13 de julho de 2004, às 09:58

"Para mim Jesus é agora muito mais especial e fantástico, e acho simplesmente repugnante, quer continuar a viver numa mentira, quando a realidade é bem mais interessante!"

Vera, tenha o cuidado para não se deixar cair na situação diametralmente oposta.
É que eu TAMBÉM já pensei como a Vera. Depois de estudar estes temas a fundo, mudei radicalmente de opinião, e sendo católico, sinto que a minha fé se tornou muito mais profunda e séria. Agora olho para trás, e vejo uma enorme infantilidade naquelas que eram as minhas crenças há dez anos. Claro que tudo isto deve ser visto com naturalidade, porque a inexperiência tem destas coisas. Tudo se torna numa profícua experiência didáctica, DESDE que a pessoa seja persistente e vá ao fundo dos temas.

Coragem, e tente ir mais além, Vera...

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 13 de julho de 2004, às 10:02

Realmente, aquela ao meu lado direito é a minha bem amada, aquela a quem foi roubada o cetro da fundacao de minha igreja...a guardia dos meus segredos mais profundos e que um dia serao revelados em alguma pátria ao sul do grande rio e abalará o mundo e os céus e toda a igreja, a falsa igreja que a prostituiu
verá seus dias de fogo e enxofre...

Aquele que é

Afixado por Aquele que é em 13 de julho de 2004, às 17:42

O problema da sociedade de hoje é que apesar de termos acesso ao conhecimento continuamos a querer negá-lo e a querer agarrar-nos às nossas velhas e poeirentas crenças que nos fazem sentir tão seguros. Qualquer coisa aconteceu para de repente surgir tanta informação acerca do Priorado do Sião. O quê, só o tempo nos dirá. Mas a verdade é que a Igreja Católica conseguiu colocar-nos poeira nos olhos durante séculos. Continuaremos a fazer papel de parvos ou vamos libertar-nos dos grilhões que nos impedem de sair da caverna e ver a luz?

Afixado por Senhora das Tempestades em 14 de julho de 2004, às 21:58

Cara "Senhora das Tempestades",

"Qualquer coisa aconteceu para de repente surgir tanta informação acerca do Priorado do Sião. O quê, só o tempo nos dirá. Mas a verdade é que a Igreja Católica conseguiu colocar-nos poeira nos olhos durante séculos. Continuaremos a fazer papel de parvos ou vamos libertar-nos dos grilhões que nos impedem de sair da caverna e ver a luz?"

Com todo o respeito, a senhora leu o que eu escrevi sobre esse pretenso "Priorado de Sião". Por amor de Deus, tenham todos alguma paciência e cuidado, e façam algum trabalho de pesquisa. Já referi vezes sem conta que o "Priorado de Sião", cujo nome origial é "Prieuré de Sion", é uma maquinação moderna, dos anos 50, da autoria de Pierre Plantard e Phillipe de Chérisey, e de alguns amigos destes. É tudo uma gigantesca farsa, e é possível prová-lo com documentação REAL, e factos REAIS. Até quando negarão as pessoas que é tudo um fraude, quando é PERFEITAMENTE possível verificar e validar tudo aquilo que eu digo, sem sequer se sair da cadeira, apenas navegando na Internet nos sites apropriados? Há centenas de documentos na Web, prontos a ser lidos. É esmagador o peso da prova de que a pretensa "ordem secreta" é uma fraude moderna! Será que é assim tão apetecível a teoria de Dan Brown que as pessoas passem, simplesmente, a recusar as provas e as evidências?

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 17 de julho de 2004, às 13:26

Confesso que o livro de Dan Brown despertou a minha curiosidade sobre todas estas polémicas e não haja dúvida de que um bom autor de romances consegue sugestionar a maioria dos leitores e abrir-lhes novas perspectivas de pensamento; no entanto depois de ler esta troca de galhardetes sobre o assunto, também as palavras do Bernardo Sanchez da Motta me despertam curiosidade...Embora a teoria romantizada de Dan Brown seja muito apetecível, não consigo pura e simplesmente saltar por cima das provas e evidências... O único problema é ainda não ter tido ocasião de aprofundar mais o assunto, o que tenciono fazer à medida que tiver tempo. Mas não quero acabar sem dizer que qualquer que seja a conclusão a que consiga chegar, gostei muito de ler o livro, achei empolgante.

Afixado por Margarida V.Pinto em 17 de julho de 2004, às 14:22

O que é verdade e o que não é?
A igreja católica é uma maquinação antiquíssima, a farsa é bem maior do que supostamente essa do priorado do sião e mesmo assim continuamos num mundo católico (já agora pensando por outro lado..por acaso uma sociedade dita secreta quereria ser posta a descoberto sem mais nem menos? a lógica diz-me que nao, que é conveniente que seja tudo visto como uma farsa - os templários foram destruidos por terem sido postos a descoberto e por terem ganho demasiado poder...ninguém é estúpido a ponto de querer repetir erros)
Acerca de farsas...a farsa da igreja católica tem vindo a ser posta a descoberto ao longo dos séculos...no entanto, olhemos em volta, o nosso mundo é católico, é dominado pela igreja católica, é censurado pela igreja católica. Parece-me isso bem mais grave do que uma pretensa sociedade secreta acerca dos filhos de Jesus Cristo. O livro só veio mexer com as nossas velhas e poeirentas ideologias, e só por isso é louvável.

Não interessa se a forma é uma farsa, interessa O QUE É DITO.

Afixado por Senhora das Tempestades em 18 de julho de 2004, às 16:44

"A igreja católica é uma maquinação antiquíssima"

Em quê, de que forma, e como, minha cara?
Esta parece-me ser uma daquelas frases que se diz de forma inconsequente, sem se ter a noção do alcance, da gravidade, e do peso das palavras usadas... Quando se pronunciam acusações tão profundas e tão graves, convém dar um pouco de "substância" argumental...
Até porque a Igreja católica tem 2.000 anos, e por isso, se ela é uma "maquinação antiquíssima", deverão existir inúmeros exemplos dessa "maquinação"...

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 19 de julho de 2004, às 10:36

Há, penso eu, uma questão que a "Senhora das Tempestades" tem que esclarecer, sob pena de lançar aqui e já uma verdadeira tempestade!

Para si, a referida maquinação é consciente? A meu ver, há duas formas de "maquinar" como você diz:

1. "Maquinar" conscientemente: neste caso, falamos de uma "conspiração", na verdadeira acepção da palavra; uma conspiração com 2.000 anos!

2. "Maquinar" inconscientemente: neste caso, falaríamos de uma série enorme de pequenas intrigas, de um "barulho de fundo" intriguista, que apresenta um carácter desordenado, e sobretudo individualista; porque não há uma conspiração uniforme e coordenada, mas sim uma série de "pequenos jogos individuais".

Sobre o primeiro tipo, penso que é desnecessário explicar o quanto ele é ridículo. As gerações tocam-se ao de leve: conhecemos durante a nossa vida, no máximo, uma ou duas gerações acima e abaixo da nossa. Pelo que, supor uma conspiração coordenada de 2.000 anos de existência implica uma extraordinária capacidade de "união conspiratória" com força para manter-se fiel aos seus objectivos "maquinatórios" durante 2.000 anos! Sugiro-lhe que leia Karl Popper. O seu livro "Conjecturas e Refutações" tem um capítulo dedicado aos "mitos conspiratórios" e à falsidade e invalidade destas teorias da conspiração.

Agora, no segundo caso de "maquinação" que eu apresentei, aí sim! Aí eu digo que esse tipo de "pequenas intrigas" existiu e existirá sempre. Mas estaremos sempre a falar de jogos a um nível pessoal, que derivam das falhas do ser humano, e que têm como objectivo um proveito puramente individual e individualista. Não consigo ver erros "maquinatórios" da Igreja Católica, mas sim erros dos seus membros e representantes, o que é algo de TOTALMENTE diferente. Deste modo, a doutrina sai sempre sem uma única beliscadela...

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 19 de julho de 2004, às 10:43

Pois seja verdade ou não, acho que se devia começar a pensar como neste romance do Sr. Dan Brown e dar às senhoras o lugar que elas sempre mereceram.

Bem hajam.

Um crente do sagrado feminino.

Daniel Loureiro

Já agora se querem a verdade leiam o "O Código da Vinci descodificado" das publicaçoes Europa America

Afixado por Daniel em 19 de julho de 2004, às 13:25

Pois seja verdade ou não, acho que se devia começar a pensar como neste romance do Sr. Dan Brown e dar às senhoras o lugar que elas sempre mereceram.

Bem hajam.

Um crente do sagrado feminino.

Daniel Loureiro

Já agora se querem a verdade leiam o "O Código da Vinci descodificado" das publicaçoes Europa America

Afixado por Daniel em 19 de julho de 2004, às 13:25

Olá Daniel,

"Já agora se querem a verdade leiam o "O Código da Vinci descodificado" das publicaçoes Europa America"

Não, Daniel... Errado... O livro que menciona é a obra de Simon Cox, editor-chefe da revista Phenomena. Uma das fontes a que este senhor recorreu para elaborar o seu "the truth behind the facts" foi a Robin Crookshank Hilton, uma das moderadoras do lunático grupo de discussão "Priory of Sion" do site de "newsletters" do Yahoo. Essa senhora sabe tanto sobre o Prieuré de Sion como George W. Bush sabe ler árabe!

As fontes de Simon Cox são, no mínimo, risíveis.
No máximo, suspeitas!
Convenhamos, é sempre útil, para propagar uma boa mentira disfarçada num romance, apresentar um "companion book", pretenso guia "histórico" dos "factos" por trás da história. Estive a folhear o livro de Simon Cox há dias, numa livraria (estão por todo o lado, valha-nos Deus), e juro que encontrei, em menos de cinco minutos, dezenas de erros, que eu ou me engano ou são propositados.

Podemos discutir o "sagrado feminino", seja lá o que isso for (Deus não tem sexo)... Agora, não vamos recorrer a pseudo-literatura, Daniel...

Não leves esta mensagem a peito. Se estás a ler o livro de Simon Cox, por favor, quando terminares, dá uma saltada ao meu site (http://bmotta.planetaclix.pt), ou ao site de Paul Smith sobre o Prieuré de Sion (http://priory-of-sion.com), e confronta as "explicações" pseudo-históricas de Simon Cox com o que está nestes dois sites.

Daniel: bastaria uma pista!! O livro foi editado pela Europa-América! Dá para levar a sério um livro "histórico" editado pela Europa-América?

Caro Daniel, enquanto não fores capaz de sorrir ao ler o livro de Simon Cox, ainda estarás longe de compreender o alcance desta maquinação. Na minha opinião, o livro em questão é ainda mais perigoso do que o romance de Dan Brown, porque o de Cox apresenta-se como um livro de "factos".

Estou em condições de o demonstrar cabalmente!
Se duvidas do que digo, pega numa entrada qualquer do "compêndio" de Simon Cox, e apresenta-a aqui com a explicação que lhe dá o autor... Depois, eu mostro-te a quantidade de burradas que por lá se encontram...

Vais ficar assustado...

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 19 de julho de 2004, às 17:29

Fiz um artigo no meu blogue sobre este livro de Simon Cox:

http://espectadores.blogspot.com/2004_07_01_espectadores_archive.html#108903808029322426

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 19 de julho de 2004, às 17:31

Esperemos que este texto ajude:

http://priory-of-sion.com/psp/id80.html

Trata-se de um artigo muito bem escrito, explícito. Tudo o que o artigo diz, apesar de algumas partes estarem ultra-simplificadas (por razões de concisão), corresponde ao que é, DE FACTO, a verdade sobre toda esta história.
O nome de Jean-Luc Chaumeil é de confiança. Ele possui um imenso espólio documental sobre este tema. Já tive oportunidade de trocar e-mails com ele.

É evidente que esta "versão" da história é muito menos fascinante, meus caros, mas lamento ter que dizer que corresponde à mais pura das verdades. A verdade dos factos pode ser, por vezes, decepcionante...

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 19 de julho de 2004, às 17:41

Bem, eu sou só uma mera leitora que ainda ne chegou ao 10º ano, mas sinto necessidade de comentar este artigo.
Eu acho, sem me basear em qualquer coisa do que um olhar sobre o quadro ,que leonardo escondeu simbolos no seu quadro, que colocou uma enorme ironia nele e um enorme mistério. Se não o tivesse feito, parcerme-ia estranho. Eu pelo menos encontro um novo enigma cada vez que olho para um quadro de Leonardo da Vinci.
Ler os comentários do Bernardo, desapontou-me. E acho que todos os users que se envolveram no livro tanto como eu sentiram o mesmo. Eu pelo menos, com os meus 14 anos, senti-me pela primeira vez fascinada por uma coisa relacionada com o cristianismo. Sempre odiei esta religião e nunca precisei dela, então como explicar a minha forme vontade de ler e estudar a Biblia quando acabei o livro? Acho que como o Bernardo disse, eu quis de tal forma que o que estava descrito no livro fosse real, que me iludi. Todos nós gostariamos de passar uma noite como a de Robert e de Sophie, não?
Eu esperava que a maioria das informações do livro fossem reais, porque senti necessidade disso. Nunca tinha visto mais do que dois ou três quadros de Leonardo da Vinci antes de ler o livro. Nunca me tinha preocupado em saber quem tinha sido Maria Madalena até ler o livro. Nunca me preocupei em saber muito sobre Cristo, quanto mais sobre esta sua seguidora, talvez "amante". A verdade é que "O Código da Vinci", abriu-me uma porta para outros mundos, e constactar que o que li era ficção é duro.
Quanto a Maria ser ou não amante, mulher, companheira de Cristo, acho que ninguém terá nunca provas disso. Na altura esse conceito nem era o mesmo, portanto as provas que ficaram nunca chegarão para comprovar isso. Há quem ache que Maria era uma simples seguidora como todos os outros, há quem ache que era algo mais.
Vi um documentário no História que explicava a vida de Maria e pareceu-me mesmo que ela era mulher dele. Acho que enquanto não me informar melhor vou acreditar nisso. Iludir-me mais um pouco.
Desculpem lá se vos chateei com este comentário, não me baseei em nada mais que a minha opiniao e a minha breve expriencia de vida. Espero que tenham isso em conta antes de me responderem.:P
Ana

Afixado por Ana Pais em 20 de julho de 2004, às 02:43

da Vinci era sem duvida um genio, de tal forma que conseguiu manter o segredo e ao mesmo tempo mostra-lo a todas as pessoas. Nao tenho duvidas que Maria Madalena era a companheira ( esposa) de Jesus Cristo, e que tiveram uma filha, e o santo graal, como e bem evidente no quadro de Leonardo da Vinci- "A Ultima Ceia".

Afixado por Anonymous em 20 de julho de 2004, às 10:52

A ultima mensagem fui eu que enviei, mas esqueci-me de referir que no quadro exixtem outros elementos muito importantes, tais como, o calice formado por Jesus Cristo e Maria Madalena e parecer que S. Pedro esta a cortar a garganta de Maria Madalena.
Existem factos desse casamento dos evangelhos gnosticos.

Afixado por Mafalda Martins em 20 de julho de 2004, às 11:01

Fiquei hiper intusiasmada com o codigo da vinci vou le-lo em 5 dias, devido a maravilhosa descricao da Mafalda Martins.

Afixado por Mariana Santos em 20 de julho de 2004, às 11:06

Olá Ana Pais,

Antes de mais, obrigado pela tua mensagem.

"Bem, eu sou só uma mera leitora que ainda ne chegou ao 10º ano, mas sinto necessidade de comentar este artigo."

A conversa está aberta a todas as idades, Ana!

"Ler os comentários do Bernardo, desapontou-me"

Eu sei, Ana. Mas tenho a certeza que, se estivesses no meu lugar, farias o mesmo.

"Eu pelo menos, com os meus 14 anos, senti-me pela primeira vez fascinada por uma coisa relacionada com o cristianismo. Sempre odiei esta religião e nunca precisei dela, então como explicar a minha forme vontade de ler e estudar a Biblia quando acabei o livro?"

Oh Ana, nem imaginas como eu acho isso espectacular! Ainda bem, repito, AINDA BEM que o Dan Brown serviu para isso! O meu percurso foi quase igual ao teu, se bem que o fiz perto dos meus 18-20 anos. Li um livro chamado "O Santo Graal e a Linhagem Sagrada" que, em 1996, já falava precisamente das mesmas "teorias" que Dan Brown. Como tu, também eu ganhei um interesse que nunca tive pelo cristianismo. Isso é óptimo! Mas Ana, os anos passaram, e eu continuei "agarrado" e fascinado pelo tema, e comecei a perceber como é que tudo aquilo tinha sido "cozinhado", e como muitas coisas não correspondiam à verdade.

"Acho que como o Bernardo disse, eu quis de tal forma que o que estava descrito no livro fosse real, que me iludi. Todos nós gostariamos de passar uma noite como a de Robert e de Sophie, não?"

Acredito!

"A verdade é que "O Código da Vinci", abriu-me uma porta para outros mundos, e constactar que o que li era ficção é duro."

Ana, é essa a única vantagem que vejo no livro de Dan Brown: abrir portas para outros mundos. Mas deixo-te um conselho, que espero que acrediter ser de amigo: a Verdade é bem mais fascinante do que aquilo que descobriste com este livro. Bem sei que as primeiras impressões ficam sempre na nossa memória, como fica na nossa memória aquele entusiasmo arrepiante quando julgamos que estamos a descobrir um segredo. Mas, com o passar do tempo, e pelo que já pude perceber de ti pelo teu comentário, tenho a certeza que vais continuar interessada, e que vais prosseguir com a tua busca pessoal. E garanto-te: vais gostar ainda mais de saber a Verdade.

Depois de um período de desilusão, quando eu compreendi que o meu "segredo preferido" era uma gigantesca farsa, encontrei novo ânimo, e digo-te mais, um ânimo entusiasmante, na procura da verdade dos factos. Ninguém gosta de ser enganado. A minha "vingança" foi tentar saber a verdade, e depois partilhá-la com os outros. Assim, olho para trás, para os tempos em que eu tomei contacto com estas histórias, e sinto-me feliz por ter tido essas experiências, e melhor que tudo, ter "sobrevivido" para encontrar a verdade dos factos. Não me arrependo de nada. Sei que acreditei durante anos em "tangas", mas isso fez-me crescer, aprender, e ganhar uma visão muito original sobre o nosso mundo.

"Quanto a Maria ser ou não amante, mulher, companheira de Cristo, acho que ninguém terá nunca provas disso."

Podes ser nova, mas demonstras mais sensatez que muitos adultos. Há milhares de pessoas adultas que, neste aspecto, se mostram bem infantis, ao acreditar em coisas que não se podem provar.
Concordo 100% contigo. Não se pode saber.

"Vi um documentário no História que explicava a vida de Maria e pareceu-me mesmo que ela era mulher dele. Acho que enquanto não me informar melhor vou acreditar nisso. Iludir-me mais um pouco."

Cuidado com esses documentários, que estão cheios de erros históricos. Costumo ver o canal História com frequência. Em relação a estes temas, com os quais eu tenho alguma familiaridade, eu sei que os documentários são, regra geral, maus em termos do rigor histórico.

"Desculpem lá se vos chateei com este comentário, não me baseei em nada mais que a minha opiniao e a minha breve expriencia de vida."

Nada, Ana. O teu comentário fez-me lembrar o meu percurso que foi muito semelhante. Que não desistas nunca, e que te deixes entusiasmar agora pela busca da verdade, que é aquilo que eu considero mais importante nesta vida. Garanto-te que, se fores persistente e estudiosa, vais descobrir "novos mundos" ainda mais interessantes (porque verdadeiros) que nem suspeitavas que existiam. Continua e boa sorte!

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 20 de julho de 2004, às 12:11

O Livro de Brown é um pouco de luz para este mundo cheio de scuridão e ignorância. Eu sabia que nos países latinos como Portugal, Brasil e França a revolta seria grande, mas vamos lá pessoal, este livro é uma gota a mais no verdadeiro conhecimento.
Não esqueçam que o nosso Livro Sagrado (A Bíblia) foi um jogo político sem precedentes na História da Humanidade. A Igreja assim como Reis a usaram durante todos esses séculos para manobrar as mentes mais desprovidas de inteligência.

Afixado por Luiz Antonio Monteiro em 20 de julho de 2004, às 23:20

Por favor leiam o seguinte livro:
Os Templários, de Piers Paul Read
[The Templars]
História com H maiúsculo e além disso só vem a contrubuir para entender um pouco mais sobre a origem e desenrolar de mitos e religiões, os Templários, Israel, O Islã... Os católicos...

Afixado por Luiz Antonio Monteiro em 20 de julho de 2004, às 23:25

li o livro em dois dias.adorei e me identifiquei imediatamente com a historia.tem tudo a ver e na realidade acho muito provavel algo bem parecido.nosso deus e isso mesmo,sem barreiras,sem fronteiras/ jamais com a visao terrificante da biblia,de um deus que nos ve com pecado,como seres sujos e traidores e acima de tudo respeita imensamente seus filhos,sejam homens ou mulheres.acredito tambem na divindade da mulher ,portanto nada mais natural, que maria madalena foi mulher de jesus e mae de seus filhos

Afixado por valeria em 22 de julho de 2004, às 05:47

li o livro em dois dias.adorei e me identifiquei imediatamente com a historia.tem tudo a ver e na realidade acho muito provavel algo bem parecido.nosso deus e isso mesmo,sem barreiras,sem fronteiras/ jamais com a visao terrificante da biblia,de um deus que nos ve com pecado,como seres sujos e traidores e acima de tudo respeita imensamente seus filhos,sejam homens ou mulheres.acredito tambem na divindade da mulher ,portanto nada mais natural, que maria madalena foi mulher de jesus e mae de seus filhos

Afixado por valeria em 22 de julho de 2004, às 05:48

acredito que a pessoa seja Maria Madalena.. acredito! e acho que no entanto tamb´me possa nao ser verdade. não sou católica, sou wiccan, pondero sempre tudo antes de o aceitar, no entanto fiko triste pelos muitos crentes catolicos k sao demasiado cegos para ver coisas obvias.não falo apenas desse assunto do quadro. a Igreja manipula muito bem as coisas! para mim a Igreja pode ser muito pior que a Máfia pois é um assunto importantíssimo, o mais importante, a questão do divino. não tnho nada contra a ingreja a nao ser isto: a discriminaçao face às mulheres, esconderem a verdade sobre cristo! se deve haver uma biblia que seja com TUDO sobre cristo e o catolicismo.. mas é óbvio que isso seria muito perigoso para eles, traria muitas contradições... é pena que muita gente nao abra os olhos... é pena que o poder traga tanta mentira e corrupção! comprei o livro ontem de tarde! é excelente! estou kuase a acabar!=) fikem bem , bejinhos***

Afixado por Hélène em 22 de julho de 2004, às 16:51

Caro Bernardo.

Acredito que seja um homem determinado a procurar a verdade e que tenha encontrado documentos a contrariar o que tinha lido anteriormente, talvez escritos com mais argúcia. Noto que "passou à frente" do que escrevi que realmente importava e concentrou-se no único ponto que lhe doeu: a mentira da igreja católica. Meu caro. No tempo de Jesus Cristo vigorava uma religião chamada judaísmo. Nesta religião, naquele tempo, conforme o senhor, tão letrado e versado nestas coisas deve saber, o judaísmo impunha o casamento, e uma pessoa que não fosse casada era equivalente aos nossos marginalizados de hoje em dia. Logo, o senhor, se conseguir, explique-me como é que um louco qualquer que não seguia os preceitos da sua própria religião que era a vigente na altura, era sequer ouvido por alguém? Para além do facto de Jesus Cristo mesmo ter dito (a fazer fé na "inspiração divina" dos evangelhos(já voltamos a esta parte) que seguia rigorosamente a Lei (e a Lei, leia-se era a Lei da sua religião - o judaísmo).
Continuemos então. O senhor deve saber perfeitamente que nenhum dos evangelhos foi escrito pelo apóstolo respectivo, com a excepção de algumas epístolas de Paulo, para além de uma louca confusão de factos, locais e lugares que variam desenfreadamente de evangelho para evangelho. Também deve saber que as "profecias" que surgem em cada local específico da bíblia foram acrescentos posteriores aos factos ocorridos.
Correndo o risco de discorrer demasiado num espaço tão pequeno passo para o ponto que não focou: não interessa a forma como é dito, interessa o que é dito.
E meu amigo, o que a igreja católica tem vindo a dizer ao longo dos tempos é um "faz o que eu digo não faças o que eu faço". O celibato dos padres como o senhor deve saber é uma bela manobra económica (um padre solitário gasta muito menos à igreja do que uma família inteira não lhe parece? - para além do facto de que Jesus(afinal é por ele que a igreja existe penso eu...) nunca mencionou na criação de um clero profissional, muito menos um clero profissional celibatário, e MUITO MENOS DE UMA IGREJA QUE O VENERASSE. Basta ler a bíblia meu caro.

Continuando, a religião só deturpa as mentes incautas, é preciso ver tudo com olhos limpos, procurar tudo, questionar tudo.
E o dom desse polémico livro é exactamente obrigar quem o lê a questionar.

Afixado por Senhora das Tempestades em 22 de julho de 2004, às 21:12

Caro Bernardo:

como vê, eu procuro sempre mais além do que é dito, e ao procurar mais além das suas palavras encontrei por acaso o seu reduto bloguístico na internet e passo a citar as suas palavras:


"Quando pela primeira vez mencionei aqui a existência deste reduto de ateus bloguísticos, afirmei que eles pareciam sofrer de uma profunda atrofia intelectual. A expressão era, sem dúvida, forte. E na altura, retraí-me dela. Mas não posso deixar de afirmar que, decorridos já vários confrontos em que se fez ver a estes senhores que o Mundo não era a caixa de areia em que eles brincavam (caixa de areia essa desenhada por "gurus" deles como Sagan ou Hawkins, ou Jay Gould), eles continuaram e teimaram em não reconhecer a estreiteza assustadora das suas ideias."

Caro Bernardo: duvido muito que Carl Sagan ou Stephen Hawkins sofram de algum tipo de "atrofia intelectual", e considero muito mais grave a "estreiteza assustadora" das ideias de uma mente excessivamente religiosa do que de cientistas que sondam os mistérios palpáveis do universo. Pelo menos eles não se deixam dominar por regras construídas por padres corruptos ansiosos pelo Poder e por uma sexualidade que nunca tiveram(os padres, leia-se). (ou que tristemente tiveram conforme se pode ver nos crescentes casos de pedofilia que os padres da igreja católica revelam cada dia que passa)

Sem mais por hoje, despeço-me atenciosamente

Afixado por Senhora das Tempestades em 22 de julho de 2004, às 22:18

Cara "Senhora das Tempestades",

Nem imagina a paciência que é preciso para, dia após dia, suportar as investidas de pessoas anónimas, que adoram apontar-me o dedo. Eu não devo nem temo, minha cara. O meu nome está escarrapachado por todo o lado. Já dei, em tempos, a uns senhores ateus anónimos, a minha morada, o meu telefone, e tudo. Investir atrás do anonimato é sempre mais fácil.

Eu sustenho tudo o que disse e escrevo. Quando me engano (o que não é raro), tento ser o primeiro a reconhecê-lo.

Posto este esclarecimento, vamos às suas questões:

"Noto que "passou à frente" do que escrevi que realmente importava e concentrou-se no único ponto que lhe doeu: a mentira da igreja católica."

Não passei à frente. Seja concreta e ponha questões concretas, porque dizer coisas de grande gravidade, e ao mesmo tempo, assustadoramente vagas, já se está a tornar moda.

"o judaísmo impunha o casamento, e uma pessoa que não fosse casada era equivalente aos nossos marginalizados de hoje em dia."

Sim, o judaísmo impunha o casamento. Contudo, existiam várias comunidades à margem da sociedade, que funcionavam como mosteiros, onde homens se dedicavam a uma vida espiritual celibatária. Profetas e visionários isolados viviam identicamente, por vezes, em celibato.

Daí a dizer que a sociedade os "marginalizava", implica sustentar a ideia de que ninguém lhes ligava nem os seguia. E isso, minha cara, parece-me um perfeito disparate.

"Logo, o senhor, se conseguir, explique-me como é que um louco qualquer que não seguia os preceitos da sua própria religião que era a vigente na altura, era sequer ouvido por alguém?"

Surpreendente, não é? Tão louco era, que multidões o seguiam. Que quer que lhe explique? Para além de que estamos perante um homem que é Deus e que é, a todos os níveis, uma pessoa única?

"O senhor deve saber perfeitamente que nenhum dos evangelhos foi escrito pelo apóstolo respectivo"

Mas qual "apóstolo respectivo"? Você sabe do que fala? Espero que sim! Os evangelhos não têm "nomes de apóstolos". Mateus não era apóstolo, Marcos também não, Lucas idem. O único que se crê ter sido apóstolo, é S. João. A igreja nunca sustentou que os sinópticos fossem obra de apóstolos. O nome "sinóptico" implica uma presença real de contemporaneidade com Cristo, mas não implica que estes três primeiros evangelistas tivessem feito parte do grupo dos doze.
S. João, claro, é algo de radicalmente diferente, e a sua escrita o atesta. Parece-me uma tese bastante sólida aquela que a Igreja sustenta, de que S. João evangelista era o apóstolo S. João, "aquele que Jesus amava".

"com a excepção de algumas epístolas de Paulo"

O quê?? Que leio eu?
S. Paulo não era apóstolo, nunca foi apóstolo!
Passou a ser seguidor do cristianismo depois da visão que teve, altura em que mudou o seu nome de Saulo de Tarso para Paulo.

"para além de uma louca confusão de factos, locais e lugares que variam desenfreadamente de evangelho para evangelho"

Mas a que confusão se refere, por favor? Seja específica. Senão é impossível falar de assuntos tão complexos desta forma desconexa.

"Também deve saber que as "profecias" que surgem em cada local específico da bíblia foram acrescentos posteriores aos factos ocorridos."

A que é que se refere?
Desconheço de que "acrescentos" fala. Se não me falha a memória, o último capítulo de um dos evangelhos (salvo erro S. Marcos) é uma adição posterior, mas este evangelho não é uma profecia. S. Marcos não foi profeta!

"O celibato dos padres como o senhor deve saber é uma bela manobra económica"

Isso é um perfeito disparate.
O celibato, que nem sequer é obrigatório noutras igrejas cristãs, foi escolhido pela Igreja Católica como forma de perfeição na dedicação ao trabalho divino.
Eu não sou árduo defensor do celibato, mas também me parece uma pura tolice atacá-lo. As pessoas são livres de seguir a vida que querem. Longe vão os tempos das crianças que eram obrigadas a ir para o seminário.

"Jesus(afinal é por ele que a igreja existe penso eu...) nunca mencionou na criação de um clero profissional, muito menos um clero profissional celibatário, e MUITO MENOS DE UMA IGREJA QUE O VENERASSE. Basta ler a bíblia meu caro."

Jesus não legislou. Ponto final.
Você parece deliberadamente pisar e ignorar aquilo que é a "tradição apostólica". Relembro-lhe que a Igreja Cátólica é, para além de Romana, Apostólica, ou seja, segue a tradição dos apóstolos. Depois da morte de Jesus, os apóstolos decidiram organizar-se. E, desculpe que lhe diga, a forma que escolheram para se organizar é perfeitamente legítima! Pois se eram eles os representantes na Terra da doutrina de Cristo, porque é que não haveriam de escolher a forma de se organizarem??

"Continuando, a religião só deturpa as mentes incautas"

Se acha isso, acha-me incauto.

"é preciso ver tudo com olhos limpos, procurar tudo, questionar tudo."

Está a insinuar que eu não o faço?

"E o dom desse polémico livro é exactamente obrigar quem o lê a questionar."

Se fizer as pessoas questionarem-se, só posso louvar esse facto.
Se fizer as pessoas aderirem numa lunática espiral de anti-catolicismo, sem qualquer fundamento lógico ou histórico, só posso condenar esse facto.

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 23 de julho de 2004, às 12:10

Lá vamos outra vez, "Senhora das Tempestades".

Já vi que você gosta, pelo menos, de uma boa "tempestade" :)

"Caro Bernardo: duvido muito que Carl Sagan ou Stephen Hawkins sofram de algum tipo de "atrofia intelectual""

Depende do que considera "intelectual".
Se por "intelectual", entende "intelectualidade científica e matemática", concordo consigo que eles não me parecem sofrer de atrofias.

Se por "intelectual", entende "espiritual" (para mim são sinónimos), então eu acho que eles possuem uma intelectualidade, neste campo, muito limitada e reduzida. É a minha opinião, e (ainda) sou livre de ter as minhas opiniões. Para além disso, o termo "atrofia intelectual" foi aplicado a uns senhores ateus da nossa praça que adoram gozar com os crentes, e por isso, eu nem sequer estava a atacar Sagan ou Hawkins, estava só a afirmar que, para os meus amiguinhos ateus em questão, estes dois senhores (e Stephen Jay Gould) eram ídolos intelectuais dignos de veneração.
Para mim, não são. Lamento.
Respeito-os como autoridades nas suas áreas específicas, mas estou longe de considerá-los referências para a minha forma de ver o Mundo.

"E considero muito mais grave a "estreiteza assustadora" das ideias de uma mente excessivamente religiosa do que de cientistas que sondam os mistérios palpáveis do universo."

"palpáveis"! Gostei! Ou seja, o que não é palpável não presta?

"Pelo menos eles não se deixam dominar por regras construídas por padres corruptos ansiosos pelo Poder"

Por estas palavras inusitadas, parece que todos os padres são ansiosos por poder... Isso é patético... Que poder têm eles?

"e por uma sexualidade que nunca tiveram(os padres, leia-se)"

Outra vez a obcessão pelo sexo. Cara "Senhora das Tempestades", conheço muitos padres, e alguns deles são amigos de longa data. Não me consta que sejam obcecados pelo sexo. É algo que me deixa perplexo: a opção pelo celibato é vista por muita gente como um tipo particularmente refinado de perversão (anti-)sexual. Isso é ridículo!! E um homem ou mulher que nunca se casam, e que não sejam padre nem freira? Será que também os ataca desta maneira?

Celibatário é qualquer um, homem ou mulher, que opte por viver sozinho. Celibatário não é sinónimo de padre nem de freira! Você sabe isso, certo?

Então, você é anti-padre ou anti-celibato, "lato senso"? Ainda não percebi...

"(ou que tristemente tiveram conforme se pode ver nos crescentes casos de pedofilia que os padres da igreja católica revelam cada dia que passa)"

Cara "Senhora das Tempestades", ando a ficar um bocado farto da eterna questão da pedofilia. Eis o que eu penso: um padre pedófilo é um cidadão como todos os outros, e nesse aspecto deve ser julgado pela justiça. Pergunta-me: acho bem que se encubram casos de pedofilia? Não, acho mal!! Acho bem que se mantenham padres pedófilos em actividade ministerial? Não, acho mal!!

Já agora, uma correcção linguística fica sempre bem: uma pessoa pode ser pedófila sem cometer qualquer tipo de crime aos olhos da justiça humana. Porventura, a "Senhora" está a falar de abuso sexual de menores, e nesse sentido, é evidente que eu considero que todos esses padres que praticam este tipo particularmente perverso de abuso deveriam ser levados à Justiça, presos, e privados de qualquer dignidade sacerdotal.

O que me deixa particularmente perplexo (no meio de tantas outras coisas que me espantam), é que você considere que, pelo facto de eu defender a doutrina católica, eu tenha que concordar com qualquer tipo de crime, neste caso o abuso sexual de menores?

Porque é que referiu este assunto, se não fosse com a intenção de mo atirar à cara, como se eu defendesse tal abominação?

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 23 de julho de 2004, às 12:32

Caro Bernardo:

Devo dar-lhe razão pelo meu erro na palavra "respectivos "apóstolos"".

Parece-me que está a confundir tudo..."

palpáveis"! Gostei! Ou seja, o que não é palpável não presta?

- o que não é palpável geralmente é a única coisa que presta. Mas parece-me que estamos a cair numa espiral. É exactamente o senhor que defende que o que é palpável e comprovável é a única coisa que presta. A igreja católica É palpável. O que a igreja católica fez foi transformar a espiritualidade de Cristo em algo vendável (e rentável leia-se). Senão vejamos, os "10 mandamentos" na Bílblia que incluem no primeiro a proibição de adorar ídolos "palpáveis". Não preciso de exemplificar a quantidade incrível de representações de santos, virgens, jesuses e até mesmo de Deus pois não? E também não preciso de relembrar as indulgências que os tristes dos católicos tinham de pagar para poderem continuar a cometer os seus pecados ou para comprarem o seu lugar no céu.
E uma igreja que defende tanta perfeição aos seus fiéis e que demonstra ser tão corrupta e hipócrita pelo menos de mim(que acho que também tenho o meu direito a ter opiniões) não merece nem um grão de mostarda do meu respeito.
Mais uma coisa, talvez me tenha exaltado mas quando vejo tanta revolta contra um livro que veio abrir horizontes a muita gente e tanta defesa a uma instituição que, a meu ver, a única coisa que faz é atirar areia para os olhos dos seus crentes, e no entretanto extorquir-lhe "algum" sinto-me no dever de falar um pouco acerca das descobertas que tenho feito ao longo do tempo acerca da mesma.
E não entendo como coisas tão simples como o maior humanista de todos os tempos ter tido algo tão simples como mulher e filhos o revolta tanto.
Jesus, bernardo, se fosse Deus, tinha conseguido converter a humanidade inteira, e não apenas uma pequena comunidade que depois foi alargada graças a um tal de Constantino.
E não sei que livros andou a ler, mas se serviram para se voltar de novo para o estádio mais embrutecido da evolução espiritual humana que é a religião, creio que talvez tenha lido os livros errados e que devia procurar muito mais do que aceitar dogmas e ritos que há muito que perderam qualquer sentido.
E mais uma coisa. Eu sou cristã, mas não católica, nem protestante nem seja lá o que for que me transforme numa ovelha que se limita a seguir a massa.

Afixado por Senhora das Tempestades em 23 de julho de 2004, às 14:00

S. João, claro, é algo de radicalmente diferente, e a sua escrita o atesta. Parece-me uma tese bastante sólida aquela que a Igreja sustenta, de que S. João evangelista era o apóstolo S. João, "aquele que Jesus amava".

O evangelho de João foi escrito em meados do século II depois de Cristo. Exceptuando o facto de João ter vivido por volta de cento e muitos anos(naquele tempo em que as pessoas viviam tanto tempo:) ) e ainda conseguir ter a memória tão fresca e as articulações tão cuidadas que conseguiu escrever um evangelho daqueles...
Que tese é essa bastante sólida?

Afixado por Anonymous em 23 de julho de 2004, às 14:09

S. João, claro, é algo de radicalmente diferente, e a sua escrita o atesta. Parece-me uma tese bastante sólida aquela que a Igreja sustenta, de que S. João evangelista era o apóstolo S. João, "aquele que Jesus amava".

O evangelho de João foi escrito em meados do século II depois de Cristo. Exceptuando o facto de João ter vivido por volta de cento e muitos anos(naquele tempo em que as pessoas viviam tanto tempo:) ) e ainda conseguir ter a memória tão fresca e as articulações tão cuidadas que conseguiu escrever um evangelho daqueles...
Que tese é essa bastante sólida?

Afixado por Senhor das Tempestades em 23 de julho de 2004, às 14:09

humm transformei-me em Senhor das tempestades por lapso do teclado:) não se trata de nenhum fenómeno de hermafroditismo:)

Afixado por Senhora das Tempestades em 23 de julho de 2004, às 14:12

Para além do facto de Jesus Cristo mesmo ter dito (a fazer fé na "inspiração divina" dos evangelhos(já voltamos a esta parte) que seguia rigorosamente a Lei (e a Lei, leia-se era a Lei da sua religião - o judaísmo).

Não me lembro de qualquer passagem da bíblia que dissesse que Jesus vivia nalgum mosteiro, aliás pelo que percebi, Jesus era um alegre filho de carpinteiro com alguns dons espirituais. Mas se essa passagem existe, então estou aberta a beber do seu conhecimento. Mas a verdade é que existe uma passagem em que Jesus afirma seguir a Lei judaica...em que ficamos? Jesus vivia à margem da sociedade E tinha uma vida normal seguindo a lei da sua religião? Há aqui qualquer coisa que não bate certo não há?

Afixado por Senhora das Tempestades em 23 de julho de 2004, às 14:17

Cara "Senhora",

"É exactamente o senhor que defende que o que é palpável e comprovável é a única coisa que presta."

Peço desculpas pela confusão. Vou tentar explicar:

1. Gosto e defendo factos reais e concretos, ou seja, factos palpáveis, quando se quer chegar ao fundo de uma questão histórica
2. Concebo verdades supra-históricas, como verdades metafísicas, que são na sua natureza plenamente abstractas, e que por isso, não são palpáveis.

Os cientistas que "sondam os mistérios do Universo", cometem na minha modesta opinião, um erro de metodologia que tem consequências importantes, sendo a mais importante a de verem limitado o seu domínio de trabalho ao domínio do empírico: usando apenas uma abordagem empírica, eles trabalham exclusivamente com base em "fenómenos" observáveis ou cientificamente testáveis. Para mim, o problema está em que, com esta abordagem, estaremos bem longe de conhecer os "mistérios" de um Universo que, sobretudo, escapa aos nossos sentidos. Não é com empirismo que iremos compreender uma realidade que é, sobretudo, extra-sensorial (ou melhor, supra-sensorial).

Resumindo: sendo crente, acredito em Deus e no facto de Deus ser o Criador de tudo o que existe. Como Deus não pode ser tocado, cheirado, visto, ouvido ou provado, é evidente que para mim tem imenso valor tudo o que é supra-sensorial, porque vejo o meu próprio Criador como uma entidade supra-sensorial.

Esclareci?

"Senão vejamos, os "10 mandamentos" na Bílblia que incluem no primeiro a proibição de adorar ídolos "palpáveis"."

Penso que aqui há uma confusão entre a veneração de uma divindade e a veneração de santos.

O primeiro mandamento exige a devoção e a crença num único Deus. Todas as verdadeiras tradições são monoteístas: o politeísmo resulta sempre de uma incompreensão da unidade que está por detrás de todas as multiplicidades. Num caso típico, o do Hinduismo, vemos que a doutrina é essencialmente de Unidade, apesar da multiplicidade de "deuses", que não são Deus, mas sim algo de semelhante aos nossos "anjos", no sentido em que correspondem a seres supra-humanos, mas infra-divinos. O Hinduísmo apenas se manifesta como crença politeísta nas práticas populares nas mais baixas camadas da sociedade; a casta Brâmane, detentora da doutrina, sabe perfeitamente que todas as multiplicidades de "deuses" se unificam num único Princípio, que é Brahma.

Regressando ao judaísmo e ao cristianismo: não há mal nenhum em adorar santos e santas, desde que não os adoremos como divindades, mas sim como pessoas merecedoras da nossa consideração, admiração, respeito, etc.
A devoção a Deus é reservada a uma única entidade.

"E também não preciso de relembrar as indulgências que os tristes dos católicos tinham de pagar para poderem continuar a cometer os seus pecados ou para comprarem o seu lugar no céu."

O que é que a faz pensar que eu concordo com as indulgências, ou com qualquer forma de simonia? Ou mais geralmente, com outras práticas reprováveis, como a do nepotismo?

"E uma igreja que defende tanta perfeição aos seus fiéis e que demonstra ser tão corrupta e hipócrita"

A intenção de santidade da Igreja ficará sempre áquem dos resultados práticos da pouca santidade dos seus membros e representantes,pelo simples facto de que é algo de perfeito e divino que tenta ser seguido e cumprido por homens que são imperfeitos.

"quando vejo tanta revolta contra um livro que veio abrir horizontes a muita gente"

Repito: se abre horizontes, óptimo. Se os fecha, péssimo. Se o leitor for "picado" pelo fascínio por estes temas, isso é excelente. Foi o que sucedeu comigo há dez anos, e foi o que me fez pesquisar... Se as pessoas ficarem-se pelas tretas anti-católicas do livro, não fizerem mais pesquisa, e se dedicarem à propagação da sua própria ignorância, isso já será grave e condenável.

"e tanta defesa a uma instituição"

O que diz é injusto. Defendo o que considero justo, e ataco o que considero injusto. Não me vê defender cegamente a Igreja, mas sim vê-me a defender criteriosamente a Igreja, porque pesando os prós e os contras, eu ainda acho que a Igreja merece ser defendida. Mas não me calo quando toca a criticar as asneiras que a Igreja (como QUALQUER organização humana) faz...

"ter tido algo tão simples como mulher e filhos o revolta tanto."

Leia de novo as minhas mensagens. Insisto sempre que isso não me choca nem me revolta. As consequências teológicas de um Jesus casado não são relevantes. Simplesmente, tal tese parece-me, até falta de indícios contrários, uma tese pouco provável.

"tinha conseguido converter a humanidade inteira"

Mas, minha "Senhora", a humanidade inteira é feita de pessoas muito diferentes. Se calhar, para um hindu devoto, o cristianismo não faz falta! Já vê por esta minha frase como eu posso estar em desacordo com o que diz a Igreja? Já fica contente por descobrir este meu lado contestatário?

"creio que talvez tenha lido os livros errados e que devia procurar muito mais do que aceitar dogmas e ritos que há muito que perderam qualquer sentido."

Obrigado pela sua preocupação. Ando a ler os livros certos, se não não me consideraria "no bom caminho". Se você não vê o sentido dos dogmas e dos ritos, desculpe que lhe diga, mas é problema seu. E é livre para os não seguir, e para deixar em paz aqueles que sabem o significado dos ritos, e que cumprem os dogmas porque os aceitam de livre vontade e inteligência.

"ovelha que se limita a seguir a massa."

Eu não me limito a seguir a massa, e penso que deixo em todo o lado, e em tudo o que escrevo, sinais evidentes disso.

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 23 de julho de 2004, às 16:23

"O evangelho de João foi escrito em meados do século II depois de Cristo. "

Deixo-lhe com um texto sobre a história da Bíblia, que em tempos esteve no meu site:

"O Evangelho de S. João e o livro do Apocalipse (último livro da Bíblia, que relata a visão que S. João teve do Fim dos Tempos), ambos da autoria de S. João, deverão ter sido escritos entre 90 e 100 d.C., provindo de uma tradição antiga a hipótese de que o Evangelho teria sido editado pela igreja de Éfeso, na costa ocidental da Ásia Menor (actual Turquia). Pensa-se que S. João Evangelista era o apóstolo João, o filho de Zebedeu, o "discípulo que Jesus mais amava", mas esta hipótese tem dado origem a acesas discussões entre os especialistas, preferindo muitos separar João, o Apóstolo, de João, o Evangelista. Os seus escritos revelam-nos uma fé num estado teológico já muito avançado. O livro do Apocalipse, segundo as palavras do próprio autor (Apocalipse 1, 9), foi escrito na ilha grega de Patmos, na Gruta da Revelação, para onde o evangelista, que estaria a viver em Éfeso, teria sido exilado devido aos seus actos em prol do cristianismo. Terminado o seu exílio na ilha, S. João regressou a Éfeso em 97 d.C., onde terá vivido até morrer com idade muito avançada (entre 110 e 120 anos)."

Se estiver com atenção aos noticiários, vai saber que se fala, de vez em quando, em pessoas que morrem muito velhas, com 110 ou 120 anos. Trata-se de algo raro, mas verídico.

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 23 de julho de 2004, às 16:30

"Não me lembro de qualquer passagem da bíblia que dissesse que Jesus vivia nalgum mosteiro"

Nunca disse isso. Jesus não viveu, que se saiba, em nenhum "mosteiro". E mais... Eu tive o cuidado de escrever "que funcionavam como mosteiros", porque é evidente que os mosteiros são invenção "recente", tendo surgido nos primórdios da Idade Média. Feita a correcção, a frase que eu escrevi serviu apenas para lhe dizer que não era assim tão raro encontrar celibatários judeus.

"Jesus vivia à margem da sociedade"

Nunca disse que Jesus vivia à margem da sociedade.

"Há aqui qualquer coisa que não bate certo não há?"

Talvez não.
Deixe-me encontrar argumentos fundamentados na Torah. Voltarei a este tema mais tarde.

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 23 de julho de 2004, às 16:38

Axo k deviam akordar pa vida!dan brown e um escritor ker vender livros nd mais!se kontinuam a akreditar nixo vaoxe foder!Grzie

Afixado por Ikxus em 24 de julho de 2004, às 04:41

o nuno e gay!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1

Afixado por Anonymous em 24 de julho de 2004, às 04:43

no need to be rude! santa paciência! há gente que não sabe mesmo nada, nao tem cultura, nao le, e qd nao sabe e sente-se ignorante insulta os outros... ai, ai.. whatever!

Afixado por Hélène em 24 de julho de 2004, às 19:34

Calminha, Ikjus.
OK?

Afixado por Rogério da Costa Pereira em 24 de julho de 2004, às 21:46

Estou a ler o Código Da Vinci e esta leitura, fez-me já vir algumas vezes à Internet fazer várias pesquisas sobre variados temas abordados no livro. (Por isso mesmo aqui estou! Encontrei este Blog no meio dessas buscas)
Tenho pesquisado sobre "o" Opus Dei e sobre a ODAN obviamente e até descobri que o nosso ex-Primeiro Ministro Guterres é um membro do Opus Dei (Li por aqui algures que se deve dizer "do Opus Dei" e não "da Opus Dei"... vá se lá saber.. .até nisso são misóginos... soa muito melhor dizer "da", não soa?... tipo "A Seita" hehehe)bem como o actual Presidente da Assembleia da República, João Bosco Mota Amaral e até aquele tipo importante da Banca, do Millenium BCP - Jardim Gonçalves...
Nunca me ia passar pela cabeça procurar certas coisas que tenho vindo a procurar e que me têm feito tropeçar noutras que nem procurava...
Realmente o livro despoleta uma forte vontade de perceber melhor algumas coisas e, pelo menos a mim, fez-me procurar e investigar. Acho isso muito positivo.
Sem dúvida um dos melhores livros de sempre... E olhem que eu estudei literatura...

Beijinhos e Abraços

Ana

Afixado por Ana Afonso em 27 de julho de 2004, às 22:52

"dogmas porque os aceitam de livre vontade e inteligência."

Desde quando aceitar cegamente um dogma sem procurar mais fundo e verificar se ele realmente faz algum sentido é sinal de livre vontade e inteligência?

Afixado por Senhora das Tempestades em 29 de julho de 2004, às 12:57

"Desde quando aceitar cegamente um dogma sem procurar mais fundo e verificar se ele realmente faz algum sentido é sinal de livre vontade e inteligência?"

Três erros numa frase, "Senhora", três erros:

1. Não aceito os dogmas "cegamente"
2. Não aceito os dogmas sem "procurar mais fundo"
2. Não aceito os dogmas sem "verificar se fazem sentido"

Porquê este tríplice mal-entendido? Expliquei-me mal? Está com algum dogma atravessado na garganta? Está a pensar nalgum em concreto?

"Dogma" não é uma "palavra-papão", daquelas que se deve odiar e repudiar... "Dogma" é a fixação de uma verdade doutrinária. Há quem diga que fixar verdades doutrinárias é algo de arrogante, obtuso e retrógrado...

Eis o que eu penso: a doutrina, quando não adulterada, é algo de estável. Não tem que mudar, porque não está sujeito a "modas" nem à constante metamorfose do tempo. A doutrina reflecte algo de transcendente, e como tal, transcende o tempo e o espaço. Surpreendentemente, uma doutrina "mutante" é algo que muita gente hoje em dia defende. Eu não. Por isso, não me arrepia coisa nenhuma que uma doutrina seja o que é: algo de fixo, porque está bom como está. Está correcto como está. Para quê mudar o que está bom só por mudar?

Há, contudo, uma subtileza neste meu discurso: falei da "essência" da doutrina. Os dogmas incidem sobre aspectos da essência doutrinária. Por isso, correspondem à fixação de verdades necessárias à doutrina.

A "forma" da doutrina, ou seja, os vários modos contingentes pelos quais ela é dada a conhecer, essa pode perfeitamente mudar.

Não tenho nada contra as bíblias e catecismos em formato electrónico, na Web, ou mesmo dentro de uma caneta USB!! Não tenho nada contra os meios modernos postos ao dispor da doutrina.

Até as próprias palavras, desde que não vejam o seu significado pervertido, podem ser adequadas ao nosso interlocutor, e aos tempos em que vivemos.

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 29 de julho de 2004, às 15:36

eu achei o livro bastante bom..se é so ficçao , paciencia...afinal, fraude maior é a biblia e a igreja catolica, onde se pudessem ainda hj seguiam o malleus maleficarum e queimavam pagaos, onde a mulher é inferior ao homem, onde nao se pode disfrutar o sexo k é a propria essencia da vida, e por ai adiante...

Afixado por leninah em 11 de agosto de 2004, às 19:32

achei uma cena estranha no livro...diz la que o priorado do siao considerava o ingles uma lingua pura por nao estar "corrompida" pelo latim, mas fiz uma pesquisa e descobri que mesmo sendo uma lingua anglo-saxonica, cerca de 60% das palavras inglesas têm raiz latina...esquisito nao?

Afixado por phoenix em 13 de agosto de 2004, às 17:41

Phoenix,

Não tem nada de esquisito. O que você descobriu está correcto. É normalíssimo. O inglês só começou a ser usado como língua oficial nos tempos de Shakespeare. Anteriormente, era usado o francês, e nos documentos oficiais o latim.

O disparate de Dan Brown é evidente. O inglês não pode ser a "língua pura". Sabem onde Dan Brown foi buscar isso?? Mais uma vez, foi buscá-lo ao mistério de Rennes-le-Château, mais concretamente à questão do livro misterioso do padre Henri Boudet. Este padre, contemporâneo de Bérenger Saunière, era o sacerdote de Rennes-les-Bains, localidade vizinha de Rennes-le-Château. O padre Boudet escreveu um livro intitulado "La Vraie Langue Celtique", onde ele empreende um estranho e altamente contestato estudo linguístico baseado na Bíblia, em que ele afirma (e pretende demostrar) precisamente que o inglês é a língua mais antiga, a língua que falavam os patriarcas e também antecessora da língua céltica.

O livro foi, no seu tempo, se não me engano, apresentado à Sociedade de Belas-Artes de Carcassonne, tendo enfrentado uma reacção extremamente crítica. Os críticos manifestavam-se estupefactos pelo facto de um homem tão culto e erudito como o padre Boudet ter apresentado uma tese tão ridícula e insustentável. E o que é surpreendente é que, lendo o "La Vraie Langue Celtique", ficamos pasmados pela densidade da argumentação. Tudo é rebuscadíssimo, e inverosímil, mas ficamos chocados pelo enorme esforço de "justificação" linguística do padre Boudet.

Segundo os entusiastas do "mistério" de Rennes, o livro de Boudet é um livro em código (como não podia deixar de ser). Dan Brown, conhecendo o mistério de Rennes, não poderia ter ignorado a obra de Boudet. Certamente, é daqui que vem o disparate sobre a "antiguidade" do inglês...

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 16 de agosto de 2004, às 09:56

Eis uma foto da capa original do "La Vraie Langue Celtique" do padre Henri Boudet:

http://www.renneslechateau.com/photos/format/0267.jpg

Uma biografia de Henri Boudet (no meu site):

http://bmotta.planetaclix.pt/personagens.html#boudet

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 16 de agosto de 2004, às 09:59

Gostaria de poder saber mais detalhes sobre essa história. Já li o livro e queria poder ver em sites ou outros livros a mesma teoria sobre Maria Madalena que me dessem certeza do que Dan Brown escreve. Alguém pode me ajudar?

Afixado por Juliana em 16 de agosto de 2004, às 20:49

acerca do "evangelho de maria madalena" que dan brown fala no seu livro axei este pequeno texto :

"O Evangelho de Maria

O chamado Evangelho de Maria, é um texto provavelmente do século II ou III, encontrado no Egito, que faz parte dos denominados Códices de Berlim, juntamente com os Apócrifos de João e outros textos. Menos da metade do documento foi preservado, sendo que dez das dezenove páginas estão perdidas.

A principal personagem do evangelho é Maria, mas não há certeza se ela é a Madalena ou não. Como ela é referenciada várias vezes no texto como "discípula amada", e pelo conteúdo do texto, os analistas inferem que se trata de Maria Madalena."

quem kiser ler na integra fika aqui o site :
http://www.sca.org.br/biografias/bsmm19.htm

Afixado por phoenix em 16 de agosto de 2004, às 21:18

esse site é muitissimo interessante, fala claramente sem floreados romancescos sobre maria madalena...

Afixado por phoenix em 16 de agosto de 2004, às 21:22

mais outro site jeitoso, uma critica bastante mázinha ao "codigo da vinci"
http://www.wtzine.com/davinci.htm

Afixado por phoenix em 16 de agosto de 2004, às 21:34

Temos o prazer e a honra, a partir de hoje, de contar com o Bernardo Sanchez da Motta como nosso colega afixador, aqui no afixe. Assim, escusa o "mestre" de estar remetido aos comentários e podem os interessados, dia-a-dia, ir vendo as suas publicações no Afixe.

Bons posts, Bernardo.

Afixado por monty em 19 de agosto de 2004, às 20:23

Temos o prazer e a honra, a partir de hoje, de contar com o Bernardo Sanchez da Motta como nosso colega afixador, aqui no afixe. Assim, escusa o "mestre" de estar remetido aos comentários e podem os interessados, dia-a-dia, ir vendo as suas publicações no Afixe.

Bons posts, Bernardo.

Afixado por monty em 19 de agosto de 2004, às 20:24

Bem pelo menos o livro tem uma virtude indiscutível, pôs toda a gente a reflectir sobre a questão.

Terá a Igreja Católica a visão de toda a verdade da vida de Jesus Cristo????

Só a dúvida e a discussão é positiva, quanto a polémica não percebo apenas se retrata a figura de Cristo como Humano

O livro é bom o filme nunca será tão bom

Afixado por Jorge Machado em 20 de agosto de 2004, às 03:37

Bernardo

Estava no site da bertrand e fui para comentar sobre o livro "o código da vinci"... ja dei uma vista de olhos no teu site e recomendei no meu comentário que o visitassem para uma pesquisa mais profunda. Parabéns pelo excelente trabalho no site

Afixado por Phoenix em 20 de agosto de 2004, às 21:20

Depois de ler a sua tentativa de derrube da minha argumentação acerca de dogmas não posso deixar de concordar com o José no seu post. Acaso faz parte de alguma seita religiosa? é que não tem feito mais que tentar desmontar os argumentos que atacam a igreja católica, tanto do livro como dos "postadores" deste site, e tem revelado uma certa visão unilateral do mundo e especificamente da religião.
""Dogma" é a fixação de uma verdade doutrinária."
Não posso deixar de sentir uma certa pena quando leio frases destas por uma pessoa que até parece ter alguma cultura geral. E voltando ainda ao livro, o Dan Brown não é nenhum deus, é evidente que há erros no livro, mas parece que mesmo apesar dos erros o livro não será tão disparatado de todo, senão não merecia tanto gasto de saliva da sua parte. Não vejo ninguém tão preocupado com algo realmente sem qualidade como um livro de uma margarida rebelo pinto. Quando as coisas doem, temos tendência para espernear...
E engraçado também terá sido o ignorar do comentário do José. Não terá entendido talvez...não me surpreende.

Afixado por Senhora das Tempestades em 21 de agosto de 2004, às 18:24

Caro Bernardo:

Passeando-me no seu famoso site deparei uma vez mais com afirmações que me fizeram abrir a boca de espanto.

""Na verdade, foi apenas em anos recentes que a Igreja Cristã elegeu mulheres sacerdotes, mostrando quão completa fora a subjugação da mulher pela doutrina judaico-cristã"

Estas palavras escritas por um feminista convicto deveriam fazer sorrir qualquer pessoa, mas hoje em dia, surpreendentemente, são bem poucos os que sorririam. Simon Cox demonstra, simplesmente, uma gritante ignorância da função e dos requisitos do sacerdócio."

Desde quando para se ser sacerdote é necessária uma pila? Ou..não espere...pois..as mulheres são demasiado histéricas para poderem assumir um papel tão elevado e tão sério.

" e que pior do que isso, era perfeitamente imbecil tentar reavivar o "paganismo" porque tudo não passava de uma amálgama de ideias velhas e mal compreendidas"

Diga-me caro Bernardo, uma ideia da igreja católica nova e bem compreendida:)

"" "Actualmente, a veneração e a compreensão da energia e da espiritualidade da deusa estão, de novo, em evidência (...). A deusa pode, na verdade, reivindicar a sua posição como a divindade original e a mais antiga""
Depois de uma frase "de seita" como esta (da seita da Deusa, obviamente), como pode Simon Cox intitular este seu livro de "a verdade por detrás dos factos"? É chocante! Esse último parágrafo poderia ter sido retirado de um cartaz qualquer de uma seita lunática e pseudo-esotérica, a propagandear cultos estranhos celebrados em florestas por pessoas sem roupa. Sim, porque para estes lunáticos, "energia" é, obviamente, "sexo"! "

Meu Deus, vamos todos fugir dessa energia horrorosa que é propagandeada por seitas de lunáticos!! Primeiro é preciso ter uma mente um pouco tortuosa para substituir a palavra "energia" por "sexo" nessa frase. E segundo chamar lunáticos a pessoas que segundo o Bernardo propagandeiam essa "energia" lembra-me as beatas da época vitoriana, reprimidas sexualmente e que, como não têm acesso a essa energia demoníaca a associam com o Maligno.

Afixado por Senhora das Tempestades em 22 de agosto de 2004, às 19:01

Cara senhora das tempestades

estou de acordo consigo, e sinto me absolutamente indignada pelos comentarios do sr. bernardo em relaçao á wicca a ao neo-paganismo. é vdd k o sr. simon cox tem ideias demasiado estapafurdias como por ex essa do ankh, mas o sr. bernardo tem tanto direito de chamar ao neo-paganismo de "uma amálgama de ideias velhas e mal compreendidas" como eu tenho de insultar a religiao catolica ( e nao é por falta de argumentos).

Afixado por aeris em 23 de agosto de 2004, às 21:50

Caro Bernardo

Não sou nenhuma “seguidora” de dan brown , até porque acho muita estupidez no livro “o Código Da Vinci”. No seu site, na secção do “embuste” li umas quantas coisas que sinto necessidade de esclarecer consigo.

1. “O uso do sexo para "conhecimento directo do divino" é um disparate auto-evidente, que dispensa palavras.”

Ai sim? Mas os próprios padres celibatários usam o sexo (alias a ausência dele ) de forma a “esquecerem-se” dos “pecados da carne” e tornarem-se mais espirituais. Nesse caso, qual é o mal de usar a pulsão erótica em rituais? O mal das pessoas é serem pseudopuritanas e condenaram os rituais pagãos ( que não necessitam de um coito para haver pulsão erótica) e confundem esses rituais com reuniões de tarados que fazem sexo ao molho.

2. “Ocorre, frequentemente, a prática do sexo sobre altares, de preferência altares consagrados, para que a perversão seja mais eficaz, bem como a profanação de hóstias e de vinho consagrado. Torna-se evidente que não faz sentido que existam "mulheres treinadas como sacerdotisas" para estes efeitos. O papel destas mulheres tem um nome bem conhecido: são prostitutas.”

Ora meu caro Bernardo! Uma pessoas tão inteligente e culta como você a dizer uma baboseira destas..... Sim, os S Â T A N I C O S gostam desse tipo de perversão.....mas os P A G Ã O S estão se pouco importando para os altares consagrados, as hóstias e o vinho consagrado. Por favor Sr. Bernardo , não misture os S A T Â N I C O S com os P A G Ã O S.
Mais , Sr. Bernardo, mais: porque é que as mulheres que participam em ritos sexuais são “prostitutas” e os homens não? Sabe Bernardo, na religião pagã existem sacerdotisas ( embora eu duvide que realizem rituais sexuais com coito). Os machistas católicos é que não toleram mulheres no sacerdócio...

Que idiotice.....

Afixado por aeris em 23 de agosto de 2004, às 22:57

É optimo ver que há debate sobre uma instituição( que tem supostamente um grau de importância elevado para a nossa sociedade)e que sempre manipulou e fez as suas regras sem o controlo de alguem com uma posição neutra.
O meio para alcançar a verdade, que todos nós desejamos, é questionando,investigando e acima de tudo fazer pressão sobre a Igreja, que hoje em dia mais se assemelha a uma S.A., ou seja, se os fieis "fugirem" da igreja por acharem que há uma grande mentira, talvez esta mude de estratégia de marketing e politica e assuma toda a verdade e consequências dos seus erros.

MAs agora fica aqui mais uma opinião pessoal: será assim tão importante descobrir se Jesus foi casado?Se faltam documentos?Se a filosofia da verdadeira religião de Jesus não é a mesma que hoje conhecemos?

Em minha opinião será mais importante olhar para o que está à nossa volta!Desligar do mundo futil em que vivemos e dar mais importância a valores como a família, amizade, compaixão, relação de ajuda para com o outro.... E aí sim, se todos fizermos um pouco disto tudo garanto a toda a gente que não será preciso um documento, um edificio com uma cruz no ponto mais alto da sua estrutura, para sermos felizes e vivermos em uma sociedade civilizada.

Ass: Marisa

Afixado por Marisa em 25 de agosto de 2004, às 03:10

Marisa:

Concordo com a sua opinião e deixo aqui o meu "motivo" para tanto debate: se jesus foi realmente casado significa que maria madalena foi ostracizada e merece umn lugar de destaque histórico. Também gosto de debater este assunto porque é um assunto relevante para a sociedade pois não é só de família e ect que uma pessoa vive, mas também do seu intelecto e capacidade de pensar.....

Afixado por aeris em 25 de agosto de 2004, às 17:55

Bem, caro Bernardo..seguir-lhes as passadas está a revelar-se interessantíssimo. Veja lá o que fui descobrir no blogue Sadinos como lhe chama http://sadinos.weblog.com.pt/arquivo/109616.html
Parece que chegámos ao cerne da questão...
"Alguém sabe do que falo?
Caramba, eu não li (NEM VOU LER) a porcaria do livro de Dan Brown, porque SEI exactamente do que ele está a falar, que livros ele leu (e pilhou) e quais são as suas intenções"

Bem Senhor Bernardo, se não leu a "porcaria do livro" não sei com que ares de superioridade se digna a criticá-lo tão ferozmente. Eu pelo menos, na minha pobre ignorância e inferioridade, só falo daquilo que conheço.

Afixado por Senhora das Tempestades em 26 de agosto de 2004, às 17:46

Caros Amigos,

Encontrei este blog graças a uma "amiga" que para aqui escreve e que encontrou um outro blog para onde eu (e o Snr. Bernardo) escrevia (e escrevo).

De forma a não repetir conceitos, e levantar mais discussões, sugiro que vejam o site http://sadinos.weblog.com.pt/arquivo/109616.html e critiquem (positiva ou negativamente) qualquer comentário que eu ou outros tenhamos feito, de forma a que possa também entrar aqui na conversa.

Um abraço,

Pedro

Afixado por Pedro em 27 de agosto de 2004, às 15:10

Um pequeno aparte em relação ao primeiro post: a Divindade de Jesus não foi votada em Nicéia. Ela foi isso sim confirmada em Nicéia. De facto, tudo não nasceu duma confusão de dois senhores. Ário e Alexandre (bispo). Ário afirmava que o Logos Encarnado estava inferior a Deus Pai e que se o Filho foi gerado pelo Pai, então houve uma época em que o Filho não existiu. Daí nasceu um impasse teológico. Ário afirmava crer em Jseus Cristo, mas, resumidamente, afirmava que Este não era igual ao Pai. Negava a Divindade de Cristo.

Constantino, receoso que se desse uma crise na Igreja, convocou o Concílio de Nicéia. Grande acontecimento, onde acorreram bispos de toda a Cristandade.

A Divindade de cristo foi confirmada (alguns dizem que apenas um voto houve a favor - o de Ário, outros afirmam que a diferença foi sim de um voto - o do próprio Constantino que, receoso de que se pudesse dar início a uma crise na Igreja sem precedentes, terá feito um pouco de "jogo de bastidores".

Apenas um aparte. Do resto, já expressei o meu ponto de vista no outro blog!!

Um abraço,

Pedro

Afixado por Pedro em 27 de agosto de 2004, às 16:42

eu continuo a espera da resposta do nosso querido e adorado bernardo ao meu comentario de 23 de agosto (alias aos dois) ...ele ainda nao voltou de férias? tou a precisar de ser iluminada ;P

Afixado por aeris em 27 de agosto de 2004, às 18:18

"a Divindade de Jesus não foi votada em Nicéia"

"alguns dizem que apenas um voto houve a favor"

ta me a escapar alguma coisa...... se nao foi votada, como é k dizem k so houve um voto a favor?

Afixado por aeris em 28 de agosto de 2004, às 14:03

cara aeris,

a Divindade de Jesus (repito) foi confirmada em Nicéia. O que não quer dizer que não tenha sido em votação!!! Foi em votação (não se sabe se foi por um voto de diferença, ou apenas um voto a favor!!).

A Divindade de Jesus já era proclamada antes de Nicéia. Mas com o impasse teológico criado com a afirmação de Ário, Constantino sentiu necessidade de confirmar (em votação) a Divindade de Jesus. (com medo de uma crise na Igreja).

Esperando ter completado (agora bem!!! =) ) o post anterior,

Pedro

Afixado por Pedro em 28 de agosto de 2004, às 15:14

muitissimo obrigada pelo esclarecimento (honestamente)...ao menos o pedro nao é como o bernardo que se acha detentor da verdade suprema...anyway eu nao acredito que jesus seja mais divino que qualquer um de nos.

Afixado por aeris em 29 de agosto de 2004, às 18:54

Cara Senhora Tempestuosa,

"Bem Senhor Bernardo, se não leu a "porcaria do livro" não sei com que ares de superioridade se digna a criticá-lo tão ferozmente. Eu pelo menos, na minha pobre ignorância e inferioridade, só falo daquilo que conheço."

Infelizmente, devido a imensas pressões, lá tive que folhear a trampa do livro. Nada me surpreendeu: já conhecia o enredo, já conhecia os personagens, já conhecia sobretudo as pseudo-teorias. Mas pronto! Já está! Já li! Doeu um bocadinho (a estupidez aflige sempre) mas já li!

Não me atirem com essa, que eu tenho mais que fazer...

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 30 de agosto de 2004, às 10:42

Como eu gosto de ver a comunidade neo-pagã ofender-se com o que eu digo...

Devo dizer-vos que, em português, é a minha estreia!!

Até agora, apenas tinha levado pancada da comunidade pagã anglo-saxónica. Mas a matéria é toda a mesma...

Desculpem-me, mas uma questão de puro gosto pessoal impede-me de perder tempo a argumentar contra neo-paganistas... Tenho mesmo mais que fazer... Se quiserem debater factos, como aquele de Niceia, tão bem elucidado pelo Pedro (obrigado, Pedro), tudo bem...

Se querem entrar em debates pró-paganistas, procurem outro interlocutor. Tenho assuntos que me interessam muito mais.

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 30 de agosto de 2004, às 10:45

exactamente o tipo de resp que eu estava a espera...ou seja nenhuma! quando nao ha nada a dizer, entao o melhor é mesmo ofender o interlocutor e dizer se que se tem mais que fazer...bernardo, tas me a sair um ganda cromo....

Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 12:53

A indentidade da mona lisa parece ser de lisa gherardini, mas vem uma coisa interessante
na sábado de 12 de agosto :

(pag 16)

" De acordo com o professor Godofredo Markl, do Museu Nacional de Arte Antiga de Lisboa, há outros mistérios por esclarecer na obra de Leonardo . “No fresco A Última Ceia há uma figura andrógina á direita de cristo que tem sido identificada como São João, mas que pode muito bem ser Maria Madalena”, conta o professor. Este tema foi abordado no best-seller de Verão, O Código Da Vinci, e há mais: “ Ao lado de São João aparece uma faca empunhada por uma mão que não pertence a ninguém e assusta o apóstolo que está imediatamente ao lado. Na bíblia não há referência a faca nenhuma.” O professor de História de Arte mostra-se perplexo com a ausência de um cálice em cima da mesa: “Na bíblia diz-se que cristo bebeu por um cálice mas na obra, que é uma encomenda da igreja, só aparecem copos de vinho. Porquê?”

Ou seja, parece que um professor do museu nacional de arte antiga acha que a figura andrógina até pode ser maria madalena, e questiona o porquê da faca e da falta do cálice. Como dá para ver, nem todas as teorias de dan brown são completamente disparatadas ....

Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 13:58

eu lembro me vagamente de ler um post do bernardo em que que dizia que um grande erro de dan brown era de insistir que leonardo era da vinci de nome e que o bernardo dizia que leonardo apenas ficou conhecido por da vinci devido a terra onde tinha nascido. disse mesmo isto bernardo? é k se disse ( e atençao, eu estou a perguntar se realmente foi vc que disse, nao estou a afirmar) achei que um parágrafo da bografia de da vinci seria interessante:

"Leonardo da Vinci nasceu em Anchiano, perto de Vinci, a 15 de Abril de 1452. Era filho do notário Piero di Antonio da Vinci e de uma camponesa, Catarina."

ou seja, ele nao nasceu em vinci, mas o nome ja veio do seu pai, ou seja ja é o nome mesmo dele.

Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 14:25

"disse mesmo isto bernardo?"

Disse sim senhor! E mantenho!

"Aeris", a tua expressão:

"bernardo, tas me a sair um ganda cromo...."

dá um pouco a entender a tua idade, e uma possível razão de ser da tua ingenuidade e da imaturidade dos teus comentários.

"Leonardo da Vinci nasceu em Anchiano, perto de Vinci, a 15 de Abril de 1452. Era filho do notário Piero di Antonio da Vinci e de uma camponesa, Catarina."

Pois então, miúdo, eu dou-te um exemplo que espero que ilumine a tua mente. Pego no meu caso, porque não te conheço, senão usava o teu nome, porque o exemplo pode ser dado com qualquer pessoa.

Eu nasci em Lisboa, mais concretamente na freguesia de Alvalade.

Se ainda se usasse esse costume de completar o nome das pessoas com a terra de onde provêm, eu poderia ser "Bernardo de Lisboa", para qualquer português que me conhecesse, e que não conhecesse mais nenhum Bernardo em Lisboa.

Para um estrangeiro, eu poderia ser "Bernardo o Português", se esse estrangeiro me conhecesse, e não conhecesse mais nenhum Bernardo em Portugal.

Se, por outro lado, algum português me conhecesse, e conhecesse outros Bernardos em Lisboa, provavelmente poderia chamar-me "Bernardo de Alvalade".

Percebes onde quero chegar?? Espero que sim.

Não tenho uma resposta definitiva sobre as possíveis razões pelas quais Leonardo ficou conhecido como "Leonardo da Vinci" e não "Leonardo di Achiano".

Agora, o que eu sei é que "da Vinci" é uma referência toponímica ao local de nascimento de Leonardo. Se Vinci era provavelmente um local mais importante que Anchiano, seria o mais importante a servir de referência, e nada mais natural do que usar "da Vinci" em vez de "di Anchiano". Percebes?

Dan Brown demonstra, sobretudo, ignorar profundamente que "da Vinci" é uma referência toponímica, ou seja, ao nome de um lugar.

Eu critiquei, sobretudo, essa ignorância. Se reparares, os meus ataques a Dan Brown não são pessoais, ou seja, não critico a sua pessoa, porque não conheço a sua personalidade. Critico as suas ideias que eu considere serem erradas.

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 30 de agosto de 2004, às 15:15

"Desculpem-me, mas uma questão de puro gosto pessoal impede-me de perder tempo a argumentar contra neo-paganistas... Tenho mesmo mais que fazer... Se quiserem debater factos, como aquele de Niceia, tão bem elucidado pelo Pedro (obrigado, Pedro), tudo bem..."

O problema não será talvez falta de argumentos? Se voltar a ler os meus posts não faço alusão a quaisquer neo paganismos, mas apenas a frases referidas por si e coloco questões válidas. Já agora, ao contrário de si não faço parte de nenhuma vertente religiosa ou pseudo-religiosa, a minha mente está aberta a Todas as formas de conhecimento que me pareçam válidas, incluindo a sua amantíssima igreja católica, que no meio dos delírios todos ainda teve o mérito de veicular algumas ideias do cristianismo original. Trata-se de separar o trigo do joio. Por isso não me venha com essa história do neo paganismo porque de certeza que isso não me era dirigido...

Atenciosamente,

Senhora das Tempestades

Afixado por Senhora das Tempestades em 30 de agosto de 2004, às 17:15

ó bernardo a expressao do ganda cromo por acaso ate a minha avo de 70 anos diz...
e mais: ingénua e imatura uma ova!
so keria saber uma coisa...será que vou ter de provar que sou GAJA ?
se alguem precisa de uma prova em como sou GAJA FEMEA MULHER RAPARIGA (whatever) ponho o meu mail á disposiçao pandora_box89@hotmail.com
kem tiver msn, pode ver k neste momento ate tenho la uma foto minha bastante elucidativa

Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 17:39

A última ceia foi feita em uma parede que dava para a rua, havia um rio passando por baixo, e foi pintada com tinta óleo, logo não foi feita para durar o priorado de sião buscava ocultar essa história de Cristo com Maria Madalena para revela-la em um momento oportuno provavelmente na era de aquario onde o homems deixariam de seguir um Deus e achar as respostas eles mesmos. Hoje a santa seia só tem 30% da tinta original e assim como na Monalisa a tinta acaba por revelar os detalhes feitos à tinta por baixo da tinta.

Afixado por Flame em 30 de agosto de 2004, às 18:24

Não tenho nada contra o professor Godofredo Markl, mas se é verdade isto que dizes, Aeris,

"O professor de História de Arte mostra-se perplexo com a ausência de um cálice em cima da mesa: “Na bíblia diz-se que cristo bebeu por um cálice mas na obra, que é uma encomenda da igreja, só aparecem copos de vinho. Porquê?”"

eu não posso senão ficar perplexo pelo facto do dito professor não ter referido que o quadro em questão, LONGE de representar a instituição da Eucaristia (que essa sim TERIA que ter um cálice), representa o momento em que Jesus anuncia que vai ser traído.

O que digo não passa de uma constatação geralmente aceite pelos académicos. Não consigo explicar o porquê do silêncio do referido professor face a este facto tão geralmente aceite. Mas como não conheço a posição completa e oficial do dito professor, poderemos estar perante um mal-entendido (espero que não mal intencionado por parte da Aeris) devido a uma má citação ou citação incompleta.

Caso contrário, e perdoe-se qualquer aparência de arrogância, parece-me que o professor estará equivocado, porque se ignorar o facto comumente aceite que eu afirmei, faltar-lhe-á um dado fundamental para emitir uma opinião sólida. Ao desconhecer o episódio ESPECÍFICO que este quadro representa, só poderemos emitir opiniões pouco sólidas.

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 30 de agosto de 2004, às 18:27

a citaçao está completa, tudo o que estava entre aspas sobre a ultima ceia eu passei para aki

Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 18:44

Sim, Aeris, tens razão, porque tive oportunidade de ler o artigo da revista Sábado, e de facto, do que retive da memória do que li, o texto parece estar bem citado.

Contudo, a minha crítica e os meus argumentos mantêm-se. Resta-me apresentar as duas conclusões possíveis:

a) a revista deturpou o pensamento e as ideias veiculadas pelo professor

b) o professor está errado naquilo que afirma

Cumprimentos

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 30 de agosto de 2004, às 19:40

bom, tu la tens a tua opiniao....
mesmo assim eu acho que prefiro acreditar na revista até prova em contrário

Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 20:15

Cara Senhora das Tempestades, e por arrasto, cara Aeris,

Sobre a vossa revolta face à minha discordância supostamente "machista" em relação ao sacerdócio feminino, devo reafirmar-vos esta minha discordância, e aproveitar para sublinhar que me refiro, ESPECIFICAMENTE, ao sacerdócio de forma cristã.

Outros sacerdócios há, e houve, de forma não cristã, em que tal discordância seria inusitada.

Recomendo VIVAMENTE a leitura do texto do católico Jean Borella, que demonstra, de forma clara e incisiva, num estilo próximo do rigor escolástico, a inanidade dos defensores do sacerdócio feminino de forma cristã:

"De la Femme et du Sacerdoce":
http://membres.lycos.fr/borellajean/femmesacerdoce.htm

Traduzo livremente um excerto:

"Não há inconveniência radical entre a essência feminina e o sacerdócio. Apenas existem inconveniências relativas à natureza particular, e mesmo única, do sacerdócio cristão. E conviria afirmar que estas inconveniências não são senão a contrapartida de uma conveniência maior para uma função [específica da essência feminina] na economia geral do cristianismo".

Os meus comentários estão entre parêntesis rectos...

Cumprimentos

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 30 de agosto de 2004, às 20:34

Aeris, agradeço, mas num blog todos devem dar o (pouco) que sabem. (embora uns tentem dar mais do que o que sabem!!!!!)

caro Bernardo,

De facto, passei um momento muito agradável ao ler as suas divagações sobre Leonardo.
Mas mostrou que de facto possui o dom de como insultar uma pessoa em meia dúzia de palavras!!!! Aquela do miúdo, mereceria destaque nesse livro!!!!! E a do Obrigado Pedro, é de uma delicadeza genial!!!!

Mas prontos, como o pobre Leonardo DA VINCI (diga-se) disse:

"Quem pouco pensa muito erra" (não era esse o problema dos outros da Idade Média!!!! Oh não!!! Não vamos entrar por aí, outra vez!!!!! Senão ainda chama os "Joões" para se sentir mais - como foi que eu disse??!! Ah, - seguro!!!!!)

"O conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice. Colhe, pois, a sabedoria. Armazena suavidade para o amanhã"


Um abraço,

Pedro

Afixado por Pedro em 31 de agosto de 2004, às 00:50

Ineressantíssimo sua observação, a respeito do Sto. Graal. Fui batizado na Igreja Católica, porém vejo que a mesma foi e é um aparelho altamente opressor em relação a determinados assuntos e teorias.
Hoje me interesso por Paganismo, Alquimia e Cabala que por sinal a Santa Igreja também reprova.
Quem tiver interesse de se corresponder comigo, terei o maior prazer de dividir informaçoes.

Que o Deus e a Deusa dos mil nomes abençoe a todos.

Roberto de Leon

Afixado por Roberto de Leon em 31 de agosto de 2004, às 08:25

Caro Bernardo:

O excerto que colocou aqui conforme qualquer pessoa pode ver, não diz absolutamente..nada. é pura demagogia, que equiparo quase aos discursos de alguns políticos do nosso país: muita conversa para distrair o ouvinte mais ignorante. não me tome por ignorante por favor.
Já que estamos numa de recomendação de leituras, recomendo-lhe vivamente a leitura de dois livros que achará interessantes:
Mentiras fundamentais da Igreja Católica, cujo autor é Pepe Rodriguez (estranhamente encontra-se desempregado em Espanha após a publicação do livro..mas isto são apenas coincidências, com certeza)
e As Quatro Mulheres de Deus: a puta, a bruxa, a santa e a imbecil, cujo autor é Guy Betchel.
Aproveite para se instruir um pouco mais acerca da sua própria religião.
Não comento ainda o texto que me forneceu porque preciso de algum tempo para o ler, já que é algo extenso, no entanto se esse excerto é o mais significativo, tenho as minhas reservas.

Até breve.

Senhora das Tempestades

Afixado por Senhora das Tempestades em 1 de setembro de 2004, às 17:21

Estava a começar a ler o tal texto quando me lembrei de ir visitar o outro blog e fiquei chocada com a sua indelicadeza e presunção. Transcrevo aqui o seu post para explicar a todos porque me irei retirar.

"Bernardo,

isto é tudo um problema de castas: é difícil, senão impossível, transmitir uma ideia espiritual superior a um espírito tamásico. E nem a reencarnação resolve o problema: vai-se sempre parar à mesma :)))

Afixado por: gibel em agosto 31, 2004 06:55 PM
Gibel,

Tens toda a razão.
A nossa "Senhora das Tempestades" tem até um nome a condizer com a situação de apetência caótica e niilista típica de um espírito tamásico. Não é que eu, "moi même", seja sátvico (como eu gostava, porque tudo seria mais fácil), mas pelo menos sinto-me, para já, a pairar no rajásico algo desengonçado...

Assim, como rajásico com apetites sátvicos, entende-se que eu seja quase incompatível para o diálogo com a nossa amiga tamásica...

Para quem não está a perceber patavina da conversa, eu e o Gibel estamos a falar das "gunas" hindus... Segundo as doutrinas hindus (ler urgentemente René Guénon), cada ser, consoante a "guna" mais forte em si, terá uma apetência para os estados superiores do ser (guna "satvas"), uma apetênci