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maio 31, 2004

Casa Pia: Pedroso, Francisco Alves e Herman não vão a julgamento!

"Paulo Pedroso, Herman José e o arqueólogo Francisco Alves não vão a julgamento. Estes três arguidos no processo Casa Pia não foram pronunciados pela juiza Ana Teixeira e Silva".

In D.D.

P.S. - Amanhã comento...Há muito para dizer!

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Chulo das Trevas

Nas pausas para o cigarro, eu que sou um fumador de fim de semana, descobri esta alma gémea (ou deverei dizer alma negra?) do Pipi - o Chulo das Trevas.
Mero sucedâneo, imitação ou o capote do original?

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Ditadores em miniatura

O prédio onde trabalho tem 2 elevadores. Nenhum é grande espingarda. Muito antigos e mal mantidos. São exactamente iguais, mas a porta de um é 3 degraus acima da porta do outro. Além disso, um deles desce até à cave onde fica a garagem. Este prédio tem um administrador. Há uns tempos dei conta de que havia umas câmaras de vídeo, espalhadas por aí, contraste que se notava por ser coisa moderna num prédio bem velhinho. Hoje vi, colado à porta de um elevador, escrito em letras garrafais: "Atenção! O outro elevador é que é monta-cargas. Quem utilizar este para esse fim, será responsabilizado por esse acto que ficará gravado em vídeo." Voltei a ler de novo, tal o meu espanto. O senhor administrador, vai responsabilizar ( não explica como) quem utilizar um elevador, de dois iguaizinhos, para transportar produtos considerados carga. E mai nada!

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Outro tipo de tratamentos desiguais...

Ocorreu-me, e já que temos andado a falar de desigualdades, questionar os leitores, e especialmente as leitoras, do Afixe acerca deste
tipo de tratamento desigual. Uma desigualdade que se mede pelo tamanho da copa?

P.S. - Já agora, e para que conste, eu acho a fulana um camafeu...Coloquei-a um pop-up porque já estava farto de lhe ver a frontaria e, também, porque pop-up é o som que ela mais deve ouvir. Pop-up!

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Um belo colar de pérolas

Refiro-me a pérolas de asneira. É que é cada uma pior do que a outra! Este texto publicado numa revista "Turismo & Negócios”, da América do Sul, “transmite informações aos jornalistas da imprensa especializada, agências de viagens, hotéis, companhias aéreas, operadoras turísticas e entidades de turismo em geral” Leiam e pasmem:
"Lisboa em ascensão turística. A capital de Portugal, Lisboa, é a porta de entrada para a Europa. A cidade está em ascensão turística. O idioma oficial é o português, mas fala-se fluentemente o espanhol.
Uma civilização marcada por diferentes costumes, de origem europeia e africana. Sua arquitectura é essencialmente gótica. Banhada pelo Oceano Pacífico e tendo como principal rio o Tejo, Lisboa tem entre seus vultos históricos nomes importantes da história do Brasil, haja vista que já fomos colónia portuguesa. D. Pedro I e II, D. João VI e Dona Maria Leopoldina, entre outras, figuram em nomes de ruas, museus e demais patrimónios públicos.
Lisboa é uma cidade plana, de velhos mas bem conservados casarios, clima tropical húmido, temperatura variável, muito fria no Inverno e quente no Verão, mas nada comparável ao calor brasileiro.
Graças ao Estreito de Gibraltar, Portugal liga-se também ao Oceano Atlântico. O curioso é que quase 2/3 da capital portuguesa desapareceram após a II Guerra Mundial, mas o primeiro-ministro de então, Marquês de Pombal, providenciou a recuperação das ruínas, com orientação de excelentes arquitectos, preservando a originalidade das construções.
(...) "

Deve ser um “mundo paralelo” como nos romances de ficção científica...

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Povoar é preciso (II)

Estou a escrever este post e já estou a imaginar a cara do gibel quando o ler.
Vai dizer: “tá bem, tá, o gajo perde-se até de casa para o trabalho!”
O gibel é um gajo a quem aos 5 anos foi implantado um sistema GPS, com mapas de várias cidades e em várias línguas. Quando fomos à Expo 98, eu fiquei com a forte convicção que ele é que tinha elaborado o mapa de ordenação da coisa.
Voltando à minha desorientação, eu sei que em parte ele tem razão, eu tenho imensa dificuldade em orientar-me no espaço.
Para além do mais, sou muito distraído.
Aqui há dias, ia da Covilhã para a Guarda e dei por mim quase em Vilar Formoso.
Mas adiante, o propósito deste post tem mais a ver com a minha ida ao Porto no passado fim-de-semana e com a forma como, nem eu nem a minha mulher, que é a "orientadinha" do casal, demos com o local pretendido, sem antes nos perdermos cerca de dez vezes e, cúmulo dos cúmulos, ter de parar numas bombas para perguntar o caminho, que é coisa, como toda gente sabe, que homem que é homem só faz em último recurso, quando começa a ter a sensação de que frágil linha entre a loucura e sanidade está prestes a rebentar.
Também é verdade que a iniciativa foi dela, ela é que quis parar e perguntar, enquanto eu fiquei no carro com ar de que não era nada comigo.
O certo é que eu perco-me sempre que vou ao Portook, também é certo que me perco em todo o lado, mas no Porto tenho uma particular apetência.
É que aqueles fulanos não usam placas de indicação para nada, nem para ajudar a entrar, nem para ajudar a sair.
Tenho, aliás, uma teoria segundo a qual mais de metade da população do Porto é constituída por pessoal que conseguiu entrar, mas não consegue encontrar a saída.
E lá foram ficando, de tal forma irritados que até começaram a trocar os Vês pelos Bês! De resto, quase aposto que isto faz parte de uma táctica ancestral, e à falta de mais malta desta índole, para "ajudar a poboar a inbicta, carago!"

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O Venturoso

E claro, este indefectível gibelino não pode deixar de hoje abençoar a bela vila de Alcochete - onde se come tão bom peixinho fresco e onde há (quase sempre) do bom arroz doce - lugar que há precisamente 535 anos via nascer o promissor Emmanuel, futuro Rei de Portugal, o venturoso. Ilustre Governador da Ordem de Cristo, instituição que reuniu a única aristocracia decente deste país, foi aclamado Rei em 1495. Não fora ter cometido a asneira de, em 1496, ordenar a expulsão de Portugal de todos os Judeus e Mouros que, num prazo de dez meses, não se tivessem convertido ao Cristianismo, e certamente Lisboa não teria cedido a Amesterdão o lugar de metrópole-mundo da era moderna.

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Quem afixa meu amigo é


Exactamente. Este é um espaço de pretexto para estarmos na cavaqueira uns com os outros, em roda de amigos. Em especial, tenho que o admitir, para mim e para o meu mano mérovée isto sempre vai sendo uma maneira de mantermos as nossas conversas em dia, já que cada vez mais parecemos caminhar para nos vermos pessoalmente aí uma vez por semestre.
O Afixe não tem quaisquer pretensões. Não pretende ser um blogue sobre política, arte, espectáculos, literatura, sexo, gastronomia etcétera e tal, embora obviamente se fale de tudo isso e do mais que nos der na real mona. E cada um com as suas ideias, as suas convicções, os seus projectos, as suas irritações, os seus ódios e amores de estimação. Isto tudo a propósito das ideias de consórcio propostas pelo meu amigo mérovée. Cá para mim, bastará que o afixe, como aliás sempre sucedeu, esteja disponível para italicalizar qualquer contribuição de bloguistas ou outros. Desde que sejam interessantes e desafiadores, porque não?!

Afixado por Gibel às 13:54 | Afixadelas (5)

E o blogue da semana é:

Midrash.
"Sem eloquência em nenhum templo, nem azorrague para expulsar dele nenhum vendilhão."
Desculpa lá, caro Tiago, imagino que detestes publicidade e que gostes de passar sem ser notado, mas, o teu Midrash tem, de uma vez por todas, de ser conhecido e reconhecido!
Pelo menos por quem vem ao Afixe.
Pelos valores que defende e, particularmente, pela forma como o faz.
Bom Midrash, pois então...

Afixado por afiche às 12:34 | Afixadelas (1)

Doravante...

...vou pensar muito mais e postar muito menos.

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Será verdade?

Li este este artigo e ainda fico com dúvidas.
O meu inglês é capaz de não ser do melhor... Mas o que percebi é que se está a prender pessoas, sabendo que elas em si não têm qualquer culpa, para forçar elementos das suas famílias e entregar-se?! Deve ser erro de tradução. Entendi mal com certeza..

Afixado por Emiéle às 09:27 | Afixadelas (2)

Lady Godiva

Neste dia, em 1678, é instituída a procissão da feira de Coventry, celebrando o epísódio de Lady Godiva, mulher do Rei Saxão Leofrico III que, nua e a cavalo desfilou pela feira de Coventry, como protesto contra os elevados impostos a que estava sujeito o seu povo.

Afixado por Gibel às 09:23 | Afixadelas (4)

Reciclagem pesada

Basta andar de olhos abertos para reparar que à nossa volta circulam de um modo geral carros já bem entraditos em anos. Diz-nos O Público o que também é fácil de reparar: que estamos sempre a encontrar carros abandonados a cair de podres. Pelo menos aqui em Lisboa, é por todo o lado. Eu queixo-me muito, porque esses desgraçados ocupam um lugar de estacionamento que faz uma falta enorme, como é sabido!
Pelo que se lê, recolher e reciclar esses trambolhos sai caro. Acredito. Mas, valha-me Deus, não há duas hipóteses – ou ficam ali ou se recolhem. E é uma decisão que terá mesmo de se fazer. O imposto que se paga é tão elevado, não será que uma parte dele não pode ser destinada exactamente a recolher e reciclar essa sucata toda?

Afixado por Emiéle às 08:30 | Afixadelas (4)

Prémio de Produtividade

Não queria comentar esta notícia do Diário Económico. Espero pelos vossos comentários. A única nota que me ocorre é perguntar se o valor do prémio está na proporção da dívida cobrada. Se assim for vale a pena esforçarem-se por apanhar os grandes devedores. Se for pela quantidade, deve aparecer uma chuva de pequeninos casos, que não me parece ir adiantar muito. Há uns tempos recebi uma carta para o meu pai ( que morreu há cerca de 20 anos) ir pagar 7$00 de uma dívida que tinham descoberto. O selo tinha custado muito mais do que isso...

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Comboios

Chamou-me a atenção 2 notícias do Diário Digital. Parece que se está a investir na via férrea e a tentar ligar o Norte e Sul do país com um transporte colectivo directo. Neste caso dizem que uma viagem de Braga a Faro vai levar 7 horas, só não se diz quais os horários, o que pode fazer alguma diferença, e aqui é outra versão referindo o Alfa que é um comboio muito confortável.
Não posso nem devo dizer mais nada porque só tenho a informação que aqui li. Mas sou uma apreciadora de transportes colectivos, sobretudo quando ando sozinha. Uma viagem de duas, três, quatro pessoas faz sentido levar um carro que tem mais independência, pode parar-se em qualquer altura, mudar de ideias, ficar pelo caminho, eu sei lá. Mas para uma viagem grande ou de meio tamanho, sem companhia, um transporte colectivo para mim é o ideal. Desde que tenha um mínimo de qualidade, é claro.
Só uma notazinha: não sei se têm a noção de que os chineses são muito individualistas. Alguém me dizia, uma vez lá no oriente; “Pois é! A China é o único país onde o transporte colectivo é a bicicleta!” Quem já viu as ruas apinhadas de bicicletas de uma cidade chinesa sabe o que quero dizer.

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Voto útil - voto inútil – voto...?

Li há pouco no BdE este post do Filipe Moura. A pouco tempo das nossas eleições pode reacender uma polémica que continua a ser importante. Penso que já quase toda a gente passou pela difícil escolha do voto entre quem considerava mais de acordo com as suas ideias e quem tinha mais força para derrotar as forças que se opunham às suas ideias. É um problema de consciência dos mais complicados. Acho até, que a seguir às abstenções, será o problema número um que é analisado a seguir às eleições ( e que permite aquela aritmética bizarra de cada um achar que “ganhou” em relação a alvos diferentes)

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maio 30, 2004

Em frente à Zara

Ontem, fui até ao Porto fazer umas compritas com a Nina.
Uns livros, uns cd's, uns dvd's, um fato, umas gravatas.
Isto no que me diz respeito. Ela lá foi dar as voltas do costume nas lojas do costume. Como já somos "burros velhos", já não embarcamos em certas coisas, tipo, aturar as compras do outro.
Regra geral, eu fico na FNAC e ela vai à vida dela.
Ontem, no fim, fui ter com ela à Zara. Quando vinha a sair reparei numa coisa que me fez sorrir. No corrimão do varandim que existe à frente da Zara estavam sete homens, dos 17 aos 77, todos com um ar extremamente enfadado e obediente.
Todos à espera...
Lá dentro, presumo, estariam sete mulheres.

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“Frades, Freiras, o que é isso?”

Ainda me estou a rir com esta notícia porque conheço o Manuel Luís Marinho Antunes, pessoa muito séria, católico muitíssimo praticante, e imagino a cara dele ao receber os resultados deste inquérito! Deve ter sido uma tal surpresa que não deve estar ainda recuperado.
Mas desde que as ordens religiosas começaram a vestir “à civil”, muita gente deve ter ficado confusa. O assunto para mim, agnóstica praticante, é quase um fait divers, embora revelador da cultura geral de muita gente. Mas não resisto a contar uma história que sempre ouvi como verdadeira:
No tempo onde as freiras se vestiam à freira, havia um menino que era uma peste. Foi mandado para um colégio interno a ver se entrava na linha. E realmente mudou radicalmente – suave e obediente. Um dia foram dar um passeio, foi preciso saltar um obstáculo e uma das freiras levantou um pouco o hábito para não cair. Espanta-se o gaiato: “Olha!!! Tem pés!!!” Acabou a obediência. Afinal eram seres reais, não deslizavam, andavam com pés. Nunca mais houve quem tivesse mão nele!

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Ainda o Trânsito

Parece que segundo nos informa o Diário de Notícias o número de condutores sem carta de condução, aumentou 50% nos últimos dois anos. E quanto a motos então, o número até dobrou. Que o exame de código está muito difícil, não há dúvidas. Há perguntas que parecem uma charada – mesmo quem conheça a regra, dito daquele modo baralha-se completamente. Mas torna-se cómico ver como há quem domine tecnologias sofisticadas sem saber ler nem escrever...
Para mim há que distinguir diversas coisas.
Tem de se saber dominar o carro, é claro. Tem de se conhecer bem as regras do trânsito, também é claro. Mas o que é fundamental é aplicar bem essas regras e conduzir-se com civismo – e isso é que não está tão claro para muita gente!

Afixado por Emiéle às 10:20 | Afixadelas (2)

Amizade é...

Na sexta-feira à noite, telefonou-me uma amiga. Eu não estava lá muito bem. E ela diz-me –“Quando li o teu post Rock in Rio, vi logo que estavas com a telha!” Ora quem se passeia por aqui, se leu esse textozinho, deve ter achado que eu estava a brincar, como estava realmente. Mas quando se conhece bem as pessoas, vê-se para além daquilo que está na montra. E é bom.
Atrás dessa emoção apeteceu-me reeditar uma coisa que deixei ficar no Cão de Guarda, mas para mim está muito actual. Quase nem lhe mexi:
"Ontem, passei mais de 7 horas a conversar com uma amiga que tem estado fisicamente longe. Tem havido telefonemas e emails, é claro, mas não é a presença, os olhos nos olhos. Os nossos planos iniciais metiam jantar-em-restaurante e um cinema. Foi tudo sendo mudado à medida que a conversa avançava porque o que nos sabia bem era o prazer de estar juntas. Encontro obrigatório e ritual no café da Fnac, com uma passagem inevitável pelos livros e músicas. Depois valeu tudo: um salto a umas compras domésticas urgentes, e “já agora” vamos deixar isto à tua casa, e “já agora” para que é que se vai sair se estamos aqui tão bem. E foi a magia da profunda amizade, esse entendimento sem palavras. Falou-se de política, dos filhos, da vida noutro país, do nosso passado, do alívio de ela ter terminado uma gigantesca tese de doutoramento, de amigos, desta coisa dos blogs (que lá no outro país não têm esta expressão) de sentimentos, de arte, das amigas e seus problemas, da nossa vida profissional, de mais política, rimos muito, emocionámo-nos ainda mais, dissemos das saudades que tínhamos tido. Amizade é tudo isto. O saber que “ o outro” é diferente de nós e que isso nos enriquece; respeitar e amar essa diferença; entendermo-nos com uma troca de olhares que as palavras são só a cristalização do pensamento e por vezes são inúteis; o fazer planos e mudá-los alegremente; rirmo-nos com características dos outros, muito diferentes das nossas, e que lhe dão mais colorido; o profundo prazer de estarmos juntas sem que isso seja uma obrigação.
Acho que quando nasci, a fada que se debruçou no meu berço me deu a maior prenda do mundo – “vais acreditar na amizade”. Realmente encontrei-a... Ela existe."

Afixado por Emiéle às 10:05 | Afixadelas (3)

Jardins Proibidos ?!

A Madeira é um Jardim
....como ele não há igual.
Quando lemos notícias como esta ficamos a pensar porque é que Durão Barroso acha que a Democracia da Madeira é um modelo que todos deveríamos seguir? De facto facilitava a vida a algumas pessoas, isso é verdade. Mas eu, por mim, dispenso estas “facilidades”. Sou tão parva que acho que há limites!

Afixado por Emiéle às 10:02 | Afixadelas (2)

Se beber não conduza

Parece que a última operação conduzida pela nossa Brigada de Trânsito segundo se lê no Público apanhou desprevenidas e em falta muitas pessoas. Excesso de velocidade, falta de carta, e muita gente com álcool a mais. Entre parêntesis, parece que o mal não esta só “sociedade civil” que as fotos que têm circulado por aqui de GNRs de cerveja na mão, dão a entender que a malta fardada também bebe o seu copito. Que o álcool altera reflexos e capacidade de discernimento, creio ser consensual. Também é sabido que se vê isso nos outros e nunca em nós. Mas o que eu sei, é que por exemplo em países nórdicos onde se bebe estupidamente, sobretudo ao fim-de-semana, há o sorteio de quem fica com a chave do carro, e esse, essa noite não bebe. Se as regras forem estabelecidas ANTES das refeições, ou dos momentos de convívio, era capaz de ser mais fácil. Porque, como em qualquer droga, no momento não se reconhece que não se está bem.

Afixado por Emiéle às 09:51

Renas e Veados - um desafio

Sem ter falado com os meus sócios afixa-dores, mas sabendo de antemão a opinião deles, lanço um desafio ao Boss, ao Joaquim e ao Pagan. Que tal fazermos uma espécie de consórcio entre blogues? Durante uma semana, têm o afixe para colocar os vossos posts, sem quaisquer restrições editoriais (passe o exagero, mudam-se para cá).
Têm o lugar de itálico à vossa espera.
Fica o desafio!
Aos três!

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maio 29, 2004

Mais alegorias


Não sei porquê, mas quando chego ao campo só descubro aspectos alegóricos em tudo. Tenho de perceber porque é esta mania! E mais uma vez tem a ver com flores (a semana passada eram os malmequeres). Mas vejam se não é curioso: Á volta de casa e do quintal, tenho uns canteirinhos e uns vasos. Nada de especial. Não tenho grande jeito para jardinagem e as ervas daninhas crescem com uma exuberância de fazer inveja ás outras plantas, carinhosamente escolhidas e plantadas. E mais uma vez voltei ao campo para encontrar nova surpresa: Por entre pedras soltas de um muro, onde para chegar à terra as raízes têm de se esforçar imenso, está florescente uma planta chamada “Alegria do Lar”. Como é de adivinhar eu não semeei ali nada. Deve ter sido uma sementinha levada pelo vento... E pronto! Lá se esforçou, abriu caminho e tenho aquele sítio cheio de florinhas rosa-vivo. O que é mais intrigante é que em vasos, com terra boa e adubo, a parva de “Alegria do Lar” está enfezada e quase sem flor. Parece que o que ela gosta é do “desafio” (como é moda dizer-se) de ter de vencer obstáculos para sobreviver. E isto é uma planta, hein?

Afixado por Emiéle às 19:17 | Afixadelas (2)

Adolescência, Timidez, Insegurança, e muitos etcs

Uma história verdadeira:
A nossa sociedade é dura e competitiva. É um dado conhecido. Contudo há quem se organize psicologicamente de modo a defender o seu espaço sem agredir e outros que bloqueiam ao sentir uma intromissão ficando sem resposta. Na adolescência, essa experiência é terrível.
Ainda há pouco, numa conversa profissional, foi muito claro o que pode sentir quem tem essa dificuldade em se afirmar. A cena tinha-se passado na casa de um miúdo. Os pais tinham vários amigos como convidados e um casal tinha trazido o filho também adolescente. Não era um amigo do “meu” jovem, (vamos chamar-lhe Zé) apenas filho de amigos dos pais. Foram para o quarto dele, onde havia uma televisão, porque dava um desafio de futebol importante. Quando o Zé ligou a TV o outro diz-lhe secamente:”Odeio futebol!”
Nesse contexto, o Zé desliga a TV, agarra num walkman para ouvir via rádio, e deixa o outro ligar-se à Internet, que era o que ele desejava. Mas ficou desesperado.
Quando lhe chamei a atenção que poderia ter dito:”Ah, odeias? Estás com azar que eu gosto muito e joga o meu clube. O que é que propões que se faça?” garantiu-me que nem tal lhe passara pela cabeça. Não é caso único, embora nem sempre seja tão claro. São os extremos do movimento pendular do comportamento, que anos depois podemos observar em adultos infelizes e desadaptados.

Afixado por Emiéle às 19:10

Consumismo

Partidas da sociedade de consumo! Se há criatura anti-consumista, acho que sou eu. Por educação, feitio, eu sei lá, mas a verdade é que penso várias vezes antes de comprar qualquer coisa e não me tenho dado mal com isso.
Quando apareceram os DVD fiquei interessada, como toda a gente. É certo que têm grandes vantagens sobre as gravações de vídeo, mas achei os preços dos primeiros leitores assustadores. E nem pensei mais no caso. Achei logo que era um bem completamente supérfluo. E até, porque entre um filme em vídeo e uma ida ao cinema a segunda opção para mim vence aos pontos – nada se compara à magia da sala escura, e ao grande ecran.
Depois os “leitores” de DVD começaram a baixar de preço vertiginosamente e a fazer pensar, mas a tal costela anti-consumista dizia-me que o que devia comprar era um leitor/gravador e esses ainda eram incomportáveis. Portanto, mais uma vez... adiante !
Só que agora apanhei um golpe baixo. Passo pela Fnac e descubro que alguns dos meus filmes de culto aparecem em versão DVD. Muitos deles nem em vídeo sabia que alguma vez tivessem sido editados. Pronto. Lá terá de ser. Parte-se o mealheiro e entra um leitor de DVD em mais uma casa portuguesa.

Afixado por Emiéle às 19:03 | Afixadelas (5)

Top 5 dos posts mais visitados no Afixe, por entradas directas (com origem em motores de busca)

1. Dia da Espiga (714 visitas)
2. Quem está sentado à direita de Cristo? (II) (705 visitas)
3. Quem está sentado à direita de Cristo? (282 visitas)
4. Bruno Baião (236 visitas)
2. Ainda o Código da Vinci (106 visitas)

Surpreendente, não? Isto, se bem percebo, tem basicamente a ver com entradas directas para os posts em questão, com origem em motores de busca. Viva a espiga e o Dan Brown! Algo frustrante, não?

Afixado por afiche às 03:02 | Afixadelas (9)

Obra do Diabo

Deve ter sido obra do capeta.
A verdade é que hoje recebi um mail dum leitor atento que se indignava por termos tirado o Renas e Veados da nossa lista de Blogues que o Afixe Fixa. A coisa é tão grave (ou não fosse um dos meus três blogues favoritos - os outros são, obviamente, o BdE e, claro, era o que mais faltava, o Afixe) que merece um post especial do Alma Mater Afixe.

Boss, Joaquim, Pagan: nem imagino como raio isso aconteceu.
Nabice informática da minha parte, por certo.
Situação reposta. As nossas humildes desculpas.

Afixado por afixe às 02:24 | Afixadelas (8)

Não ou SIM?

Algo me vem atormentando ultimamente: a forma como a grande maioria dos portugueses começa todas as suas frases, e em particular as que antecedem qualquer afirmação, designadamente as que precedem uma concordância, com a palavra "NÃO".
Ja andava a remoer isto há algum tempo quando me deparei com um sketch, dos Monthy Python portugueses -Gato Fedorento- que focava este mesmo tema (aproveito para fazer a devida vénia aos melhores cultores do humor em Portugal (Quintas-feiras às 21.30, na SIC Radical).
Voltando à vaca fria, atentem na enorme quantidade de pessoas que iniciam as suas frases com a palavra "NÃO".
Então pá, grande FCP, hein?"
- "NÃO"! Epá, curti bué. Ganda Mourinho!
- Ouve lá, pá, vamos sair logo à noite?
- "NÃO"! Claro que sim...onde queres ir?
- Olha-me aquela garina! Ganda grasa!
- "NÃO"! Muita boa!
- Bute ao Rock in Rio?
- "NÃO"! Estava mesmo a pensar nisso, já tens bilhetes?

Nos dias que correm "NÃO" quer, na maior parte das vezes, dizer "SIM", quer na maior parte das vezes significar "Estava mesmo a pensar nisso, nem me digas nada, como adivinhaste?"
Modernices...

Afixado por afiche às 01:52 | Afixadelas (5)

maio 28, 2004

Coimbra e Nostalgias

Cá estamos nós (eu a minha mulher) de regresso a Coimbra.
Mais um fim de semana.
A ponte Rainha Santa Isabel vai ser inaugurada este fim de semana.
A cidade está um caos - estradas a serem alcatroadas à pressa, obras em todo o lado, tudo à boa maneira portuguesa, à ultima da hora.
Afinal, o Euro está mesmo à porta.
No meio deste caos lembrei-me deste sítio da fotografia.
Fica em Coimbra, mesmo ao pé do estádio, chama-se Quinta Casal da Eira e foi onde eu dei o nó - ainda não fez um ano.
A modos que bateu uma saudade - não, não dos tempos de solteiro, refiro-me ao dia do enlace...

Afixado por afiche às 21:36 | Afixadelas (6)

Luz e transparência

Até amanhã !

Afixado por Emiéle às 20:59 | Afixadelas (1)

Rock in Rio

Vou ter o Rock in Rio, se o vento estiver de feição, dentro da minha sala. Ou seja, vou fugir. Nestas coisas, ou comprava uma entrada e estava assistir, (via o McCartney, etc, o que teria sido uma ideia) ou não se indo, o melhor é partir para a “minha aldeia”. E é para já!

Afixado por Emiéle às 19:26 | Afixadelas (10)

Entre dois males ( ? )

Passei por um prédio que tinha afixado uma placa "Instituto Médico-Dentário" e o nome. Normal. Horário das consultas das 9 às 20. Também normal. Mas acrescentava uma nota: "Urgências 24 horas" Isso nunca tinha visto. Se há coisa que justifique uma urgência, é dentista. Ainda registei o telefone, mas... Dei por mim a imaginar um dentista, às 3 da manhã, bêbado de sono, de broca em punho!!! Hummmm. Se calhar será melhor a dor de dentes.

Afixado por Emiéle às 18:30 | Afixadelas (8)

Momentos muito, muito chatos

Desabafo:
Há dias que desejamos que cheguem ao fim depressa. Às vezes os pais quando castigam os filhos dizem uma frase “custou-me mais a mim do que a ti” que parece sempre um bocado sonsa. Mas, por acaso, hoje sinto-me um pouco assim, quero dizer como esses pais sonsos.
Foi necessário chamar a atenção a uma pessoa, num certo sentido, minha subordinada. É certo que também é para isso que me pagam. E a conversa era indispensável. Mas eu, que sou muito despachada quando se trata de discutir de igual para igual, e até respondo sem problemas a um superior, custa-me um horror ver-me numa situação destas. Foi muito constrangedor, uns momentos mesmo muito desagradáveis, até porque a pessoa em questão em lugar de aceitar a minha mão estendida para procurar remediar a situação, refugiou-se na mais descarada das mentiras. Eu entendo que é uma fuga, um modo de negar a realidade e “fazer de conta” que nada se passou. Mas nunca chegamos a lado nenhum com estas fugas. É como fugir para uma terra de ninguém, para um mundo sem existência.
Bom, já passou. Agora começa o fim-de-semana, o momento foi chato mas está passado e felizmente há sol e pode haver praia.
Embora! vamos andando na direcção de Sábado!

Afixado por Emiéle às 18:00 | Afixadelas (3)

Enfim, uma Conselheira...

"Maria Laura de Carvalho Santana Maia Tomás Leonardo vai tornar-se dia 27 na primeira juíza conselheira da magistratura judicial em Portugal, quando tomar posse no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), foi hoje divulgado.
Segundo disse à Lusa fonte do STJ, Maria Laura Leonardo, que exercia funções no Tribunal da Relação de Évora, será empossada pelo presidente do STJ, Aragão Seia.
Maria Laura Leonardo nasceu em Ponte de Sor, a 8 de Outubro de 1937, tendo-se licenciado a 9 de Março de 1974.
Foi delegada do procurador da República nas comarcas de Nisa, Loulé e Guimarães e juíza em Serpa e Mértola, antes de ingressar no 17º Juízo Cível de Lisboa, em 1988. Antes chegou a ser nomeada docente do Centro de Estudos Judiciários e em 1995 foi nomeada juíza desembargadora da Relação de Évora.
Por sua vez, o juiz conselheiro José Moura Nunes da Cruz foi reeleito como um dos dois vice-presidentes do STJ, ao receber 58 votos entre 64 votantes, num escrutínio em que foi o único candidato. Houve seis votos em branco.
Nunes Cruz foi reeleito pela terceira vez, apesar de a nova legislação limitar as funções a dois mandatos consecutivos, porque as novas regras surgiram já depois de estar no cargo, explicou fonte do STJ.
José António Mesquita é o segundo vice-presidente do STJ."

in Público

Afixado por Emiéle às 12:26 | Afixadelas (2)

Notícia

A Feira do Livro em Lisboa prolonga-se até ao dia 10.
Vá lá! Agora não há desculpa por faltar tempo...

Afixado por Emiéle às 09:07 | Afixadelas (4)

Dúvida metódica

Por que raio, ao arrepio da moda, se chama saco azul ... e não saco doirado?

Afixado por Emiéle às 08:35 | Afixadelas (4)

Abertura da caça

Afinal é só hoje que começa a campanha.
Cá por mim, até parecia que já tinha começado!
Ando envolvida em cartazes e outdoors, quase todos, curiosamente orientados para uma visão futebolística do eleitor.
Muito bem. Vamos ver o que nos trás o dia 13.
O costume é ganharem todos, ao contrário do futebol.

Afixado por Emiéle às 08:00 | Afixadelas (2)

Será uma boa má educação?

Estou cheínha de interesse por esta estreia!
Tenho quase a certeza de não me desiludir, mas até ver não posso dizer nada.

Afixado por Emiéle às 07:30

Telenovela

Para o suspense ser completo, vamos ver como é o próximo episódio...Então há “horas extraordinárias” ou não há “horas extraordinárias”? Mas se não há, isto não devia ter sido dito desde que se começou a falar no assunto? E tudo isto corresponde a 575 pessoas?
Estou ansiosa pelo próximo episódio. E, realmente, onde é que se tinha a cabeça que não percebemos que tudo, afinal, deve ter sido por culpa do governo anterior?
Aqui para nós acredito que, como li no D.D., «a carreira de investigação e fiscalização do SEF é uma das mais bem pagas da Administração Pública». Se nos lembrarmos o que dizem que ganha o senhor Director Geral das Contribuições e Impostos ( cerca de 25.000 euros ?)

Afixado por Emiéle às 07:19 | Afixadelas (1)

Foi só erro médico ?

Era bom que esta história ficasses mesmo bem esclarecida! Quando há corporações muito fortes em luta, nem sempre as coisas são tão claras como deviam.
Já aqui disse uma vez que a Ordem dos Médicos tem muita força e uma grande unidade. Mas é evidente que é a primeira a não desejar que por causa de um elemento se classifique todos os profissionais pele mesma bitola. ( e há muito essa tendência)
Quanto às empresas farmacêuticas, também se sabe que são colossos, e com interesses fortíssimos. Para bem de todos nós, era bom que tudo ficasse bem transparente, e em linguagem acessível a todos.

Afixado por Emiéle às 07:15 | Afixadelas (5)

Votações SMS

Tornou-se uma nova moda. Aparentemente é mesmo a coisinha mais democrática que há, uma vez que hoje em dia não há cão nem gato que não tenha telemóvel. Só que quando se trata de gosto, nem sempre o popular é o mais fiável.
Mas passemos adiante.
Li agora uma importante votação por SMS
“Letizia Ortiz vai substitui Diana, como Princesa do Povo?”
Embora, vamos já votar!
*para quem quiser eu dou os códigos.

Afixado por Emiéle às 00:12 | Afixadelas (5)

maio 27, 2004

Educação cívica

Já se sabe que o exemplo é o melhor ensino.
Cena observada numa estação de metro: Um senhor, bem posto, fato e gravata e chapéu-de-chuva. No chão, uma embalagem de cartão de uma qualquer bebida. O senhor aprecia, empunha o chapéu e dá-lhe um empurrão. A pobre anda uns palmos e pára. O senhor põe-se a jeito, qual golfista treinado, e dá-lhe uma segunda. Mais um palmo em direcção à linha. Finalmente com um golpe firme a embalagem vai parar à linha do metro. Esta habilidade era seguida com muita atenção por um miúdo de 4/5 anos.
Nota: Mesmo por detrás do atleta estava o cesto do lixo.

Afixado por Emiéle às 23:59 | Afixadelas (2)

Sensibilidades diferentes

Há já bastante tempo, li um comentário no BdE que me chocou um pouco.
(Mesmo que me esforçasse não o conseguia encontrar agora, até porque já nem sei a que texto ele se referia). Uma comentadora antiga, de um modo um pouco ácido, criticava aquele blog por se ter “desleixado”, digamos assim. No início era muito rigoroso, sóbrio, ia direito aos assuntos e fundamentava-se muito, e agora entrava na brincadeira, era mais superficial, focava assuntos menos sérios. E disse uma frase demolidora: «qualquer dia dizem coisas do tipo no outro dia estava eu [ a almoçar ] quando me lembrei que... » Não me lembro da acção em si, mas sei que a frase era essa. Fiquei impressionada por dois motivos. Primeiro por gostar muito do BdE tal como ele é. O modelo de mais compostura e seriedade terá adeptos, mas para mim prefiro assim. E depois porque enfiei completamente a carapuça. Imaginei-me a ter um dia um blog e a dizer a leviana frase que me pareceu muito à minha medida.
Quando entrei para o Afixe, dei largas a esse gosto. E sinto-me acompanhada que os meus sócios também escrevem de um modo pessoal. Ora hoje, em conversa com um amigo, ele diz-me que é exactamente esse aspecto que aprecia aqui. Sente que já “nos conhece”, e tenta imaginar a pessoa atrás do blogger. Trocámos algumas piadas e quando lhe contei o que descrevi acima, ele pediu-me que não mudasse. O K. Promessa feita.

Afixado por Emiéle às 23:43 | Afixadelas (16)

País Real

Lisboa. (Lisboa-Cidade)
Um Centro de Saúde, novinho, com boas instalações.
Este Centro tem 52.000 utentes.
Especialista em pediatria – 1
Fui informada que só atende bebés até aos 2 meses. Leram bem : eu escrevi dois meses. A partir dessa idade devem ser atendidos pelo “Médico de Família”.
Percebem agora porque é que as urgências dos hospitais andam entupidas?
(não estou a inventar nada)

Afixado por Emiéle às 20:09 | Afixadelas (2)

Povoar é preciso!

SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO:
Do Arquivo Nacional da Torre do Tombo
(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5.o,maço 7)

"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos.
Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres".

"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e guardar no Real Arquivo da Torre do Tombo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".

Afixado por afiche às 18:34 | Afixadelas (2)

Paradoxos da igualdade?

Aceito que existam muitas mulheres que vivem e sobrevivem em situações de desigualdade e que a dualidade casa/trabalho é extremamente cansativa. Aceito também que o mundo profissional de hoje é muito mais exigente com todos nós, homens ou mulheres. A fuga para os tranquilizantes pode ser uma solução para o sofrimento. Não discuto que não é uma boa solução. Lamento verdadeiramente que isso aconteça.
Mas, nesta minha primeira contribuição itálica, tento pegar num facto e dar uma explicação, que embora não peque por excesso, não é nova. Podem existir outras causas que não estas. Pode ser um problema que é mais frequente nas mulheres, sem que o motivo seja só este.
Estou um bocadinho cansado de ver estas queixas de que a igualdade entre os sexos é muito bonita mas não é uma realidade. Roma e Pavia não se fizeram num dia, havemos de lá chegar se quisermos e nos esforçarmos para isso...
Mas vejo cada vez mais mulheres que, com o pretexto de caminhar para a igualdade, tentam ser como os 'homens'. E cometem os mesmos erros que muitos homens cometiam. Associados aos direitos existem deveres...óbvio. Porém, infelizmente, só vejo reivindicação de direitos.
Muitas mulheres já não sabem executar as tarefas domésticas 'femininas', porque acham que não o devem fazer e que isso é coisa do passado, mas não se esforçam por aprender outras coisas úteis.
Acabam por não ser capazes de fazer nada.
Nem de cozinhar nem de trocar uma lâmpada.

Jmena

Porque a primeira é tarefa de mulher, portanto do passado, e a segunda é coisa de homem.
Não vou resumir os deveres à história das tarefas domésticas. Encontro frequentemente mulheres que não fosse esse facto já teriam sido despedidas há muito. Usam o mesmo rigor e dureza dos homens normalmente (houve mesmo um caso em que me descuidei e que levei um aperto de mão que me aleijou), mas igualdades não existem. Recusam-se a ser tratadas com o mesmo rigor com que seria um homem, são mais sensíveis, são mais fracas e não podem executar determinadas tarefas, têm graça, são giras, etc... E se, finalmente foram apanhadas numa situação de que não conseguem escapar, usam aquela antiquíssima arma feminina...a chantagem emocional.
Conheço também mulheres que são óptimas profissionais que sei que não descuram os seus deveres em casa ou no trabalho que continuam a ser mulheres 'normais'. São pessoas que respeito por serem quem são, não por serem mulheres.
Acho que as mulheres estão a correr o risco de derrapar nesta luta pela igualdade. Podem tornar-se naquilo que agora criticam aos homens. E onde ficam o equilíbrio e a igualdade?
Encontro duas situações cada vez mais frequentes, o par de inúteis e o par invertido. No par de inúteis, o homem não sabe fazer nada porque não lhe ensinaram e a mulher também não. Desses não tenho receio, nem pena, porque sempre é melhor estarem juntos do que a estragar a vida a outros dois, e de qualquer modo não sobrevivem muito tempo assim.
Já o par invertido é mais preocupante. Ela tem uma carreira, uma ambição, e mesmo mais capacidades do que ele. E ele acaba por ser sacrificar a sua carreira, as suas ambições e mesmo a sua liberdade em prol de uma mulher egoísta. Onde está o erro? No facto de ser uma repetição do passado e da desigualdade. Porque me preocupa muito esta situação? Porque a taxa de frequência das universidades é cada vez maior do lado feminino e cada vez menor no lado masculino. Caminhamos para uma sociedade em que os homens vão começar a ser donos de casa e trabalhadores braçais e as mulheres terem uma vida profissional stressante e cheia de responsabilidades, e a chegarem a casa e exigirem o jantar com impaciência. Não quero ser pessimista mas não se esqueçam de ensinar aos miúdos as tarefas domésticas, porque senão eles podem nunca conseguir encontrar bom partido e ficarem com o seu futuro estragado. Devia ser por causa da igualdade, mas o risco é que ela nunca venha a existir.

Jmena

Afixado por afiche às 18:27 | Afixadelas (4)

Contribuição itálica

Já de seguida, promovendo e seguindo o Afixe os ensinamentos do mestre José Mário Silva no que tange às contribuições externas, uma contribuição itálica.
Assim, e directamente da Bélgica (sim, outro...), jmena.
Aviso já que as posições tomadas no texto não são, de forma nenhuma, pacíficas.
Antecipo também, em comentário, que, à parte um ou outro ponto não relevante, concordo inteiramente com a perspectiva defendida pelo jmena.
Continua a mandar postais, pá...

Afixado por afiche às 18:24

Grande cromo

Palavra de honra que pensava que esta cena do Diga ao Manel era a malta a gozar com o homem.
Afinal, não é assim.
Aqui há, isso sim, claro consentimento do ofendido, melhor, trata-se de uma espécie de auto-mutilação pública!
Incrível...

Afixado por afiche às 12:41 | Afixadelas (2)

Single White Male

Já andava para o linkar há algum tempo - Single White Male.
Porém, confesso, aquela entrada ia-me reprimindo. Demasiados homens em tronco nú. Entretanto, dei comigo a pensar num post que afixei aqui há dias, e perguntei-me, tentando ser coerente, de que tenho medo?
A resposta veio célere: tenho medo, isso sim, de me transformar no intolerante medíocre a que eu fazia alusão no post em questão.
Tudo o resto está definido.
E ainda que não estivesse...
De qualquer forma, e para lá destas questões menores, foi o post intitulado "Cansaço" (não consigo linká-lo) que me fez tomar a decisão final.

P.S. - pode dar a sensação que eu tomo as decisões sozinho, no Afixe.
Não é assim, simplesmente, neste caso, eu sei que os meus sócios nunca poriam reservas. Aqui o intolerante-conservador-retrógrado, apesar de tudo, sou eu.

Afixado por afiche às 12:05 | Afixadelas (2)

Olhó champanhe...

champ9G.jpg

Reparem bem nesta enormidade: enquanto o Carlos Alberto comemora à sua maneira, com aquele senhor grisalho (não, não, apesar de se tratar de uma criança e um velhinho, eu não estou a insinuar nada), alguém resolveu mandar das bancadas, pelo ar, uma garrafa de champanhe. A raça humana tem bichos deveras estranhos. O tipo que mandou a garrafa deve ter a mesma massa genética dos fulanos de Abu Ghraib.
Não consigo entender.
Teria que morrer e ressuscitar dez vezes.
Devo ser uma alma demasiado nova...

Afixado por afiche às 11:36 | Afixadelas (6)

5 mulheres, 5!!!

Isto nem de propósito… embora ontem não estivesse a falar de casos tão graves. Estava a falar de uma violência mais discreta, menos física, mais psicológica.
Vejam só este artigo no DN de hoje, por causa do relatório da Amnistia Internacional:

“Boa legislação não evita a violência doméstica.
As medidas de protecção às vítimas de violência doméstica previstas na lei não estão a ser postas em prática em Portugal, alerta pela primeira vez a Amnistia Internacional (AI). No relatório anual de 2003, ontem divulgado, a organização elogia a legislação existente no nosso País, mas recorda que todos os meses continuam a morrer, em média, cinco mulheres vítimas deste tipo de agressão.

De acordo com o relatório, há muitas medidas que não estão ainda implementadas no terreno. Por exemplo, «apesar da legislação de 1991 prever unidades de polícia especializadas em combater a violência doméstica, estas não tinham sido criadas até ao final de 2003».

Ainda assim, o comissário para os Direitos Humanos do Conselho da Europa, Alvaro Gil-Robles - que visitou Portugal em Maio de 2003 -, destacou o facto de já existirem programas que estavam a melhorar a capacidade de resposta das autoridades a este tipo de crime.

Outro destaque positivo foi ainda dado ao II Plano Nacional contra a Violência Doméstica, adoptado em Junho do ano passado. Foi contudo lembrado que algumas medidas do primeiro plano, de 1999, não tinham ainda sido totalmente implementadas, como a criação de centros de acolhimento para as vítimas em todos os distritos do País.

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima vê como «positiva» a referência à violência doméstica no relatório. O secretário-geral da associação, João Lázaro, lembra que ela «reforça o alerta de várias organizações e coloca a violência doméstica como uma questão fundamental dos direitos humanos».

ALERTAS. O nome de Portugal surge regularmente mencionado nos relatórios da AI. Tal como nos outros anos, em 2003 a organização destaca pela negativa o «uso desproporcionado» da força por parte das autoridades policiais, a insegurança e sobrelotação nas cadeias portuguesas, o uso excessivo da prisão preventiva ou o racismo contra, por exemplo, a raça cigana. A AI mostra-se ainda receosa pelo facto de os estrangeiros a quem foi negado asilo poderem ser expulsos do País enquanto aguardam pela decisão do recurso.”

5 mulheres por mês??? 5????
Mas que mundo é este?

Afixado por M. Butterfly às 10:03 | Afixadelas (3)

Amnistia Internacional

Há situações paradoxais, tal como a guerra contra o terrorismo, ter acabado por desviar as atenções das terríveis violações dos Direitos Humanos através de todo o Mundo.
Podemos ler hoje quer no Diário de Notícias , quer no Público , uma chamada de atenção da Amnistia Internacional. Quem preferir pode ir mesmo à fonte .
E a lista não é pequena. Alguns exemplos:
Coreia do Norte
Birmânia
Colômbia
Tchetchénia
Sudão
Congo
Marrocos
Tunísia
Síria
China
Egipto
Paquistão
Tailândia
Malásia
Relembrar que podemos podemos reverter parte do nosso IRS para uma instituição do tipo da A I

Afixado por Emiéle às 07:50 | Afixadelas (1)

A M. Butterfly deu o mote...

E eu não resisto. Mas...
Eu sei, eu sei. O que vou escrever a seguir como vem com referência a uma revista tipicamente feminina, pode dar azo a muito ironia. E temos de peneirar muitas das coisas que lá vêm. Mas também se dizem algumas verdades, e vamos conceder os exemplos das figuras mais ou menos mediáticas que lá são metidas para “dar graça” ao texto. Mas vejam “O Tempo Elástico das Mulheres” Porque reparem em duas frases importantes:
a) quanto á organização do tempo “Porventura o maior erro dos movimentos feministas, nos anos 60 e 80, terá sido o esquecimento das redes sociais de apoio à mulher, numa sociedade competitiva, em prol da igualdade jurídica”. Ou, por outras palavras, a igualdade existe no Direito, na Lei, não existe é na prática, nos costumes – facto de que todos somos responsáveis, homens e mulheres.
b) “Esquecemo-nos de que as relações de género atravessam o mundo laboral”, segundo as palavras de Anália Torres, especialista nestes assuntos.
Já temos alguma coisa em que pensar.

Afixado por Emiéle às 07:23 | Afixadelas (3)

Para manter o nível...

...de um blog intelectual.


TO A GREEN GOD

Trazia consigo a graça
Das fontes, quando anoitece.
Era o corpo como um rio
Em sereno desafio
Com as margens, quando desce.

Andava como quem passa,
sem ter tempo de parar.
Ervas nasciam dos passos,
Cresciam troncos nos braços
Quando os erguia ao ar.

Sorria como quem dança.
E desfolhava ao dançar
o corpo que lhe tremia
num ritmo que ele sabia
que os deuses devem usar.

E seguia o seu caminho
Porque era um deus que passava.
Alheio a tudo o que via,
calçado na melodia
duma flauta que tocava.

Eugénio de Andrade
* perceberam a alusão subtil: é um poeta nortenho

Afixado por Emiéle às 07:16

Vamos mudar de assunto

Ora muito bem. Como nem tudo é bola, vamos fazer uma experiência.
Querem saber qual era a música no TOP no dia em que nasceram?
Então cliquem aqui .
Que tal? Desanimados ou contentes?
De qualquer modo, foi isso que os paizinhos andavam a ouvir...

Afixado por Emiéle às 07:01 | Afixadelas (6)

maio 26, 2004

Lógica

Ora bem, vamos cá pensar com serenidade... Se... E se... E se...pois obviamente!
Ou a lógica é uma batata!!!
(com uma grande vénia aos Joaquinzinhos)

Afixado por Emiéle às 22:41 | Afixadelas (6)

VIVA O PORTO!!!!!

Penso na alegria que os nossos emigrantes devem estar a sentir!
É sobretudo por eles que podem sentir orgulho em se dizerem portugueses que me sinto tão contente!

VIVA O PORTO!!!!

Afixado por Emiéle às 21:43 | Afixadelas (3)

Parece que já está!

Faltam 10 minutos.
3 a 0 !
Aqui à volta é uma barulheira, e creio que realmente já está no papo!
(isto de ter a net ao lado da TV é o que dá! Notícias na hora! )

Afixado por Emiéle às 21:30 | Afixadelas (1)

É dos meus olhos ?

Não quero ser antipática, mas a camisola daquele equipamento do Mónaco não é esquisita? Não falo da metade enviesada, que isso são gostos, mas o remate da gola. Repararam? É toda torta! Parece que foi à máquina de lavar com uma temperatura mais elevada e ficou assim, de banda...
Pronto, pronto, coisas de mulher.

Afixado por Emiéle às 20:58 | Afixadelas (2)

Bamos a eles, carago!!!

Afixado por afiche às 18:51 | Afixadelas (2)

Este post, embora sobre futebol, não encerra qualquer mensagem política

Preclaros consócios, acabou-se o MSN. Temos de ir pra Gelseenn....aquilo que vós sabeis! Trocier pelo gránde quelube da inbicta, o máior a seguir aos passarinhos da ribeira.

Afixado por Gibel às 17:52 | Afixadelas (5)

Quem gaga assim não é falo!

Mavos lemodir Abu Gha...rib, Abu Gha...rab, Abu Gha...reb; Abu Gha...rub, Abu Gha...rob, Aru Gha...bib, Abu Gha...rib, Bua Gha...rab, Bau Gih...rab, Abu Gha...reb; Abu Gha...rub, Abu Gha...rob, Aru Gha...bib, Abu Gha...rib, Bua Gha...rab, Bau Gih...rab, Abu Gha...reb; Abu Gha...rub, Abu Gha...rob, Aru Gha...bib, Abu Gha...rib, Bua Gha...rab, Bau Gih...rab, Abu Gha...reb; Abu Gha...rub, Abu Gha...rob, Aru Gha...bib, Abu Gha...rib, Bua Gha...rab, Bau Gih...rab.
O ueq atonqueceu é uva mergonha!
Os aremicanos nõa sõa amiss!

Afixado por afiche às 15:39 | Afixadelas (14)

Coligação ocupante

Ontem, algures perdida num noticiário, ouvi a seguinte frase solta: "...brecha na coligação ocupante...".
O meu coração palpitou de entusiasmo!
Em vão!
A brecha era na do Iraque...

Afixado por afiche às 15:27 | Afixadelas (2)

Tomar para esquecer.

Hoje de manhã li um artigo no Público intitulado “Um em cada dez portugueses consome tranquilizantes”.
Já me pareceu alarmante, mas continuei a ler e ainda fica pior.
Ao que parece, 70% das pessoas que dizem já ter consumido tranquilizantes são mulheres, o que faz com que o consumo destas substâncias seja qualificado como “claramente feminino” – fiquei assim a saber que o consumo não é assexuado….
Quanto à área geográfica, parece que o consumo é maior nos Açores e no Norte do país.
Não pude deixar de fazer duas ligações.
Por um lado, com o clima. Parece que existem vários estudos que provam que o clima é mesmo um factor determinante no humor das pessoas – não é já só a nossa própria experiência que nos diz que é muito mais difícil estar deprimido quando o sol brilha acima das nossas cabeças: é um facto científico. Isso explica,talvez, que existam mais pessoas deprimidas no Norte e nos Açores, onde chove mais e o sol brilha menos. Parece explicar as altas taxas de suicídio nos países do Norte da Europa, onde, durante grande parte do ano, o sol não dá nem um arzinho da sua graça – a propósito disto, contaram-me uma história perfeitamente tétrica: parece que na cidade do Luxemburgo existe uma ponte conhecida por “ponte vermelha”, devido à grande quantidade de pessoas que se suicidam aí; o mais terrível é que existem casas por baixo da ponte, pelos que parece que era usual os habitantes dessa parte da cidade acordarem de manhã com um cadáver no quintal (nem dá para imaginar…). A cidade do Luxemburgo tomou medidas contra isto: mandou colocar redes na ponte (!). Parece uma história de filme de terror, não?
Por outro lado, com a mudança a que temos vindo a assistir nos papéis tradicionais dos sexos. Estou a falar no facto de as mulheres estarem, cada vez mais, a sair de casa e a enveredar por carreiras profissionais, deixando para trás o papel de “fada-do-lar”, e retirando ao homem a sua hegemonia como gerador do sustento familiar.

Tinha lido há uns tempos um outro estudo em que se dizia que as mulheres estão a ter cada vez mais ataques cardíacos, coisa que, há uns anos atrás, era muito mais comum nos homens. O estudo apontava como razão possível precisamente o aumento do stress nas mulheres, relacionado com uma vida profissional activa, com cada vez mais responsabilidades e pressões.
Aliás, as pressões que se fazem sentir sobre as mulheres são extraordinárias, nos dias que correm. A conversa da igualdade entre os sexos é muito bonita, mas ainda não é uma realidade vivida pela maior parte das pessoas. Basta ver que (também há estudos que comprovam) as mulheres continuam a ganhar menos do que os homens para desempenhar as mesmas tarefas – em flagrante violação de, não um, mas dois princípios constitucionais: não discriminação em função do sexo e “para trabalho igual, salário igual”.
Felizmente, nunca vivi esta situação. Profissionalmente, nunca me senti discriminada por ser mulher. Mas o facto de não ter sentido a situação na pele não me impede de me preocupar com ela.
Outra das coisas que não senti pessoalmente (por uma impossibilidade objectiva derivada do facto de ser solteira), mas que verifiquei em muitas mulheres (para não dizer todas) que trabalharam comigo, é o facto de, às pressões profissionais (as mulheres ganham menos que os homens, e parecem ter de provar que valem tanto como eles para conseguir subir na carreira – só que para provarem que valem tanto, têm de trabalhar ainda mais), se juntarem pressões pessoais e familiares.
Eu sei que existem homens que não são assim (já li aqui comentários sobre a existência de um “Novo Homem”, que não se limita a proclamar a igualdade, mas vive-a no dia a dia – sobre isto ainda hei-de escrever um dia destes), mas aquilo que vi com as minhas colegas leva-me a pensar que são uma franca minoria – a maioria continua a pensar que tem uma espécie de direito automático a que a sua companheira seja, além disso mesmo, assim um misto de mãe e empregada doméstica, que chega a casa tão cansada como ele, mas ainda tem de, sozinha, tratar das crianças, quando existem, fazer o jantar e tratar de todas as tarefas domésticas. São esses mesmos homens que, embora andem regularmente em viagens de negócios, excluem à partida que as suas mulheres o façam (talvez o medo venha de uma espécie de consciência pesada, quem sabe) e as martirizam com telefonemas agressivos quando acontece chegarem a casa do trabalho antes delas – um escândalo, o jantar não está pronto!
Acreditem, são muitas as mulheres que estão sujeitas a isto, muitas mais do que podemos pensar, quando temos a sorte de não termos destas disfuncionalidades na nossa vida. E é estranho, porque este tipo de comportamento masculino não tem uma explicação lógica, não são só os homens menos educados, cultos, ou o que quer que se lhes queira chamar, que mostram este comportamento. Conheço alguns que são encantadores, inteligentes, cultos, evoluídos, libertários – fora de casa. Quando aí chegam transformam-se, não se sabe bem como, em tiranos.
Ora, com um cenário destes, não me admira minimamente que sejam as mulheres quem mais recorre aos tranquilizantes. Têm mesmo de recorrer…
Ė interessante ler as razões que o estudo indica como tendo sido as mais invocadas pelos consumidores actuais de tranquilizantes: a necessidade de se sentir calmo, a necessidade de relaxar, a necessidade de esquecer os problemas.
Às vezes é mais fácil esquecer os problemas do que procurar uma solução activa para eles. Principalmente quando a solução não parece clara, nem próxima, nem fácil.

Afixado por M. Butterfly às 14:37 | Afixadelas (16)

O Hino da Pantera

o hino de henry mancini

Afixado por Gibel às 14:19

Even Conservatives Are Wondering: Is Bush One of Us? by Eyal Press

Most Americans long ago stopped believing that George W. Bush is what he claimed to be during the 2000 presidential campaign: a compassionate conservative.

But is George W. Bush a conservative at all?

The answer might seem self-evident to progressives who have spent the past four years recoiling at the reactionary agenda the Bush Administration has advanced on everything from the environment to the courts, global warming to gay marriage. But while few people would confuse George W. Bush for a liberal, whether the policies he's championed qualify as traditionally conservative is by no means clear.

"Historically, conservatism in the United States has meant support for small government, balanced budgets, fiscal prudence and great skepticism about overseas adventures," notes Clyde Prestowitz, a former Reagan Administration official who back in the 1960s was among the young Republicans supporting Arizona Senator Barry Goldwater, a conservative standard-bearer. "What I see now is an Administration that's not for any of these things."

Afixado por Gibel às 14:05

Bush: The Dream Campaign - Elizabeth Drew

The two candidates are frozen right now in the mid-to-high forties, with very few undecideds. That's not good for an incumbent, who obviously is better known than the challenger. Moreover, historically, undecideds have tended to break against the incumbent. And a recent survey we did found that on the issues the voters care most about—the economy and the war in Iraq—Kerry led Bush by double-digit margins. So if Kerry can sharpen his focus on the economy and the war and develop clear themes he will win this election.

O artigo todo aqui

Afixado por Gibel às 13:50

Évora-Monte

A 26 de Maio de 1834 é assinada a Convenção de Évora-Monte, pela qual os radicais burgueses, a soldo dos interesses imperialistas ingleses e ávidos da prometida concessão de baronias, reunidos em torno de D. Pedro, Sua Majestade Carioca, determinam o exílio de Sua Majestade El-Rei de Portugal D. Miguel Maria do Patrocínio João Carlos Francisco de Assis Xavier de Paula Pedro de Alcântara António Rafael Gabriel Joaquim José Gonzaga Evaristo, mediante viagem de ida para Viena e sem bilhete de volta. Olha que chatice! Viena de Áustria, um lugarejo tão desinteressante.

Afixado por Gibel às 12:25 | Afixadelas (5)

Friz Freeleng

Friz Freeleng, criador da pantera cor de rosa, foi a enterrar há nove anos.

Afixado por Gibel às 11:48 | Afixadelas (4)

Family Guy

Para quem não conhece, este rapazito, aqui em cima, é o Stewie. Faz parte do elenco da melhor série de animação que pode ser vista em Portugal - Family Guy.
Na Fox, para quem tem Cabovisão.
Para quem não tem, não sei onde passa - acho que não passa (pelo menos, ainda não consegui falar sobre esta série com ninguém, para além da minha mulher).
Seremos nós os únicos em Portugal a ser brindados com demonstrações do "grande amor" que o poderoso Stewie tem pela mãe, com as conversas entre o Brian (o cão) e Peter (family guy himself)?

Afixado por afiche às 11:29 | Afixadelas (8)

Verdades assustadoras

Como ouvi ontem dizer ao Jon Stewart, do Daily Show, a verdade, a assustadora verdade, é que este fulano consegue a proeza de parecer mais idiota a dizer a verdade que o Bush a mentir.
Mas, pronto, do mal o menos.
Venha ele!

Afixado por afiche às 10:58 | Afixadelas (4)

FCP

Hoje somos todos portistas.
Vamos torcer para que dê certo!

Afixado por Emiéle às 09:00 | Afixadelas (9)

Aviso

Não estou. Deixe mensagem a seguir ao sinal.

Afixado por Gibel às 08:53 | Afixadelas (2)

Um saco demasiado grande

Li, talvez um pouco à pressa, esta informação admito que tenha lido mal, mas deu para pensar. Pelo que se entende foi efectuado um "Inquérito nacional ao consumo de substâncias psico- activas na população portuguesa - 2001" e até com um universo bastante alargado (mais de 14.000 entrevistas). Não vou pensar no aspecto das drogas ilícitas que isso é um mundo enorme e sombrio, mas apenas no álcool.
Sabemos que é também uma droga. O café e o chá também. Mas a verdade é que em linguagem comum, no fundo, droga é aquilo que cria dependência. ( aqui o blog, está quase no limiar da droga...)
E sabemos que o álcool é mesmo uma droga e que por motivos sócio-culturais se tem olhado para ele com mais tolerância do que se devia. Todos conhecemos casos de vidas estragadas por essa dependência. .
Agora vir perguntar quem é que nunca ingeriu uma bebida alcoólica, parece-me um fundamentalismo estranho. Quase me custa acreditar no número de 76%, a não ser que incluam crianças... Nunca??? Um golinho de champanhe na passagem de ano? No casamento da prima? Nunca teve curiosidade, até para dizer que não gostou? Pelo que vi isto inclui vinhos de mesa, inclui todo o tipo de bebida. Por favor, nem 8 nem 80.

Afixado por Emiéle às 08:30 | Afixadelas (1)

Metáfora

É dos lugares comuns a afirmação de que a distância embeleza as coisas. Que o que se vê ao longe muitas vezes perde a graça se nos aproximamos. Não concordo muito porque a proximidade tem a beleza da realidade, tem também uma beleza própria.
Mas há bocadinho, no momento do meu pequeno almoço, vi iluminado por um raio do sol da manhã, uma das plantas que enfeitam o parapeito da minha janela, uma flor amarela. Até comentei :”Olha que lindo! Aquele vaso tem uma flor!” E enquanto tomava o meu café com leite ia admirando, enlevada, a florinha que tinha nascido. Contudo fazia-me espécie, porque achava que aquilo não era planta que desse flor...
Quando me aproximei para apreciar, caí na realidade: era uma folhinha que estava a secar e passava por o tal tom de amarelo que o verde apresenta antes de secar mesmo.
Desvaneceu-se a flor. Mas ficou a primeira imagem.

Afixado por Emiéle às 07:35 | Afixadelas (5)

Velocidade?

Já tinha ouvido falar neste estudo e não me surpreende mesmo nada. Só quem não costuma utilizar correio ( creio que realmente são cada vez menos) é que não se deu conta que ao nascer o “correio azul” isso equiparou ao “correio vermelho” - vulgo normal – a um caracol. Deve ter sido a influência das cores dos semáforos. O que se passou não foi que o azul fosse o tal foguete. Pode dizer-se que, passou a pagar-se mais ( correio azul) para se receber uma carta em condições.
Que me lembre, há muitos anos que não envio nada sem ser azul, e também o que recebo, mesmo coisas banais, trás o selo azul.
Mas afinal o que importa? Já se viu que as comunicações são verbais, quem quer dizer qualquer coisa, telefona. Quando se quer enviar algo escrito, existe a internet. Por mim, as cartas que me chegam, são exclusivamente coisas oficiais, e vá lá, um amigo que vá ao estrangeiro e me mande um postal...
Adeus Correios. Foi bonito, mas acabou.
*como não consegui fazer um link, segue abaixo o artigo da Proteste

DECO/PRO TESTE investiga CTT: dez anos depois, o serviço piorou!
(Pro Teste n.º 248 - Junho de 2004 - pág. 8 a 12)
A DECO/PRO TESTE enviou mais de seis mil cartas pelos CTT e concluiu que a empresa não está a cumprir o contrato assinado com a Autoridade Nacional de Comunicações para os prazos de entrega. O correio azul está cada vez mais lento. Bragança, Seixal, Elvas e Portimão destacam-se entre as localidades com mais problemas.
Dez anos depois de a DECO/PRO TESTE ter realizado o primeiro estudo, o serviço dos CTT piorou. Em matéria de correio normal, em 1994, os resultados para o Continente eram bastante bons. Mas, em 2004, o desempenho dos CTT é muito pior, embora se tenham registado melhorias pontuais, como no caso de Ponta Delgada. Quanto ao correio azul, em 2004, os resultados globais obtidos são bastante piores. A melhoria considerável do correio para Ponta Delgada contrasta com o agravamento da demora da correspondência para o Continente e Funchal.
CTT longe das metas de qualidade
As cartas de correio normal devem chegar ao destino no prazo máximo de três dias úteis após o envio. Mas, segundo a revista da DECO, “foram menos de 90% as cartas que chegaram dentro do tempo previsto, ficando os CTT quase 6% abaixo do valor mínimo a que estão obrigados”. Os piores resultados foram alcançados pelas cartas enviadas de Leiria, Maia, Bragança e Portimão.
No correio azul distribuído no Continente, “os CTT estão muito longe das metas de qualidade fixadas. Apenas cerca de 80% das cartas foram entregues no prazo previsto (um dia). O utente paga um preço mais elevado, mas o correio é tudo menos prioritário”, denuncia a DECO/PRO TESTE. As cartas que mais demoraram a chegar foram enviadas do Porto, Seixal, Portimão, Elvas e Bragança. No último caso, foram menos de 2% as cartas que chegaram no dia certo.
Já no correio azul que envolve as regiões autónomas, globalmente, o valor mínimo de entregas está a ser cumprido (82% das cartas em dois dias úteis). Mas os CTT estão claramente abaixo do objectivo traçado.
Nas cartas registadas com aviso de recepção, a equipa da DECO/PRO TESTE não detectou problemas: quase 93% das cartas foram entregues no dia útil seguinte e nenhuma demorou mais de dois dias.
Fazendo um balanço, das 6288 cartas enviadas, 22 não chegaram ao destinatário, nem foram devolvidas ao remetente, uma situação que se mantinha três meses depois. Este número de extravios também ultrapassa os valores apontados pelo convénio, lembra a edição de Junho da PRO TESTE. A fiabilidade do serviço é, assim, mais um motivo de preocupação para aquela revista dos consumidores.
Consumidores exigem
O Governo, através do Ministério da Economia, a Autoridade Nacional de Comunicações e os CTT têm de dar um tratamento prioritário às exigências dos consumidores. “É inadmissível que a qualidade de um serviço público concessionado pelo Estado tenha piorado tão drasticamente. Mais: a convenção assinada para 2004/05 abrandou as exigências em termos de qualidade”, critica a DECO/PRO TESTE.
Estando confirmado o desrespeito dos níveis de qualidade para 2003, os CTT terão de ser penalizados. Recentemente, a Anacom manifestou a intenção de penalizar os CTT, obrigando a empresa a baixar os seus tarifários em 1%. “Foi aberto um precedente que deverá ser seguido noutros sectores regulados. Os CTT já disseram que irão recorrer para o Tribunal Arbitral. Espera-se que este estudo possa servir para ajudar os juízes a decidir rapidamente”, salienta a DECO/PRO TESTE. Os efeitos da penalização apenas irão reflectir-se no preço dos serviços a partir da sua aplicação. Tendo em conta que o tarifário foi actualizado em Fevereiro de 2004, a DECO/PRO TESTE entende que é urgente apurar o valor da penalização relativo ao período entre aquela data e o momento em que a mesma se aplica, devendo o montante reverter a favor dos consumidores.
Cabe à Anacom assegurar a fiabilidade do controlo independente dos níveis de qualidade dos CTT. Esta empresa realiza estudos para avaliar o seu desempenho, mas uma auditoria recente mostrou que os resultados para alguns indicadores em 2002 não são credíveis. Estes resultados devem também ser divulgados mais cedo. Os tarifários do próximo ano não podem ser decididos sem antes se conhecer o desempenho dos CTT em 2004. Realizado entre 2 e 13 de Fevereiro último, o estudo da DECO/PRO TESTE mostra uma situação decepcionante que contrasta com a que foi anunciada pelos CTT para o mês seguinte.
Se foram detectados resultados tão maus nalgumas das principais cidades, não será difícil imaginar um cenário pior no Interior. O Governo tem de garantir que o acordo é cumprido no país inteiro. Os actuais indicadores são uma medida global que oculta enormes diferenças regionais.
Devido a um acordo com a Associação Nacional de Freguesias, o serviço passou a ser prestado pelas juntas de freguesia nas localidades onde foram encerradas estações. Mas a DECO/PRO TESTE pretende saber que medidas estão previstas para controlar a qualidade deste serviço e assegurar a sua continuidade. Esta é, aliás, uma das exigências daquela revista numa carta aberta que escreveu ao Presidente do Conselho de Administração dos CTT, Carlos Horta e Costa.
A plena liberalização do sector está marcada para 2009, mas esta só interessa se defender todos os consumidores. Melhores preços, mais qualidade e sem esquecer as pequenas localidades é a linha a seguir. Assim, a DECO/PRO TESTE lança um último apelo: “Sr. Ministro da Economia, Carlos Tavares, trata-se do futuro do serviço postal universal. Há uma boa herança do passado que é preciso recuperar. Esperamos que este alerta não se extravie ou chegue fora do prazo”.
25.05.2004
exigências em termos de qualidade”, critica a DECO/PRO TESTE.
Estando confirmado o desrespeito dos níveis de qualidade para 2003, os CTT terão de ser penalizados. Recentemente, a Anacom manifestou a intenção de penalizar os CTT, obrigando a empresa a baixar os seus tarifários em 1%. “Foi aberto um precedente que deverá ser seguido noutros sectores regulados. Os CTT já disseram que irão recorrer para o Tribunal Arbitral. Espera-se que este estudo possa servir para ajudar os juízes a decidir rapidamente”, salienta a DECO/PRO TESTE. Os efeitos da penalização apenas irão reflectir-se no preço dos serviços a partir da sua aplicação. Tendo em conta que o tarifário foi actualizado em Fevereiro de 2004, a DECO/PRO TESTE entende que é urgente apurar o valor da penalização relativo ao período entre aquela data e o momento em que a mesma se aplica, devendo o montante reverter a favor dos consumidores.
Cabe à Anacom assegurar a fiabilidade do controlo independente dos níveis de qualidade dos CTT. Esta empresa realiza estudos para avaliar o seu desempenho, mas uma auditoria recente mostrou que os resultados para alguns indicadores em 2002 não são credíveis. Estes resultados devem também ser divulgados mais cedo. Os tarifários do próximo ano não podem ser decididos sem antes se conhecer o desempenho dos CTT em 2004. Realizado entre 2 e 13 de Fevereiro último, o estudo da DECO/PRO TESTE mostra uma situação decepcionante que contrasta com a que foi anunciada pelos CTT para o mês seguinte.
Se foram detectados resultados tão maus nalgumas das principais cidades, não será difícil imaginar um cenário pior no Interior. O Governo tem de garantir que o acordo é cumprido no país inteiro. Os actuais indicadores são uma medida global que oculta enormes diferenças regionais.
Devido a um acordo com a Associação Nacional de Freguesias, o serviço passou a ser prestado pelas juntas de freguesia nas localidades onde foram encerradas estações. Mas a DECO/PRO TESTE pretende saber que medidas estão previstas para controlar a qualidade deste serviço e assegurar a sua continuidade. Esta é, aliás, uma das exigências daquela revista numa carta aberta que escreveu ao Presidente do Conselho de Administração dos CTT, Carlos Horta e Costa.
A plena liberalização do sector está marcada para 2009, mas esta só interessa se defender todos os consumidores. Melhores preços, mais qualidade e sem esquecer as pequenas localidades é a linha a seguir. Assim, a DECO/PRO TESTE lança um último apelo: “Sr. Ministro da Economia, Carlos Tavares, trata-se do futuro do serviço postal universal. Há uma boa herança do passado que é preciso recuperar. Esperamos que este alerta não se extravie ou chegue fora do prazo”.

Afixado por Emiéle às 07:15 | Afixadelas (1)

Quando os protestos nos incomodam

O nosso governo não gostou que se protestasse no Parlamento, no espaço aberto ao público, e prepara-se para evitar que tal venha a acontecer no futuro. Diz a notícia do Público que os manifestantes podem ser equiparados a desordeiros, a "hooligans” desportivos com as consequentes consequências.
Tem que se lhe diga. Se o espaço é aberto ao público, parece que as manifestações são de esperar. Uma hipótese é fechar esse espaço. A outra é calar o público. Parece que “a maioria” está distraída e de momento passou-lhe da ideia que esta coisa do poder é bastante alternativa, e amanhã pode ser que apeteça aos militantes dos seus partidos dizer de sua justiça nestas mesmas galerias. É que já aconteceu.

Afixado por Emiéle às 06:50 | Afixadelas (2)

maio 25, 2004

A Memória

Afixado por M. Butterfly às 18:32 | Afixadelas (6)

O último dos sinaleiros

Os polícias sinaleiros extinguiram-se com a chegada dos semáforos. Os semáforos são mais rápidos, trabalham 24 horas sem se queixar, e são eficientes. É claro que são menos bonitos. Havia uma história de um célebre sinaleiro chamado Inácio, que dizem que era um autêntico bailarino arraçado de toureiro ( ? ). Deixou fama. Mas pronto, a civilização terminou com essa profissão.
Mas muitas das vezes em que passo no sítio em que a Rua Madre de Deus se liga à de Xabregas, local muito complicado porque é um cruzamento movimentado, encontro um sinaleiro. Deve ser pago pela Junta de Freguesia, imagino eu.
O que eu gosto de o ver! Com uma grande bigodaça, luvas brancas, capacete e, claro que um apito. Só vos digo uma coisa: não acredito que um semáforo fizesse melhor trabalho. Ele rapidamente avalia onde está a fila maior, se vem autocarro, os carros que podem virar depressa, e o trânsito flui sem complicações.
Pois. O factor humano, não é?

Afixado por Emiéle às 17:52 | Afixadelas (11)

De pequenino...

Os nossos meninos comem mal. Não é que comam pouco, como algumas mães e avós receiam. Comem é mal. Por mim já andava convencida, e esta notícia só veio confirmar o que a observação directa já me tinha dito. Mas, como é evidente, a responsabilidade é dos adultos que cuidam deles. Que os doces e refrigerantes tenham um aspecto apelativo, é o seu papel, são produzidos para serem vendidos. Que as crianças os desejem, também é natural - correspondem a esse apelo. Que os pais não evitem a tentação é que já é um erro. Só que, na minha opinião, os próprios pais também já comem mal! E, se o exemplo dado é esse, não se pode impor uma regra que não é cumprida.
Não vou repetir o que diz o estudo que o artigo refere, mas posso garantir que muitas crianças bem pequenas, chegam ao infantário ou a casa de uma ama, com o pequeno almoço tomado no café da esquina. E o pequeno almoço foi...(tá-tá-tá-tá !!!): um refrigerante e um croquete! Não estou a inventar, acontece muito.
Se a isto juntarmos o lanche com Bollycao e mais refrigerante, e ainda os pacotes de batatas fritas que se comem em frente da TV, entende-se que comece a haver colesterol em idades nunca antes imaginadas. Não haverá uma campanha em favor do bom-senso? É que se trata de uma questão de saúde e costuma dizer-se que com a saúde não se brinca. Sobretudo a das crianças.

Afixado por Emiéle às 17:20 | Afixadelas (6)

Retractação Pública (II)

hetero.gif Ursos?
Focas?
São lontras, senhor! São lontras!
Diz o boss e bem.
Chamei-lhes ursos ou focas. Também é preciso ser cabeça no ar.
As minhas desculpas às três duas lontras.

Afixado por afiche às 15:51 | Afixadelas (5)

Tecnologia e Distracções

Reconheço que sou um bocado distraída. Tenho defeitos mais graves, é claro, mas hoje só me vou ocupar deste. Quando comprei um "rato" sem fio para o PC, lembro-me de ter sorrido com ar superior, ao ler um artigo da Proteste onde dizia que a maior vantagem do fio do rato era que as pessoas mais desarrumadas sabiam sempre onde é que ele estava, no meio da confusão dos papeis, porque bastava seguir o fio... Nanja eu, que me achava arrumada.
Mas lá distraída sou. Quando não sei onde deixei o telemóvel, uso o truque de ligar para ele pelo fixo, e ouvindo-o tocar vejo onde está. Só que ontem não encontrei o rato!!! Não estava perdido entre papeis, não podia "ligar" para que ele tocasse, não o podia atrair com um bocado de queijo... Drama.
Lá fui utilizando o teclado, mas com mais lentidão, é claro.
Muuuuito mais tarde, peguei num casaco que tinha despido, e...bingo! lá estava ele, no bolso.

Afixado por Emiéle às 14:10 | Afixadelas (12)

O banner da discórdia

Alertado pela Emiéle, que descobriu a polémica no Cacaoccino e no Renas e Veados, fui ver com os meus olhos a origem da polémica, o tal do banner da discórdia - esta coisa a piscar imagens e frases que, para melhor ilustração, copiei aqui para o lado.
hetero.gif Somadas as piscadelas, diz assim: "O respeito pela maioria, por mais desprezo que se tenha por ela, é um acto de inteligência. A heterossexualidade é saudável."
Podem vê-lo no Letras com gaffes!
Escusam é de lá ir, só lhe vão fazer subir as audiências.
Acreditem em mim, ele está lá.
Pronto!
Eu já sabia - foram lá ver, não foi? Tá mal...
Voltando ao dito banner.
Já há muito tempo que não lia algo tão vazio de senso e conteúdo.
Qual o propósito da treta da família feliz, do puto pelo ar, das focas ou dos ursinhos?
A heterossexualidade é saudável?
Que quer dizer isso?
Defender a heterossexualidade, em oposição à homossexualidade?
Dizer que a homossexualidade é doente?
Como quem diz, correr faz bem, fumar faz mal?
Eu, para que conste, sou heterossexual - gosto imenso e não quero outra coisa. E já vou em elevado estado de monogamia.
Para que conste, também, não gosto da atitude de pavoneio homossexual. Aliás, e a este propósito, também me irrita a atitude de pavoneio heterossexual.
E por isso, estou especialmente à vontade para dizer que a bandeirita em causa só pode ser fruto de uma mente doente, certamente homofóbica, que tem medo de acordar com um pau espetado no rabo.
Até imagino que o Senhor dos Garfos nas Letras, ou lá o que é - vide, a propósito este post, tenha encontrado o banner algures por essa imensa internet e tenha achado giros os ursinhos ou as focas ou lá o que é aquilo.
Porém, nada me retira o direito de dizer que a afirmação nele contida é, por certo, fruto de uma mente perseguida, que olha para rapazinhos de soslaio e até os acha giros, pensando, vade retro satanás, que eu sou muito macho, te renego, te renego – vou já fazer um banner.
Pois é, é uma porra, antigamente deixavam crescer a unhaca ou abriam a camisa para mostrar a pelagem estendida sob o belo do crucifixo.
Hoje fazem banners.
Ou então escrevem coisas como estas: "A auto-vitimização dos homossexuais tem a ver com pusilanimidade, com ausência de certezas sobre as suas opções, e esta é a mais perversa das posições".
Frases como esta definem os seus autores.
De forma indelével.
E sem necessidade de mais perdas de tempos.

Afixado por afiche às 12:54 | Afixadelas (5)

Paródia Nacional

Apito Dourado e Sirene Oculta.
Perante o nome dos últimos dois processos mediáticos investigados pela P.J., não posso deixar de me questionar: como é que esta malta quer que os levem a sério, se logo à partida eles dão aos processos nomes de co-produções sino-americanas de série B?
Já agora podiam acrescentar os protagonistas: Vah Len Tyn e o Apito Doirado, Bom Bey Rhos e a Sirene Oculta.
Fica a ideia.

Afixado por afiche às 11:35 | Afixadelas (2)

Amas

Li com muito interesse esta notícia. .
É um tema que me é muito querido, a resposta a dar a crianças pequeninas, cujos pais trabalham. Sabemos que em Portugal, com uma percentagem grande de mulheres que trabalham a tempo inteiro, o problema de quem toma conta dos filhos é muito grave. É óbvio que este modelo, citado na notícia, não daria para resolver o nosso caso, pois isto só funciona em casais de uma média burguesia, com habitação onde possa ficar uma outra pessoa. Mas as tradicionais amas, que recebem os meninos nas suas casas, podem ser uma boa solução desde que convenientemente apoiadas e vigiadas. Por enquanto, as que temos nessas condições é ainda uma rede fraquinha. E no fundo pelo mal que afecta muito daquilo que se quer com qualidade: a dificuldade de uma boa fiscalização. Contudo, posso afirmar, que nos casos que eu conheço onde essa fiscalização existe e é bem feita, a solução-ama é uma boa solução.

Afixado por Emiéle às 08:24 | Afixadelas (12)

Ensino ou Educação?

Se há tema que interesse a toda a gente, é o da Educação. Esse e o da Saúde, talvez uma das razões por serem os “elefantes brancos” de todos os governos, que mais dores de cabeça devem dar a um primeiro ministro.
Hoje ao dar uma vista de olhos aos jornais da manhã encontrei vários pontos que realçavam este tema. Ficam aqui só para reflexão
Apenas no Diário Digital vi uma referência a uma possível demissão de o Ministro. Não me parece que isso aconteça. Talvez quando se mexer em todo o governo, seja uma hipótese, mas agora parece-me precipitado.
Creio que é uma consequência directa do problema levantado pela colocação de professores.
Mas lá que tem sofrido contestação de todos os lados, estudantes e professores é mesmo um facto. Os sindicatos contestam a nova gestão da escola e consideram que deveriam ser feita «preferencialmente professores com especialização em gestão escolar». Parece sensato. No momento onde parece haver professores desempregados, e havendo professores com essa habilitação, porque não fazer a gestão da escola com eles?
Que a situação nas escolas e entre estudantes está um pouco fóra de controlo, parece ser certo, pelo menos nalguns casos. Esta notícia por exemplo, é inquietante.
Mas, isto foi uma leitura apressada, que contudo vem chamar a atenção para uma situação que preocupa muita gente. Muitos de nós somos pais de estudantes e, pelo menos, todos fomos alunos. E, sendo talvez quase um lugar comum, pelo ensino e seu nível se define um país.

Afixado por Emiéle às 06:51 | Afixadelas (3)

maio 24, 2004

A Defesa do Poeta


[...]Senhores tiranos que do baralho
de em pó volverdes sois os reis
sou um poeta jogo-me aos dados
ganho as paisagens que não vereis


Senhores heróis até aos dentes
puro exercício de ninguém
minha cobardia é esperar-vos
umas estrofes mais além [...]

N.C.

Afixado por Gibel às 20:51 | Afixadelas (2)

Em defesa dos Mais Favorecidos e das Maiorias

Às vezes penso que já nada me pode surpreender, mas claro que me engano. Alertada por dois blogs que costumo visitar o Cacaoccino e também o Renas e Veados fui deparar com esta curiosa campanha. Um colega, aqui da blogosfera, decidiu partir à defesa dos heterossexuais. São a grande maioria? E então? Lá por isso não precisam de ser defendidos? Se o sol quando nasce é para todos, a defesa também deve ser para todos, atacados ou não. Já tinha ouvido em tempos defender a criação de uma Comissão para a Igualdade e Defesa dos Homens (estou a falar a sério) por alguém que se sentia lesado com o avanço do “poder” feminino. Já existe um Poder Branco, esse é mais antigo deve ter nascido na K.K.K. mas agora tem proliferado. Faltava agora a defesa desta classe, maioritária é certo, mas possivelmente frágil. Quanto mais se vive mais se aprende.

Afixado por Emiéle às 19:03 | Afixadelas (9)

Há dias assim...

Edvard Munch
Evening on Karl Johan

Afixado por afiche às 18:51 | Afixadelas (6)

Quem lhe fez a cama?

Florentino: "No nos equivocamos al no renovar a Del Bosque pero sí al fichar a Queiroz"
"No nos equivocamos por no renovar a Del Bosque pero sí por contratar a Queiroz. Nos ha decepcionado porque no ha cumplido con los objetivos marcados, la administración y motivación de la cantera, y con un equipo apoderado del desorden y la falta de autoridad", afirmó. El presidente habló de las razones del cambio en el banquillo de Queiroz por Camacho. "Es difícil de entender lo que ha pasado en los dos últimos meses. Podemos comprender el bloqueo mental de los jugadores pero no la falta de disciplina ni autoridad del entrenador. El lo ha entendido y tenemos que cambiar el rumbo. El principal responsable de lo que ha ocurrido es el entrenador, aunque yo me responsabilizo de su contratación. No hemos dado un buen ejemplo en los últimos partidos", agregó.

Afixado por afiche às 18:39 | Afixadelas (3)

Finalmente...

Afixado por afiche às 18:30 | Afixadelas (1)

Francisco Sá Carneiro e a Social Democracia

Eu não quero falar de um congresso que merece muito poucas palavras. De qualquer forma, gostava de amavelmente ofertar a alguns demagogos neo-liberais e democratas-cristãos que andam sempre com Francisco Sá Carneiro na boca como quem anda com o credo romano, algumas palavras soltas dele próprio. Com a devida adaptação às circunstâncias políticas e ideológicas por ele vividas, abstenho-me de outros comentários.

Embora natural, a alteração da denominação do Partido para Partido Social Democrata constituiu um dos factos marcantes da nossa vida. Circunstâncias externas e efémeras não permitiram que de início adoptássemos a designação actual. A alteração que o Congresso confirmou corresponde à realidade e à sinceridade do nosso Programa e à nossa prática política; por isso, foi saudada e acolhida com entusiasmo pelos militantes. Sociais-Democratas sempre o fomos e continuaremos a ser, pelo que a alteração não significa qualquer mudança, antes fidelidade à linha inicial. Ela é também a consagração de mais de dois anos de trabalho e de lutas pela social-democracia, embora até então sob a sigla PPD, que, associada à actual sigla, poderá continuar a ser usada pelo Partido.

A social-democracia é uma resposta pragmática, de obediência a determinados princípios e ideias, mais do que uma ideologia, para conciliar a liberdade em todos os domínios com a necessidade do prosseguimento de uma grande justiça social. É portanto um caminho de harmonização de forças sociais, de não imposição do Estado, de não domínio do Estado nos sectores produtivos, mas sim de controlo do poder económico pelo poder político. É evidente que seguem políticas sociais-democráticas partidos e Governos que mesmo de social-democrata não têm o nome.

A evolução da socialdemocracia a partir dos fins dos anos 50 foi nitidamente esta: a conciliação dos valores liberais fundamentais com um regime económico que rejeita o capitalismo liberal. Para que as liberdades sejam desenvolvidas e se dê satisfação à justiça social a social-democracia rejeitou, e bem, o capitalismo liberal e enveredou por outras formas económicas em que é mais importante uma política de preços de rendimentos, de salários, de justa distribuição de rendimentos, de participação dos trabalhadores nas empresas e nas próprias decisões conjunturais do que propriamente da propriedade dos meios de produção.

Poderá levar gerações... Mas, chegará o dia em que a posição do indivíduo na
sociedade será determinada pela sua capacidade de trabalho e mérito pessoal e
pelas suas necessidades sociais básicas e do agregado em que estiver inserido.
Até lá, porém, deixemo-nos de aventureirismos cegos, de radicalismos excessivos, de demagogias e de utopias, inimigos principais dos que pugnam pela democracia, pela paz, pela liberdade e pela independência nacional.

Numa social-democracia, o que é característico é o apoio dos trabalhadores industrializados: e esse apoio é tanto mais significativo quanto mais o País estiver industrializado. As sociais-democracias do Norte da Europa, por exemplo, nasceram com o apoio dos operários da indústria, mas também de agricultores, de pescadores e de pequenos comerciantes, tal como no nosso país. A nossa base social de apoio é tipicamente social-democrata. O nosso programa é um programa social demcrático avançado, em relação, por exemplo, ao programa do S.P.D. alemão - e, portanto, isto afasta qualquer deturpação que se queira fazer no sentido de nos apresentar como partido liberal ou democrata-cristão, o que são puras especulações
tendenciosas que não têm qualquer base.

É que a social-democracia, que defendemos, tem tradições antigas em Portugal.
Desde Oliveira Martins a António Sérgio. É a via das reformas pacíficas, eficazes, a caminho duma sociedade livre igualitária e justa. Social-democracia que assegura sempre o respeito pleno das liberdades.

Concebemos a social democracia como socialismo personalista, que concilia o primado do social com o integral respeito pela criatividade pessoal, construindo uma sociedade justa e igualitária, com preservação das esferas de acção moral e material da pessoa, do seu espaço de liberdade.
Entendêmo-la como processo inovador e realista, dinâmico e mobilizador,
movimento constante para realização concreta do bem das pessoas e, por isso,
prossecução do bem comum dos portugueses, sem subordinação a ideologias,
mas plenamente fieis aos princípios programáticos.

Afixado por Gibel às 17:59 | Afixadelas (1)

Vivó PSD!

Eis a razão porque ninguém se mete com o PSD à minha frente sem haver logo uma mordidela e consequente esguichadela de sangue:
PSD provides career solutions for Permanent & Contracting job seekers across a range of disciplines, sectors & countries.
PSD is a leading international recruitment services organisation operating across a range of markets and countries providing specialist expertise in each area. This unique combination of breadth and depth enables us to deliver innovative recruitment solutions for clients and expert career advice for candidates as well as pinpointing the specific requirements of each project.
PSD has 9 Specialist Disciplines:
Finance; Technology; Marketing & Sales; HR; Property; Law; IT; Customer Contact; Purchasing.
These Disciplines recruit into some or all of the following sectors:
Business & Professional Services; Communications; Construction; Industrial Systems; Energy & Utilities; Financial Services & Banking; FMCG; Leisure/Travel; Not-for-Profit/Public Sector; Pharmaceuticals & Healthcare; Retail; Enterprise IT Solutions; Semi-Conductors; Consumer Electronics, Media & Entertainment.

PSD operates from the following locations
Birmingham
Frankfurt
Haywards Heath
London
Manchester
Munich
Paris
Singapore
PSD offers the following services
File Search
Advertised Selection
Executive Search
Contracting
Managed Services
For more details of the relevant specialist disciplines contact :

Finance Peter Hardy +44 207 970 9701
Technology Richard Goddard +49 691 381 3621
Marketing & Sales Juliet Hardingham +44 207 970 9782
HR Stuart Rowland +44 207 970 9610
Property Gavin Woodcock +44 207 970 9710
Law Ainslie Hoad +44 207 970 9623
IT Mur Snook +44 207 970 9740
Customer Contact Christine Travis +44 161 234 0413
Purchasing Stephen Fletcher +44 161 234 0394
General Enquiries Peter Hardy +44 207 970 9701

Afixado por afiche às 16:52

A Cidade e as Serras


É tão curioso a análise dos sentimentos. Como já aqui tenho dito, até ao ponto de enjoo, sou uma lisboeta que gosta da sua cidade. Mas também é certo que aprecio muito umas pausas e "fugas" para o campo, o que faço sempre que posso. E, se me permitem a metáfora, é como as pausas na música. Sem pausas não havia música. E estas escapadelas permitem-me apreciar o bom de uma aldeia e o bom de uma cidade. E uma das grandes vantagens da aldeia é a qualidade do silêncio.
Eu, em Lisboa, também oiço passarinhos. Imensos passarinhos! É mesmo o que mais cá há, uma chilreada enorme. E cães a ladrar também. Só que existe um ruído de fundo que nunca desaparece, mesmo de noite. E no campo o silêncio é pesado, opaco, "vê-se". Por isso a Vida tem mesmo outro significado. O ouvir-se as rãs, os grilos, os galos, os gatos à bulha, uma mãe a chamar o filho muito à distância, torna tudo mais humano, mais perto de nós. É a pausa que dá sentido à música.

Afixado por Emiéle às 16:02 | Afixadelas (4)

Iraq Dispatches

Dahr Jamail é o correspondente em Bagdad do The NewStandard.
Faz a cobertura das histórias não contadas do Iraque ocupado.
Tem um blogue, de leitura obrigatória, chamado Iraq Dispatches,
Este é um aperitivo, o resto devem ir lá ler directamente:
"Decades of smiles have left crinkles on his face that belie the sadness deep within his eyes. His hope and love for America has turned to a despair he is unable to express.
“I want to talk to an American general or judge,” says Nihad Munir. “I will give them my guarantee that my son is innocent. I will tell them that if he is not, then they can take me.”
His son, Ayad Nihad Ahmed Munir, was detained from their home during another of the middle of the night home raids the U.S. military is so fond of conducting in occupied Iraq. That was on September 28, 2003. Ayad remains in Abu Ghraib today, and his father has not been allowed to visit him, despite trying everything he can think of to do so".

Afixado por afiche às 11:58 | Afixadelas (1)

O mistério da unanimidade.

Ainda mais uma (desculpem, mas não resisto!) ….
Acabei agora de ler no Público a confirmação de algo que me pareceu ter escutado hoje de manhã, mas que, com a aflição da torrada engasgada na garganta, não sabia se tinha ouvido bem…
A moção apresentada pelo Durão Barroso no Congresso do PSD foi aprovada por unanimidade!
Ora, tendo em conta que:
1. Segundo sei, a unanimidade significa que não existem nem votos contra, nem abstenções;
2. Além da de Durão Barroso, mais 5 moções tinham sido apresentadas para votação;
3. Em princípio, quem apresenta moções são pessoas;
4. Em princípio, para as apresentarem estão no Congresso;
5. Em princípio, se são pessoas e estão no Congresso, devem votar;
Então, como raio é que a porcaria da moção foi aprovada por unanimidade?
E entendam, não é que eu tenha algo em especial contra a tal moção, não a li, nem faço tenções!
Mas é que, pelas minhas contas, pelo menos, pelo menos, 5 votos contra ou cinco abstenções tinha que haver!
Estarei errada nas contas?
Ora isto, na minha modesta opinião, das duas, uma:
1. Ou quem apresentou as moções concorrentes não sabe muito bem porque o fez – isto de se apresentar alguma coisa concorrente em princípio quer dizer que não se concorda plenamente com aquilo com que se concorre, sabem? -, ou fê-lo só porque parece bem, dá um ar de democracia vibrante (onde é que eu ouvi esta?) no seio do partido;
2. Ou então não há, definitivamente, democracia vibrante dentro do partido!
Sabem o que é mais triste?
Na notícia onde li isto não se fazia qualquer comentário, nem no jornal da manhã o fizeram.
Eu própria, não me choco muito com nenhuma das minhas hipóteses…
E o mais perigoso é esta indiferença…

Afixado por M. Butterfly às 11:51 | Afixadelas (17)

Ah queres Duelo??!!

A minha amiga "avec" de estimação, regressada de um fim-de-semana bem passado nos arredores de Bruxelas (aposto que se meteu no thallys e foi até Amesterdão à cata da erva cidreira!), brinda-me hoje com esta resposta a este meu post.

"Gibel,
isto e a guerra! Aceito o desafio! Como vou ai no proximo fim-de-semana, encontramo-nos la na rua ao nascer do sol de Sabado (de preferencia, os dois em estado improprio devido ao excessivo consumo de alcool) e temos duelo! Podes escolher as armas, que acabo contigo na mesma! O larilas!"

Pois minha querida M.
só te digo uma cois