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maio 31, 2004
Povoar é preciso (II)
Estou a escrever este post e já estou a imaginar a cara do gibel quando o ler.
Vai dizer: “tá bem, tá, o gajo perde-se até de casa para o trabalho!”
O gibel é um gajo a quem aos 5 anos foi implantado um sistema GPS, com mapas de várias cidades e em várias línguas. Quando fomos à Expo 98, eu fiquei com a forte convicção que ele é que tinha elaborado o mapa de ordenação da coisa.
Voltando à minha desorientação, eu sei que em parte ele tem razão, eu tenho imensa dificuldade em orientar-me no espaço.
Para além do mais, sou muito distraído.
Aqui há dias, ia da Covilhã para a Guarda e dei por mim quase em Vilar Formoso.
Mas adiante, o propósito deste post tem mais a ver com a minha ida ao Porto no passado fim-de-semana e com a forma como, nem eu nem a minha mulher, que é a "orientadinha" do casal, demos com o local pretendido, sem antes nos perdermos cerca de dez vezes e, cúmulo dos cúmulos, ter de parar numas bombas para perguntar o caminho, que é coisa, como toda gente sabe, que homem que é homem só faz em último recurso, quando começa a ter a sensação de que frágil linha entre a loucura e sanidade está prestes a rebentar.
Também é verdade que a iniciativa foi dela, ela é que quis parar e perguntar, enquanto eu fiquei no carro com ar de que não era nada comigo.
O certo é que eu perco-me sempre que vou ao Porto – ok, também é certo que me perco em todo o lado, mas no Porto tenho uma particular apetência.
É que aqueles fulanos não usam placas de indicação para nada, nem para ajudar a entrar, nem para ajudar a sair.
Tenho, aliás, uma teoria segundo a qual mais de metade da população do Porto é constituída por pessoal que conseguiu entrar, mas não consegue encontrar a saída.
E lá foram ficando, de tal forma irritados que até começaram a trocar os Vês pelos Bês! De resto, quase aposto que isto faz parte de uma táctica ancestral, e à falta de mais malta desta índole, para "ajudar a poboar a inbicta, carago!"
Afixado por em 31 de maio de 2004, às 15:54
Afixadelas
Mérovée no seu melhor!!!! :) Ainda me estou a rir. E não é que tens razão?? Aquela cidade é labiríntica, as ruas só com um sentido, (para quem tiver a triste ideia de ir de carro) e também me sinto perdida. E o pior é que me perco A PÉ!!!! Ás tantas, desesperada, apanho um táxi! E tenho a mania de que me oriento bem - noutras terras é claro.
Afixado por Emiéle em 31 de maio de 2004, às 16:33
Pronto... vê-se logo que gastaram muito tempo da vossa vida em Lisboa. Falta-vos a alma tripeira para se orientarem no Porto... é preciso ter intuição e abertura de espirito para poderem andar naquela a cidade. A culpa não é 'daqueles fulanos'...é vossa.
Já agora recomendo Garmin 2610 como GPS. È só ligar ao isqueiro do carro e a menina diz-nos o que temos de fazer. Se conseguirem seguir as orientações de uma mulher...
Afixado por Jmena em 31 de maio de 2004, às 16:41
Jmena, quanto custa um brinquedo desses?
Afixado por Tesla em 31 de maio de 2004, às 17:26
Não tenho nada a acrescentar. Madames et Monsieurs, Voici M. Mérovée!
Afixado por gibel em 31 de maio de 2004, às 18:27
Então, gibel, não acreditas em mim?
Afixado por Mérovée em 31 de maio de 2004, às 18:46
como representaunte do pobo do norte tenho que dizer que num cuncordo muito com o que dizem.
como é possivel alguem perder-se no puarto, uma cidade tão pequenina?! compra lá mas é o gps para poderes dar umas passeatas interessantes pela nossa cidade.
agora a sério, para mim isso de não haver indicações na estrada é defeito do país todo, a unica diferença é que enquanto eu aqui no porto já conheço bem para onde tenho que ir, se for para lisboa acontece-me o mesmo que a ti quando nos vens visitar.
a minha teoria é que portugal foi definido como país teste para experiências com placas de trânsito pela organização mundial de placas de transito. só assim se compreende que às vezes elas estejam antes das saídas, outras vezes depois, umas vezes tapadas por árvores outras visiveis excepto de noite porque o reflector já não reflete nada, etc, etc
Afixado por jojo em 1 de junho de 2004, às 09:56
Jojo:
Concordo contigo, é um defeito do país todo.Porém, acho que o Porto é o exemplo ideal - aí a coisa assume foros de caricatura. E olha que eu estou equidistante entre o Porto e Lisboa. Afinal, moro na Covilhã.
Mas é só mesmo isso, gosto da cidade e do FCP.
Afixado por Mérovée em 1 de junho de 2004, às 10:07
Mas que equidistância é essa que afinal preferes o Porto!!!! Então e aqui os sócios de Lisboa, nada? :(
Mas quanto a placas tenho de reconhecer que por aqui também é "para-quem-sabe". Alguém que não conheça bem a cidade só encontra sentidos proibidos e coisas dessas. Touchée...
Afixado por Emiéle em 1 de junho de 2004, às 22:23
