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junho 28, 2004

Golpe de Estado segundo Manuela Ferreira Leite

Hoje vinha com umas ideias para escrever umas coisas sobre a "Crise dos Violinos de Chopin". Ao dar uma vista de olhos pelo Público descobri que a Ferreira Leite já tinha dito tudo. Têm sido realmente uns dias estranhos, quase surreais, agora apanho-me a subscrever, na íntegra, as palavras da Ministra de Estado e das Finanças. Mas são tão esclarecidas. Fica aqui um excerto.

"Sem um Congresso ninguém tem legitimidade para nomear um novo Presidente do PSD e, por inerência, primeiro-ministro. Tal configuraria um golpe de Estado no partido", declarou ontem ao PÚBLICO Manuela Ferreira Leite, ministra de Estado e das Finanças.
Na opinião da ministra, não existe uma hierarquia formal na Comissão Política do PSD, lembrando que "quando os militantes votaram, no último Congresso, não estavam a escolher também o número dois ou o número três do partido, estavam a votar na lista do presidente do partido". Ou seja, o facto de Pedro Santana Lopes ter sido eleito primeiro vice-presidente não faz dele sucessor automático de Durão Barroso tanto mais que, em Congressos do PSD, sempre que se candidatou à liderança, o que sucedeu por três vezes, embora só tenha levado uma candidatura até ao fim, perdeu por larga margem. "Qualquer solução terá sempre de passar por um Congresso do partido", conclui Ferreira Leite, que é a número dois do Governo e, como tal, também foi apontada como possível sucessora de Durão."

Afixado por em 28 de junho de 2004, às 11:20

Afixadelas

Tiraste-me as palavras da boca... estranhos tempos estes, em que me vejo a concordar com a Manuela... Estranhos tempos...

Afixado por M. em 28 de junho de 2004, às 11:48

Estranhos tempos sim.Tenho mantido um silencio que me não é habitual.Porque o que me tem preocupado é perceber que se sanciona através de voto uma casta estranha de "politicos" que põem as suas motivações pessoais à frente dos compromissos com o eleitorado.Ontem Marcelo Rebelo de Sousa "explicou" o que se passava.Atrtavés do exemplo do ministro luxemburgùês que tendo sido eleito não quis renunciar ao cargo e recusou a nomeação para a Comissão.Ora o Luxemburgo não é um grande país como toda a gente sabe logo a tese da grande oportunidade para um pequeno país cai por terra.Depois falou das questões das forças em presença e do equilibrio dessas forças para justificar o pq. da escolha de Durão.Depois citou Sá Carneiro e a sua famosa frase retirando assim a legitimidade aos que dela não se fizeram herdeiros.E depois falou da utilidade do conselho nacional do partido e dum eventual congresso num tempo util para que haja escolha e não para inglês ver.Falou ainda do papel de Sampaio nisto tudo.O que ele disse tinha eu comentado com amigos durante o dia de ontem.Durão não foi exemplo único.Guterres fez o mesmo.Estranha casta esta.A.B.

Afixado por A.B. em 28 de junho de 2004, às 13:14

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