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julho 30, 2004
A propósito dos posts DaVincianos
Apercebi-me recentemente, depois de ter reservado algum tempo para a respectiva leitura, da quantidade tremenda de comentários a propósito do Código Da Vinci. A quantidade de falsas quimeras que algumas pessoas se prestam a consumir já não me surpreende. Espero em futuros posts desenvolver melhor esta questão: os erros que as modas e tradições new age andam a insuflar nalgumas cabecinhas mais impressionáveis. Entretanto, felicito o Bernardo Sanchez da Motta pelos esclarecimentos que, direi com ironia, caritativamente, vem administrando a algumas almas mais ingénuas. E, pegando na referência a René Guénon feita pelo Bernardo, sugiro a estas pessoas a leitura de alguns excertos deste pensador que incluirei no post acima. Melhor, que leiam por inteiro uma das várias obras de Génon. René Guénon foi talvez, no século XX, o mais brilhante pensador do significado profundo e analógico dos símbolos tradicionais fundamentais e transversais a todas as religiões e culturas que historicamente se sucederam. Experimentem "A Crise do Mundo Moderno" e, mesmo que se discorde ou então se deteste, ou até mesmo que não se entenda, certamente se ampliará nos espíritos um leque de interessantes interrogações e inquietações.
Afixado por Gibel em 30 de julho de 2004, às 19:49
Afixadelas
Também, me impressiona o que por lá aparece. Eu dei a minha sentença ao princípio, ( tinha de ser que o Rogério levava a mal se não dissesse nada ) mas depois recolhi-me. De vez em quando espreito e fico bem admirada. Também acho que foi uma sorte ter aparecido o Bernardo para ir fazendo um ponto de ordem, ou ponto de senso. :)
Afixado por Emiéle em 30 de julho de 2004, às 21:19
Olá!
Ainda não tinha visto este artigo e o seguinte!
Devo dizer-vos que sinto-me muito agradecido!! O Afixe tem tantos posts por dia, que confesso que ainda não tinha visto estes!
Tenho andado um pouco só, porque são poucas as pessoas por aquelas bandas que demonstram um mínimo de cepticismo e bom senso em relação à questão "Dan Brown". Até me tenho sentido desmotivado!
Ver um artigo sobre o René Guénon do Gibel, e uma mensagem de apoio da Emiéle, é bem mais que suficiente para me entusiasmar a continuar o trabalho duro de ser o "mau da fita".
Eu sei que para muita gente, perder o "brilho" de uma história fascinante, ao ler os meus argumentos refutatórios, pode ser uma experiência de desilusão profunda. Eu próprio passei por tudo isso, e já acreditei em tudo aquilo... Sei o que é ver o nosso "mistério e segredo preferido" transformado em farsa e intrujice.
Um dos autores que me ajudou a sair do buraco foi exactamente René Guénon. O seu raciocínio frio e acutilante, aliado a uma linguagem simples e acessível, e a uma clareza de exposição perfeita para a comunicação dos seus profundos conhecimentos é a combinação perfeita!
Ler René Guénon mudou completamente a minha vida e a minha forma de ver o Mundo. É o meu autor favorito, e a pessoa que eu considero ser uma das mais lúcidas do século XX.
Recomendo vivamente a leitura da obra de Guénon, que se pode comprar com toda a facilidade nas grandes livrarias online na Internet. Sem ser nestas, torna-se difícil achar obras de Guénon.
Obras suas traduzidas para português, há poucas: "A Crise do Mundo Moderno", e, julgo eu, também "O Rei do Mundo". Mas aconselho que se leiam os originais, porque as traduções são, por vezes, feitas por pessoas que não conhecem a totalidade da obra de Guénon, o que pode perverter a mensagem que o autor queria comunicar.
Obrigado a vocês pelo vosso apoio!
Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 5 de agosto de 2004, às 18:45
Bernardo, acredita que não estás sozinho. Também René Guénon tem sido Mestre da minha caminhada há alguns anos. Temos de trocar mais impressões sobre os temas que ele aborda. abraço
Afixado por gibel em 5 de agosto de 2004, às 20:51
Gibel,
Isso é fantástico!
É surpreendente encontrar outra pessoa aqui em Portugal que conheça Guénon. À parte de ti, conheço apenas mais duas, e não as conheço pessoalmente, porque apenas sei que conhecem Guénon porque o citam nas suas obras.
Temos que explorar este interesse comum!
Um abraço!
Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 6 de agosto de 2004, às 11:15
E já agora um outro nome, que a par com René Guénon, constitui outro dos pilares do pensamento tradicionalista - Julius Evola.
Afixado por Luís em 14 de setembro de 2004, às 17:01
Pois, Luis, mas apesar da obra de Julius Evola estar cheia de coisas boas, também tem coisas más. Há em Evola demasiada afinidade com posturas políticas (que estão totalmente ausentes na obra doutrinal de Guénon), o que levou a algum mau uso da sua obra: falo da ideologia nazi.
É evidente que também há patetas por aí (mesmo em Portugal) que usam Guénon e a sua obra para veicular ideais de extrema direita ou racismo. Contudo, têm que perverter a obra de Guénon para o fazer. A obra de Evola, de cariz mais político, presta-se mais a certos aproveitamentos. Evola não era o metafísico que era Guénon. Por isso, gosto menos de Evola, e não lhe dou tanta idoneidade como dou a Guénon.
Um abraço!
Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 14 de setembro de 2004, às 17:59
Caro Bernardo,
Ao fim de vários meses, e através de uma procura no google, é que reparei que havia respondido ao meu comentário.
Tal como você, nutro uma enorme admiração pela obra de René Guénon que, muitas vezes, tem sido mal interpretada (creio que quem faz determinadas interpretações, não se dá sequer ao trabalho de ler os livros do princípio ao fim e, se o faz, não compreende nada do que lá está).
Julius Evola tem sido, a meu ver, compreendido de uma forma ainda mais errada e a sua obra tem sido ainda mais indevidamente abusada.
"Evola não era o metafísico que era Guénon" - Evola não tem apenas obras de carácter político, como "Revolta Contra o Mundo Moderno" ou "Cavalcare La Tigre". Aliás, a maior parte das suas obras são exposições sobre temas, ou sob um ponto de vista, metafísico. A este respeito, vejam-se os livros "A Tradição Hermética", "A Metafísica no Sexo" (que se a edição portuguesa tivesse sido fiel ao original teria traduzido como "Eros e os Mistérios do Amor", sendo "A Metafísica do Sexo" um subtítulo), "The Yoga of Power", "The Doctrine of Awakening", para citar apenas algumas das suas obras mais conhecidas. Além do mais, Julius Evola foi um dos fundadores do grupo UR, que contava que outra proeminente figura, a qual ja vi referida no seu blog, Arturo Reghini.
Em relação à sua posição relativamente ao nazismo, e mesmo até ao fascismo, há vários textos que denunciam as suas fortes críticas a ambos.
Ainda, e como deve ser do seu conhecimento, Evola e Guénon mantiveram ao longo das suas vidas amizade e respeito mútuo, apesar de ambos discordarem em alguns aspectos.
Afixado por Luís em 27 de janeiro de 2005, às 13:26
Caro Bernardo,
Ao fim de vários meses, e através de uma procura no google, é que reparei que havia respondido ao meu comentário.
Tal como você, nutro uma enorme admiração pela obra de René Guénon que, muitas vezes, tem sido mal interpretada (creio que quem faz determinadas interpretações, não se dá sequer ao trabalho de ler os livros do princípio ao fim e, se o faz, não compreende nada do que lá está).
Julius Evola tem sido, a meu ver, compreendido de uma forma ainda mais errada e a sua obra tem sido ainda mais indevidamente abusada.
"Evola não era o metafísico que era Guénon" - Evola não tem apenas obras de carácter político, como "Revolta Contra o Mundo Moderno" ou "Cavalcare La Tigre". Aliás, a maior parte das suas obras são exposições sobre temas, ou sob um ponto de vista, metafísico. A este respeito, vejam-se os livros "A Tradição Hermética", "A Metafísica no Sexo" (que se a edição portuguesa tivesse sido fiel ao original teria traduzido como "Eros e os Mistérios do Amor", sendo "A Metafísica do Sexo" um subtítulo), "The Yoga of Power", "The Doctrine of Awakening", para citar apenas algumas das suas obras mais conhecidas. Além do mais, Julius Evola foi um dos fundadores do grupo UR, que contava que outra proeminente figura, a qual ja vi referida no seu blog, Arturo Reghini.
Em relação à sua posição relativamente ao nazismo, e mesmo até ao fascismo, há vários textos que denunciam as suas fortes críticas a ambos.
Ainda, e como deve ser do seu conhecimento, Evola e Guénon mantiveram ao longo das suas vidas amizade e respeito mútuo, apesar de ambos discordarem em alguns aspectos.
Afixado por Luís em 27 de janeiro de 2005, às 13:27
Caro Bernardo,
Ao fim de vários meses, e através de uma procura no google, é que reparei que havia respondido ao meu comentário.
Tal como você, nutro uma enorme admiração pela obra de René Guénon que, muitas vezes, tem sido mal interpretada (creio que quem faz determinadas interpretações, não se dá sequer ao trabalho de ler os livros do princípio ao fim e, se o faz, não compreende nada do que lá está).
Julius Evola tem sido, a meu ver, compreendido de uma forma ainda mais errada e a sua obra tem sido ainda mais indevidamente abusada.
"Evola não era o metafísico que era Guénon" - Evola não tem apenas obras de carácter político, como "Revolta Contra o Mundo Moderno" ou "Cavalcare La Tigre". Aliás, a maior parte das suas obras são exposições sobre temas, ou sob um ponto de vista, metafísico. A este respeito, vejam-se os livros "A Tradição Hermética", "A Metafísica no Sexo" (que se a edição portuguesa tivesse sido fiel ao original teria traduzido como "Eros e os Mistérios do Amor", sendo "A Metafísica do Sexo" um subtítulo), "The Yoga of Power", "The Doctrine of Awakening", para citar apenas algumas das suas obras mais conhecidas. Além do mais, Julius Evola foi um dos fundadores do grupo UR, que contava que outra proeminente figura, a qual ja vi referida no seu blog, Arturo Reghini.
Em relação à sua posição relativamente ao nazismo, e mesmo até ao fascismo, há vários textos que denunciam as suas fortes críticas a ambos.
Ainda, e como deve ser do seu conhecimento, Evola e Guénon mantiveram ao longo das suas vidas amizade e respeito mútuo, apesar de ambos discordarem em alguns aspectos.
Afixado por Luís em 27 de janeiro de 2005, às 13:29
Caro Bernardo,
Ao fim de vários meses, e através de uma procura no google, é que reparei que havia respondido ao meu comentário.
Tal como você, nutro uma enorme admiração pela obra de René Guénon que, muitas vezes, tem sido mal interpretada (creio que quem faz determinadas interpretações, não se dá sequer ao trabalho de ler os livros do princípio ao fim e, se o faz, não compreende nada do que lá está).
Julius Evola tem sido, a meu ver, compreendido de uma forma ainda mais errada e a sua obra tem sido ainda mais indevidamente abusada.
"Evola não era o metafísico que era Guénon" - Evola não tem apenas obras de carácter político, como "Revolta Contra o Mundo Moderno" ou "Cavalcare La Tigre". Aliás, a maior parte das suas obras são exposições sobre temas, ou sob um ponto de vista, metafísico. A este respeito, vejam-se os livros "A Tradição Hermética", "A Metafísica no Sexo" (que se a edição portuguesa tivesse sido fiel ao original teria traduzido como "Eros e os Mistérios do Amor", sendo "A Metafísica do Sexo" um subtítulo), "The Yoga of Power", "The Doctrine of Awakening", para citar apenas algumas das suas obras mais conhecidas. Além do mais, Julius Evola foi um dos fundadores do grupo UR, que contava que outra proeminente figura, a qual ja vi referida no seu blog, Arturo Reghini.
Em relação à sua posição relativamente ao nazismo, e mesmo até ao fascismo, há vários textos que denunciam as suas fortes críticas a ambos.
Ainda, e como deve ser do seu conhecimento, Evola e Guénon mantiveram ao longo das suas vidas amizade e respeito mútuo, apesar de ambos discordarem em alguns aspectos.
Afixado por Luís em 27 de janeiro de 2005, às 13:30
A resposta saiu por quatro vezes por simples erro informático.
Afixado por Luís em 27 de janeiro de 2005, às 14:39
