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julho 01, 2004

Ainda a cadeira à direita de Cristo!

Sobre a temática referida neste post, neste post, neste post e ainda neste post, imensos têm sido os comentários (mais de 100) e tenho aprendido algumas coisas à custa de Bernardo Sanchez da Motta que nos tem dado alguma atenção de forma a poder elucidar-nos sobre o tema. O Bernardo tem também um blogue assaz interessante, Espectadores, onde ele publica o texto que, com a devida vénia, passo a reproduzir:

"Pois é... Nos dias que correm, nem mesmo os apóstolos que morreram há 2.000 anos estão a salvo do disparate...
Tenho estado envolvido nalguns comentários no blogue Afixe em torno da questão da pretensa "Maria Madalena" que agora, vários séculos depois, toda a gente consegue ver com tanta clareza no quadro da última ceia de Leonardo da Vinci.
É um notável caso de milagre ocular! Durante séculos NINGUÉM viu à direita de Cristo outro senão o apóstolo S. João. Pois agora, em pleno século XXI, a deterioração que está a carcomer o mural de Leonardo, pelos vistos, parece estar a ajudar à nitidez! Nunca como agora tantas pessoas conseguem, de facto, ver no lugar de João, a figura feminina de Maria Madalena! É impressionante!"

"Claro que, nas ondas da paranóia "brownesca" e no rescaldo da pseudo-novidade do romance-lixo de Dan Brown "O Código Da Vinci", tudo agora parece "encaixar" como um puzzle.
Contudo, a estes novos "teóricos da tela" deve parecer "conspiratória" a opinião unânime dos peritos de arte dos últimos séculos, que insistem que S. João sempre foi pintado com traços efeminados, e que isso sempre foi prática comum entre os pintores. A eles, adeptos vorazes das teses "brownescas", pouco interessa saber as razões para esta característica de S. João. Razões essas que, escapando-lhes completamente, permitiriam compreender a verdade dos factos.
Ora sucede que S. João, como apóstolo, é o pólo oposto de S. Pedro.
S. Pedro é a "pedra":
"tu es Petrus et super hanc petram aedificabo ecclesiam meam " - Mateus 16, 18.
S. Pedro é força impetuosa, impulsiva, e extrovertida. É sobretudo uma força firme (veja-se o simbolismo da "pedra"), mas "exterior".
Por outro lado, S. João é o apostolo discreto, que na sua quietude melhor guarda os "segredos" de Cristo. É o fiel depositário da doutrina. É também firme, mas "interior". Recordemos que, conforme os textos evangélicos, era ele o apóstolo que Jesus mais amava. Isto explica a supremacia do lado interior face ao lado exterior.
S. João está "acima" de S. Pedro, porque está mais próximo do Mestre. Na escolha dos seus apóstolos, Jesus começou pela "pedra firme" que é Pedro, sobre a qual começou a construir a sua Igreja. E terminou na escolha do apóstolo João, que era quem Ele mais amava, e quem Lhe era mais próximo.
Tradicionalmente falando, é a dicotomia entre o "exoterismo" de Pedro e o "esoterismo" de João. Entre o carácter impulsivo e expansivo da "força exterior" e a quietude e discrição da "força interior". Por isso, é S. Pedro representado como um homem forte e destemido, e S. João como um homem físicamente mais débil, porque a sua força não está no "exterior" mas sim no "interior".
S. Pedro tem que ser exteriormente "forte" em virtude do seu papel.
S. João tem que ser interiormente "forte" em virtude do seu papel.
O uso, no meio artístico renascentista, de traços menos viris para S. João apenas demonstra claramente um conhecimento por parte dos pintores da dicotomia entre estes dois apóstolos.
Colocar uma Maria Madalena à mesa da Última Ceia nem seria errado, porque é razoável supor que Maria Madalena acompanhava o Mestre para todo o lado. Mas há dois erros graves e crassos:
1. Colocá-la ao lado de Cristo, e no Seu lado direito, quando é certo e sabido que à direita se senta a pessoa mais importante a seguir a quem preside, e essa pessoa só podia ser o apóstolo João, que era aquele que Jesus mais amava;
2. E pior, fazer desaparecer S. João da mesa! Onde foi ele parar, caros adeptos de Dan Brown?
Para os novo-"teóricos" do "sagrado feminino", colocar Maria Madalena ao lado de Jesus seria uma forma evidente de realçar a importância dela como mulher-chave no plano salvífico de Cristo. Mas esquecem-se que é irrazoável, com tal substituição, fazer desaparecer o apóstolo mais amado!
Além de tudo isto, colocar Maria Madalena (que é todavia Santa e de direito), num papel chave na Redenção é menosprezar quem tem, de facto e plenamente, o direito a esse papel: Maria, Mãe de Deus e Co-Redentora."

Afixado por afiche em 1 de julho de 2004, às 17:01

Afixadelas

Detesto Down Brown... mas ao que parece não é a unica mente com problemas, a dele...

Afixado por Anonymous em 18 de setembro de 2004, às 17:17

Viva os anónimos...
Não sei o que faria da minha vida sem esta plateia de anónimos, cujo vazio no nome coincide com o vazio no intelecto...

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 20 de setembro de 2004, às 13:38

Sem duvida dono de um grande poder humuristico...

Afixado por Anonymous em 9 de outubro de 2004, às 23:51

Comentários para quê ! ! !

É um artista português e génio, detentor da verdade ...

Adivinhem quem é ?


:-)

Afixado por Anónimo em 13 de outubro de 2004, às 20:30

I would like to apologise because i lied.

I lied because god wanted me to.

This is how i was conducted.

But i didn't lied about the descendence of Jesus

they own a litle restaurant at Barreiro, outside

Lisbon, they have there excelent dishes for a

fair price, but careful with the fishing on

Mondays.

But please don't go there it's a secret,

reservations to this number 231415926. D'ont

expect Maria Madalena grand grand grand daughter

to take your order!

she's at the cash machine.

But specialy, i would like to apologise to

Bernardo, i'm very sorry.

By the way i'm offering some signed copies of the

deluxe edition of "Da Vinci code" send mail to

Bernardo with your address.

To you my beautiful Portuguese, i love you all and

hope to be in Portugal soon. I'm thinking on

buying a house there maybe Bernardo can help me

with that!

Best regards

D. Brown

Afixado por Dan Brown em 18 de outubro de 2004, às 04:27

Os Velhos do Restelo levantam-se de novo contra o conhecimento.

A terra afinal é redonda e o sol desloca-se em sua volta, não é verdade?

Será que para si isto ainda é blasfémia?

Afixado por farilus em 16 de novembro de 2004, às 13:11

"Os Velhos do Restelo levantam-se de novo contra o conhecimento."

Qual conhecimento?
Aquele que lhe falta?

"A terra afinal é redonda e o sol desloca-se em sua volta, não é verdade?"

Saberá você o que é a terra e o que é o sol? Faria melhor figura se se calasse...

"Será que para si isto ainda é blasfémia?"

Blasfémia é, hoje em dia, a estupidez não ser punida juridicamente.

Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 16 de novembro de 2004, às 15:07

Bernardo tuas palabras sãoimportants para mostrarnos o caminho que queremos trilhar,ou a verdade a ser buscada;assim como a importancia do romnce de Dan Brown, esta em que despertou uma consciencia acerca de muitas coisas, mais nos temos que saber filtrar e saber olhar objetivamente aquilo que queremos,sem fanatismo;e como alguem ja disse: NÃO CONCORDO COM UMA PALABRA QUE DIZEIS, MAIS DEFENDERE ATE A MORTE O DIREITO DE DIZE-LO.
Lamento pelo meu portugues, mas meu idioma de origem e o espánhol, obrigado y espero receber sites nos quais possa saciar a minha sede de conhecimento, Edgardo

Afixado por Edgardo Piriz Milano em 4 de janeiro de 2005, às 12:30

"Seria Jesus casado?

Segundo o costume judaico da época, não era só usual, mas quase obrigatório que um homem fosse casado. Com exceção de certos essênios de algumas comunidades, o celibato era vigorosamente condenado. Se Jesus fosse celibatário, certamente haveria uma forte reação e teria deixado algum traço.
A falta de comentários sobre o casamento de Jesus nos Evangelhos é um forte argumento, não contra, mas a favor da hipótese de casamento, porque qualquer prática ou defesa do celibato voluntário, no contexto judeu da época, teria sido tão estranha que teria atraído muita atenção e comentários.

A hipótese de casamento é reforçada pelo título de Rabino e a lei judia é explícita; " Um homem não casado não pode ser professor".

As bodas de Canaã sugere que o casamento tenha sido a do próprio Jesus.
É de se estranhar o fato de Jesus e sua mãe estarem lá; ele ainda não havia iniciado seu ministério; e Maria lhe ordena que reponha o vinho. Comporta-se como se fosse a anfitriã (João 2:3-4)
"...e faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: eles não têm vinho. E Jesus respondeu: Mulher que importa isso a mim e a vós? Ainda não é chegada a minha hora. Mas Maria, completamente à vontade ignora o protesto do filho (João 2:5). Disse a mãe de Jesus aos que serviam: fazei tudo o que eles vos disser. E os servos prontamente obedeceram, como se estivessem acostumados a receber ordens de Maria e de Jesus."

No que concerne aos Evangelhos, ele ainda não tinha ainda demonstrado seus poderes; e não havia razão para que Maria assumisse que ele os possuía. Mas mesmo que houvesse, porque deveriam tais dons, singulares e sagrados, serem empregados com um propósito tão banal?

Por que deveria Maria fazer tal pedido à seu filho? Por que deveriam dois convidados a um casamento tomar sobre si a responsabilidade de servir; uma responsabilidade que, por costume, seria reservada ao anfitrião? A menos, é claro, que o casamento em Canaâ fosse o próprio casamento de Jesus. Nesse caso seria responsabilidade sua servir o vinho.

Outra evidência está em João 2:9-10 "O que governava a mesa chamou o noivo e disse-lhe: todo homem põe primeiro o bom vinho: e quando os convidados já os têm bebido bem, então lhes apresenta o inferior. Tu , ao contrário, tiveste o bom vinho guardado até agora". Uma conclusão óbvia é que Jesus e o noivo são a mesma pessoa. "

Afixado por Lipa em 8 de fevereiro de 2005, às 02:15

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