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julho 31, 2004

Diário de Férias I

Recebido do nosso sócio fundador ( aquele que se despediu a dizer que ia esquecer esta coisa do blog) Não resistiu e aqui vem por msn:
"Só mesmo a louca da Emiéle para emparceirar comigo nesta coisa do Diário de Férias por SMS ( eu esta não comento, está bom de ver...)
Primeiro dia de férias: novidade absoluta, ainda não discuti com nenhum algarvio. Talvez o facto de ter passado o dia a falar inglês tenha ajudado. Fartei-me de trabalhar. Comprei uns calções e vim ver o mar. Agora vou comprar o vinho para o jantar. Vida dura esta. Amanhã conto mais.
Rogério

Afixado por Emiéle às 20:27 | Afixadelas (3)

Vespas

É uma coisa curiosa, que quando venho para o ambiente da aldeia, encontro constantemente - histórias que são autênticas metáforas. Só pode ser o ambiente que me estimula o espírito de observação. Vejam a última:
Imagine-se que umas vespas decidiram que a minha caixa do correio era um local de excelência para construírem a sua colmeia ( ? ) casulo ( ? ) sei lá como se chama “aquela coisa”. Da última vez que aqui estive ao abrir a caixa saírem de lá em voo desaustinado uma série delas. Assustei-me, fui espreitar, vi uma coisinha que parecia uma noz e com uma vassoura enxotei-o para longe. Ao voltar hoje, repete-se o filme. Abro a portinhola, saem as bichas e lá está um embrião parecido com o outro... Na próxima 2ª feira vou a uma drogaria a ver se me aconselham, que produto posso usar para que isto não volte a acontecer. Mas já viram o que podemos concluir? É que as notícias do mundo exterior podem favorecer os ninhos de vespas! Eu já andava desconfiada.

Afixado por Emiéle às 19:57 | Afixadelas (2)

Faltou-me a Liberdade!

Não sei como foi. O Filipe chamou-me a atenção de que faltava a Liberdade aos amigos da Mafaldinha. É verdade. Não sei o que diria São Segismund Freud a isto!
De qualquer modo aqui vem ela:

A Mafalda encontrou-a, tal como o Miguelito, um dia na praia e ficou admirada que uma menina tão pequenina fosse a Liberdade.
Era a mais pequenina. Muuuito pequenina. mas cheia de personalidade!
Como é que fui esquecer dela? Aqui fica a reparação.

Afixado por Emiéle às 16:45 | Afixadelas (1)

Mafaldinha


Alguém acredita que a Mafaldinha vai fazer 40 anos? (QUARENTA ANOS???)

Está bem. O tempo passa, e passa mesmo depressa...
Mas sou só eu que me lembro da Mafalda? Que dizia um palavrão chamado “sopa”?
Pronto, está certo
Quino vai ser homenageado pela sua carreira e portanto a Mafalda (!!!) uma sua famosa criação teria essa idade.
Mas lembram-se ?
Mafalda

Filipe

Suzaninha

Miguelito

Gui

Manelito

A mim fazem-me saudades...

Afixado por Emiéle às 14:13 | Afixadelas (3)

Já cheguei às Férias!!!

Não deve ser assim que se diz, mas é o que sinto. Férias é um estado de espírito, não é? Por isso é que aquele infeliz, cuja metafísica interrogação o Rogério colou no post onde falava das ferias dele, nem sabe o que se passa consigo. Pobrezinho. Tem uma carência fatal. Há um palavrão técnico para isso: workaholic. Mas, tal moléstia nunca me atingiu.
Cheguei cá! Estou no mundo das férias. Onde não há horários. Se quiser levantar-me às 5 horas é para ver o nascer do sol e não para acabar um trabalho. Se quiser almoçar às 11 e meia, ou às 4 horas quem me impede? Até posso beber um copinho ao almoço que se ficar com sono faço uma sesta... E se me apetecer ler até de madrugada, depois durmo até ao meio-dia.
Para mim, é essa maravilhosa ausência de horário que é a pedra de toque das férias. E cheguei cá! Yupiii!!!

Afixado por Emiéle às 12:44

Nau Catrineta

Tinha recebido por email um texto engraçado mas sem referir a proveniência.
Vi agora, por um comentário, que a origem é do blog Tá de Chuva por onde costumo passar e que é dado a estes surtos poéticos...
O texto está AQUI mas, com a devida vénia, vou transcrevê-lo:

Lá vem a Nau Catrineta
Que tem muito que contar
São Paulo Portas à Proa
Santanás a comandar
Ouvi agora senhores
uma história de pasmar
D. Bagão conta o pilim
D. Morais trata das velas
D. Guedes limpa com Vim
tachos pratos e panelas
D. Pereira na enfermaria
conta pensos e emplastros
E o D. António Mexia
põe vaselina nos mastros
Eis senão quando é quebrado
todo o sono em reboliço
por um berro musculado
do vigia de serviço
E jura quem o ouviu
esse berro foi tão forte
que provocou um arrepio
nas costas da própria morte
Do grumete ao cozinheiro
e a tremer até aos pés
juntou-se o pagode inteiro
no plano do convés
S. Portas engalfinhado
num marujo musculoso
Santanás despenteado
sem o seu gel gorduroso
O que se passa afinal?
quem berrou dessa maneira?
vou mandar pr'ó hospital
o autor da brincadeira
Mas...meu senhor Santanás
nosso ilustre capitão
eu só vos quebrei a paz
porque há fogo no porão
E se meios pró combate
nós não vemos em redor
opino da minha parte
pedir ajuda ao exterior
Ouve lá ó meu chouriço
miolos de caracol
tu percebes tanto disso
como eu de futebol
Pedindo ajuda ao vizinho
mesmo o que aqui mora ao lado
gastava eu num instantinho
todo o saque acumulado
Mas... Capitão. é urgente
que fazemos nós então?
se não se decide a gente
lá arde todo o porão
Arde o tanas, seu labrego
vou-te dar a solução
pendurado ali num prego
tens tu o remédio à mão
Rápido então, marinheiros
Talvez o porão se salve
viremos todos bombeiros
cada um traga seu balde

Afixado por Emiéle às 10:23 | Afixadelas (4)

Então afinal, quem tem razão?

Lemos agora que O provedor de Justiça deu razão aos sindicatos médicos o que é esquisito, porque parece que a própria ordem não era dessa opinião...
Estas questões sindicais são sempre bastante complicadas. É difícil estar tudo de acordo, mas a verdade é que o Provedor deverá ser isento. Pelo menos isto merecia outro tratamento, mais esclarecedor.

Afixado por Emiéle às 08:48

Datas simbólicas ?

Hoje os ministros vão todos ao Porto.
Vão reunir lá. Esta ideia do “regresso” é questionável uma vez que não é o mesmo Conselho de Ministros nem o mesmo governo, mas aceita-se. É claro que a leitura do se vai discutir, se fôr o Regimento do Conselho de Ministros e a Lei Orgânica do Governo assim, à primeira vista, não tem nada de especial daquela região...
É certo que depois «Santana Lopes almoça com personalidades da região Norte ligadas à universidade, à investigação e às empresas» ( muito importante é a mesa na vida política....) mas, assim à primeira vista não seria necessário deslocar as quase duas dezenas de ministros para o Primeiro Ministro realizar este almoço.
E não fiquei bem esclarecida qual o simbolismo do 31 de Julho. Não me estou a lembrar mas deve ser o cansaço, estou a precisar das benditas férias.

Afixado por Emiéle às 08:33 | Afixadelas (3)

julho 30, 2004

Tempo-de-ninguém

Assim como há a terra-de-ninguém, acho que também há alturas em que nos sentimos no “tempo-de-ninguém”. São estes momentos onde se cruzam as pessoas que vão para férias com as que vêm de férias, onde está tudo atarefado, a terminar preparativos ou a arrumar coisas, ou a fazer os últimos telefonemas, ou as compras de última hora, ou...ou...ou.. Quero eu dizer não se está completamente em sítio nenhum, estamos “em transição”.
Ora vamos ao balanço:
Aqui no blog o sócio fundador vai de férias e fez uma despedida à séria. Até parece que vai voltar outra pessoa ( nunca se sabe, com ele...). O Gibel que teve as suas férias no Euro, deve estar por cá, e é bom que mostre o que vale pois é o segundo sócio! M. Butterfly, como disse que tinha 15 dias deve estar a esvoaçar para cá. E eu, onde me vêm, também começo as minhas férias, mas não largo o cigarro, perdão, o blog. Vão encontrar-me por aqui, com excepção de um ou outro fim-de-semana. De mim não se vêem livres com facilidade.

E vamos olhando o céu de Agosto...

Afixado por Emiéle às 20:00 | Afixadelas (4)

René Guénon - La Crise du Monde Moderne - Excertos

"Ce que nous avons en vue à cet égard, ce ne sont pas seulement des mouvements assez nettement définis, comme celui auquel on a donné précisément le nom de "modernisme", et qui ne fut rien d'autre qu'une tentative, heureusement déjouée, d'infiltration de l'esprit protestant à l'intérieur de l'Église catholique elle-même ; c'est surtout un état d'esprit beaucoup plus général, plus diffus et plus difficilement saisissable, donc plus dangereux encore, d'autant plus dangereux même qu'il est souvent tout à fait inconscient chez ceux qui en sont affectés : on peut se croire sincèrement religieux et ne l'être nullement au fond, on peut même se dire "traditionaliste" sans avoir la moindre notion du véritable esprit traditionnel, et c'est là encore un des symptômes du désordre mental de notre époque. L'état d'esprit auquel nous faisons allusion est, tout d'abord, celui qui consiste, si l'on peut dire, à "minimiser" la religion, à en faire quelque chose que l'on met à part, à quoi on se contente d'assigner une place bien délimitée et aussi étroite que possible, quelque chose qui n'a aucune influence réelle sur le reste de l'existence, qui en est isolé par une sorte de cloison étanche ; est-il aujourd'hui beaucoup de catholiques qui aient, dans la vie courante, des façons de penser et d'agir sensiblement différentes de celles de leurs contemporains les plus "areligieux"? C'est aussi l'ignorance à peu près complète au point de vue doctrinal, l'indifférence même à l'égard de tout ce qui s'y rapporte ; la religion, pour beaucoup, est simplement une affaire de "pratique", d'habitude, pour ne pas dire de routine, et l'on s'abstient soigneusement de chercher à y comprendre quoi que ce soit, on en arrive même à penser qu'il est inutile de comprendre, ou peut-être qu'il n'y a rien à comprendre ; du reste, si l'on comprenait vraiment la religion, pourrait-on lui faire une place aussi médiocre parmi ses préoccupations ? La doctrine se trouve donc, en fait, oubliée ou réduite à presque rien, ce qui se rapproche singulièrement de la conception protestante, parce que c'est un effet des mêmes tendances modernes, opposées à toute intellectualité ; et ce qui est le plus déplorable, c'est que l'enseignement qui est donné généralement, au lieu de réagir contre cet état d'esprit, le favorise au contraire en ne s'y adaptant que trop bien : on parle toujours de morale, on ne parle presque jamais de doctrine, sous prétexte qu'on ne serait pas compris, la religion, maintenant, n'est plus que du "moralisme", ou du moins il semble que personne ne veuille plus voir ce qu'elle est réellement, et qui est tout autre chose. Si l'on en arrive cependant à parler encore quelquefois de la doctrine, ce n'est trop souvent que pour la rabaisser en discutant avec des adversaires sur leur propre terrain "profane", ce qui conduit inévitablement à leur faire les concessions les plus injustifiées ; c'est ainsi, notamment, qu'on se croit obligé de tenir compte, dans une plus ou moins large mesure, des prétendus résultats de la "critique" moderne, alors que rien ne serait plus facile, en se plaçant à un autre point de vue, que d'en montrer toute l'inanité ; dans ces conditions, que peut-il rester effectivement du véritable esprit traditionnel ?

Cette digression, où nous avons été amené par l'examen des manifestations de l'individualisme dans le domaine religieux, ne nous semble pas inutile, car elle montre que le mal, à cet égard, est encore plus grave et plus étendu qu'on ne pourrait le croire à première vue ; et, d'autre part, elle ne nous éloigne guère de la question que nous envisagions, et à laquelle notre dernière remarque se rattache même directement, car c'est encore l'individualisme qui introduit partout l'esprit de discussion. Il est très difficile de faire comprendre à nos contemporains qu'il y a des choses qui , par leur nature même, ne peuvent se discuter ; L'homme moderne, au lieu de chercher à s'élever à la vérité, prétend la faire descendre à son niveau... "

"Les modernes, en général, ne conçoivent pas d'autre science que celle des choses qui se mesurent, se comptent et se pèsent, c'est-à-dire encore, en somme, des choses matérielles, car c'est à celles-ci seulement que peut s'appliquer le point de vue quantitatif ; et la prétention de réduire la qualité à la quantité est très caractéristique de la science moderne. On en est arrivé, dans ce sens, à croire qu'il n'y a pas de science proprement dite là où il n'est pas possible d'introduire la mesure, et qu'il n'y a de lois scientifiques que celles qui expriment des relations quantitatives ; le "mécanisme" de Descartes a marqué le début de cette tendance, qui n'a fait que s'accentuer depuis lors, en dépit, de l'échec de la physique cartésienne ..."

"...on peut, lorsqu'on envisage des conséquences comme celles que nous venons de signaler, se demander si ces avantages ne sont pas dépassés de beaucoup par les inconvénients. nous ne parlons même pas de tout ce qui a été sacrifié à ce développement exclusif, et qui valait incomparablement plus; nous ne parlons pas des connaissances supérieures oubliées, de l'intellectualité détruite, de la spiritualité disparue ; nous prenons simplement la civilisation moderne en elle-même, et nous disons que, si l'on mettait en parallèle les avantages et les inconvénients de ce qu'elle a produit, le résultat risquerait fort d'être négatif. Les inventions qui vont en se multipliant actuellement avec une rapidité toujours croissante sont d'autant plus dangereuses qu'elles mettent en jeu des forces dont la véritable nature est entièrement inconnue de ceux mêmes qui les utilisent ; et cette ignorance est la meilleure preuve de la nullité de la science moderne sous le rapport de la valeur explicative, donc en tant que connaissance, même bornée au seul domaine physique ..."

"...plus un homme a des besoins, plus il risque de manquer de quelque chose, et par conséquent d'être malheureux, la civilisation moderne vise à multiplier les besoins artificiels, et comme nous le disions déjà plus haut, elle créera toujours plus de besoins qu'elle n'en pourra satisfaire, car une fois qu'on s'est engagé dans cette voie, il bien difficile de s'y arrêter, et il n'y a même aucune raison de s'arrêter à un point déterminé. Les hommes ne pouvaient éprouver aucune souffrance d'être privés de choses qui n'existaient pas et auxquelles ils n'avaient jamais songé ; maintenant au contraire, ils souffrent forcément si ces choses leur font défaut, puisqu'ils se sont habitués à les regarder comme nécessaires, et que, en fait, elles leur sont vraiment devenues nécessaires. "

Afixado por Gibel às 19:54 | Afixadelas (1)

A propósito dos posts DaVincianos

Apercebi-me recentemente, depois de ter reservado algum tempo para a respectiva leitura, da quantidade tremenda de comentários a propósito do Código Da Vinci. A quantidade de falsas quimeras que algumas pessoas se prestam a consumir já não me surpreende. Espero em futuros posts desenvolver melhor esta questão: os erros que as modas e tradições new age andam a insuflar nalgumas cabecinhas mais impressionáveis. Entretanto, felicito o Bernardo Sanchez da Motta pelos esclarecimentos que, direi com ironia, caritativamente, vem administrando a algumas almas mais ingénuas. E, pegando na referência a René Guénon feita pelo Bernardo, sugiro a estas pessoas a leitura de alguns excertos deste pensador que incluirei no post acima. Melhor, que leiam por inteiro uma das várias obras de Génon. René Guénon foi talvez, no século XX, o mais brilhante pensador do significado profundo e analógico dos símbolos tradicionais fundamentais e transversais a todas as religiões e culturas que historicamente se sucederam. Experimentem "A Crise do Mundo Moderno" e, mesmo que se discorde ou então se deteste, ou até mesmo que não se entenda, certamente se ampliará nos espíritos um leque de interessantes interrogações e inquietações.

Afixado por Gibel às 19:49 | Afixadelas (11)

o conselho de segurança lá vai votar uma resolução muito diplomática


UNITED NATIONS (AP) -- The U-N Security Council plans to vote
today on a revised U-S draft resolution that tempers a threat of
sanctions against Sudan if the government doesn't act to stop
atrocities in the western Darfur region.

The new draft deletes the word "sanctions" but keeps the
threat of economic action against the African nation unless it
disarms Arab militias blamed for killing thousands of black African
farmers.

But aid groups are criticizing the resolution saying it's not
tough enough and relies too much on the Sudanese government.

The Arab militias have killed up to 30-thousand people and
driven over one (m) million from their homes in a 17-month conflict
over dwindling resources.

Pakistan, China and Russia say Sudan needs more time to stop the
violence.

Afixado por Gibel às 19:12

Até mais ver...

Eu, ao contrário do fulano de cima, adoro férias, e, pela primeira vez nos últimos dez anos, vou tirar três semanas seguidinhas. Durante esse tempo todo, talvez com excepção dos últimos dias, não tenciono exercer, nem sequer pensar, em nenhuma das das três coisas que mais me ocuparam o tempo este ano, o que inclui, necessariamente, o Afixe. Claro que é um hobbie, mas também é verdade que a forma que eu tenho de levar as coisas, todas as coisas, me desgasta bastante. Por isso, vão-me saber bem estes dias de retiro sem blogar. Sou daqueles fulanos que, quando não há que fazer, invento. Dificilmente consigo relaxar - basta ver, como de resto alguns repararam, o Filipe Moura e o Real, por exemplo, como eu consegui mudar duas vezes de nome no mesmo dia. Aquela bicharada dos RIAPA no BdE e, esporadicamente, por aqui tem-me irritado sobremaneira. É certo que não devia, os fulanos são básicos e medíocres. Porém, infelizmente, mexe comigo. Como tudo o que é injusto e rasteiro. E o que eles estão a fazer tem essas características.

Vou aproveitar para repensar tudo isto, talvez me sinta bem sem blogar, o que não me parece vá acontecer, mas a suceder, nesse caso, quem sabe, talvez me desligue de vez.

De uma forma ou de outra, o Afixe fica, obviamente, bem entregue. A quem mais lhe quer bem. Vou em paz, fiquem vocêm em paz, também.

Afixado por afixe às 11:50 | Afixadelas (9)

Blogue do Manuel Alegre

Afinal, o tal blogue Manuel Alegre, de que a Emiéle deu nota aqui há dias, é mesmo DO Manuel Alegre. Uma espécie de blogue de campanha e aberto a comentários. É a blogosfera e a exploração de todas suas potencialidades.

Afixado por afixe às 11:00 | Afixadelas (4)

Ladrão distraído ou muito bem informado??

A notícia é interessante:
A casa do director da Polícia Judiciária, foi assaltada em plena luz do dia.
Lá descaramento tiveram. E seria só isso? Levaram apenas « objectos de valor» ou também « documentos confidenciais relativos a processos-crimes » ? Mas para que é que levou esses documentos para casa? Perguntas que surgem inevitavelmente.

Afixado por Emiéle às 09:46

Desabafo

Apaguei, pela 500 ª vez, mais um anúncio que me apareceu no monitor a propor um sistema de perca de peso! Arre que é demais! Espero que todos passem por isso, que não seja maldade do meu PC. Mas não vos parece uma ideia fixa tanta propaganda com produtos de emagrecimento? Por acaso até nem estou gorda, mas se o estivesse também não gostava que mo estivessem sempre a lembrar. De minuto a minuto cai-me um aqui no monitor. Estou até à ponta dos cabelos...

Afixado por Emiéle às 09:29 | Afixadelas (7)

«Viagem Segura»

Vão começar as manobras de verão.
GNR coloca hoje na estrada operação Viagem Segura Tudo bem. O que queremos é viagens seguras. Claro que a lista das coisas a evitar é a habitual. Fixei uma delas que me levantou dúvidas: ao falar em auscultadores sonoros é ao auricular do telemóvel que se referem? Já tinha ouvido que também é proibido mas não entendo bem porquê. Distrai da condução? Pode ser verdade, mas o mesmo se passa com a conversa com o pendura, ou as notícias da rádio... Pode ser que não tenha razão, mas espero que mo demonstrem.

Afixado por Emiéle às 09:18 | Afixadelas (2)

"O Milagre Segundo Salomé"


Já aqui falei, lá mais para trás quando foi da sua estreia, sobre este filme. Vejo agora que está proposto para o Prémio Luís Buñuel 2004
Fico bem satisfeita.
O filme merece um reconhecimento fóra do nosso país. Também é tempo de não sermos conhecidos só pelo Manoel de Oliveira...

Afixado por Emiéle às 08:54

Ouvir quem sabe

Ontem na TV ( Sic Notícias) entrevistava-se alguém cujo nome não vi por ter chegado a meio. Ele dizia que um dos erros cometidos na prevenção foi o plano ter sido gizado nos gabinetes sem ouvir as populações locais que conhecem os terrenos, os aceiros, os pontos de água. Foi planeado de cima para baixo, sem se ter ido aos locais.
Se assim é já se percebe alguma coisa, neste descalabro.
A carta de risco de incêndio era esta. Já vimos o que ardeu a sul...

Afixado por Emiéle às 07:35 | Afixadelas (1)

E ainda, incêndios

É um tema repetitivo, mas impossível passar-lhe por cima.
As notícias continuam, falando de área ardida , de novos fogos que vão surgindo , de gente desalojada E todos tentam ver o que correu mal. Quando se fala em meios surge sempre como é normal em 2004 a ideia dos aviões. Estamos cansados de ouvir que somos um país pequeno e pobre. Mas pelo que sei, a Grécia costuma ser emparelhada connosco a nível de desenvolvimento. E esse país, que tanto se evoca por ser semelhante a nós, tem 23 aviões Canadair! Portugal tem 2, para a época dos fogos, alugados à Itália. E agora aceitou o auxílio dos países onde o acordo que tem não implica custos.
Pois é. Afinal, desculpem lá, não foi apenas no futebol que os gregos nos ultrapassaram.

Afixado por Emiéle às 07:03 | Afixadelas (1)

julho 29, 2004

Barack Obama

O melhor discurso da Convenção Democrata. E já se fala dele como futuro presidenciável.

Afixado por Gibel às 18:25 | Afixadelas (4)

as palavras de teresa no congresso democrata

teresakerry.jpg

My name is Teresa Heinz Kerry. And by now I hope it will come as no surprise to anyone that I have something to say.

Y a todos los Hispanos, los Latinos; a tous les Americains, Francais et Canadiens; a tutti Italiani; a toda a familia Portuguesa e Brazileira; to all my continental African family living in this country, and to all new Americans: I invite you to join our conversation, and together with us work towards the noblest purpose of all: a free, good, and democratic society.

There is a value in taking a stand whether or not anyone may be noticing and whether or not it is a risky thing to do. And if even those who are in danger can raise their lonely voices, isn't more required of all of us, in this land where liberty had her birth?

My right to speak my mind, to have a voice, to be what some have called "opinionated," is a right I deeply and profoundly cherish. My only hope is that, one day soon, women — who have all earned the right to their opinions — instead of being labeled opinionated, will be called smart or well-informed, just as men are.

To me, one of the best faces America has ever projected is the face of a Peace Corps volunteer. That face symbolizes this country: young, curious, brimming with idealism and hope — and a real, honest compassion. Those young people convey an idea of America that is all about — heart and creativity, generosity and confidence, a practical, can-do sense and a big, big smile.

Alternative fuels will guarantee that not only will no American boy or girl go to war because of our dependence on foreign oil, but also that our economy will forever become independent of this need.

With John Kerry as president, we can, and we will, protect our nation's security without sacrificing our civil liberties. In short, John believes we can, and we must, lead in the world — as America, unique among nations, always should — by showing the face, not of our fears, but of our hopes.

John is a fighter. He earned his medals the old-fashioned way, by putting his life on the line for his country.

For him, the names of too many friends inscribed in the cold stone of the Vietnam Memorial testify to the awful toll exacted by leaders who mistake stubbornness for strength.

The Americans John and I have met in the course of this campaign all want America to provide hopeful leadership again. They want America to return to its moral bearings. It is not a moralistic America they seek, but a moral nation that understands and willingly shoulders its obligations; a moral nation that rejects thoughtless and greedy choices in favor of thoughtful and generous actions; a moral nation that leads through the power of its ideas and the power of its example.

In his first inaugural, speaking to a nation on the eve of war, Abraham Lincoln said, "We must not be enemies. Though passion may have strained, it must not break our bonds of affection. The mystic chords of memory, stretching from every battlefield and patriot grave, to every living heart and hearthstone, all over this broad land, will yet swell the chorus of the Union when again touched, as surely they will be, by the better angels of our nature."

Today, the better angels of our nature are just waiting to be summoned. We only require a leader who is willing to call on them.

Afixado por Gibel às 18:15

Casa Inteligente

Ontem fui ver a casa nova que um casal meu amigo tinha comprado. Querem casar e depois de meses a ver casas decidiram-se por uma. Eles estavam muito contentes e orgulhosos da sua compra e eu fiquei mesmo de olhos arregalados. É decerto saloiice minha, mas ainda não tinha estado numa casa daquelas! Chamei ao post “Casa Inteligente”, creio que não cabe bem na definição, mas é primas dessas tais.
A porta da rua abriu-se com código, embora dissessem que era complicado para o carteiro. Depois, há muitas coisas excelentes e muito bem pensadas: as portas correm todas para dentro das paredes de modo a não roubar espaço, as janelas têm vidros duplos que corta o ruído e isola muito melhor, tem aquecimento central com uma caldeira magnífica, tem lugar para a instalação de ar condicionado em todas as salas, todos os locais têm uma quantidade enorme de tomadas de parede (aí de meio em meio metro há uma) ligações para telefone, para TV, e música ambiente que sai por um sítio que mal se vê e pode ser diferente conforme o ouvinte. As janelas são eléctricas, os estores também, há um aspirador central e nas salas existe apenas um buraquinho onde se liga o tubo para aspirar. Na cozinha há, no rodapé, uma espécie de portinha, varre-se o lixo para ali, carrega-se num botão e ele é aspirado! Devo estar a esquecer-me de alguma coisa, porque eu quase nem fechei a boca de espanto durante a visita. Mas fiquei a pensar se um dia houver pane de electricidade, como é que vai ser. Senti que era um pouco de “inteligência” a mais. É que também gosto de mandar na minha própria casa!

Afixado por Emiéle às 17:53 | Afixadelas (6)

Estádios...

porcos.JPG

retirado do site vermelhices.com

Afixado por afixe às 17:09 | Afixadelas (7)

Notícia Esclarecedora

RUSSIA TO TAKE PART IN CONSTRUCTION OF OIL PIPELINE IN SUDAN

MOSCOW, July 29 (RIA Novosti) - Russian company Stroitransgaz will take part in the construction of oil pipeline in Sudan.

The Stroitransgaz, in consortium with its subsidiary engineering company STG-International GmbH, has won the tender for construction of the 366-kilometre-long section of the oil pipeline Melut Basin Oil Development Project, press release of the Stroitransgaz says.

The client of the pipeline construction is Petrodar Operating Co., one of the leading Sudanese oil companies.

New oil pipeline will link the Melut Basin deposit in the area of the town of Poluji with the port of Sudan and further to the Red Sea. The daily pipeline capacity will be 200 barrels of oil.

The contract has been concluded for a term of 12 months on "engineering, procurement and construction conditions." The Stroitransgaz plans to start welding and assembly work at the beginning of September, this year.

Presently, the company's specialists are recruiting personnel and are engaged in shipping building machinery and equipment.

The Stroitransgaz is an oil and gas construction company which can annually build more than 3,000 kilometres of large-size pipelines and reconstruct about ten gas pumping stations.

Afixado por Gibel às 17:04

O Neretva está mais belo

A Bela Mostar

Destruída

Mãos à obra

Renascida

Afixado por Gibel às 16:56 | Afixadelas (5)

World Food Program


Em entrevista ontem à BBC, no contexto da crise no Sudão, o responsável pelo Programa Alimentar Mundial queixava-se de que, apesar dos apelos de Kofi Annan, o WFP apenas havia recebido para 2004 (ou seja, para um ano que já vai a meio!) um terço dos fundos necessários para acorrer às misérias que inundam o nosso planeta. E que desta forma a assistência às populações deslocadas e esfaimadas no Sudão debatia-se com dificuldades óbvias. Esclareceu ainda que apenas quatro grandes países haviam cumprido as suas obrigações para com o WFP. Convém que se saiba quais são: Estados Unidos, Reino Unido, Holanda e Alemanha.

Afixado por Gibel às 16:47 | Afixadelas (1)

O Sudão outra vez

Desculpem lá insistir com o Sudão, mas no meio de toda a informação que circula e à qual venho prestando especial atenção, surge uma nota que merece especial apontamento: O Brasil e Angola, actualmente membros não permanentes do Conselho de Segurança da ONU já manifestaram reservas à iniciativa de uma resolução de condenação do Sudão. Resolução esta subscrita e apoiada por Estados Unidos e União Europeia. Nada que possa surpreender. É nestes momentos decisivos que países daqueles nos lembram que preferem continuar a ser apenas o que são: países de terceiro mundo.

Afixado por Gibel às 16:39

Aos lampiões!

Neste ano do centenário do Benfica, o Afixe associa-se às comemorações, com um post dedicado ao clube dos seis milhões e, em particular, ao nosso mui estimado leitor e comentador Real. Peço desculpa pelo elevado nível das piadas, mas, sendo de futebol que se fala, temos que ser coerentes. Assim, em directo dos Malucos do Riso:

Digitalizar (2).jpg

Como é que se sabe, se um automóvel é antigo?
Se houver um autocolante no vidro traseiro a
dizer "BENFICA CAMPEÃO"

Um benfiquista vai a um vidente e pergunta:
"Quando é que o meu Glorioso vai ser campeão nacional?"
A vidente responde-lhe: "Só faço previsões até ao ano 3000!"

Adeptos do Benfica assaltaram a sede do Belenenses para roubarem a faixa que diz "O QUARTO GRANDE SOMOS NÓS"

Sabem qual a diferença entre o Benfica e o salário mínimo?
A diferença é que no salário mínimo a pessoa ganha, ganha, ganha e não compra nada.
O Benfica compra, compra, compra e não ganha nada.

Os novos patrocinadores do Benfica são:
Pastilhas Reny: para melhorar a digestão das derrotas.
Jeeps Range Rover: para o clube sair da lama

O Benfica vai lançar uma nova raspadinha.
Se tu raspares e aparecer o Benfica com uma faixa de campeão no peito, podes ir à padaria mais próxima e trocar por um sonho...

Qual é a primeira coisa que os sócios do Benfica perguntam quando chegam atrasados ao estádio?
- Já foi o penalty do Simão Sabrosa?

O Governo decretou que o Benfica seria Campeão Nacional em 2004/05
MOTIVO: Há que acabar com as listas de espera!

Dica Importante!
- Sabia que quando há um jogo do Benfica, a taxa de assaltos baixa 98%?

Nova Claque Organizada do SLB
Vai nascer da união das claques organizadas do Benfica e vai ter o nome M.S.T. - "Movimento dos Sem Título"

Novo Patrocínio!
O Benfica vai mudar de patrocinador. Vai ser a Igreja Universal do Reino de Deus.
Atrás das camisolas virá escrito:
"Só Jesus nos salva..."

Afixado por afixe às 16:09 | Afixadelas (4)

Festival de Cinema de Locarno

Notícia
O filme “André Valente” foi seleccionado para o festival de Locarno.
*Primeiro, é importante, porque é um filme português num festival internacional.
*Segundo, é importante porque me parece uma boa história, sobre um miúdo de 8 anos numa situação familiar habitual mas complicada para ele.
*Terceiro, é importante porque sou amiga da mãe da Catarina, a realizadora.
( e tenho de reconhecer que o terceiro ponto é até o mais importante )
Parabéns à Catarina!!!

Afixado por Emiéle às 15:31 | Afixadelas (2)

50.000 visitas


Segundo a webstats, atingimos durante o dia de ontem as 50.000 visitas. Ora, como só cá andamos desde o dia 12 de Abril, há 107 dias, portanto, quer dizer que estamos com uma média de 467 visitas por dia. Por curiosidade, o dia em que tivemos mais visitas foi o dia 20 de Maio, em que publicámos 15 posts (arre porra) e em que tivemos 890 visitas. O dia com menos visitas foi logo no início, a 18 de Abril, com 80 visitas, dia em que, curiosamente, o gibel publicou o ensaio de manifesto do afixe. Outra curiosidade, no primeiro dia de blogue, tivemos 133 visitas. Obviamente, graças ao avô BdE.

Afixado por afixe às 12:44 | Afixadelas (14)

Será mentira?

Diria o Rogério que “afinal havia ostras”, segundo a sua expressão. A verdade é que através de um link dos Marretas encontrei uns dados interessantes.
Ora vamos até África e confirmar se de facto há Petróleo no Sudão . Pois é. Assim talvez se comece a perceber as últimas movimentações internacionais. É um jogo mesmo muito complicado!



( mas neste xadrez os peões são aos milhares!)

Afixado por Emiéle às 09:12

Piada

Outro Bartoon certeiro

Luís Afonso

E como brinde tivemos mais uma poluição num rio...

Afixado por Emiéle às 08:24 | Afixadelas (1)

Outra vez!!!

O que me custa a entender é que não se aprenda com os erros. Aliás, eu por feitio, quando noto alguma coisa mal não costumo começar logo aos gritos. A primeira vez estranho e faço o reparo. Mas acho logo de péssimo prognóstico quando os autores do erro se justificam não o reconhecendo. É mau sinal. E cá continua a telenovela em relação aos nossos rios e indústrias poluentes. Produtos químicos matam centenas de peixes no rio Alviela diz o Público. E então? Ninguém é culpado? Ou seja vamos continuar a matar peixes e tudo o que daí advem?
Tenho tido algumas trocas de opiniões acesas com amigos que consideram que “pedir desculpa não adianta”; acho que as coisas não se resolvem com pedidos de desculpa, mas adianta um pouco porque é o reconhecimento de que se errou. O ficar tudo em branca nuvem é que é enervante.

Afixado por Emiéle às 08:03 | Afixadelas (3)

Novo reforço para os leões

Que o Afixe é claramente sportinguista não é segredo. Aqui somos os três mosqueteiros ( porque a M.Buterfly é ainda noviça como o D' Artagnan ) Mas fiquei agora a saber que Rogério esperado quinta-feira em Alvalade
Oh, Rogério, com férias marcadas e tudo! A Nina está de acordo? Mas enfim, que seja tudo para maior glória do nosso clube, todos os sacrifícios são merecidos...

Afixado por Emiéle às 07:32 | Afixadelas (7)

Boa Notícia

O povo já o dizia. Quando eu era pequena até se acrescentava o pormenor que “fazia bem ao fígado”. Mas muito bem. Confirmado cientificamente que
Rir faz bem à saúde
e até mesmo « aumenta esperança média de vida » só pode ser uma boa notícia. Até que enfim um remédio agradável.

Afixado por Emiéle às 07:28 | Afixadelas (6)

Portugal dispensa ajuda para combater os fogos

De acordo que pode haver razões sérias e lógicas. Mas, valha-me Deus, expliquem bem por que é que Portugal dispensa ajuda sobretudo a internacional.( ? ! ) Acredito que não seja ESTA a ajuda necessária. Acredito que “não sirva de nada” estes aviões. Acredito que nem sequer estejamos organizados para este tipo de ajuda. Estou disposta a acreditar, mas quero uma boa explicação. E não apenas “razões técnicas” que é algo de tão vago que não diz mesmo nada.

Afixado por Emiéle às 07:20 | Afixadelas (3)

Fogo no Convento do Beato

Começa a ser já muito. muito assustador! Vieram-me agora mesmo aqui dizer que havia fogo no Convento do Beato. Achei que tinham ouvido mal. Enfim, a ser verdade quase que se via da minha janela... Ainda por cima não conseguia apanhar nenhuma notícia na rádio. Vim procurar e a Lusa informa: meu Deus, é mesmo verdade! «- A cobertura e a cúpula do convento do Beato, na zona oriental de Lisboa, estão a ser consumidas por um incêndio desde as 23:09 de hoje, disse fonte dos Sapadores Bombeiros
Começo a viver em pleno pesadelo...

Afixado por Emiéle às 00:09 | Afixadelas (2)

Velho Testamento..

Recentemente, uma célebre animadora de rádio dos EUA afirmou que a homossexualidade era uma perversão: « É o que diz a Bíblia no livro do Levítico, capítulo 18, versículo 22: " Tu não te deitarás com um homem como te deitarias com uma mulher: seria uma abominação". A Bíblia refere assim a questão. Ponto final », afirmou ela.
Alguns dias mais tarde, um ouvinte dirigiu-lhe uma carta aberta que dizia:
« Obrigado por colocar tanto fervor na educação das pessoas pela Lei de Deus. Aprendo muito ouvindo o seu programa e procuro que as pessoas à minha volta a escutem também. No entanto, eu preciso de alguns conselhos quanto a outras leis bíblicas.
Por exemplo, eu gostaria de vender a minha filha como serva, tal como nos é indicado no Livro do Êxodo, capítulo 21, versículo 7. Na sua opinião, qual seria o melhor preço?
O Levítico também, no capítulo 25, versículo 44, ensina que posso possuir escravos, homens ou mulheres, na condição que eles sejam comprados em nações vizinhas. Um amigo meu afirma que isto é aplicável aos mexicanos, mas não aos canadianos. Poderia a senhora esclarecer-me sobre este ponto? Por que é que eu não posso possuir escravos canadianos
?
(recebido por email sem indicação de origem)

Tenho um vizinho que trabalha ao sábado. O Livro do Êxodo, capítulo 25, versículo 2, diz claramente que ele deve ser condenado à morte. Sou obrigado a matá-lo eu mesmo? Poderia a senhora sossegar-me de alguma forma neste tipo de situação constrangedora?
Outra coisa: o Levítico, capítulo 21, versículo 18, diz que não podemos aproximar-nos do altar de Deus se tivermos problemas de visão. Eu preciso de óculos para ler. A minha acuidade visual teria de ser de 100%? Seria possível rever esta exigência no sentido de baixarem o limite?
Um último conselho. O meu tio não respeita o que diz o Levítico, capítulo 19, versículo 19, plantando dois tipos de culturas diferentes no mesmo campo, da mesma forma que a sua esposa usa roupas feitas de diferentes tecidos: algodão e polyester. Além disso, ele passa os seus dias a maldizer e a blasfemar. Será necessário ir até ao fim do processo embaraçoso que é reunir todos os habitantes da aldeia para lapidar o meu tio e a minha tia, como prescrito no Levítico, capítulo 24, versículos 10 a 16? Não se poderia antes queimá-los vivos após uma simples reunião familiar privada, como se faz com aqueles que dormem com parentes próximos, tal como aparece indicado no livro sagrado, capítulo 20, versículo 14?
Confio plenamente na sua ajuda. »

Afixado por Emiéle às 00:01 | Afixadelas (4)

julho 28, 2004

darfur information center

Iniciativa de Ali B. Ali-Dinar, Ph.D. na Universidade de Pennsylvania, African Studies Center.

Objectivos:

- Provide balanced views and news about the current events in Darfur.
- Provide general information about Darfur history, culture, geography, for Sudanese and non-Sudanese.
- Serve as an advocacy organization that promotes peaceful co-existences between various ethnic groups of Darfur.
- Expose the atrocities and human rights abuses committed by the Sudanese government, and various militia groups.
- Provide political solutions for the current political turmoil in Darfur within a unified Sudan.

Afixado por Gibel às 22:13

MA-SCHAMBA - O Regresso?

Depois do anunciado fim, o José Flávio Pimentel Teixeira voltou ao Ma-Schamba com mais um post.

Pelo seu conteúdo e para ajudar na sua divulgação, aqui o deixo. Com a devida vénia para ele que, para que fique claro, não me encomendou o sermão.
Assim e sem mais comentários, aqui fica:

"VÍCIO? OU UM "A MIM NINGUÉM ME CALA"?
Pós-post, depois de uns dias a dizer que não valia a pena. Mas não resisti, há gente (e seus apoiantes) que não merecem o silêncio.
[É uma fala de etnógrafo]
1. Sempre me irritou a auto-imagem (reconfortante) da superioridade da esquerda (até quando me pensava como sendo de esquerda).:
- Superioridade intelectual: "Antes de mais, não considero que um intelectual exista sem ser "de esquerda". É certo que há pessoas que escrevem livros e que pertencem à direita. Mas para mim, não basta que um homem faça funcionar a sua inteligência para que seja um intelectual. Neste caso, não existiria já qualquer distinção entre um manual e os homens que lêem..." (J.-P. Sartre, O Escritor não é Político?, D.Quixote, 1971) - [é um mero exemplo, até arqueológico pois hoje pouco se lê o homem. Deste género abundam os exemplares.];
- Superioridade moral [não tenho o célebre A Superioridade Moral dos Comunistas, de Cunhal, não posso partilhar trecho elucidativo]. A afirmação da superioridade moral dos mais ou menos M-L, dizendo-se dedicados à causa radical da minoria maioritária dos desapossados da terra, dos pauperizados. Esta já não me irrita tanto. Crescido que fui no tempo de Xiaopings, Polpots, Brejnevs e seus clones é indignação para a qual já dei, em tempo útil.
Mas também a superioridade dos mais ou menos Sociais-Democratas, dedicados à estranha causa do "bem comum", como se a sociedade fosse um caldeirão de alquimista ou mera "sopa de pedra" (o "diálogo não-optativo" como paradigma). Que hoje não se legitimam moral e politicamente por defenderem "explorados" mas porque se vêem como equidistantes aos pérfidos "interesses": eles são a razão, aquela que se quer ordenadora dos egoísmos alheios, colectivos e individuais. É o fio de prumo, moral e político, cuja independência induz justiça social."

"2. Acredito na necessidade e bondade da Ajuda Pública ao Desenvolvimento (vulgo cooperação). Porque as disparidades são gigantescas. Inenarráveis mesmo. É uma obrigação moral. Como não ajudar populações que em média vivem menos de 40 anos? Em subnutrição crónica? Pejados de doenças facilmente debeladas? Com taxas de nados-mortos e de mortalidade infantil astronómicas? Que significariam conceitos de "civilização", "humanismo", "desenvolvimento", ou até de "complexo judaico-cristão" se se negasse esta necessidade? É uma obrigação ecológica. Um dos factores de destrução radical dos ecossistemas é absoluta pauperização de centenas de milhões de pessoas. É uma obrigação política. Global, pois o combate à pobreza ajuda a paz regional. Reduz (previsivelmente) as migrações. Desenvolve as relações internacionais, políticas, diplomáticas, culturais e, não esquecer, comerciais. Mas também nacional. Pois Portugal comprometeu-se a fazer crescer a percentagem do seu PIB para a APD [0,7%, 0,8%?]. Ainda que não cumpra esse compromisso, aí acompanhando grande parte dos países da OCDE. E porque no âmbito das suas relações externas, em especial com os PALOP, a "cooperação" pode ser forte instrumento de política externa, se eficientemente conduzida. Portanto válida para os interesses nacionais, nos países onde se coopera mas também na própria UE, afirmando-se como polo de diálogo internacional.

3. Há iluminados que negam a validade da "cooperação". Porque a vêm como donativos para regimes de cleptocracias corruptas. Para essa gente abaixo do Sahel tudo é similar, negro. Não aprenderam nada com a história. De tal forma que nem percebem o presente.
Esquecem que os regimes não são todos iguais, ainda que todos sejam criticáveis (é da ontologia do poder o ser criticável). Que Angola não é África do Sul. Que Zâmbia não é Libéria. Que Tanzânia não é Quénia. Que Botswana não é Zimbabwe. Que Gana não é Burundi.
Esquecem que os regimes são todos criticáveis, ainda que nem todos iguais. Que a corrupção é endémica às sociedades modernas. As mais industrializadas. As menos.
E esquecem que as cleptocracias não são apenas africanas. Há-as por aí. E houve-as. De cleptocracia terratenente basta ir ler o More, nas nossas origens. Ou reler toda a história dos EUA e Austrália, aqui misturado com genocídio. Ou a história irlandesa. Ou a história dos nossos queridos irmãos brasileiros (onde com Lula aumentou o abate da floresta virgem). Ou a cleptocracia terratenente estatal russa. Que agora mudou, pois já não é estatal. [Um povo que insulta Eduardo dos Santos mas que se orgulha com o Chelsea é um povo de imbecis]. E tantos outros casos. Antes e hoje.
Mas abaixo do Sahel é tudo negro. Para os iluminados. E para alguns outros também.
Esses iluminados, e seus pares, esquecem também que de "crise" em "crise" vivem numa sociedade de espantosa abundância, que lhes é segura pelo contrato social entre riquissimos, ricos e remediados: as sociedades "ocidentais". Gente que come muito. Literalmente. Mesmo que tenha os seus salários congelados dois anos, coitados...Ainda assim obesos. É um contrato social. E a lutazinha que vai havendo é pela distribuição dos respectivos quinhões intra-muros.
[Porque vem isto? É a fala de um etnógrafo]

4. Na "crise" política portuguesa sai o poeta/ficcionista Manuel Alegre a candidatar-se. Cantando, sendo, a "esquerda", aquela social-democrata, socialismo democrático, o que seja. A independente dos interesses malévolos. A da justiça social (mesmo que só fabiana). Aquela a quem ninguém cala, lutando contra a mercantilização da política, o "tvísmo", a "imagem". O vácuo. A heroína dos povos.
A seu lado apenas uma pessoa, ali simbólica. Maria de Belém Roseira, a ex-ministra de saúde. Ela também a esquerda solidária, independente. Franca. De conteúdo. Eles o inverso da decadência alheia. O inverso do vácuo, da imagem. Da alienação, da heroína dos povos.
Há alguns anos Maria de Belém Roseira esteve em Maputo como Ministra. Veio então com uma comitiva de 30 e tal pessoas (!?). Jornalistas de jornais de referência. Que fimdesemanaram na Inhaca "tudo tratado pelo dr. X", um comitivo aqui em representação de indústria farmacêutica.
Maria de Belém contactou com este sistema de saúde. Paupérrimo. Mas estruturado ainda assim. Defeituoso. Mas de pé. Corrompido? Talvez, mas acima de tudo subremunerado. Um mundo muito para lá de Dickens. Mas um mundo, não um caos.
[Um mundo que me diz muito, não só por solidariedade. Também pelo kms a pé em busca de quem me explicasse ser mera sarna aquilo que não conhecia e aterrorizava; que me sossegasse diarreias quando sanguinolentas; que me acalmasse quando esses outros sangues se rebelavam por outros orifícios; que me desiludisse das doenças mortais que afinal não tenho; que me acordasse dos delírios da malária - um mundo de Dante, o qual nós, brancos ricos, vivemos como breve e acidental interregno, apenas paliativo até à clínica particular da "cidade grande", mas vivêmo-lo juntos a quem o tem como horizonte definitivo]
Maria de Belém, a esquerda independente, corajosa, sem que ninguém lhe tivesse pedido foi a Nampula (com os 30 e tal comitivos, jornalistas pré-Inhaca inclusos), acompanhada pelo ministro moçambicano. Sem que ninguém lhe tivesse pedido afirmou, confirmou, discursou que iria dar 1,5 milhões de contos para reabilitar o Hospital Provincial de Nampula.
Maria de Belém colheu fotos disso. Não se coíbiu à gentileza moçambicana. Foi descerrar a cerimónia de entrega de uma frota de ambulâncias ao Ministério de Saúde em Nampula. O representante holandês, o doador, nem queria acreditar e lá se esforçou por aparecer na foto. Acho que conseguiu. Os jornalistas pré-Inhaca fotografaram, e narraram.
A mim disseram-me aqui, sete meses depois: "pois, desde que apanharam o avião nem mais um telefonema". Nunca mais disseram nada. Prometeu, em nome de Portugal, uma ajuda ao hospital da capital provincial, da província mais populosa, onde se vive em condições terriveis de saúde. E, em nome de Portugal, nunca mais disse nada.
Depois, quando lhe tiraram o ministério da saúde, ainda protestou, que queria que lhe criassem o Ministério da Cooperação. Só para ela, decerto devido a este tipo de pergaminhos.
(os iluminados dirão que não tinha nada que oferecer o dinheiro português. Nem discuto. Mas então não o dizia. Não o prometia em meu nome. Acompanhada pelos representantes das farmacêuticas. E pelos jornalistas pré/pós Inhaca. A fotografarem e a narrarem).
Eu não tenho liberdade de sentir vergonha do meu país. É uma violência sobre mim, não é uma liberdade.
Maria de Belém e os seus são a esquerda independente, a trova do vento que passa, a justiça social democrática, o combate aos interesses escondidos. O conteúdo. A superioridade moral. E, até, a superioridade intelectual.
Pois, cá debaixo do pedestal, diante deles eu sou só um cão...mas um cão que de pecadilho em pecadilho ainda tem honra suficiente para a apalavrar junto ao que escreve. E para se envergonhar dessa gente. Para os desprezar, ainda que eles se digam superiores. "Eu seja ceguinho" se não os desprezo. "Eu seja ceguinho" se os esquecer.
[há uns anos, aquando das terríveis cheias de 2000 em Moçambique, o Público colocou uma carta de leitor minha, apelando à ajuda. Em Portugal a esquerda superior no poder demorava a reagir às imagens da RTP-África, à espera de não sei o quê (sei muito bem, demorava à espera da associação com a UE, para que fosse mais visível a intervenção portuguesa, e para que surgissemos como motores dessa ajuda). Já aí fui o tal cão envergonhado. Fica essa carta abaixo, para qualquer interessado]
TIMOR E MEIO DEBAIXO DE ÁGUA
Um Timor e meio levado pelas águas e tanto tardamos a acordar. Porque não havia o complexo de culpa como despertador? Ou porque não havia um ciclo imperial para, sonâmbulos, fecharmos? Daí chegam os jornais e o rosário de críticas. Percebe-se a raiva da impotência. Praguejemos então, juntos!
Com efeito o Infulene, o Maputo, o Inkomati, transbordaram há já um mês. Há quanto tempo publicou o "Público" o triste lamento do Nelson Saúte? Ontem saíam botes holandeses para a zona de Marracuene. Lamento, a ajuda é sempre bem vinda, mas as águas já baixaram, já há gente na praia da Macaneta - as gentes do mundo são bem estranhas, provou-o o frenético Carnaval nesta baixa de Maputo.
Claro que os governos reagem às televisões. Horrível? E se elas não existissem, que fariam os governos? Talvez nada. O estranho é que a RTP-África acompanhou o desaguar. Será que a água filmada pela equipa da RTP não é tão assustadora como a da BBC? Ou será que ninguém vê a RTP-África - o que explicaria esse inprojecto?
Tarde chegou a ajuda de emergência! Mas chegou, urge deixar o praguejo e planear uma rápida e futura ajuda na reconstrução, efectiva, realista e desinteresseira. Diz o Ministro que "Não somos uma potência global" e di-lo com muito acerto. É que logo no aeroporto de Mavalane as memórias do Império impregnam a nossa administração pública. Incluam pois a frase na cartilha das delegações.
Que fazer?, a velha questão. Só prometer o possível, em termos de financiamentos e recursos humanos. Óbvio? Só para quem não conhece a prática do Estado português em Moçambique, a falta de respeito e, acima de tudo, a falta de auto-respeito das missões palradoras. Neste momento a fraternidade com Moçambique exige um Estado burguesmente decente e honesto. Nada mais! Até porque, por maior que seja o desespero local, e talvez ainda mais por isso, quem não se dá ao respeito não é respeitado.
Para começar pode o Ministério da Saúde avançar de imediato com o milhão e meio de contos para o Hospital de Nampula e para o projecto de cooperação na saúde em Gaza (sim, é a agora célebre Xai-Xai) que a senhora ministra aqui prometeu (sem que ninguém lhe tivesse pedido tal) em Julho passado, rodeada dos seus trinta e tal comitivos. Como me diz um amigo da área da saúde "desde então nem mais um telefonema". Só esta piada da Sra. Ministra significa mais do que toda a ajuda de emergência por nós entregue!
PS1. Em Julho acontecerá em Maputo a cimeira da CPLP. Será um bom momento para frente a esta baía cremarmos o sonho de Aparecido de Oliveira. É que se nem agora funcionou...e, pior, ninguém reparou!
Sairemos então da baía, para lá da Inhaca, deixando ao mar as suas cinzas. Xanana poderá fazê-lo, nesta terra tão mais fraterna para os seus, nunca aqui escondidos detrás de tapumes ou de ministeriais agendas cheias.
PS2. Quem não se dá ao respeito não é respeitado! E quem não respeita os seus mais velhos ainda pior! E Mário Soares é o mais velho da nossa II República, goste-se ou não. Deixar desrespeitá-lo "Por um Punhado de Dólares" significa que o nosso Estado não é nem decente nem honesto, pelo que o atrás escrito prescreve.
Maputo, 7 de Março de 2000"

Afixado por afixe às 22:12

Claro que alguns cadáveres depois

Sempre havia genocídio! E então as Unidas Nações, enterrados os mortos, reunidos alguns juristas e algumas plataformas logísticas, montam um tribunal especial, julgam-se alguns, vão todos condenados e ficamos todos de consciência tranquila. Funcionou o Direito Internacional!

Afixado por Gibel às 21:57

O Ruanda foi há dez anos

Como as crianças sobreviventes viram tudo

Afixado por Gibel às 21:48 | Afixadelas (1)

Alguns milhares de cadáveres depois...

Estas Nações exemplares

China, Rússia e Paquistão, no concerto multilateral global opõem-se desde logo, no âmbito do conselho de Segurança das Nações Unidas a um esboço de resolução apresentado pelos Estados Unidos da América para ser colocado à votação e destinado a condenar o Sudão, em virtude do genocídio que ocorre em Darfur às mãos das milícias árabes janjaweed, com a cumplicidade do governo sudanês, mediante a imposição de sanções, designadamente o embargo ao fornecimento de armas. Ao contrário, aquelas bem reputadas nações consideram excessiva a ameaça de um embargo de armas.

O embaixador Paquistanês junto do conselho de segurança, para justificar a posição do seu país, vomitou: "We have to get it right. We need a clear strategy on how to deal with the situation." Que tal oferecer-lhe uma calculadora made in india, para somar os mortos e subtraír os negros não árabes que ainda restam vivos?

Mustafa Osman Ismail, ministro dos negócios estrangeiros do Sudão , clarificou, durante uma viagem à Turquia: "We don't need threatening, we don't need sanctions,". É a lógica do "não nos provoquem, ainda podemos fazer pior!"

Entretanto, ao fim de 15 longos meses - 15 MESES

30.000 CIVIS DE ETNIA NEGRA JÁ PERDERAM A VIDA

MAIS DE 1.000.000 ESTÃO DESLOCADOS DAS SUAS TERRAS

E 2.200.000 PASSAM FOME E DESEPERAM POR ASSISTÊNCIA MÉDICA

Donald Payne, deputado na Câmara de representantes do Congresso dos Estados Unidos, que já aprovou, para escândalo do governo sudanês, uma resolução em que se qualifica esta barbárie de GENOCÍDIO, lembrou a Kofi Annan "Time is of the essence. It's a pariah government. It always has been. It only reacts to pressure."

A Austrália e a Nova Zelândia já ofereceram a disponibilidade das suas tropas para a constituição de uma força de manutenção da paz.

No meio disto tudo, onde está um empenhamento visível, sólido e firme da parte das Nações Africanas? Demasiado ocupadas com a gestão dos suas plutocraciazinhas?

Afixado por Gibel às 21:23

Tadinho

... do Maximilien de Robespierre. Perdeu a cabeleira há duzentos e dez anos, na Place de la Concorde (então designada Praça da Revolução).

Afixado por Gibel às 20:37

passou à eternidade há

passou à eternidade há 254 anos. Para o recordar, nada como escutar aquela que é para mim uma das obras favoritas: as variações golberg, que ele denominou na sua primeira edição "Clavierübung, consistindo numa ária com diversas variações para harpa e cordas, composta para os amantes da música, para lhes refrescar os espíritos
por
Johann Sebastian Bach"

Afixado por Gibel às 20:28

Estou muito mal disposta


Assim, “virtualmente” não se nota, mas ao natural estou que não me podem aturar. Toda eu sou mau feitio!
Os meus chefes, cheios de espírito de missão, tinham decidido alienar mais um pedacinho daquilo que o Estado ainda tem e portanto venderam o prédio onde trabalho. E agora, em vésperas de entrar de férias, cansadíssima, debaixo de um calor infernal, mesmo em cima da hora decidiram que os gabinetes tinham de estar completamente vazios até ao fim do mês! Sem ar condicionado, com a ventoinha avariada, andar a amarrar pilhas de papeis, esvaziar gavetas, seleccionar o que vai ou o que se deita fóra... é um petisco saboroso! E até tenho receio, porque com a vontade com que estou, ainda acabo por deitar para o lixo coisas que mais tarde façam falta. Mas onde é que já se viu uma mudança, sem prevenir, e no dia 28 de Julho!!!
S.O S.

Afixado por Emiéle às 18:04 | Afixadelas (10)

Ao novo licenciado

"Na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra concluiu a sua licenciatura em Direito o sr. Dr. Fulano de Tal, filho dos nossos ilustres assinantes sr.a dona Beltrana de Tal, e do sr. Sicrano de Tal, irmão da menina Etecétera e Tal, todos residentes em Lyon. O Sr. Sicrano da Pá e a Dr.a Almerinda Barbelo, tio e tia, residentes em Coimbra e nossos assinantes, desejam ao novo licenciado, seu sobrinho, as maiores felicidades na sua nova actividade profissional."

Este tipo de anúncios são corriqueiros e de uso comum nos jornais das minhas berças. Durante os cinco anos que demorei a terminar o curso (aproveito para dizer que, soubesse eu o que sei hoje, tinha demorados outros tantos), tremia com medo que algum familiar mais entusiasta se lembrasse de me fazer tal surpresa. Um a um, lá os fui avisando que não era necessário, que muito obrigado, mas que, por favor, não. A modos que devem ter começado a desconfiar que eu não queria mesmo. Vá-se lá saber porquê!

E assim foi, consegui-me furtar aos parabéns ao novo, licenciado. Lá ficou meio mundo sem saber a novidade.

Afixado por afixe às 16:23 | Afixadelas (4)

A dúvida do momento

Adoro animais e tenho especial predilecção por papagaios (daí o Xico) e cães. O meu pai sempre teve cães e eu fui crescendo a vê-los nascer, medrar e morrer. Aqui há cerca de doze anos tive um enorme desgosto com a morte de um. O animal já estava connosco há um ror de anos (doze, se não me engano) e, pese embora todas as mortes de animais que eu já tinha vivenciado, a verdade é que, para aquela eu, na altura com vinte anos ou coisa que o valha, não estava preparado. Custou-me imenso, como a morte de um amigo íntimo que acompanhou grande parte da minha infância e toda a minha adolescência. Foi, digamos, a primeira vítima do meu mau humor. Porém, por certo por graça divina, foi também a primeira vítima do meu mau humor a apaixonar-se por mim.

Bem, o cão morreu e eu prometi que daquela água não beberia eu mais. A afeiçoar-me novamente a um animal, teria que ser de uma espécie cuja esperança de vida fosse igual ou superior à minha. Como se diz por aqui, "bembondam", que é como quem diz: já bastam, aquelas mortes que naturalmente, pela ordem natural das coisas, nós temos que experimentar.
Eu sei, eu sei, a morte faz parte da vida e blá-blá-blá...
Porém, essa foi a minha decisão, na altura. Os cães continuaram a fazer parte do meu dia-a-dia, mas não me tornei a afeiçoar a nenhum.
Mais tarde apareceu o papagaio Xico que cumpria os requisitos da esperança de vida.
É certo que os cães sempre por lá foram andando, por casa dos meus pais, e assim, de uma forma mais ou menos distante, eu lá ia interagindo com eles e vice-versa.
Entretanto, casei. Quem casa, quer casa, e lá fui procurar o meu espaço. Digamos que para além do Xico e de duas caturras que eu ofereci à Nina (grande barrete, o raio dos bichos não tugem nem mugem, parecem empalhados), a nossa casa não tem muito espaço para ter um cão. Nem tal ideia, por todos os motivos atrás expostos, se nos assomou à mente.
Então não é que, agora, para mal dos meus pecados, ofereceram este belo labrador preto da fotografia, que ainda nem dois meses tem, ao meu pai? E o meu pai, vá-se lá saber porquê, perguntou-me se eu o queria. Que não, que não, que nem pensar, foi o que eu de imediato disse. Motivos não me faltam.

Ontem a minha mãe e o Preto, é o nome do bicho, foram-nos fazer uma visita. O cão é, como todos os cães pequenos, uma loucura, a que acresce o facto de ter aquele mui especial e característico feitio dos Labradores - e eu que sempre quis ter um Labrador! Em suma, eu e a Nina andamos um pouco na dúvida. Claro que o facto de o incontinente do bicho ter feito 4 mijadelas em casa em menos de duas horas é uma péssima publicidade que o animal faz a ele próprio.
Hoje fui visitá-lo. Mau sinal. Não posso, não devo. Mas quero! Quero muito e a Nina ainda quer mais. Acho que vou pôr o Xico a decidir! Já sei que a resposta será uma de duas: "Olá!" ou "Até logo!".

Afixado por afixe às 15:47 | Afixadelas (8)

Dentistas

Fui ao dentista.
Como vou de férias dentro em pouco gosto de me prevenir, e costumo fazer uma revisão, como ao carro. Claro que pode haver um azar, mas eu pelo menos tento evitar...
Enquanto esperava, ia pensando que li algures que o desenvolvimento de um país de avalia pelo estado dos dentes do seu povo. Assim a modos que como com os cavalos... Parece mal mas entendem o que quero dizer, não é? Num país mesmo desenvolvido, previne-se as cáries e trata-se dentro do tempo aquilo que se pode tratar. Nos outros é o que se vê. E, na nossa terra, a grande dificuldade é o preço dos tratamentos. Nos serviços públicos esse trabalho de prevenção é mentira. E, dentro dos privados, é sempre um golpe muito forte. Tenho uma amiga que está cá de férias, vinda da Dinamarca. Pensou tratar um dente, mas concluiu que lá (onde tudo é muito mais caro e nem os salários têm comparação) lhe custava menos. Assim vai o mundo!

(gostei desta do "dente" do pato)

Afixado por Emiéle às 14:03 | Afixadelas (6)

Dores e Nostalgias

Após ler das nostalgias do Luis Rainha, dei comigo a reflectir sobre o que ele diz e sobre as questões que levanta. No final coloca a pergunta: "Tranquilizem-me: não sou caso único, pois não? Há por aí, no mundo real, muita gente de esquerda doente de nostalgia em último grau. Não há?" De esquerda e sem ser de esquerda, digo eu, porque, obviamente, o tipo de nostalgias de que fala o Luís, as boas nostalgias, e penso que assim me faço entender, não são nada reaccionárias. Quando digo "sem ser de esquerda", falo de mim, obviamente, que não me consigo, e cada vez menos, compartimentar. Apenas sei o que não sou e do que não gosto. Bem, mas não é esta a teleologia deste post. Quero mesmo falar de nostalgias e quejandos.


Edvard Munch, Girls on the Jetty


E de como eu passei e passo a vida agarrado a um passado que vivi e a um futuro que sonho ter, apercebendo-me, apenas quando racionalizo, que o meu presente foi o tal futuro idealizado aqui há uns anos. Felizmente, e embora ande constantemente não à beira de um ataque de nervos, mas em pleno ataque de nervos, posso considerar-me um homem, não de projectos realizados, ainda sou muito novo para isso, mas de presentes feitos de futuros sonhados. Este futuro sonhado aqui, por exemplo, há já uns anos, está comigo hoje, a meu lado, todos os dias. Digamos que o meu presente e o meu futuro vivem numa perfeita e razoável harmonia - apenas razoável porque ainda não consegui realizar o projecto de viver seis meses em Porto de Galinhas e o resto do tempo aqui pelas berças.

O busílis é mesmo o passado com o qual eu não me consigo conciliar. Não deixo de ter saudades e uma imensa nostalgia de tudo aquilo que fala o Luis, mutatis mutandis à minha pessoa, claro. Não me consigo conformar com a travessia do tempo, com aquilo que ele vai apagando para nunca mais deixar voltar. Os programas de culto de aqui há uns anos, como se discutiu no Afixe e no BdE aqui há uns tempos, os Conan e quejandos, esses sempre podem voltar, quanto mais não seja, em forma de DVD, a dez contos a caixa.

O problema, o verdadeiro problema tem a ver com "sentires", com o imenso espaço aberto que era a vida, espaço que, quer se queira quer não, e por mais que se reme contra essa maré, se vai estreitando, afunilando. Tudo conforme as nossas próprias escolhas, os caminhos que esse nosso ser passado decidiu trilhar e nos levou e condicionou a ser aquilo que somos hoje.

Uma das grandes diferenças é essa, como um caminho que se vai trilhando em que as estradas se vão fechando à maneira que as vamos caminhando. "No hay camino, el camino se hace al andar", sem dúvida, mas esqueceu-se António Machado, melhor, nem vinha a propósito, de dizer que o caminho andado se vai fechando. A diferença, dizia, reside precisamente no número de estradas que já trilhámos e que se fecharam a futuros alternativos. E isso condiciona, por certo, a forma de sentir o tal passado.

Quando entramos em idade adulta, já aprendemos, de uma forma ou de outra, com maior ou menor conformismo, a lidar com a morte. Ainda há tempos olhava para os meus avôs maternos e avó paterna, ainda vivos, e dava graças por os ter comigo. Porém, a verdade é muito mais dura que isso, as pessoas que eles foram, que ajudaram, para o bem e para o mal, a construir aquele que sou hoje, já não estão comigo. Nem eu estou com eles. Ambos envelhecemos. Essa é a realidade. O que eu dava, o que eu pagava, para voltar a passar uma tarde das férias grandes do verão de 77 ou 78, por exemplo, com a minha avó materna. Mas tinha de entrar naqueles caminhos que já se fecharam, a minha avó e eu, ambos, tínhamos de recuar, pelo menos, 25 anos. Hoje, quando olhos para eles, para ela, muito particularmente para ela, a minha muito querida avó, para além do olhar, do sorriso, que continua a ser o mais bonito que eu alguma vez vi, vejo uma memória dolorosa de tempos passados. Dolorosa porque, e era aqui que eu queria chegar, por causa dos tais caminhos que se fecham, das pessoas que se renovam em si mesmo, morrendo continuamente, nostalgia é dor. Uma dor não lancinante, uma dor demarcada do seu próprio conceito, mas sempre uma dor.

Gostava de conseguir viver em paz com o meu passado. Infelizmente, parece-me demanda impossível.

Afixado por afixe às 12:09 | Afixadelas (13)

Mais nada? Um fatinho à marinheira?

Que lata!
Consensos na política externa, finanças, defesa e justiça
E é só? Por acaso não seria conveniente consenso na Saúde, Educação, Trabalho, e Segurança Social? Porque a leitura que se faz é que por consenso se entende a oposição concordar com o Governo, não o Governo ser sensível às propostas da oposição. Onde é que eu ouvi que havia um menino que quando se zangava por estar a perder no jogo da bola, pegava nela e se ia embora? Devem ser as calúnias do costume.

Afixado por Emiéle às 08:11 | Afixadelas (8)

Até podia ter graça

O senhor ministro das finanças, considera que as alterações nos escalões do IRS poderão acontecer "mais facilmente" em 2006 diz-nos em resposta a algumas perguntas . Pois é. Como em 2006 já cá não estão tudo pode acontecer... No campo das hipóteses tudo é possível. Também seria mais fácil a vida se vivêssemos na Noruega, mas acontece que nos temos de governar por cá.
Esta é a prova de que há certas promessas onde o excesso de demagogia se vira contra os próprios. E por acaso vem ao encontro do que eu imagino ( ou quero acreditar) que o calcanhar de Aquiles deste governo é aquilo que muitos receavam, a sua demagogia. Quando é demais, tem o efeito oposto.

Afixado por Emiéle às 07:43 | Afixadelas (4)

As heranças têm disto

Há heranças assumidas, aceites, desejadas. E as outras. Claro que não se pode censurar Santana Lopes como Chefe de Governo por não ter feito nada para prevenir estes fogos. O homem entrou há 8 dias, era materialmente impossível. Mas quando aceitou a “continuidade” estava a aceitar tudo! Agora dava jeito poder dizer que a culpa era do anterior governo (discurso repetido à exaustão pelo governo Barroso) mas não pode. Por outro lado pelo que se lê ou ouviu na TV a crítica foi por ele não ter dito nada.
Mas vamos lá ver, senhores da oposição: então não é certo que ele fala demais? Por uma vez que perdeu o pio, ouçamos o silêncio que é uma variante.

Afixado por Emiéle às 07:26 | Afixadelas (2)

Horas extraordinárias

O estudo que aqui é referido é de 2001, portanto os dados podem estar ultrapassados. Porque foi verificado que « Os portugueses trabalham mais duas horas extraordinárias por semana do que a média do antigos 15 países membros da União Europeia » e eu imagino que neste momento o número seja mais alto. Foi um costume que se institucionalizou. Encontramos ainda uma variante, que é o de levar “trabalho para casa”. Tudo isto entra num ordenamento, organização, moralização, do nosso sistema de trabalho. Constata-se e é mesmo verdade, haver quem foge ao trabalho e trabalha muito pouco, mas é muito frequente o oposto, quem para defender oposto de trabalho ultrapasse os horários que os contratos negociaram. Devia dar que pensar.

Afixado por Emiéle às 07:13 | Afixadelas (4)

Continuando a lembrar Darfur

Ainda, e pior! Atenção!

Afixado por Emiéle às 06:30 | Afixadelas (2)

julho 27, 2004

O Afixe em Inglês de Malta

Para os mais distraídos, serve este de aviso que: coloquei na coluna da direita, entre os "Hot Posts" e "O Afixe na Última Ceia" um link intitulado "O Afixe em Inglês de Malta". Não deixem de lá carregar se quiserem dar umas boas gargalhadas. Desde já adianto que o blogue se passa a chamar "It Affixes" e o meu nome passa a ser Rogério of the Coast Pear Tree. Muito particularmente, não deixem de atentar em como fica o último parágrafo do meu último post!

O que em português é:
"Ok? Percebido? Isto é que é legislar, caramba. Gosto especialmente da parte em que se "faculta uma derrogação a certas normas da Directiva nº 93/43/CE, do Conselho". E eu metido no meio desta merda toda. Porque raio não fui eu para Sargento, como era minha aspiração aos 4 anos? Teria, por certo, uma vida tão mais relaxada! Pronto, é só isto! Um mero desabafo!"

Em inglês passa a ser:
"Ok? Perceived? That is that it is to legislate, caramba. Taste especialmente of the part where if "a derogation authorizes the certain norms of the Directiva nº 93/43/CE, of the Advice". E I put in the way of this excrement all. Because ray I was not I stop Sergeant, as it was my aspiration to the 4 years? It would have, for certain, a life so more relaxed! Soon, this is alone! A mere relief!"

O escatológico "E eu metido no meio desta merda toda" dá lugar ao inimaginável "E I put in the way of this excrement all".

Lindo, não? Blogar é mesmo um prazer!

Afixado por afixe às 19:27 | Afixadelas (7)

Finalmente nas bancas o DL 179/2004!

Para quem não ande atento a estas coisas, e porque, por certo, temos uma imensa quantidade de leitores que procedem ao transporte marítimo de óleos e gorduras líquidos a granel, serve o presente para avisar que foi publicado hoje mesmo o DL 179/2004 que, em suma, "Transpõe para a ordem jurídica nacional a Directiva nº 2004/4/CE, da Comissão, de 15 de Janeiro, que altera a Directiva nº 96/3/CE, da Comissão, que faculta uma derrogação a certas normas da Directiva nº 93/43/CE, do Conselho, relativa à higiene dos géneros alimentícios, no que respeita ao transporte marítimo de óleos e gorduras líquidos a granel.".

Ok? Percebido? Isto é que é legislar, caramba. Gosto especialmente da parte em que se "faculta uma derrogação a certas normas da Directiva nº 93/43/CE, do Conselho". E eu metido no meio desta merda toda. Porque raio não fui eu para Sargento, como era minha aspiração aos 4 anos? Teria, por certo, uma vida tão mais relaxada! Pronto, é só isto! Um mero desabafo!

Afixado por afixe às 11:30 | Afixadelas (8)

Quais Férias?

Diz a Capital “Ministros de Santana com férias adiadas”
Não entendo a notícia. Mas isso não seria o normal? Nem mesmo entendo que tenham férias. Há uns anos quando interrompi, e contra a minha vontade, por uns dias o meu trabalho para mudar para outra actividade, perdi as férias. Pelo que entendo, as pessoas que iniciam agora funções só devem ter férias para o ano que vem. Ou há moralidade ou ...

Afixado por Emiéle às 08:50 | Afixadelas (10)

Descentralização

Não. Não é do governo. Agora o que venho falar é aqui da blogosfera. Acabei de ler um post do Zé Mário e desta vez tive a noção de como por vezes em Lisboa se está “centralizado”. Para mim a “Abril em Maio”, a “Ler Devagar”, etc. nem precisam de explicação. Conheço bem, vou lá, estou “em casa”. Mas como por aqui vamos recebendo mensagens de todos os pontos do país ( para não falar de que o cérebro do Afixe se situa no interior) compreendo agora que para quem viva em Évora, ou Aveiro, ou Castelo Branco, ou Braga, ler que se passa algo de interessante num ponto de Lisboa seja, no mínimo, irritante. Mas também, oiçam lá, não vamos calar quando há uma coisinha de jeito, não é? Bem basta viver nesta confusão, que tenhamos algum benefício...

Afixado por Emiéle às 07:58 | Afixadelas (10)

Viva o Provedor de Justiça

Pelo menos consola!
Os resultados reais desta denúncia não vão ser nenhuns, mas sempre nos trás um sorriso, o que já é alguma coisa. Toda a gente sabe que o Estado é o pior pagador do mundo! Claro que vem sempre a frase habitual “mas acaba por pagar...” o que costuma ser verdade, mas é fraco remedeio. Mas o sentir a existência de duas medidas tão diferentes, quando é o contribuinte a atrasar-se entram logo juros de mora, e várias penalizações, quando é o Estado, paciência... Agora ver-se o Provedor vir declarar que o pobre contribuinte também deve ter direito a juros indemnizatórios deixa-nos com um sorriso na cara.

Afixado por Emiéle às 06:56

Incêndios

Por muito que se fale, é-me difícil não voltar a este tema. Também não ajuda nada o calor infernal que estou a sentir... Mas saber que neste momento há 19 incêndios por este país e nada indica que fique por aqui deixa-me a maior preocupação. E depois, por razões pessoais e afectivas, Arrábida e Monchique dão um desgosto particular. Nunca mais nas nossas vidas voltaremos a ver aquelas paisagens.

Afixado por Emiéle às 06:34 | Afixadelas (4)

DARFUR

O termo rigoroso e exacto não me interessa mesmo nada. Saber se é “genocídio” por ser uma “acção cometida com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso” ou afinal não é porque não tem essa intenção, com franqueza, parece-me um preciosismo. A informação que tenho é que está a morrer gente a todo o momento, gente inocente, mulheres, crianças, civis que não têm nada a ver com guerra. E isso tem de acabar. Tão simples como isso.

Afixado por Emiéle às 06:10 | Afixadelas (3)

julho 26, 2004

X-Files

Telefonou-me uma amiga a saber se eu não tinha a sua mochila de campismo. Não tinha. Nem nunca a vi. Ela tinha ficado de a emprestar a um amigo comum que vai ao Festival do Andanças e agora não sabia dela. Fiquei com pena mas com uma pontinha de satisfação: é que afinal não é só a mim que desaparecem coisas! Eu por vezes acredito que esta casa tem um acordo com a 5ª dimensão... As coisas que estão num sítio, deixam de estar, e aparecem depois em sítios mirabolantes nem dá para acreditar. Deixo um livro em cima de uma cadeira, com marca e tudo, e pouco depois quando volto nem ali, nem no chão, nem debaixo da mesa, nem na estante nem no raio! É capaz de aparecer uma semana depois dentro de uma gaveta, ou (cúmulo!) em cima da tal cadeira depois de ter dado uma voltinha por um mundo paralelo... Ou um par de sapatos que devia estar no seu sítio mas quando os vou calçar nem ali nem em parte nenhuma, desisto e levo outros. Aparecem no fim da semana no saco da roupa suja. É que não estou a falar do conjunto "habitual", chaves, telemóvel, óculos. Estes a que me refiro são até objectos grandes e que desaparecem mesmo muito tempo. Agora uma mochila de campismo por acaso não. Mas sei que vai aparecer quando já não fôr preciso. É a perversidade dos objectos que jogam ás escondidas connosco.

Afixado por Emiéle às 22:38 | Afixadelas (11)

Ao fundo com a Madeira, perdão: O fundo para a Madeira

O sempiterno (raios partam a eternidade) AJJ, Alberto João Jardim, disse ontem que o "contenente" devia à Madeira qualquer coisa como 26.000.000.000$00. Ora, acabei de ligar para o amigo AG, António Guterres, que, feitas as contas, me transmitiu que, sendo como diz o AJJ, e obviamente que é, cada português deve dois contos e seiscentos ao AJJ. Eu e a minha mulher já regularizámos a divida. Faço um apelo a todos os portugueses de bom sentir que façam o favor de pagar o que devem. E que, caso contrário, não sejam mais senhores de deitar a mona na almofada e tranquilamente dormir o sono dos justos.

Aqui para nós, pode ser que com o dinheiro, o AJJ faça mais meia dúzia de túneis e aquela merda se afunde de vez.

OK, OK, estou só a brincar. Adoro a Madeira, não quereria que a ilha se afundasse. Desde logo porque atrás ia o Choupana Hills, edílico local onde eu passei a minha honey-moon, ainda não fez um ano. E isso sim seria um desperdício. Com aquela cozinha de fusão que, meu Deus, cada vez que a via, tão belos eram os pratos, não sabia se a havia de comer se a haveria de pendurar na parede. Bendito cozinheiro alemão.

Vá, paguem lá ao homem, cambada de cubanos!

Afixado por afixe às 18:12 | Afixadelas (14)

Genocídio de Darfur

Recebemos hoje, aqui no Afixe, um pedido do Nuno Guerreiro, da Rua da Judiaria com imensos destinatários, para além do afixe, que, em suma, se consustanciava num apelo. Num tempo em que andamos demasiado umbiguistas, isto digo eu, o Nuno pede o seguinte, e cito: "peço-vos que usem os vossos blogs para quebrar o silêncio e a indiferença em relação ao genocídio que decorre em Darfur. Peço-vos que escrevam um post sobre Darfur. Um simples post. Que publiquem um poema, uma foto ou uma imagem.".

Acrescenta o Nuno, e muito bem, que "A blogosfera demonstrou já por diversas vezes a sua capacidade de mobilização e sensibilização. Pode ser muito pouco, pode até ser verdade que individualmente todos os nossos esforços possam valer quase nada. Mas o preço do silêncio é demasiado elevado quando temos diante de nós um meio de comunicação com um potencial tão elevado."

Obviamente, perante a pungência e razão do pedido, também nós não podíamos ficar indiferentes, mesmo que apeteça mais escrever sobre outro tipo de coisas, coisas mais leves ou então, como tanto está na moda, mandar mais uma piada sobre o Santana.

Como referência, o Nuno envia-nos três links, o post por ele publicado na Rua da Judiaria , o blogue “Sudan: The Passion of the Present" e o site Darfur Genocide.

Para já, e pessoalmente, não posso corresponder na integra ao pedido do Nuno, tenho um conhecimento muito escasso e pouco mais que ligeiro da realidade do Sudão e pouco teria a acrescentar ao seu fantástico post. Não é meu hábito escrever sobre realidades que desconheço ou, como neste caso, conheço mal e superficialmente, limitado ao que se vai ouvindo e lendo aqui e ali nos últimos anos, muitas vezes quase em surdina, é certo. E penso que a blogosfera, este país, e este mundo em que cada vez mais apenas se vai sobrevivendo, já estão por demais cheias de opiniões bem falantes de quem não está minimamente habilitado sobre ou assunto sobre o qual perora ou, longe vá o desvario, sobre a pasta que tutela.

Portanto, e até mais ver, aconselho-vos uma saltada à Rua da Judiaria e aos demais links supra referenciados.

Afixado por afixe às 17:02 | Afixadelas (4)

Desastre muito grave

Está a decorrer uma campanha rodoviária com cartazes e anúncios na TV a prevenir os atropelamentos, que parece ser uma das causas maiores de acidentes em Portugal. Acabo de assistir a um e ainda me sinto a tremer. À saída de um túnel bastante prolongado ( Campo Pequeno – Olaias ) onde não há passadeira mas também não há grade que evite a passagem de peões, um homem decidiu encurtar caminho. Não sei se não encurtou a vida. Que loucura, que completa loucura, passar em frente da boca de um túnel daqueles com imenso trânsito! E para o condutor que o atropelou, que horror, como se deve sentir e sem ter podido evitar nada. Em vez de andarem a pôr tantos pilaretes para impedir o estacionamento nos passeios, talvez fosse boa ideia proteger zonas daquelas, de forma a evitar esta espécie de “suicídios”.

Afixado por Emiéle às 16:20 | Afixadelas (1)

Sentimentos

Tinha começado por escrever um comentário a um comentário (que confusão, não é?) mas depois achei que estava a ficar muito grande e por outro lado apetecia-me que ficasse mais “público” do que o recato de uma Caixa de comentários. Ora aqui vai:
Quando entrei na blogosfera encontrei um blog que me servia de referência. O BdE , já se vê Identifiquei-me profundamente com o que lá se dizia, uma ou duas vezes mandei um texto que até saiu em itálico com muito orgulho meu, e foi lá que comecei a discutir com Afixe com os resultados que agora se vêm. Sentia-me muito “verde” mas pensava que quando fosse grande queria ser como eles.

O Afixe nasceu, comecei a participar e, desde o princípio que o Luís e o Filipe iam passando por aqui e deixando a sua graça. Com grande satisfação minha porque sentia que aprovavam o que aqui se fazia. Depois uma ou outra vez o Zé Mário também deixou aqui um rastozinho. Finalmente comecei a receber comentários do Tchern. E hoje senti que me nasciam asas. Ainda não eram 9 horas, eu andava a correr para sair, e encontrei um grande comentário do tchernignobyl, que terminava a dizer que tinha de ir trabalhar. Donde, tinha vindo ler o Afixe ANTES de ir para o trabalho. Amigos, é a glória! Fiquei mesmo contente. É como se tivesse atingido a maioridade. Pronto, tinha mesmo de dizer isto, senão rebentava!

Afixado por Emiéle às 15:03 | Afixadelas (14)

Outras terras, outros modos de pensar

Pelo que se lê a França também se preocupa com a descentralização Onde, aliás, creio haver acordo da necessidade e apenas desacordo sobre o modo de o fazer. Mas note-se bem, o que lá está escrito é « le projet de transfert de compétences aux collectivités locales ». Não tem nada a ver com o que está proposto fazer-se cá. Não estão a pensar transferir organismos, ministérios ou secretarias de estado, querem transferir é competências. É outra linguagem.

Afixado por Emiéle às 08:58 | Afixadelas (3)

Antes que arda...

Abaixo-assinado na Internet para classificar Convento de Mafra Património Mundial
Vamos lá depressa!
O ano passado andou por lá perto.

Afixado por Emiéle às 08:28 | Afixadelas (3)

Porquê?

Ao ler que Emergência pré-hospitalar não garante o socorro 24 horas por dia não me interessa se o que falta é muito ou pouco, nem se dantes não havia nada. Como utente, gostaria de saber é porque é que não funciona. Tão simplesmente para ver como é que se vai ultrapassar esse problema.
É que mais adiante, no mesmo artigo, encontrei uma frase que considero importantíssima:
«As críticas também passam pela dependência do "voluntarismo" e da "carolice" dos profissionais.» Cá está! Finalmente alguém diz isto!!! É que muita gente ignora que há serviços inteiros que só estão de pé graças os estagiários, que trabalham de graça, e a muitos voluntários. Falo em concreto de serviços de Saúde Mental. Nos últimos tempos tem-se resolvido o problema de falta de verbas à custa do trabalho voluntário. A verdade é que um estágio – a parte em que se treina o conhecimento – deve ter um tempo limitado. Quando se ultrapassa muito e muito largamente esse tempo ... enfim, tirem vocês as conclusões.

Afixado por Emiéle às 08:19 | Afixadelas (4)

Descentralizar e deslocar

Se calhar o que está em causa é uma questão de português. Quando o secretário-geral do PSD, diz que «o folclores estaria na possibilidade de continuar a centralizar o poder na capital» percebe-se o que as pessoas que defendem esta medida bizarra de PSL imaginam. Não é por o Poder passar de um sítio para outro que fica “descentralizado”. Isso é uma questão de geografia e não de organização. Esta acção o que faz é “deslocar o centro de gravidade” mas continua centralizado. Uma pessoa gorda não passaria a magra por em vez de uma grande barriga passar a ter umas grandes ancas ou uns gordos braços. A gordura em excesso mantêm-se lá. Se as competências fossem distribuídas e muita coisa delegada, aí podia pensar-se em descentralizar. Assim, em vez de pedir a autorização a Lisboa, vai pedir-se a Braga.
PS- Apesar de tudo diverte quando se zangam as comadres...

Afixado por Emiéle às 07:41

Fogo!

Continua o horror.
Parece que estamos assistir a uma remake de um thriller... Há cenas que vimos o ano passado e se repetem tal e qual este ano! E não pode ser mais chocante ver arder as áreas florestais, das mais belas do nosso país, onde não se podia construir até agora: Arrábida, Monchique.
Claro que não entendo nada de fogos. Como nascem, como se evitam, como se combatem. Mas choca-me muito as coincidências. Gostaria de acreditar que não há interesses por detrás, que não há quem queira fazer urbanizações em locais que eram proibidos.
Quando há uns tempos se falou em propor a Arrábida como património mundial, lá mais para baixo deixei um post onde dizia, que talvez fosse o modo de a conseguir preservar. Afinal já foi tarde...

Afixado por Emiéle às 07:10 | Afixadelas (5)

julho 25, 2004

Mas ainda há pachorra?

Pois, eu sei. Já tenho dito a mim mesma que quanto mais se fala deste senhor, mais propaganda se lhe faz. E tenho-me controlado bastante. Mas às vezes não consigo mesmo!
« Alberto João Jardim apelou às elites do País para que, independentemente dos partidos, formem movimentos que defendam as suas localidades contra a classe política de Lisboa »
«O actual sistema político em Portugal "é uma farsa"»
Já sei. O homem quer provocar, e a um provocador não se pode dar resposta. Saber sei, mas custa !

Afixado por Emiéle às 21:31 | Afixadelas (6)

Mas... há outra perspectiva

Ainda na continuação do que disse abaixo, em relação a este verdadeiro vício, tenho de confessar que, para minimizar a falta, consegui este fim de semana (para além do habitual):
* Mudar os móveis de uma sala
* Acabar de ler 2 livros que estavam a meio
* Experimentar uma nova receita de culinária
* Ligar pela 1ª vez o novo leitor de DVD
* Arrumar e limpar, o caos do porta-bagagens do meu carro
Pois é, quando falta a droga ...

Afixado por Emiéle às 20:36 | Afixadelas (14)

Uma queixinha:

O teste não é válido!
O Rogério deixou aqui ficar esta gracinha coisa tentadora para quem por aqui passa e tem blog. Dei agora de novo uma olhadela, e vejo que não só todos tem uma pontuação mais elevada do que a minha ( o que já é estranho ) mas ainda que também quase todos também afirmam que a dita devia ser ainda mais alta!
Aqui há gato. Vou falar por mim: este fim-de-semana tinha o portátil a arranjar e estive 2 dias longe da net. Assim que cheguei a Lisboa, corri para o PC como um fumador para um maço de cigarros depois de uma abstinência forçada! Isto não é normal!!!
Vulgarmente, quando estou em casa vou vigiando "isto" como uma mãe o sono da sua criancinha. Quando toca, venho logo espreitar ( sabe-se lá, posso perder algo importantíssimo...) e, para além do Afixe, gosto imenso de ir passeando entre os “de estimação”, e um ou outro onde chego de link em link. Tenho de reconhecer que é um vício, apesar de não receber censuras da família – era um dos items, não era? Mas então como é que no máximo me dá 25%? Não pode. Então quem tem 75%? Não consigo mesmo imaginar...

Afixado por Emiéle às 20:11 | Afixadelas (3)

SeinLanguage

Recentemente editado em Portugal pela Gradiva, número 1 de uma colecção coordenada por Nuno Artur Silva e Produções Fictícias, eis o famoso best-seller “SeinLanguage”, “Linguagem Seinfeld”, em Português. Do inigualável, incomparável, incontornável e insuportável Jerry Seinfeld. Todo o pensamento Seinfeld está lá. Os pontos essenciais do que realmente importa no mundo são desvendados, à boa maneira de Seinfeld.
A não perder, a comprar com urgência.
Aqui fica, para abalar eventuais dúvidas, um pequeno aperitivo:

“Não cozinho.
Tenho uma cozinha, e já lá estive.
Para mim a cozinha é uma divisão grande que serve para ter uma torradeira. É assim que vejo o meu apartamento: quarto, sala, casa da torradeira.
Inverno. Rodo o botão para as torradas saírem mais escuras.
Verão. Rodo o botão em sentido contrário. Com o sol e o tempo quente, gosto das torradas mais claras. Resume-se a isto a minha utilização da cozinha.

A minha outra grande preocupação no campo da culinária é se uso um prato grande demais. Porque assim tenho de lavar uma parte não utilizada do prato. Detesto ter de lavar a parte de um prato onde não esteve comida. É desperdiçar a vida. Molho-o, ponho detergente, esfrego-o, seco-o, e nem sequer esteve lá comida. São coisas como esta que, mais tarde, nos levam a dizer: «Onde é que eu gastei o tempo todo?»

Não tenho plantas em minha casa. Elas comigo não sobrevivem. Algumas nem esperam até morrer; suicidam-se. Um dia Cheguei a casa e dei com uma enforcada num fio de macramé, com o vaso atirado fora do suporte. O recado dizia: «Odeio-te a ti e aos teus discos.»”

Jerry Seinfeld

Afixado por Susana às 19:25 | Afixadelas (7)

O regalo

Tive um sábado que tou que nem posso. Um regalo. E o fim do dia, então...

Afixado por Gibel às 03:53 | Afixadelas (2)

julho 24, 2004

Curiosidades

Já viram bem os milagres que acontecem no desporto:
Francis Obikwelu é um português
e
Manuel dos Santos é um francês!
Gosto disto. Abaixo as barreiras.

Afixado por Emiéle às 10:03 | Afixadelas (2)

E pode ser qualquer marca?

Ponham os olhos nesta notícia mulheres da minha terra!
"O vinho tinto é o último grito nos salões de beleza de Buenos Aires onde se diz que a bebida reduz a barriga e reafirma o peito".
E depois o cheiro?
Já se imaginou uma reunião destas senhoras após a saída do salão de beleza?

Afixado por Emiéle às 09:20 | Afixadelas (4)

Tem de haver coerência, não é?

Pois é claro!
Reuniões do Conselho de Ministros passam a realizar-se fora de Lisboa
O sistema da rotatividade será anunciado.
Não é na Quinta da Marinha, que o Primeiro Ministro vai morar em S. Bento.
Também não é “roda, roda, aos 5 cantinhos”, tem decerto um critério importante. É claro que enquanto se pensa nesse critério não se pensam noutras coisas insignificantes, que podem esperar.

Afixado por Emiéle às 08:49 | Afixadelas (4)

Olha, olha, pessimismo?!

Mas isto será Pessimismo?
Alguém me explique porque é que se considera “pessimismo”
estar à espera que a sua situação laboral piore durante os próximos 12 meses” ou
pensar que a economia nacional vai piorar durante o próximo ano” ou ainda que
a sua situação hoje em dia, relativamente há cinco anos atrás, [....] piorou
Parece-me apenas noção da realidade.

Afixado por Emiéle às 08:15 | Afixadelas (2)

Afinal, havia ostras!

37.5 %

O afixe é dono de 37.5 % de mim.
O teu blogue é o teu dono?

Afixado por afixe às 02:31 | Afixadelas (21)

Estes querem saber...

... porque não vão à selecção!

A resposta é simples:

Porque este:

é muito melhor que vocês!

Afixado por afixe às 02:22 | Afixadelas (8)

Que é feito dele?

Afixado por afixe às 01:52 | Afixadelas (4)

Ora deixa ver...

... a próxima secretaria de estado vai para...


Afixado por afixe às 01:45 | Afixadelas (6)

Vamos todos ao chá do chapeleiro louco...

É verdade. Havia coisas que imaginava loucas demais para poderem passar à prática.
Enganei-me.
Afinal tudo é possível.
O Governo anunciou que vai instalar seis secretarias de Estado em Coimbra, Santarém, Aveiro, Évora, Faro e Braga.
Vai ser assim:
Administração Local - Coimbra
Agricultura e Alimentação - Santarém
Educação - Aveiro
Bens Culturais - Évora
Turismo - Faro
Juventude – Braga


Alguém quer um bolinho, ou está atrasado para a recepção da rainha do primeiro-ministro ?

Afixado por Emiéle às 00:28 | Afixadelas (12)

julho 23, 2004

Será mesmo o próprio?

O Manuel Alegre vai ter UM BLOG ?
Vamos esperar para ver.
Mas é muita coincidência.

Afixado por Emiéle às 21:26 | Afixadelas (9)

O princípio de Pedrito

Para aliviar o ambiente:
[recebida há momentos por email]
Segundo o Princípio de Peter, todas as pessoas são promovidas até atingirem o seu nível de incompetência. Como? Se uma pessoa se revelar competente no desempenho das suas funções, será promovida ao nível hierárquico imediatamente superior. Se voltar a cumprir nessas novas tarefas, será de novo promovida. E assim sucessivamente, até chegar ao ponto em que já não consegue dar conta do recado. Terá, então, atingido o seu nível de incompetência. Chegada aí, não voltará a ser promovida e ficará estacionada num cargo para o qual, manifestamente, não se encontra preparada. Assim se assegura que o mundo, nas suas múltiplas instâncias decisórias políticas, empresariais e culturais, é fundamentalmente governado por incompetentes. Para obviar a este problema, inventou-se em Portugal, país engenhoso entre todos, um sistema melhor: o Princípio de Pedrito, expressamente concebido para evitar os malefícios decorrentes da aplicação do Princípio de Peter.

Manda o Princípio de Pedrito que, se alguém se revelar totalmente incompetente no desempenho das suas funções, não ficará eternamente acorrentado a essas funções, com manifesto prejuízo tanto para o bem-estar público como para o próprio. Pelo contrário, assegurar-se-á a transferência do incompetente para outro cargo onde possa fazer pelo menos tanto mal como no anterior - e, de preferência, bastante pior. Suponhamos, por exemplo, que Pedrito, dada a sua pouca apetência pelo estudo, entra na escola do vício político pela porta das movimentações estudantis. E que começa logo a criar problemas como militante partidário, pela constante agitação que espalha entre as bases.
Recruta-se então Pedrito para dirigente nacional, na sua qualidade de jovem e fanático seguidor do entretanto falecido fundador do partido. Se ele continuar, ainda assim, a revelar mais aptidão para perturbar os espíritos do que para dirigir qualquer coisa, será, na primeira ocasião, enfiado no parlamento à surrelfa do eleitorado, com o propósito de soltá-lo às canelas da oposição. Se, no parlamento, passar mais tempo a incomodar os colegas de bancada do que a oposição, sugere-se ao prodígio que tente a vida empresarial. Se o projecto empresarial fracassar, convida-se Pedrito para membro do governo. Se, demonstrada a sua total ignorância na área de governação que teve a desgraça de lhe ir parar às mãos, e caído esse governo, ele se candidata a presidente do partido, e falha, ei-lo eleito presidente de um clube de futebol. Depois de ajudar a afundar um pouco mais esse clube, eis que o seu momentaneamente reprimido sentido do dever o incita a procurar minar o poder do presidente eleito do partido e a iniciar uma guerrilha com o propósito de substituí-lo no momento mais oportuno. Mas, se essa campanha falhar, haverá sempre a possibilidade de Pedrito se candidatar à Presidência de uma Câmara Municipal, seja ela a de Sintra, a da Figueira da Foz ou a de Saint-Denis. Caso também essa hipótese falhe, talvez a Presidência de uma corporação de bombeiros, combinada com a direcção de um novo jornal, possa servir de rampa de lançamento para uma eventual candidatura à Presidência da República. Como se vê, não é fácil ganhar a vida nos tempos que correm. Para manter permanentemente as atenções da opinião pública focalizadas sobre si, Pedrito não se poupa a esforços para alcançar elevados níveis de notoriedade. Para servir essa estratégia, ele trata de aparecer permanentemente no T-Club, na televisão, no Gigi da praia do Ancão, na televisão, no Diário de Notícias, na televisão, na TSF, na televisão, no Record, na televisão, na Nova Gente e na televisão. Ocasionalmente, uma revista de escândalos ou uma campanha publicitária utilizam abusivamente o seu nome, mas isso é irrelevante - o importante é aparecer, aparecer, aparecer sempre. E, afinal, como está Pedrito de notoriedade? Hoje em dia, há uma forma muito fácil e infalível de medir a notoriedade de alguém ou de alguma coisa. Basta ir à Internet, entrar num search engine como, por exemplo, o HotBot, e pesquisar quantas referências a essa pessoa se encontram em toda a Web. Ora acontece que Pedrito, com referências em 88 sites da Internet, tem razões para estar satisfeito. A larga distância encontram-se Marcelo Rebelo de Sousa, com 36, e mesmo Mário Soares, com não mais de 65. Pedrito apenas é claramente batido por Jorge Sampaio, com um espantoso score de 516 referências! Um dos pontos fracos desta estratégia de comunicação é que não é possível ser-se conhecido em abstracto. É-se sempre conhecido nalguma qualidade, como alguma coisa, e esse alguma coisa é sempre aquilo que destaca alguém face aos outros. Assim, Eusébio é con