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agosto 30, 2004
Do aborto e outros assuntos
Eu sabia que este dia havia de chegar, o dia em que eu, por força das circunstâncias, teria de revelar, neste blogue, que sou contra o aborto e, neste caso concreto do Barco do Aborto, que sou contra a entrada do mesmo em águas portuguesas e que portanto concordo com a decisão do Governo - é um choque para mim ter de o dizer por estas palavras porque não esqueço por um segundo o tipo de pessoas com que estou a concordar.
Mas, antes de se perderem em imprecações contra este pobre escriba, leiam estas últimas linhas de um condenado. Quanto ao motivo que me faz ser contra o aborto, fora das condições previstas na lei portuguesa, é discussão por demais gasta e esvaziada. Perfilho alguns dos muitos motivos apontados por aquela direita retrógrada, gasta e demagógica, a que eu não pertenço. Acima de tudo, é uma questão de consciência, com o perdão do recurso ao mui gasto lugar comum. Da mesma forma, assino por baixo da maior parte dos argumentos de quem é favor do aborto. Compreendo-os e aceito-os. Mas não são bastante para me fazerem mudar de ideias.
Em relação ao barco cuja entrada em águas portuguesas o governo proibiu: eu faria exactamente o mesmo. Face à ordem jurídica actual, aceitar a entrada daquele barco, seria um acto absolutamente despropositado e inaceitável tendo em conta a última votação em referendo. Não há que dourar a pílula, tudo o resto é pura demagogia. Não se trata da proibição da entrada de um barco holandês em território nacional. Trata-se, mais que isso, da proibição da entrada em território nacional de uma clínica de abortos a realizar em condições que a lei portuguesa não permite. Tão só e apenas isso. Obviamente, e pelo exposto, não podia concordar menos com o que aqui diz o Gibel. Defender que o que se iria realizar em território português "são meros actos preparatórios do crime de aborto" é, no mínimo, intelectualmente desonesto. E, no fundo, acaba por dar razão a quem impediu a entrada do barco. Peço desculpa, amigo, mas é a minha opinião.
E acreditem, mesmo que a minha posição quanto à questão do aborto fosse diferente, não diria diverso quanto à entrada do barco. Por uma questão de coerência.
Por último, quero deixar bem claro que não há posições oficiais neste blogue e que, como é óbvio, esta é, tão só, a minha opinião. Que, de resto, e segundo me parece, vai contra a corrente predominante (falo em termos puramente estatísticos) aqui do Afixe. Uns e outros, diremos o que nos vai na alma sobre a questão. E talvez seja precisamente isso o que faz deste blogue um caso quase único.
PS - Ainda em relação à questão dos actos preparatórios, devo acrescentar o seguinte, o facto de um acto preparatório de um crime não ser punível, fora dos casos especificados na lei, não equivale a dizer que o Estado português tem de, ou pode, ser cúmplice desses actos, ou equivale? Por isso falei em desonestidade. O gibel domina os conceitos e deu-lhes um uso subversivo e demagógico.
Monty
Afixado por em 30 de agosto de 2004, às 11:43
Afixadelas
Nunca me enganaste, ó marialva reaça!
Quando dizes que és "contra o aborto"... na realidade não estás a dizer nada; toda a gente civilizada é contra o aborto, sobretudo as mulheres que já se voram forçadas a praticar um.
Onde está a desonestidade intelectual nas palavras do teu sócio? Ou bem que a coisa é legal ou bem que não é; mas tu pareces inclinado a botar sentença só por "feeling", sem qualquer explicação...
Amanhã, vais estar a concordar com os cromos que já andam a pedir que a GNR investigue as grávidas que se se dirijam a Espanha!
Afixado por Holandês Errante em 30 de agosto de 2004, às 12:14
Não tens razão, holandês, e não se trata de botar sentença só por feeling. Muito me espanta que o penses e o digas. Nunca o faço nem o farei. É tão desonesto e incorrecto quanto isto: permitir actos preparatórios de um homicidio em Portugal, sabendo de antemão que ele se vai em Espanha. Por isso falo em desonestidade. Ele domina os conceitos e deu-lhe um uso subversivo. Não ser púnivel é assaz diferente de o Estado ser cúmplice desses actos preparatórios.
Quanto a eu ser contra o aborto, eu disse mais: "Quanto ao motivo que me faz ser contra o aborto, fora das condições previstas na lei portuguesa". Agora quem está a ser desonesto és tu, pá. Eu concretizei: fora das condições previstas na lei portuguesa.
Comecei por uma frase de estilo, bem perceptível, mas depois concretizei, ok?
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 12:22
De acordo com o post do Gibel, não connsigo ver como é que esses "actos preparatórios" poderiam ser puníveis por Lei, logo a evitar a todo o custo. Mas o Estado passa a ser "cúmplice" se não proíbe algo que não tem motivos legais para proibir? Não passamos então da legalidade para o puro arbítrio, sujeito apenas à vontade pessoal de uns quantos? E não me parece que haja algum texto legal - dos últimos 50 anos, pelo menos - onde o aborto seja equiparado a "assassínio"!
Quanto ao resto, desculpa-me mas tu é que não entendeste bem o que eu escrevi: contra o aborto é qualquer pessoa com bom-senso e sensibilidade! Um aborto é sempre um drama pessoal extremo e é coisa a evitar sempre que possível. Eu também sou contra o aborto, tal como todas as mulheres aí no Afixe, suponho.
Afixado por Holandês Irritado em 30 de agosto de 2004, às 12:29
Tu não te metas comigo, que ainda levas!
;-)
Afixado por Holandês Lixado em 30 de agosto de 2004, às 12:31
E diz-me algo: depois de anos e anos com clínicas espanholas perto da fronteira a anunciarem em jornais portugueses, como é que só agora as boas e impolutas almas se lembram dessa história dos "actos preparatórios"?
E queres começar a administrar testes a todas as mulheres em idade reprodutiva que queiram sair de Portugal?
Afixado por Hoandês com Boa Memória em 30 de agosto de 2004, às 12:33
Não respondes? Foste ao tapete logo no primeiro round? Reaça! Marialva! Inimigo das mulheres! Gay não-assumido!
Afixado por Holandês Errante-a-dançar-a-dança-ancestral-da-vitória em 30 de agosto de 2004, às 12:40
Ó pá, tás a gozar comigo? Então agora estás a dar numa de demagogia? O Estado sabe que determinado fulano vem preparar o homicidio do Rei de Espanha em Portugal e não faz nada para o impedir só porque a lei não criminaliza esses actos preparatórios? Pel vossa lógica, como não tem motivos para legais para proibir, a contrario, permite. Ora, porra.
De resto, não tenho de defender mais nada porque as palavras não são minhas. Não defendo nada mais do que aquilo que abertamente digo, ok? Claro que há muita demagogia nisto tudo.
Uma última palvra para dizer que o resto é uma questão de semântica. Nem se discute. A ideia de alguém que diz ser contra o aborto fora das condições previstas na lei, acho que se percebe bem.
Quanto a essa de eu levar, tem cuidado porque nem sequer sabes se eu não tenho dois metros, ó cromo!
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 12:41
Pelo menos não sou como certas e determinadas pessoas que andam para aí a dizer mal dos três pastorinhos... Hás-de arder nas chamas do inferno, herege!
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 12:43
É curioso o que é a intuição. Acreditas que eu "tinha a certeza" que a tua posição era esta? (para quem ainda não saiba, eu não conheço o Monty a não ser do blog )
Mas como acentuas, e está tudo dito, aqui cada um fala por si. A minha posição não é essa, já o disse abaixo. Só que não creio que nenhum de nós convença o outro, portanto ficam apenas as posições de princípio.
Afixado por Emiéle em 30 de agosto de 2004, às 12:43
Eu sabia que tu sabias, Emiéle.
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 12:46
isto é assim: claruh que um aborto é coisa a ser evitada, mas imaginem vcs que uma miuda de 15 anos engravida...com certeza que sabem que ha muitos casos destes...no entanto essa mesma miuda tem um futuro pela frente, a universidade por fazer e vai ter de desistir de isso tudo porque tem um filho pa criar e nao tem ng que a ajude....agora digam me: que diferença faz para vcs que sao contra a lei a favor do aborto que ela aborte? nenhuma! e mais... sao vcs que vao mudar fraldas, dar de mamar, perder a juventude e estragar o futuro pelo filho dela? nao sao... mas afinal que diferença vos faz que o aborto seja legal? se estao procupados com questao morais e de ética entao desc la a expressao, mas vao se lixar, porque o que este mundo menos tem é moral e etica, e a culpa nao é d miudas de 15 anos que abortam....
Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 12:47
E escusas de mudar de holandês para aeris que tb não me convences...
:)
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 12:50
Não percebo essa dos pastores. Quem tem pinta de gostar do convívio desses homens rudes e suados és mesmo tu.
Eu sou um mero comentador sem identidade, a gozar as muitas delícias do anonimato.
E estás tu a comparar um assassinato em Espanha - local onde tal é proibido- com um aborto sujeito ao direito holandês, que o permite?? Não sou jurista mas consigo cheirar argumentos podres a muitos quilómetros de distância!
E tu não és contra o aborto; és sim a favor da acctual legislação. Que, ainda por cima, nada tem contribuído para acabar com o horror do aborto clandestino.
Facho! Misógino! Troglodita! (Mas dos baixinhos, com pouco mais de meio metro, sem contar com a probóscide.)
É tão bom, ser um simples e ingoto comentador anónimo...
Afixado por O Holandês Errante-e-completamente-anónimo em 30 de agosto de 2004, às 12:50
OK. Deixa lá espanha, faz de conta que é a preparação do assassinato do Presidente da República Português. A coisa é a mesma. Mutatis mutandis. É não, não te estou a chamar mutatis mutandis...
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 12:53
É uma vergonha, usar o anonimato dessa forma baixa e cobarde, só para te insultar, Monty! Conta com toda a minha solidariedade.
Mas não contes comigo para te dar razão: matar o PR continua a ser crime (hmmm; será mesmo?). Praticar um aborto num barco holandês, em águas internacionais, não o é. Logo, não vejo como tais coisas se podem comparar.
O teu "Holandês" pode ser mal educado, mas é um gajo de visão, diria mesmo: um indivíduo brilhante!
(E não me parece que seja autor do outro comentário...)
Afixado por Luis Rainha em 30 de agosto de 2004, às 12:57
Oh pá. Agora deste-me uma ideia genial! E que tal a malta (sim, estou a convidar-te para sócio) montar uma "coffe-shop" ambulante? Largávamos âncora ao largo do Guincho e, depois, era só esperar pela malta ansiosa por ganzas de qualidade e a bom preço! Até a nado vinham ter connosco!
Afixado por Holandês Errante-mas-não-tonto em 30 de agosto de 2004, às 13:17
ah desc la mas aeris é o meu nick...eu sou gaja e nao sou o holandes....
Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 13:28
OK, entendi-te mal.
Mas, ainda assim, matar o PR é crime, e o aborto também.
Estamos entendidos. O facto de eles irem para um país (ou para um barco sujeito a uma lei diversa) onde matar e abortar não seja crime não muda a necessidade do o Estado Português agir. Porque não há nenhuma espécie de pacto com os criminosos, tipo, ok, vão lá à procura de local para onde isto não seja propibido.
Quanto ao aeris: não me enganas, eu sei que és o holandês.
LR: obrigado pela solidariedade, já contava com ela. És um grande amigo.
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 13:46
Quanto ao barco da ganza: tá no ir!
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 13:48
será que as TV's estão a ser jornalisticamente sérias quando chamam "barco do aborto" ao barco da women on waves? Não reparei que as TV's tivessem posição editorial sobre a questão, logo pode-se concluir que estão a ser manipuladoras e tendenciosas.
Afixado por pedro tarquinio em 30 de agosto de 2004, às 13:54
eu ja disse k nao sou porra de holandes nenhum...agora nao posso ter opiniao propria ? olha, kers uma prova que sou uma outra pessoa? da uma vista de olhos pelo post sentado á direita de cristo (II), nos ultimos posts tao la montes de cenas minhas...
Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 14:02
Eu sou a favor da despenalização do aborto e pela sua realização em meio de saúde adequado a pedido da mulher.Como não sou advogada mas sou mulher fico-me tambem pela questão de principio porque há muitos anos que trabalho em questões femininas e estou absolutamente exausta de discutir este assunto.No entanto queria sublinhar que´não acredito que haja alguem a favor do aborto.Conheci muitas mulheres que viveram a experiencia sempre como um drama nas suas vidas.Ainda que o drama não envolvesse coisas muito profundas da chamada "cultura"feminina há pelo menos o medo de ir por a saude e a vida nas mãos de alguem duma forma clandestina que reforça as condições do drama.Como prometi ao Gibel farei uma cronologia do que tem sido esta questão em Portugal.A.B.
Afixado por A.B. em 30 de agosto de 2004, às 14:04
Não julgo que te assista qualquer tipo de razão. O Estado não se pode reger por estas reacções: "eh pá, os gajos estão a dar-nos a volta. Vamos lá lixá-los!" O Estado tem de obedecer às suas próprias leis, senão estamos sujeitos a tudo.
Matar o PR é crime, aqui, na Holanda ou na Albânia. Sofrer um aborto é crime aqui.
Mas duvido que seja crime alguém abortar na Holanda; à luz do direito local ou do português (corrige-me se erro).
O Estado não tem de dizer "vão lá para onde vos deixarem cometer crimes em paz". O Estado é sim obrigado a deixar as pessoas irem onde quiserem. O que elas lá fizerem é com elas e com as autoridades locais. (E repara que nem foi bem essa a questão: ninguém impediu as mulheres interessadas de embarcar. Proibiu-se o barco de cá entrar.)
Ou também queres perseguir todo o portuga que entre numa "coffe house" e todas as mulheres portuguesas que entrem em clínicas abortivas estrangeiras?
PS: os ingleses aprovaram há pouco uma lei que criminaliza actos pedófilos praticados por cidadãos da Coroa, onde que que eles ocorram. Mas não me parece que uma disposição assim exista por cá, a propósito do aborto, pois não?
Afixado por O Holandês Errante-e-coberto-de-razão em 30 de agosto de 2004, às 14:05
Monty podes me dizer as razões concretas que te levam a ser contra OUTRAS pessoas a praticarem aborto?
E qual a ilegalidade de um barco estar fora das águas territoriais portuguesas?
E já agora, se soubesses que irias ter um filho como o Paulo Portas não abortarias?
Afixado por cachucho em 30 de agosto de 2004, às 14:11
Quanto ao aeris, continuao na minha: é o holandês.
Cachucho: é o mesmo me motivo que me leva a ser contra a morte de outras pessoas, que não eu. Não há ilegalidade nenhuma em um barco estar fora das aguas territoriais portuguesas. Mas não vou sequer começar a discutir questões de principio. Cada um tem a sua opinião, já sou crescidinho e a minha já teve tempo de maturar. Contigo há-de ser a mesma coisa. Ninguém vai convencer ninguém.
Holandês (sei que és o aeris): não me parece que eu te vá convencer e tb não me parece que me vás convencer. Portanto, escolhe os padrinhos. Os meus são Nossa Senhora e os três pastorinhos. E não me venhas com merdas. Como vês, até o Rainha achou que exageraste na linguagem.
AB: mais uma vez o digo, talvez tenha sido algo simplista qdo disse ser contra o aborto. Para facilitar, re-digo que sou a favor da não alteração da actual lei. O resto são flores.
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 14:29
e eu continuo nakela que eu sou eu e nao sou holandes nenhum... e nao é O aeris é A aeris... e começo a fikar um bocadinho irritada coma tua insistencia na minha falsa identidade...
Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 14:33
Pedro Tarquinio: concordo contigo, sim. Estão a ser demasiado simplistas. Mas é a cs que temos.
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 14:33
O aeris é o holandês. E não digo mais nada sobre este assunto (de o aeris ser gajo e ser o holandês).
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 14:35
Monty, Monty...
Não me respondeste, nem sequer argumentaste... Posso portanto deduzir que te dás por ignominiosamente derrotado?
Mas não te preocupes, que há gente com posições ainda mais bizarras que a tua. Olha o que o teu correlegionário Mário Pinto escreveu no "Público" de hoje: "Pense-se no que isso pode dar com outros barcos para outros negócios - por exemplo: exploração infantil, exploração sexual, droga, manipulações genéticas, comércio de órgãos humanos, ou simples mão-de-obra barata. Não hão-de faltar bandeiras para todos os barcos. Quem brinca com as fronteiras portuguesas contra o crime de aborto não poderá depois defender o contrário para outros crimes." Isto será patético ou pateta? Ou simplesmente alguém que não se quer ater muito a essas coisas da lei, como também tu agora te revelas?
PS:Topaste-me bem. É mesmo verdade que eu sou o "aeris".
Afixado por O Holandês Errante-mas-que-não-erra em 30 de agosto de 2004, às 14:39
ok, entao fika na tua que eu fiko na minha...o que nao faltam por ai sao post meus... anyway aeris é pessoal, significa ar em latim que é o elemento do meu signo, por isso so te digo pa ires dar uma curva...
Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 14:39
e tu ó holandes, faz favor de largares a minha identidade, nao digas que tu és eu porque as minhas opinioes sao pessoais e a partir do momento em k te assumes como aeris todos os comentarios que eu fiz e que sao as minhas opinioes passam a ser da tua autoria...isso é roubar direitos de autor...
Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 14:42
Não respondeste à minha pergunta em jeito de provocação:"E já agora, se soubesses que irias ter um filho como o Paulo Portas não abortarias?"
Outra coisa, creio que o comentário com o nome de Luis Rainha não é do Luis Rainha.. basta ver o mail.
Afixado por cachucho em 30 de agosto de 2004, às 14:45
Debater, é elevar a parada. É dizer, e esperar ouvir. Mas eu disse elevar. Digamos e oiçamos, pois, com elevação, coisa que, os ""mui distintos"" oradores da Assembleia da República, não sabem fazer.
Eu venho aqui, curioso provinciano, como quem vai cair num círculo de sábios, tanto se prerora por aqui com saber imaculado.
Eu sou como o marinheiro da Cemões. Eu "vi, claramente visto".
Do alto dos meus cinquenta e um anos, de educação fermentada no antes do vinte e cinco, teria por "obrigação" ser contra o aborto.
Mas não sou.
Sou, isso sou, contra a falta de educação sexual nas escolas, coisa que, os mesmos que elevam as bandeiras anti aborto, pelos mesmos motivos (nenhuns!) impedem a implementação da atempada educação sexual nos lugares adequados; -as escolas.
De resto, abomino o argumento re famigerado referendo.
Eu sou, cada vez mais, pelo referendo.
Se referendo se efectuasse sobre ascenção mentirosa do Sa'ana Lopes a primeiro ministro, ele teria, tenho a certeza, ficado pelo caminho. Mas, tornemos ao caso do aborto.
A Igreja (onde fui educado e onde aprendi a não tornar lá...)é contra o aborto.
E faz milhares de comícios por dia. E, cada vez mais, os frequentadores da igreja são os idosos, moldados no "tempo da outra senhora" e que já há muito viram passar a sua idade de falar em aborto.
Depois há os padres. E as freiras. E os homens, idosos, que são, essencialmente e na esteira das mulheres idosas, contra o aborto.
E eles são a maioria de votantes.
Contra o aborto, já se vê.
E os que elevam a bandeira do anti-aborto usam o referendo como prova do contra português.
Não é verdade, e eles bem o sabem. Mas agem, mais uma vez, de má fé.
Disse, ontem, na TVI, o Prof. Marcelo que, em determinada maternidade de lisboa, (só em uma!) anualmente ficam, abandonados pelas mães, 100 (CEM!!!) crianças.
Mais, disse, por impossibilidade de os alimentarem.
Em Portugal, na Europa, no ano da graça de dois mil e quatro.
Entretanto, os ministros pediram, ao "tesoureiro" Bagão, dinheiro para CINQUENTA novas viaturas. Topo de gama, pois claro!
Em Portugal, na Europa, no ano da graça de dois mil e quatro.
Afixado por Zé Lume em 30 de agosto de 2004, às 14:49
Num tema tão complexo como este, não posso tomar partidos de forma tão delineada.
Por um lado, a postura do Gibel parece-me, REPITO, parece-me (porque não tenho formação jurídica) estar correcta.
Por outro lado, é bem sabido quantas vezes a lei não se adequa à sua função específica de protecção dos direitos e garantia dos deveres dos indivíduos.
Assim, também concordo com o Monty. Deixar entrar o barco é tão inusitado como deixar andar um terrorista com uma bomba no aeroporto, "a ver o que é que dá".
Por isso, esta é uma daquelas questões em que as pessoas se podem dividir entre o rigor da lei, e o conceito de justiça na sua essência.
Apesar de eu entender os dois pontos de vista, e achar que ambos, à sua maneira, estão certos, sinto-me pessoalmente inclinado para a postura do Monty.
Porque penso estarmos perante um dos casos em que o rigor jurídico, conforme exposto pelo Gibel, pode perverter a finalidade da lei, que será sempre a de proteger as vítimas do aborto (os fetos, bem entendido).
Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 30 de agosto de 2004, às 14:54
Ah, e já agora, como devem ter entendido algumas pessoas que por cá largam postas, sou um "reaça" do pior. Daqueles mesmo maus, se bem entendem.
Curiosamente, e tal qual o Monty, também repudio fortemente a classe política dita "reaccionária", por isso não me alinho com a direita. Tão pouco me alinharia com a esquerda, bem entendido.
Assim, a (aparente) contradição das nossas posturas revela uma maneira de ser que requer algum tempo para compreender, e que por isso não caberá nas estreitezas de vista e nos pueris preconceitos de muitos comentadores panfletários que por aí andam...
Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 30 de agosto de 2004, às 14:57
Bernardo,
O problema, como o Monty por certo já percebeu, é que não podemos ter um governo, ou alguns ministros, em roda livre, a tomar decisões só porque condizem com as suas crenças.
É coisa de Mugabe invocar preceitos legais a despropósito - então aquela da "saúde pública", que até dispensou consulta à respectiva Direcção Geral...- apenas porque nos dá jeito.
Imagina a seguir que o primeiro ministro decide, no seu íntimo, que há que proteger, a todo o custo, os fumadores e respectivos vizinhos. Vai daí, fecha-se a Tabaqueria, prende-se quem dê uma passa em público, etc.
Tudo sem cobertura efectiva da Lei.
Mas tudo a teu contento, pois a ideia será sempre proteger o candidato a canceroso...
PS: tenho de começar a andar de olho em ti. Esse último comentário é mesmo de facho camuflado.
Afixado por O Holandês Errante-que-come-Monties-ao-pequeno-almoço em 30 de agosto de 2004, às 15:05
Isto não é um comentário do Luis Rainha.
Afixado por Luis Rainha em 30 de agosto de 2004, às 15:11
é curioso ver que a lei portuguesa é semelhante á lei espanhola (pelo que li na focus de ha ja uns tempos, nao me lembro da data, sorry), que só permite o aborto em 3 casos, que sao o de violaçao, em que o feto tem malformaçoes graves e em que a continuidade da gravidez poe em risco a saude (fisica e mental) da mae ou do feto. segundo esse artigo na focus, a diferença está no facto de em espanha ser facilimo arranjar um atestado em como a gravidez poe em risco a saude e estabilidade mental da mae...
Afixado por aeris-que-come-ladroes-de-indentidade-ao-pequeno-almoço em 30 de agosto de 2004, às 15:12
Aeris,
Não é bem assim. Há uma palavra diferente na formulação das duas leis. E ela faz toda a diferença. Vejamos a exigência legal espanhola: «Que sea necesario para evitar un grave peligro para la vida o la salud o física o psíquica de la embarazada y así conste en un dictamen emitido con anterioridad a la intervención por un médico o médica de la especialidad correspondiente(...)»
O nosso artigo 142º é assim: "quando ela constitui o único meio de evitar perigo de morte ou de lesões irreversíveis para a saúde fisica ou psíquica da mulher grávida e desde que realizada nas primeiras 12 semanas de gravidez".
A questão está no carácter "irreversível" das "lesões" psíquicas. Sabendo isto, que médico se arrisca a inventar um tal diagnóstico, sabendo que ele terá de passar pelo crivo do conselho de ética do hospital onde a intervenção terá lugar (coisa que não é necessária em Espanha)? Nenhum, naturalmente; pois como se poderá provar que uma mulher vai ficar com "lesões psíquicas irreversíveis" se não interromper a sua gravidez?
Afixado por Não Sou Mesmo o Luis Rainha em 30 de agosto de 2004, às 15:30
Epá, vocês dão cabo de mim.
Então não é que o aeris-que-quer-dizer-ar-em-grego é capaz de ter razão? O Holandês é bem gajo para andar a roubar identidades.
Quanto ao Luis Rainha eu tenho a certeza que ele não é o Luis Rainha. Mas já foi - isso por certo. Houve uma altura na vida dele em que ele foi mesmo o Luis Rainha. Tudo começou há 42 anos ...
É cachucho: ok, dou-te razão. Se eu soubesse que ele ia sair como o PP. Pronto, tá bem, ganhaste.
Holandês de uma figa: imagino que, se em vez do aborto, se colocasse a questão da eutanásia (que é legal na holanda) a tua posição seria exactamente a mesma? Embora não te queira magoar, pareces um tipo simpático, aquela ideia das ganzas em alto mar acabou por ser a minha melhor resposta. Que tal criar uma espécie de Estados-Paralelos (no verdadeiro sentido da palavra), mas ao largo?
Bernardo,
as férias correram bem? Recebeste o e-mail com a password nova? Quanto à questão juridica, continuo na minha. Acho que o gibel se enganou, desta vez. Consubstanciar-se-ia a sua tese numa verdadeira fraude legal. E ele sabe isso. Por isso disse o que disse - aquela cena da desonestidade. Fez uma análise demasiado legalista e pela rama, o meu amigo me perdoe.
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 15:33
Monty,
Cada comentário, cada minhoca. Vais de mal a pior. Só te enterras.
É claro que ninguém poderá ir dentro por planear, e sublinho planear, ir à Holanda morrer dentro dos parâmetros legais que por ali vigorem. Que terei eu a ver com isso, santo Deus? Porque me haveria de meter?
O que propões? Que se prendam os doentes terminais que queiram ir à Holanda? Nem um facho empedernido como tu se lembraria disso!
Quanto ao simpático "Barco das Ganzas", lamento, mas, como calculas, não te ia dar munição assim sem mais nem menos... os derivados de cannabis não são legais na Holanda. Foi é tolerado um "buraco" na lei que permite, sob estrita e criteriosa vigilãncia, a criação das famosas "coffe-shops". Montar uma num barco seria ilegal, aqui, na Holanda ou no mar alto.
;-)
Afixado por O Holandês Errante-e-ainda-ufano-da-sua-vitória em 30 de agosto de 2004, às 15:42
Monty,
Por extensão não muito absurda da tua tese, qualquer folheto turístico que se distribua em Portugal com a mínima menção às "coffe-shops" deve ser apreendido e queimado. Qualquer jornal que aceite publicidade das clínicas abortivas junto à fronteira deve ser encerrado!
Se alguém resolver criar uma linha de autocarros para uma dessas clínicas em Espanha, que fará o Estado português? Prende os organizadores? Manda alvejar as viaturas? Porquê? Com que legitimidade legal?
Afixado por Luis Rainha em 30 de agosto de 2004, às 15:47
Está parvo ou quê, aeris? Eu referia-me a um barco da eutanásia, ok? Um barco que viesse a Portugal buscar doentes terminais.
Não consegues entender que é muito diferente de os doentes irem eles até à Holanda? Quanto às ganzas, claro que só entraria num negócio que estivesse sob "estrita e criteriosa vigilÂncia".
Os teus argumentos, de comuna-que-come-criancinhas-salvo-seja, não me convencem. E além do mais usas a dialéctica da direita que tanto criticas, descontextualizando as minhas palavras. Andas é a ver se arranjas tacho no 24 horas.
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 15:53
"Legitimidade legal" parece-me um bocado pleonástico. E pára de te atirares ao "Monty", que os despojos são só meus! Para o vencedor, os belos frutos da pilhagem!
Afixado por O Holandês Errante-e-cioso-das-suas-conquistas em 30 de agosto de 2004, às 15:55
Então, Rainha, agora já concordas com o aeris? Já te disse, os teus argumentos são falaciosos e não valem um pataco. Não, não e não. Não concordo com nenhuma das tuas comparações e elas não são a extensão da minha tese.
Eu estou a falar, e só isso, de um barco que vem à FF buscar mulheres grávidas (ou doentes terminais, já agora) e vai fazer os abortos (ou eutanásias) para alto mar. É essa toda a extensão da minha tese, que não é elástica.
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 15:59
Mas k difrença faria o barco ká vir à kata de velhos ou eles irem pra lá?
Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 15:59
"...à kata de velhos..."
Brilhantes, sois brilhantes!
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 16:08
Não é elástica, só porque tu não queres; mas parece querer esticar os limites do bom-senso...
Fica sabendo que essas eutanásias nunca seriam legais, por não responderem às exigências da lei holandesa. Se quiseres apresentar um outro símile, essoutro mais verosímil, cá te aguardo.
Entretanto, responde, por favor, à questão do autocarro: que se deveria fazer? Atacar a tal "Carreira do Aborto" à bazucada?
E não encontro grande diferença para o caso das agências de viagens; se mencionarem as "coffe-shops" nos seus prospectos sobre Amesterdão, incorrem no mesmíssimo "crime" das senhoras do barco: atraem portugueses para cometer crimes no estrangeiro!
Afixado por Luis Rainha em 30 de agosto de 2004, às 16:17
Por não responderem às exigências da lei holandesa? Então?
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 16:24
Mas julgas que a minha terra é uma rebaldaria pegada, ou quê?
Não se mata lá malta por dá cá aquela palha. Ninguém anda por aí a fazer eutanásias à balda! A diferença é que nenhum crime seria cometido numa visita ao mal baptizado "Barco do Aborto". Nem cá -de acordo com o Gibel- nem lá.
Afixado por O Holandês Errante em 30 de agosto de 2004, às 16:28
Isto já vai longo, mas não quero deixar de dar a minha opinião.
Sou contra o aborto, no entanto penso que só se conseguem evitar abortos através da descriminalização do aborto. Só assim se pode receber uma mulher, profundante transtornada, e com alguma incapacidade de análise da sua própria condição, num ambiente "não comercial" e tentar ajuda-la mostrando-lhe outras alternativas ao aborto.
Para além disso, só a descriminalização permite chegar à fonte do problema, compreende-lo e tomar medidas para que cada vêz menos mulhere um dia tenham um desespero tal que pensem em fazer um aborto.
PS: aeris, holandes ou Luis Rainha, sejas quem fores é só para dizer que a menina de 15 anos pode fazer um aborto em Portugal com o consentimento da lei portuguesa.
Afixado por Tesla em 30 de agosto de 2004, às 16:35
De 15? Espero que até de 12 ou de 10. Também não lembraria a ninguém obrigar uma criança, por exemplo vítima de violação, a levar a gravidez até ao fim...
Afixado por Luis Rainha em 30 de agosto de 2004, às 16:42
Ide mas é trabalhar, vadios...Só faltava essa dizer que o rapaz anda metido com uma miúda de 15 anos e que a engravidou. Isso não, caramba, isso não!
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 16:53
É só para dizer que esta caixa de comentários é a coisa mais nonsense que eu tenho visto nos últimos tempos.
Obrigado, aeris, és o maior! Tudo graças a ti, rapaz!
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 17:13
"Mas k difrença faria o barco ká vir à kata de velhos ou eles irem pra lá?"
eu nao disse isto, apesar de ter o meu nick e o meu mail....
Afixado por aeris_que_significa_ar_em_LATIM_mas_nao_em_grego em 30 de agosto de 2004, às 17:18
e eu nao sou rapaz.....
Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 17:19
ó tesla
a para conseguir o ocnsentimento da lei portuguesa é preciso o k ? pra isso a lei nao é lei, se podemos fura la....
Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 17:21
Nonsense, nonsense é mesmo a tua posição sobre este assunto!
:-)
Afixado por O Holandês Errante-que-afinal-não-é-a-aeris em 30 de agosto de 2004, às 17:21
Aeris, aeris, aeris...
Vamos mudar o nome do Afixe para aeris, és o maior, pá. E sim, é em grego mas não em latim, a gente sabe.
Mas quem é que era essa miúda de quinze anos, namorada tua?
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 17:22
e nao podia ser o barco da eutanasia porque seria consederado homicidio..para isso ha leis internacionais...
Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 17:23
a miuda de 15 anos é uma kestao hipotetica, namorada minha nao pode ser porque eu sou gaja e heteressexual
Afixado por aeris_que_é_em_latim_se_calhar_é_igual_em_grego em 30 de agosto de 2004, às 17:25
Recebi agora um mail do John Cleese, parece que eles querm fazer um episódio sobre esta caixa de comentários.
Que achas, aeris? A tua namorada concorda? É a Pandora, não é?
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 17:27
monty es memo idiota..... adorava partir te a cara com um kolpe de karate mas como nao posso limito me a voltar a repetir que sou gaja, heterossexual, e que pandora é so um dos meus mails....agora se kers continuar na tua estupidez em vez de debateres assuntos mais serios como este que tu mesmo afixaste entao continua que resp a comentarios idiotas até começa a ter a sua graça
Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 17:31
Bem, 62 comentários!! Desta vez é que é o record!
Só para dizer que esta conversa já deu tantas voltas que já me perdi... Acho a ideia do John Cleese genial!
Afixado por M. em 30 de agosto de 2004, às 17:35
Magnifico e com uma resposta à Inspecção Geral do Ambiente pelo meio ainda ficou mais lindo.
Que tarde de doidos...que vale é o aeris a namorada dele.
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 17:46
so keria saber uma coisa...será que vou ter de provar que sou GAJA ?
se alguem precisa de uma prova em como sou GAJA FEMEA MULHER RAPARIGA (whatever) ponho o meu mail á disposiçao pandora_box89@hotmail.com
kem tiver msn, pode ver k neste momento ate tenho la uma foto minha bastante elucidativa
Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 17:46
so keria saber uma coisa...será que vou ter de provar que sou GAJA ?
se alguem precisa de uma prova em como sou GAJA FEMEA MULHER RAPARIGA (whatever) ponho o meu mail á disposiçao pandora_box89@hotmail.com
kem tiver msn, pode ver k neste momento ate tenho la uma foto minha bastante elucidativa
Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 17:47
Manda lá a foto da tua gaja para o mail do Afixe, ó rapazinho.
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 17:57
O exemplo patético que o holandês deu, ao referir o fumador como "candidato a canceroso", constitui uma falácia evidente.
Ninguém está a falar de impedir cada qual de fazer mal a si próprio. Para lá do tabaco, temos o álcool, e até em bom rigor, as gorduras e os conservantes que abundam na nossa alimentação.
Caro holandês, o problema é que o feto não é um pulmão, compreendes?
A fronteira da liberdade da mãe termina EXACTAMENTE onde começa a liberdade do feto. A questão, quer se queira, quer não, é sempre em torno da legitimidade do homicídio.
Vais andar de olho em mim?
Por mim tudo bem! Desde que seja à distância...
A questão é delicada, porque surgem facilmente situações paradoxais, das quais o melhor exemplo é o da mãe que, ao dar à luz, corre um risco elevado de morrer. Neste caso, admito estarmos numa zona nebulosa.
Agora, já não há paciência para os "defensores de úteros", que num esforço patético para serem os arautos das liberdades das mães, pisam as liberdades dos fetos.
Falando a sério: o que é que esta gente tem contra os fetos? Valem mais que as mães? Na minha opinião, a indiferença face ao feto por parte dos abortistas só pode vir de um fortíssimo preconceito que só pode ter uma origem demarcadamente política.
Doa a quem doer, esta é a minha opinião.
Não costumo ter problemas em dizer o que penso, e mesmo neste tema tão polémico, não vou fazer excepção.
Tenho amigos meus que pensam o diametralmente oposto, e não é por isso que somos menos amigos, por isso gostaria de terminar com um "haja calma", porque estamos só a debater ideias e convicções.
Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 30 de agosto de 2004, às 17:59
se eu mandar a minha foto po vosso mail vcs acreditam de uma vez por todas k eu sou gaja?
Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 17:59
E quem me garante que não és um traveca? Hum?
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 18:01
ta se a tornar ofensivo essa de me chamarem miudo
Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 18:01
tou de bikini..bastante elucidativo nao?
Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 18:03
"Por extensão não muito absurda da tua tese, qualquer folheto turístico que se distribua em Portugal com a mínima menção às "coffe-shops" deve ser apreendido e queimado. Qualquer jornal que aceite publicidade das clínicas abortivas junto à fronteira deve ser encerrado! "
Luís, a extensão que fazes é MESMO absurda!
Que dirias tu se a Al-Qaeda tivesse um canal televisivo em Portugal? Deixarias? Ou melhor, se a Al-Qaeda tivesse um site público com instruções para construir bombas ou outras armas? Liberdade de expressão? Liberdade de opinião?
Francamente, até onde vai esta defesa fanática das "liberdades" a todo o custo, e em qualquer situação, e a qualquer preço? A Liberdade não é um absoluto em si, quando se vive em comunidade!
A minha liberdade termina EXACTAMENTE onde começa a do outro.
Luís, desculpa, mas o exemplo que deste é também falacioso. Tu próprio dizes que se trata de uma "extensão da tese do Monty", mas desculpa lá dizer-te que a extensão é mesmo absurda...
Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 30 de agosto de 2004, às 18:04
O que mais para ai há são travecas de bikini a fazerem-se passar por gaja. Essa barba, então, é muito suspeita. Para mim, és gajo!
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 18:05
monty
ja deixei o meu mail á disposiçao...se tens msn podes comprovar facilmente em como sou gaja, sem barba e com um par de mamas verdadeiras
Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 18:07
"sou gaja, sem barba e com um par de mamas verdadeiras"
Pronto, tudo o que eu queria dos blogues foi conseguido nesta caixa de comentários. Vou abandonar a blogosfera!
;) Ó miúda, então não vês que estamos na brincadeira contigo, pá?
Não leves a mal, tá bem?
Cumprimentos e continua a aparecer. E não precisas de mandar nenhuma foto nem de fazer a barba, que nós acreditamos.
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 18:19
miuda?! atingimos o pico mais alto da caixa de comentarios...e nao me peças a nao levar a mal a brincadeira estupida pork se poes um texto sobre uma coisa seria que é o aborto eu comento e pouco depois ja passei a gajo ou entao traveca é pork nao ha mesmo respeito
Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 18:26
Então não és miúda, pronta tá bem, miúdo! Ai a minha paciência...
Gostei mais de quando eras o holandês. Parecias mais coerente.
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 18:42
nao sou nem miuda nem miudo....nao gosto desses termos ou me tratas pelo nick ou se kiseres pelo meu nome (susana) mas miuda nao...e eu nunca fui o holandes
Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 18:48
Ok, Susana. Já chega, tá bem? Ou o Monty chateia-se e depois começa dizer disparates.
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 19:22
O barco das ganzas não é preciso´comoe vê por esta caixa de comentários.A.B.
Afixado por A.B. em 30 de agosto de 2004, às 19:35
olha olha o afixe, oops, o monty, rectius, com manias persecutórias esquizofrenicas
Afixado por aeris em 30 de agosto de 2004, às 19:49
Este não é mesmo a aeris.
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 20:10
pois nao fui eu, nao...
Afixado por aeris_the_real_one em 30 de agosto de 2004, às 20:12
Bernardo,
Estáss a confundir tudo. Não comparei o fumo ao aborto, a não ser para salientar o absurdo que é um ministro dedicar-se a preencher os vazios da lei a seu bel-prazer.
Entendeste ou ainda te parece "patético" e, portanto, precisas de um desenho?
Não há, naturalmente, nenhum preconceito contra os fetos. Há, isso sim, é uma série de disciplinas científicas que estudam o desenvolvimento fetal do ser humano e que sabem que o sistema nervoso central- parte fulcral de tudo o que nos torna humanos - demora o seu tempo a começar a funcionar...
Andam por aí documentos muito interessantes - e mesmo oficiais, no caso do RU- sobre este tema.
Afixado por O Holandês Errante em 30 de agosto de 2004, às 20:32
Bernardo,
Esses exemplos que citas em nada retiram propriedade à minha "extensão". Nem vejo qual o problema delas!
Eu tenho acesso, em casa, a canais do Sudão, da China e sei lá mais do quê. No tempo do Saddam, achas que o Estado me devia ter impedido de ver a TV do Iraque? E que tal um bloqueio electrónico? Absurdo, não é?
Como é lógico, claro que existem sites desses por todo o lado, incluindo Portugal. Naturalmente, ainda ninguém teve a ideia macaca de perseguir os seus autores.
Afixado por Luis Rainha em 30 de agosto de 2004, às 20:37
Luis, a tua extensão é ridicula a partir do momento eu que não perfilho o material extendido. Não o subscreveria. Portanto, não faz sentido, nem lhe reconheço legitimidade. E com propriedade o digo, porque fui eu o autor do material original.
Afixado por Monty em 30 de agosto de 2004, às 22:57
Naturalmente, é 100% indiferente para a questão que "autorizes" o meu uso da tua teoria. Essa era mesmo a maneira mais fácil de saires do buraquito em que te enfiaste, não era?
É claro que não "perfilhas," porque só agora reparaste no monstro que o teu argumento gerou e não te apetece mesmo nada vê-lo a chamar-te "papá" pelo passeio afora...
Afixado por Luis Rainha em 31 de agosto de 2004, às 10:59
Ok. Faz então as extensões que entenderes que eu cá estou para as aceitar todas.
Afixado por Monty em 31 de agosto de 2004, às 11:19
