« “Sete Palmos de Terra” | Entrada | Mortos : 100.000 »

agosto 31, 2004

Para pensar

Porquê? Porque será que O número de candidatos aos cursos das academias militares
voltou [....]a exceder largamente o número de vagas abertas

Que na Força Aérea para 47 vagas surgissem 711 candidaturas, para mim faz sentido. O curso de aviador, tem um certo fascínio, mais tarde talvez possam passar para a aviação comercial, e é uma boa entrada. E, vá lá, a Marinha também entendo. Candidaturas 543 para 79 vagas. Imagino que motivos idênticos. Agora para o exército, na sua expressão mais clássica, haver 1.191 candidatos? Para 99 vagas? O que levará a nossa juventude a procurar uma carreira militar, faz-me mesmo pensar. Bem sei que há falta de saídas profissionais, mas também não é caso para tanto!

Afixado por Emiéle em 31 de agosto de 2004, às 02:44

Afixadelas

não percebi o que tem contra o exército português. eu servi o exército português e tenho muito orgulho disso. toda a experiência foi muito enriquecedora ao nível pessoal: da formação cívica à organização pessoal foram muitos os aspectos que eu melhorei nesses tempos. é triste que hoje em dia as pessoas olhem as FA com tanto desprezo.

Afixado por bruno em 31 de agosto de 2004, às 10:20

Olhe Bruno, não sei porque achou "desprezo" naquilo que escrevi. Que se faça a tropa e lá se aprendam coisas, não tenho dúvida. Que até seja útil a disciplina, para certos jovens que nunca a tiveram, estou plenamente de acordo. Agora estranhei de facto que se queira fazer disso uma profissão para toda a vida. O próprio Bruno, gostou, passou por lá mas não ficou...

Afixado por Emiéle em 31 de agosto de 2004, às 10:58

Olha, eu cá desprezo profundamente as nossas Forças Armadas, sobretuudo o Exºército. E passei lá dois anos, como miliciano. Sujeito a uma cambada de inúteis e incapazes que, mais que provavelmente, foram para a Academida por se saberem incapazes de singrar num meio competitivo e aberto. Ali, há emprego certo, promoções garantidas, ensino gratuito, estágio pago, sei lá...
Tu sabes, Emiéle, o que é um coronel? É um cadete que não morreu!
Há muita gente desejosa de viver assim.

Afixado por Luis Rainha em 31 de agosto de 2004, às 11:15

Acho que generalizas muito, Luís. Também é verdade que nunca passei por lá, e se calhar tenho ideias feitas. Mas, por profissão, conheço muitos miúdos e adolescentes, alguns, andam no Colégio Militar e os sentimentos que exprimem são de "profunda confusão" e ambivalência. Gostam muito da camaradagem e espírito de grupo, mas vivem espartilhados, e passam o tempo a imaginar modos de fugir ao espartilho ( e conseguem de formas muito interessantes que não vou aqui denunciar...)
Mas voltando ao início do post, por mim também acredito que o que leva os jovens a ir para esses cursos é mesmo a falta de emprego noutros sectores.

Afixado por Emiéle em 31 de agosto de 2004, às 11:25

Só mais uma coisa, Luís - e desta vez é para te dar razão:
Apesar de fazer confusão das patentes todas e trocar a hieraquia, eu sei que os superiores tratam os que estão para baixo por "nosso" e os que são inferiores tratam os chefes por "meu". O Alferes diz "o meu coronel", e o capitão diz "o nosso cabo". Que raio de coisa"!? Tem um certo ar de "servos da gleba"- então os dos postos inferiores são de todos??? "NOSSO"???

Afixado por Emiéle em 31 de agosto de 2004, às 11:31

Vocês vâo ver que com a falta de emprego ainda vão surgir de repente uma data de vocações sacerdotais tambem.Aliás fenomeno nada novo.a.B.

Afixado por A.B. em 31 de agosto de 2004, às 11:34

Oh, AB, só tu!!!!
E não é que és capaz de ter razão?? Sabe-se lá. Também é emprego garantido.

Afixado por Emiéle em 31 de agosto de 2004, às 11:35

Uma coisa vos digo, se me tivessem obrigado a cumprir o serviço militar obrigatório teria emigrado.

Mas quem é que aguenta ser mandado por uma cambada de inúteis, sem educação e que se julgam os maiores?

Existem gostos para tudo é certo, agora eu não tou para aturar gente parva.

Se vão começar a criticar os meus argumentos, experimentem visitar apenas um dia, o sítio onde se realizam as inspeções militares e depois falem comigo.

Afixado por cachucho em 31 de agosto de 2004, às 13:25

Eu sei!! Claro que o sentido do meu post ia nesse caminho, mas aceito que o Bruno tivesse tido uma boa experiência. Não se esqueçam de que agora o tempo são 4 meses. É bastante diferente de 2 anos... E ele pode ter sentido a tal camaradegem, que é gratificante.
Dito isto, está fóra de questão que estou muito mais perto de vocês. Eu cá nunca apreciei fardas...

Afixado por Emiéle em 31 de agosto de 2004, às 14:00

BlogRating online