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agosto 31, 2004

“Sete Palmos de Terra”

Quando passou na TV, por motivos vários, não consegui ver senão 2 ou 3 episódios desta série. Os que vi fizeram-me ter pena de não a ter seguido como devia e agora mão amiga emprestou-me para as férias os cinco DVDs com 13 episódios. E a verdade é que os vi de enfiada, só ia parando para deixar “arrefecer” o leitor de DVD, que ao fim de algumas horas estava tão quente que receei que se estragasse... Foram quase sete horas. Uma maratona.
Só para confirmar que é uma magnífica série. Excelentemente interpretada, e com vários temas, qual deles o de maior interesse. Claro que o tema-base só podia ser a Morte, uma vez que é a história de uma família cujas várias gerações se dedicam à profissão de agentes funerários. Mas afinal trata-se é de Vida. Uma personagem no último episódio pergunta “Para que existe a morte?” e é-lhe respondido “Para a vida ter valor.” O que tem todo o sentido.
E se cada episódio começa com uma morte, ela torna-se familiar, até porque nestes funerais os corpos são embalsamados e isso é um trabalho onde tem de existir distância, para se manter a saúde mental. E na família centro da história, os problemas focados são da maior relevância e actualidade. A mãe de família, bem comportada, dona-de-casa exemplar, que já com mais de 50 anos teve um affair de que se culpabiliza profundamente. Mas com a morte do marido volta a viver e a sentir-se desejada e bem consigo. O filho mais novo, gay escondendo-se e vivendo o seu caso com muita vergonha. O irmão mais velho que só volta a casa porque o pai morre e tinha a dor de pensar ter sido uma decepção para ele... Rapaz de ligações leves, que se desinteressa pelas mulheres quando elas correspondem, só desejando o que não tem, até ter encontrado “a tal”. E esta “tal”, figura sensacional, filha de 2 psiquiatras ( muito maltratados, os pobres!) mulher cheia de força, que suporta o peso imenso de uma família de doidos. A irmã adolescente, jovem criada numa casa que é simultaneamente uma Agência Funerária, casa onde na cave, muito asséptica, se fazem os embalsamamentos. E todos os romances cruzados dos diversos namorados – os gays, o adolescente apanhado pela droga, os homens de meia-idade – é um painel interessantíssimo do nosso tempo.
Bom, se a TV voltar a passar, não percam a série. É mesmo excelente.

Afixado por Emiéle em 31 de agosto de 2004, às 02:20

Afixadelas

Emiele
Dá gosto emprestar-te os "Sete palmos de terra", primeiro pelo prazer q te deu, mas depois pela boa síntese q fazes. É certo q é belíssimo, reparaste certamente na escrita, nos diálogos, na música, etc, etc. Sei q tb vai ser posta à venda a 2ª série, e q nos EUA está em exibição a 3ª, com qualidade semelhante. Aguardemos (impacientemente!).
A.C.

Afixado por A.C. em 31 de agosto de 2004, às 09:02

Pronto, careca à mostra. Realmente "a mão amiga" foi a tua...E assim, publicamente disse muito em resumo o que senti, mas depois falo contigo. Nem sabia que havia uma 2ª série, embora o esperasse ( aquele final fica em aberto) e desta vez compro eu e empresto-te!
É verdade que ficou muita coisa por referir ( e que tu não notasses a música!) mas isto era um post... Queria dizer o mínimo mas dar uma ideia. Oxalá o conseguisse. Um abraço, e obrigada!

Afixado por Emiéle em 31 de agosto de 2004, às 09:26

Bom dia!

Gostei da entrada! Gostei de ter sido lembrado de sete palmos agora no fim de Agosto! .... A sintese está boa e acompanha a qualidadee do que foi visto! De facto, aquilo é mesmo sobre a vida!
Vi primeira serie quase toda, a segunda já nao fui capaz de seguir... (a ver se arranjos DVD´s... já agora onde os conseguiram?

Abraço,

Joao Gomes, fã de sete palmos, leitor do afixe e editor do blogue vistasnapaisagem!

Bom mês de Setembro!

Afixado por joao Gomes em 31 de agosto de 2004, às 10:00

Olá João! Vá aparecendo e já agora deixe ficar um sinal, é sempre bom sabermos que somos lidos. Pelo menos eu fico toda contente quando me dizem que passam pelo Afixe. E vou espreitar o "vistasnapaisagem" com mais frequência.
Este conjunto de DVDs (vêm dentro de uma embalagem de cartão) há na FNAC. Pelo menos havia...

Afixado por Emiéle em 31 de agosto de 2004, às 10:53

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