« agosto 2004 | Entrada | outubro 2004 »
setembro 30, 2004
O QUÊ ?!?!?!
Desculpem...
Mas que exagero !
Afixado por Emiéle às 22:55 | Afixadelas (12)
No país das maravilhas
Dez mil euros são dois mil contos. Repeti para mim mesma esta frase porque estava a achar que havia qualquer coisa de estranho. Porque, para ser por ano era pouco mais que duas vezes o mínimo nacional. Impossível. Claro que por mês também não podia ser... Fui ver melhor.
O artigo estava ali Era mesmo por mês. E não era pago por uma empresa, ou seja, tinha sido mas agora ficamos a saber que "os membros do gabinete [.......] gozam da faculdade de optarem pelas remunerações correspondentes aos cargos de origem, que serão suportadas pelo orçamento da Presidência do Conselho de Ministros".
Muito bem. A tarefa que este senhor exerce e que tanto vai beneficiar o povo português, não está ligada à saúde, nem à educação, nem ao trabalho, nem à segurança social, nem a transportes e estradas, nem à habitação, nem à cultura, uff... Já chega. Se ninguém adivinha tenho de dizer: é assessor para a área da comunicação do senhor primeiro-ministro.*
*Devo dizer que a notícia talvez me tenha feito mais impressão por ter sabido hoje que um salário simbólico de 50 € tinha sido retirado a uns jovens com deficiência de uma instituição do estado, porque não se pode gastar dinheiro. Aquilo era um estímulo para os ajudar a acreditar que estavam a ser úteis. Tudo junto era uma insignificância, mas tem de se cortar em tudo. Vê-se...
Afixado por Emiéle às 22:30 | Afixadelas (6)
Casas, rendas, e outras coisas mais
Agora que vem aí a tal lei das rendas, há muito quem pense que se a sua renda subir para um nível que seja igual à amortização de uma casa nova, então venha a casa nova. E daí, que tenha interesse o estudo feito pela DECO que parece concluir que a construção cá na terra não é lá grande espingarda. Dizem que «em 32 dos 34 apartamentos inspeccionados foram detectados defeitos graves no edifício, habitação, ou zona envolvente». A parte do isolamento e humidade parece ser um queixa muito frequente, pelo que oiço. Mas se ainda querem “zonas envolventes” também se está a exigir muito! Mas quais zonas envolventes? Elas existem, é claro, cada edifício é envolvido por o que lhe está à volta, mas em Lisboa é para esquecer. Viva a província.
Afixado por Emiéle às 18:09 | Afixadelas (3)
Cadeias de emails
Vi agora uma referência a uma coisa que já tinha pensado abordar aqui. A inutilidade, para não dizer outra coisa, das cadeias de emails que por vezes chovem nas nossas caixas de correio. E devo confessar que ao princípio participei alegremente nessas divulgações. Foi quando um dia recebi de volta, uma coisa que tinha mandado já há um ano a pedir uma transfusão de sangue quando, a essa hora, o necessitado já teria morrido, e outra para salvar uns cachorrinhos que também quando voltou a mim já deviam estar do tamanho de burros, que entendi que aquelas coisas circulavam indefinidamente pela net. E de desconfiança em desconfiança vim a encontrar autênticas vigarices. E outras que só se podem chamar partidas de mau gosto, como um que andou anos por aí, dizendo que determinado Banco, era tão generoso que tinha umas vagas para pessoas com deficiência. Uma amiga assistente social, falou para lá muito interessada, e iam-lhe batendo! Estavam fartos de telefonemas daqueles e de repetirem que não havia vaga nenhuma, nem nunca tinha havido! E depois os avisos tipo “mitos urbanos” – se lhe derem um perfume a cheirar pode ser clorofórmio para a roubarem; antes de se sentar no metro olhe para o assento porque pode ter uma agulha infectada com sida; não deixe uma janela aberta que há gatunos que descem do telhado... Eu sei lá. E não só as coisas são tontas como à medida que se divulgam, se não há cuidado vão-se passando os endereços que é o que muita gente quer. É mesmo de ter cuidado!
Afixado por Emiéle às 17:55 | Afixadelas (4)
O Post e o Blogue do momento!
Lentamente, muito devagarinho e como não quer a coisa, houve um blogue que começou a fazer parte das minhas leituras diárias obrigatórias, Já aqui falei dele, As Ruínas Circulares, do João Pedro Costa. Hoje dei lá com esta pérola. Um verdadeiro policial onde o criminoso (eu não tenho dúvidas) pede meças ao Hannibal!
Começa assim:
"Esta noite, quando a Manela e eu chegamos a casa dela (a formação correu lindamente, thanks for asking) tivemos uma surpresa desagradável. Jazia no chão, partido em bocados, um belíssimo prato pintado pela Amanda Passos. A Manela ficou em estado choque e disse
- Ó.
e eu, claro, tentei reconfortá-la invocando o facto de ela possuir mais dois belos trabalhos da dita pintora (funcionou) e de, pelo menos, o prato não ter caído na cabeça de ninguém (aqui, nem por isso). Como é óbvio, após o nosso choque inicial (a Manela gosta muito da Amanda Passos e eu gosto muito da Manela), tentamos apurar o que teria sucedido. Inspeccionámos o prego da parede onde o prato estava exposto, avaliámos a distribuição dos móveis pela sala, analisámos um jogo de xadrez interrumpido (de qualquer forma, as pretas sofreriam mate em duas jogadas), medimos a temperatura ambiente e, como é óbvio, procurámos impressões digitais. A conclusão da Manela apontava para uma conjuntura em que a inevitabilidade da lei da gravidade de Newton se aliava à duvidosa qualidade do prego comprado no Aki: numa palavra, azarito."
Agora, vão lá ler o resto.
Afixado por Rogério C. Pereira às 12:46 | Afixadelas (7)
Political compass (versão portuguesa: Ediberto Lima)
Já aqui há tempos tivemos a versão inglesa deste teste. O Público apresenta-nos agora a versão portuguesa. O meu resultado é o habitual que, claro, não me convence!
Esquerda libertária - o que quer que isso seja (coordenadas: Esquerda/Direita: -6,12; Autoritarismo/Libertarianismo: - 2,21. Um pouquinho acima do Nelson Mandela.
Afixado por Rogério C. Pereira às 12:07 | Afixadelas (9)
Nada de novo
Hoje não vou escrever as notícias matinais. É que, sinceramente, na voltinha pelos jornais que costumo folhear não encontro nada de novo... Não vou falar do Porto e Chelsea. Nem da lista de colocação de professores e o atraso do ano escolar. Nem de novo dos impostos (recebi ontem a devolução do IRS, ou seja emprestei, à força, ao Estado o que me faz muita falta). As italianas estão em casa. Dos franceses ainda não se sabe. Bush continua à frente nas sondagens. Blair já fez o seu discurso, sem surpresas.
Ná... Vou esperar por alguma coisa de novo.
Afixado por Emiéle às 06:07 | Afixadelas (4)
setembro 29, 2004
«Adoecer e fumar faz bem ao défice»
Neste momento já estou um bocado baralhada e não sei se foi esta crónica a que ouvi de manhã na Antena 1. Se não foi podia ter sido, que também tem muita graça.
«Na sua genial campanha para tornar mais justa a sociedade portuguesa [......]o primeiro-ministro descobriu que os ricos passam a vida nos hospitais públicos, pelo que os vai fazer pagar mais pelas doenças que tiverem. É claro que há ricos a dizer que já pagam mais impostos que os pobres, precisamente para que por essa via se faça a redistribuição da riqueza na sociedade. E outros a afirmar que quem vai pagar mais nos hospitais públicos não são os ricos em geral, mas apenas os ricos que estão doentes - ou seja, quem fica doente é duplamente penalizado, porque ficou doente e, além disso, porque paga mais porque ficou doente. Por outro lado, como se sabe, estes ricos são os que pagam impostos porque trabalham por conta de outrém (são os mesmos que subscrevem os PPR e por aí fora), o que não quer dizer que sejam verdadeiramente os mais ricos do país, mas os que pagam mais impostos, porque a eles não podem fugir» ........ A crónica completa está no link. Divirtam-se !
Afixado por Emiéle às 22:55 | Afixadelas (2)
Fátima chocada com o Vaticano
A Sôdona Fátima, nossa leitora assídua, enviou-nos agora um mail onde revela estar chocada com o Vaticano por este estar chocado com ela. Logo ela, que não fez nada para chocar ninguém, pois que até ainda está intacta.
Assevera-nos, a Dona Fátima, que não conhece esse senhor de lado nenhum e que hoje até deixou de comprar o 24 Horas para poder adquirir o Correio da Manhã, jornal muito mais difícil de ler porque tem menos imagens. Tudo, para tentar perceber porque raio estava o "estrangeiro dum camandro" (sic) chocado com ela.
O Afixe partilha do choque da Dona Fátima. Também não entendemos porque raio o Vaticano está chocado com Fátima.
Agora a sério: ainda se o Papa fosse outro, com uma política menos dada ao ecumenismo...
Afixado por Rogério C. Pereira às 19:34 | Afixadelas (15)
Os maluquinhos da blogosfera!
Como qualquer cidade que se preze, também a blogosfera, pequena cidade virtual que é (e onde todos julgam que se conhecem), tem direito aos seus maluquinhos da terra.
Uns que que já toda a gente sabia que não tinham os cinco alqueires bem medidos. Tipos que até me divertem.
Tipos com uma imaginação encantadora. Um encasquetou, agora, que o ando a perseguir pela blogosfera. Em discurso directo, pá: desde que não marres muito, podes continuar assim. Já ninguém te liga e todos te dão o devido e merecido desconto. Agora um pouco a sério e numa linguagem mais acessível: eu não querer saber de você, rapaz. Percebeu? Não me interessa quem és, o que fazes, de onde vens ou para onde vais. Mas por favor, não pares com os mails alucinados onde me avisas de teorias da conspiração contra mim. Pura e simplesmente fantásticos!
A última, e que muito me divertiu, foi uma mensagem deste ou doutro fulano (eles multiplicam-se), num bloguezito de de trazer por casa e onde cheguei por causa de um tracKback que aqui se fez, em que se ameaça: "queres q mostre ao adolfo aquilo q sei de ti?".
Entrei logo em pânico, como podem imaginar. Ele, que me conhece os podres todos (note-se que nem sequer imagino quem seja o fulano), vai dizer ao Adolfo, quem quer que este seja este, também, o que sabe de mim. Tremo!
Agora temos mais outra novidade - ou será o mesmo? Veio aqui ao Afixe, deu uma marradela e acabou numa loucura pegada!
A uns e outros, um grande bem-haja por existirem. O meu quotidiano, sem as vossas taras e manias, seria muito menos interessante!
Afixado por Rogério C. Pereira às 17:52 | Afixadelas (22)
GRRAUUGH!!
Venho anunciar-vos que, de acordo com as mais recentes avaliações, sou uma radical perigosa!
Sim, é verdade, tenham cuidado!! Ou melhor, tenham medo, tenham muito medo!!
Mas parece-me que é melhor explicar…
Ontem tive o jantar mais surreal que já tive em dias de minha vida. Acreditem, há muito tempo que não me divertia tanto! Puro nonsense!
Aceitei o pedido de salvamento de um colega, e acompanhei-o a um jantar de networking entre advogados administrativos de várias Agências (aqui o pessoal gosta muito deste tipo de coisas...). Bem, vi-me a partilhar a mesa (por acaso num restaurante bastante simpático, na zona de Saint-Gerry: o Fin de Siécle. Recomendável se quiseram provar pratos típicos da cozinha belga, que não mexilhões com batatas fritas, e estiverem acompanhados de pessoas que prefiram comida normal – há um pouco de tudo, o ambiente é descontraído, a música de fundo agradável, o serviço rápido. E fim de parênteses, que já vai longo…) com um grego e um francês, além do meu colega.
Para aí a meio do jantar, quando me debatia bravamente com o meu jambonneux avec moutard à l’ancienne (delicioso, se bem que um pouco pesado), o comensal grego decide tocar no assunto proibido: a mudança do meu caro Zé Manel para terras belgas. Dizia ele que agora com certeza que ia haver muitos mais portugueses na Comissão Europeia, e rematava com a apologia do facto. Nem sei muito bem porquê (deve ter sido da Orval antes do jantar, 10° em estômago vazio), dei por mim a responder-lhe que não achava que isso tivesse nada de bom, que achava que as pessoas deviam ser escolhidas em razão da sua competência, e não por causa de favoritismos relacionados com a nacionalidade.
Perante isto, o engraçado grego lança-se numa acesa defesa do nepotismo - não, não, que digo eu!! Palavras feias… Não é nada disso! Mas é que o trabalho dos políticos é tão difícil, coitadinhos, tomar decisões e impor a sua aplicação. Precisam de pessoas em quem confiem e que acreditem nas suas políticas, para as conseguirem implementar. Como, sabe-se lá porquê, existem por vezes algumas vozes dissidentes em altas posições da administração pública, é normalíssimo que essas pessoas sejam saneadas (oops, cá estou eu outra vez… é este estúpido teclado, hem…), convidadas a sair, portanto, para serem substituídas por pessoas que acreditem nas políticas dos políticos. Deixem-nos trabalhar, não é?
E também é perfeitamente normal que esses mesmos políticos tenham assessores da sua confiança, e secretárias amigáveis, e variados yes men… Afinal, não podem trabalhar sozinhos, não é verdade? E é perfeitamente normal que com os nossos impostos paguemos o salário desses inúteis (ai, ai, cá estou eu outra vez) amigos, uma vez que é uma linha orçamental diferente, estão a ver? É que não são posições permanentes, duram no máximo uns cinco anos…
Há que ser pragmático!!
Embora fascinada com a brilhante argumentação apresentada, não pude deixar de dar umas, enfim, achegas…
Resultado, em menos de meia hora, estava definido que sou uma radical perigosa (sim, ele disse isto). Aliás, ele até me achou piada, mas achava que eu era boa era na tropa (sic)!
Fiquei deliciada, como podem imaginar!
Mas o ponto alto da noite foi quando, depois de uma brilhante associação com profundas raízes freudianas, o grego se vira para mim, exsudando confiança e verve, e me pergunta, ou melhor, afirma: “you’re not married, right?”
Fascinante! Depois de tanto ter pensado em gastar dinheiro num terapeuta que me explicasse o meu cruel destino com os homens, chega este mensageiro de clareza e brilhantismo e resolve as minhas questões existenciais!
Afinal, já sei qual é o meu problema: sou uma radical perigosa, um tipo conhece-me e fica logo a pensar que vai ser um empecilho no meu brilhante destino revolucionário, pensa que não vai ter estofo para aguentar a fase da guerrilha, e dá automática e diplomaticamente “de frosques”, como se diz em bom português!
Sinto-me muito mais aliviada! O futuro parece-me agora um livro aberto!
Já comecei a fazer planos para a primeira fase da grande revolução que vou iniciar. O primeiro passo já está dado, estou a deixar crescer o cabelo! Começo agora a pensar em meios de mitigar a minha aflitiva ausência de barba hirsuta, mas tenho a impressão que qualquer coisa se há-de arranjar!
O Afixe terá necessariamente de se encaixar no meu plano revolucionário, só ainda não sei muito bem como… Brevemente voltarei com novidades e um manifesto (pois é, o manifesto é essencial, tenho de pensar nisso urgentemente!).
Me aguardem!!!
Afixado por M. Butterfly às 15:31 | Afixadelas (11)
Sampaio on Waves
Parece que o nosso Presidente, e, a ser verdade, será para fazer algum frete aos "amigos-tão-amigos-que-nós-éramos", disse que, a haver novo referendo sobre o aborto, ele próprio sairia à rua para fazer campanha pela despenalização.
Aquando da crise aberta com a saída de Durão, e por mais que me tenha revolvido as entranhas, apoiei a decisão de Jorge Sampaio. Não havia motivos nem legitimidade para não pedir ao partido mais votado para formar novo Governo.
Hoje, mesmo atento todo o despautério governativo a que assistimos diariamente, mantenho a minha posição. Não havia e continua a não haver motivos para dissolver a AR – embora, confesso, o actual (des)Governo pareça andar a tudo fazer para dar tal motivação.
A verdade é que, desde então para cá, Jorge Sampaio parece ter entrado numa lógica de querer demonstrar a todo o custo que continua a ser um homem de esquerda e que se mantém fiel ao eleitorado que diz que o avençou.
Porém, e com esta alegada declaração, hoje ter-se-á atingido um qualquer cúmulo da insensatez. Um Presidente da República, na rua, de cartaz em punho é demasiado surreal.
Haja decoro, caramba.
NOTA – Ainda não consegui confirmar que o Presidente tenha dito tal coisa. Deve, por certo, ter sido um lapsus auricularis de quem me disse ter ouvido!
NOTA: OK, esta foi na onda do "não aconteceu mas podia ter acontecido", o que me dá algumas ideias. Lançar um jornal de notícias falsas, à sexta-feira, com o DN. Podiamos chamar-lhe Inimigo Diário. Original!
Agora a sério: afinal foi mesmo lapso. Parece que o PR se referia, isso sim, ao referendo sobre a Constituição Europeia. No entanto, mutatis mutandi, mantenho o que disse. Só tiro é o vestido à fulana...
Afixado por Rogério C. Pereira às 15:27 | Afixadelas (9)
The king of the world!
Afixado por Rogério C. Pereira às 12:57 | Afixadelas (11)
Guten morgen!
Cá estou eu de volta, depois de uma semana fascinante por terras alemãs. Como devem calcular, a língua de Goethe e Schiller já não tem mistérios para mim – excepto, claro, aquela coisa dos artigos definidos (der, die, das): os tipos têm um neutro, até aí tudo bem, os ingleses também… Mas não podiam ter regras normais como os ingleses, para quando o utilizar… Não, seria demasiado fácil!!!!
Assim, perante qualquer palavra, por mais inocente que pareça, há sempre que desconfiar… Pode ser um perigoso neutro disfarçado de um feminino ou masculino que seriam lógicos em qualquer língua menos a alemã!
Mas pronto, já me resignei a falar à camone – Queria uma café e uma pãozinho, se faz favor! E o conta!
Não será grave! Até pode ser que os nativos achem piada e consiga fazer amigos… Embora me pareça que não deve ser difícil fazer amigos na Alemanha, tendo em conta as quantidades astronómicas de cerveja ingeridas. Depois de décima segunda penso que nem eles conseguirão falar a sua bela língua, o que criará sem dúvida uma plataforma de entendimento comum entre nós.
Estou muito optimista!!
Entretanto, já tenho alguns segredos a partilhar convosco, direitinhos da verve impressionante do meu professor de alemão: saibam que, se algum dia dirigirem os vossos ossos na direcção de Colónia, sabe-se lá com que desígnio estranho (ele há malucos para tudo!), e se lembrarem de entrar numa cervejaria (coisa difícil será esquecer, tendo em conta que por lá pululam em maior quantidade que cogumelos nas Ardenas), a bem da vossa segurança física devem automaticamente pedir uma Kölsh. Os habitantes de Colónia são muito sensíveis em relação à sua cerveja típica, e pode ser perigoso pedir outra coisa qualquer… E quando vos trouxerem um copo de cerveja que parece estar morta há algumas horas, não reclamem! É mesmo assim… Os tipos têm um método de fermentação qualquer esquisito que faz com que a cerveja não tenha gás. Mas não se preocupem… uma pessoa habitua-se facilmente a beber aquela espécie de água chilra!
Brevemente voltarei com mais informação sobre como não cometer suicídio social oferecendo o tipo errado de Kölsh aos convidados!
É que ele há regras, meus amigos, e firmes!
Afixado por M. Butterfly às 11:05 | Afixadelas (9)
Gordos, porquê e como?
Vamos ver: Seis em cada dez ( ! ) , é muita gente!
Seis em cada dez portugueses são obesos diz este estudo.
Claro que isto parece uma grosseira contradição quando se fala no “apertar do cinto” ( já a metáfora é sugestiva) e na baixa de rendimentos com que nos debatemos. Contudo acho que este estudo merece um pouco de reflexão. Porque o alimentar-se bem é exactamente fugir à obesidade. Isto dizem os especialistas. É gordo quem come mal. A alimentação actual, com muitas gorduras, com muitos doces, faz engordar em excesso já se sabe. Preocupa-me um pouco ver os nossos miúdos a comer pacotes de batatas fritas, refrigerantes e doces e a viciarem-se nessa alimentação. Mas para além de toda a publicidade, que é eficaz como lhe compete, a verdade é que a alimentação correcta até é cara e dá muito mais trabalho a fazer como se sabe.
Mas tudo depende muito da informação que se recebe, e sem querer desculpar alguns erros graves, a verdade é que muita gente não anda mesmo informada. Para além das “modas” claro.
Afixado por Emiéle às 08:39 | Afixadelas (2)
Conselho
Amigos, oiçam "O Veredicto" notas políticas de Nicolau Santos, nas manhãs de 4ª feira, na Antena 1. Aí pelas 8 e 20. Mais uma vez, acabo de o ouvir e achei magnífico.
Afixado por Emiéle às 08:27 | Afixadelas (4)
As listas aí estão...
... mas continuam com alguns erros.
Também não se podia querer tudo!
Chegaram. Finalmente Listas de colocação de professores estão disponíveis na Internet mas, não virão impecáveis. É natural e de esperar que nesta azáfama haja ainda incorrecções e irregularidades nas listas . E o complicado é que este sistema numa gigantesca cadeia, é pior que um castelo de cartas – não se pode troca uma carta sem desequilibrar a estrutura. Mas vamos fazer figas para que isso não aconteça. Uma terceira vez era demais!

Afixado por Emiéle às 07:00 | Afixadelas (4)
Promessas
Gosto é do título da notícia!
«Bagão Félix PROMETE cortar mais benefícios fiscais nas empresas do que nas famílias»
Para justificar que o tão badalado corte dos benefícios fiscais não é um ataque à classe média, a justificação é de que vai beneficiar os mais pobres por alargar o leque de escalões do IRS. Tudo isto é estranhíssimo. Essa extinção de benefícios fiscais a empresas trata-se de quê? A que tipo de empresas? Com que repercussões? É que há certas frases que atiradas para o ar causam mais confusão do que esclarecimento.
A verdade é que não se tem respondido ás críticas que todos fazem sobre como actuar em relação à evasão fiscal. Essa sim, é que pode ser grossa maquia. Para além de toda a economia paralela que não há quem não a conheça.
Afixado por Emiéle às 06:35 | Afixadelas (5)
E vivam os placebos!
Por esta é que não se esperava.
Vigarice...
Então não é que
«Cerca de metade das embalagens de Viagra que são vendidas através da Internet poderão ser falsas»
Mas funcionava? Então...
Afixado por Emiéle às 06:15 | Afixadelas (3)
Então tinha alguma graça?
A CGTP tem cada uma.
Olha que ideia !
Então propõe a redução temporária sobre o imposto do gasóleo para evitar a subida dos transportes. Deve estar a sonhar alto. Onde é que já se viu reduzir um imposto? Pois se eles vêm aumentando como se vê, de um modo directo ou indirecto, e agora iam reduzir? Cá, reduções só em benefícios. Reduzir impostos? Mesmo temporariamente? Em que país julgarão que estão a viver...
Afixado por Emiéle às 06:15 | Afixadelas (2)
Muito boas notícias
Parece que sempre vale manter a esperança ! Depois das notícias mais sombrias finalmente as « Simonas » italianas foram libertadas.

E até já chegaram a casa !
E também ouvimos e lemos que os mediadores informam que os jornalistas franceses também sequestrados Christian Chesnot e Georges Malbrut "Encontram-se física e mentalmente em bom estado de saúde e depois de falar com eles acordámos que sejam libertados sem nenhum tipo de acordo monetário"
Espero pelo fim para deitar os foguetes, mas agora todas as esperanças são permitidas!
Afixado por Emiéle às 00:07 | Afixadelas (5)
setembro 28, 2004
everyman
Madge Webb
Afixado por afixe às 20:13 | Afixadelas (10)
Vitruvio by Madge
Pedi à Madge para fazer o favor e nos dar a honra de pegar no símbolo do Afixe e fazer um Vitruvio à sua maneira.
Eis acima o resultado! Magnífico, não?
Afixado por Rogério C. Pereira às 20:12 | Afixadelas (2)
Estou cheio de saudades vossas!
* Diz o Gibel, deitado numa cama de rede, debaixo de um coqueiro nas areias do Ceará, beberricando uma caipirinha e picando num vatapá de camarão e lamentando não estar contribuindo para a produtividade do país do Sr. Pedro e do Sr. Paulo.
Afixado por Gibel às 19:10 | Afixadelas (3)
Trabalhar
Não há dúvidas. Já me palpitava mas começo a ter mesmo a certeza – eu sou uma anormal. Esquisitoide. Acabei de ler o Filipe Moura e, sobretudo com os comentários, fiquei tão envergonhada que nem deixei lá nada escrito. Porque o post referia que “os franceses trabalham pouco e não gostam de o fazer” tendo como corolário que os outros povos também não porque, digamos assim, “ o trabalho não é para se gostar”.
É onde começa a minha esquisitice. É que eu gosto disso. Claro que também aprecio as férias, isso é certo. Quando se aproximam fico numa excitação, só penso nelas. E gozo-as bem! Gozo-as até ao último minuto, o que não acontecia quando era estudante, que às tantas já pensava “Bolas, tantas férias, estou ansiosa por estrear os cadernos novos, ver quem são os professores, rever os colegas, saber que matérias novas vou ter”. Mas isso já lá vai. Agora tenho menos dias, e eles sabem muito bem. Mas... gosto bastante do meu trabalho. Atenção, há dias e ... dias. Nem SEMPRE isso acontece, também me acontece prever que o dia vai ser complicado ou chato e ir para lá como para o cadafalso. E outros em que fico cansadíssima e me apetece atirar tudo ao ar e sair mais cedo. Falo na generalidade, e aí com sinceridade, o trabalho dá-me prazer. É bom que me paguem por esse prazer, isso é verdade. É estimulante receber um ordenado, mas tenho de confessar que aprecio o que faço, e no caso do tal imaginado totoloto, creio bem que o continuaria a fazer. Anormal. Mas cheia de sorte.
Afixado por Emiéle às 18:11 | Afixadelas (11)
'O Código Da Vinci' desmascarado

Os media têm coisas engraçadas.
Durante os últimos meses, tenho tentado desmascarar o embuste Dan Brown, com relativo insucesso. A grande percentagem das pessoas que leram as minhas críticas reagiram de forma muito negativa. Muitos rotularam-me de "padre Motta", ou "supranumerário Motta". Porque eu era uma voz isolada, poucos ligaram. Muitos insultaram. A certa altura, referi o artigo do Nouvel Observateur. Isso gerou algum gelo nos contestatários, mas, enfim, era um artigo em francês. Uma língua difícil para o tuga. Poucos leram. A treta continuou.
Esta semana, a Visão, em colaboração com o Nouvel Observateur, trouxe-nos um artigo bem apresentado, bem trabalhado, bem traduzido. Finalmente, num periódico de grande leitura, uma apresentação correcta e relativamente completa sobre este grande embuste.
Pela primeira vez, vem lá tudo: Pierre Plantard, o seu passado anti-semita, as suas associações pseudo-cavaleirescas, as suas falsificações dos "dossiers secretos", as suas amizades. A desmontagem é potente. E atinge um público considerável aqui em Portugal.
Certamente que agora as vozes contestatárias (pelo menos aquelas de Portugal, que leram a Visão), irão começar a desaparecer. Para nos dar alguma paz e descanso.
O que me entristece é que é preciso que isto venha numa revista como a Visão para que se acredite. Hoje em dia, mais que o discernimento crítico, mais que a pesquisa pessoal, mais que o bom senso, mais que a cultura geral, o que vence sempre é a letra mediática. É o que vem nas revistas, nos jornais.
Desta vez, dou total apoio à Visão, pela sua iniciativa em prol da verdade. Mas porque é que é preciso uma revista semanal dizê-lo para que, finalmente, as pessoas se dêem conta de que tudo isto é um embuste, e uma história sinistra?
Que poder impressionante, o dos media...
Afixado por Bernardo Motta às 09:36 | Afixadelas (94)
Pobreza e sondagens
Ora se em 2000 um quinto dos portugueses vivia com pouco mais de 280 euros se há quase 3 anos não há aumentos, ou os que existem vêm abaixo da inflação, e o desemprego é o que se sabe, as contas são fáceis de fazer.
Dizem que «mais de um quinto da população portuguesa (estimada em cerca de dez milhões de pessoas) não tinha capacidade de comer uma refeição de carne ou peixe de dois em dois dias, não dispunha de banheira, chuveiro ou retrete em casa, nem possuía bens de consumo como um automóvel, televisão ou telefone». Já se vê que esses não entram nas sondagens que se fazem. Pois se não têm telefone.
Afixado por Emiéle às 08:44 | Afixadelas (5)
Andamos a dormir mal
Não é novidade. Nem podia ser de outro modo: para quem felizmente trabalha, tem de se levantar relativamente cedo conforme o local onde mora dista muito ou pouco daquele onde trabalha. Mas, mesmo na melhor das hipóteses, depois das 7 não será. Higiene, pequeno almoço, cuidar dos filhos quando os há, transporte e estar pelas 9 no seu trabalho, duas horas não é demais. Se virmos as horas a que se passam os programas de TV, calcula-se que antes da 1 ou 2 horas da madrugada não se esteja a dormir. Portanto 6 ou 5 horas de sono. É mesmo pouco!
A DECO/Proteste diz que metade dos portugueses dorme mal .
Não seria de alarmar se não fosse o saber-se que muitos destes mal-dormidos andam por aí a conduzir. Porque lá o mau aspecto, vá lá. As dores de cabeça, paciência. A irritabilidade, é lá entre eles e os amigos. Mas a condução, ai, ai. Ponham lá mas é o sono em dia!

Afixado por Emiéle às 08:00 | Afixadelas (4)
Comissões de Protecção de Menores
As famosas "Cêpêcêjotas", como são conhecidas na gíria do meio, nasceram de uma excelente ideia e, como muito do que se passa na nossa terra, a teoria era uma coisa e a prática outra. Raramente se fala no seu trabalho, quando se fala é por erros e infelizmente neste campo quando o erro chega à comunicação social é erro grave. Foi há tempos, no norte, a criança que estava numa Instituição e foi entregue à família vindo a morrer dias depois, e é hoje no sul o mediático caso de Portimão, onde aparentemente a acção da CPCJ foi apressada. Fala-se agora que o Ministério Público deveria estar representado nas Comissões Já o esteve. Tanto quanto sei, de início essas Comissões integravam cerca de 10 pessoas (representantes da Autarquia, da Segurança Social, dos Serviços de Saúde, das IPSS, das Associações de Pais, da Polícia, técnicos de diversas áreas, como psicologia, etc) A verdade é que eram tão grandes que se tornava difícil reunir tanta gente e até entre si encontrarem tempo para se trabalhar em conjunto. Por outro lado se actualmente existem 245 dessas comissões, por todo o país, isso implica naturalmente milhares de técnicos que se repartem em diversas outras funções. Seria necessário alguém com muita firmeza e espírito organizativo para coordenar semelhante exército. Com a escolha de Dulce Rocha para essa função até parecia que se pretendia que as coisas não andassem. Ela será uma boa curadora de menores, mas
para estas funções era necessário um perfil que está muito longe do seu.
Portanto a concepção das CPCJ é correcta. A sua prática é o que se vê ou se adivinha. Estes casos são os que a imprensa destaca mas naturalmente que no dia a dia tem de resolver, sob pressão, milhares de casos, que naturalmente nem sempre se resolvem da melhor maneira. Não vamos partir numa caça à culpa, mas seria importante repensar os moldes em que as CPCJ estão a funcionar.
Afixado por Emiéle às 07:10 | Afixadelas (7)
“O estado da saúde” no PRÓS E CONTRAS
O programa “Prós e Contras” quando leva temas de interesse tem sempre o defeito de ser demasiado ambicioso para o tempo de que dispõe. Ainda ontem, no final, a jornalista condutora do programa concluiu que não tinha conseguido “meter o Rossio na Betesga”. Pois não. A Saúde é um tema tão vasto, mas tão vasto, que mesmo uma série de 3 ou 4 programas não seria suficiente.
A “vedeta” era o ministro da saúde. Vedeta pelo tempo que foi focado, não pelas respostas que deu, entenda-se. Bem sei que estava numa posição ingrata, mas as respostas que foi dando estavam de acordo com o seu permanente sorriso, vazias! O senhor sorriu quase todo o tempo e a sua cara foi focada não apenas quando falava mas mesmo quando eram os outros que falavam, o que lhe dava enorme visibilidade. Até irritante.
No Contra estava Correia de Campos, o que fazia um grande contraste. Porque era patente que este sabia muito mais do que estava a falar do que o ministro L.F. Pereira. Aliás sempre tive pena que o Correia de Campos tivesse estado tão pouco tempo no governo, porque é das pessoas que entende verdadeiramente do que está a fazer. E do mesmo lado estava Carmen Pignateli, que por lá andou bastantes anos, e disse várias coisas de interesse, entre as quais uma verdade enorme, na minha opinião: um dos erros onde todos os governos sucessivamente vão caindo, é que ao mudar um ministro muda-se tudo o que está implementado. O castigador de Sísifo ficaria bem feliz. Sempre fui dessa opinião.
Muitas vezes há estudos já quase concluídos, comissões a funcionar, dados importantes estão a ser trabalhados, mas essa obras é arrumada e começa-se tudo de novo. Como se houvesse uma desconfiança de que tudo o que vem de trás estivesse minado e fosse rebentar. Dificilmente se chega a concluir seja o que fôr, desse modo.
Jogaram a favor do ministro as sondagens. Mas que raio de sondagens! Os números obtidos só podem ser por a amostra ser muito estranha. Porque de acordo com aquilo andamos todos felizes e contentes. E também teve sorte com a reportagem em directo que mostrou uma urgência sem ninguém e o único doente tinha sido atendido em 10 minutos. É certo que há dias assim, mas foi a sorte grande para o lado dos Prós. Naquele mesmo hospital, estive há uns anos com uma senhora de 84 anos que chegou lá enviada pelo Centro de Saúde com uma clavícula fracturada, das 5 da tarde até às 2 da manhã. Nada do que se via ontem.
Os temas de que se queria falar - diferenciação das taxas moderadoras, a gestão empresarial dos hospitais, a reorganização dos serviços de urgência, a eficácia da rede dos serviços de saúde, as listas de espera ou os medicamentos genéricos foram abordados com diferente profundidade porque o tempo não chegou. Falou-se muito das taxas, e aí o lado Prós só teve a seu favor as famosas sondagens. A recolha que se fez a nível dos sistemas de saúde europeu mostrou que mesmo os países que as têm são iguais para toda a gente. Porque a filosofia que justifica a sua existência não é fazer pagar os tratamentos mas “dissuadir” os doentes de recorrerem aos hospitais em vez de Centros de Saúde. Certamente que não se vai querer dissuadi-los de se tratarem. Quanto aos hospitais-empresa falou-se mais por alto do que o assunto merecia. Mas o tempo não chegava. E foi esse o maior defeito do programa – era completamente impossível abordar-se tantos e tão graves problemas numa única sessão. Este modelo não serve. Já noutros temas de interesse o tinha pensado. Ficou com uma abordagem razoável sobre a rede dos serviços onde foi realçada a falta de comunicação entre doente médico, e mesmo entre os diversos médicos. Chocante mas paradigmático, um caso real onde morreu uma mulher jovem, em dois dias, tendo passado por diversos serviços sem lhe fazerem o diagnóstico nem tratamento. Quanto aos genéricos, listas de espera, e mesmo os hospitais S.A. a abordagem foi pela rama que o tempo não deu para tudo. Foi pena.
Afixado por Emiéle às 06:26 | Afixadelas (9)
setembro 27, 2004
E nos paralímpicos...

Afixado por Rogério C. Pereira às 19:00 | Afixadelas (6)
Puta de azia!
Só porque tenho duas actividades profissionais - impostas pelo facto de
pertencer a uma franja privilegiada da sociedade, a tal que tem aqueles PPR e PPH que os bancos vendem com a ajuda do Estado, não pensem vocês que trabalho muito. Limito-me a estar aqui, nas minhas secretárias, uma em cada local de trabalho, a coçar os tomates, a olhar para o ar e atender telefonemas de bancos – por causa do tal cena dos Planos-Poupança (as secretárias são as de madeira, claro!).
E depois, no fim do mês, vou ao banco ver que tal está o meu saldo. É sempre um prazer, Sôtor isto, SôPressor aquilo. Venha para aqui, saia da fila, já viu o novo PPR para franjas privilegiadas da sociedade? Tem que subscrever, agora não tem benefícios fiscais mas coloca quem o subscreve nas franjas da sociedade – nas privilegiadas, claro.
E o meu saldo está cada vez mais em cima. Aquilo é um regalo de ver. Por mais que gaste, e gasto muito, e menos que trabalhe, que trabalho mesmo muito pouco, aquele número não pára de aumentar.
E também por isto entrei para esta coisa dos blogues, que me dá também uns dinheiros extra. E assim me ajuda a engordar os PPR. Como é óbvio para quem me lê, estou a soldo de uns quantos. Tudo malta também das franjas privilegiadas. Claramente, quanto mais visitas tiver este blogue, mais dinheiro eu recebo ao fim do mês – a coisa está indexada às visitas. E, translúcido e transparente, por cada vez que eu disser mal deste tipo, recebo uma viagem à Madeira.
Enfim, vida de privilegiado. Coisas a que se tem acesso por mor de uns códigos especiais que se colocam nas fichas de concurso. De qualquer concurso, de todos os concursos....
Afixado por Rogério C. Pereira às 18:22 | Afixadelas (22)
Violência contra as Crianças
Os recentes e mediáticos acontecimentos de Portimão vieram agitar muitas águas estagnadas. Por um lado os ânimos muito exaltados de pessoas que, com as notícias que iam ouvindo e conclusões tiradas à pressa, poderiam fazer um linchamento com a maior facilidade. E, ouvindo algumas dessas pessoas, poderíamos perguntar como fez o Boss * como é que só agora é que se lembraram de que existiam maus tratos. Por outro, este caso sendo profundamente chocante, é a parte visível do iceberg. Ocorrem ainda, e em países do "primeiro mundo", mais casos do que o nosso optimismo poderia imaginar! Segundo este artigo «não houve necessariamente uma retracção da violência praticada contra os menores mas um avanço da Medicina, que impediu a morte de muitas crianças vítimas de maus-tratos». É assustador. Isto porque os dados dizem que se contam 3.500 casos de morte por maus tratos mesmo em países industrializados.
Para além de um aspecto que não podemos esquecer - a violência invisível, que não deixa marcas físicas. E essa encontramo-la por todo o lado. De casa à escola, entre colegas, até quando se vai a um Centro de Saúde ou hospital. A criança esquecida, ridicularizada, humilhada, abandonada afectivamente, é alguém que sofre e muito. Quantos professores não conheço que embora sem baterem ( é proibido) humilham os alunos de um modo lamentável. Crianças doentes que vão a uma consulta e para além de esperarem horas, são recebidas à pressa, tratadas como objecto. Meninos que no seu grupo de pares são ridicularizados por qualquer diferença ( gaguez, estrabismo) de modo a se fecharem sobre si mesmo e se deprimirem. Tantos e tantos casos...
Ouvido há dias, na boca de uma mãe: "Desde que vocês nasceram que nunca mais tive alegria na vida!" Frase que me disseram, repetida frequentemente. Querem maior violência ?
E esta espiral de violência é gravíssima porque dizem os especialistas que alguém agredido sistematicamente na infância tem mais probabilidades de se tornar, por sua vez, um adulto agressor. Entramos assim em roda livre.

[o Boss deu um esclarecimento, que quando escrevi o rascunho do post ainda lá não estava; mas a essência perdura ]
Afixado por Emiéle às 17:15 | Afixadelas (13)
Lógicas...(II)
Afixado por Rogério C. Pereira às 17:12 | Afixadelas (3)
Lógicas...
Se 23% dos acidentes de trânsito são provocados pelo consumo de álcool, isto significa que 77% dos acidentes são causados por pessoas que bebem água...
Perigosos, esses gajos que bebem água...hein?!
Afixado por Rogério C. Pereira às 17:05 | Afixadelas (4)
Sondagens e mais sondagens
O pessimismo aumenta.
Ou será realismo?
Eleitores PSD menos confiantes do que antes de férias. Se armarmos em Sherlock Holmes, talvez se possa ligar uma causa-efeito. O seja, o “efeito Santana Lopes” que se começa a ver.
Será?
Afixado por Emiéle às 08:27 | Afixadelas (3)
Netdependência
Eu bem sabia! Quanto a este aspecto os estudos já estão feitos, ou seja Falta de acesso à Net pode provocar síndroma de abstinência . OK. Esse estudo está feito e confirmado. E quanto à sub-espécie de abstinência da blogosfera? Será que estar também um tempo sem passar pelos blogs não provoca uma ressaca tão grande ou pior do que esta? Não me proponho para voluntária deste estudo, não!
Afixado por Emiéle às 06:26 | Afixadelas (6)
Acidente estúpido e previsível
Mais uma vez me refiro a um fait-divers, mas parece-me encaixar como uma luva a uma série de grandes disparates que seria sensato corrigir.
Foi noticiado que morreram 3 jovens e estão mais dois em estado grave por um despiste numa corrida de tuning. Ainda fui confirmar se tuning era o que eu imaginava ser. Era. São carros transformados para ficarem mais potentes. Primeira asneira da grossa, uma corrida dessas, que até deveria ser numa pista, decorreu segundo as notícias numa estrada normal onde pelos vistos circulavam outras viaturas. Segundo ponto, de bradar aos céus, o condutor nem carta de condução tinha. Terceiro ponto, não haveria qualquer protecção aos espectadores, pelo que se depreende, muito jovens.
Claro que o carro despista-se contra a assistência e ainda foi sorte a mortandade não ter sido maior. Como é possível ? Um jovem que nem tem carta, ao volante de um carro potentíssimo, a fazer habilidades e corridas aplaudido por uma assistência sem qualquer barreira protectora, tão imprevidente a assistência como ele próprio. Desejos suicidários? Porque este furioso desejo de "viver no limite" tem enormes custos. Ao menos na "roleta russa" só morria um e era o próprio.
Afixado por Emiéle às 06:19 | Afixadelas (7)
Genéricos
Nem de propósito. Estive este fim de semana com uma familiar farmacêutica, que estava escandalizada com a reacção, não apenas dos médicos que não receitavam genéricos como dos próprios doentes, que desconfiavam deles. Explicou-me que muitos achavam que se era mais barato era porque não devia ser tão bom. Algumas das histórias que me contou e não vou agora reproduzir eram autênticas anedotas!
Agora caso existam genéricos com o mesmo princípio activo os farmacêuticos estão contra imposição de medicamentos de marca por médicos . Faz algum sentido. Mas o curioso, que ela me disse é que os genéricos também “têm marca”. E a confusão é enorme, porque há alguns medicamentos praticamente iguais e caros. Depois há genéricos da empresa farmacêutica X, outro igual com o mesmo princípio activo, da empresa Y e ainda o da empresa Z. Acreditam? Ela diz que tem prateleiras cheias, porque tem de ter se algum médico se lembrar de receitar, produtos rigorosamente iguais. Lobbys? Isto passa-se em Portugal, em 2004.

Afixado por Emiéle às 06:17 | Afixadelas (2)
Declaração de Bolonha
Há agitação.
Por um lado os estudantes do ensino superior afirmam que a Declaração de Bolonha "vai excluir ainda mais portugueses". Por outro, um antigo ministro da Educação duvida que * três anos sejam suficientes para garantir formação profissional adequada . Outros, entendidos em educação, deitam água na fervura insistindo que isto não é uma lei, é uma declaração de intenções: «Não é uma alteração muito radical mas será necessário mudar o sistema de bases do ensino superior. Se tudo correr bem, julgo que dentro de dois anos o sistema comece a ser implantado.»
Bom, mas o certo é que com excepção de Medicina, Arquitectura, Direito ou Engenharia Civil, os cursos se passam a ter 3 anos, são bacharelatos. De acordo com Roberto Carneiro, « Em três anos é muito difícil dar uma graduação profissional que permita ao aluno exercer uma profissão, o que só acontecerá num segundo nível» e, como esse segundo grau, o estado já não vai financiar, prevêem-se virem aí algumas economias para o estado .
Contudo, se 26 países concordaram com este sistema, é porque deve haver garantias de que a preparação será adequada. Com a maior franqueza, eu já não percebo nada. E, como creio não ser a única, seria bom que alguém desse uma explicações bem clarinhas sobre este tema.
*[o link para o artigo da Capital mudou de sítio de manhã para agora; não o acho... Desculpem, mas juro que estva lá de manhã!]
Afixado por Emiéle às 05:55 | Afixadelas (16)
setembro 26, 2004
“A vida é um milagre”...?
Muitas vezes assim parece. Se calhar depende dos olhos quem a observa.
Vim agora mesmo do cinema e escrevo sob a impressão causada pelo filme de Kusturika. Excelente.
Para abrir o apetite dêem uma olhadela AQUI , (cliquem em "entrer" mas leva algum tempo a abrir ).
Nem sei o que focar primeiro. O entrelaçar de uma história de amor e guerra, narrado de uma forma inesperada de burlesco e humor quase tresloucado. Momentos de puro non-sense. Uma história que começa com uma burra suicida, insistindo em se postar na linha de comboio para morrer por desgosto de amor mas que, com esse gesto repetido várias vezes, acaba por salvar o protagonista do mesmo fim. Um país em guerra, brutal e violentíssima mas onde o povo vive, coexistindo com ela, como fazendo parte da sua vida ( que de facto é um milagre...). Aliás fica no ouvido a frase: “A morte? A morte não dói nada! O que nos dói é a vida” mas apesar disso a vida brota por todo o lado como uma avalanche impetuosa. Um “Romeu / Julieta” entre sérvio e croata, entre cristão e muçulmana, história quase impossível. E a música? Este filme não seria possível sem a sua música, invadindo tudo, sublinhando os aspectos mais inesperados, inundando o filme. É certo, a vida é um milagre, frase que alguém diz ao ver uns patinhos a sair do ovo debaixo de bombardeamento, assim como depois um bebé nasce nas mesmas condições. Guerra e vida, guerra e amor. Tudo ligado pelo mais inesperado comboio!
Afixado por Emiéle às 21:35 | Afixadelas (3)
Tempos Livres
Eu já tinha uma vaga ideia de que seria um pouco assim. Um pouco. Tanto, tanto, confesso que não! Nove em cada dez jovens gozam Tempos Livres em Centros Comerciais É certo que os Centros Comerciais para além das lojas têm outros centros de interesse : Cinemas, muitos deles; restaurantes, quase todos; e lojas a que poderemos chamar de cultura – livrarias e lojas de discos. Mas só a ideia de um “tempo livre” ser gasto num local onde se “está preso” é em si contraditório... Porque um Centro Comercial é cómodo por ter tudo no mesmo local e, quando se está com pressa, é muito prático. Mas se “o tempo” é exactamente de lazer !? Não se passeia ? Não se vai conversar com amigos, a ver o mar ? E o desporto? E ouvir umas músicas, juntos, em casa de cada um? Sem falar em namorar num sítio bonito e sossegado.
Não tenho nada contra os Centros Comerciais, excepto aos fins-de-semana. Aí, é claro, que só por masoquismo se lá vai. Mas para compras é de facto prático. Pode comparar-se preços num espaço de tempo curto e decidir qual a melhor compra. Numa hora ou duas, podemos abastecermo-nos dos mais variados produtos e ainda ficarmos com tempo livre. Cá está. Com tempo livre para fugir dali ! Para fazer a visita que tínhamos adiado, para ir para casa ler o livro que está em meio, para experimentar a nova receita de culinária, para telefonar à nossa amiga que não vemos há uns tempos, para dar uma voltinha pelas ruas, para voltar a ouvir a musica de que tanto gostamos, ou para não fazer nada! Ficar a sonhar, a brincar com a nossa imaginação.
Agora Tempo Livre DENTRO de um Centro Comercial????
E isto passa-se com 9 entre cada 10 ? ( como as estrelas de cinema que usam o sabonete Lux)
O Obelix achava que os Romanos eram loucos, mas creio que os nossos citadinos não o são menos!
Afixado por Emiéle às 14:41 | Afixadelas (4)
Inteiramente de acordo
Recebi há pouco tempo por FW um texto bem pensado. Ontem vi no blog O Caricas a sua reprodução. É um blog com temas que dão luta, e interessante. Vale a visita. E a verdade é que o publicou antes de mim... De modo que pensei fazer apenas o link para lá, mas a verdade é que tinha recebido o mesmo texto e, sem ofensa, vou mesmo reproduzi-lo.
«Em cada 100 euros que o patrão paga pela minha força de trabalho, o Estado, e muito bem, tira-me 20 euros para o IRS e 11 euros para a Segurança Social. O meu patrão, por cada 100 euros que paga pela minha força de trabalho, é obrigado a dar ao Estado, e muito bem, mais 23,75 euros para a Segurança Social. E por cada 100 euros de riqueza que eu produzo, o Estado, e muito bem, retira ao meu patrão outros 33 euros.
Cada vez que eu, no supermercado, gasto os 100 euros que o meu patrão pagou, o Estado, e muito bem, fica com 19 euros para si.
Em resumo:
Quando ganho 100 euros, o Estado fica quase com 55. Quando gasto 100 euros, o Estado, no mínimo, cobra 19. Quando lucro 100 euros, o Estado enriquece 33. Quando compro um carro, uma casa, herdo um quadro, registo os meus negócios ou peço uma certidão, o Estado, e muito bem, fica com quase metade das verbas envolvidas no caso.
Eu pago e acho muito bem, portanto exijo: um sistema de ensino que garanta cultura, civismo e futuro emprego para os meus filhos. Serviços de saúde exemplares. Um hospital bem equipado a menos de 20 Km da minha casa. Estradas largas, sem buracos e bem sinalizadas em todo o país. Auto-estadas sem portagens. Pontes que não caiam. Tribunais com capacidade para decidir processos em menos de um ano. Uma máquina fiscal que cobre igualitariamente os impostos.
Eu pago, e por isso quero ter, quando lá chegar, a reforma garantida e jardins públicos e espaços verdes bem tratados e seguros. Polícia eficiente e equipada.
Os monumentos do meu País bem conservados e abertos ao público, uma orquesta sinfónica. Filmes criados em Portugal. E, no mínimo, que não haja um único caso de fome e miséria nesta terra.
Na pior das hipóteses, cada 300 euros em circulação em Portugal garantem ao Estado 100 euros de receita. Portanto, Sr. Primeiro Ministro, governe-se com o dinheirinho que lhe dou porque eu quero e tenho direito a tudo isto.
Um português contribuinte.»
Afixado por Emiéle às 10:54 | Afixadelas (4)
Mas o que se passou em 11 de Setembro ?
Mão amiga mandou-me um endereço. Fui lá ver. Trata-se de um interrogatório que nos deixa estarrecidos. Venho partilhar convosco:
« Our case is alleging that Bush and his puppets Rice and Cheney and Mueller and Rumsfeld and so forth, Tenet, were all involved not only in aiding and abetting and allowing 9/11 to happen but in actually ordering it to happen. Bush personally ordered it to happen. We have some very incriminating documents as well as eye-witnesses, that Bush personally ordered this event to happen in order to gain political advantage, to pursue a bogus political agenda on behalf of the neocons and their deluded thinking in the Middle East. I also wanted to point out that, just quickly, I went to school with some of these neocons. »
Etc. etc. etc.
Vejam por vocês mesmo.
Afixado por Emiéle às 10:27 | Afixadelas (5)
Pinochet e “Operação Condor”
Depois de alguns anos sobre a captura, começaram a interrogar Pinochet. Interrogatório no conforto do seu lar ( que deve ser bem agradável, decerto ) E, pasme-se. Afinal ele não sabia nada porque "não podia preocupar-se com coisas pequenas porque era Presidente da República" A notícia vem no El Mondo de S.Salvador.
Afinal era uma coisita pouca. Morreram umas pessoas, mas se calhar nem se sabe ao certo quantas, e desapareceram também muitas, mas foi há muito tempo. O homem está tão velho como é que se pode lembrar disso?
Isto revolta-me para além da ironia de que sou capaz. Porque as famílias das vítimas, também estão velhas! E viveram a sua vida até hoje no desgosto, no medo, na revolta, na dor. Sem saber o que foi feito de quem mais amavam. E este homem vem dizer que tinha outras coisas com que se preocupar? Coisas “maiores” do que vidas humanas.
.jpg)
Afixado por Emiéle às 08:47 | Afixadelas (5)
«Não há falta de magistrados em Portugal»
Então porque é? Porque é que a justiça demora o que se sabe?
Nesta entrevista, comparando Portugal com França, parece que cá temos mais do dobro do que têm os franceses – em proporção, está visto!
Mas se, como aqui se diz, «Os efectivos humanos que a justiça portuguesa tem são suficientes» porque é tão demorada a resposta judicial?
Fala-se no trabalho por objectivos como agora se está a incrementar na Função Pública. Mas a definição desses objectivos está a ser complicadíssimo, pelo que conheço da minha área. Será que se pode dizer simplesmente : se um juiz tem em mãos 50 processos, até ao fim do ano tem de concluir 30 ? Mas que processos? Quais processos? Como se avalia a dificuldade desses processos? É uma média, a dificuldade?
Dúvidas que me aparecem sem saber a resposta.
Eu disto entendo muito pouco, mas o que acham os senhores juristas ?
Afixado por Emiéle às 08:27
Outros Benefícios Fiscais
Está mal.
Ora vejam, agora o fisco desconfia de que haja quem se aproveite indevidamente de benefícios fiscais devidos a deficientes, porque nos últimos anos duplicou o número de gente com deficiência
Falando a sério, posso muito bem imaginar, não que o número de deficientes duplicasse mas que as pessoas informadas é que tivessem duplicado. Possivelmente já existia esse grave problema mas não sabiam que essa infelicidade poderia trazer alguma vantagem económica.
Falando menos a sério, reparo que se «há um ano, 200 agentes da PSP foram indiciados de crime de evasão fiscal e corrupção por declararem um grau de incapacidade de mais de 90 por cento quando se encontravam no activo» não acho isso suficiente para a suspeita. Por acaso disseram qual era a deficiência? Então...
Afixado por Emiéle às 08:09 | Afixadelas (2)
«Obviamente complicada»
Ora aqui está um pensamento profundo sobre a situação da nossa Educação.
Santana dixit os sucessivos atrasos na colocação de professores criam uma «situação obviamente complicada»
Ainda bem que o disse, porque podíamos imaginar que o não tinha notado. Mas não. Está atento.
Ficamos todos mais serenos.
( Sem comentários)
Afixado por Emiéle às 07:55 | Afixadelas (3)
setembro 25, 2004
35% Evil
Descobri este teste no Renas.
"The Gematriculator is a service that uses the infallible methods of Gematria developed by Mr. Ivan Panin to determine how good or evil a web site or a text passage is." Basically, Gematria is searching for different patterns through the text, such as the amount of words beginning with a vowel. If the amount of these matches is divisible by a certain number, such as 7 (which is said to be God's number), there is an incontestable argument that the Spirit of God is ever present in the text. Another important aspect in gematria are the numerical values of letters: A=1, B=2 ... I=9, J=10, K=20 and so on. The Gematriculator uses Finnish alphabet, in which Y is a vowel. Experts consider the mathematical patterns in the text of the Holy Bible as God's watermark of authenticity. Thus, the Gematriculator provides only results that are absolutely correct.
We're 35% evil. Estou desiludido, esperava mais!
Afixado por Rogério C. Pereira às 16:32 | Afixadelas (3)
Bicharada
Eu bem ando a dizer que estamos entregues aos bichos.
Ouvi agora mesmo, na rádio.
Afinal não são ratos são carraças
Em Ponte de Lima, o tal “surto epidémico”, foi da
responsabilidade das carraças e não dos pobres dos ratos.
Pois, ele há cada carraça!
Que fiquem em paz, os ratos, por ora...
Até o navio ir ao fundo.
Afixado por Emiéle às 16:17 | Afixadelas (1)
Eu e o Ministro
Espero ter pouca coisa em comum com o senhor ministro.. Mas aqui está um ponto em comum, realmente: Estamos os dois preocupados com o aumento das despesas com medicamentos
O pior é que acho que eu estou preocupada com as despesas que os utentes têm suportado e ele com as que o estado tem participado... Donde, acabamos em pontos opostos. O mais certo é o estado diminuir as suas preocupações pelo acto de reduzir a sua participação o que vai provocar um aumento das nossas preocupações.
Interessante, não ?
Afixado por Emiéle às 11:15 | Afixadelas (5)
Brandos Costumes II
Até ao momento tenho evitado abordar aqui no blog o que se pode achar que sejam os fait-divers que os nossos tabloides promovem. Tirando um caso ou outro mais engraçado, tenho-me abstido. E, se agora venho abordar um, de que até nem tenho grande conhecimento ( devo reconhecer que não vi uma única notícia de TV sobre o caso e só vi jornais) é porque isto é mesmo um tema que não deixou ninguém indiferente. Estou a referir-me ao crime de Portimão. É certo que partilho da opinião de quem considera que A mãe da Joana teve atitude de «psicopata» mas isto é insuficiente. Porque como é que se pode aceitar que suceda uma situação destas, num país onde os tais brandos costumes nos diziam que haveria poucas agressões e é patente que de uma forma geral, o português gosta de crianças ? ! É mesmo verdade. Como povo, somos facilmente tocados pela fragilidade, dependência, inocência, de um menino. Quem viajou um pouco sabe que há terras onde isto não é assim, mas em Portugal entra pelos olhos adentro. Portanto podia pensar-se que isto era a excepção da regra. Contudo... também se sabe que houve agressões de pais a 351 filhos em 2003 e ao falar de agressões não é um par de estaladões, são situações de hospital! «muitos casos mantêm-se no silêncio. Por vezes, os vizinhos sabem das situações mas não as denunciam por recearem represálias da parte dos agressores». Então que é dos brandos costumes? Como é que acontece que a violência que se sente e não se controla vá recair no serzinho mais fraco e que está ali “à mão”? Porque o descontrolo emocional que leva à agressão é sempre impressionante, mais ainda quando se trata de família, e muito mais quando há uma ligação directa de ascendência. “Maria, não me mates que sou tua mãe!” escrevia Camilo. Agora, mesmo na ficção, era difícil pensar em “Mãe, não me mate que sou seu filho!” porque é de tal forma chocante e aberrante que arrepia quem o lê. A perca de um filho é o maior desgosto que se pode sentir na vida. Provocá-lo entra realmente no campo da patologia.
Como disse, não assisti a entrevistas, só li jornais. Aparentemente pode concluir-se ter sido um acidente que foi ocultado. Mas a dúvida é o porquê? No meio de uma cena mais ou menos violenta, alguém tem a pouca sorte de ficar irremediavelmente ferido. O primeiro reflexo seria procurar ajuda, chamar alguém, levar a um hospital. É certo que há vários casos de condutores que atropelam e fogem. Seria um padrão semelhante, mas nesses casos o tal condutor culpado “limita-se” a fugir. Não esconde a pessoa atropelada. Isto é mais parecido com alguém que parte um bibelot é o esconde para não ter de responder pelo estrago... E é por isso que a imagem do psicopata é tão verdadeira. A pessoa que não consegue assumir um erro no mais profundo de si. É muito chocante.
Afixado por Emiéle às 10:30 | Afixadelas (13)
Brandos Costumes I
A nossa é mesmo uma terra de gente mansinha e que “se leva” muito bem. Ou então é facilmente distraída, como uma criança pequena com um brinquedo novo. O caso do escandaloso atraso do início das aulas parece ter passado já para segundo plano. Ficamos a saber que a Ministra da Educação nomeia comissão de inquérito à colocação de professores e isto já parece suficiente. E como se diz que « A colocação dos professores até ao dia 30 é o primeiro objectivo e único neste momento» até parece que serão os inspectores destinados a fazer o inquérito que foram chamados para agora elaborar as listas. Porque, aparentemente, se assim não fosse uma coisa não impediria a outra: podia estar-se a recolher dados para esse preciosos inquérito e simultaneamente andar para a frente com a famosa colocação. Pessoas com experiência nestes assuntos consideram «incompreensível» como se pôs em funcionamento um sistema informático, sem manter em paralelo o anterior. «Deve ter havido falhas na transmissão de informação entre os administrativos e os informáticos» pensam. É lógico, para não dizer que evidente! Por outro lado se nos Açores o sistema funcionou, porque não aconteceu isso no continente?
Mas o que me deixa quase escandalizada é que, com a vertigem de sempre, e as novas notícias sobre outros acontecimentos a que os media nos habituaram, as pessoas já passaram este assunto para um plano secundário. A indignação existe mas suave e discreta. “Suavidade” que brada aos céus, porque este é um assunto que, directa ou indirectamente, abrange todos os portugueses. Todos.
Os professores e suas famílias, como é óbvio. E aí são milhares e milhares de pessoas. Porque não são apenas os que NÃO estão colocados – os que são efectivos também apanham com as ondas de choca porque, naturalmente, que o seu local de trabalho não está com um funcionamento normal! Temos depois os alunos e famílias. Aí, já não se fala em milhares mas sim em milhões! Porque, pelo mesmo raciocínio, mesmo os que têm já têm professor estão de certo afectados pelo clima de nervos e tensão que paira na escola. E isto falando dos que têm os seus horários completos e a funcionar, porque o que sei é que isso é um minoria. O grosso dos estudantes quando vai à escola tem horários cheios de furos. As famílias de quem tem filhos, e são como disse milhões de portugueses, tem a sua vida completamente desorganizada. E, ainda temos um grupo, talvez menor mas existente, de quem sofre por uma onde de choque atrasada, desta situação: um patrão que tenha uma trabalhadora com um filho. Das duas uma: ou a tem a trabalhar sem render porque a ansiedade em saber a criança sozinha é enorme, ou terá de aceitar uma falta ao trabalho. Estou a pensar, por exemplo, no grande número de empregadas domésticas, que falam às patroas a perguntar se podem ir com o filho ou a avisar que não vão poder ir.
Tudo somado, acho que o número do quem não foi afectado por esta situação é mínimo. Contudo, para além de algumas anedotas ou gracinhas, a única reacção a que se assiste é ficar resignadamente à espera.
Isto é apenas “bom feitio”?
Como é possível que milhões de pessoas aceitem com esta passividade uma situação que lhes altera profundamente o seu dia-a-dia? Com a maior franqueza creio que isto é um tema para a área da sociologia, compreender este funcionamento. E reconheço que eu não o sei fazer.
Afixado por Emiéle às 10:00 | Afixadelas (2)
Promotor do restaurador Olex!
Pela originalidade, hoje o Charquinho merece um post-dedicatória. O tipo, nosso leitor habitual, chamou-me "o maior promotor do Restaurador Olex de que há memória". Fizeste-me rir, pá! Nunca me tinham chamado tal coisa, garanto-te! E também fala da Emiéle. Aqui fica a parte do texto que nos diz respeito:
"Assim, começo por me prostrar aos pés da Vieira do Mar, a sacerdotiza da traulitada. A mulher é uma delícia (também possui uma costela softcore) e escreve com uma moca de Rio Maior a servir de caneta. A versão masculina é o Monty, o maior promotor do Restaurador Olex de que há memória. Aprecio uma boa traulitada no toutiço de certos manganões e o Monty é exímio na cachaporra.
Também gosto do Nelson, pela versatilidade. Vai a todas, sempre com um toque especial. E por falar em toque especial, que dizer da Emiéle do Afixe? Topa-se que é uma pessoa cinco estrelas, inteligente e sensível mas capaz de espetar umas ferroadas quando o assunto a vira do avesso."
Afixado por Rogério C. Pereira às 00:42 | Afixadelas (1)
setembro 24, 2004
Estamos que nem podemos...
A Rua da Judiaria tirou-nos dos links. Estamos que nem podemos. Chegámos mesmo a pensar em terminar com o Afixe. O Gibel, que leva estas coisas muito a sério, até já emigrou para Fortaleza. Telefonou-me agora mesmo a dizer que é tudo uma Cabala. E que só vai regressar quando o nuno guerreiro nos voltar a linkar como um dos blogues Profetas.
Afixado por Rogério C. Pereira às 23:19 | Afixadelas (3)
Cães vadios, residentes contra moradores e os perigosos restos de comida voadores...
Cães vadios atacam na Rua do Arco
"Para que as pessoas se previnam quando circularem pela Rua do Arco, no
Fundão; para que o Município tome as medidas que entender necessárias à salvaguarda do bem estar da população; para que a autoridade policial investigue a situação; para que autoridade sanitária (Centro de Saúde) determine as acções que o caso exige, venho por este meio tornar público que no dia 15 do corrente mês, cerca das 9 horas e 15 minutos, fui atacada e mordida por um dos muitos cães que para ali são atraídos por residentes que todos os dias lhes lançam restos de comida, sendo obrigada a receber tratamento hospitalar. Esta é uma situação que de há muito traz os moradores indignados, por não ser a primeira vez que acontece, gerando o medo pelo possível ataque dos cães vadios e ainda pelo insólitos de alguém ser atingido por restos de comida que do interior de algumas casas são lançados para a rua, sem qualquer respeito para com pessoas ou viaturas. As entidades estão informadas. No Fundão está a ser preocupante o número de cães vadios."
Maria Madalena Oliveira
in Cartas do Leitor, Jornal do Fundão.
Afixado por Rogério C. Pereira às 18:47 | Afixadelas (1)
Fado - Portuguese Music of Misery
Music that celebrates misery, suffering, and SAUDADES! (saudades is a more poetic and miserable translation of "missing" as in "I'm missing you")
All the most miserable people in Portugal are gathered together in Lisbon or Coimbra and sent to Fado school where they learn to sing/caterwaul FADO. Women "fadistas" are encouraged to wear nasty black polyester macramé shawls, to make them look even MORE miserable. And then they sing about really sad stuff, like the day their kitten died or when their first boyfriend ran off with their best mate.
Sometimes the songs are more upbeat...and middle aged women bounce (literally) up and down a bit to them, clapping their hands gently...BUT THEY'RE STILL MISERABLE. Highly warblesome and strangulated, the fadista sings with a guitarist and they do that jazz thing of giving each other knowing looks in the quiet bits to make you think they know something you don't.
Incoming foreign tourists are shepherded into Fado Houses where they are strapped into their seats and made to listen to a whole evening of Fado and to eat favas com enchidos (broad bean stew with various sausages and their stuffings/unfaithful husbands, sic).
footnote: before I get any comments asking what's wrong with favas, there's nothing wrong with favas, actually madge and I LOVE favas. Fado on the other hand, we aren't going to apologize for not liking...
footnote: before I get any more death threats because I dared say such stupid things about Fado, please, I'm just kidding! But I really don't like it. That's allowed
Afixado por afixe às 18:09 | Afixadelas (16)
Dear Mr. Bush,
I am so confused. Where exactly do you stand on the issue of Iraq? You, your Dad, Rummy, Condi, Colin, and Wolfie -- you have all changed your minds so many times, I am out of breath just trying to keep up with you!
Which of these 10 positions that you, your family and your cabinet have taken over the years represents your CURRENT thinking:
1983-88: WE LOVE SADDAM. On December 19, 1983, Donald Rumsfeld was sent by your dad and Mr. Reagan to go and have a friendly meeting with Saddam Hussein, the dictator of Iraq. Rummy looked so happy in the picture. Just twelve days after this visit, Saddam gassed thousands of Iranian troops. Your dad and Rummy seemed pretty happy with the results because The Donald R. went back to have another chummy hang-out with Saddams right-hand man, Tariq Aziz, just four months later. All of this resulted in the U.S. providing credits and loans to Iraq that enabled Saddam to buy billions of dollars worth of weapons and chemical agents. The Washington Post reported that your dad and Reagan let it be known to their Arab allies that the Reagan/Bush administration wanted Iraq to win its war with Iran and anyone who helped Saddam accomplish this was a friend of ours.
1990: WE HATE SADDAM. In 1990, when Saddam invaded Kuwait, your dad and his defense secretary, Dick Cheney, decided they didn't like Saddam anymore so they attacked Iraq and returned Kuwait to its rightful dictators.
1991: WE WANT SADDAM TO LIVE. After the war, your dad and Cheney and Colin Powell told the Shiites to rise up against Saddam and we would support them. So they rose up. But then we changed our minds. When the Shiites rose up against Saddam, the Bush inner circle changed its mind and decided NOT to help the Shiites. Thus, they were massacred by Saddam.
1998: WE WANT SADDAM TO DIE. In 1998, Rumsfeld, Wolfowitz and others, as part of the Project for the New American Century, wrote an open letter to President Clinton insisting he invade and topple Saddam Hussein.
2000: WE DONT BELIEVE IN WAR AND NATION BUILDING. Just three years later, during your debate with Al Gore in the 2000 election, when asked by the moderator Jim Lehrer where you stood when it came to using force for regime change, you turned out to be a downright pacifist:
I--I would take the use of force very seriously. I would be guarded in my approach. I don't think we can be all things to all people in the world. I think we've got to be very careful when we commit our troops. The vice president [Al Gore] and I have a disagreement about the use of troops. He believes in nation building. I--I would be very careful about using our troops as nation builders. I believe the role of the military is to fight and win war and, therefore, prevent war from happening in the first place. And so I taflop from our dear, beloved White House -- to stop all the flipping you and your men have done, flipping us and the rest of the world off. in a country where they can believe their president. e that Saddam had something to do with Osama and 9/11. Without the UN's sanction, you broke international law and invaded Iraq. y about Saddam Hussein. Here is what they said:
Powell: We should constantly be reviewing our policies, constantly be looking at those sanctions to make sure that they have directed that purpose. That purpose is every bit as important now as it was 10 years ago when we began it. And frankly, they have worked. He has not developed any significant capability with respect to weapons of mass destruction. He is unable to project conventional power against his neighbors. --February 24, 2001
Rice: But in terms of Saddam Hussein being there, let's remember that his country is divided, in effect. He does not control the northern part of his country. We are able to keep arms from him. His military forces have not been rebuilt. --July 29, 2001
2001 (late): WE BELIEVE SADDAM IS GOING TO KILL US! Just a few months later, in the hours and days after the 9/11 tragedy, you had no interest in going after Osama bin Laden. You wanted only to bomb Iraq and kill Saddam and you then told all of America we were under imminent threat because weapons of mass destruction were coming our way. You led the American people to believe that Saddam had something to do with Osama and 9/11. Without the UN's sanction, you broke international law and invaded Iraq.
2003: WE DONT BELIEVE SADDAM IS GOING TO KILL US. After no WMDs were found, you changed your mind about why you said we needed to invade, coming up with a brand new after-the-fact reason -- we started this war so we could have regime change, liberate Iraq and give the Iraqis democracy!
2003: MISSION ACCOMPLISHED! Yes, everyone saw you say it -- in costume, no less!
2004: OOPS. MISSION NOT ACCOMPLISHED! Now you call the Iraq invasion a "catastrophic success." That's what you called it this month. Over a thousand U.S. soldiers have died, Iraq is in a state of total chaos where no one is safe, and you have no clue how to get us out of there.
Mr. Bush, please tell us -- when will you change your mind again?
I know you hate the words "flip" and "flop," so I won't use them both on you. In fact, I'll use just one: Flop. That is what you are. A huge, colossal flop. The war is a flop, your advisors and the "intelligence" they gave you is a flop, and now we are all a flop to the rest of the world. Flop. Flop. Flop.
And you have the audacity to criticize John Kerry with what you call the "many positions" he has taken on Iraq. By my count, he has taken only one: He believed you. That was his position. You told him and the rest of congress that Saddam had WMDs. So he -- and the vast majority of Americans, even those who didn't vote for you -- believed you. You see, Americans, like John Kerry, want to live in a country where they can believe their president.
That was the one, single position John Kerry took. He didn't support the war, he supported YOU. And YOU let him and this great country down. And that is why tens of millions can't wait to get to the polls on Election Day -- to remove a major, catastrophic flop from our dear, beloved White House -- to stop all the flipping you and your men have done, flipping us and the rest of the world off.
We can't take another minute of it.
Yours,
Afixado por Rogério C. Pereira às 15:39
"Música Proscrita"
Não é em Portugal mas lá por isso não é razão para não falar no assunto. Vai realizar-se um festival internacional "Música Proscrita" ou seja 62 jovens músicos de 13 países vão interpretar peças de compositores interditos pelos nazis.
E, importante, isto vai decorrer na Alemanha.
«A interdição de exercerem a sua carreira artística conduziu muitos músicos ao exílio, enquanto, para outros, o facto de serem banidos foi apenas a primeira etapa para a entrada nos campos de extermínio ou para o suicídio». É que por vezes há tendência a pensar-se que certos factos já “são história” e portanto não interessam para a vida de hoje. Mesmo que “fossem história” continuavam a interessar, mas a verdade é que nem isso. É actual, é contemporâneo, muita gente está viva, respira o mesmo ar que nós, vive aqui ao lado! Não podemos passar uma esponja e arrumar na mesma prateleira das cruzadas. Foi ontem, foi hoje, é agora!
Afixado por Emiéle às 08:37 | Afixadelas (7)
Cinema Independente
Ia escrever um post sobre este tema mas o “rival” BdE já se adiantou.
OK.
Vão lá ver o que eu queria dizer. Pronto!
( Aqui a programação)
Afixado por Emiéle às 08:32 | Afixadelas (4)
Há eleições no PS
Tem sido de propósito que não tenho aludido à movimentação do Partido Socialista. Não me identifico com esse partido e queria ficar à parte do que considerava questões partidárias internas. Mas...
A verdade é que este é um dos grandes partidos portugueses. Goste-se ou não, será inevitavelmente, segundo a alternância que se tem sempre verificado, mais tarde ou mais cedo o partido que virá a formar um governo deste país. Não posso enfiar a cabeça na areia. Estas eleições, afinal, também me dizem respeito. A tendência que vencer pode vir a ter muita responsabilidade no futuro desta terra. Infelizmente o que se vislumbra não é de molde a podermos pensar que haverá grandes mudanças...
Afixado por Emiéle às 08:11 | Afixadelas (7)
Metro de Lisboa
Finalmente, parece que começa a construir-se uma verdadeira “rede” das linhas de metro. Alameda, Saldanha e S. Sebastião que, em linha recta, ficavam pertíssimo, para serem atingidas por metro tinha de se fazer uma ou duas mudanças e atravessar-se uma infinidade de estações. Desde o ínício que nunca entendi porque se tinha ficado a meio, quando se construiu a "linha vermelha". Bom, parece que finalmente acordaram. Embora, só daqui a 3 anos, sempre é alguma coisa.
(mas às vezes penso que o que parece um mal planeamento, é um cuidado carinhoso com a saúde dos lisboetas: uma tentativa de mensagem subliminar dos cardiologistas, para nos forçar a andar mais a pé, nós somos é mal agradecidos)
Afixado por Emiéle às 08:02 | Afixadelas (3)
Record
Desde que se inventou o Guiness e o livro dos records este é um vírus que apanha toda a gente. O ser “o mais” qualquer coisa, tem um fascínio especial. Consigo entender, até um certo ponto: é distinguir-se. Mas torna-se patético quando o que se encontra para ser diferente é na maioria das vezes aspectos que melhor seria nem mesmo serem conhecidos...
Esta mania de “O MAIS” qualquer coisa, tem como é natural, aspectos de propaganda. Agora há um Banco que Vai montar em Lisboa a maior árvore de Natal . É muito importante. Fazia-nos imensa falta e é de pasmar como pudemos vir até hoje sem esse ornamento!
O monstro em causa vai ter 62 metros de altura, o equivalente a 20 andares. Terá a iluminá-la 2 milhões de lâmpadas, 320 metros de néon, etc. Tudo em grande. Só para mostrar que o Banco está podre de rico. Só pode. E porque não, mandar uma acção, como prenda de natal, a cada depositante?
Afixado por Emiéle às 07:46 | Afixadelas (4)
“A canção é uma arma”
Por vezes esquecemo-nos que Aung San Suu Kyi, prémio Nobel da Paz, continua em prisão domiciliária. Porque vai havendo sempre notícias frescas de muitas e variadas agressões dispersas por este vasto mundo, uma violência de aparência suave pode arrastar-se um tempo infinito sem que se dê por isso...
Desta vez foi um conjunto de músicos que decidiu, com a arma que dispõem e não é violenta, chamar de novo a atenção para a situação da opositora birmanesa. Vai sair um álbum “For the Lady: Dedicated to Freeing Aung San and the Courageous People of Burma" com participação de U2, R.E.M., Pearl Jam, e outros.
Para que não se esqueça.

(seguindo uma sugestão do Cachucho, deixo ficar a ligação do site para quem se quiser informar melhor do que se passa por ali..)
Afixado por Emiéle às 06:47 | Afixadelas (2)
A Turquia é de novo notícia
Os turcos esforçam-se por adaptar os seus Direitos Humanos às exigências de Bruxelas. Para além da pena de morte, que é o que imediato nos ocorre em matéria de direitos humanos, há diversas outras leis que estão a ser alteradas. Esta é importante, a nível interno, de certeza : A proposta da despenalização do adultério
Para nós pode parecer um passo pequeno mas deve ir abalar muitas consciências. Achei curioso esta nota, na semana em que se fala na estreia na RTP de uma série “A Ferreirinha”, onde se aborda o drama de Camilo Castelo Branco, preso por adultério. Só para lembrar. Também já passámos por isso.
Afixado por Emiéle às 06:10 | Afixadelas (4)
O Pêndulo de Foucault
![]()
No que se segue, tenham em conta, meus amigos leitores, que vou citar um romance de Umberto Eco, chamado "O Pêndulo de Foucault", editado em Milão, no ano de 1988...
"Um tanto confuso", disse Diotallevi.
"Tu é que não sabes ver as conexões. E não dás a devida importância à interrogação que aparece duas vezes: quem se casou nas bodas de Caná? As repetições são chaves mágicas. Naturalmente integrei, mas integrar a verdade é o direito do iniciado. Eis a minha interpretação: Jesus não foi crucificado, e é por isso que os Templários renegavam o crucifixo. A lenda de José de Arimateia abrange uma verdade mais profunda: Jesus, e não o Graal, desembarca em França, entre os cabalistas da Provença. Jesus é a metáfora do Rei do Mundo, do fundador real dos Rosas-Cruzes. E com quem desembarca Jesus? Com a sua mulher. Porque é que nos Evangelhos não se diz quem se casou em Caná? Porque era o casamento de Jesus, casamento de que não se podia falar porque foi com uma pecadora pública, Maria Madalena. Por isso é que desde então todos os iluminados, do Mago Simon a Postel, vão procurar o princípio do eterno feminino a um bordel. Portanto Jesus é o fundador da estirpe real de França."
"Bah", disse Diotallevi, "ninguém te levaria a sério."
"Pelo contrário, iria vender umas centenas de milhares de exemplares", disse eu, sombrio. "A história existe, já foi escrita, com variações mínimas. Trata-se de um livro sobre os mistérios do Graal e sobre os segredos de Rennes-le-Château. Em vez de leres só manuscritos deverias ler também o que é publicado pelos outros editores."
Já está! Era este o bocadinho que queria partilhar convosco...
De facto, já não punha os olhos neste "Pêndulo" desde os meus tempos da Universidade... Há sempre leituras que vale a pena recuperar...
De que livro "percursor" falavam os personagens Belbo e Diotallevi? Falavam, evidentemente, do Holy Blood, Holy Grail ("O Sangue de Cristo e o Santo Graal"), dos autores Henry Lincoln, Michael Baigent e Richard Leigh, editado a 15 de Janeiro de 1983.
Interessante, este excerto do romance de Umberto Eco, não é? Belbo tinha toda a razão, um livro assim iria vender mesmo bem! Só que, em vez de "centenas de milhares de exemplares", o número iria ultrapassar a casa dos milhões...
Afixado por Bernardo Motta às 01:14 | Afixadelas (1)
setembro 23, 2004
Ainda a Educação
Redacção roubada ao blog
Os Cães Ladram e a Caravana Passa
Reparem na exigência da classificação do professor. Mau? Deu um MAU ao miúdo?
E o que tem o ser insubordinado para o valor do texto? Diz alguma mentira?
E erros só vejo lá 2 ou 3, não é coisa grave...

Afixado por Emiéle às 22:06 | Afixadelas (4)
No Ministério da Educação...
Afixado por Rogério C. Pereira às 20:07 | Afixadelas (10)
Sayful-Islam
E, já que falamos de guerra, umas palavrinhas sobre como se define a legitimidade da guerra. Como sempre, o mais simples bom senso diria: guerra legítima só nestes casos: a) auto-defesa, b) defesa daqueles que temos o dever de proteger, c) defesa da colectividade (seja ela uma etnia, uma cultura, um bairro, uma cidade, um país ou um grupo de países).
Estamos a milhas dos delírios do nosso jovem neonazi, que quer pôr os miúdos a aprender a dar porrada e a dar tiros, deixando-os brincar com bonecos para grunhos desde pequenos.
No seguimento, como me aflige imenso a ignorância gritante daqueles que insistem que o Islão apoia, defende, e promove o terrorismo, aqui ficam umas palavrinhas que eu dediquei à questão da Sayful-Islam ("A Espada do Islão") há uns meses atrás, na Terra da Alegria...
"Costuma-se, no mundo ocidental, considerar o islamismo como uma tradição essencialmente guerreira e, por tal, quando é questão nomeadamente do sabre ou da espada (es-sayf), toma-se a palavra unicamente no seu sentido literal, sem mesmo pensar em se questionar se na realidade não existe nesta outra coisa de diverso. Não é aliás contestável que um certo lado guerreiro existe no islamismo, e também que, longe de constituir um carácter particular deste, ele se encontra igualmente na maior parte das outras tradições, incluindo o cristianismo. Sem mesmo lembrar que o próprio Cristo disse: «Eu não vim para trazer a paz, mas a espada", o que pode ser entendido figuradamente, a história da Cristandade na Idade Média, ou seja na época em que ela teve a sua realização efectiva nas instituições sociais, fornece provas largamente suficientes; por outro lado, a própria tradição hindu, que certamente não passaria por especialmente guerreira, porque ela tende sobretudo a não dar grande importância à acção, contém também este aspecto, como nos podemos dar conta ao ler o Bhagavadgîtâ. A menos que se seja cego devido a certos preconceitos, é fácil compreender que assim seja, porque no domínio social, a guerra, quando dirigida contra aqueles que perturbam a ordem e tendo como fim trazê-los de volta a ela, constitui uma função legítima, que não passa no fundo de um dos aspectos da função de «justiça» entendida na sua acepção mais geral. Contudo, este constitui o lado mais exterior das coisas, e por isso o menos essencial: do ponto de vista tradicional, o que dá à guerra assim compreendida todo o seu valor é que ela simboliza a luta que o homem deve travar contra os inimigos que ele traz consigo mesmo, ou seja, contra todos os elementos que, nele, são contrários à ordem e à unidade. Nos dois casos, de resto, e quer se trate da ordem exterior e social ou da ordem interior e espiritual, a guerra deve sempre tender igualmente a estabelecer o equilíbrio e a harmonia (e é por esta razão que ela se relaciona propriamente com a «justiça»), e a unificar deste modo a multiplicidade dos elementos em oposição entre eles. Isto é o mesmo que dizer que o seu propósito normal, e que é definitivamente a sua razão de existir, é a paz (es-salâm), a qual não pode ser obtida verdadeiramente senão pela submissão à vontade divina (el-islâm), colocando cada um dos elementos no seu lugar para os fazer a todos concorrer à realização consciente de um mesmo plano; e importa fazer notar o quanto, na língua árabe, estes termos, el-islâm e es-salâm, são estreitamente aparentados entre si.
Na tradição islâmica, estes dois sentidos da guerra, bem como a relação que eles têm realmente entre eles, são exprimidos tão claramente quanto possível por um hadith do Profeta, pronunciado aquando do regresso de uma expedição contra os inimigos exteriores: «Regressámos da pequena guerra santa para a grande guerra santa» (Rajâna min el jihâdil-açghar ila 'l-jihâdil-akbar). Se a guerra exterior não é senão a «pequena guerra santa», enquanto que a guerra interior é a «grande guerra santa», é então porque a primeira tem uma importância secundária face à segunda, da qual ela é uma imagem sensível; é óbvio que, nestas condições, tudo o que serve à guerra exterior pode ser compreendido como símbolo do que diz respeito à guerra interior, o que no presente caso sucede com a espada." - René Guénon, "Symboles de la Science Sacrée", pp. 175-176.
Como vemos, Guénon não nega o carácter guerreiro das investidas expedicionárias do Profeta. Fazê-lo seria tolo. Mas que abismo separa as "jihâds" do Profeta dos atentados da Al-Qaeda, por exemplo! Como explica Guénon, a única forma de legitimar uma guerra é encontrar nela um propósito unificador de desordens. E no plano social, estas "desordens" são tipicamente ameaças à tradição estabelecida, pelo que uma reacção de auto-defesa será, à partida, legítima. Tentando olhar com imparcialidade para a questão, do ponto de vista de um devoto e honesto membro da Al-Qaeda (será que o os há?), o "esforço" ("jihâd") do "mártir" seria o de tentar repor a ordem islâmica num mundo invadido pela anti-religiosidade e pelo anti-tradicionalismo ocidental. Então, onde falha, em termos rigorosos da "sayful-islam", este falso tipo de “mártir” moderno?
Falha, porque o que faz não se coaduna nunca com a "justiça". A Justiça, relembremos, tem como símbolo principal o da balança, de tal forma é a sua relação estreita com o conceito de equilíbrio. Ao exercer a auto-defesa dos seus ideais através de métodos injustos, o terrorista invalida automaticamente a sua "jihâd". Guénon explicita, numa nota de rodapé, que a «pequena guerra santa só o é desde que seja determinada por motivos de ordem tradicional; toda outra guerra é "harb" e não "jihâd"». Assim, o terrorismo que nos invade os telejornais todos os dias é “harb” e da mais suja e revoltante, nada tendo a ver com “jihâd”! Não são os inocentes mortos em atentados terroristas a verdadeira causa da desordem que todo o muçulmano consciente sente às portas de sua casa! É, por isso, infame que se atente contra pessoas inocentes. Indo mais longe, uma aplicação rigorosa do termo "justiça" invalida que se apliquem medidas desproporcionadas face à ameaça em causa. E a dissolução do mundo tradicional islâmico é um perigo em cozedura lenta, pelo que a resposta a este perigo não pode ser feita à custa da infâmia do assassinato de inocentes. Em vez de ser um "esforço" justo e corajoso, esta nova e falsa "jihâd" não passa de um "esforço" tresloucado e desesperado.
Para terminar, o efeito do terrorismo dito "islâmico" (melhor seria dizer "terrorismo pseudo-islâmico") é sempre o de amplificar a espiral de destruição niilista. Paradoxalmente, os modernos praticantes desta forma pervertida de "jihâd" estão a participar activa e decisivamente na pulsão niilista que acomete contra as muralhas da verdadeira espiritualidade por esse mundo fora. Longe de neutralizar uma ameaça externa e repor o equilíbrio, a falsa "jihâd" propagandeada pela Al-Qaeda funciona como uma perturbação de ressonância, que só faz aumentar o desequilíbrio e dissolver a unidade da doutrina islâmica no caos niilista do terror.
Afixado por Bernardo Motta às 18:17
Guerra! Viva a guerra! Mais guerra!
Já sei que sou provocatório, mas não é por menos. A situação está a agravar-se. Outro dia, o Monty deu o mote. Hoje, sou eu quem não resiste a partilhar convosco este trechozito de um nosso arqui-inimigo (meu e do Monty), o jovem Caturo.
Já tínhamos percebido que o jovem Caturo era uma daquelas (ainda) raras espécies neonazis que impestam a blogosfera. Sim, a mesma blogosfera que é usada por crianças e adolescentes, e que podem a qualquer altura tropeçar no que eu tropecei.
E, tropeçando no blogue deste jovem, que encontro eu?
"Outro, mais directamente relacionado com o tema que ora se trata, é o do desprezo geralmente sentido em relação ao tudo o que é militar, bem como a indiferença relativamente à necessidade de manter o País defendido pela força marcial.
É preciso que a arma seja encarada, não como um fardo que tem de ser carregado durante quatro meses, mas sim como um privilégio, um distintivo de nobreza, um símbolo de orgulho.
Tal forma de ser e de viver tem de ser incutida às crianças desde cedo. É por isso que sempre fui a favor dos desenhos animados de tipo bélico, imbuídos de ética e estilo épico (recordo, por exemplo, a série do Bombardeiro X, da minha infância cada vez menos próxima). É por isso que os petizes devem ter tantos brinquedos bélicos quantos quiserem. Só falta, entretanto, que os manuais da escola primária fortaleçam na infância o respeito e mesmo o gosto pela vida militar.
Urge portanto combater a influência que certo pacifismo ideologicamente orientado tem ainda sobre a cultura ocidental em geral."
Esta gratuita e vazia incitação à violência per se é suficientemente má e fala por ela. Não a vou comentar. Apenas apresento-a.
O que mais me choca nela, nem é a incitação à violência (caramba, à parte de mim e do Caturo, espero que muito pouca gente leia o "Gládio"!), que até uma incitaçãozita obscura e inofensiva, vindo de quem vem. O que mais me choca é o facto de este jovem escrever apenas para chocar. Escrever apenas pela polémica. Para fazer barulho. Estardalhaço. Ou usando um termo técnico, "ruído electrostático". Porque um jovem que escreve isto não tem, obviamente, nenhuma ideia em concreto... Responde apenas, qual cão de Pavlov, a um impulso niilista, e é isso que move os seus deditos gordos enquanto tecla.
Pessoas alfabetizadas não terão problemas em ignorar este triste exemplo, e passar adiante. Pessoas analfabetas nem sabem ler, pelo que não serão perturbadas por este fenómeno.
Mas o problema não estará provavelmente no Caturo. Dar-lhe importância até é má estratégia. O problema está todo na ideologia pútrida da qual ele é um pequenino exemplo. Mas um exemplo cujo mau cheiro deve-nos pôr em alerta. Isto está a ficar mesmo mau. Ideologias assim existem mesmo, e também no nosso país, o que se torna deveras preocupante...
Ultimamente, tenho notado que a tendência geral das pessoas é a de pensar que em Portugal não há neo-nazis. Mas infelizmente, parece-me que estão bem enganados...
Afixado por Bernardo Motta às 17:33 | Afixadelas (4)
É hoje! Seinfeld is back!
Como já se havia anunciado por aqui, regressa hoje à televisão o Seinfeld. Não vou dizer nada de novo sobre a série. Resta apenas o óbvio e já tantas vezes repetido. A melhor série americana de comédia de todos os tempos. Durante 180 episódios, vou poder ver/rever todos os meus defeitos e algumas poucas virtudes, espalhadas por duas ou três personagens. Vou rever amigos de faculdade, alguma gente boa, conviver com indivíduos insuportáveis e que me fazem temer cada vez que abro a caixa do correio. Enfim, 180 episódios de taras e paranóias. 180 episódios do homem a gozar com ele próprio. A revelar, quase ao pornográfico, todas, todas, mesmo, as suas fraquezas. As nossas fraquezas. A não perder, porque agora, e durante 180 episódios, todos vamos voltar a ter os nosso quinze minutinhos de fama. E ter a oportunidade de nos rirmos de nós próprios - exercício que, a propósito, eu aconselho seja feito extra-Seinfeld e várias vezes ao dia.
180 episódios dele, 180 meias-horas do melhor humor feito nos EUA, 180 vezes Seinfeld.
Na SIC Radical De Terça a Quinta-Feira às 23.00 horas Repete às Segundas-Feiras(08.30 horas), Quintas(16.30 horas), Sextas(16.30 horas) e Domingos(22.00 horas) com 2 episódios seguidos.
Afixado por Rogério C. Pereira às 12:45 | Afixadelas (11)
Inauguração na Picha
Afixado por Rogério C. Pereira às 12:09 | Afixadelas (6)
O doido
(tirado do blogue Glória Feminina)
"O doido reconhece-se logo.(...)
O doido não se preocupa em ter uma lógica, procede por curtos-circuitos para ele tudo demonstra tudo.
O doido tem uma ideia fixa, e tudo o que encontra lhe serve para a confirmar.
O doido reconhece-se pela liberdade que toma em relação ao dever da prova, da sua disponibilidade para descobrir iluminações.
E pode parecer estranho, mas tarde ou mais cedo o doido acaba por se sair com os templários.
(...)
Está a compreender?
Como é possível não existir o Marquês de Carabás visto que até o gato das botas diz que está ao seu serviço?"
- Umberto Eco, "O Pêndulo de Foucault"
Como isto se aplica tão bem aos "doidos" que defendem com unhas e dentes o "Código Da Vinci"...
Afixado por Bernardo Motta às 11:11 | Afixadelas (6)
Horários de blogs
Como "O relógio biológico dos blogues" foi considerado post do momento pela Weblog fiquei interessada e fui lê-lo. Aliás, desde que nasceu, há poucos dias, que tenho passado muitas vezes pelas Ruínas Circulares blog bem escrito e interessante.
Como seria inevitável, ao ler-se este texto, começa-se de imediato com uma auto-análise. Como é que é cá por casa? Claro que, como é blog colectivo, é mais difícil de analisar, mas também se consegue ver qualquer coisa.
Primeiro, estamos na classe dos blogs diurnos. Lá vêm, de vez em quando, uns tantos aí depois da meia-noite ( sobretudo ao fim-de-semana) mas o grosso da nossa produção é mesmo durante o dia.
Depois, também cá, a amplitude é grande. Começamos de um modo geral comigo, que escrevo antes de começar a trabalhar, depois segue-se quem tem net no local de trabalho, os meus colegas sem nenhuma ordem especial. E no final do dia escreve-se menos. Mesmo eu que o podia fazer, reservo esses momentos para a “voltinha pela blogosfera”, ou responder a comentários que me fizeram.
Mas como ele diz que está a construir uma espécie de taxonomia dos blogs a partir desse relógio biológico, fico à espera, cheia de curiosidade! Nem é por nós, é por todos. O que é que ele irá dizer?
Afixado por Emiéle às 08:01 | Afixadelas (9)
Última Hora
Acabo de ouvir na rádio.
Será mesmo possível que as mulheres italianas fossem executadas? Ou, como também ali se dizia, isto seja mais uma pressão desesperada para obter resultados? Diziam que o site utilizado não era o habitual, e é a réstia de esperança de que se precisa.
Mas tudo isto me enche de HORROR.
Como é possível uma cegueira tão grande que se hostilize as mãos amigas que se estendem.
Ainda não acredito.
Afixado por Emiéle às 07:27 | Afixadelas (11)
Cursos de Medicina
Afinal...
Então o curso mais desejado e de mais difícil acesso fica com vagas?
Há ainda quatro vagas disponíveis, porque os alunos não chegaram a matricular-se, revelou o Ministério É muito estranho. Ninguém se candidata a um curso destes para desistir. O que se terá passado? Depois de um esforço, de certo bem grande, agora não há candidatos?
Afixado por Emiéle às 07:21 | Afixadelas (3)
Negócios e amigos
Ontem A Capital trazia umas informações curiosas sobre a Compta. Parece que o serviço prestado foi pago por 200.000 € ou dizem outros por 3 vezes mais, mas é bastante dinheiro. A empresa surgiu por concurso, como devia ser, batendo 16 outras concorrentes. Impecável. Devia ser competentíssima, mais que as outras 16. Diz aquele jornal que nos quadros desta empresa estão Couto dos Santos, Rui Manchete, amigos do anterior ministro, o que não tem nada de mal. Mas neste momento a amizade deve estar bastante fria, uma vez que As acções da Compta sofreram hoje a maior queda da bolsa portuguesa, penalizadas pela polémica acerca do programa das listas de colocação dos professores, a cargo desta empresa informática Mau, mau... Bem diz o povo que "amigos, amigos, negócios à parte!"
Afixado por Emiéle às 07:03 | Afixadelas (6)
Inquéritos parlamentares
Os inquéritos parlamentares não têm o menor crédito. Só levantam sorrisos irónicos quando se fala nisso. E, pelo que se tem visto... Agora, com escândalos a rebentar dia sim, dia não, seria lógico que o parlamento fosse informado do que se vai passando mas, pelos vistos, o bloqueio continua. Ainda ontem foi rejeitado mais um inquérito, embora uma voz sensata tenha dito o óbvio «Se isto não justifica a realização de um inquérito parlamentar, então o que é que justifica» Contudo a Visão também pensa que vai ficar tudo na mesma. Nada de inquéritos!
Parece contudo que há propostas várias de modificação. E uma delas é interessante porque foi elaborada pelo PSD quando era oposição. Nessa altura propunha-se que «O presidente da comissão de inquérito não fosse de um partido que apoia o Governo. E que qualquer pretensão (ouvir alguém ou pedir um documento) só possa ser rejeitada por dois terços dos votos.» Ironicamente, agora a oposição era capaz de aprovar. A política partidária é mesmo um carrocel...
Afixado por Emiéle às 06:44 | Afixadelas (4)
Ao menos valham-nos as vacas
Nesta terra de prodígios, onde de um campo ao outro ( Educação, Saúde, Finanças) tudo nos dá desgostos, vem uma boa notícia: as vacas recuperaram o juízo!
Os veterinários da União Europeia aprovaram esta terça-feira, em Bruxelas, o levantamento do embargo às exportações de carne bovina portuguesa . Parece que as vacas francesas os agricultores franceses não gostaram mas temos de os perceber. Com mais concorrência o negócio já não é tão bom... Têm de começar a mugir outras tetas que esta parece estar a secar
Afixado por Emiéle às 06:08 | Afixadelas (5)
setembro 22, 2004
O sistema do raio que o parta!
Tenho an
