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setembro 30, 2004
No país das maravilhas
Dez mil euros são dois mil contos. Repeti para mim mesma esta frase porque estava a achar que havia qualquer coisa de estranho. Porque, para ser por ano era pouco mais que duas vezes o mínimo nacional. Impossível. Claro que por mês também não podia ser... Fui ver melhor.
O artigo estava ali Era mesmo por mês. E não era pago por uma empresa, ou seja, tinha sido mas agora ficamos a saber que "os membros do gabinete [.......] gozam da faculdade de optarem pelas remunerações correspondentes aos cargos de origem, que serão suportadas pelo orçamento da Presidência do Conselho de Ministros".
Muito bem. A tarefa que este senhor exerce e que tanto vai beneficiar o povo português, não está ligada à saúde, nem à educação, nem ao trabalho, nem à segurança social, nem a transportes e estradas, nem à habitação, nem à cultura, uff... Já chega. Se ninguém adivinha tenho de dizer: é assessor para a área da comunicação do senhor primeiro-ministro.*
*Devo dizer que a notícia talvez me tenha feito mais impressão por ter sabido hoje que um salário simbólico de 50 € tinha sido retirado a uns jovens com deficiência de uma instituição do estado, porque não se pode gastar dinheiro. Aquilo era um estímulo para os ajudar a acreditar que estavam a ser úteis. Tudo junto era uma insignificância, mas tem de se cortar em tudo. Vê-se...
Afixado por Emiéle em 30 de setembro de 2004, às 22:30
Afixadelas
Realmente fascinante...
Um ente falante e passivo na sociedade com maior remuneração que quem deva planear e construir; concluimos que o que é preciso é defender a imagem com marketing, não é fazer, que é como quem diz que um assassino com um bom apoio de marketing é um gajo porreiro.
(o que escrevo não é obviamente uma critica ao profissional, mas sim ao politico em questão... ao estado de merda deste país)
Afixado por Luis Forte em 30 de setembro de 2004, às 23:44
É evidente, Luis. Eu até admiro o homem, que a tarefa não pode ser fácil. O chocante é quando se poupa em coisas tão importantes e se destroi uma política social em nome de umas finanças que têm de ser rigorosas, se permita este tipo de gastos.
Afixado por Emiéle em 30 de setembro de 2004, às 23:54
Oh,oh, este quando estava na Expo tambem tinha um salário baixito. Era uma especie de putching ball da administração da dita para as escandaleiras com a ParqueExpo. A passagem pela empresa de onde veio agora foi relativamente curta. E aí está ele a prestar os seus serviços ao novo senhor. Pode ser que na area de paisagem protegida para baixo de Sines consiga lá fazer mais uma casa. Ou então mudar-se para a Comporta, naqueles empreendimentos de 300 mil contos onde já estão como direi ? uns rapazes adeptos dos pactos de regime?
AB.
Afixado por A.B. em 1 de outubro de 2004, às 08:54
Antes éramos olhados no estrangeiro com uma ponta de pena,a ditadura,posso afirma-lo conheci tres Continentes.Agora,com desconfiaça!Nâo acreditam? Vejam os conselhos que as Embaixadas,dâo aos seus cidadôes.So uma nâo quéro ser mais aborrecido,fui a Portugal a pouco tempo,depois parei numa praia na linha de Cascais,um dos vendedores que abundam por ai ganhando honestamente a sua vida,comprei uma toalha,ele nâo tinha troco? O meu acçênto..eu disse quando eu voltar,ok?Estranhei o seu sorriso,quando voltei,a resposta.Eu nâo vendi nada ao senhor.Olhei para ele,e pensei,nos anos 60 nem tinhas tempo de pestanejar,por isso os vossos politicos talvêz tivéssem começado como vendedores de toalhas.PS Limpa o corpo..mas nâo a consciencia
Afixado por zim-zim em 1 de outubro de 2004, às 11:03
O último parágrafo é o pior de todos, horroroso.fj
Afixado por FJ em 1 de outubro de 2004, às 11:16
FJ - Ainda bem que o referiste. Estava com esperança que alguém notasse. É que para mim é particularmente chocante, o fundo comum ser o mesmo, e os cortes serem completamente cegos em matérias não-rentáveis. Cota-se à bruta, sem olhar a nada! Fico agoniada.
Afixado por Emiéle em 1 de outubro de 2004, às 11:57
