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setembro 28, 2004

Trabalhar

Não há dúvidas. Já me palpitava mas começo a ter mesmo a certeza – eu sou uma anormal. Esquisitoide. Acabei de ler o Filipe Moura e, sobretudo com os comentários, fiquei tão envergonhada que nem deixei lá nada escrito. Porque o post referia que “os franceses trabalham pouco e não gostam de o fazer” tendo como corolário que os outros povos também não porque, digamos assim, “ o trabalho não é para se gostar”.
É onde começa a minha esquisitice. É que eu gosto disso. Claro que também aprecio as férias, isso é certo. Quando se aproximam fico numa excitação, só penso nelas. E gozo-as bem! Gozo-as até ao último minuto, o que não acontecia quando era estudante, que às tantas já pensava “Bolas, tantas férias, estou ansiosa por estrear os cadernos novos, ver quem são os professores, rever os colegas, saber que matérias novas vou ter”. Mas isso já lá vai. Agora tenho menos dias, e eles sabem muito bem. Mas... gosto bastante do meu trabalho. Atenção, há dias e ... dias. Nem SEMPRE isso acontece, também me acontece prever que o dia vai ser complicado ou chato e ir para lá como para o cadafalso. E outros em que fico cansadíssima e me apetece atirar tudo ao ar e sair mais cedo. Falo na generalidade, e aí com sinceridade, o trabalho dá-me prazer. É bom que me paguem por esse prazer, isso é verdade. É estimulante receber um ordenado, mas tenho de confessar que aprecio o que faço, e no caso do tal imaginado totoloto, creio bem que o continuaria a fazer. Anormal. Mas cheia de sorte.

Afixado por Emiéle em 28 de setembro de 2004, às 18:11

Afixadelas

Eu gosto é de criar. Nem que para isso tenha de passar um dia e uma noite sem ir á cama. Não consigo dormir se algo fica por fazer ou se não vejo o que fiz a funcionar. Já o trabalho rotineiro sem objectivos a alcançar é um suplicio.

A propósito a imagem do post lembrou-me a aura de uma foto Kirlian. por acaso, tenho máquina e tenho um curso sobre essas fotos para diagnóstico.

Afixado por Sapador Florestal em 28 de setembro de 2004, às 19:39

Vês o que eu quero dizer, não é Sapador? O que tu fazes, e é um trabalho sensacional, os inventos, não te dá prazer? Por acaso trabalho numa área que também me agrada muito. Como disse lá em cima, tive sorte ! E quando estamos a fazer coisas de que gostamos não se pode sentir que trabalhar é uma chatisse. Moral da história - cada um devia ter uma boa vocação e agarrar-se bem a ela.

Afixado por Emiéle em 28 de setembro de 2004, às 19:46

Eu também gosto do trabalho que faço, sobretudo, trabalhar e o convívio com os colegas! Não me custa nada trabalhar e devo dizer que estive três anos como voluntário a fazer estágios gratuitos. É óbvio que ficava mais motivado se fossem pagos. E também me sinto assim, como a emiéle, em relação ao começo das férias e às ditas!

Afixado por Johnny em 28 de setembro de 2004, às 20:21

Olha Sapador o boneco que escolhi encontrei-o num site ligado aos meus interesses. Achei curioso porque pode ter várias interpretações - a luz, e lá no centro o que eu vi como uma porta a abrir, mas num segundo olhar pode ser um túnel dentro da luz. Pareceu-me muito simbólico. Quando o abri, enchia o ecran todo e ficava muito bonito, mas não podia pô-lo aqui assim que desconfigurava esta coisa toda. Por isso ficou em miniatura, que não é tão bonito. Como são as fotos kirlian? Fiquei com curiosidade.

Afixado por Emiéle em 28 de setembro de 2004, às 20:44

Olha, que interessante! Aquilo é mesmo UMA FOTO KIRLIAN !!! Fui lá ver. És espantoso Sapador! Parabéns!

Afixado por Emiéle em 28 de setembro de 2004, às 20:47

Emiéle: O método de fotografia Kirlian foi inventado por um russo 1937 (mais ou menos) e consta em fazer passar uma corrente eléctrica de alta voltagem sobre uma placa onde colocamos os dedos da mão e do pé sobre um papel fotográfico. Depois revelasse como uma fotografia normal. Aquilo que fica no papel é a aura energética dos dedos que com um gráfico analisamos as suas formações ou deformações. Posso garantir que já livrei uma senhora a qual estavam para mandar para a faca ou o caso do meu antigo contabilista a quem avisei da possibilidade de um problema cardiaco.resultado 2 meses depois teve um ataque cardíaco.
O Exame à foto Kirliam é muito parecido com o da IRIS. Só utilizava esta máquina em pessoas amigas, não suportava ser considerado charlatão especialmente por ignorantes.

Com respeito aos inventos, gostaria de os fazer a tempo inteiro e pelo menos garantir o sustento
Para mim e para a família. Infelizmente a sociedade é muito reservada à inovação. Quem é que pensa na Internet que todos usamos hoje, já foi inventada à quase 30 anos. O frigorifico passados 80 de ser inventado. Etc. etc. os meus inventos se calhar só depois de ter morrido .AÍ VÃO-ME OFERTAR UMA DEDICATÓRIA.

Afixado por Sapador Florestal em 28 de setembro de 2004, às 21:31

Obrigada pela explicação. Agora entendo que o que se vê é decerto uma cabeça com a tal "aura". Faz todo o sentido.
Quanto aos teus inventos mete bastante raiva não te poderes dedicar inteiramente, e naõ seres reconhecido pelo que tens inventado. Pelo que sei, até poderias viver confortável com direitos de autor se as coisas fossem de outro modo. Bastava esse, do bloqueador da contra-mão. Que raio de país o nosso!

Afixado por Emiéle em 28 de setembro de 2004, às 23:20

«Posso garantir que já livrei uma senhora a qual estavam para mandar para a faca ou o caso do meu antigo contabilista a quem avisei da possibilidade de um problema cardiaco, resultado: 2 meses depois teve um ataque cardíaco.»

Vejam só o que um céptico tem de ler por vezes quando resolve blogar.

Afixado por João Pedro da Costa em 29 de setembro de 2004, às 01:08

João Pedro, gosto muito que As Ruínas tenham chegado ao Afixe. Vou muitas vezes ao teu blog embora poucas vezes comente. A crítica que fazes até está certa lendo a frase assim. O que eu creio que o Sapador quis dizer foi que ajudou a esclarecer um diagnóstico levianamente feito e portanto mal feito. Como todos sabemos isso acontece com mais frequência do que seria aceitável.Tenho uma amiga que só não começou a fazer quimioterapia e a ser amputada dos dois seios porque na véspera do início do tratamento houve quem insistisse em mais um exame. Dizíamos depois a brincar que, para quem acreditasse, tinha sido "um milagre". Acredito que alguns milagres são situações destas...

Afixado por Emiéle em 29 de setembro de 2004, às 07:27

Emiéle, Eles aí estão. Foi por essas bacoquices como o comentário do Sr. João Pedro da Costa que arrumei o material a um canto. Para determinados senhores tudo o que não seja feito por alguém com um canudo não tem valor, nem deve ser conciderado.Esse senhor desconhece que o conhecimento não tem de vir forçosamente dos canudos, porque se assim fosse, garanto que o país era capaz de estar bem melhor pelo menos ao nível da interpretação do que os outros escrevem
OBRIGADO PELA SUA DEFESA.

Afixado por Sapador Florestal em 29 de setembro de 2004, às 19:24

Olhe, Sapador, sinceramente achei que se tratou de um mal entendido. O blogger que fez o comentário não o conhecia a si e, lendo a frase solta num visão muito rápida, podia ( eu digo PODIA ) ser entendida como alguns aspectos de pseudo medicinas paralelas. Nós sabemos que as há. Para mim, como a conversa vinha de trás, e ainda por cima me senti responsável porque a sua resposta era a uma pergunta minha, senti que tinha de dizer alguma coisa. Continue a aparecer, está bem?

Afixado por Emiéle em 30 de setembro de 2004, às 07:39

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