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outubro 27, 2004
BIG Freaking BUGS
I didn't used to have any feelings about bugs and lizards. That's because I lived in Britain until I was 29 and only a big sissy can get really worried about wildlife in Britain.
Then I moved to Portugal and acquired BUGophobia, for no other reason than the little bastards aren't quite that little here. There are so many MORE bugs and lizards here, as well as their being bigger.
Praying mantises/Louvadeuses crawling all over the garden walls....
little lizardy things....
foot-long black and yellow salamanders hiding in the grass...
freaking enormous earwig things that try to look threatening by lifting up their antler/claw thingies....
and WORST of all OSGAS hiding, pooping and stinking in the gas cupboard, hanging upside down from the ceiling with their strange sticky foot pads... if you've ever read my old blog, which I'm not going to dredge up now, you'll know how I feel about geckos/OSGAS.... ooh I'm all creeped out just typing that... eugh. AND I've even had a snake in my kitchen... I never knew how I felt about snakes until that day. I now know that I most unreservedly do NOT like snakes. (God, I'm so pissed off that reading this back I sound like one of those dreadful townies who scream at the sight of anything alive, even if it's a cow... believe me, I'm not that bad... REALLY)
So, just imagine how I felt the other day when, having just got over the trial of having locked me and the kids between the house and the main gate without being able to get in the house or out of the gate, I found a great big two inch CRICKET/CIGARRA up my sleeve! A shirt has never been ripped off quite so fast in the history of clothes-wearing. eueueeueugh!
And THEN last night a huge, beautiful grasshopper lands on my kitchen table. (Actually, he didn't creep me out so badly, cos he was so pretty.. logical I'm not).
Bugs... stay out of my face... and my clothes... please.
Afixado por Madge Webb em 27 de outubro de 2004, às 22:49
Afixadelas
Nunca tinha visto a coisa nessa perspectiva, Madge. Estou solidárion contigo.
Uma coisa curiosa: antigamente matava essa bicharada toda. Ontem, matei um gafanhoto, sem querer, por acto reflexo, e fiquei a algo aborrecido.
Afixado por Monty em 27 de outubro de 2004, às 22:55
Aconteceu, na ilha do Porto Santo e, envolve um grupo de sete lagartixas cor de chumbo e, a minha pessoa.
Fui percorrendo a ilha a pé e numa dessas passeatas, desloquei-me a um promontório na zona oriental da ilha, a seguir ao porto de abrigo, seguindo por um túnel, que dá para a costa norte. Aí, no ponto mais alto, estive a apreciar as vistas e a atentar nas pedras e nas plantas (vicio de formação). Dada a hora do dia, após o almoço, deitei-me ao sol a descansar. Estava sem roupas e despreocupado pois que, com o isolamento do local...concerteza não iria ferir susceptibilidades terceiras. A certa altura adormeci. Até que fui acordado por uma lagartixa, que passeava por cima das minhas pernas. Em sobressalto, pus-me de cócoras e vi então, não uma, mas, várias lagartixas a abrigarem-se nos buracos das rochas e dentro das minhas roupas estendidas por ali. Após a fuga, imediata à minha reacção, reuniram-se todas atrás de uma pedra e duas delas encostaram a cabeça uma à outra e rodaram três ou quatro vezes em torno de um eixo imaginário, vertical, entre as duas cabeças encostadas. Após este "baile" separaram-se, e as lagartixas que tinham ficado a observar dividiram-se por dois grupos liderados por cada uma das lagartixas palestrantes. Quatro delas ficaram à minha frente distribuidas em arco a igual distância umas das outras e de modo a ocupar uma frente de 180 graus. Assim, havia sempre uma fora do meu ângulo de visão. As outras três lagartixas foram dar uma volta enorme para me contornarem, afastaram-se uns dez metros e fizeram todo o percurso em fila indiana e sempre fora de vista, a coberto de reetrãncias nas rochas e mato. As que ficaram à minha frente, mantinham-se imóveis apenas progredindo na minha direcção quando eu desviava o olhar. Eu olhava para a da ponta esquerda e ela quieta. Quando eu tornava a olhar para a da ponta direita já esta estava mais próxima de mim, mas imóvel. Voltava a olhar para a da esquerda e também já ela estava mais próxima de mim, e quieta. Estiveram nesta brincadeira um certo tempo até que uma chegou mesmo juntinho das mãos; eu mantivera-me sempre sem me mexer, de cócoras, com as mãos à frente e junto ao solo, desde que fora acordado. Essa lagartixa então tocou o meu dedo, primeiro com a lingua nas unhas, depois, com a ponta do focinho deu um empurrão. Finalmente, experimentou a morder a polpa e eu deixei, para ver a reacção das restantes. Não se fez esperar, vieram todas, confiantes, mordiscar-me nas mãos, nos pés, braços e pernas. Estavam à procura de algum ponto trincável no meu corpo! Por fim, as que tinham ido em missão de envolvimento, saltaram duma rocha, que se encontrava atrás de mim, para cima dos meus ombros, empolgadas pelo afã das outras, já em todo mim, naquele momento. Decidi então acabar o jogo, pus-me de pé e elas, de imediato, fugiram. Nem foi preciso dizer nada.
Vesti-me e fui; embora sempre sob o olhar delas todas, novamente afastadas e juntas, num só grupo, seguindo caminho.
Esta, acontecimento é elucidativo, da enorme, e desconhecida, capacidade de comunicação e organização desta insuspeita bicharada. O acaso maior que retive deste episódio foi mesmo o facto de eu me ter deixado aproximar e morder, imperturbável. e razão para isso veio de ter estado a ler no dia anterior "Alice no Pais das Maravilhas" e a dada altura do livro ela projecta uma lagartixa de nome Bill da chaminé da lareira para o céu com um pontapé." - Olhem, lá vai o Bill !" achei que a dentada de um bichinho tão pequeno de certeza que não me iria afectar por aí além e, como de facto, as dentaditas são incólumes, e as lagartixas adoráveis.
Afixado por João Ribeiro em 28 de outubro de 2004, às 00:24
Percebo-te, Madge...
Mas eu não fico assim tão enojado. Para mim, só há um bicho que merecia ser completamente destruído: a barata.
Faz-me impressão matar qualquer ser vivo. Mas para a barata, abro uma excepção. Já devo ter morto milhares. Odeio baratas.
Afixado por Bernardo Sanchez da Motta em 29 de outubro de 2004, às 10:59
