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outubro 31, 2004
Paula Rêgo
Era para ir ver a exposição de Paula Rêgo a Serralves. Infelizmente, motivos de força maior impedem-me a deslocação.
Fica a amostra do que vou perder. Brutal, não?

"Mulher Cão"
Afixado por Rogério C. Pereira às 14:48 | Afixadelas (6)
Os Açores tremem
Ouvi de manhã cedo e voltei a ouvir agora. Desde a meia noite que os Açores estão a tremer. Falam em 500 abalos. É um número aterrador! Felizmente pelo que dizem não houve grandes percas, nem de vidas nem de bens, o que é de admirar. E também acredito que os açorianos estejam um pouco “vacinados” para situações destas. Contudo dizer como a locutora disse agora, que as populações se mostram “um pouco assustadas” é no mínimo um enorme eufemismo. Com a noite inteira o chão a tremer, estar “um pouco” assustado é de uma coragem espantosa! Imagino-me numa situação dessas e a esta hora devia estar com um colapso dos sérios e a preparar um ataque cardíaco
É uma terra lindíssima, mas com estes terríveis espinhos. Um senão muito difícil de engolir, nesta bela, terra.
Afixado por Emiéle às 11:17 | Afixadelas (4)
Massouda Jalal
Tenho muita desconfiança quanto ao que considero “ideias feitas” e portanto achava-me isenta de semelhante defeito. Asneira, já se vê. Como toda a gente, também eu embarco no que considero factos estabelecidos que, afinal, a realidade desmente. Vem isto a propósito do Afeganistão e da situação das mulheres.
Acabo de ler um artigo sobre Massouda Jalal. Como sabem,
houve eleições para a presidência do Afeganistão e Massouda
foi uma candidata, competindo com oito homens.
O primeiro abalo foi ter conscencializado bem, que no país dos talibãs, pode acontecer um facto que no nosso, tão europeu e com tantas igualdades de oportunidades, só sucedeu uma vez: uma candidata à presidência, mulher. Reparem que só passaram 3 anos após a queda de um regime que afirmava que as mulheres só tinham 2 lugares “a casa do marido e o cemitério”. E mesmo hoje, as mulheres lá votam, votam, mas num universo de 8 a 10 milhões de eleitores só um terço são mulheres. Os seus votos não representam o universo feminino e, como aliás se viu, mesmo recenseadas a maioria nem votou.
Mas note-se a importância de Massouda Jalal, 41 anos, médica pediatra, casada e com 3 filhos, ter conseguido candidatar-se à presidência. Isto vem provar não só o seu arrojo mas que tem atrás de si um suporte técnico que o permitiu. Neste “ex-país-de-talibãs”, apesar do que eu imaginava, mesmo antes destas eleições existia uma ministra, da Saúde ( vejam só quantas ministras temos nós...).
Pois é, mesmo em regimes onde se pode esperar o pior sobre os direitos da mulher ( quais direitos?) há quem lute e consiga fazer-se ouvir. Claro que não foi significativo em termos eleitorais, mas foi imenso como passo em frente.
Afixado por Emiéle às 09:54 | Afixadelas (7)
Ainda os passes sociais
Nova ideia para os passes sociais:
«Os utilizadores do passe social nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto vão passar a pagar apenas os dias em que viajam»
Esta versão, também economicista, já tem contudo pés e cabeça. Faz algum sentido, na óptica do investidor fazer pagar exactamente o produto consumido. E pode ser uma medida bem aceite, se simultaneamente não aumentar o custo do utilizador diário. Vamos ver os próximos capítulos antes de aplaudir ou criticar.
Afixado por Emiéle às 09:42 | Afixadelas (2)
Aviões em saldo
Afixado por Emiéle às 09:41 | Afixadelas (2)
Fundamentalismo católico
Já por cá tínhamos sido abalados com a informação de que o Vaticano não tinha gostado que crentes de outras fés viessem rezar em Fátima. Agora é em França, que os fundamentalistas se manifestam. Um rapaz representando os “integristas franceses” distribuiu, no meio do discurso do patriarca de Lisboa, um folheto, assinado por um Movimento da Juventude Católica de França, referindo-se a presença em Fátima, em 2003, de um bispo ortodoxo "cismático e herético", a realização de um congresso inter-religioso há um ano e a ida de um grupo de hindus à Capelinha, já em Maio deste ano
Possivelmente a palavra de ordem será “Fátima para os católicos apostólicos romanos”. Eles lá sabem...

Afixado por Emiéle às 08:22 | Afixadelas (2)
João Pereira Coutinho
Hoje, na Festa do livro de Coimbra (venda de livros manuseados), vi à venda, suplicante, um livro do João Pereira Coutinho. Custava € 1,50. Regateei. Depois de muita discussão cheguei a um consenso com o vendedor. Ele deu-me dez euros e eu trouxe o livro.
Afixado por Rogério C. Pereira às 03:41 | Afixadelas (5)
Sound Bites ... NOT!
The Sound Bite - the curse of modern television news...
The LACK of the Sound Bite - the curse of modern PORTUGUESE television news.
In Portuguese Television School, it is taught that if you can use a hundred words where eight and a half will do, use another two hundred;
make sure that football comes before anything that might otherwise be important;
if any really gruesome films of dead bodies, blood and guts, murders etc. put them on screen unedited, right around dinner time;
if you are a woman reporter, make sure you look fashionable. it doesn't matter if you look crap, just look fashionable.
if you could can find someone on the street to give you a "vox pop" make sure it is someone who isn't going to be succinct and to the point and then record about an hour's worth of footage and then cut out only the REALLY boring bits. (then find their next door neighbour to do the same).

But the most important rule is to take as long as you jolly well like with your telejornal, hey, this is Portugal and NOBODY cares if there is no schedule worth the paper it isn't printed on.
Is this the only country in the world where they give approximate times for programmes?
Afixado por Madge Webb às 02:50 | Afixadelas (1)
Coisas de outros tempos II
Afixado por Rogério C. Pereira às 02:48 | Afixadelas (5)
Coisas de outros tempos
Afixado por Rogério C. Pereira às 02:28 | Afixadelas (17)
O tempo voltou p’ra trás !
Não. Não é isso. Só estou a falar do relógio, que é que pensaram?
É verdade que às vezes ponho-me a pensar que estou a viver num mundo irreal, que o que se está a passar hoje na minha terra é uma espécie de sonho estranho, vou acordar e ver que os últimos anos não existiram. Mas, não senhor. Estamos em 2004, Pedro Santana Lopes é Primeiro Ministro, Marcelo foi saneado da TVI, Paulo Portas mantém-se como ministro de estado de dois governos, Alberto João foi eleito pela quinquagésima vez rei da Madeira, e temos um leque de ministros como raramente se consegue reunir... Por vezes desejo é que o tempo comece a andar velozmente para a frente.
Afixado por Emiéle às 01:53 | Afixadelas (4)
outubro 30, 2004
Novembro de 2004

Afixado por Gibel às 22:57
modernices

Afixado por Gibel às 22:46
God bless Florida - II

Afixado por Gibel às 22:44
Sem espinhas!
Afixado por Rogério C. Pereira às 21:18 | Afixadelas (3)
A pele do Balbino
O amigo do Gibel é mesmo um cómico. Diz o D. Sebastião, último bastião do Estado de Direito: "Lá estivemos ontem no tribunal. Todos: vocês dentro da minha pele. No fim dos costumes, saímos para a liberdadezinha. No entanto, não transigimos. O rumo Do Portugal Profundo mantém-se."
Esta cena de termos estado todos no tribunal e nós dentro da pele dele é, no mínimo, esquisita. No mínimo. Porque analisando a coisa friamente, dá a ideia que alguém tem um grande inchaço no ego. Perspectivando a coisa numa perspectiva de "Senta-o-cú-no-mocho-e-ri-te" estamos perante o verdadeiro artista português.
Afixado por Rogério C. Pereira às 21:06 | Afixadelas (17)
Os amigos são para as ocasiões...
E a três dias das eleições veio a ajuda do amigo saudita. Uma espécie de indicação de voto. Michael Moore rules!
Afixado por Rogério C. Pereira às 20:52 | Afixadelas (6)
O Psi da Nação
Jorge Sampaio acha que os Portugueses andam desiludidos. Que raio de povo, tão chorão, tão cheio de queixumes! Segundo afirmou em Murça é seu dever aumentar a auto-estima dos portugueses. Para quem votou neste senhor e julgava que estava a eleger um Presidente, saiu-lhes um psico-terapeuta.
Afixado por Gibel às 18:28 | Afixadelas (4)
Rir é o melhor remédio - II
São as seguintes as três propostas alternativas apresentadas pelo PSD para a pergunta a efectuar em referendo sobre a Constituição Europeia:
1ª - "Concorda com a ratificação por Portugal do Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa?"
Muito simples para o gongórico espírito português não é? É necessário complicar mais,
2ª - "Concorda com as novas regras [não D. Cândida, não são essas regras] que regerão a União Europeia, de acordo com o tratado que estabelece uma Constituição para a Europa?"
E agora a melhor de todas,
3ª - "Concorda com a nova estrutura institucional [Juro! Esta se não viesse do PSD eu diria que seria da lavra do Manuel Maria Carrilho] e com as competências acrescidas [soa sempre bem ao ouvido do povo falar em coisas que acrescem, eles associam logo a fundos, subsídios, tudo a acrescer, é só acrescimento] da União Europeia, nos termos aprovados pelo tratado que estabelece uma Constituição para a Europa?"
Ora, bem vistas as coisas, se o espírito é este, até é possível fazer melhor. Assim, o meu contributo para pergunta referendária é, e vamos a ver se me consigo conter numa página A4:
Concorda com a ratificação por Portugal do Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa, aprovado por consenso pela Convenção Europeia em 13 de Junho e 10 de Julho de 2003, Convenção esta convocada pelo Conselho Europeu reunido em Laeken, Bélgica, em 14 e 15 de Dezembro de 2001, quando constatado que a União Europeia se encontrava numa encruzilhada decisiva da sua existência [ponderar entremear aqui uma citação de Jean Monnet] e entregue ao Presidente do Conselho Europeu em Roma em 18 de Julho de 2003, assinado pelos Chefes de Estado e de Governo em 29 de Outubro de 2004, sob a luminosa inspiração de Tucídides - A nossa Constituição...chama-se "democracia" porque o poder está nas mãos, não de uma minoria, mas do maior número de cidadãos - e igualmente inspirada pela vontade dos cidadãos e dos Estados da Europa de construírem o seu futuro comum, na sequência do Tratado de Roma que instituiu as Comunidades Europeias, alterado pela Tratado de Maastricht, e do Tratado de Amesterdão que instituiu a União Europeia, alterado pelo Tratado de Nice, seus protocolos, declarações, anexos e notas de rodapé?
* Entretanto, depois de escrever esta posta, já fomos recebendo contribuições dos nossos leitores. A nossa A.B., visita da casa e que de vez em quando traz o vinho para os jantares, sugeriu que em lugar de enxertarmos uma frase de Monnet apostemos em Schumann. Fica a devida nota.
Aqui acrescentarei outras contribuições que permitam enriquecer a nossa sugestão de pergunta a apresentar aos senhores deputados da república.
Afixado por Gibel às 17:26 | Afixadelas (4)
Rir é o melhor remédio
Leiam esta notícia e agora tentem imaginar dois agentes da PSP, concentrados, segurando no livro, com a sobrancelha esquerda levantada, pose grave, a aquilatarem do conteúdo eventualmente concupiscente de uma obra literária.
Afixado por Gibel às 17:18 | Afixadelas (1)
God bless Florida

Afixado por Gibel às 16:41 | Afixadelas (2)
COMPROMISSO DEFINITIVO
Se o livro referido no post "DO PORTUGAL PROFUNDO" foi, como se diz, apreendido, sem mais nem menos.
Se o computador referido ali, o foi do mesmo modo, devo concluir muitas coisas.
Refiro só algumas.
Em primeiro lugar, estou farto de ver o livro nas livrarias que frequento e, não apreciando esteticamente o título, não posso aceitar esta forma violenta de actuar que me parece de censura.
Sobre a blogosfera e sua relevância na comunicação entre os cidadãos teorizaram Pacheco Pereira e o Prof.Vital Moreira.
A liberdade de expressão é, na liberdade, um dos direitos mais importantes que se tem. Sem ela, nada.
Está na Declaração UniversaL Dos Direitos do Homem, na Convenção Europeia dos Direitos do Homem, na Constituição da República e em tudo quanto é lei neste país.
Fui, na ditadura, e mesmo já na democracia,objecto de perseguições por me exprimir como penso.
Não aceito um Ministério Público que não defende, como deve defender, a legalidade democrática, aí inclusa a mesma liberdade.
Não sou melhor nem pior do que outros, mas há matérias em que sou radical. A minha magistratura do MP pertence aos muitos que defendem a liberdade, não sendo instrumentos de opressão. Jamais aceitarei isso, seja lá com que consequências.
Tem havido "fumos" de tentativas autoritárias com que não posso colaborar, ainda que pelo meu silêncio.
Assumo aqui o compromisso solene e público de mais nada dizer em público, enquanto aqueles factos não forem esclarecidos com toda a clareza.
Porto,30/10/04
Alberto Pinto Nogueira na Grande Loja
Afixado por Gibel às 16:38 | Afixadelas (1)
Alquimia

Tenho andado nos últimos tempos a redescobrir o site de Adam McLean, "The Alchemy Website". Mas que coisa espectacular! Recomendo vivamente. A Alquimia é um tema muito complexo, com uma iconografia profundíssima e muito rica, e que vale a pena conhecer melhor.
Para isso, nada como este impressionante trabalho de Adam McLean. O site está repleto de gravuras, documentação original, e estudos. O próprio autor do site é um dotado encadernador, e edita reproduções fac-simile de obras alquímicas há muito fora de circulação, ou apenas disponíveis em leilões da especialidade a preços proibitivos.
Se calhar, todos nós levámos, nos nossos tempos do (des-)ensino secundário, com aquela explicação redutora, ou melhor dizendo, profundamente errada, de que a Alquimia era uma "Química primitiva". Infelizmente, assistimos outra vez a mais um efeito do estereótipo "progressista", com o qual nos lambuzam desde a Primeira Classe até que saímos da Universidade, e que neste caso insiste em transformar os antigos alquimistas em energúmenos, bruxos, charlatães, ou na melhor das hipóteses, em "analfabetos científicos".
Para os leitores do Afixe mais interessados por estes temas, há que dedicar umas boas horas a descobrir este surpreendente trabalho, e a conhecer, a pouco e pouco, o complexo mas fascinante mundo da Alquimia!
Afixado por Bernardo Motta às 11:56 | Afixadelas (3)
Descontentamento até já chega à PSP
Para quem pense que não é geral, é só olhar em redor. Quem é que anda animado? Por todo o lado, como coelhos de tocas, vão saltando os descontentes. Agora, é a PSP que se queixa de que não existem promoções na classe há cerca de três anos o que não será de estranhar, pois entra no tal congelamento da função pública. Mas talvez se pense em a começar passar vales de protecção às pessoas para recorrerem a seguranças privadas. Estava na linha de pensamento ( ? ) do que tem imaginado o nosso primeiro.
Afixado por Emiéle às 09:41 | Afixadelas (1)
Esperança e medo

«A corrida à Casa Branca entrou na recta final. Os americanos estão mergulhados entre o medo e a esperança»
Lá domina-se muito bem a propaganda. «Vota Bush ou Morre». é trocista, mas creio que real. Neste caso não se fazem prognósticos, apenas votos de que não ganhe o pior...
Afixado por Emiéle às 09:09 | Afixadelas (2)
A propaganda anda mal feita?
Eu já ontem tinha falado neste inquérito.
Não sou socióloga e não soube tirar conclusões. Limitei-me a regozijar-me. Por acaso não aprecio particularmente Villaverde Cabral, mas ele parece confirmar o óbvio :
Santana das poucas coisas que fez foi a criação de «uma central de propaganda». Os problemas são mais que evidentes, segundo afirma: a perda do poder de compra, o aumento do desemprego entre os jovens
Isto entra de tal forma pelos olhos adentro que ou a central ainda não está a funcional ou está a trabalhar bastante mal.
Afixado por Emiéle às 08:52 | Afixadelas (2)
Faltam 3 dias...
Afixado por Rogério C. Pereira às 01:28 | Afixadelas (5)
Mais balbinices...
Suspeita de violação de segredo de justiça leva autor de blog a tribunal
Tens o que querias, rapaz. Parabéns!
Afixado por Rogério C. Pereira às 01:19 | Afixadelas (6)
Aeminium
Calma, rapaziada, isto tem andado muito agreste. É necessária muita calma. Aguentem-se com esta imagem de Coimbra Mondeguina. E relaxem...
Afixado por Rogério C. Pereira às 01:12 | Afixadelas (4)
outubro 29, 2004
undecided voter

Afixado por Gibel às 20:48 | Afixadelas (3)
Do Portugal Profundo
Em Leiria, um autor de um blog mereceu a atenção de um procurador do Ministério Público e de dois agentes da PJ, pela alegada prática de um crime punível com pena até um ano ou pena de multa.
Em Guimarães, um sereno livreiro que expôs em escaparate um livro intitulado "As mulheres não gostam de foder" mereceu igualmente a atenção de um procurador que abriu inquérito em face de uma lei que não conheço e que punirà a exposição de material obsceno ao público. Com esta abertura de inquérito, que me abstenho de comentar pelo absurdo manifesto, gastar-se-à papel, o tempo de alguns funcionários, de alguns agentes policiais em notificações, dispender-se-ão honorários a advogado para defesa, etc.
Isto passa-se no mesmo país em que já ninguém fala de Isaltinos ou de Pretos. Lembram-se? Isto passa-se no mesmo país em que a criminalidade do tráfico de influências, da lavagem de dinheiro e da fraude económico-financeira associada ao financiamento dos partidos parece adormecer em discretas gavetas.
Estando o Ministério Público submetido a um princípio hipócrita de legalidade - que significa que é obrigado a investigar e acusar por todos os crimes, mesmo que os meios sejam limitados - , em lugar de estar submetido a um princípio de oportunidade que fosse rigorosamente sindicável - que lhe permitiria, em face da limitação de meios, dar prioridade à investigação e acusação dos crimes mais complexos e que mais danos geram na comunidade - o resultado de tudo isto é que, na prática, como o panorama confirma, acaba por funcionar o princípio da oportunidade na prática e no pior sentido: como é menos complexo e exige menos meios, é mais fácil e eficaz perseguir os "pilha-galinhas", a pequena criminalidade que se despacha em duas páginas de um despacho de acusação já minutado à saciedade em tantos outros casos idênticos: cheque sem provisão, a agressão entre vizinhos, a injúria, o tabefe, o roubo, o pequeno traficante que teve azar.
Alguém conhece gestores de empresas obscenamente falidas no Vale de Ave ou em Belmonte, em cujas comarcas os senhores procuradores tenham com zelo, diligência e eficácia idênticas à aplicada ao Sr. António Balbino Caldeira, entrado pela porta adentro com mandados de revista para apurarem: as contas bancárias, os bens móveis, a mistura entre dinheiros da empresa e dinheiros da família, o saco comum de onde se paga o jipe pró menino e o mercedes novo para a Patroa e digníssima esposa?
Alguém conhece alguma secretaria-geral de um dos partidos políticos ou casa particular de um dos seus secretários-gerais revistada com a mesma eficácia e zelo aplicada ao Sr. António Balbino Caldeira?
Em suma: a criminalidade económica ou contra o Estado de Direito (corrupção, tráfico de influências, lavagens de dinheiro) fica essencialmente impune. Porquê? Porque, genericamente não há lesados directos: a lesada é a comunidade, é o sistema político, e as pessoas não a sentem, ou pelo menos não a associam depois aos males de que se vão queixando, como por exemplo, o preço exorbitante de uma casa de habitação pelo facto de ter de reflectir as luvas que vários intermediários tiveram de receber na autarquia ou no partido. O que interessa ao povão em eleições é que lhe falem da pequena criminalidade, da insegurança, da velhinha que tem medo do roubo por esticão, ou do sujeito que está preocupado se lhe sacam o auto-rádio da viatura.
Entretanto, importunam-se os Balbinos...É mais fácil e lava mais branco!
Afixado por Gibel às 17:26 | Afixadelas (37)
Astérix, Obelix & Companhia
Faz hoje 45 anos que a Astérix e sua pequena aldeia gaulesa se mantêm irredutíveis.
Afixado por Rogério C. Pereira às 16:03 | Afixadelas (7)
Parabéns ao Nuno Guerreiro
O Rua da Judiaria faz um ano. Ou melhor, fez ontem, e só nos lembrámos hoje.
Afixado por Gibel às 15:33 | Afixadelas (1)
O Afixe e o PS Do Portugal Profundo
Na sequência das Notícias que aqui dei do Portugal Profundo e na esteira da nossa política editorial (que não a temos), e porque não queremos que nada falte aos nossos leitores e, particularmente, aos nossos não-leitores-mas-que-nos-lêem-mais-que-os-outros, transmitimos de seguida importante mensagem onde a minha carapuça é descoberta. Afinal, parece que eu estou ligado ao PS - ai, se eu descubro quem me tem andado a pagar as quotas. De resto, pode ser que assim, os fulaninhos parem de me atacar com idiotices e comecem a olhar para o processo com alguma isenção e não em rebanho atrás do Balbino.
"Acabei de saber uma informação interessante sobre o problema do Monty, é que ele e os seus amiguinhos estão ligados ao PS! basta ler o blogue respectivo para se perceber. Ou seja, pode-se ser pedófilo à vontade desde que se seja da mesma côr, não vá o dinheirinho e os bons lugares em Bruxelas faltarem. Coincidência das coincidências, eu estou em Bruxelas e a minha rede de influência também é do PS, com a diferença, a grande diferença, que não sou nem apoiante dos pedófilos, nem preciso de andar a "lamber botas" para defender o dinheirinho ganho à custa da desgraça dos outros. É essa a grande diferença entre nós. É deste tipo de lixo que o PS tem que se livrar urgentemente. Infelizmente, o PSD e o PP também estão cheios de podres, mas bem escondidinhos e muito mais poderosos. Esperemos que a Justiça se recomponha rapidamente para, finalmente, poder começar a Verdadeira Denúncia. Ainda a procissão vai no adro..."
daka | Email | 29.10.04 - 9:08 am | #
PS (de Post Scriptum, ganapos!): Escusam, mas escusam mesmo, de vir com ameaças do género "Esse fdp do Monty nâo vai ficar alegre por muito tempo. Garanto.". A não ser que queiram ver-me muito divertido!
PS: Para os mais sérios, não posso deixar de falar um pouco mais a sério e reiterar que me estou a cagar para o PS, e que nada me liga a tão esconso partido. Deste processo, reitero, ao contrário do Balbino, só espero que se faça Justiça. Mas não uma justiça de sapateiro, uma justiça de rua, refiro-me, ao invés, a uma Justiça isenta de pressões, tanto quanto ainda for possível, por forma a que alguém mais avalizado que o Balbino e seus donos, possam apreciar os factos e subsumi-los ao Direito! Só isso! De resto, até podem colocar grades à volta do Rato que estou-me nas tintas para isso. E o problema é mesmo esse: é haver meia-dúzia, a caminho da dúzia, de mentes peregrinas, que não entendem que se tem de olhar para um processo como este, de peito aberto e sem quaisquer tipo de interesses, avenças, seguidismos ou balbinices.
Afixado por Rogério C. Pereira às 11:02 | Afixadelas (10)
Médicos especialistas
Esta é uma questão que nem sempre é referida com a importância que merece. O problema de médicos de algumas especialidades ser claramente insuficiente. Isso para além da má distribuição, interior / grandes centros, como se sabe. Se Portugal vai sentir escassez de médicos ortopedistas a médio prazo o que dizer por exemplo de pediatras, onde actualmente nos Centros de Saúde, quando há essa especialidade, só atendem bebés? E quando sabemos que a pediatria é mesmo uma especialidade que pode prevenir situações graves e jogar com todo o futuro de uma pessoa? Falo nesta especialidade por me der defrontado há pouco com uma situação chocante, mas sabemos de muitas e muitas especialidades onde existem poucos técnicos e mal distribuídos. Este aspecto da política de saúde parece muitas vezes esquecido. Não é só nas listas de espera de operações que se tem de pensar...
Afixado por Emiéle às 08:39 | Afixadelas (3)
Presente de grego?
Assim, à primeira vista, parece-me uma boa proposta. Mas sobre a política social tenho visto tanta coisa, que não sei se este presente não terá qualquer armadilha... Sem a examinar com mais atenção, não acho mal que Quem quiser continuar a trabalhar após a idade da reforma o possa fazer em tempo parcial e ganhando um complemento de salário Quanto à ideia de que da parte da tarde poderão ficar com os netos, é bonita e romântica, mas não resolve onde ficam as criancinhas durante a manhã...
Tenho de ler bem a proposta e reflectir mais. Como disse sou muito desconfiada com tudo o que se tem (des)feito em política social. Mas, também nem tudo será mau. E como nem toda a gente envelhece com o mesmo ritmo, a ideia de se poder ficar a trabalhar em part-time, passando os seus conhecimentos a quem tenha menos experiência parece-me positiva. E atenua o choque da reforma, responsável por muitas situações depressivas que andam por aí.
Afixado por Emiéle às 08:17 | Afixadelas (7)
Estudo sobre a net em Portugal
Mas afinal este estudo vem apenas confirmar o que o dia-a-dia nos mostra e que faz sentido:« a Net é especialmente para os jovens, um espaço de lazer, entretenimento e sociabilidade e para os mais velhos e mais escolarizados, é utilizada para fins de ordem prática, profissional e cultural». Por algum motivo há tantos chats entre miudagem mesmo muito novinha, mas quando se fala em “procurar uma informação” nem sempre mostram o mesmo desembaraço. E também se vê e é lógico que «quando a elite é pequena a utilização tende a ser mais específica. Há uma relação directa entre a internet e o grau de educação das pessoas». Por mim não acho nada mal que se comece a usar desde muito jovem, mesmo que seja só para brincar. Mas parece-me que já não é tão bom quando cristalizam nessa utilização. E, pela minha amostra pessoal, isso acontece bastante. Tenho passado ao pé de miúdos que estão a conversar e oiço: “essa coisa de procurar coisas é cena de cota”. Se calhar é. Assim como aquele estranhíssimo português originado nos chats que os tais cotas não conseguem ler...
Afixado por Emiéle às 07:58 | Afixadelas (11)
Estas sondagens agradam
De vez em quando lá voltamos às sondagens... E agora – o que são as coisas – desde que eu mesma fui “sondada” já olho para aqui com mais curiosidade. Contudo continuo a fazer as minhas reservas sobre o facto de eles serem feitas pelo telefone fixo.
Bom, mas estas sondagens agora agradam-me. Porque já passaram os tais cem dias, já há para aí acenos com grandes melhorias e promessas de que em breve vai ser o céu, limpo e azul, mas...:
Esse descontentamento é tal que o PSD do primeiro-ministro, Pedro Santana Lopes, obtém, nesta sondagem, um mínimo histórico - 28,4% - desde Outubro de 2000
Parece que do grupo dos ministros apenas 6 ficaram com avaliação positiva. E aqui no artigo não nos diz até que ponto positiva, pode ser uma nota baixita. Só não esperava, mas também não se pode ganhar em tudo, que o CDS se aguentasse nesta onda. Parece que sim ( ? ) possivelmente, por para a opinião pública, o maior responsável por este buraco ser o PSD.
Afixado por Emiéle às 07:40 | Afixadelas (4)
outubro 28, 2004
Os leitores Do Portugal Profundo
Na sequência do meu post Notícias Do Portugal Profundo, houve umas reacções curiosas no blogue do Balbino.
Dois exemplos:
A velha - ou deverei dizer caduca? - Zazie está de volta e ao seu melhor nível.
Já o amigo Asdrubal é sério candidato a parangonista do 24 Horas. Fantástico, pá, continua, estás no bom caminho. O gajo conseguiu concluir que sou que estou por trás do processo que "é movido" ao Balbino. Que divertido que é quando o sapateiro vai além da chinela.
Afixado por Rogério C. Pereira às 23:09 | Afixadelas (13)
Porque gosto do BdE
Com algum atraso dei-me conta que o BdE tinha sido nomeado o “Blogue da Semana”. Culpa minha que vou à Weblog quase a voar e passo às vezes pelo BdE também um pouco a correr, não tendo reparado no post onde referiam o evento. Ainda fui lhes dar um abraço, apesar de atrasado, e quando ia também deixar algumas palavras na notícia da própria Weblog encontrei um ou outro comentário menos simpático. Eu sei, e não se pode contestar, que gostos são gostos. E como gostar ou não, é muito do domínio dos afectos não há nesta campo racionalidade ou argumentos que mudem uma opinião. Mas acredito que haja quem encalhe com o nome e daí tire todas as ilações impossíveis mas erradas
Uma delas, a respeito da qual já tenho discutido de viva voz, é que uma coisa é Blogue e outra Bloco. Bem sei que são consoantes guturais mas o significado não é o mesmo. E basta frequentar o BdE para não se ficar com dúvidas. Nem todos lêem pela mesma cartilha, felizmente, que é uma das virtudes daquele blog onde não se sente uma pressão partidária. Não o queiram encaixar à força num formato que não é o dele.
Outra, que só acredito que seja defendida por quem ou não passa do título ou tudo o que lá lê seja já com ideias preconcebidas, é que naquele blog só se fala de política. Claro que se fala de política, se aceitarmos que tudo é política: vivemos na polis, vivemos em sociedade e o homem é um animal político. De resto, com colaboradores tão facetados como os que por lá andam, como é que se pode reduzir aqueles textos apenas à política no sentido limitado? Quando lemos textos do Luís Rainha como este ou, entre vários outros, ( o difícil é escolher ) este de uma tal beleza intimista, outros do tchernignobyl aqui ou por exemplo aqui , de subtil descrição irónica da vida diária, outros do Filipe Moura, que vão do romance policial até questões de linguística ( sem esquecer os seus posts de questões de ciência), outros do José Mário “simplesmente” poéticos ou literários , do Jorge Palinhos como este , ou este ou este ( para além de todos eles molharem a sopa quando se trata de futebol ) como há quem queira reduzir tanta riqueza e colorido à visão cinzenta e espartilhada político-partidária?
Eu não vejo, nem nunca os vi assim. Espero que nunca o sejam. E continuem tal como são agora, por muito tempo para o nosso prazer.
Afixado por Emiéle às 22:58 | Afixadelas (18)
Need some Help?

Afixado por Gibel às 20:34 | Afixadelas (4)
The Lawyers in John Kerry's Corner
A former Justice Department and White House official under Bill Clinton and now executive director of a foundation-funded project studying the medical malpractice crisis in Pennsylvania, Liss is one of dozens of D.C. lawyers volunteering policy advice to Kerry.
She's doing so as part of a group of lawyers that advises Kerry on judicial and legal policy issues.
That group, headed by Nicholas Gess, of counsel at the D.C. office of Bingham McCutchen, is one of several clusters of well-connected lawyers and policy experts, many of them Clinton administration veterans, relied on by Kerry to brainstorm key issues.
Other groups, larded with lawyers from the D.C. offices of such firms as Arnold & Porter; Latham & Watkins; Mintz, Levin, Cohn, Ferris, Glovsky and Popeo; and Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom, focus on issues like economics or foreign policy. All of them report to Sarah Bianchi, the campaign's policy director and a former domestic policy adviser to former Vice President Al Gore.
Ler artigo completo na Law.com
Afixado por Gibel às 20:05 | Afixadelas (1)
Mas a verdade é que algumas apostam nos dois cavalos
Sendo que são mais generosas com Mr. W. Bush
TOP 20
Morgan Stanley $599,730
Merrill Lynch $569,204
PricewaterhouseCoopers $508,300
UBS Americas $456,625
Goldman Sachs $373,100
MBNA Corp $351,000
Credit Suisse First Boston $329,290
Lehman Brothers $315,275
Citigroup Inc $311,100
Bear Stearns $302,600
Ernst & Young $296,140
Deloitte Touche Tohmatsu $278,350
US Government $266,751
Wachovia Corp $261,060
Ameriquest Capital $244,400
Blank Rome LLP $220,150
Bank of America $213,311
JP Morgan Chase & Co $199,650
Microsoft Corp $193,040
Southern Co $191,232
Com apoios destes, como não há-de ganhar o Mr. W?
É certo, falta-lhe o apoio financeiro de grandes escritórios de advogados, como sucede com Kerry que recebe financiamento de sete das maiores firmas, mas o que é tramado é que até justamente por isso o W. pode ganhar mais popularidade.
Afixado por Gibel às 19:54
TOP 20 dos financiadores de John Kerry
1. University of California $295,125
2. Harvard University $203,935
3. Skadden, Arps et al. $187,475
4. Time Warner $177,006
5. Citigroup Inc. $157,806
6. UBS Americas $157,450
7. Goldman Sachs $155,250
8. Robins, Kaplan $148,250
9. Piper Rudnick LLP $131,152
10. Viacom Inc. $106,444
11. Microsoft $104,663
12. Mintz, Levin et al. $102,301
13. Akin, Gump et al. $102,200
14. Morgan Stanley $101,954
15. JP Morgan Chase $101,237
16. Stanford University $97,950
17. Holland & Knight $94,930
18. Latham & Watkins $94,025
19. U.S. government $90,749
20. Columbia University $88,383
Fonte: Center for Responsive Politics
Com contribuintes destes, como é que o homem não pode deixar de ganhar as eleições?
PS: O Citigroup não é aquela famosa instituição financeira detida por um certo príncipe saudita e que o Michael Moore menciona no seu documentário?
Afixado por Gibel às 19:45 | Afixadelas (1)
Notícias Do Portugal Profundo
Como referi por diversas vezes, aqui, aqui, aqui e aqui, alguém arranjou um blogue ao Sr. António Balbino Caldeira e resolveu começar a brincar aos polícias e ladrões, tendo o processo Casa Pia como pano de fundo.
Chama-se, o blogue, Do Portugal Profundo e é coisa de vacas a pastar. Em tempo, fiz o devido apelo! Não é possível, num Estado que se quer de Direito, ter alguém como o Balbino e a quem se esconde por trás dele, e ainda para mais arvorados em defensores da democracia, de Portugal e do Estado de Direito, a fazer uma espécie de julgamentos paralelos, à revelia dos princípios mais básicos e elementares do Direito. Desde logo, e já sem falar na questão do contraditório, que aqui sim se aplica com total sentido, o Balbino resolveu "cagar de alto" para o sagrado principio da presunção de inocência dos arguidos.
Não é ao Balbino, e disto avisei-o por mais que uma vez, que, na pele de uma qualquer espécie de Torquemada de trazer por casa, cabe encarreirar os arguidos para o Terreiro do Paço, atá-los aos postes, carregar a lenha e acender a fogueira. Não é a ele nem a ninguém.
Logo o Sr. Balbino e seus apaniguados, resolveram avisar-me que eu não devia proteger os meus amigos do PS. Supremo hilário. Logo eu, PS. Nesse momento me apercebi do tipo de raciocínio havido por estes avençados. E continuei, aqui do meu cantinho a avisar, a avisar e a avisar. De mês a mês lá ia o aviso.
Não há-de ter sido por causa disso, que o senhor era auto-suficiente em termos de publicidade, bastando-se nesse aspecto, mas a verdade é que, passados uns quantos meses de fartar vilanagem, alguém resolveu agir.
Eis o depoimento na primeira pessoa (obrigado ao cachucho, pela dica):
Posto isto, talvez comece a ser seguro dizer que acabou a troça e que começa a ser tempo de esta gente deixar de apelar ao "meu país" e à "democracia" na defesa dos suas mui privadas vergonhas. Suprema irritação.
Num dos posts acima linkados, disse e ora reitero:
"Pontos prévios: nem sequer tentem usar o argumento que eu estou a defender os arguidos. Não fui mandatado para isso e, em boa verdade, dificilmente aceitaria tal defesa. Por isso, não me venham com essa. Obviamente, acredito que há culpados e até tenho as minhas convicções sobre um ou outro. Mas valem o que valem, as minhas convicções - não valem absolutamente nada - zero, a ponta dum corno.
Como as do Balbino, aliás. Diz Balbino, se eu não entendo a existência de uma rede pedófila.
Não, Balbino, não entendo, tu entendes? Como vês, é necessário ter cuidado com as palavras - vê lá onde te metes. Neste país de descontextualizações, ainda alguém se há-de pôr a dizer que tu entendes a existência de uma rede pedófila.
Continua o Balbino: "Não entrarei no mesmo tipo de ofensa. Não sei quem você é, Monty. Não sei também o que o move. A mim move-me a defesa das vítimas de pedófilos e o desmantelamento da rede pedófila de controlo do Estado. Publicarei toda a informação factual que puder para esclarecimento do povo, tal como a defesa dos acusados e suspeitos de pedofilia tem divulgado a sua posição. Além do mais, agora o processo tem julgamento marcado... Quem não concorda, pode contestar. E pode fazê-lo sem se identificar. Não deve fazê-lo é ofendendo o mensageiro, simplesmente porque não se gosta da mensagem."
O Balbino quer respeito, quer ser um homem respeitado. Provavelmente, até quer ser um homem temido! Quem quer respeito tem, antes do mais, que se dar ao respeito. Isto, Balbino, não é a Administração Pública, onde impera tudo menos a vontade do utente.
Nestas coisas da justiça, há que agir com lisura. E ofendeu-se porque lhe chamei "espécie de Torquemada". Sabes quem era o Torquemada, Balbino? Conheces-lhe bem os métodos, não? Que estás tu a fazer se não ajudar a encarreirar todos os arguidos para um auto de fé dos tempos modernos? Não te passa pela cabeça, nem por um instante, que sucede se um deles, um só, estiver inocente? Que pensavas, que ias fazer a tua guerrinha santa e que ninguém te ia aborrecer? Na tua "local shop only for local people"? Já agora, porque retiraste os comentários da tua amostra de blogue? As loas diminuíram? O "local people" começou a aparecer menos, foi?
Que sucede, Balbino? Que vais tu fazer, tu que falas na liberdade? Que vais fazer para lhe limpar o nome?
Eu não faço ideia se aqueles indivíduos, em concreto, lá estiveram e praticaram aqueles actos. Tu sabes? Já tiveste, porventura, acesso ao acórdão do Supremo? Sim, porque só nessa altura, e com o trânsito em julgado é possível tirar as conclusões que tu tiras. Ou estiveste na casa da Elvas? Cuidado, Balbino, cuidado com as palavras. É preciso ter cautela neste país onde os julgamentos se fazem nos blogues e na comunicação social.
Tens a noção do Portugal para que falas? Já pensaste, por um instante, que tipo de cruz estás a ajudar a colocar para sempre sobre aqueles indivíduos?
Não deves ser jurista. Não podes ser jurista. Se fosses, perceberias a ignomínia do que está a fazer. Mas, mais que tudo, não pareces ser razoável.
Que me move? Não me move absolutamente nada, a não ser o facto de ser jurista e não entender, por mais voltas que dê à cabeça, o que raio pretendes tu. Move-me o facto de começar a ver a na rua factos que deviam estar só no processo. De ver isso tudo e de não gostar. Move-me o facto de entender que actuas sem qualquer tipo de lisura. Move-me tanta coisa, Balbino. Mas sabes o que me move mais? O facto de agir em consciência.
Fica sabendo que, no que de mim depender hei-de, ponto por ponto, post a post, desmascarar-te.
E já agora, Balbino, diz lá ao povo português, em nome de quem costumas falar, quem te fornece o material? Onde foste tu buscar a acusação? Onde foste tu descobrir o recurso do MP. Quem te dá as dicas?"
Talvez agora comecem a aparecer algumas respostas e se comece a perceber quem está avençado por quem.
Afixado por Rogério C. Pereira às 15:18 | Afixadelas (23)
Mudança!!
Bem, hoje é que é! O último dia de trabalho no escritório de Bruxelas! A partir da próxima semana estou em Colónia! Novo escritório, novo apartamento, nova cidade, novo país, tudo novo!
Há uns tempos atrás estava apreensiva com a mudança para a Alemanha, mas agora estou tão stressada com esta coisa do vai-não-vai (sabem, aquela fase de indecisão quando sabem que uma grande mudança vai acontecer mas nunca mais chega), que estou desejosa de mudar.
Um amigo meu utilizou uma vez uma metáfora engraçada para explicar esta sensação… Estão a ver o Tarzan, a “voar” alegremente pela floresta, saltando de liana em liana? Bem, o que sinto é o que deve sentir o Tarzan na fracção de segundo em que já largou a liana e ainda não agarrou a seguinte. Durante uma fracção de segundo, o mundo fica como que em suspenso, e não existe nada que te proteja das leis da gravidade, mas mesmo assim não cais – o que não impede que tenhas medo de cair.
Bem, a próxima vez que escrever já será em Colónia! Até lá!
Afixado por M. Butterfly às 09:57 | Afixadelas (7)
Gatinhos e stress
Ora esta...
Para mim, o gato é até o símbolo do descanso, de relaxamento, a imagem do gato a dormir ou a espreguiçar-se é daquelas que nos ocorrem quando se pensa nesse animal. E gosto de pensar nisso, que para mim até é um motivo de reforçar a tranquilidade. O rom-rom de um gatinho é fonte de anti-stress, achava eu. Aliás existe a frase “preguiçoso como um gato”. Ou seja, tudo isso são imagens opostas à ideia de stress.
Nada disso! Agora ficamos a saber que
Gatos podem sofrer de doenças relacionadas com o stress
Que novidade. Já não se pode ter confiança em nada! Um gato stressado ? Só vejo no caso do Tom e Jerry por o malvado do rato o conseguir sempre bater aos pontos!
Afixado por Emiéle às 08:40 | Afixadelas (15)
Não fui eu que inventei!...
Metáfora:
Eclipse da lua, espectáculo cor-de-laranja - diz aqui
Lá quanto à lua, não sei dizer. Mas que há por aí uns eclipses alaranjados, é notório.
Dizem os astrónomos que esta semana é eclipse total. Mas lá nessa não acredito. O Director do observatório é muito comedido, e não ia permitir eclipse nenhum. Com ele a mandar, são uns parciais e já é o que se arranja...
Afixado por Emiéle às 08:15 | Afixadelas (1)
O Orçamento do Estado e Campelo
O senhor que ficou famoso em todo Portugal pelo famoso queijo ( e olhem que não pode ter havido melhor propaganda !) volta a dar que falar. Deu-se bem da outra vez, e como já tem experiência, vamos lá ver como se sai...
Daniel Campelo não gostou do orçamento. Não está sozinho que há muito mais quem não goste. Da outra vez bastava um voto, coisa com que não pode contar agora, mas a ver vamos ... Pelo menos vem aí o Circo, e isso já pode ser interessante. Considera que este orçamento é um desafio aos deputados do distrito, quer do PS quer da Maioria. e portanto apela a uma rebelião dos deputados de Viana. Quanto mais não seja voltamos a falar no queijo e as vendas aumentam. Já é lucro para a região.
Afixado por Emiéle às 07:40
Arafat
O líder da Palestina não está bem.
Há muito tempo que se diz e se nota o estado enfraquecido e doente de Arafat. Mas agora piorou de um modo evidente. Teve um colapso e não se diz exactamente de que sofre sendo as notícias contraditórias mas nenhuma muito boa apesar de apresentarem gravidade variável.
Foi entretanto criado um comité para assegurar a liderança da Palestina
A verdade é que o facto de estar em “prisão domiciliária” como se pode considerar a sua situação, desde há dois anos, não deve dar nenhuma saúde a quem já não estava nada bem desde há bastante tempo. Será que este comité pode funcionar como um “ensaio geral” para o caso do desaparecimento desta figura tão carismática? Duvido muito que com a morte deste homem a situação melhore seja de que forma fôr.
Oxalá esteja enganada.
Afixado por Emiéle às 07:08 | Afixadelas (1)
«O meu problema não é com os ambientalistas, é com os interesses»
O senhor ministro do ambiente surpreende.
Aliás é mesmo uma constante deste já não-novo governo: a constante surpresa. Claro que, como o exemplo vem do topo, já devíamos estar habituados a esta permanente sensação. Devo explicar que desta vez a admiração veio, não de uma ideia mirabolante, mas de uma manifestação de ingenuidade que é difícil de acreditar como genuina. Disse Nobre Guedes que há «poderosos interesses», ilegítimos e legítimos, que se opõem ao desenvolvimento ambiental do País Que bom. Gostaríamos todos de o ajudar nessa luta.
O extraordinário é tê-lo descoberto agora. Mais extraordinário por ter privado com eles tão de perto até há pouco. Diria até que mais extraordinário ainda por ele mesmo fazer parte desses interesses. Que terrível dilema, senhor ministro. Adivinha-se uma dupla personalidade, algo aparentado com a esquizofrenia.
Ou toda esta conversa é mesmo isso, “conversa”, como a que se trava com visitas de cerimónia. Diz-se aquilo que os demais gostam de ouvir. Deve ser o seu conceito de diplomacia...
Afixado por Emiéle às 06:52 | Afixadelas (6)
outubro 27, 2004
BIG Freaking BUGS
I didn't used to have any feelings about bugs and lizards. That's because I lived in Britain until I was 29 and only a big sissy can get really worried about wildlife in Britain.
Then I moved to Portugal and acquired BUGophobia, for no other reason than the little bastards aren't quite that little here. There are so many MORE bugs and lizards here, as well as their being bigger.
Praying mantises/Louvadeuses crawling all over the garden walls....
little lizardy things....
foot-long black and yellow salamanders hiding in the grass...
freaking enormous earwig things that try to look threatening by lifting up their antler/claw thingies....
and WORST of all OSGAS hiding, pooping and stinking in the gas cupboard, hanging upside down from the ceiling with their strange sticky foot pads... if you've ever read my old blog, which I'm not going to dredge up now, you'll know how I feel about geckos/OSGAS.... ooh I'm all creeped out just typing that... eugh. AND I've even had a snake in my kitchen... I never knew how I felt about snakes until that day. I now know that I most unreservedly do NOT like snakes. (God, I'm so pissed off that reading this back I sound like one of those dreadful townies who scream at the sight of anything alive, even if it's a cow... believe me, I'm not that bad... REALLY)
So, just imagine how I felt the other day when, having just got over the trial of having locked me and the kids between the house and the main gate without being able to get in the house or out of the gate, I found a great big two inch CRICKET/CIGARRA up my sleeve! A shirt has never been ripped off quite so fast in the history of clothes-wearing. eueueeueugh!
And THEN last night a huge, beautiful grasshopper lands on my kitchen table. (Actually, he didn't creep me out so badly, cos he was so pretty.. logical I'm not).
Bugs... stay out of my face... and my clothes... please.
Afixado por Madge Webb às 22:49 | Afixadelas (3)
Pressões do Amaral...
Afinal, parece que havia ostras no contraditório. O bom do Marcelo deve-se estar a divertir tanto...
Afixado por Rogério C. Pereira às 19:42 | Afixadelas (7)
Abaixo a pêra-rocha
Há pouco, à procura, no dicionário, do significado exacto de lamelibrânquio (necessitava de insultar um juíz), deparei com este primor:
lambe-lhe-os-dedos, s.f. variedade de pêra (pêra-de-amorim).
Afixado por Rogério C. Pereira às 19:26 | Afixadelas (1)
Dor de costas
Nos últimos dias não tenho afixado nada, tenho trabalhado para burro e estou com uma lancinante dor de costas.
Pelo que, é seguro dizer que, não blogar e trabalhar para burro dá dor de costas. E das lancinantes...
Afixado por Rogério C. Pereira às 19:23 | Afixadelas (8)
Mas qual é o mal?
Eles são mesmo maus!
Ora que mal tem...
Associação Portuguesa dos Amigos da Sesta convidou o primeiro-ministro a tornar-se sócio da instituição
Afixado por Emiéle às 16:54 | Afixadelas (5)
O Clima e Estilistas de Moda

Afixado por Emiéle às 13:46 | Afixadelas (8)
Ciência: Viver até aos 150 anos
Li o seguinte: «Crianças que moram em países desenvolvidos poderão viver até os 150 anos de idade, segundo o cientista Steven Austad, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas».
Do ponto de vista da ciência é excelente. Quanto às ciências sociais já se tem de fazer toda uma “rebobinagem” de conceitos. Primeiro porque não sei se viver muito é, em si, um bom objectivo, ou será viver bem. Já hoje se levanta a dúvida se será bom, arrastarem-se anos sem nenhuma qualidade de vida. Portanto a longevidade é uma coisa boa quando a vida também o é. Mas o que imagino é por um lado os fosso cada vez maior entre esses “países desenvolvidos “ e afinal o “resto do mundo”, e por outro com esse aumentar da esperança de vida, se vai confirmar um fenómeno que já se nota: o deslizar para mais tarde de marcos no desenvolvimento psicológico e social do indivíduo. Isto dá para se pensar muito.
Afixado por Emiéle às 08:49 | Afixadelas (9)
Um dia complicado para o José Manel
Hoje vai a votos a Comissão proposta por Durão Barroso. As paradas foram altas, o jogo é a doer. Vamos ver o que sai dali. Parece-me também exagerado afirmar como o Público «Comissão Barroso à beira da derrocada» , mas lá que a coisa está preta, assim parece. Fico bem interessada a ver o que dali sai. Oiço na rádio que a “comissão está engasgada”. Gostei. O temo é visualmente muito expressivo! E justo. Também nós temos andado engasgados com muita coisa...
PS - Acabo de ouvir que o Zé Manel pediu um adiamento... Então ainda não é hoje que é o grande dia. Lá teremos de esperar mais um pedacinho assim.
Afixado por Emiéle às 08:29 | Afixadelas (8)
A Grande Vigilância
A notícia não é pacífica. Até porque a ideia, creio que bem intencionada, pode ter uma leitura favorável. O modelo é o Big Brother de triste memória, para não falar no inspirador, o do Orwell. Pelo que julgo compreender apenas se tentou levar a cabo numa única escola e com normal concordância dos pais. Ora imagine-se como seria «Estar no trabalho, frente ao computador, entrar na página de Internet da creche ou da escola do filho, escrever uma palavra-passe e poder ver a sala de aula, em directo». Certo. É o que há 50 anos se podia imaginar, quando se sonhava como seria a vida depois do ano de 2000. O controlo à distância de um modo absoluto e rigoroso. Isto é o lado animador e colorido do projecto – é óptimo poder em qualquer ocasião saber como está o meu rico filho. Que sossego!
Mas pelo que entendi as coisas foram dificultadas. Levantou-se a questão do direito à privacidade. Inicialmente apenas a dos trabalhadores daquela escola, mas, vendo bem as coisas, das próprias crianças. E felizmente que assim foi.
Imagina-se o que é chegar a casa e a mãezinha dizer-nos. “Olha lá, porque é que ferraste uma estalada à Joaninha? O que é que ela estava a dizer que não percebi bem?...” ou o pai “Metade da comida do almoço ficou no prato! Sentes mal?” Já alguém imaginou o que é que isto pode fazer à imaginação de uma criança? Sem VER os pais saber que eles a vêem a ela... Saber-se observada, sem retribuição, deve ser algo de terrível. Uma espécie de deuses sempre presentes ! Uma coisa era poder “ver” os pais para matar saudades quando o desejasse, mas nesse caso seria ver e ser vista. E até mesmo isso teria de ser racionado porque iria dificultar a separação. Uma criança deve ser capaz de interiorizar os pais, sabê-los dentro de si e não precisar da sua presença física constante. É assim que se cresce. E quanto aos pais vão ter de acreditar na escola onde deixam os seus filhos. É nessa base de confiança que se educa uma criança.
Afixado por Emiéle às 07:50 | Afixadelas (7)
«Instituição militar atrai juventude»
O título da notícia era este. Fui ler, interessada, que não tinha essa ideia mas nunca fui avessa a mudar de ideias quando entendo que estou enganada. Ora bem, só pelo que se lê não vejo que estivesse muito enganada. O senhor Ministro de Defesa tinha-se lembrado de promover visitas a zonas militares o que só lhe fica bem. Dos jovens que fizeram essa visita, que não foi exactamente um número esmagador se comparado com as candidaturas a grande parte de cursos superiores, recebeu 1450 pré-candidaturas. E a conclusão foi que quase 29% dos jovens que participaram nas tais duas primeiras semanas de promoção quiseram ficar Acho bem. Afinal é uma profissão como outra qualquer e onde não vai haver desemprego. Daí a considerar que “atrai a juventude”... Mas qual juventude? Partindo de que universo de estudo? Pelo que se pode concluir estamos a falar de quase 30 % de cerca de 5000 jovens. É pouquinho para conclusões.
Afixado por Emiéle às 07:25 | Afixadelas (4)
Mandatos vitalícios? Não obrigada.
A medida andava a ser discutida. E ia ao encontro de algumas queixas, porque é claramente no sentido de acabar com casos onde a permanência num cargo, se demasiado prolongada, gera efeitos perversos. Parece perfeitamente lógico. E não atino que não seja democrático – ao votar vota-se num partido e num programa. Portanto a pessoa que o executará terá de ser competente para o fazer e mal seria que um partido só tivesse um candidato para esse efeito. Isto diz-nos a lógica. Claro que o caciquismo não o vai entender assim. E o pior é que o caciquismo tem mesmo muita força. Portanto «O ministro dos Assuntos Parlamentares afirmou ontem que a introdução da limitação de mandatos para cargos políticos continua sem acordo entre a maioria PSD--CDS/PP e o PS» E a reserva tem um nome tão claro estampado nela, que nem é um sorrisinho que nos provoca, é um sorriso aberto. O nome está lá – Alberto João Jardim ! E mais nada!
« O PS propõe que sejam limitados a três mandatos os cargos de primeiro-ministro, presidentes dos governos regionais dos Açores e Madeira, presidentes de câmara e juntas de freguesia. A maioria PSD-CDS apenas aceita a limitação para os autarcas»
Alguém precisa de um desenho para entender?
Afixado por Emiéle às 07:01 | Afixadelas (2)
outubro 26, 2004
00 Bossi: Licença para Matar
Na falta de melhor argumentação: o actual ministro das reformas do governo italiano, e líder da formação de extrema-direita “Liga do Norte”, Umberto Bossi, afirmou, numa entrevista ao jornal Corriere de la Sera que a única forma de resolver a situação da imigração ilegal vinda de África consiste em «Al secondo o al terzo ammonimento, pum..., parte il cannone. Senza tanti giri di parole. Il cannone che abbatte chiunque. Altrimenti non la finiamo più».
Que é como quem diz: “advertir uma ou duas vezes, e depois, Pum, disparar”. Agradeço ao leitor José Miguel Sardo o link para esta curiosa entrevista. De resto, pouco mais há dizer, sendo certo que, e em relação à foto da direita, tudo indica que o fulano só levantou a esquerda porque tinha a direita ocupada com a bica.
Afixado por Rogério C. Pereira às 14:30 | Afixadelas (7)
Alcoolismo
Um milhão de pessoas é muita gente. Um milhão para 9 ou 10 milhões parece-me imenso. Contudo parece ser esse o número de alcoólicos, e 700.000 alcoólicos crónicos. É caso para se ficar preocupado. Se se sabe quem são e por onde andam, inclusivamente se já se sabe que são homens de todas as idades e estão empregados sobretudo no sector da construção civil e da hotelaria seria caso para a sociedade intervir. Pelos vistos não são marginais, desempregados, arruaceiros. Mas, tanto quanto se sabe sobre o perfil de um alcoólico, dentro de algum tempo poderão sê-lo.
Aliás, quem vulgarmente vai a supermercados de preços económicos ( ???!) cujos nomes todos conhecem, cada vez encontra mais, indivíduos já num estado de pré-alcoolismo, a comprar duas garrafas gigantes de cerveja, ou um litro de vinho daquele de pacote de cartão. Paga com as moedas certas e vai-se embora timidamente. É certo que há indicações para não se venderem bebidas a pessoas com indícios de alcoolismo, e já uma vez vi isso acontecer. Foi muito constrangedor. Até porque inocentemente o homem afirmava que já lá tinha ido 4 vezes comprar vinho, porque é que daquela vez embirravam? Não entendia que era exactamente esta quinta vez que estragava tudo!
Creio ser preocupante. Bem sei que o problema não é novo. Não tem nada a ver com o actual governo. E ainda por cima estamos acompanhados por muitos países e alguns bem mais ricos do que nós. Mas isso não consola nada - não se pode esconder a cabeça na areia, o alcool é uma droga e de difícil desintoxicação.
Afixado por Emiéle às 08:40 | Afixadelas (11)
O Jogo é Pecado
Pelo menos creio que sim.
Jogar é um vício, ou não? Bom, mas o que interessa é que as eleições do ano dão para apostas de alto risco, mesmo muito alto risco que tudo pode acontecer pelos vistos, e portanto o Vaticano achou por bem esclarecer que se distancia dessas eleições
Faz muito bem. Aliás devia mesmo fazê-lo sempre em relação a todas e quaisquer eleições que acontecessem em qualquer local do mundo. Então, isso seria uma ingerência, não é verdade? Não há cá conselhos de “votar Como Dever Ser “ ou votar em quem “aponta para o céu”. Não senhor! Era o que mais faltava.
Afixado por Emiéle às 08:11 | Afixadelas (7)
Os 100 dias
Lendo apenas o título do artigo do J.N. fica-se na dúvida se seria uma frase de humor ou de auto-crítica. O fascínio até pode ser de medo. Mas parece que, quando Morais Sarmento fala de «tempos fascinantes» ao analisar os cem dias deste famigerado governo, é afinal mesmo em tom laudatório. Este tempo foi para si “o rasgar de novas fronteiras” (será piada?) e mostra-se mesmo bastante feliz e contente. Ainda bem para ele.
O texto contudo citava José António Lima que escrevia no Expresso sobre a mesma data achando que "tem sido tal a cadência de disparates, tamanha a amplitude dos imbróglios criados e o desgaste já acumulado que estes menos de três meses do Governo quase já parecem três anos". e ainda uma evidência, para alguém tão interessado pela comunicação social, Santana Lopes"conseguiu uma façanha pouco comum: uniu meios de comunicação mais e menos conservadores, comentadores de Direita e de Esquerda, sindicatos e patronato. Todos contra o primeiro-ministro". Haverá aqui algum exagero, convenhamos, mas apesar de tudo é mais realista do que o sonho de Morais Sarmento.
Afixado por Emiéle às 07:16 | Afixadelas (8)
Mas que vai ser da xenofobia?!
Notícia mesmo muito interessante:
Mas então agora há escassez de mão de obra imigrante? Então, afinal...? «O Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas alertou hoje para a escassez de mão-de-obra imigrante, considerando que, nos próximos anos, tornará insustentável algumas actividades económicas em Portugal »
É que estamos tão habituados a ouvir que o mal do desemprego é a imigração. Aliás é uma conversa que aparece transversalmente na sociedade – tenho-a ouvido de um extremo ao outro, desde em bocas de pessoas muito informadas e cultas às de outras que são muito claramente meio analfabetas. É um discurso recorrente quando se fala de desemprego, o citar-se que "se não se tivesse aberto a porta à imigração havia emprego para todos". De nada vale o argumento de que os lugares que emigrantes ocupam também estão abertos para os portugueses ocuparem, e por algum motivo o não fizeram...
Não creio que Roberto Carneiro seja uma figura com sinistras ligações à esquerda. E afirma «não conseguimos crescer sem a imigração, e as empresas já têm essa percepção».
As empresas têm-na, mas olhe que muita gente ainda não.
Afixado por Emiéle às 06:41 | Afixadelas (5)
outubro 25, 2004
Papeis, papeis, papeis...
Pronto. Uma pessoa cria fama e depois cobram-lhe. Tenho mesmo dito que quase tudo o que se passa em meu redor me sugere um post. Digo porque é verdade.
Acho que o nosso dia a dia é rico de mil e uma situações interessantes que acho graça partilhar aqui. Para além do meu hábito, também já conhecido, de logo de manhãzinha dar uma olhadela pelos nossos jornais e comentar o que me parece “comentável”. Daí ser uma fala-barato, ou escreve-barato. De um modo geral não passa um dia sem deixar aqui a minha marca. Hoje, depois de uma voltinha por 2 blogs só, que o tempo é pouco, tinha um recado do meu padrinho virtual a queixar-se “Mas que é isto? Tão pouca produção?” Então, passo a explicar o que para além do trabalho me ocupou hoje mais do que a conta:
Passei o fim-de-semana doente. Ponto final, que não interessa nada. Só que, já convalescente, deu-me para arrumar papeis! Devia ser restos de febre. Só pode! É o tipo de actividade que se faz por penitência, quando os nossos pecados são tantos, que até se fura o fundo ao inferno. Não sei como é nas outras casas, mas na minha, os papeis crescem como erva daninha, por vontade própria. E vão-se acumulando, subindo em pilhas, de tal maneira altas que só de olhar, perdemos a vontade de fazer seja o que fôr. E por perversidade, creio que quando não estamos a olhar eles, por qualquer acto diabólico reproduzem entre si...Portanto, costumo enfiá-los em gavetas e não pensar mais nisso. Mas, volto a achar que foi da febre, desta vez como já caiam das estantes, e não se conseguia fechar as gavetas, decidi-me a fazer “uma limpeza”. Já perceberam porque é que hoje não postei quase nada? É que entre sacos de lixo cheios de papel, furador e dossiers, e nova pilha daquelas que é “para pensar depois”, a confusão reinante não dá nem para pensar no tal post engraçado ou interessante. Hoje tento apenas não me afogar neste maremoto que parvamente desencadeei...
Afixado por Emiéle às 20:35 | Afixadelas (6)
Kerry for President
Ontem, o título do editorial do Washington Post, em descarado plágio antecipado, foi exactamente igual ao do presente post: Kerry for President.
E que termina assim:
"We do not view a vote for Mr. Kerry as a vote without risks. But the risks on the other side are well known, and the strengths Mr. Kerry brings are considerable. He pledges both to fight in Iraq and to reach out to allies; to hunt down terrorists, and to engage without arrogance the Islamic world. These are the right goals, and we think Mr. Kerry is the better bet to achieve them."
Não podia estar mais de acordo! Leia o editorial completo na continuação...
Kerry for President
Sunday, October 24, 2004; Page B06
EXPERTS TELL US that most voters have had no difficulty making up their minds in this year's presidential election. Half the nation is passionately for George W. Bush, the pollsters say, and half passionately for John F. Kerry -- or, at least, passionately against Mr. Bush. We have not been able to share in this passion, nor in the certainty. As readers of this page know, we find much to criticize in Mr. Bush's term but also more than a few things to admire. We find much to admire in Mr. Kerry's life of service, knowledge of the world and positions on a range of issues -- but also some things that give us pause. On balance, though, we believe Mr. Kerry, with his promise of resoluteness tempered by wisdom and open-mindedness, has staked a stronger claim on the nation's trust to lead for the next four years.
The balancing process begins, as reelection campaigns must, with the incumbent. His record, particularly in foreign affairs, can't be judged with a simple aye or nay. President Bush rallied the nation after Sept. 11, 2001, and reshaped his own world view. His commitment to a long-term struggle to promote freedom in the Arab world reflects an understanding of the deep threat posed by radical Islamic fundamentalism. His actions have not always matched his stirring rhetoric on the subject, and setbacks to democracy in other parts of the world (notably Russia) appear not to have troubled him much.
_____Live Discussion_____
• Fred Hiatt will be online Tuesday, Oct. 26, at 1 p.m. ET to answer questions about The Post's endorsement and the editorial page.
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But Mr. Bush has accomplished more than his critics acknowledge, both in the practical business of forming alliances to track terrorists and in beginning to reshape a Middle East policy too long centered on accommodating friendly dictators. He has promised the large increases in foreign aid, to help poor nations cope with AIDS and for other purposes, that we believe are essential.
The campaign that Mr. Bush led to oust the Taliban from Afghanistan seems easy and obvious in retrospect, but at the time many people warned of imminent quagmire. Mr. Bush wasted valuable time with his initial determination to avoid nation-building after Kabul fell and his drawdown of U.S. forces. But even so, Afghanistan today is far from the failure that Mr. Kerry portrays. Afghans and U.S. security alike are better off thanks to the intervention.
In Iraq, we do not fault Mr. Bush for believing, as President Clinton before him believed, that Saddam Hussein possessed weapons of mass destruction. We supported the war and believed that the Iraqi dictator posed a challenge that had to be faced; we continue to believe that the U.S. mission to promote a representative government in Iraq has a chance to leave the United States safer and the Iraqis far better off than they were under their murderous dictator.
We do, however, fault Mr. Bush for exaggerating to the public the intelligence given him privately and for alienating allies unnecessarily. Above all, we fault him for ignoring advice to better prepare for postwar reconstruction. The damage caused by that willful indifference is incalculable. There is no guarantee that Iraq would be more peaceful today if U.S. forces had prevented postwar looting, secured arms depots, welcomed international involvement and transferred authority to Iraqis more quickly. But the chances of success would have been higher. Yet the administration repeatedly rebuffed advice to commit sufficient troops. Its disregard for the Geneva Conventions led to a prison-torture scandal in both Iraq and Afghanistan that has diminished for years, if not decades, the United States' image and influence abroad. In much of the world, in fact, U.S. prestige is at a historic low, partly because of the president's high-handed approach to allies on issues ranging far beyond Iraq.
These failings have a common source in Mr. Bush's cocksureness, his failure to seek advice from anyone outside a narrow circle and his unwillingness to expect the unexpected or adapt to new facts. These are dangerous traits in any president but especially in a wartime leader. They are matched by his failure to admit his errors or to hold senior officials accountable for theirs.
ON THE DOMESTIC side, Mr. Bush and his Republican allies in the House have governed as heavy-handed partisans. We applaud Mr. Bush's campaign to promote accountability in elementary and secondary schools, and some of his other ideas may sound attractive as well: a degree of privatization to give people more control over their retirement funds, individual health accounts that might better match the mobile 21st-century world of work, market incentives to reduce pollution. But he has failed to do the hard work to turn such ideas from slogans into fair and balanced programs, and he has never said how he would pay for them, as in the case of Social Security private accounts.
Which brings us to his reckless fiscal policy. Mr. Bush inherited a budget in surplus but facing strains in the long run as retiring baby boomers intensify their claims on the nation's resources for pensions and health care. A recession that was gathering as he took office, and the economic blow delivered by the Sept. 11 attacks, would have turned surplus into deficit under the best of circumstances.
But Mr. Bush aggravated those circum- stances and drove the deficit to record levels with tax cuts that were inefficient in providing economic stimulus and that were tilted toward the wealthy. Despite the drains on the Treasury from the war in Iraq, he insisted that all the cuts be made permanent; no one, no matter how rich, was asked to sacrifice. Mr. Bush's rationales have shifted, but his prescription -- tax cuts -- has remained constant, no matter what the cost to future generations. The resulting fiscal deficit has dragged down the national savings rate, leaving the country dependent upon foreigners for capital in an unsustainable way. Mr. Bush says the answer lies in spending discipline, but he has shown none himself; see, for example, the disgusting farm subsidies he signed into law.
In 2000, Mr. Bush justifiably criticized his predecessor for failing to deal with the looming problems of Social Security and Medicare. In office, though, he has been equally delinquent, even as the day of reckoning drew closer. He championed a huge new entitlement for Medicare without insisting on the cost-cutting reforms that everyone knows are needed.
SO MR. BUSH HAS not earned a second term. But there is a second question: Has the challenger made his case? Here's why we say yes.
Mr. Kerry, like Mr. Bush, offers no plan to cope with retirement and health costs, but he promises more fiscal realism. He sensibly proposes to reverse Mr. Bush's tax cuts on the wealthiest and pledges to scale back his own spending proposals if funds don't suffice. He would seek to restore budget discipline rules that helped get deficits under control in the 1990s.
On many other issues, Mr. Kerry has the better approach. He has a workable plan to provide health insurance to more Americans; the 45 million uninsured represent a shameful abdication that appears not to have concerned Mr. Bush one whit. Where Mr. Bush ignored the dangers of climate change and favored industry at the expense of clean air and water, Mr. Kerry is a longtime and thoughtful champion of environmental protection. Mr. Bush played politics with the Constitution, as Mr. Kerry would not, by endorsing an amendment to ban gay marriage. Mr. Kerry has pledged to follow the Geneva Conventions abroad and respect civil liberties at home. A Kerry judiciary -- and the next president is likely to make a significant mark on the Supreme Court -- would be more hospitable to civil rights, abortion rights and the right to privacy.
None of these issues would bring us to vote for Mr. Kerry if he were less likely than Mr. Bush to keep the nation safe. But we believe the challenger is well equipped to guide the country in a time of danger. Mr. Kerry brings a résumé that unarguably has prepared him for high office. He understood early on the dangers of non-state actors such as al Qaeda. To pave the way for restored relations with Vietnam in the 1990s, he took on the thankless and politically risky task of convincing relatives that no American prisoners remained in Southeast Asia. While he wrongly opposed the first Persian Gulf War, he supported the use of American force in Bosnia and Kosovo.
As with Mr. Bush, some of Mr. Kerry's strengths strike us as potential weaknesses. The senator is far more likely than Mr. Bush to seek a range of opinions before making a decision -- but is he decisive enough? He understands the importance of allies and of burnishing America's image -- but would he be too reluctant to give offense? His Senate record suggests an understanding of the importance of open markets, but during the campaign he has retreated to protectionist rhetoric that is troubling in its own right and as a possible indicator of inconstancy.
We have been dismayed most of all by Mr. Kerry's zigzags on Iraq, such as his swervings on whether Saddam Hussein presented a threat. As Mr. Bush charges, Mr. Kerry's description of the war as a "diversion" does not inspire confidence in his determination to see it through. But Mr. Kerry has repeatedly pledged not to cut and run from Iraq, and we believe a Kerry administration would be better able to tackle the formidable nation-building tasks that remain there. Mr. Kerry echoes the Bush goals of an elected Iraqi government and a well-trained Iraqi force to defend it but argues that he could implement the strategy more effectively.
Mr. Kerry understands that the biggest threat to U.S. security comes from terrorists wielding nuclear or biological weapons. He pledges to add two divisions to the U.S. Army; try harder to secure nuclear weapons and materials around the world, and improve U.S. preparations for a bioterrorism attack. There is no way to know whether he would be more successful than Mr. Bush in slowing North Korea's and Iran's march toward becoming nuclear-armed states, but he attaches the right priority to both problems. He is correct that those challenges, like the Israeli-Palestinian conflict, call for the kind of sustained diplomacy that has been missing for four years. We hope he would be firmer than Mr. Bush in standing up to the genocide unfolding in Sudan.
Afixado por Rogério C. Pereira às 18:38 | Afixadelas (15)
It's all so quiet

* Guy Badeaux (Bado), Ottawa - Journal LeDroit
Afixado por Gibel às 18:35 | Afixadelas (1)
Ciaiei...
Sabia-se. A imagem da CIA nunca foi brilhante quando se pensa em “direitos humanos”. Até Hollywood tem ajudado a construir a ideia de que aqueles senhores são os donos do universo, e não temem ninguém. Basta irmos ao cinema para se ter essa ideia, mas o grave é que a maioria das pessoas sabendo, aceita essa ideia. Quase como se achasse graça. “Eles são assim...” pensa-se e pronto. E isso é que indigna!
A última é que
A CIA retirou secretamente prisioneiros do Iraque, para os interrogar, depois de ter pedido ao Departamento de Justiça um memorando que justificasse a medida, que viola as Convenções de Genebra
Aceita-se ? São os senhores do mundo?
Afixado por Emiéle às 08:57 | Afixadelas (13)
Onde é que já se ouviu isto?
Não quero ser antipática.
E a esperança, dizem, é a última a desaparecer. Mas a verdade é que há dois anos que o senhor ministro da Saúde ( que por acaso se manteve no governo e portanto é a mesma pessoa ) há dois anos disse exactamente o mesmo. Segundo declarou, nessa altura, o governo iria pagar as cirurgias que não pudessem ser efectuadas nos serviços públicos, em estruturas de saúde privadas. Há dois anos pareceu uma ideia generosa e houve quem acreditasse, apesar de se ter criticado. Algumas vozes disseram que o melhor seria reforçar os Serviços existentes de modo a puderem responder convenientemente aos pedidos, e não ir dar dinheiro a privados.
O tempo passou. E agora assistimos a uma remake.
Ministério da Saúde lança vales-cirurgia em Novembro
Sim senhor. Na continuação da notícia diz que Novembro é o próximo mês. Costuma ser. Outubro, Novembro, Dezembro... E é o próximo mês deste ano?
Afixado por Emiéle às 08:24 | Afixadelas (2)
Demagogia, teu nome é...
O senhor ministro Paulo Portas fez mais um discurso. Ele adora fazer discursos. É onde se sente bem ( ali também não há contraditório...) dizendo o que muito bem entende, naquele seu tom convencido e de preferência com o indicador no ar. Desta vez o público era mesmo escolhido, pois estavam já antecipadamente ali para o aplaudir. E assim tomou balanço falando durante 80 minutos, onde produziu afirmações curiosas tais como a de que o PS está apenas preocupado com a situação dos contribuintes mais ricos !!! Que susto! É que de repente pareceu-me ter visto uma espécie de fantasma, um ectoplasma, ter aparecido ali um elemento da extrema-esquerda dos tempos do PREC. Alguém pensar que o PS, tenha que defeitos tiver, está «APENAS PREOCUPADO COM OS MAIS RICOS» é de fazer cair o queixo de espanto. O pior para o senhor, é que se formos a outras fontes, a imagem sofre uma completa alteração. Diz-se por outro lado que muitos dos contribuintes de baixos rendimentos poderão ser os mais prejudicados, ao contrário do faz supor o Governo quando faz generalizações e para que se veja bem: «num simples aumento de 3%, um casal com dois filhos que usufrua de benefícios fiscais em 2004 e que declare rendimentos de 20.600 euros (20 mil +3%) terá um agravamento de 189,3%.» Segundo o que se lê neste artigo «as mudanças decorrentes do Orçamento de Estado vão, em muitos casos, doer mais a quem ganha menos». Vamos ver se, neste jogo de palavras contra factos, o Dr. Portas vai perceber que as pessoas, até podem acreditar enquanto o ouvem, mas ao olharem para a carteira caem depressa na realidade.
Afixado por Emiéle às 07:58 | Afixadelas (7)
outubro 24, 2004
Roubar largura de banda não compensa!
Nas minhas voltinhas pela blogosfera da treta (leia-se Grande Loja do Queijo Limiano, O Acidental, O Anacleto, Do Portugal Profundo), que também as faço quando me quero asseverar de quão privilegiado sou, dei com algo que tem realmente piada.
Muita piada. Imensa piada. E curiosamente foi no Anacleto, um blogue, habitualmente, sem qualquer piada. A história é esta: aparentemente, neste post, o Daniel Oliveira resolveu assaltar o quintal do vizinho e linkou a imagem que ora se lá vê, a do Fidel a cair, directamente do Anacleto. Vai daí, o Anacleto substituiu a imagem na origem e eis o que, por breves instantes, se pôde ver no Barnabé:

Afixado por Rogério C. Pereira às 20:09 | Afixadelas (9)
Saudades...
Retirado de um comentário a um post meu, este texto tão bom que merece ser lido :
«Portas abertas e portas fechadas era coisa que não existia quando comecei a utilizar os transportes públicos: os autocarros verde-escuro, Daimler, de um e de dois andares, da Carris, eram abertos. Pura e simplesmente. Entrava-se e saía-se sem portas a franquear. Um varão a meio desse hall de entrada, na traseira do autocarro, permitia-nos manter-nos em trânsito, sem cair borda fora. Com as portas o que mudou foi deixar de poder dar uma corrida e entrar, já em andamento, para além do tempo da paragem, para além da lotação esgotada. E era sempre com a ajuda de mãos lançadas desse beiral em esquina, solidárias com o esforço do sprint, que se alcançava a segurança do varão. Agarrado por todos. Depois chegaram as portas, e desde aí, quando abertas, só cús pouco amigos se espetam para fora, na tentativa de impedir a entrada de mais gente para o autocarro. Criou-se a clausura dos escolhidos pela teimosia das portas. Foi-se, com a liberdade, o trinca bilhetes, o homem que espreitava o interior da bolsa de couro à cata de trocos, dos papelinhos coloridos e dos furos codificados. Um mistério, aquele equilibrio em movimento incessante, sem poder libertar uma mão dos afazeres para se agarrar ao varão. Nisto veio o condutor. Nalguns desses autocarros abertos, de dois andares, havia uma só porta, para o motorista. Conduzia isolado, alheio aos passageiros numa cabine ao lado das escadas em caracol. Apenas o botão, em metal, das campaínhas pára arranca, o distraiam da condução.
Enfim, saudades. Saudades, de me pendurar num eléctrico sem parecer um marginal...»
João Ribeiro
Afixado por Emiéle às 17:55 | Afixadelas (3)
À procura de casa?
Fulfill a dream, own a Castle!
The castle with the name Castelo do Moinho (the windmill castle) is situated south of the town of Loule in the Algarve, only 15 minutes drive from Faro International Airport in the south of Portugal.

The climate in the Algarve is known as the best in Europe and Portugal is socially and politically one of the safest countries within the EU. There are no minorities revendications, no separatism nor terrorism like in some other countries used either for domestic or foreign operational fields. In Portugal there is no wealth tax.
The price of the castle is around 3.000.000 pound but is negotiable. The price of the castle is for the present state including all furniture. Completion is guaranteed by the owner as a consultant. Some adaptations or alterations are still possible. The castle is off-shore owned (Turks and Caicos - British West Indies).
Afixado por Rogério C. Pereira às 16:10 | Afixadelas (12)
Vitalidade
Tinha acabado de ler a notícia: Colchões de água podem causar infertilidade masculina quando recebo este FW.
«Um tipo vai ao médico e faz um “check-up”. Depois dos exames, o médico volta com os resultados.
- Está em muito boa forma para 40 anos.
- Eu disse que tinha 40 anos? - pergunta o tipo.
- Quantos anos tem? - indaga o médico.
- Fiz 53 a semana passada.
- Chiça! E quantos anos tinha o seu pai quando morreu?
- Eu disse que meu pai tinha morrido?
- Ah, desculpe! Quantos anos tem o seu pai?
- 74.
- 74? Muito bom! E quantos anos tinha o seu avô quando morreu?
- Eu disse que ele tinha morrido?
- Peço desculpa. E quantos anos tem ele?
- 103. E está muito bem de saúde.
- Fico feliz em saber. E o seu bisavô? Morreu de quê?
- Eu disse que ele tinha morrido? Está com 124 e casa-se para semana.
- Agora já é abuso! - diz o médico - para que é que um homem de 124 anos se iria querer casar!?!
- Mas eu disse que ele se queria casar? Não... ele engravidou a gaja.....»
(está visto; nesta família não conhecem colchões de água!)
Afixado por Emiéle às 11:45 | Afixadelas (10)
Iliteracia
Um interessante post da Teacher - Já li, mas não percebo! - veio relembrar um comentário que ando para fazer. Tem havido desde há tempos, na nossa TV pública, uns concursos onde se testa a cultura geral dos concorrentes. Apresentam diversos patamares de dificuldade e quem conseguir ultrapassá-los todos ganha uma quantia razoável. Pelo que me informaram, para se chegar a sentar na cadeira de concorrente passa-se por algumas selecções, creio que com certo grau de exigência. Só assim se entende que, na esmagadora maioria, os candidatos tenham títulos académicos.
Ora bem. Eu dou de barato que já o facto de estar ali no poleiro, debaixo dos holofotes, iniba o raciocínio. Acredito que sim. Mas também parece lógico que quem concorre já deve levar isso em mente: que vai estar em exposição. Por outro lado, também é certo que o critério com que as perguntas são escolhidas pode ser contestável. Mas a verdade é que quando cá em casa assistimos ao concurso é rara a vez que não se fica pasmado com as dificuldades onde tropeçam os concorrentes! Embora haja, decerto, áreas onde cada pessoa tem mais segurança – música, literatura, cinema, geografia, política, história – na minha cabeça grande parte das questões ali postas são, tão simplesmente, de cultura geral... Quando me imagino ali sentada, acho que pediria ajuda em perguntas de desporto mais específicas, ou sobre alguns vocalistas de bandas mas, mesmo questões fóra da minha área de conhecimento, pelo menos “tenho uma ideia”. E é o que me parece, é que muitos daqueles concorrentes licenciados não têm mesmo ideia nenhuma de factos elementares do dia a dia. De autênticas perguntas de algibeira. Posso estar enganada, mas acredito que, como diz no post que comecei por citar, muita gente hoje “lê mas não percebe”. E não auguro nada de bom.
Afixado por Emiéle às 10:58 | Afixadelas (3)
Notícia agradável
«A surpresa do Prix Europa, festival que terminou, ontem, em Berlim, foi a única concorrente portuguesa, Rita Nunes, ter recebido o Prémio Especial deste certame para a Ficção na TV.»
Quando uma coisa é boa e corre bem vale a pena chamar a atenção. E em pouco tempo já são duas referências muito boas, de duas realizadoras, Rita Nunes com “Só por acaso” e Catarina Ruivo com “André Valente” que são reconhecidas “lá fóra” entre muitos outros competidores. Para esta categoria havia mais 16 países apresentando 26 obras. E a vencedora foi a Rita. Parabéns Rita ! Ficamos bem orgulhosos.
Como nota de pé de página, achei engraçado que a categoria fosse de filme de “low budget”. Então, cá em Portugal com a experiência que temos em nos movimentarmos com low budgets tinha mesmo de ser...
Afixado por Emiéle às 09:18 | Afixadelas (2)
Títulos enganadores
Competitividade agrícola cresce a um ritmo oito vezes superior à media europeia
Este título do Público surpreendeu-me mas alegrou-me. Boa ! Apesar de parecer que estamos mal, se crescemos 8 vezes mais do que os outros, as coisas devem andar muito melhor do que julgava.
Depois fui ler e a animação que sentia, furou como um balão. Não havia motivo para tanto regozijo.
Primeiro como o estudo vai de 1992 a 2000, o tempo do verbo deveria ser mais cauteloso:”cresceu”. E depois, embora seja incontestavelmente motivo de satisfação, não se pense que não o reconheço, acho enganador porque ao ler algumas conclusões se verifica que o autor do trabalho esclarece "Mas há duas questões que importa não esquecer: por um lado, "a distância que nos separa das médias da UE continua a ser grande, uma vez que partimos de um patamar muito baixo"; por outro, "os níveis alcançados foram muito suportados pelo processo de ajustamento estrutural entretanto verificado e não pela melhoria dos sistemas agrícolas praticados" .Portanto temos melhorado, sem dúvida, e isso é bom, mas daqui até aos níveis europeus há muito caminho a percorrer...
Afixado por Emiéle às 09:15
Mais uma ideia brilhante
Este nosso primeiro ministro não pára de me surpreender. Quando eu imagino que já vi tudo, cai um novo raio fulgurante de outra ideia iluminada. E já nem me atrevo a dizer nada que quando foi da “descentralização do governo” comecei a rir e afinal não era caso de riso. Desta vez
Santana Lopes propõe que docentes sem turmas atribuídas sejam assessores de juízes
Ora muito bem. Fica a casa arrumada. Falta gente num local e se sobra noutro é só dar um jeitinho... Mas o plano pode ser aperfeiçoado, porque como tenho ideia que lá para os hospitais também há falta de gente, podiam ir para os tribunais os professores da área de letras e para os hospitais os da área de ciências.
Claro que os sindicatos, com manias, põem-se a censurar. Que "se tivesse pensado, ter-se-ia lembrado que Portugal é um país com cerca de um milhão de analfabetos, elevadíssimas taxas de insucesso e abandono escolar, os trabalhadores são dos menos qualificados no contexto europeu e a educação ao longo da vida continua a ser um objectivo longe de ser alcançado" e mais isto e mais aquilo. Não senhor. Esta ideia segundo o pensamento do líder reflecte "a gestão integrada de recursos humanos na reforma da Administração”. Pois. O conceito em si é excelente e já o tenho defendido, mas com pés e cabeça. Esta ideia tem a assinatura do nosso primeiro e mais não digo.

Afixado por Emiéle às 09:08
outubro 23, 2004
Liedson
Já há muito que não se fala de futebol, por aqui. Para quebrar o jejum, nada como aproveitar a vitória do Sporting sobre o Belém para fazer a devida homenagem àquele que é, de muito longe, o melhor ponta-de-lança a jogar em Portugal.
Afixado por Rogério C. Pereira às 23:47 | Afixadelas (11)
Paridade
É engraçado que li agora mesmo um comentário, deixado por uma nossa leitora num post meu, e ele veio trazer à tona um pensamento que já por várias vezes me tinha ocorrido. Neste mundo da blogosfera os blogs podem dividir-se em dois grandes grupos: os pessoais, mantidos por uma única pessoa, e os colectivos. Escuso de dizer que conheço muito poucos, porque mesmo que seja um meu passeio habitual, eles são às centenas e é impossível ter-se uma ideia correcta deste universo. Portanto esta minha análise é naturalmente superficial e se calhar completamente errada. Aliás há excelentes nas duas categorias. Mas ia dizer que, daqueles que conheço mais ou menos bem, os colectivos são predominantemente masculinos e um ou outro predominantemente feminino. Mas o que torna este Afixe mais singular é mesmo a perfeita paridade! Tal como essa nossa leitora, também eu acho que aqui há um equilíbrio quase perfeito. Não é só o sermos 3/3, isso seria o menos, é que considero que estamos de facto, a nível de colaboração, perfeitamente equilibrados. Isso é capaz de ser um dos segredos do número das nossas visitas, coisa que às vezes me intriga. Mas se calhar é mesmo a nossa variedade que atrai. E ainda bem!

Afixado por Emiéle às 20:55 | Afixadelas (9)
“Auto-Entrevistas”
Como este fim-de-semana estive “de baixa” por motivo de doença, nos poucos períodos em que não dormi entretive-me em zapping televisivo que é actividade mansa para convalescente. E de novo encalhei numa coisa que me irrita particularmente. O hábito que muitos jornalistas têm de se colocarem a si próprios no centro da entrevista. Quando se entrevista alguém, é suposto que se vai querer saber os pensamentos do entrevistado acerca de algum ou vários assuntos. O entrevistador tem um papel, que é importante, de estudar os temas que vai abordar para fazer as perguntas certas. Mas parece que muitos deles se devem entusiasmar com o que aprendem nessas pesquisas e depois querem mostrar o que sabem. Só pode ser! Porque é muito frequente usarem pergunta-com-resposta-incluida. Em vez de perguntarem ”- O que pensa do chá de limão?” dizem:”- Não acha que beber chá de limão é um modo que as pessoas encontraram para se tomar uma bebida quente e, simultaneamente, irem absorvendo dozes de vitamina C o que agora, neste período do ano, é bastante necessário para o equilíbrio do organismo ? E ao mesmo tempo evita-se beber o chá que pode ser prejudicial a algumas pessoas uma vez que é também um excitante ?” Tem com resultado que o entrevistado, ficando sem campo de manobra, e das duas uma ou repete o que se acabou de ouvir tornando aquilo uma conversa de tontos ou deriva para outro assunto. Mas lá que é irritante, é.
Afixado por Emiéle às 20:40 | Afixadelas (5)
"a última pessoa interessada em prejudicar o PS"
«Quanto ao alegado envolvimento de figuras do Partido Socialista no processo, entre as quais o ex-líder Ferro Rodrigues, Souto de Moura salienta ter sido escolhido para PGR por este partido, pelo que seria "a última pessoa interessada em prejudicar o PS", embora "acima de simpatias pessoais estejam as obrigações inerentes ao cargo".» - in Público.
Não. Não gostei nada desta frase do Procurador-Geral. Entende-se a intenção, perfeitamente inocente, mas é uma frase esquisita. Infelizmente, apesar de ser uma pessoa extremamente honesta e determinada, o actual Proc
