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novembro 29, 2004
Campanha para peões
Devem tirar-se algumas conclusões.
Afinal parece que «A campanha de protecção aos peões teve menos impacte nos peões puros (não condutores) e nos idosos, um dos grupos de maior risco de atropelamento» Porque foi? Uma boa campanha que não atinge o alvo preferencial, deve ser repensada. Ainda por cima com um tema de tal forma grave como é este. Todos nós reparamos em peões que chegados a uma passadeira, atravessam sem olhar. Mesmo, mesmo, sem olhar! Já se sabe que têm prioridade e os carros devem parar, mas o mínimo que se espera é que vejam se vem mesmo algum carro. O passar por uma estrada com se estivessem num campo, em 2004 faz-me confusão. É o instinto de sobrevivência que se encontra em falta. É algo contra-natura. Observamos animais que já o fazem...
Afixado por Emiéle em 29 de novembro de 2004, às 06:41
Afixadelas
A campanha tem vários erros. Há vários teoricos da publicidade que dizem que não se deve esticar a demonstração da dor porque tem um efeito preverso. As pessoas desligam a televisão. Durante anos estive envolvida em Campanhas de prevenção rodoviária e com muita discussão nunca se chegou a uma medida certa de alerta e de pedagogia. No que diz respeito a esta campanha e mesmo tendo em conta o slogan "É melhor parar por aqui" eu, por exemplo, por motivos pessoais mudo de canal. Tem erros mas não está mal feita. É apenas uma questão de tom. Quanto a corrigi-la devia ser prévio e os testes não devem ter mostrado isso (duvido que tivessem feito testes a crianças e idosos, mas sobretudo a crianças). Corrigir com ela já no ar implica muitos milhares de euros.
AB
Afixado por A.B. em 29 de novembro de 2004, às 11:17
Se te entendi bem, as campanhas são testadas antes de avançarem. E devem testar com o público alvo. Faz todo o sentido. Esta, até me parece bem feita, para ser franca. Mas a verdade é que à partida eu estou sensibilizada. E, pelos vistos, o público mais vulnerável, deveria ser o das crianças e velhos. E se é aí que fracassou...
Mas olha que eu vejo a atravessar estouvadamente, gente de muitas idades. Por vezes até parece que querem tourear os carros! Nos idosos o que me impressiona é que de facto NÃO OLHAM! Não falo de todos, é claro. Mas muitos, não olham mesmo!
Afixado por Emiéle em 29 de novembro de 2004, às 11:27
Estou inteiramente de acordo sobre a persistência que é necessária, até que estas campanhas atinjam os seus objectivos. Não estou de acordo, por exemplo, com a afirmação de que os peões, na passadeira, podem passar. Só o podem fazer se os carros estiverem a uma distância segura (penso que 50 m). Isso tem de ser dito e repetido, porque as pessoas, no seu afã de se afirmarem (já que ninguém lhes releva importância), acham mesmo que podem passar. E se os travões do carro falharem? E se o pé do condutor escorregar? (já me aconteceu, sem consequências, felizmente). E se... E se...
Para não falar nas pessoas que caminham, de noite, todas vestidas de escuro, sem se aperceberem de que não são vistas!
Pois! Há que repensar, mesmo, a campanha. Mas, sobretudo, há que persistir, até atingir os objectivos!
Afixado por Biranta em 29 de novembro de 2004, às 13:05
Certo, Biranta, estou plenamente de acordo! Plenamente! Muitas vezes as pessoas parece andarem num permanente "braço-de-ferro" a ver quem manda mais, ou tem mais direitos. É que viver em sociedade implica cedências de parte a parte. Sem dúvida que as passadeiras são para os peões, mas não devia ser daqueles direitos absolutos sem a menor contra-partida. Por exemplo, fazia sentido que os peões esperassem uns segundos e passassem em pequeninos grupos. Eu não pedia muito, mas uns 3 ou 4 de cada vez! Ora muitas vezes, um carro está parado longos e longos minutos, com uma fila atrás de si, enquanto os peões vão passando um de cada vez, até parecendo que começam a andar mais devagar ao passar na passadeira! Já tenho assistido (a sério!) a encontros, no meio da passadeira, entre dois amigos que ficam à conversa. Com toda a franqueza, nem 8 nem 80!!!!
Afixado por Emiéle em 29 de novembro de 2004, às 13:43
Principalmente num país onde todos os condutores se julgam fitipaldis
Afixado por cachucho em 29 de novembro de 2004, às 17:17
Mas se teve menos impacte nos peões, resultou!
Afixado por derFred em 29 de novembro de 2004, às 22:47
:)
Era bom.
O pior é que o que teve menos impacto foi a Campanha e não os automóveis...
Afixado por Emiéle em 29 de novembro de 2004, às 22:57
aconteceu-me estar a tentar atravessar numa passadeira, os carros não paravam, uma jovem agente da psp mesmo ao lado. que me disse: atravesse, olhe que tem prioridade! respondi: pois, mas como vê, ninguém a respeita. ripostou: é verdade, mas se lhe baterem, são eles que têm a culpa...
(resposta a um dia destes: obrigada pelas boas vindas, tenho voltado, mas a velocidade a que afixas não me permite comentar com a frequência desejada)
Afixado por susana em 30 de novembro de 2004, às 15:26
A maior afronta que vejo todos, mas todos os dias sem excessão, é a das mães tontas de filhinhos nos braços, a atravessar fora das passadeiras...para deixarem os petizes nas creches, infantários e escolas primárias. Cheias de pressa; olhó emprego! Por vezes com a dita passadeira a menos de vinte metros!
Tal como a policia devia multar mais ( uma campanha sim, mas de angariação de fundos para as corporações; fardas novas, etc) quem não protege os filhos nos veículos, também estas apressadas criaturas que não veêm o mal que fazem, ao induzir comportamentos acivilizados nas suas crianças, deviam pagar pesadas multas por isso mesmo. À hora de chegada e partida impôr o tenebroso cabeça da giz de livrinho em riste...ou pôr os miúdos a multar os pais para a compra de material didático; talvez até melhor não? É isso, toca a pagar.
Afixado por João Ribeiro em 3 de dezembro de 2004, às 00:10
A ideia que tive ao escrever este post foi um pouco aquilo que vocês também acusaram: a "culpa" não pode estar apenas num lado. Há gente irresponsável por todo o lado. E a verdade é que os automobilistas ainda são multados ( apesar disso ser irregular como a Susana realçou ) mas os peões não o são. Claro que arriscam muito mais, mas devia haver uma campanha de impacto junto dos peões também. E esta não o foi. O caso que o João cita, das mães que não dão o exemplo aos filhos, é paradigmática!
Afixado por Emiéle em 3 de dezembro de 2004, às 09:01
