« “Congresso” de Prostitutas | Entrada | E agora, Sampaio…? »

novembro 28, 2004

Instituições democráticas? Quais instituições democráticas?

O senhor continua a gozar connosco. Agora não quer comentar. O velho seguidor e amigo, Henrique Chaves, demite-se, 4 dias depois de tomar posse, acusa-o de deslealdade, mas o senhor acha que não deve comentar. Estes meses de Governo Santana têm sido uma perfeita anedota e, de graçola em graçola, vamos avançando até ao abismo final. Agora sim, não podem restar dúvidas: o regular funcionamento das instituições democráticas está, definitivamente, em perigo, sendo certo que, se não as acautelarmos agora, pouco delas restará num futuro próximo. E o povo, o tal que é gozado dia sim-dia sim, há-de estar prestes a perder a paciência - o que quer que isso venha a significar, quaisquer que venham a ser as respectivas repercussões nesta insana democracia. Jorge Sampaio, que fez o que tinha que fazer quando não dissolveu a AR, tem agora de ser coerente. Não é possível adiar mais. Imagino que quisesse um final de mandato descansado, imagino que não esteja de acordo com o seu feitio, mas o país, governado por um regente ao melhor estilo funcionário público em comissão de serviço, não pode continuar a ser adiado até às próximas eleições por causa da fraca alma de um fraco Presidente.

Afixado por afixe em 28 de novembro de 2004, às 19:10

Afixadelas

Acabei de o ouvir na SIC Notícias! Mas coitado, entre os apupos da multidão, e a jornalista a querer ouvi-lo o senhor ficou atrapalhado. Cá para nós ele não deve ter pensado que esta coisa de ser Primeiro Ministro fosse tão complicado. Como quase tudo, quando se está de fóra parece fácil...
Foi um governo feito com retalhinhos, mas o pano era de tão má qualidade que se rompe ao mais pequeno puxão. O espectáculo daria para rir, se não fosse tão sério para o nosso futuro e para as nossas vidas. Mas "eles" riem muito.

Afixado por Emiéle em 28 de novembro de 2004, às 20:09

Vamos aguardar!

Afixado por Monty em 28 de novembro de 2004, às 20:13


Santana e a "tralha barrosista"

O comunicado em que Henrique Chaves anuncia a demissão é extraordinário e vale a pena lê-lo com muita atenção. Alguns aspectos já foram analisados em posts anteriores, mas há coisa que merecem reflexão. Como estas, por exemplo:
1. Na prática, Chaves confirma as pressões de Jorge Sampaio sobre Santana, ao dizer que "a remodelação d[de quarta-feira] resultaria de uma pressão de véspera, alegadamente por quem, para tanto, tem poder institucional". Ou seja, Chaves deixa Santana e o PR amarrados um ao outro, como dois irmãos siameses. Mais uma vez, Sampaio surge aos olhos da opinião pública como "grande amigo" de Santana. Pelos vistos, o seu único amigo, agora que até os santanistas abandonam o barco.
2. Outra passagem interessante é quando Chaves revela ter-lhe sido comunicada (supõe-se que pelo PM) "a intenção de se proceder à demissão de um outro ministro". Quem é esse outro ministro? Enganam-se os que pensam ser Rui Gomes da Silva, o "fiel amigo" do PM. Trata-se, isso sim, como a TVI muito bem revelou, de José Luís Arnaut, cujas surtidas na companhia de Santana pela noite lisboeta não lhe chegaram para conquistar a confiança deste PM. Arnaut, tal como Morais Sarmento, são encarados desde a primeira hora como "tralha barrosista" (para usar uma expressão roubada a Vicente Jorge Silva). Sarmento tem-se aguentado e até subiu na estrutura do Governo; Arnaut é o que se sabe: só ficou por imposição de Barroso, levou um pontapé para canto (disfarçado por essa ideia peregrina de que estará à frente um super-ministério), entrou em choque com outros ministros e agora cometeu o criem de queixar-se de Miguel Cadilhe numa carta que chegou aos jornais antes de chegar a São Bento. Arnaurt não saiu agora porque Santana, na sua inconstância, quis adiar à última hora a colisão com o que resta do barrosismo. Se tiver um acesso de dignidade e sair pelo seu próprio pé, causará uma crise que pode ser o fim da coligação. E o princípio de um novo tempo para o país.

Afixado por Rui Baptista em 28 de novembro de 2004, às 22:44


Não sei porquê, nos últimos tempos tenho-me lembrado frequentemente desta fabulosa passagem de «Astérix e os Godos», em que o general romano desabafa:

«Eles são todos umas bestas e eu sou o chefe deles!»

http://rprecision.blogspot.com


____

Afixado por Luís G. Rodrigues em 29 de novembro de 2004, às 03:16

Lembrei-me agoar dessa, Luis Rodrigues. Tens toda a razão. E não sei porquê, mas esta situação relembra-me constantemente cenas dessas, do Asterix e companhia. Parecemos todos bastante loucos!

Afixado por Emiéle em 29 de novembro de 2004, às 06:18

Então desabafa-a também aqui no «Afixe», Emiéle.

Acho que ficava aqui muito bem!!!

:)

LGR

Afixado por Luís G. Rodrigues em 29 de novembro de 2004, às 14:30

Ouviram o que ele disse?
Que era um bebé prematuro, numa incubadora , blá blá blá.Ou será que quiz dizer ... um aborto?

Afixado por Sapador Florestal em 29 de novembro de 2004, às 21:31

BlogRating online