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dezembro 31, 2004
E o post mais ridículo do ano...
... apareceu mesmo no último dia, batendo uma feroz concorrência.
Do Acidental, nem podia deixar de ser, ladies and gentlemen, um post saído da alma e a gozar com todos os casais portugueses que ganham menos de 500 contos. Não percam o drama de vida do Paulo e da Cecília. Caralhos os fodam, que assim não consigo deixar de blogar!
Nem digo mais nada, que se me estão a vir as lágrimas aos olhos... Uma só dúvida me assalta: o tal do Pedro Marques Lopes já terá nascido assim ou aquilo é mesmo o reflexo de uma vida de estudo da realidade social, olhada de uma torre de marfim com o sujo povo ao alcance de uma lente de aumento?
Alguém tinha de pagar esta factura...
E vai ser o Pedro Marques Lopes e a mulher.
O povo? O povo que se foda!
Afixado por Rogério C. Pereira às 17:40 | Afixadelas (10)
Deixem-me sair, porra...
... eu quero mesmo desejar-vos um óptimo 2005. Só que aqui presa, e limitada a esta péssima definição do Gia, não posso!
OK, vai mesmo por entre as grades: Bom Ano, malta!
Afixado por Rogério C. Pereira às 17:21 | Afixadelas (5)
Outras Memórias
Na arrumação de fotografias de que já aqui falei encontrei uma, bem velhinha, do meu gato. Depois da Mia e da Mignonne, achei que, apesar de gato vulgar, também tinha direito a entrar na galeria. Inteligentíssimo, meigo, acompanhou-me 18 anos.
Pronto. Cá fiz o que me manda o coração, como aconselha a outra, e a galeria do nosso blog tem mais um exemplar!
Quem diz que a saudade não é bom...? Só se sente saudades do que gostamos.
Eu derreto-me de saudades de tanta coisa...
Afixado por Emiéle às 09:43 | Afixadelas (16)
Os comentários dos blogs
Este é um tema recorrente para mim. Já aqui falei muitas vezes e não prometo que não voltarei a ele. Na minha concepção de blog entra a existência de comentários. É o que dá a dinâmica a esta brincadeira. Quando no início do ano passado vivi como “penetra” num blog alheio (o “Cão de Guarda”) fui tão atrevida que pedi ao dono do dito que accionasse uma caixa de comentários, porque até ao momento aquele não tinha. Não me sinto bem, ali a falar sozinha como uma tonta. O interessante é a interacção, nós atirarmos a bola de uma ideia, e quem nos lê desenvolvê-la. Para mim fascina-me. E daí a raiva que também sinto quando nos “estragam” as caixas com comentários envenenados…
Se virmos com atenção, muitas vezes os comentários vão para além do que inicialmente quem escreveu o post pensou. A semana passada no BdE deu-se esse fenómeno, e ontem um excelente post do Ruínas quase chegou aos 100 comentários. E fico vaidosa porque neste caso foi até uma inocente pergunta minha que desencadeou uma série de reflexões, que muito mais de semântica tinham já a ver com filosofia ou psicologia. Diálogo magnífico entre a Um pouco mais de azul e o JPC .
Vivam as Caixas de Comentários !
Afixado por Emiéle às 09:30 | Afixadelas (6)
Recordações
Há, durante o período de um ano, dois dias destinados à memória. O dia dos nossos anos e o 31 de Dezembro. É assim. Tem de ser. Já vi aqui pela blogosfera quem se zangasse com esta mania, insistindo que em todos os dias há “anos de qualquer coisa” e portanto se queremos relembrar seja o que for qualquer dia serve. É claro que isso é um sofisma. Já se sabe que não é assim. Para se saber o que se passou em determinado espaço de tempo tem de haver uma marca. Por isso é que os dias dos anos também servem: é fácil saber o que se passou entre os 17 e os 18 anos, entre os 57 e os 58.
E assim é o 31 de Dezembro. Os órgãos de informação relembram os acontecimentos mundiais e, ao nosso nível, relembramos a nossa vida nos últimos tempos.
Como uma imagem tão óbvia que parece inventada por mim, mas é a pura da verdade, passei a noite de 30 a arrumar fotografias. Deram-me um álbum para 400 fotos ( é verdade! São 10 por folha e tem 40 folhas…) e decidi ir ao meu caixote e dar-lhe uma volta. Que cá em casa as fotos só em caixotes…E cá fiquei eu, toda trémula, sem saber como arrumar, como escolher, como separar. Há muitas que perderam o sentido, já nem sei quem ali está ou que local era aquele. Mas a grande, grande maioria, é uma enxurrada de emoção, um reviver de situações, de locais, de momentos que são a vida! Cristalizada ali, mas vida, a nossa vida.
Não se trata de 2004, é mesmo a minha vida quase toda. O que se descobre num caixote de fotografias…! E no fim, depois de ter escolhido umas tantas, voltei a tapar o caixote e respirei muito fundo. É melhor mesmo deixar o resto para o ano. A vida transborda das fotos, mas ficamos agarrados a cada uma e cada qual tem uma história, um momento que ficou ali preso e que magicamente se liberta quando voltamos a olhar.
Não. É mesmo melhor acabar esta arrumação daqui a uns tempos.
Afixado por Emiéle às 09:19 | Afixadelas (5)
Vem aí um outro ano
Este ano que está a acabar, vai-se embora sem deixar grandes saudades.
Lá para os orientes não apreciam o número quatro. Em chinês, a pronúncia de 4 ( diz-se mais ou menos “CEI”) é parecidíssima com a palavra morte, e os orientais que são conhecidos por serem um bocado supersticiosos, pensam que quando entra o número quatro paira uma sombra de morte. Não podiam ter mais razão neste caso. Foi um ano terrível. Desapareceram muitas figuras que vão deixar saudades. Algumas já idosas, é certo, mas com uma vida cheia e que deixam um vazio. E noutras a idade nem era tanta, que actualmente os anos contam-se de um modo mais doce, a esperança de vida modificou-se, e a meia-idade é mesmo metade da idade…Da idade possível.
A vida política do nosso país é para esquecer. Ou antes: é melhor não esquecer para não se voltar a repetir. Creio que muito pouca gente esteja satisfeita, e sinta que foi um bom ano. E se olharmos para o resto do mundo, o panorama também não foi muito melhor.
A terminar, este horror sem nome que se está a viver na Ásia.
Eles têm razão. Este “cei” rima com “morte”. Que venha depressa 2005 com uma atmosfera mais pura e limpa, cabeças de dirigentes mais arrumadas, e os povos com mais energia para defenderem a justiça, o trabalho, os valores fundamentais. Afinal essa coisa tão simples que é respeitar-se os Direitos Humanos.
Afixado por Emiéle às 09:12
dezembro 30, 2004
Um comentário alargado
Querido Monty
Comecei a escrever um comentário no teu post, mas aquilo ficou um tal lençol, que o apaguei e passo a este formato, mais fácil para todos.
Claro que entendo o teu desabafo. O Afixe entrou nas nossas vidas com uma importância que nunca imaginei. Pelo meu lado oiço várias piadinhas, insinuando que deixei de telefonar e se querem saber coisas de mim têm de vir ao blog… Mas o meu papel tem sido muito leve, contribuir com o que me vai passando pela cabeça, e divertir-me bastante com isto. Sei perfeitamente que o trabalho duro, de manutenção da casa, tem sido o teu. Mesmo que te quisesse ajudar, o que sei de informática cabe num dedal, e iria atrapalhar mais do que uma possível ajuda.
Contudo, este ano de Afixe, tem sido bom para mim e creio que não só. Conheci aqui gente muito interessante, uns que pensam como eu, outros nem por isso, mas de uma forma geral foi um trabalho de construção. Mas de tudo, o mais importante, foi o conhecer-te a ti. Personalidade complicada como o reconheces, e não muito fácil, mas com um carisma fortíssimo. Não é por acaso que levantas tantas paixões. Tens de constatar que as pessoas nunca ficam indiferentes à tua personalidade – a maioria fica presa a ela, mas também tens arranjado uns ódios. E devem ser esses que te magoam. Mas repara que é a outra face da moeda. A pessoa que vive em águas mornas e não agitadas, acaba em água estagnada. Tu agitas bem a dita água! Se há quem não goste, o Afixe tem porta para se fechar. Eu, quando reparo, vou apagando comentários ofensivos, outras vezes nem vejo quem os escreve ou onde querem chegar e talvez me escapem. Mas nem sei se isso é o fundamental. O que seria bom é que aqui funcionasse um trabalho de equipa, que não houvesse ninguém sobrecarregado como te sentes, que isto fosse mesmo um brinquedo para nós, uma válvula de escape como tem sido quase sempre para mim.
Porque eu preciso muito de válvulas de escape. Tenho lido, quer aqui, quer noutros locais, apreciações à minha “calma”, “serenidade”, “ tranquilidade”, e outras coisas deste tipo. Monty e outros amigos, cá vem um segredo – é mentira! Quem me conhece ao vivo sabe que essa ideia até é cómica. Sou tudo menos calma, emociono-me, enervo-me, tomo apaixonadamente partido, sou teimosa e injusta muitas vezes. Rio muito, choro também, e perco a cabeça com imensas coisas. Felizmente que tem existido o Afixe para me moderar.
Dito isto, é claro que o Afixe é um blog, não é uma terapia. Terá um tempo de vida. E esse tempo és tu que o determina, Monty. Porque é evidente para qualquer pessoa, que o Afixe és tu. Nós ajudamos, na medida das nossas qualidades, e sem falsa modéstia acho que o Afixe também é um bocadinho meu, mas sou uma peça. Tu és toda a estrutura. És tu que forma aquilo a que podemos chamar a “personalidade” do Afixe. Nunca te esqueças disso.
Um grande abraço da
Emiéle
Afixado por Emiéle às 17:23 | Afixadelas (10)
Sem comentários

Afixado por Bernardo Motta às 13:07 | Afixadelas (7)
Asia Quake: Morquendi in Sri Lanka
"Don't have much time online. Been running around like a madman. Running from rising waters (carrying a dog!), trying to file stories minute by minute, doing phonos for NDTV and 2 local channels, finding out about friends, keeping an SMS news service going etc...The phones were down for most of the day. (SMS switchers were working, hence the SMS news service)
A part of me wants to say fuck you to being a journalist and go out there and get involved in the aid work. Carry bags of food to the people who need it. But another part keeps saying my work is here. Making calls and making sure people stay informed.
Seen things today I never thought I'd see. Seen things I don't ever want to see. How do you ask a question from a father who saw his 4 year old child being dragged off into the sea and be sensitive about it? Do you say sorry? Does that cut it?
2 friends dead. They were on a romantic beach holiday. I like to believe they died holding each other's hands. 2 more missing. Presumed dead. Find a vehicle in about an hour and head off down South to look for them, or identify their bodies.
If anyone had told me the day was going to be like this maybe I'd have stayed in bed.
Fuckall situation huh? Wonder if I'm doing the right thing."
Retirado do blogue Chiens Sans Frontiers
PS: não deixem de consultar o blogue The South-East Asia Earthquake and Tsunami - News and information about resources, aid, donations and volunteer efforts.
Afixado por Rogério C. Pereira às 12:55
Resolução de ano novo
Este foi um ano deveras estranho a todos os níveis, sendo certo que o que o tornou ainda mais incaracterístico foi o nascimento e crescimento do Afixe. Isto de ter um blogue é fenómeno deveras curioso. Desde logo, é extremamente enriquecedor, logo para mim que não nasci ensinado. Mas, como diz a minha avó, sou um tipo que anda sempre com o coração na boca e, por isso, tudo o que acontece na minha vida, o bom e o mau, é levado ao exagero. Os amores e desamores ligados ao Afixe não são excepção. Aqui me irritei ao descabelo, aqui me zanguei, aqui ri, aqui sofri, aqui contei o que me ia na alma, aqui me acalmei, aqui conheci gente completamente ridícula e cobarde, aqui conheci gente absolutamente maravilhosa, com quem muito aprendi.
Acredito, não por fé, mas por uma espécie de superstição, e porque me habituei a acreditar nisso desde que me lembro de ser gente, que a todos nós é distribuída, ao nascer, uma determinada quantidade de energia - igual para todos. A diferença está na forma como a gastamos, uns vão-na doseando, sapientemente, cientes que com ela têm de sobreviver por uma vida que pretendem longa. Outros, usam-na ao desbarato - uns abusadores que acabam por ter o fim que merecem. Sempre me inclui no segundo grupo, como é óbvio. Nunca doseei energias para nada, nunca deixei de me irritar quando me devia acalmar, nunca deixei de ir à lua se por lá estava a flor que a minha mulher pretendia.
Enfim, tudo ao exagero…
Provavelmente, hei-de pagar por isso. Provavelmente, já estou a pagar e até já paguei.
- Mas onde é que este gajo quer chegar?
- Calma, muita calma, a lado nenhum em especial.
Quero apenas dizer que como tudo aquilo em que me meto, o Afixe faz-me despender demasiada energia. E começo a estar cansado da gestão dos bastidores do blogue, que dão imenso trabalho. Sei que me vão dizer para levar a coisa com mais calma, que não há necessidade, que é só um blogue. Eu sei isso tudo. Mas não adianta – nasci escorpião, não de signo, mas de fábula, e escorpião hei-de morrer. Não sei fazer as coisas de outra forma, desconheço como se controlam as emoções.
A questão é esta: ciente que o Afixe não me anda a fazer tão bem quanto algumas pessoas julgam, ando a tentar deixar o Afixe há mais de um mês, mas não consigo. Acho que tenho de enveredar por uma desintoxicação mais séria. Numa das vezes em que tomei a decisão, estava a preparar um texto de despedida e, entretanto, tirei a imagem do Monty. Então não é que o raio do blogue entrou em parafuso por quase três dias? Depois, vi pessoas a referir, inocentemente, que até a minha imagem tinha desparecido e não tive coragem de sair – melhor, vi nisso uma desculpa para ficar, tipo: sinal do além.
Agora que o ano termina, e se tomam decisões de ano novo, transmito-vos a minha: estou a tentar largar isto. Porque isto anda-me a fazer mais mal que bem. Não estou para andar todo o santo dia a enervar-me por causa de energúmenos que nem conheço, seres absolutamente ridículos e medíocres, escrevinhadores de paredes, não estou para andar todos os dias a seleccionar comentários a apagar, a tentar ver se este ou aquele foi mesmo assinado pelo indicado autor ou por um clone. Tudo porque entendo que só assim se preserva o blogue. Em suma, a minha vida, graças a Deus, é muito mais que isto e isto, como qualquer hobbie, é suposto ser uma fonte de prazer e de relaxe, não uma fonte de preocupações.
Em suma, e não sabendo se vai ser já hoje ou daqui a seis meses (não sei se vou conseguir tão depressa quanto devia), mas se um dia vocês derem pela minha ausência mais prolongada que o habitual, fiquem bem, que quer dizer que eu estou bem. E aos amigos que aqui ganhei (e falo de amigos, mesmo), fiquem certos que não tenciono largar-vos tão depressa.
Beijos e abraços (distribuam-nos com parcimónia e sensatez, por favor).
Afixado por Rogério C. Pereira às 12:13 | Afixadelas (22)
Brási-ú-ú-ú-ú!!!
A popularidade do Afixe não cessa de me surpreender e, como qualquer pai babado, não me canso de fazer publicidade às façanhas do rebento. Há exactamente 13 dias inscrevi o Afixe no Blograting, um medidor diário de popularidade brasileiro, actualmente com 816 blogues inscritos. Foi por mera curiosidade, para saber que tal se safava o Afixe num mercado concorrencial (cof...cof...) tão grande. A verdade é que se safa muito bem, as contagem são similares às do sitemeter e nos 13 dias que já levamos de inscrição ficámos sempre no top 25 e por 4 vezes no top 10 - caso de ontem que ficámos em 7º. Outro facto que me agrada bastante é que aumentaram exponencialmente as visitas do Brasil, como ilustra o quadro abaixo.
Afixado por Rogério C. Pereira às 11:23 | Afixadelas (8)
Qual economia paralela, qual quê!
Texto copiado integralmente do Blog”Os cães ladram mas a caravana passa”
«Um velho agricultor alentejano, com sérios problemas financeiros, comprou uma mula a outro agricultor por 100 euros. Concordaram que a entrega da mula seria no dia seguinte. Entretanto, no dia seguinte, o agricultor chegou e disse:
- Desculpe-me, mas tenho más notícias. A mula morreu.
- Bom, então devolva-me o dinheiro.
- Não posso. Já o gastei.
- Tudo bem. Mas, traga-ma na mesma.
- E o que e que vai fazer com uma mula morta?
- Vou rifa-la !
- Você não pode rifar uma mula morta!
- Claro que posso! Só que não vou e dizer a ninguém que ela está morta...
Um mês depois, os dois homens encontram-se e o agricultor que vendeu a mula perguntou:
- Então, o que é que aconteceu à mula morta?
- Rifei-a como lhe tinha dito. Vendi 500 números a 2,00 euros cada e tive um lucro de 998,00 Euros.
- E ninguém reclamou?
- Só o fulano que a ganhou na rifa ..... Devolvi-lhe os 2,00 Euros...»
Afixado por Emiéle às 11:17
Esta luta é limpa

Afixado por Emiéle às 11:03 | Afixadelas (2)
Economias paralelas
Claro que já se sabe. Quem vive no mundo real, tem a noção que ao mesmo tempo que há empresas e pessoas que pagam os seus impostos como deve ser, há uma multidão que consegue escapar a isso como enguias e com toda a “boa consciência”. Fez-se agora um estudo que nos diz que Sector Informal Representa Um Quinto da Economia Portuguesa e cá a mim parece-me que este número é baixo.
Porque será? Parece que este fenómeno, que não é só português, é mais claro em nações em vias de desenvolvimento. E, não só, que parece que na Itália isso também se passa.
Para além do gozo de fintar o fisco*, possivelmente o fenómeno terá a ver com a burocracia mais uma vez. O exemplo citado é interessante: « para legalizar o seu negócio, um empresário italiano tem em média de gastar perto de 3000 euros em taxas, seguir 16 passos e esperar 62 dias úteis; um empresário canadiano necessitaria de pouco mais de 200 euros, de dois passos burocráticos, e de uma espera de dois dias úteis»
Como é em Portugal?
*e isso encontra-se em todas as camadas sociais. A ideia é "se os outros fazem, eu não sou parvo"
Afixado por Emiéle às 10:33 | Afixadelas (2)
Trafulhices com dinheiro
Não vou repetir que entendo pouco de Economia. Mas vou lendo o que se escreve por aí. Quando foi a mudança de governo em 2002 foi-nos dito em todos os tons que o país “estava de tanga” por uma má gestão dos que cá tinham estado. E desde aí, parecia que se devia estar a trabalhar para nos tapar um pouco mais do frio. Dois anos e tal depois, vai-se ler o que diz Tribunal de Contas e parece que afinal tudo está até pior…
Numa primeira vista, dá ideia que estes senhores já pensavam que não iam ficar por cá e quiseram deixar o terreno minado para quem viesse a seguir. «Empolamento de receitas fiscais em 2003, redução de receitas fiscais no futuro, falta de fiabilidade das dívidas cedidas e integração de dívidas fiscais de entidades públicas» cita o Tribunal de Contas. Parece que se deu o caso de terem « "titularizado" mesmo dívidas de entidades públicas, incluindo do próprio Estado, no valor de 108,4 milhões de euros» Entende-se, deste artigo do Público, que houve uma espécie de duplicação contabilística.
Mas, vamos ver se eu entendo, se estes mesmos gestores ( ? ) continuassem a gerir as nossas finanças depois de terem hipotecado tudo como é que pensavam resolver o problema ? Que vão deixar uma situação infernal, já se entendeu. Mas, se por um bambúrrio, fossem eles a ter de sair do buraco onde se meteram...?
Afixado por Emiéle às 09:59
Da cegueira emocional e outras considerações
De uma forma geral selecciono nos telejornais o que me parece ter interesse informativo e, desligo ou baixo o som, quando passam às entrevistas de pessoas comuns cujas opiniões me interessam muito pouco. Possivelmente por isso, passou-me ao lado a entrevista a uma rapariga que se preparava para embarcar para a Tailândia. Ontem recebi um FW sobre o caso e, aqui pela blogosfera, fui melhor informada. Ela não se deslocava aquelas paragens para ajudar nalguma coisa, não, “ia passar férias, que já estavam marcadas”. E como alguém lhe fizesse um reparo sobre o perigo de ir para ali, ela muito segura de si retorquia que os pais lhe tinham mandado um recado. “Parece que houve um tsunami e umas cenas dessas mas eles estão bem”. Era o que lhe interessava, e sobretudo que não lhe alterassem as suas belas férias. É que já estavam marcadas!
Fica-se estarrecido. Porque é difícil decidir o mais chocante: a profunda frieza até em relação aos pais ( a mensagem deles tirou-lhe as preocupações), a atitude de quem provavelmente não acredita nas notícias ( ou não as vê, o que é difícil pois toda a comunicação social não fala de outra coisa) o desdém sobre o que se passa para além dos seus interesses imediatos, e a estupidez de imaginar que vai ter umas belas férias em locais destruídos e a cheirar a morte.
Isto enquadra-se numa patologia, é claro. É raro encontrar-se um caso tão completo, mas há pessoas que bloqueiam as suas emoções e afectos de modo a só sentirem o que lhes diz muito directamente respeito. Vivem numa redoma emocional, o que se passa à sua volta desliza como água pelas penas de um pato. É uma defesa? E contra quê? Não acredito que uma pessoa dessas viva mais feliz. Porque simplesmente, não vive. Está embalsamada por dentro, é a maior e mais profunda das solidões – deixou de ser humana. Coitada dela!
Afixado por Emiéle às 09:48 | Afixadelas (9)
dezembro 29, 2004
Susan Sontag
Susan Sontag
(1933-2004)

Mulher notável, escritora, pensadora, activista dos Direitos Humanos.
A mulher do conceito de Transparência, que sofreu em si um cancro e escreveu “A doença como metáfora”, da luta contra a SIDA, que combateu contra a opressão, contra a guerra.
Vai-se uma lutadora, uma grande mulher.
Ano desgraçado este que nos deixa tão mais pobre.
Afixado por Emiéle às 23:41 | Afixadelas (3)
Tudo se vende!
Ando há uns dias a pensar se conto ou não uma história aqui. Conto!
Imaginem vocês que venderam a minha rua.
Há coisa de uma semana quando quis virar para entrar na minha rua vi uns blocos de cimento a fecharem aquele espaço. Lá tive de dar a volta por outro lado enquanto ia pensando que seria um arranjo do pavimento. Quando estacionei reparei nalgum alvoroço e grandes cartazes artesanais nas montras das lojas. Fui logo informar-me. Entre grande excitação lá me disseram que tinham vendido aquele troço para fazer um prédio. QUÊ??? Achei logo que era engano. Só podia ser.
A minha casa fica ao pé de uma rotunda grande que tem tinha 4 saídas. O trânsito assusta, de manhã. Assim, de uma penada, tirava-se tira-se uma saída dessa rotunda. Olhem que não falo de um acesso estreito, é uma estrada que dá para estacionar carros dos dois lados e ainda passarem dois autocarros!
E …parece ser é mesmo verdade. Está planeado um edifício enorme, de oito andares, um pouco arredondado que, tapando o acesso à rotunda, nos vai entaipar por um lado e obrigar a dar uma volta ao quarteirão, por outro. Já circulou um abaixo-assinado, ontem veio cá a TVI, mas parece haver muito capital metido neste negócio.
A falar com um amigo sugere-me ele:
-Porque é que vocês não compram a rua? À primeira vista fiquei espantada. Mas ele insistia:
-Pois. Os moradores em vez de andarem com abaixo-assinados, vão à Câmara e compram a rua. Depois fazem uma portagem à entrada, via-verde para a Carris que passa muito, ou portagem normal para os outros. Daqui a pouco têm tudo pago e ainda lucram.
Feitas as contas, ele era capaz de ter razão…
*desculpem as emendas mais ainda me custa acreditar!
Afixado por Emiéle às 21:28 | Afixadelas (11)
Eufemismos
Adoro eufemismos.
Confesso. É uma coisa que sempre achei graça, a habilidade para a cirurgia plástica da linguagem: dizer de um modo “inocente” uma coisa que de outro modo soava pior. Gosto imenso e também os uso.
Ora seguindo um interessantíssimo post do Luís Rainha ( a que nem poderei chamar de "polémica" porque para haver polémica os adversários devem ter um peso semelhante, o que não acontece ) encontrei um link para este texto, no Arcabuz e aí descobri a delicada expressão: a ponta inferior da coluna vertebral !
É isso que estão a pensar.
Tal e qual.
A ponta inferior da coluna vertebral!
Nunca mais vou dizer de outro modo. Que chic, heim...?
Afixado por Emiéle às 11:48 | Afixadelas (14)
Os pinguins?! Ai, Jesus, o que nos faltará ver…?
E, então, agora?
Esta é pior que o asteróide de não sei quantos quilos, é mesmo o céu que nos cai na cabeça!
Então não é que os pinguins…. Pois, os pinguins.
Japoneses descobrem pinguins homossexuais
É isso. O fim-do-mundo. O apocalipse. O Armagedão.
Só visto.
Com que então, pinguins…?
Afixado por Emiéle às 10:30 | Afixadelas (27)
Que bom, que bom, que bom!!!
Parece que nos deu agora a mania dos “maiores do mundo”.
Foi a Árvore de Natal da Praça de Belém. Enorme. Artificial. Com a maior franqueza, não é para embirrar mas nem a acho nada bonita…
Agora vamos ter a maior cascata de fogo de artifício do mundo
Fazia mesmo falta!
Não é que eu não goste de fogo de artifício. E acho bem que se veja uma coisa bonita na passagem do ano, porque não?
Mas, desculpem lá, não suporto a mania dos records, do Guiness e essas tretas todas.
Porque é que há-de ser a maior do Mundo?!
De onde é que nos vieram agora estas manias?
Afixado por Emiéle às 10:11 | Afixadelas (22)
E o Abono de Família?
Depois de algum barulho, aceitemos que o governo recuou mesmo e os desempregados e doentes não vão ser mais prejudicados do que já o estão e o seu subsídio se processará normalmente. O que parece que está atrasado é o “abono de família”. Dizem que por dificuldades de tesouraria. Não poderiam explicar melhor…?
O que é isso de “dificuldades de tesouraria”?
Sabe-se que a natalidade na nossa terra anda em baixa. Tinha ouvido, que a Segurança Social planeava retirar o abono a quem tivesse mais de 2 vezes e meia o SMN ( o que mesmo agora, dá a choruda quantia de 10 €). Como o infantário menos ganancioso leva quase um SMN para lá ter uma criança, imagina-se que o incentivo ao aumento de natalidade seja grande…
É só fazer algumas contas simples.
Afixado por Emiéle às 09:46 | Afixadelas (7)
Jornais da manhã
O meu habitual folhear dos jornais da manhã deixou-me desanimada. Não sei o que dizer.
Quanto ao horror da catástrofe do maremoto da Ásia, não vejo nada a acrescentar às informações dos media. Claro que podemos pensar que alguma coisa poderia ter sido evitada. Se “aquilo” levou 1 hora, a hora e meia, a atingir certas costas, e alguns locais poderiam ser evacuados em 15 minutos, porque é que não se informou? Medo do pânico? E haveria pânico que fosse pior do que o que aconteceu? Mas este é um assunto que não sei comentar, muito simplesmente.
O encontro dos Taizés, não é o meu género. Também enche as notícias mas, por outros motivos, não tenho nada a dizer.
De modo que ficam notícias bem mais pequenas e “locais”. Mas a verdade é que é neste local que vivemos…
Afixado por Emiéle às 09:30 | Afixadelas (4)
dezembro 28, 2004
Ó pra mim toda indignada!
Indignada com o frio, indignada por não poder ronronar durante a noite à vontade sem os meus donos me recambiarem para a cozinha, indignada com certas e determinadas comidas de marca que custam os olhos da cara aos donos, mas que não sabem a nada, indignada com a falta de moscas nesta altura do ano, indignada com as bolinhas que fogem para sítios a que eu não posso aceder, indignada por não poder olhar fixamente para o pagagaio sem levar uma reprimenda, indignada com o facto de só me darem comida duas vezes por dia porque eu pareço uma bola (mentira!!!), indignada por os meus donos não levarem a sério este meu focinho indignado e ainda gozarem comigo e indignada por estarem a fazer um post para gozar com o meu focinho indignado. Estou mesmo indignada! (repararam como a palavra "indignada" perdeu todo o sentido?)
Afixado por Rogério C. Pereira às 14:56 | Afixadelas (21)
Prenda de Natal
Os nossos governantes que velam pelo nosso bem-estar e desejam que não nos falte nada, devem ter pensado que uma boa ceia de Natal nos aumentava o colesterol de modo que pensando nos doentes e desempregados tomaram uma decisão:
O Ministério da Segurança Social ordenou a suspensão do pagamento dos subsídios de doença e de desemprego que se deviam efectuar nos últimos dias deste mês
Estou a falar a sério!
Vem no Diário Económico, como podem ver.
Falar em VERGONHA parece-me que é pouco! Já as manigâncias com o RMG foi o que se viu, mas um desempregado ou alguém que está doente ainda não tinha caído na mira desta gente no que trata a economias com os que estão pior!
É que, segundo é óbvio, os que estão pior são mesmo em maior número! E aí poupam muito mais, não será?!
É certo. Tenho vergonha de ser governada por esta gente!!!
Afixado por Emiéle às 10:32 | Afixadelas (24)
Moscas…
Ao ler mais um dos posts imaginativos do JPC das Ruínas relembrei um barrete que enfiei este verão.
Foi assim:
Primeiro, não aprecio moscas (sentimento partilhado creio que por todos!).
Segundo, não gosto também de sprays anti insectos. Por um lado ficam a cheirar, e por outro acredito que fazem realmente mal ao ambiente. Portanto, no verão acabo por usar os velhos mata-moscas, aqueles que são uma pazinha de plástico que as mata quando lhes conseguimos acertar… Mas também não me satisfaz muito, é um pouco violento, essa coisa de esmagar a pobre mosca. Já se sabe que sou um bom coração.
Portanto descobri "uma coisa", que diziam afastava as moscas até mesmo ao ar livre. Era uma geringonça aí do tamanho de uma maçã, amarelo vivo, com um fio comprido que se ligava a uma tomada e dava uns estalinhos baixinho: tic. tic, tic, tic. Não sabia se o resultado seria dos estalinhos ou dalguma emanação especial, mas garantiam o efeito.
A verdade é que durante todo este verão as moscas andavam florescentes, extremamente bem dispostas e já no final, quando fui guardar o dispositivo, reparei que ele estava completamente coberto de pintinhas pretas dos “resíduos” das tais moscas que deveria afugentar… aquilo afinal dava-lhes era saúde!!!
Afixado por Emiéle às 10:08 | Afixadelas (18)
Brasileiros e optimismo
Numa rábula já muito antiga, quando os programas de humor do Jô Soares chegaram pela primeira vez a Portugal, o Jô, gordo, parecendo enorme, emparceirava com uma actriz velhinha, muito pequenina e com um ar muito frágil. Nessas rábulas, a actriz que representava a mãe do Jô, compunha uma figura de uma extraordinária ingenuidade e inocência. Dizia as coisas mais extraordinárias com a candura máxima e a rábula terminava com uma frase que se repetia à época “E saí eu de dentro dela!” dizia o Jô.
Muitas vezes quando olho para o Brasil, ocorre-me essa frase. É certo que o Brasil é uma caldeirada de raças e povos onde o povo português estará já bem diluído… Mas, enfim, mesmo que hoje seja o que sabemos, na origem “saiu de dentro de nós”. E, com as dificuldades que ao longo dos anos tem atravessado, consegue manter um optimismo e uma força de lutar que é um enorme contrastes com a maior parte da postura que se assume em Portugal.
Lemos que uma sondagem divulgada ontem revela que 71% dos brasileiros acreditam que o Brasil estará melhor em 2005 e 79% dos entrevistados confiam que sua situação vai melhorar no próximo ano
assim como já se tinha visto que, apesar de tudo, continuam a acreditar no seu presidente.
Estive há dias com uma amiga que tinha chegado de lá. Fora tratar de estabelecer uma parceria entre a Faculdade dela e umas experiências pedagógicas efectuadas lá muito ao norte do Brasil. Contou-me histórias concretas. É espantoso porque parece que falamos de outro planeta! Como eles SABEM que não podem contar com o apoio directo do governo, arregaçam as mangas e tratam de se organizar sozinhos. E resulta de que maneira! Não ficam à espera de ajuda, ajudam-se a si mesmo. Organizam-se. Inventam respostas.
Tal e qual como nós, não é?
Afixado por Emiéle às 09:54 | Afixadelas (4)
Daqui a 25 anos…
Podemos apanhar com um asteróide em cima!
E esta?!
Primeiro foram os dinossauros que desapareceram parece que por uma causa parecida. Agora dizem para aí, que em 13 de Abril de 2029 há uma hipótese em 60 de um enorme asteróide vir a colidir com a Terra
Bem, mas daqui até lá, ou ele se desvia, ou se verifica que nem é tão grande como isso, (este parece ter 400 metros e o que matou os dinossauros 10 quilómetros…) ou se consegue destruí-lo ainda no espaço, ou…
Esperemos é que a humanidade não se destrua a si mesma.
Afixado por Emiéle às 09:47 | Afixadelas (8)
Ucrânia
Parece que desta vez sempre foi.
Iuschenko ganhou confortavelmente, as eleições na Ucrânia Uma diferença de 10 % é um resultado muito claro. Parece que ainda apareceram umas arestas que não foram bem buriladas, e há para aí ameaças do outro candidato a queixar-se como seria de esperar mas com tanto observador internacional, erros que tenham existido nunca seriam de molde a inverter o sentido do voto.
Bom, vamos ver o desenrolar da história da Ucrânia.
Imagino que não se podem esperar milagres, mas seria simpático mais transparência nos métodos.
É que essa história do envenenamento foi mesmo muito suja!
Afixado por Emiéle às 09:21 | Afixadelas (1)
dezembro 27, 2004
Um não-post
Ando a estranhar-me.
Então, a minha relação com o blog...?
Como creio nem haver lugar para dúvidas, estou quase sempre aqui caída numa percentagem completamente esmagadora do decorrer do meu dia-a-dia. No meio dos mais variados afazeres, enquanto escrevo outras coisas deixo uma “janela” para ir vigiando o Afixe, se saio e volto a casa ao chegar venho dar uma olhadela ao PC, mesmo noutra sala ao ouvir a campainha que anuncia qualquer coisa nova venho aqui a correr. Agora, que estou de férias “entre-festas”, deu-me a preguiça. Coisa mesmo estranha! É certo que tenho uma pilha de livros novos, músicas para ouvir, DVDs e coisas dessas, mas isso nunca foi motivo para me afastar.
Será mesmo que o Afixe era a tal válvula anti-stress e neste momento em que estou mais repousada, por isso mesmo ela está menos activa? Náááá… Em Agosto também estive de férias, e mantive uma presença por aqui. A agitação das festas e convívios que me deixa menos tempo? Também não me parece, que isso já passou. Uma pane na imaginação? Deus me livre!
Hipótese a considerar: É mesmo preguiça, pura e dura! Vou deitando um olho ao que os outros escrevem, mas fico de pousio. Mas quer-me parecer que não vai durar. Isto é vício que não desaparece assim
Até amanhã!
Afixado por Emiéle às 21:49 | Afixadelas (6)
Novamente o problema do Mal...
O Monty, pegando numa posta do Luís Rainha, abriu caminho no ataque a uma tese que eu considero uma falta terrível de honestidade intelectual.
OK, isto é muito forte.
Eu não quero implicar com o Luís!
Deixem-me mudar o texto...
...que eu considero uma falta terrível de honestidade intelectual um aproveitamento incorrecto de um falso argumento para a causa ateísta.
Está melhor, não está?
Desde sempre que temos assistido a este uso pouco adequado das catástrofes e das injustiças para "provar" a inexistência de Deus.
O que se segue é, como não podia deixar de ser, uma opinião, visto que não há "provas" nem da existência de Deus (Deus não cabe numa "prova" argumentativa, que se baseie no uso exclusivo da limitada razão humana), nem da sua inexistência (os ateístas que se esforcem melhor).
É perfeitamente escusado atirar-me à cara com pérolas do estilo: "todos os teus argumentozitos filosóficos valem porra nenhuma perante a tragédia da morte de um familiar em tão trágicas circunstâncias".
Sinto-me relativamente inatacável neste ponto: o meu pai morreu no passado dia 8 de Outubro com cancro nos pulmões (a propósito, amigos fumadores, deixem-se dessas merdas se puderem), com a baixíssima idade de 52 anos. Injustiça?
É! Eu acho que é!
Sinto-me profundamente revoltado com o que sucedeu, e as marcas que ficam da perda de um familiar assim tão próximo são marcas que não se apagam. Garanto-vos.
(pelo menos, eu não vejo sinais de isso vir a acontecer)
Assim, em virtude desta desgraça que me aconteceu em Outubro passado, acho que estou perfeitamente ilibado e que não me atirem à cara com argumentos de que eu estou a falar sem conhecimento de causa.
Agora, vamos às desgraças, às catástrofes, às tragédias, às injustiças...
Culpa de Deus?
Vou tentar explicar o ponto de vista de um crente, que sou eu (não é o de TODOS os crentes, é o meu)...
Deus, só o concebo como Princípio, como a "origem" de tudo, a "causa primeira" de tudo, como um inatingível metafísico. Como a unidade em que tudo se resolve, em que tudo tem origem e fim.
Outra questão fundamental é a de que Deus está para lá do tempo e do espaço, que são condicionantes específicas da nossa existência corpórea. No "eterno presente" de Deus, passado, presente e futuro apresentam-se de uma forma "instantânea", e por isso extra-temporal. De certo modo, todos nós, com as nossas vidas curtas (terminadas abruptamente por um cancro, ou por um tsunami), ou com as nossas vidas longas, todos nós estamos lá, retratados nesse gigantesco quadro extra-espacial e extra-temporal, que só Deus contempla.
Cria-se logo aqui um paradoxo: se para Deus tudo já está definido, será o Universo determinístico? Não teremos nós liberdade?
Como se vê, é uma falsa questão: a "liberdade" é um conceito que só faz sentido na esfera do espacial e do temporal. "Liberdade", como em "posso fazer e pensar o que entender", só faz sentido no mundo da acção, governado pelas leis do tempo e do espaço. A nossa vida, do ponto de vista divino, já está toda traçada no minucioso plano da criatividade divina, e no entanto, paradoxo máximo, nós mudamo-la a cada instante da nossa vida. Por isso é que vale a pena deixar de fumar, e vale a pena pensar noutros destinos turísticos que não a Ásia!
Deus quis a morte daquela gente toda? Deus é mau?
Bom...
Deus criou o Mundo, com tudo o que ele tem: terramotos, enchentes, avalanches, erupções, mas também com a beleza das estações, a beleza do mar, as paisagens arrepiantes, um planeta de grande espectáculo sensorial, e dotado da maior maravilha de todas: a vida.
Deus colocou a máquina em movimento, assim como coloca a vida de cada um de nós em movimento. Cada existência é como um caminho espaço-temporal único, e há uma multitude indefinida desses caminhos: há tantos caminhos como personalidades humanas diferentes, ao longo destes séculos todos. Cada vida tem princípio, meio e fim. Como pode Deus interferir, algures a meio do processo cronológico, nesses caminhos sem invalidar, automaticamente, o próprio destino que cabe a essas existências humanas diferenciadas?
E, depois, há outra questão importante para os crentes: será assim tão "injusto" morrer?
Não se escandalizem!
Apenas quando nos baseamos na tese (ateísta) de que tudo acaba quando morremos, é que a morte surge como uma profunda e irremediável "injustiça".
A morte é uma mudança de estado.
Assim como o nascimento.
É, sobretudo, da não consideração do transcendente espaço-temporal divino, e da não consideração da sobrevivência da alma após a morte, que pode nascer o conceito erróneo de "injustica divina" ou "impiedade divina".
Devemos sentir revolta com o terramoto de ontem?
Claro que sim!
Mas não com Deus!
Sintamos revolta por várias outras razões: falta de apoios médicos rápidos em vários locais do globo; falta de tecnologia que poderia ter avisado da catástrofe; falta de experiência, sei lá!
A Natureza tem as suas regras. Nós temos um legado precioso: a memória. Podemos usá-la para aprender com as situações. Para nos protegermos, dentro do possível.
É evidente que um terramoto é daquelas coisas que nos dá menos possibilidades de protecção prévia. Por enquanto! Enquanto a técnica não evoluir o suficiente!
Assim, discordo do que diz o Luís Rainha!
As "catástrofes" como "prova da inexistência de Deus" só podem funcionar com quem tenha um profundo desconhecimento do que é a metafísica, do que é a problemática teológica do Mal (sim, há pessoas que estudam estas questões), e que simplesmente não tenham uma ideia correcta do conceito de divindade.
Não temos que ser todos crentes.
Agora deveríamos, por uma questão de respeito e de rigor intelectual, saber como os crentes vêem Deus, e como tratam os crentes estas questões, que são metafísicas na sua essência.
Maltratar desta forma um conceito (para os ateus, Deus é apenas um conceito), ignorando a forma como ele é inteligido pelos crentes, é, para mim, oportunismo.
Há outros argumentos bem mais interessantes para serem usados pelos ateus. Afinal, uma táctica óbvia e evidente para uso do ateu seria a de conhecer bem o inimigo. Como pode um ateu atacar o conceito de Deus se não o conhece?
Evitemos...
Para terminar, e depois de ter dado uma olhada aos comentários do post do Monty, eu já percebi, Luís, que te referes a um problema em aberto, a um paradoxo, o da bondade de Deus. Mas eu continuo a achar que um tema tão sério merecia um maior cuidado, para não dar azo aos oportunismos da praxe...
Afixado por Bernardo Motta às 21:18 | Afixadelas (35)
Quem são estes gajos?
Pela colhoagésima vez este Natal, tropecei nestes gajos numa pequena/média/grande superfície. Primeira pergunta: quem são estes fulanos? Segunda pergunta: o Santana já os convidou para a coligação?
Afixado por Rogério C. Pereira às 16:51 | Afixadelas (16)
A lógica da batata
A propósito deste texto do Luis Rainha, texto que eu classifico de "o pior Rainha", e de alguns comentários apostos neste meu post, não posso deixar de referir o que para mim é óbvio, que penso mesmo que o que aconteceu ontem não é a prova definitiva da inexistência de Deus (embora pareça, não há qualquer carga irónica nesta frase).
Pensar o contrário é, aliás, bem revelador de um ateísmo algo clubista e até, no caso do Rainha, sem perder de vista a enorme admiração e respeito que por ele nutro (mas também porque sei que é um gajo assaz abonado pela inteligência), revelador de alguma desonestidade intelectual - no óbvio sentido que acredito que o Rainha não usou como devia todas as suas potencialidades e faculdades. Mais: porque me chocou ver um tipo esclarecido como o Rainha, numa mostra de demagogia que não lhe conhecia, dizer "Para quem acredita numa divindade carregada de bondade, omnipotência e outros predicados intangíveis, aqui está mais um belo quebra-cabeças: onde caberá a noção de justiça divina na imagem insuportável – e que não larga os nossos televisores – do pai que atravessa uma rua inundada carregando o corpo rígido do seu filho? Uma criança que ainda ontem brincava, indiferente ao nascimento de um Jesus de que nunca ouviu falar, acordou hoje para ser engolida por um oceano tresloucado."
"Onde caberá a noção de justiça divina na imagem insuportável – e que não larga os nossos televisores – do pai que atravessa uma rua inundada carregando o corpo rígido do seu filho?"
Mas que porra é que isto quer dizer, para além do portento demagógico em que se consubstancia? Qual a diferença entre tão esconso argumento e a conclusão de que se Deus existisse o Benfica seria campeão todos os anos?
Poder-te-ia referir que os mistérios de Deus são insondáveis, mas seria fraca desculpa para a minha crença num Deus que nunca vi carregado de bondade como tu o pintas. Poderia também, contra-argumentar "que não", que razões que a propria razão desconhece, e assim poderia ser Deus, levaram à morte daqueles milhares.
Poderia dizer uma série de coisas, e algumas até razoáveis, mas, atacar Deus e a respectiva existência, por causa e na sequência de uma calamidade da natureza que mata milhares de pessoas é, ao contrário do que possa parecer, a clara demosntração de uma crença renegada, como quem passa a vida à procura de contra-factos para aquele argumento.
E, em face disso, pouco mais posso dizer. Trata-se de um drama profundo que eu respeito - o muito humano "não querer acreditar". Quem verdadeiramente não crê, não diz coisas destas.
Com todo o respeito, amigo. Ou não fossemos todos filhos de Deus.
Afixado por Rogério C. Pereira às 12:50 | Afixadelas (34)
Tsunami

Afixado por Emiéle às 10:27 | Afixadelas (31)
O que mede a Escala de Richter
Escala de Richter : Escala que mede a magnitude de terremotos com base em uma escala logarítmica.
Isto quer dizer, pelo que entendi eu, que sou completamente leiga, qualquer coisa como
Um sismo de amplitude 6, por exemplo, tem uma amplitude dez vezes maior e liberta 31 vezes mais energia do que um de magnitude 5!
Pelo que sei a escala de Richter não permite avaliar a intensidade de um sismo num local determinado e em particular em zonas urbanas. Nesses casos utiliza-se escalas de intensidade tais como a escala de Mercalli. «A magnitude é única para cada sismo enquanto a intensidade das ondas sísmicas diminui conforme a distância, das rochas atravessadas pelas ondas e das linhas de falha»
Afixado por Emiéle às 10:05 | Afixadelas (2)
A Violência da Natureza
Desde que se conseguem avaliar com mais rigor a violência dos terramotos e tsunamis, dizem que o de ontem foi o 5º em violência.
• O mais violento, 9,5 na Escala de Richter, foi a 22 de Maio de 1960, e destruir Santiago do Chile.
• Logo abaixo, 9, 2 na Escala de Richter, em 28 de Março de 1964 no Alaska um terramoto seguido de tsunami, mesmo sendo no Alaska foi sentido até ao Canadá.
• Com 9,1 na Escala de Richter, em 9 de Março de 1957, de novo no Alaska, 1 com um tsunami de 15 metros de altura. que chegou até ao Hawai
• Com 9 na escala de Richter, em 9 de Novembro de 1952, na Rússia. Também a sua repercussão chegou ao Hawai.
• Com 8,8 na Escala de Richter, em 31 de Janeiro de 1906, no Equador. Também seguido de tsunami, apanhou o Equador e Colômbia sendo sentido até em S. Francisco e Japão.
• Com 8,7 na Escala de Richter, em 4 de Fevereiro de 1965, no Alaska, com um tsunami de 10,7 metros.
Pensa-se que o de 1755 em Lisboa foi tão grande como o do Chile.
Afixado por Emiéle às 09:59 | Afixadelas (4)
Notícias ( ? )
Hoje, embora as eleições na Ucrânia sejam de grande importância, e possivelmente quando nos passar o choque, é um tema a analisar, neste momento só consigo pensar no que se passou ontem na Ásia.
Porque quando se contabilizam os mortos num caso destes imagino que os desaparecidos sejam também incalculáveis… Sem falar ( porque NADA se compara às vidas humanas) sem falar na destruição de zonas lindíssimas como eram aquelas. O que deve ter sentido alguém que no quarto de um 10º andar vê pela janela uma parede de água, é com certeza indescritível!
Um turista conta: « Estava a arrumar as malas no meu quarto a 15 metros de altura, quando vejo a água subir brutalmente pelo toillete. A minha amiga gritou e vi uma parede de água pela janela” O casal foge pela escada de socorro “A vaga sobe muito depressa, leva pelo menos uma dúzia de pessoas em fato de banho que gritam. É a hora onde há mais gente na praia.”.
Porque eram zonas de turismo intenso, turismo que faz viver grande parte da população daquela zona do globo. A destruição consequente, faz também perder o ganha pão de muitos deles.
Mas agora o mais importante e grave será a ajuda para encontrar quem ainda esteja perdido e tratar dos mortos de modo a evitar futuras epidemias. Horror em cima de horror, num período de festa em grande parte do mundo, e antes do final do ano…
Ano terrível este, que até termina deste modo simbólico e apocalíptico.
Afixado por Emiéle às 09:53 | Afixadelas (2)
dezembro 26, 2004
Welcome back to the real world
... e obrigado, Menino Jesus, por nos relembrares a nossa insignificância.
Afixado por Rogério C. Pereira às 14:33 | Afixadelas (7)
HORROR!
Tinha escrito o post aqui abaixo, e sentia-me em paz com o Mundo. Tinha dito, e era o que pensava, que a não ser algo de muito extraordinário, não ligaria importância às notícias.
De repente, a rádio traz-me uma notícia de pavor!
Um horroroso terramoto e maremoto na Ásia, com milhares de mortos.
Mais de 2.600 mortos!!!!
Nem tenho palavras…
Horror! Horror! Horror!
Afixado por Emiéle às 12:08 | Afixadelas (6)
O Mundo entre parêntesis
Estes dias de festa familiar são mesmo especiais.
Falo por mim, mas a verdade é que sinto um pouco como se o Mundo girasse a outra velocidade. Ontem, no jantar de família, alguém perguntava se tinham saído jornais porque o quiosque estava fechado e a verdade é que na generalidade ninguém tinha a certeza se realmente havia jornais ou não…
O próprio telejornal é visto um pouco às três pancadas. São dias fóra do tempo. A não ser que se dê um acontecimento especialíssimo, até parece que o individual e particular toma distância sobre o colectivo. Acho que ficamos um nadinha autistas, centrados no umbigo familiar.
Desculpem-me, mas acho que também não faz lá grande mal. É uma pausa nas preocupações do ano todo. Afinal, todos sabemos que o programa segue dentro de breves momentos…
Afixado por Emiéle às 10:04 | Afixadelas (2)
Rescaldo do Natal
Conversa autêntica, ouvida ainda há momentos, no jantar de Natal
«Este ano, o Francisco disse-me:
- “Ó mãe, vais ter de me comprar uma prenda, no Natal”.
Eu estranhei, e respondi-lhe
- “Eu?? Sabes que no Natal quem trás as prendas é o Pai Natal…!”
E ele, muito atrapalhado:
-”Eu sei… Pois… É que… Sabes… *suspiro* É que este ano não me portei lá muito bem. Acho que não vou receber nenhuma…”»
Afinal, em caso de aflição, as mães ainda são melhores que o Pai Natal…
Afixado por Emiéle às 00:10 | Afixadelas (6)
dezembro 25, 2004
PMd nonsense
Jornalista: Parece que está emocionado! Está emocionado?
PM demissionário: hum... não sei, a senhora é que sabe!
Afixado por Rogério C. Pereira às 19:26 | Afixadelas (2)
O Livro Amarelo do Pai Natal
A primeira reclamação veio do menino Monty.
Pois é! Quem esteja de ouvido atento, vai escutar muitíssimas queixas. É indiscutível que as esperanças dos meninos são muitas vezes superiores à dura realidade. O menino Monty defendeu o seu caso com muita habilidade, ( se calhar quando crescer vai ser talvez advogado ) embora também conviesse ouvir a versão do acusado, neste caso o famigerado Pai Natal. Será que ele, o menino, se portou assim tão bem como agora diz…? Foram justas aquelas prendas? Se calhar para má prenda mais valia nenhuma. Unnnh..? Nánánánáná…O velhinho está um pouquinho senil, que isso de piões e cornetas, nem mesmo há 50 anos !
Mas voltando atrás, imagino que se o Pai Natal tivesse um Livro Amarelo, como devia ter, este ficaria muito rapidamente cheiinho de reclamações. Aquilo que se recebe nem sempre coincide com o que se desejava. Não há dúvida que o pobre está mesmo velho demais e muito distraído.
O pior é que ainda é o que há, como distribuidor de presentes… Não se inventou nada de melhor até agora. Mal comparado, é como esta história da democracia e do parlamentarismo. Não está a resultar lá muito bem, os partidos estão cheios de descrédito, mas… Pois é, temos de pensar a sério, qual a alternativa…?
Afixado por Emiéle às 12:31 | Afixadelas (4)
Querido Pai Natal
Acharás estranho que te escreva hoje, dia 25 de Dezembro, mas quero esclarecer algumas coisas que me ocorreram desde que te enviei uma carta cheia de ilusões, na qual te pedia que me trouxesses uma bicicleta, um comboio eléctrico, uma Nintendo 64 e um par de patins.
Quero dizer-te que me matei a estudar todo o ano, tanto que, não só fui dos primeiros da minha turma, mas também tirei 20 a todas as disciplinas, e não te estou a enganar.
Ninguém se portou melhor do que eu, nem com os pais, nem com os irmãos, nem com os amigos e nem com os vizinhos.
Fiz recados sem cobrar, ajudei velhinhos a atravessar a rua e não houve nada que eu não fizesse pelo meu semelhante, e, mesmo assim... que grande lata... ó Pai Natal.
É que... olha que deixar debaixo da árvore de Natal um cabrão de um pião, uma merda duma corneta e um caralho de um par de meias... foda-se... quem é que pensas que és, ó barrigudo do caralho???
Ou seja, porto-me como um camelo, a merda do ano inteiro para que venhas com esta merda de prendas, e como se não bastasse, ao paneleiro do filho da vizinha, esse otário estúpido comó o caralho, que grita com a vaca da mãe e é um pandemónio lá em casa, e tua deste-lhe tudo o que ele pediu.
Agora quero que tu te fodas e venha um caralho de um terramoto e nos engula a todos, porque um Pai Natal incompetente como tu não faz falta a ninguém.
Mas não deixes de regressar para o ano que vem porque vou rebentar à pedrada as putas das tuas renas que hás-de vir bater com os cornos cá em baixo, que te hás-de foder. Vou começar por essa rena Rudolpho, que tem nome de paneleiro, e hás-de andar a pé como eu, já que a merda da bicicleta que te pedi era para eu ir para a escola, que é longe como o caralho.
Ah!! É verdade... não me quero despedir sem te mandar para a puta que te pariu e que é pena seres tão filho da puta. Por isso aviso-te que para o ano vais saber o que é bom para a tosse, vou foder o juízo a toda a gente e durante o ano todo.
PS - Quando quiseres podes vir buscar o pião, a corneta e as meias, mas acorda-me para te enfiar essas merdas pelo cu acima.
* Porra que me esqueci. Recebi isto por email e agendei-o para publicação futura há mais de dez dias. Não m'alembrei de dizer que desconheço o autor - lamento ter induzido em erro os amáveis leitores (de qualquer forma, eu escrevo muito melhor, sou muito mais espirituoso, modesto e uso menos palavrões).
Afixado por Rogério C. Pereira às 10:20 | Afixadelas (7)
Uma prenda muito privada
«Querido R.,
Não querendo deixar passar em branco o facto de
pensares que não gosto do Afixe e que o vejo como um rival,
que o Natal não se resume ao consumismo desenfreado, podendo efectivamente darem-se presentes sem gastar um tostão, e, por conseguinte, dar a mesma satisfação ao presenteado,
decidi escrever aqui, neste espaço de eleição, que faço questão de mostrar que o Afixe é tão importante para mim como para ti. Ou seja, para eu estar bem tu tens que estar bem, e se estás bem dedicando-te ao Afixe, então por mim também está tudo bem; tu estás bem porque sentes que o blogue não interfere negativamente com a nossa relação. Mais digo, ... ok! Já percebeste...?
Um Feliz Natal para ti e que o ano de 2005, para além de saúde, te proporcione a possibilidade de fazeres o que mais gostas: ESCREVER!
Nina
-------«-@
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Afixado por Emiéle às 00:01 | Afixadelas (10)
dezembro 24, 2004
Bom natal, porra!
Bem...é só mesmo para vos desejar um bom Natal. Com muita saudinha e amor, que é mesmo o que mais interessa. E o resto são amendoins!
Beijinhos e abraços.
Afixado por Rogério C. Pereira às 17:26 | Afixadelas (8)
É Natal...
.. eu sei. Ainda assim, não resisto a mandar estes estupores para a puta que os pariu! É que o mundo está mesmo assim, como podem ver da janela. Person of the year...? American Revolutionary...?
Afixado por Rogério C. Pereira às 15:38 | Afixadelas (10)
Natal ( outra poesia)
Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio,
no prédio que amanhã for demolido…
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Entremos, despojados, mas entremos.
Das mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave…
Mourão Ferreira
Afixado por Emiéle às 09:36 | Afixadelas (6)
Vem aí o Sol!
VIVA A LUZ!

Afixado por Emiéle às 09:31 | Afixadelas (2)
O Natal para mim
Natal
Passado o Solstício de Inverno, a enorme noite que parecia querer conter em si toda a luz do dia começa a retrair-se e de novo volta o ciclo da vida. São estes dias mágicos que desde os tempos mais primitivos se comemoram, é a vida que renasce neste momento todos os anos. Por todo o mundo e em todas as civilizações não se pode ficar indiferente a esta época do ano. Na nossa cultura comemora-se o Natal, o nascimento, o renascimento, a Vida.
É um momento de alegria.
Eu repeti aqui, no Afixe, por umas três vezes, porque gosto do Natal. Terá a ver com os meus valores, com a minha educação, com a minha experiência de vida. O dia de hoje e de amanhã são para mim dias de festa. Independente de crenças religiosas, que as não tenho, mas tendo muito a ver com uma infância que sinto muito presente e não posso nem desejo esquecer. Porque não viver o Natal era negar parte de mim, era esquecer as pessoas que me fizeram, era deixá-las morrer. E isso não era justo, seria uma traição. Portanto em 24 de Dezembro volto a ser criança com o que isso significa de capital de esperança, de ilusão, de futuro a haver. Porque a vida recomeça sempre. E nós estamos aqui para lutar por ela, pela vida, juntos por um mundo que tem de ser melhor.
Afixado por Emiéle às 09:27 | Afixadelas (4)
Natal (em poesia)
Natal… Na província neva.
Nos lares aconchegados,
um sentimento conserva
os sentimentos passados.
Coração oposto ao mundo
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
’stou só e sonho saudade.
E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!
Fernando Pessoa
Afixado por Emiéle às 09:00
O meu voto de Boas Festas

Afixado por Emiéle às 00:13 | Afixadelas (8)
dezembro 23, 2004
Eu sei que tinha dito que era a última posta
Mas tenho de escrever mais uma, que é mesmo a última antes de me pisgar para ajudar a tratar do polvo e das couves prà consoada (oó, sim, sim, do belo polvo, pois é a tradicional ementa transmontana, antes de entrarmos na xixa pela ceia). Dizia, não me queria partir naquela estrada tralálá (que saudades do Clemente, onde é que anda este gajo? só na RTP Memória?) sem mandar um abraço especial ao Nuno Guerreiro por esta fineza.
Afixado por Gibel às 17:54 | Afixadelas (4)
Agora é mesmo até à próxima
Agora é mesmo o meu último post nesta quadra. Vou pró Natal, assim como quem diz "Vou pra Benidorm" mas sem ir, é claro. Quero dizer que vou estar longe da Net, por isso quem andar por perto que mantenha a casa arrumada e vá servindo os clientes deste nosso snack (cuidado que a máquina de café está quase vazia e vêm entregar dois lotes à tarde). Entretanto, como dizia a outra dos brincos, tenham uma grande noite, pensem no menino Jesus, larguem-se disso do velho de barbas da Lapónia e prontes...hasta la vista siempre...Che (?) o caraças.
Afixado por Gibel às 16:34 | Afixadelas (3)
Exposição dos Coelhos Suicidas
Para quem ainda não se apercebeu, no Ruínas, está acontecer Natal.
O mago JP, em mais um brilhante golpe de rins (quando é que aquele fulano vai parar de me surpreender?) organizou a Exposição dos Coelhos Suicidas.
Para quem ainda não saiba, e pegando nas palavras do próprio JP, "a presente exposição reúne os trabalhos enviados pelos leitores de um certo blog, tendo por mote a obra clássica de Andy Riley, THE BOOK OF THE BUNNY SUICIDES, cujo primeiro volume já se encontra editado em Portugal pelas Publicações Europa-América".
Eu e a Emiéle, como não podia deixar de ser, enviámos os nossos coelhos.
Intitulado «Avé Bunny Luminare», eis o da Emiéle:
Segundo JP, "este trabalho aborda a ascese de um coelho suicida em plena oração - reparem, por favor, no pormenor das patinhas. Alguns críticos de arte, entre eles o eloquente Bernardo Motta, procuraram desmistificar o cariz litúrgico desta obra, afirmando que o que está representado é apenas um coelho suicida que levou com muito fumo da chaminé pelo cu acima (sim, eu disse «cu») e que a elevação do mesmo se deve apenas a um fenómeno físico muito conhecido: o ar quente é mais leve que o frio e daí... pimba. Como é óbvio, o comissário desta exposição não subscreve essa arrojada teoria e é por isso que enchemos esta sala de velinhas e a perfumámos com incenso (cof cof)"
E intitulado «PS: I Bunny You», eis o do Monty (sim, agora que sou artista, vou passar a falar na terceira pessoa):
Diz o JP que "parece querer sublinhar as propriedades suicidas de um hipotético voto no PS". Quando o desenhei pensei nisso, é um facto, mas pensei também que o pobre do coelho, fadista desgraçado, na busca da passagem para o outro lado, resolveu ir postar-se no local mais óbvio para ser cruzado: um boletim de voto no local reservado ao PS.
Mas isso não interessa nada!
Vão mas é ver in loco a Exposição dos Coelhos Suicidas. No Ruínas, um blogue onde é Natal todos os dias!
Afixado por Rogério C. Pereira às 14:32 | Afixadelas (6)
Cadeias portuguesas
Para se ler e pensar.
Nem quero dizer nada, porque é um tema de que sei pouco. Mas choca-me. Choca-me muito! Como é que nas nossas cadeias se morre tanto e sobretudo saber que "dois terços dos mortos são presos preventivos" .
Então o preso preventivo não é a pessoas que está « à espera de julgamento e continua inocentes até prova em contrário» ???
Então «em Portugal continua a morrer-se nas cadeias em números que ultrapassam tudo o que se passa na Europa» !
Isto é uma "pena de morte" encapotada.
E passa-se em Portugal. Em 2004, véspera de 2005!
E nós fechamos os olhos.
Afixado por Emiéle às 09:52 | Afixadelas (5)
Balas e Bolinhos
Se não fosse pela notícia do Público nem sequer tinha ouvido falar neste filme:
"Balas e Bolinhos: O Regresso" que afinal parece ter sido um sucesso, até mesmo de bilheteira. Pelo que lemos, o realizador chegou a hipotecar a casa para produzir o filme, que tem sido exibido sobretudo em salas do norte ( se calhar por isso é que eu ainda não tinha ouvido falar…)
Com esta informação é de esperar que a distribuição vá melhorando e cá para o Sul o consigamos ver.
Afixado por Emiéle às 09:42
Coisita pouca, 100 mil euros…
Eu andava distraída, se não fosse a nossa leitora Isabel ter-me chamado a atenção era capaz de ter passado ao lado desta informação. A brochura sobre o Orçamento do Estado custou apenas 100 mil euros. E Morais Sarmento explica, candidamente, que "Os portugueses têm o direito de saber e perceber o que é o OE"
Então é por isso. Como eu e mais uns tantos milhões de portugueses devemos saber o que é o Orçamento do Estado, foi necessário gastar alguma coisita mas, o que nos vale, é que "não é um gasto, é um investimento".
Quanto tempo falta para estes senhores se irem embora?....
Afixado por Emiéle às 09:40 | Afixadelas (3)
O inglês estudado na primária
É o esperanto deste século.
Toda a gente sabe isso. Por diversos motivos, dos económicos (é a língua falada nas maiores empresas e grupos económicos), aos psicológicos (bola de neve: quanto mais falado for mais se propaga e vai aumentando o número dos falantes) aos linguísticos ( é uma língua com uma gramática muito simples) os motivos são muitos e todos apontam para que seja realmente a língua utilizada para a humanidade se entender.
Também se sabe que quanto mais cedo for a iniciação, mais fácil ela é.
Pelo que parece correcto que se inicie a aprendizagem da língua inglesa a partir dos sete anos
Até mesmo porque creio que a motivação é grande entre as crianças. Dos filmes e vídeos que ouvem falados em inglês e que naturalmente têm desejo de entender, às cantigas que ouvem no rádio, ao polvilhar de expressões de origem anglo-saxónica que hoje todos usamos na linguagem do dia-a-dia, tudo orienta uma criança para a motivação dessa aprendizagem.
Muito bem
(claro que gostaria muito que com isso o português não fosse ainda mais esquecido…)
Afixado por Emiéle às 09:30 | Afixadelas (3)
dezembro 22, 2004
“Bons Augúrios”
Já que andamos a falar de livros, venho falar de um que estou a acabar. Gosto de “ficção científica” e em especial do humor de Terry Pratchett de parceria com Neil Gaiman. ‘Bons Augúrios’ começa assim:
«Estava um belo dia.
Todos os dias tinham sido bons. Até aí já tinham passado bastante mais que sete e a chuva ainda não fora inventada. Mas as nuvens que se amontoavam a leste do Paraíso sugeriam que vinha aí a primeira trovoada e que ia ser das grandes.
O anjo da Porta Leste pôs as asas sobre a cabeça, a proteger-se das primeiras gotas.
-Desculpa-me – disse, delicadamente – o que era que estavas a dizer?
- O que eu disse foi que aquele caiu por ali abaixo que nem uma pedra – retorquiu a serpente.
-Ah! Pois foi – anuiu o anjo, cujo nome era Aziráfalo.
-A falar verdade, pareceu-me uma reacção demasiado violenta – prosseguiu a serpente – Quer dizer, tratando-se de uma primeira transgressão e tudo isso. E também não vejo que seja assim tão mau querer conhecer a diferença entre o bem e o mal.
-Mas deve ser mau – considerou Aziráfalo, naquele tom ligeiramente preocupado de quem também não está bem certo e se preocupa com isso – caso contrário, tu não estarias implicado.
- A única coisa que me disseram foi: “Vai lá acima e arma um sarilho.” – defendeu-se a serpente cujo nome era Crawly, se bem que andasse a pensar em o mudar. Crawly, decidira, nada tinha realmente a ver consigo.
-Seja, mas tu és um demónio. Não estou certo de que te seja sequer possível fazeres o bem – explicou Aziráfalo – tem a ver com a tua natureza básica, estás a ver? Tens de entender que não há nisso nada de pessoal.
-Pois, mas não podes deixar de admitir que é um bocado apalhaçado – ripostou Crawly – Ora vê. Indicar a Árvore e dizer “Não Tocar” em maiúsculas. Não é lá muito subtil, pois não? Quero eu dizer, porque não havia de a pôr no cimo de uma montanha bem alta ou a uma grande distância? Assim até nos faz magicar quais serão realmente os planos que Ele está a fazer.
- O melhor, na verdade, é não especular – atalhou Aziráfalo. –O que eu sempre digo é que não podemos pôr-nos a questionar o inefável. Temos o Certo e temos o Errado. Quem faz o que é errado, quando lhe mandam fazer o que está certo, merece ser castigado. Né?
Permaneceram num silencia embaraçado, vendo as primeiras gotas de chuva ferir as primeiras flores.
Ao fim de algum tempo, Crawly perguntou:
-Não tinhas uma espada flamejante?
-Aaa… -fez o anjo. Uma expressão de culpa perpassou pelo seu rosto, depois regressou e finalmente estampou-se nele.
-Tinhas, não tinhas?- insistiu Crawly – Flamejava como tudo.
-Aaa, bem…
- Achei que tinha um aspecto muito impressionante.
-Sim, mas, bem…
- Perdeste-a, não?
-Oh, não! Não foi bem perdê-la, foi mais…
-Então?
Aziráfalo estava com um ar extremamente infeliz.
- Se queres que te diga – acabou por confessar, com uma certa irritação – dei-a.
Crawly levantou os olhos para ele.
- Pronto, tive de o fazer – acrescentou o anjo, esfregando as mãos com força – Pareciam ter tanto frio, os infelizes, e ela já de esperanças, e ainda com os animais ferozes lá por fora, mais a tempestade que aí vinha, pensei, ora, que mal tem, de maneira que lhes disse, olhem, se cá voltam, vai haver uma altíssima sarrafusca, mas vocês talvez precisem desta espada, portanto aí a têm, não é preciso agradecerem-me, mas façam-nos a todos um grande favor e não se deixem apanhar aqui depois do Sol se pôr.
………………………….
(são as duas primeiras páginas; o que acham?)
Afixado por Emiéle às 23:30 | Afixadelas (2)
Não... dois Barnabés, não!!!
Hoje, em agradável passeio pelas estatísticas da weblog, deparo-me com isto:
Ele agora são dois! E ainda por cima ensanduicharam-me o Afixe.
Um ainda se aguenta, mas dois?
Dois "o-mais-lido-da-blogosfera"? Dois "1-milhão-de-visitas"? Dois "Daniel-Oliveira"? Dois "livros-amarelos-com-contracapas-amarelas-com-citações-amarelas"?
Não, eu não aguento!
Afixado por Rogério C. Pereira às 17:27 | Afixadelas (11)
Andamento do marcador

Passados cerca de 10 dias, assim vai a nossa sondagem. Embora a coisa não seja tão simplista, graças ao famigerado método d'Hondt e porque sempre dependeria de onde os votos tivessem sido efectivamente depositados, se a coisa resultasse assim, tudo indica que o PS não teria maioria absoluta e teria que se coligar com a Ana Drago (yeah) e com o Daniel Oliveira (Argh).
A quem ainda não votou, fáchavor - é ali na coluna da direita, debaixo da mailing list (aproveitem e inscrevam-se na dita. Aos membros, o Gibel vai mandar um queijo da Serra, uma bicicleta para o Eufigénio, outra para o Zoick, um litro de azeite, um livro do Barnabé e outras mercearias).
Afixado por Rogério C. Pereira às 15:03 | Afixadelas (20)
Feliz Natal

Aos amigos de cá de casa, aos amigos que nos visitam e àqueles que nos hão-de visitar, aos bloguistas nacionais, de esquerda ou de direita, conservadores ou liberais, socialistas ou marxistas, bushistas ou francisco-loucistas, do Nuorte ou da Moirama, hetero ou gays, a quem é pela Nato ou pelo Grémio dos Armazenistas de Bacalhau, a quem gosta de queijo e a quem detesta, a quem gosta de cães e a quem gosta de gatos, a quem é pelo lobby do vinho ou pelo lobby da cerveja belga, a quem é pelo Carl Orff ou pelo Dmitri Shostakovich, a quem ama e a quem ama. A todos Feliz Natal.
* Tinha-me esquecido também dos vegetarianos e de quem acredita que Elvis está vivo. Aqui fica o lembrete.
Afixado por Gibel às 14:03 | Afixadelas (18)
Frases retiradas de revistas femininas da década de 50 e 60
- Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas. (Jornal das Moças,1957)
- Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afecto. (Revista Claudia, 1962)
- A desarrumação numa casa-de-banho desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa. (Jornal das Moças, 1965)
- A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas. Nada de incomodá-lo com serviços domésticos. (Jornal das Moças, 1959)
- Se o seu marido fuma, não arranje zanga pelo simples facto de cair cinzas nos tapetes. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa. (Jornal das Moças, 1957)
- A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar a uma mulher que não tenha resistido a experiências pré-núpciais, mostrando que era perfeita e única, exactamente como ele a idealizara. (Revista Claudia, 1962)
- Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu. (Revista Querida, 1954)
- O noivado longo é um perigo. (Revista Querida, 1953)
- É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido. (Jornal das Moças, 1957)
- O LUGAR DA MULHER É NO LAR. O TRABALHO FORA DE CASA MASCULINIZA.
(Revista Querida, 1955)
A CONCLUSÃO A QUE TODOS OS HOMENS CHEGAM:
Já não se fazem mais revistas didácticas e carregadas de bom moral como antigamente...
*recebido por email (desconheço o autor do apanhado)
Afixado por Rogério C. Pereira às 12:31 | Afixadelas (12)
xupacabras - um mundo em fotografia
Como é consabido, sou um gajo de ódios e paixões. Ou gosto muito e elogio ou detesto e não deixo de dizer o que me vai na alma. O xupacabras, até agora, não era ódio nem amor. Era um blogue que estava para ali atirado nos primeiros lugares da listagem da weblog (agora, de resto, tem tido em média o dobro das visitas do segundo classificado).
O xupacabras era blogue com o qual nunca havia perdido muito tempo. Para mim, reduzia-se a umas boas fotos de gajas nuas e pouco mais. Digamos que andava com azar (não que não preze a bela mama) nos dias em que lá entrava e poucas vezes me demorei por lá para além dos dois ou três primeiros posts.
Este fim de semana perdi (ganhei) umas duas ou três horas a correr o blogue de uma ponta a outra e fiquei boquiaberto. Para além da bela mama, o raio do xupacabras é todo um mundo em fotografia. O segredo do xupacabras é ser um verdadeiro album fotográfico por categorias, cada uma mais surpreendente do que a anterior.
Como já por aqui aludi, um verdadeiro tratado de bom gosto. A não perder! Aconselho vivamente a categoria "Fotos de Outras Gentes".
Afixado por Rogério C. Pereira às 11:37 | Afixadelas (5)
Natal em todo o Mundo
O nosso etnocentrismo às vezes tem uns abalos.
Recebi de uma amiga a viver nos nossos antípodas esta imagem tirada mesmo agora.
Pois é. O Natal não tem de ter abafos e frio...
E este Pai Natal é levezinho, mas ainda assim simbólico!
Afixado por Emiéle às 11:27 | Afixadelas (3)
Morais Sarmento por Castelo Branco!
Pois é, aposto que vocês estão cheios de inveja.
Já viram bem em quem é que vou ter o supremo prazer de não votar?
O cabeça de lista do PSD por Castelo Branco?
A prova provada de que eles andam mesmo a gozar connosco?
Pois é: o Morais Sarmento.
Vai já uma apostinha em como o resultado vai ser 4-1? O PS, com o Sócrates como cabeça de lista pelo distrito (isto de seremos useiros e vezeiros em eleger os PM não é para todos), vai eleger 4 deputados e o PSD vai eleger 1 (o Morais). Este já era o meu prognóstico antes, agora mais fundamentado com tal cabeçalato.
Afixado por Rogério C. Pereira às 10:53 | Afixadelas (11)
Ora afinal, pode haver vantagens na burocracia
Pelo que entendo, foi a lentidão do processo, e a necessidade de esperar por um referendo sobre o caso, que implica que o promotor do projecto das Torres de Alcântara, tenha desistido da ideia.
Com todo o respeito por Siza Vieira, aquele projecto sempre me pareceu completamente descabido naquele local.
Se agora a proposta são edifícios de oito pisos acredito que seja uma vantagem para aquele local.
De qualquer modo, seguem-se os próximos episódios.

Afixado por Emiéle às 09:02 | Afixadelas (4)
Títulos do Público
O Público on-line não é exactamente igual ao de papel. Quero dizer, não é igual o conteúdo, é claro. Já por mais de uma vez se deu conta, sobretudo com aquele “artigo” em latim macarrónico que devia ter sido colocado para ocupar um espaço de outra coisa qualquer. E, se calhar, ( não tenho aqui um exemplar de papel) estes títulos também são provisórios. Mas tem graça imaginar a frase "Não estava nada a contar com esta cena, meu" Santana Lopes quando parece que o governo sabia do chumbo do seu plano desde o início do mês, apesar de formalmente só o ter sabido mais tarde. Donde, teve mais tempo para se preparar para outra alternativa (se existir)
Mas pelos vistos o que ouviu foi Sim com "Mas" à Primeira, Não Rotundo à Segunda porque, partindo agora em guerra contra a Ferreira Leite, Bagão Diz Que Alienação de Património Estava Praticamente no Ponto Zero
E "Esta forma de tratar as finanças públicas causa-me quase repulsa, é a negação do que é um regime político democrático" porque "não faz sentido fazer de tudo para evitar um procedimento por défice excessivo se isso prejudicar o futuro do país" diz ainda Ferreira do Amaral no J.N.
Como é o ditado? Zangam-se as comadres….?
Afixado por Emiéle às 08:43
dezembro 21, 2004
O que é um fora de jogo?
"Um fora de jogo parece que é quando o jogador corre mais que a bola, não é?"
"o fóra de jogo não tem a ver com correr com a bola, é quando o adversário ficou para trás; é uma questão de fair play: se o adversário não tem chance de acompanhar, não pode defender, portanto "sai fóra do jogo" - isto é o que eu acho"
;) Desculpem, meninas, mas não resisti!
Afixado por Rogério C. Pereira às 23:27 | Afixadelas (12)
A prudência é boa conselheira
Este post do Gibel levou-me a lembrar uma história recentíssima:
Sábado passado, 11 da manhã. Rua do Ouro em Lisboa. Algum trânsito, mas não muito. De súbito, um carro desportivo que rodava bastante depressa, sem abrandar, sobe o passeio e estaciona em frente de uma loja.
Eu, que esperava junto a uma passadeira que a luz mudasse, fiquei estarrecida! Naquele passeio, na altura não estava ninguém portanto não houve nenhum azar, mas aquilo era uma manobra inclassificável! Primeiro, a velocidade com que vinha e depois, o desvio para cima do passeio, sem abrandar nada. Reparei que estava um polícia à esquina, enquanto eu também registava que este estrondoso “estacionamento” era à porta de uma ourivesaria.
Mas o “elemento das forças da ordem” em lugar de lhe atirar com um fortíssimo apito, e começar aos berros que é o costumam fazer antes de passar a multa, até parecia nem ver e começou a andar para lá devagarinho, devagarinho…
Já estão a ver o filme que me passou pela cabeça? Um assalto arriscado em plena luz do dia ! Os meus olhos iam do carro para o polícia e do polícia para o carro. Será que ele também pensou o mesmo?
Entretanto a dama que ia ao lado do condutor falava ao telemóvel. Eu decidi-me aproveitar o verde e atravessar a rua, e quando depois olhei para trás, o carro arrancava, outra vez com grande espalhafato, enquanto o polícia se limitava a ver. Ná, afinal, não era um agente que se aproximava sorrateiro para apanhar um grande mestre do crime, ele deve ter sentido mesmo receio e não se quis meter em problemas. Toca de assobiar para o lado, faz de conta que não viu nada, e assim não tem de “tomar conta da ocorrência”. É que simplesmente não ocorreu nada.
Afixado por Emiéle às 20:29 | Afixadelas (21)
Glorioso!!!
Decorrida 1 hora de jogo, o grande Benfica está a empatar a um golo, em casa, com a Oliveirense. 3 pénaltis inventados a favor do Benfica deram o golo do empate - o Simão falhou dois um e o Sokota outro.
O Glorioso!
NOTA 1: conseguiram aguentar o jogo até ao prolongamento - o Benfica!!!
NOTA 2: o Benfica!!! marcou - a bola não entrou, é certo, mas o que interessa é que foi golo! Viva o Glorioso!!!
NOTA 3: o Benfica ganhou!!! yeah, 'tou tão contente. Isto é a prova que ninguém os derrota. Nem mesmo esses Oliveirenses!
Afixado por Rogério C. Pereira às 19:24 | Afixadelas (17)
Definitivamente, a ler!
Sem saber bem como, fui cair há pouco no blogue Semiramis. Não o conhecia, nem nunca tinha lido nada da autora, a Joana.
Devo confessar que estou espantado. Há lá muito para ler, mas um grupo de cinco artigos prendeu imediatamente a minha atenção, pelas razões óbvias: estavam relacionados com o "Código Da Vinci", o romance de Dan Brown (essa Britney Spears da literatura moderna).
Antes que os textos da Joana se percam na blogosfera, e só possam ser repescados por jogadas obscuras e sofisticadas de Google, deixem-me passar a palavra: os artigos da Joana merecem ser lidos e relidos!
A Joana revela uma destreza fenomenal no tratamento de temas históricos tão díspares como os Templários, a sucessão de Fibonacci e o Número de Ouro, a complexa história das Cruzadas (só esta dá já trabalho enorme a compreender superficialmente), e tantos outros temas menos conhecidos da História da Europa Ocidental e do Médio Oriente. Ela domina as fontes, ela conhece os autores, ela sabe o que diz! Leiam, e mesmo que estes temas não vos interessem assim muito, passem por lá e fiquem a conhecer o trabalho da Joana.
Ela publicou estes artigos em cinco partes, todas intituladas: "Descodificando o Código Da Vinci".
2 - Código da Vinci, a sucessão de Fibonacci e o número de ouro
3 - Os Templários – Nascimento e Ascensão
5 - A Maldição dos Templários – Les Rois Maudits
Parabéns, Joana!
Afixado por Bernardo Motta às 18:41 | Afixadelas (16)
Gatunos! Hoje já dei pró défice!
Gatunos! Gatunos! Gatunos! Gatunos três vezes elevados à trigésima potência (isto existe Bernardo?! Nunca fui bom a matemática) da gatunice. Ladroagem instalada! Deram-me cabo do Natal, foram-me à carteira: bloquearam-me o carro e...GATUNOS!...ainda fui autuado...GATUNOS!...Já percebi como é que vão pagar o défice até ao fim do ano. Ponham-se todos a pau: eles vão sacar dinheiro a cada condutor até ao fim do ano. Eles andem por aí, escondidos em carrinhas de polícia municipal com terminais de multibanco...GATUNOS!...conectadas a sacarem todo o pilim que puderem. Cargas e descargas????? Estacionei em lugar de cargas e descargas?? Hã GATUNOS? Então se eu estava às compras de Natal é natural que andasse às cargas e descargas! Não cabe na esfera do normativo legal? Nem com interpretação extensiva? Então há Portugueses de primeira e Portugueses de segunda: os que andam às cargas de Vannette ou de Kangoo tá tudo bem, os que andam de carro familiar às cargas não podem. A única coisa que me consola foi ter estado acompanhado de outros três cidadãos a quem igualmente aliviaram as carteiras e poder chamar GATUNOS em coro a três vozes, com a cumplicidade involuntária (Sim! É possível, aprendi com o Rui Gomes da Silva!) dos bigodes sorridentes dos senhores da autoridade, também eles espoliados da generosidade natalícia pelas ordens que vêm de cima...dos GATUNOS!
Afixado por Gibel às 17:53 | Afixadelas (12)
A PORTUGUESA revisitada
Três por cento, nobre percentagem,
Conta valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor do Pacto de Estabilidade!
Entre as brumas do guterrismo,
Ó imoveis, sente-se a venda
Dos vossos egrégios tijolos,
Que nos hão-de guiar ao cumprimento!
Aos três por cento, aos três por cento!
Diz o Primeiro e o do Mar,
Aos três por cento, aos três por cento!
Pelo Pactos de Estabilidade lutar
Contra o défice marchar, marchar
Afixado por Rogério C. Pereira às 17:23 | Afixadelas (2)
Vai uma apostinha ...
... em como o Governo vai acabar por decidir a venda efectiva de património do Estado?
- Nós bem preferíamos outra solução, mas eles não deixam, portanto, pelo país e pelos 3%, que é a mesma coisa, vamos colocar de parte esta paneleirice de sermos governo de gestão e vamos mesmo avançar com a venda.
Afixado por Rogério C. Pereira às 17:09 | Afixadelas (2)
Dr Jekil and Mr. Hide
Depois de, nos últimos 5 meses, ter correspondido a 1/3 da oposição ao governo do Sr. Lopes, José Pacheco Pereira resolve avançar com a peregrina ideia que, apesar dos apesares, vai votar em Santana Lopes. Porque é do partido e mais não sei o quê...!
Não percebo um boi desta lógica. Mas tudo bem, há-de ser limitação minha.
Entretanto, e como, ainda que por implausíveis razões, o homem assumiu que ia votar pelo partido contra o pais, pensei que lhes desse uma trégua (ao partido...).
- Pensaste mal! Isto de desatar a pensar não é para todos!
Então não é que o meu caro JPP, para me baralhar ainda mais, sai-se hoje com esta posta? Tão certeira que até dói!
Só me ocorre dizer que o Sr. Lopes era gajo para dispensar o voto, assim o eleitor se calasse com a propaganda!
Afixado por Rogério C. Pereira às 16:52 | Afixadelas (2)
A Visitar - O Solipsista
Aqui fica uma bela amostra de posta
Afixado por Gibel às 13:57 | Afixadelas (1)
Diz-nos o Barnabé há três dias...
...que convém fazer uma horita de intervalo. Fosga-se! Já lá vai uma horita, e duas e três e...no passa nada!
Afixado por Gibel às 13:47 | Afixadelas (7)
Da co-incineração e doutros males
Previamente: comecei por responder a um comentário do Cachucho a este meu post, mas, atenta a sua extensão, resolvi transformá-lo em post. Obviamente, a eventual resposta do Cachucho, e se ele assim quiser terá, exactamente o mesmo destaque e aparecerá em forma de post.
Assim, em comentário a este post, o Cachucho diz umas coisas que me fizeram ter vontade de dizer outras.
Em relação ao meu comentário "Sócrates demonstrou que não é nada disso e está bem longe ser a outra face da moeda popularucha e demagógica a que Santana pertence”; Cachucho diz o seguinte: “Tens toda a razão. Sócrates é muito mais do que isso, é um verdadeiro INCOMPETENTE! “Só os burros mantém o mesmo erro depois de lhes provarem que o que defendiam está errado. Sócrates com esse discurso apenas demonstrou que é um valente burro!” Diversos estudos já apontaram que a co-incineração não serve. É perigosa. Não tem controlo adequado. Prejudica gravemente as cidades onde funcionem. Dezenas de países já abandonarem a co-incineração por problemas graves de segurança OU por terem optado por outras soluções mais seguras e mais eficazes. Sócrates sabe tudo isso e mantém o erro!
Sócrates sabe que ao dizer que vai arrancar com a co-incineração se for governo vai conquistar algum eleitorado (COMO TU) que julga que isto é uma medida de um gajo com tomates. Não é! É apenas psicologia inversa. O tipo manda esta para o ar, as pessoas dizem que é um gajo determinado e que querem uma pessoa determinada no governo. Ele pouco se importa se perde votos nas cidades ou vilas onde a Co-incineração arrancar, porque irá ganhar noutras cidades onde as pessoas provavelmente nem conhecem a palavra poluição. Sendo assim, se a minha opinião sobre Sócrates era péssima, agora tornou-se insuportável. Se nunca antes pensei em votar Sócrates, agora muito menos pensarei em votar nele. Metam uma coisa na cabeça, Sócrates não presta para Portugal. O que é uma pena é que tal como na América temos de aguentar com um mal menor!”
Começo pelo fim, Cachucho. Na América, infelizmente, os pobres dos americanos ficaram mesmo com o mal maior. Mas, dando de barato que o Sócrates é o mal menor, que é, nunca o escondi na minha argumentação, explica-me uma coisa que me parece pouco lógica: achas que devemos ficar com o mal maior, escolher um mal que não seja tão mau? É que, no meu modesto entender, face à incrível quantidade de males, devemos mesmo optar pelo menos mau. Aquela que cometa menos erros, aquele que junte em seu redor a menor quantidade de merda possível. E, já agora, aquele que de vez em quando se lembre que Portugal não é só o litoral. Como por aqui nasceu e, ao contrário do Guterres, sempre demonstrou interesse efectivo, traduzido em actos, pela região, acho que o prefiro ao Santana. Se me permites.
Porque, não sei se sabes, no distrito de Castelo Branco só existem dois partidos. O PS e o PSD. Elegem 5 deputados. Votar em qualquer outro partido é voto jogado ao lixo porque nunca se traduzirá em qualquer deputado eleito.
Quanto ao cerne da questão, o tema da co-incineração, tenho-te a dizer o seguinte: o teu comentário ataca a co-incineração, diz que é má, que já foi afastada noutros países, que há estudos nesse sentido, que não votas no Sócrates, entre outras coisas, por causa disso. Depois passas-me um atestado de insanidade mental ao referir que cai que nem um marreco. E soluções alternativas, Cachucho, nem tu nem os teus amigos Barnabéticos apresentam uma que seja. Folclore e circo! Quanto a factos: nem um só! Sabes que te tenho em conta de fulano extremamente atinado e razoável, mas, vais-me perdoar, neste tipo de coisas, acho que sofres de clubite aguda. E, em igual medida, vais-me permitir que entenda que qualquer voto, em qualquer zona do país, no Bloco é voto tirado à absolutamente necessária maioria absoluta do PS (fala-te um gajo que, como sabes, nunca votou à esquerda em legislativas).
Falando da co-incineração: Eu não sou cientista e, portanto, não estou minimamente avalizado para dizer o que quer que seja sobre este assunto. Tudo o que sei, limitei-me a ler em relatórios que reputo avalizados. Como este, sobre os Resultados dos Testes de Co-incineração no Outão (que diz, por exemplo, isto: "A proibição da realização dos testes em Souselas e a intenção de acabar com o processo de co-incineração é entendida pela CCI como: Desprezo pelo método científico, assente na verificação rigorosa, comprovável e repetível das suas afirmações e conclusões; evitando um teste, a expensas da empresa Cimpor, procurou-se evitar que a evidencia dos factos pusesse em causa preconceitos difusos, sem sustentação; Um lamentável desrespeito pela comunidade cientifica portuguesa, que em duas ocasiões, na CCI e no Grupo de Trabalho Médico, e por decisão do Parlamento, foi chamada a dar o seu contributo sobre esta matéria, com acrescidas responsabilidades, enfrentando uma campanha hostil e sistemática de desinformação, numerosas tentativas de descrédito, nalguns casos claramente caluniosas. O mesmo poder político que utilizou a CCI para evitar assumir responsabilidades numa decisão impopular, vem agora, sem qualquer fundamentação credível, desprezar todo o trabalho produzido, tentando afastar os seus autores; Constituindo um grave precedente de tomada de decisões importantes para o País e para a Saúde Pública, ao arrepio da racionalidade científica e técnica e com desrespeito pelo rigor que a matéria devia exigir. A componente científica e técnica é cada vez mais indispensável para preparar decisões políticas num mundo altamente dominado pela tecnologia e pela ciência, como é esta transição do século XX para o XXI; Constituindo um claro sinal de fraqueza da autoridade do Estado, pois premeia todos quantos tiveram oportunidade de acompanhar todo o processo através da participação em comissões de acompanhamento local e sempre o recusaram, usando como alternativa a desinformação, o boato destinado a lançar o pânico entre as populações e outras formas ilegais de actuação, chegando inclusive ao boicote eleitoral")
Estes são os factos, mas factos mesmo, algo a que o teu Bloco de Esquerda nunca ligará muito. Questão de deformação social.
Termino com uma pergunta, se por absurdo, longe vá o agoiro, o BE e o PS se coligassem após as eleições, circunstância em que me sentiria traído, e o teu Bloco fosse parar ao Governo, Portugal sairia da NATO, não era? E que mais faria Portugal? Para quando a saída da UE? Por Deus, Cachucho, palavras ao vento… Não é tempo para brincar aos senhores deputados. Estás a ver a Ana Drago ou o Daniel Oliveira como Secretários de Estado? O Louçã como Ministro da Defesa? O Rosas no MNE?
Deus nos livre de tal sorte!
Afixado por Rogério C. Pereira às 12:05 | Afixadelas (30)
Conversa em comentários
Duas nossas leitoras trocam recordações:
Isabel - «Estive em Paris há muitos anos. Era miúda. Ia lá passar as férias grandes. Os meus pais trabalhavam lá. Tudo junto, acabei por lá estar cerca de 9 meses.
Mas o meu Paris (ou a minha?) ainda não tem cafés, nem Fnac, nem exposições de pintura. Tem monumentos, o Sena, os alfarrabistas, as escadas rolantes de La défense, os pardais de telhado à nossa volta nos bancos dos jardins, o fado e o folclore a saírem aos berros das janelas das casas dos portugueses, as tartes nas montras das boulangeries, os pães com meio metro de comprimento...e os croquetes do defunto. O meu(ou a minha?) Paris tem um defunto rodeado de croquetes. Nunca tinha ido a um velório. Mas pensava que nos velórios as pessoas deveriam estar todas sentadas à volta do morto, a chorar. Calhou morrer um Sr. mesmo em frente da casa dos meus pais. Fomos ao velório. O defunto descansava no quarto, enquanto os amigos e conhecidos comiam croquetes na sala ao lado.
Mais tarde acabei por passar por velórios em que se contavam anedotas e se discutia futebol, mas nunca mais passei por nenhum em que se comiam croquetes. Ils sont fous, ces français!!!
Ah, é verdade no meu Paris também havia japoneses a ver museus e grupos de gente esquisita a tocar e a dançar à porta dos museus.
E havia o metro...vinha de uma pequena vila ribatejana, nunca tinha estado em Lisboa, nunca tinha visto um centímetro sequer...aquele Metropolitano era uma coisa de outro mundo.
Por isso quero tanto lá voltar...dispenso os croquetes, mas quero voltar a comer um pão de meio metro sentada no Jardin des Plantes, rodeada de pardais de telhado...e conhecer os cafés. A minha Bruxelas, já é mais parecida com a tua.
Chove sempre...e já fui com idade de conhecer os cafés todos...e de comer "moules" de todas as cores e feitios.... »
A este comentário/resposta da AB:
«Já sim Isabel, já voltei e com uma passagem por Bruxelas que estava com um dia que parecia que o diabo tinha aberto as portas. Ventania a negativos e uma chuva geladérrima. Em Paris fez sempre bom tempo (entre 0 e 2) mas com sol. Só um dia, ao final, se soltou uma ventania pela praça de S.Sulpice (tinha ido beber um café ao "Mairie")que parecia que o Dan Brown ia pôr legendas. De resto havia na praça uma festa de 3 dias chamada da Fraternidade para angariar fundos para crianças deficientes e que percorria o bairro com espectáculos vários de rua e as tendas pareciam querer levantar voo. Na Igreja propriamente, dita um presépio em cerâmica e terracota trazido de uma localidade siciliana com os personagens fantásticos que mexem e reproduzem o que os naturais da tal localidade pensam que teria sido a época, em termos dos ofícios da ocupação das mulheres etc. Uma sociologia naive mas curiosíssima. Havia outro no Parvis de Notre Dame mas não me apeteceu lá ir. Preferi o musée dOrsay que tinha uma exposição do Stiglietz e das obras doadas ao museu pela Fundação O Keefe. Eu acho muita piada à pintura dela. A exposição era, é claro fotografia. E não tive tempo para muito mais. Umas encomendazitas de uns amigos do peito fizeram-me passar uma agradável tarde na FNAC de Montparnasse, daquelas em que uma pessoa já não sabe depois qual é a direcção das caixas no meio da multidão das seis e tal. Um pavor! De resto as galerias da R.de Seine tinham coisas daquelas para "natal"mais vendáveis que interessantes excepto a do sobrinho do Miterrand que exibia uma parede em néon a clamar: L Art blanchit l’argent. A verdade muitas vezes escarrapachada torna-se mentira.»
Quem tem boas comentadoras, quem é?
Afixado por Emiéle às 10:53 | Afixadelas (13)
Leilão pelos 3% do déficit

O Afixe está em condições de poder assegurar que uma fonte próxima da Presidência do Conselho de Ministros está por sua vez em condições de assegurar que o famoso lenço de Santana Lopes em Playboy, modelo Hermés, linha-feira-de-carcavelos, será leiloado dentro de 48 horas, com direito a benefícios fiscais para as licitações acima de 1 milhão de euros. O objectivo é contribuir para a reunião de receitas ultra-ordinárias que permitam cumprir a meta do défice. O Governo tem dez dias para arranjar 500-milhões-e-mais-qualquer-coisinha-que-não-é-pouca!
* O Afixe faz notar que se um grupo de santanetas se puser a caminho de Fátima a partir da recta da Benedita na EN1, junto a Alcobaça, com o coração prenhe de fé naquele objectivo de superação financeira, ainda chegam ao santuário antes do fim-do-ano, e os milagres acontecem. Pelo menos, às vezes. Quer dizer, nem sempre, mas por isso é que são milagres, porque se acontecessem muitos e em muitas ocasiões e a muitas pessoas ao mesmo tempo (ou ainda que interpoladamente ou à vez) já não seriam ....tão milagres como seria suposto
Afixado por Gibel às 10:43 | Afixadelas (1)
Ladrão mas meticuloso
Por vezes a vida parece trocar de lugar com a ficção, é um facto que estamos fartos de saber. Mas ainda consigo achar graça.
Patrícia Highsmith em Belém (salvo seja!)
Era uma vez um gatuno que assaltava clientes do Multibanco É coisa vulgar, desde que há multibancos. Mas a este «foi-lhe apreendido um diário onde, anotava e registava todas as suas acções ilícitas, bem como os valores que provinham dos roubos».
É o que se chama, levar a papinha já feita à judiciária.
Não terão depois lá um lugarzinho para o rapaz?
Afixado por Emiéle às 10:25 | Afixadelas (4)
E então, e agora...?
Governo demitido procura à pressa soluções para não falhar meta do défice
Nem me apetece dizer nada.
É que está tudo dito, não está?
Afixado por Emiéle às 10:04 | Afixadelas (2)
Condições da reprodução de textos do Afixe
Para que este tipo de situações não volte a acontecer, chamo a atenção de todos para o símbolo que ora aparece no topo da coluna da esquerda. As condições são estas. Estejam à vontade pa
