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dezembro 29, 2004
Tudo se vende!
Ando há uns dias a pensar se conto ou não uma história aqui. Conto!
Imaginem vocês que venderam a minha rua.
Há coisa de uma semana quando quis virar para entrar na minha rua vi uns blocos de cimento a fecharem aquele espaço. Lá tive de dar a volta por outro lado enquanto ia pensando que seria um arranjo do pavimento. Quando estacionei reparei nalgum alvoroço e grandes cartazes artesanais nas montras das lojas. Fui logo informar-me. Entre grande excitação lá me disseram que tinham vendido aquele troço para fazer um prédio. QUÊ??? Achei logo que era engano. Só podia ser.
A minha casa fica ao pé de uma rotunda grande que tem tinha 4 saídas. O trânsito assusta, de manhã. Assim, de uma penada, tirava-se tira-se uma saída dessa rotunda. Olhem que não falo de um acesso estreito, é uma estrada que dá para estacionar carros dos dois lados e ainda passarem dois autocarros!
E …parece ser é mesmo verdade. Está planeado um edifício enorme, de oito andares, um pouco arredondado que, tapando o acesso à rotunda, nos vai entaipar por um lado e obrigar a dar uma volta ao quarteirão, por outro. Já circulou um abaixo-assinado, ontem veio cá a TVI, mas parece haver muito capital metido neste negócio.
A falar com um amigo sugere-me ele:
-Porque é que vocês não compram a rua? À primeira vista fiquei espantada. Mas ele insistia:
-Pois. Os moradores em vez de andarem com abaixo-assinados, vão à Câmara e compram a rua. Depois fazem uma portagem à entrada, via-verde para a Carris que passa muito, ou portagem normal para os outros. Daqui a pouco têm tudo pago e ainda lucram.
Feitas as contas, ele era capaz de ter razão…
*desculpem as emendas mais ainda me custa acreditar!
Afixado por Emiéle em 29 de dezembro de 2004, às 21:28
Afixadelas
Depois deste acontecimento é compreensível essa dose de nervosismo. Mas não se preocupe cara amiga que no início do verão com o consentimento da Câmara Municipal de Oeiras, instalaram-me defronte à minha janela um tubo de respiração de gás natural que em caso de fuga me entrará pela casa dentro. Queixei-me à protecção civil e à polícia municipal, informaram-me que a queixa está registada e até me fazem o favor de me fornecer o nº. de processo da queixa para eu no caso de estar interessado em accionar judicialmente a empresa exploradora do gás natural, poder fazê-lo. Como vê não é só em Lisboa que acontecem absurdos.
Afixado por congeminações em 29 de dezembro de 2004, às 22:43
O primeiro absurdo era que a Emiele mora(va)num largo ...que só tem um prédio.Ou seja o próprio prédio era o largo.Donde lhe vem aquela mania das grandezas que todos lhe conhecemos.O único caso que eu conheço de rua comprada´foi num sitio chamado Bom Velho perto de Condeixa.No tempo em que as ruas eram baratas.AB
Afixado por A.B. em 29 de dezembro de 2004, às 22:56
Essa também é de manual! Por acaso há certas coisas que, apesar dos exageros, os americanos têm razão: nesse tipo de erros, acionavam mesmo um processo e até ganhavam! Ou será que estão há espera que vocês tenham mesmo uma intoxicação para intervir???
O meu caso é caricato, mas confesso que me está a irritar muito! Uma rotunda grande ( a rotunda das Olaias) vai ficar só com 3 saídas porque um empresário quer construir um prédio engolindo uma rua...!!!
Afixado por Emiéle em 29 de dezembro de 2004, às 22:58
Vamos por partes:
1)Compraram a rua lá no "Bom Velho" ( se o velho era bom vendeu-a barato...) para quê? é que pode comprar-se as casas todas com a rua incluida. Isso não vale! Só vale se ele comprou a rua sem as casas e fez alguma coisa com ela!
2) P'ra já não tens nada que dizer que eu vivo onde vivo. Onde é que já se viu ?!? E óspois "aquilo" chamava-se Largo porque era suposto ser continuado. As grandezas foram mas foi das Olaias propriamente ditas! Que se acoplaram ao meu larguinho (ai ai ai ) e armaram aquela Rotunda enorme! ele sempre foi pequenino e insignificante. Pois se nem tenho nº só tenho lote.
Afixado por Emiéle em 29 de dezembro de 2004, às 23:08
Desculpa lá mas quem falou em nomes de rua foste tu!TU!!!!!Solamente tu!AB
Afixado por A.B. em 29 de dezembro de 2004, às 23:30
Èmièle, pobrezinha sem rua e só com lote!!!O que te vale é viveres em Condeixa se não estavas feita!!!
AB, ela tem razão. Escusavas de vir p'raqui dizer que ela mora em Condeixa.
Pois eu cá tenho rua, tenho número, só não tenho Largo nem Rotunda.E não tenho um prédio que seja o largo em si.
Isabel, pobrezinha.
Então e o congeminações que tem o cano do gás a entrar pela janela? Não está pior que tu? Hein?
Anima-te mulher, aquilo ainda tem 3 saídas!!! Já imaginaste a quantidade de coisas que nem uma têm?
Afixado por isabel sousa em 29 de dezembro de 2004, às 23:30
A Isabel anima-me. Pensando bem o Congeminações até está pior. Eu ainda posso fazer o que me disse o A.C ( foi ele, fica sabendo )e tentar comprar a rua a pôr-lhe uma portagem, mas com essa do cano em frente á janela é que não me safava.
E ouve lá, ó AB, eu cá nomes só o da famosa rotunda mas isso apenas dava um arzinho; havia para aqui montanhas de casas. E agora é que nem sei, nem rua, nem largo, nem rotunda, nem nada. Valha-me o lote, como o dos cafés. Se o lote fôr razoável, ainda serve.
Afixado por Emiéle em 29 de dezembro de 2004, às 23:50
Pois aqui a menina que mora numa rua só com prédios de um lado e uma quinta do outro,que é como quem diz mora com um jardim em frente também tem os seus achaques.então não é que há uns tempos um eucalipto de 27 metros(leram muito bem resolveu partir pela base e depois de começar a bater no 9º andar do meu prédio veio por aí abaixo derrubando varandas e outros artefactos como as bemfadadas marquises tão do gosto da burguesia local e veio meter-se qual instalação ...na minha cozinha.Ocupou-a toda com os ramos e teve de ser serrado pelo lado de fora do imenso rombo que fez na parede/empena do prédio just ao lado da máquina de lavar.8 carros completamente em bolacha,rua completamente atolada e...a SIC chegou primeiro que a Protecção Civil.Uma sensação!!!Depois continuou o pesadelo com as companhias de Seguros e a Camara mais o Ministério da Defesa donos da dita de quinta em frente.Fiz obras obviamente que isto de um buraco para o exterior não é coisa que nos deixe descansadas.5 anos depois ainda se estava a discutir quem pagava o quê.eu se fosse a ti comprava a rua.AB
Afixado por A.B. em 30 de dezembro de 2004, às 18:41
Sou mesmo uma felizarda...ninguém quer vender
( nem comprar) a minha rua,nunca tive um cano a entrar pela janela nem uma árvore estacionada na cozinha...
Claro que chove cá dentro que isto do Recria teve muito que se lhe diga, mas tenho um burro em frente que zurra todas as manhãs desde que se lhe meteu na cabeça que era um galo...Espera aí, nos últimos dias não tenho ouvido o burro...qurem ver que os gajos que compraram a rua da Émièle vieram aqui comprar o burro???!!!
Èmièle se pedires um empréstimo p'ra comprar a rua, podes pedir uns tostões a mais p'ra eu comprar o burro?
Afixado por isabel sousa em 30 de dezembro de 2004, às 20:02
Bóra aí! E se comprares o burro segue-se o tal proposta do amigo que queria uma portagem? Alugavas o burro para umas voltinhas, ou era só o direito a ouvi-lo zurrar? É que de madrugada entre um galo e um burro não sei qual será pior...
Afixado por Emiéle em 30 de dezembro de 2004, às 20:25
Eu alugo o burro. Quando acabar de pagar o empréstimo ao banco, eu empresto o burro.
Mas olha que é mesmo verdade. Quando vim para aqui viver havia um burro (o burro) e um galo. O galo cantava todas as madrugadas. Entretanto o galo desapareceu. Possivelmente comprado pelos tipos que te querem comprar a rua.
A partir daí o burro começou a zurrar todas as madrugadas.
Nunca percebi se o burro já zurrava antes e o galo não o deixava ouvir. Ou se o burro só começou a zurrar, depois, por pensar que é o galo.
Mas então está combinado: compra lá a rua que eu forneço o burro!
Afixado por isabel sousa em 30 de dezembro de 2004, às 21:37
