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janeiro 30, 2005
In Memoriam do féretro político do Lopes
Sendo o marialva não uma estirpe mas o depositário de um estado de graça, e o marialvismo, no seu sentido mais amplo, um estado de espírito privilegiadamente lusitano, há desde já a observar que apenas caberá aqui referir o marialva restrito e actualizado, isto é o subproduto em quarta geração - que embora não passe de um negativo desbotado tem o seu lugar assegurado por direito de transmissão na sociedade portuguesa. Esse tipo, aqui designado por "marialva-playboy", apresenta algumas características evidentes que são:
(...)
- A mulher que o atrai é o apuramento sofisticado da fêmea leiteira andaluza com a égua árabe em período de cio.
- Porque "noblesse-obligue", participa duas vezes por ano em saraus for-de-portas mas a discoteca é o seu poiso habitual.
(...)
Temos, pois, que o exemplar em análise é herdeiro de meia costela nobre de velho guerreiro lusíada, esclerosada embora pelos tropeções que uma história descuidada lhe deu mas parafinada por sublime instinto de sobrevivência. E que (aqui só para nós) do casamento do marialva com o playboy resultou este híbrido que não consegue ocular que já só aguenta os copos à custa de pepsmar, toma lorenim para acalmar o "medo" e, porque se deita dada vez mais sozinho... só dorme com soporíferos.
Emfim, o playboy-marialva poderá não ter subsídio do Fundo Social Europeu - mas é português e é nosso! Cumpre-nos, por isso, preservá-lo para que não se extinga.
* por Luis S. Campos "Viver sem Trabalhar"
Afixado por Gibel em 30 de janeiro de 2005, às 23:37
Afixadelas
DE ACORDO!
E ainda falam do lince da Malcata!
Protejamos o marialva playboy!
Afixado por Bernardo em 30 de janeiro de 2005, às 23:51
