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janeiro 31, 2005
Próóóóximos!
"Fernandez de saída do FC Porto
O técnico espanhol Victor Fernandez deixou estar tarde o comando do FC Porto, para isso muito terá contribuído a pesada derrota sofrida no Estádio do Dragão frente ao Sp. Braga, por 3-1."
Eu aposto no Carlos Brito como substituto. Espero enganar-me, trata-se da minha reserva moral para o Sporting!
PS - Enganei-me, é o Couceiro. Os gajos parecem insistir em ex-funcionários administrativos do Sporting, espero que desta vez não lhes saia a sorte grande.
Afixado por Rogério C. Pereira às 19:57 | Afixadelas (5)
Não perca...
Afixado por Rogério C. Pereira às 17:01 | Afixadelas (7)
Rais parta na gata...
Hoje comecei mal o dia. Seis da manhã. Mia mia desalmadamente na cozinha, local para onde foi remetida há três ou quatro dias (apenas durante a noite, note-se), depois de nos ter acordado para nos informar que tinha engolido um helicóptero.
Bem, hoje foi ao mianço. Acordou-me e, como de pequenino é que se torce o pepino, sacudi-lhe o pó do pêlo – muito levemente, mais para mostrar reprovação do que outra coisa.
A porra é que a bicha calou-se e eu fiquei cheio de remorsos. E a verdade é que a gaja bem se vingou – até eu sair de casa, não tive direito aos ronrons do costume, nem às corridas à volta dos meus pés (ora toma…). Vamos lá ver logo à noite – estarei perdoado?
Afixado por Rogério C. Pereira às 16:43 | Afixadelas (20)
«Delirium tremens» palmirense

O papa Pio XI (6.II.1922 - 10.II.1939), de seu nome Achille Ratti, o visado das teses revisionistas de Palmira F. da Silva
É inegável o poder da interpretação textual.
Bem feita, pode ser altamente didáctica.
Mal feita, pode servir para uma potente acção de propaganda. Para o controlo das mentes menos informadas, ou menos inquiridoras.
Para que outras pessoas se possam inteirar do teor revisionista (para não usar expressões mais fortes) das "opiniões" de Palmira F. da Silva, aqui ficam duas recentes "lições" suas, retiradas dos comentários que a própria fez ao seu post:
"Na encíclica “Non abbiamo bisogno”, (não havia necessidade...) o Papa Pio XI queixa-se da ingratidão dos fascistas italianos a quem a Igreja Católica, deu todo o apoio, lembrando mesmo que o partido fascista, para se impor num país de cultura católica como a Itália, não deve hostilizar a Santa Sé. E louva a perseguição movida pelos fascistas aos socialistas daquele país."
Compare-se estas afirmações gratuitas com o texto da encíclica, retirado do site do Vaticano (uso links e tudo, hã!):
Pius XI, "Non abbiamo bisogno" (29/06/1931)
Depois, mais à frente, a professora Palmira afirma:
"A mesma linha é seguida na Mit Brennender Sorge... ou seja, Pio XI queixa-se e critica os ditadores a quem a Igreja apoiou e que não retribuem devidamente o favor."
Compare-se agora esta afirmação com o texto da encíclica, retirado do site do Vaticano (uso links e tudo, hã!):
Pius XI, "Mit Brennender Sorge" (14-03-1937)
Bem sei que os textos das encíclicas são longos, e a senhora Palmira F. da Silva escuda-se nisso. Mas ela, mais do que ninguém, utilizadora da Internet na busca incessante de documentação, deveria saber que as encíclicas estão na Web.
Deixo à consideração dos curiosos (porque as divagações do "Diário Ateísta" têm um interesse relativo) a conclusão relativamente às afirmações da senhora Palmira F. da Silva.
«Delirium tremens»?
Ou, o que é bem pior, uma desonestidade intelectual sem limites, em que os fins (uma evidente agenda anti-católica) justificam os meios (a deturpação da história)?
Sou católico convicto, mas sei que é possível defender o ateísmo com rigor e isenção, e sobretudo com erudição histórica e filosófica.
Senhora Palmira F. da Silva, quer que eu passe a redigir os seus "posts" ateístas? Acho que defenderia a causa ateísta com mais honradez e responsabilidade do que a senhora...
Afixado por Bernardo Motta às 13:32 | Afixadelas (14)
Uma lição!
Como o Sharkinho, também eu fui contra aquela guerra. Porém, e também como ele, sou suficientemente tolerante para ficar muito satisfeito com o que ontem sucedeu no Iraque. Já fui votar bastantes vezes e até já me abstive algumas. A verdade é que, daquelas em que me abstive, em nenhuma estive sob ameaça de morte.
Uma verdadeira lição. E muito me espanta que grande parte da blogosfera tolerante não tenha dito uma única palavra sobre o assunto. Ou melhor, não me espanta nada. Já devia estar habituado aos clubismos que por aqui proliferam, em que um elogio ao clube adversário é visto, pelo secretariado, como uma cedência intolerável.
Mas a importância do que sucedeu ontem está longe de se esgotar intra-fronteiras iraquianas, como é óbvio. E não me refiro aos EUA e sus muchachos, falo, isso sim, das inevitáveis repercussões do direito de voto exercido ontem nos demais países árabes entregues a ditaduras de todo o género, desde as mais às menos disfarçadas. A ver vamos…
Afixado por Rogério C. Pereira às 11:40 | Afixadelas (10)
Não há pressa...

Afixado por Emiéle às 07:58 | Afixadelas (3)
Porto Alegre
Desta vez o FMI e o Banco Mundial estiveram em Porto Alegre.
Interessante. Foi lá dito "É importante que o FMI e o BM estejam aqui, mas é preciso saber que eles impõem [ aos países ] condições que não lhes permitem desenvolver. Eles obrigam a privatizar, a abrir os mercados, quando eles não estão prontos para enfrentar a concorrência de economias muito mais fortes". Decerto que isto era sabido, mas não lhes fez mal ouvirem-no. É que a economia não é uma ciência pura, abstracta. Ela existe porque há seres humanos. São seres humanos que trabalham, que produzem e que sofrem - embora este último aspecto já não pertença à área da economia.
Afixado por Emiéle às 07:39 | Afixadelas (1)
Pediatria nos Centros de Saúde
A necessidade que o jornalista ao escrever uma notícia tem de sintetizá-la em pouca palavras no título pode levar a algumas distorções. Quando li que « Colégio [ pediátrico] defende redução de serviços » fiquei abismada. Sabia as carências que existem e pareceu-me um tal contra-senso que tive de ir esmiuçar o que lá se dizia. No corpo da notícia via-se que não era o que parecia. O que se diz é que devia haver parcerias entre hospitais e centros de saúde o que já me parece razoável. O que é sugerido é a existência de um pediatra, em regime ambulatório, nos centros de saúde
Ainda me parece uma proposta muito fraca e tímida esta de «acompanhar as crianças até um ano de vida e, para as mais velhas, servir como consultor do médico de família» porque não é apenas durante o primeiro ano de vida que a medicina pediátrica é uma especialidade. Muito longe disso. Mas a actual aberração, onde o médico de família era responsável pelo tratamento de uma criança desde que nascia, era como se fosse esperado que o médico de família tratasse dos dentes dos seus clientes, fizesse oftalmologia, ou cirurgias. Felizmente que muitas vezes os pais eram orientados para os hospitais, mas então para que serve o Centro de Saúde?
Afixado por Emiéle às 07:11
InchAllah
Contra o que eu muito receava, parece que as eleições no Iraque se conseguiram realizar. Agora há que as analisar bem, coisa que não me proponho fazer agora. Apenas ficar satisfeita, porque mesmo que os números não sejam aqueles que foram ditos, os resultados permitem que se diga que «as forças estrangeiras deixarão de ser necessárias dentro de 18 meses».
É certo que as notícias dizem destes resultados que «a confirmação por parte de observadores independentes não é possível». Isso era o esperado, decerto. Como confirmar?
Mas que pelo menos existam resultados foi mais do que muitos esperavam. Parece que o desejo de tomar nas suas mãos o destino da sua terra é um desejo mais forte do que tudo.
Ainda bem!
Afixado por Emiéle às 06:48 | Afixadelas (2)
janeiro 30, 2005
In Memoriam do féretro político do Lopes
Sendo o marialva não uma estirpe mas o depositário de um estado de graça, e o marialvismo, no seu sentido mais amplo, um estado de espírito privilegiadamente lusitano, há desde já a observar que apenas caberá aqui referir o marialva restrito e actualizado, isto é o subproduto em quarta geração - que embora não passe de um negativo desbotado tem o seu lugar assegurado por direito de transmissão na sociedade portuguesa. Esse tipo, aqui designado por "marialva-playboy", apresenta algumas características evidentes que são:
(...)
- A mulher que o atrai é o apuramento sofisticado da fêmea leiteira andaluza com a égua árabe em período de cio.
- Porque "noblesse-obligue", participa duas vezes por ano em saraus for-de-portas mas a discoteca é o seu poiso habitual.
(...)
Temos, pois, que o exemplar em análise é herdeiro de meia costela nobre de velho guerreiro lusíada, esclerosada embora pelos tropeções que uma história descuidada lhe deu mas parafinada por sublime instinto de sobrevivência. E que (aqui só para nós) do casamento do marialva com o playboy resultou este híbrido que não consegue ocular que já só aguenta os copos à custa de pepsmar, toma lorenim para acalmar o "medo" e, porque se deita dada vez mais sozinho... só dorme com soporíferos.
Emfim, o playboy-marialva poderá não ter subsídio do Fundo Social Europeu - mas é português e é nosso! Cumpre-nos, por isso, preservá-lo para que não se extinga.
* por Luis S. Campos "Viver sem Trabalhar"
Afixado por Gibel às 23:37 | Afixadelas (1)
Ainda os posts da Palmira
Ainda sobre os posts da Palmira intitulados "A religião e o holocausto", a polémica ainda vai acesa neste post, que contava há poucos minutos com 66 comentários!
Mas antes que a maralha encha aquilo de comentários inúteis, dêem lá uma saltada para verem os comentários do João Pedro Moura, que só por eles já valeu a pena a Palmira/Hepatia ter escrito este post...
Entre outros esclarecimentos, o João Pedro Moura explica ao André Esteves que a expressão "Terceiro Reich" nada tem a ver com quiliasmo. A não perder!
Ah, o Gibel já prometeu, assim que sair a terceira parte do texto da Palmira, fazer uma bela refutação.
Obrigado pela nobre intenção, Gibel!
Afixado por Bernardo Motta às 23:13
Memória do Nazismo
Passei o fim-de-semana a rever a minha humilde biblioteca, a mexer nos meus papéis e arquivos (é certo, também visitei alguns links e web-sites), a tratar alguns dados sobre o nazismo, designadamente dos Arquivos de Nuremberga, para publicar em breve alguns artigos informativos, em nome da memória. Para que quem tem curiosidade, mas sobretudo para quem só sabe do Nazismo o que ouve ou lê na memória selectiva de outros, mais movido pelo ódio cego abraçado à intolerância anti-religiosa (em que o cristianismo é sempre o "costas largas"), do que por uma verdadeira vontade de conhecer a Besta. Dificilmente se combate o que se não conhece.
* Obviamente, a Palmira F. Silva perceberá que as considerações acima não se dirigem a ela, pois na civilizada troca de impressões que vimos mantendo ficou esclarecido da sua parte nunca ter pretendido com o que escreveu que o nazismo se baseasse no cristianismo.
Afixado por Gibel às 22:31 | Afixadelas (13)
Argentina 1964
oops, no, sorry... Portugal 2005
(não deixem de ir aqui conhecer os termos do encontro da Madge com este belo espécime)
Afixado por Rogério C. Pereira às 17:15 | Afixadelas (1)
"The significance of Auschwitz"
by Steve Bell
Afixado por Rogério C. Pereira às 17:11
Lista de endereços
Engraçado, mas bom sinal, afinal! :)
Recebi esta manhã um daqueles FW tipo “corrente”. Sabem como é: Vai-te acontecer isto e aquilo de muito bom, mas tens de enviar esta mensagem a mais X pessoas, etc. O destino dessas mensagens costuma ser um “delete” imediato como se imagina. Desta vez estava de bom humor, a amiga que ma tinha enviado era boa rapariga, e pensei: -Olha, vou devolver-lha a ela, como graça. Simplesmente era preciso mais 6 nomes para cumprir a regra. Abri o livro de endereços para escolher umas 6 pessoas a quem pudesse, sem vergonha, enviar o tal FW. Pois não é que não consegui?! Conheço muita gente, mas o máximo que encontrei foram 5 amigas que recebessem aquilo dizendo “Olha a pancada desta!” e se rissem. Dos outros, eu mesma tinha algum pudor em lhes enviar a tal corrente.
Pronto, paciência. Lá se quebrou, e não vou saber o que me iria acontecer esta noite às 11 horas e 11 minutos.
Afixado por Emiéle às 10:42 | Afixadelas (21)
E a África…?
África.
Um continente lindíssimo. Rico. Com boa gente. Onde a ciência pensa que “nasceu” o Homem. E, actualmente, dos mais maltratados!
Claro que nunca é demais falar de Darfur (70 mil mortos ) Mas não só.
As guerras rebentam por todo o lado em África. Hoje e amanhã em Abuja realiza-se a 4ª cimeira da União Africana
E depois?
Palavras, palavras, palavras.
São precisos actos!
Afixado por Emiéle às 10:19 | Afixadelas (4)
E ainda o Iraque
Diz a BBC referindo os números do Ministério da Saúde iraquiana:
«A maioria das mortes de civis ocorridas no Iraque nos últimos seis meses é atribuída a ataques da coligação liderada pelos EUA e não aos rebeldes»
Quem são os terroristas?
Afixado por Emiéle às 10:00 | Afixadelas (5)
Iraque
As notícias internacionais de hoje só podem ter um foco: o Iraque. Será difícil pensar noutra coisa. E eu só desejo chegar rapidamente à noite, não para contar os votos ( ? ) mas para ver como vai acabar esta birra de decidir fazer, a bem ou a mal, estas eleições.
Ontem no programa Eixo do Mal, o José Júdice, que até tem sido de um modo geral uma das pessoas de quem mais gostei as poucas vezes que vi o programa, teve uma tirada de humor que, de tão rebuscada, se tornou um boomerang. Quando os outros elementos, Clara e Daniel, criticaram estas eleições ele ironizou de um modo muito pouco claro, dizendo que as eleições são sempre boas, a extrema-esquerda é que não gosta da democracia e nunca se pode censurar a existência de um acto eleitoral.
É claro que ele estava a brincar, só pode ser, mas disse-o com muita convicção, podendo deixar dúvidas. Sem analisar quem gosta ou não de democracia, o que é importante é que, quando os outros intervenientes falaram, disseram “farsa”, e isso é que era o importante. Tratar o que hoje se está a passar como um “acto eleitoral” não tem o menor sentido. Ninguém ali criticava que se praticasse um acto eleitoral, pareceu-me, mas sim exactamente por respeito dar-se esse nome a uma coisa que o não é.
Sei que pode haver eleições em países não inteiramente livres. Será um entreabrir de uma porta para se conseguir abri-la de par em par. Aceito que em certos casos possam sair resultados, contestáveis mas ainda aceitáveis. Não é o caso do Iraque. Não pode ser o caso de um país em guerra civil, por exemplo. Terá de haver o mínimo dos mínimos de segurança, para aquilo a que se está a chamar eleições faça sentido.
Espero por o final deste dia para compreender alguma coisa.
Afixado por Emiéle às 09:14 | Afixadelas (3)
janeiro 29, 2005
4 cadelas abandonadas (ANIMAL)
Doravante, e sempre que para tal for solicitado, divulgarei apelos da ANIMAL. Dada a explicação, passo a transcrever um email recebido de Miguel Moutinho, Director Executivo da ANIMAL:
"No início desta semana, circulou um e-mail que chegou à ANIMAL lançando um apelo acerca de quatro cadelas que estariam abandonadas no n.º 82 da Rua Ferreira Borges, Porto (mesmo junto à sede da ANIMAL). De acordo com este alerta, as cadelas seriam irregularmente alimentadas e teriam pouca água, estando abandonadas nesta localização, acorrentadas ao chão de uma casa, sem sequer terem uma aragem."
"Consegui conversar com a senhora que é proprietária destes animais e combinei uma visita ao local e às cadelas para as 13h de ontem. A situação é a seguinte: trata-se de uma família humilde que foi realojada num bairro camarário do Porto, tendo apenas podido levar consigo um gato que tem e não tendo conseguido levar estas quatro cadelas. Tiveram a decência de não as abandonar (o que muita gente, no lugar destas pessoas, faria), mas, sem alternativa que lhes ocorresse, mantiveram-nas apenas nesta casa, com condições muito pobres, onde está cada uma acorrentada ao chão ou a móveis, e onde, segundo o que me foi dito, são, ainda assim, alimentadas e abeberadas. Acredito que isto aconteça, mas com regularidade e quantidade insuficientes, além de estarem sempre fechadas e acorrentadas (até porque, de outro modo, guerreiam-se entre si) e não serem de todo passeadas.
A senhora concordou em absoluto com a adopção das quatro cadelas porque também reconheceu que isso é o melhor para elas (algo em que, credivelmente, está interessada). Mantêm-se nesta casa (Rua Ferreira Borges, n.º 82) até serem adoptadas. É por isso que peço a vossa ajuda para encontrar boas soluções de adopção para a:
- Donn (Dobberman, grande, preta e castanha, seis anos, meiga) – Tem que ser adoptada separadamente
- Lassie (Raça indeterminada, tamanho pequeno/médio, castanha, nove anos, temperamento difícil) – Tem que ser adoptada separadamente
- Francisca (Raça indeterminada, tamanho pequeno, castanha, 17 anos, meiguíssima) e Nicha (Raça indeterminada, tamanho pequeno, branca, 7 anos, meiguíssima) – Têm que ser adoptadas conjuntamente porque são mãe e filha e são inseparáveis
Quem puder ajudar a encontrar boas soluções de adopção para estas quatro pequenitas (sendo que, quanto mais tempo demorar a serem adoptadas, mais tempo continuam na casa em que estão presentemente – porque a ANIMAL, infelizmente, não tem como as acolher), por favor contacte-me directamente através do miguel.moutinho@animal.org.pt ou do 96 235 81 83. Será mais fácil se a solução de adopção for encontrada na região do Porto, mas, se houver boas soluções mais longe, podemos encontrar maneiras de serem transportadas até ao bom destino que merecem.
Muito obrigado pela vossa ajuda,
Miguel"
Afixado por Rogério C. Pereira às 19:17 | Afixadelas (8)
O Islão e a sua caricatura
Na Alta Idade Média, o Islão era, na esfera euro-mediterrânica, a potência com o mais elevado desenvolvimento nas artes e ciências mais civilizadoras e a religião islâmica não foi entrave a este desenvolvimento. Nos domínios islâmicos, do médio oriente à Península Ibérica, passando pelo Norte de África, assimilavam-se os mais progressivos conhecimentos do mundo antigo: os clássicos Gregos da filosofia à matemática foram traduzidos, divulgados e estudados (apesar de embebidos de cultura pagã), os ensinamentos astronómicos da Pérsia foram apurados, foram projectadas as inovações técnicas da China (o fabrico do papel, por exemplo), a numeração décimal recolhida na Índia. Sem este período luminoso da história do Islão, que permitiu justamente manter um cordão umbilical com o pensamento clássico e os conhecimentos mais avançados das civilizações antigas, certamente não teria existido o renascimento europeu e o consequente fortalecimento do poder temporal que permitiu o laicismo. Em suma, as letras e as ciências do Ocidente Moderno não teriam sido o que foram, se a Europa Medieva não tivesse sido aprendiza do mundo islâmico na altura florescente.
Esta é uma lição de história que deve ser ensinada e repetida as vezes que forem precisas, sobretudo às novas gerações, para que não passem sem a devida contextualização histórica frases como esta do Carlos Esperança "O islamismo é um decalque grotesco do cristianismo a que falta a influência da cultura helénica". A não consideração do que acima ficou dito, leva a acirrar mais a intolerância subjacente aos choques de civilizações que alguns pretendem. O uso político e guerreiro da religião islâmica por líderes árabes corruptos ou tiranos que fazem do mundo árabe um eclipse de uma civilização que historicamente suscitou admiração, não nos deve autorizar a confundir o Islão com a sua caricatura bárbara.
P.S. - O que correu mal, perguntarão então, para o Ocidente Europeu ter aproveitado tais ensinamentos civilizadores e ter construído socidedades políticas fortes em que existe separação entre sagrado e temporal e o Islão não o ter feito? - ler Bernard Lewis "O Médio Oriente e o Ocidente, O que correu mal?" editora Gradiva.
Afixado por Gibel às 17:36 | Afixadelas (36)
O homem certo
O inginhieiro tem mais um ponto a favor. Descobri agora (como não tenho mais nada para fazer, andei a correr os blogues dos candidatos), que tem uma pós-graduação em Engenharia Sanitária, na Escola Nacional de Saúde Pública.
Ora, não será exagero dizer que colocar o Lopes para canto, para além de premente e imperioso, é um caso de saúde pública, sendo igualmente certo referir que será necessária muita engenharia sanitária para o fazer - que, no entretanto, o homem ainda há-de dizer e fazer muita merda.
Afixado por Rogério C. Pereira às 16:43 | Afixadelas (4)
Atenção!
Se perder as eleições, Santana promete processar os portugueses!
Afixado por Rogério C. Pereira às 16:11 | Afixadelas (4)
Devolveram-me a minha rua !
Tinha-me queixado amargamente, lá atrás, de ter sido privada da saída da minha rua, em favor de um prédio que iria ocupar esse espaço.
Houve um movimento de moradores, abaixo-assinados, e (cereja no bolo) a televisão veio fazer reportagem. Hoje a rua foi reaberta, e até alcatroada de novo!
Abençoadas eleições!
Como? Estão a dizer que foi um mal-entendido? Que nunca se tinha pensado vender a rua? Que as escavadoras que ali andavam era para dar mais cor à paisagem?
Mas é claro que sim. Como é que a minha alma perversa foi imaginar que, por acaso, se tinha recuado do projecto impopular por haver eleições. Pois se nunca se tinha pensado fechar a rua…
Já começo até a pensar que ela nem chegou a estar com aquela rede, que sempre ali se circulou à vontade e, estes moradores é que andam para aqui com visões estranhas. Qualquer coisa* da água, se calhar.
(*droga que lá deitaram, por certo)
Afixado por Emiéle às 13:26 | Afixadelas (6)
Se eu quisesse, enlouquecia
Se eu quisesse, enlouquecia. Sei uma quantidade de histórias terríveis. Vi muita coisa, contaram-me casos extraordinários, eu próprio... Enfim, às vezes já não consigo arrumar tudo isso. Porque, sabe?, acorda-se às quatro da manhã num quarto vazio, acende-se um cigarro... Está a ver? A pequena luz do fósforo levanta de repente a massa das sombras, a camisa caída sobre a cadeira ganha um volume impossível, a nossa vida... compreende?... a nossa vida, a vida inteira, está ali como... como um acontecimento excessivo... Tem de se arrumar muito depressa. Há felizmente o estilo. Não calcula o que seja? Vejamos: o estilo é um modo subtil de transferir a confusão e violência da vida para o plano mental de uma unidade de significação. Faço-me entender? Não? Bem, não aguentamos a desordem estuporada da vida. E então pegamos nela, reduzimo-la a dois ou três tópicos que se equacionam. Depois, por meio de uma operação intelectual, dizemos que esses tópicos se encontram no tópico comum, suponhamos, do Amor ou da Morte. Percebe? Uma dessas abstracções que servem para tudo. O cigarro consome-se, não é?, a calma volta. Mas pode imaginar o que seja isto todas as noites, durante semanas ou meses ou anos?
in Os Passos em Volta - Estilo, Herberto Helder
Afixado por Rogério C. Pereira às 12:28 | Afixadelas (9)
Persistência e curiosidade...
O importante é não desistir, não é?

Afixado por Emiéle às 09:44 | Afixadelas (10)
Até ao lavar dos cestos
É interessante observar os últimos dias deste, sempre surpreendente, governo. Porque alguns traços que se notaram desde o início, têm permanecido durante todo o mandato.
Agora foi Freitas de Amaral que ficou na berlinda
Freitas não concordou com um plano muito questionado pelos trabalhadores de CGD. E, nessa linha, elaborou um parecer contra a transferência do fundo de pensões do banco para a Caixa Geral de Aposentações.
O diálogo é este:
Freitas:- "Eu não dei um parecer contra a Caixa, mas sim a favor dos seus trabalhadores e, portanto, a favor da própria Caixa"
Bagão Felix:-"É difícil de entender que o presidente da assembleia geral da CGD faça um parecer que vai contra a decisão do Estado que representa naquele órgão, sem sequer ouvir o accionista"
Freitas:-"Sou um jurisconsulto independente e, para dar os meus pareceres, não falo com ninguém antes, como a pedir licença, e muito menos ao Governo".
Bagão Félix: -"Trata-se de uma posição ética e deontologicamente inaceitável".
(Claro que os timmings para estas reacções são o que são, mas...)
Freitas: -"Lamento e estranho que o senhor ministro das Finanças só tenha reagido contra mim, não quando o meu parecer foi tornado público [terça-feira, dia 25 de Janeiro], mas apenas hoje [sexta-feira, dia 28 de Janeiro], logo que foi conhecido o meu apoio público ao PS nas próximas eleições"
Interessante, não?
Afixado por Emiéle às 09:08 | Afixadelas (2)
Atenção a Espanha
Pergunta-se no Expresso O que querem os bascos? e a verdade é que pouca gente o sabe. É um campo onde se esgrime bastante com pressupostos, mas onde a informação verdadeira e actualizada nem todos a dominam.
O que é O «Plano Ibarretxe» de autonomia ?
Antes de criticar ou aprovar era bom entender o que se passa.
Eu vou tentar saber.
Afixado por Emiéle às 09:05 | Afixadelas (2)
Assim é fácil!
Os Iraquianos que estão no estrangeiro já começaram a votar. Pois. Lê-se no Público que a votação decorre sem problemas em 14 países.
Era de esperar. Lá isso…
Será possível que um governo venha a ser eleito apenas com os votos dos expatriados?
Neste momento sinto-me preparada para acreditar em tudo.
Afixado por Emiéle às 09:00
Post para animar o Monty que anda meio tristonho e eu não gosto mesmo nada disso

(Quando estiver pronto, passas por cá?)
Afixado por João Pedro da Costa às 00:41 | Afixadelas (9)
janeiro 28, 2005
Mulher-cão
Paula Rego
Afixado por Rogério C. Pereira às 22:08 | Afixadelas (2)
Fim de conversa!
Este apela à tolerância, mas vê-a como uma rua de sentido único. Eu tenho de ser tolerante com ele, mas ele não tem de o ser comigo. Eu tenho de lhe aceitar as diferenças, que o faço, mas ele dispensa-se de fazer algo semelhante com quem é diferente dele. Há aqui uma reviravolta que não é aceitável. Mutatis mutandis, é como se ao tempo de vitória das sufragistas, os homens tivesse deixado de pode votar.
Lamento este fim de festa, porque me sinto enganado.
Mas, como disse o Lincoln, acho que foi o Lincoln, "podes enganar toda a gente durante um certo tempo; podes mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo; mas não podes enganar toda a gente durante todo o tempo." Isto, e tudo o que o antecedeu, designadamente a forma como destilaste ódio para os lados do BdE e ajudaste à respectiva solução final, não vai ter repetição no Afixe. Afianço-to!
Afixado por Rogério C. Pereira às 20:30 | Afixadelas (8)
Até me torso torço todo!
Egas Moniz ofereceu o pescoço, Martim Moniz o torço torso e Francisco de Almeida as barbas.
Porque eu não quero que falte nada à malta acidentada, aqui fica a correcção. É só pegar e ir lá colar. Não, não! Não agradeçam. Eu sou mesmo assim, um mãos-largas.
Agora a sério, esta malta está sempre a ter problemas com os correctores ortograficos. É que, se bem me lembro, já não é a primeira vez que algo semelhante acontece. Mas, porra, há que desculpá-los, afinal, sem um bom corrector ortográfico não há como escrever um texto sem erros (perdão, gralhas, afinal, o s e o ç estão mesmo ao lado um do outro no famoso teclado sçcvy - tempos idos os dos qwert, em que nada disto acontecia).
Agora que é mesmo a sério! Quererá o Rodrigo, em teoria peregrina, defender que o pobre do Martim, era, afinal, uma baiana, e que lhe entalaram o xaile ou a manta enrolada na cabeça à laia de turbante? Humm... Será?
Afixado por Rogério C. Pereira às 20:01 | Afixadelas (4)
Já só faltam 149.999!
Meu Caro José Sócrates,
estou que nem posso de contente: esta semana criei um posto de trabalho para uma jovem à procura do primeiro emprego. E nada de trabalho precário: foi mesmo um contrato sem termo! Estou-te a facilitar a vida, apesar de não votar no teu partido. É que agora, basta prometeres e criares apenas 149.999 empregos. Hã? Quem é amigo? Ainda ontem não dormias a pensar no n.º 150.000...
Afixado por Gibel às 18:46 | Afixadelas (6)
Não me deixem perder este post-it de vista
Afixado por Rogério C. Pereira às 18:20 | Afixadelas (6)
Contra factos, há argumentos?
Em comentário a este post da condescendente Palmira, diz o meu blogosferiano amigo Boss:
"O que é facto é que apesar das diferentes e divergentes influências e origens das pessoas envolvidas, o nazismo cresceu e atingiu o seu "auge" graças em grande parte aos apoios cristãos. Argumentar-se o contrário é como tentar argumentar que a ICAR é uma instituição de esquerda, porque afinal o padre lá da freguesia até é militante do PCP..."
A pergunta é simples, conheces algum facto (mas facto, mesmo!) que consolide esta afirmação ou é mesmo só "diz-que-diz"? E o que são apoios cristãos? Em que se consubstancia tal coisa? Se tu apoiares o PSD, na mesma onda de lógica, eu posso dizer que o Santana tem apoios homossexuais? E será justo? De resto, e por isso mesmo, até achei contraproducente e deveras paradoxal a tua analogia com o ICAR e o padre vermelho - porque é precisamente por isso te que te falta a razão. Ou seja, argumentar como tu argumentas, e não o contrário, é, isso sim, como tentar argumentar que a ICAR é uma instituição de esquerda, porque afinal o padre lá da freguesia até é militante do PCP.
No hard feelings, dear friend! Não me ando a meter contigo, garanto-te, apenas me chocam particularmente certas afirmações quando as vejo proferidas por ti. E precisamente por isso, ok?
Afixado por Rogério C. Pereira às 16:55 | Afixadelas (7)
Para a Palmira - o convite a um debate sereno e inteligente
Reproduzo abaixo o comentário que deixei no diário ateísta. Prometo desenvolver este tema com mais tempo. Entretanto, um gajo também tem de trabalhar para ganhar a vida.
Cara Palmira,
acho que podemos manter uma discussão interessante, em que apresentando os nossos pontos de vista, saibamos discernir o que nos separa daquilo que eventualmente nos une. Exemlo do que nos pode unir é o entendimento que não contesto de que se pode ter politicamente um discurso "externo", para consumo das massas, que instrumentaliza a religião para manobrar com um objectivo final inconfessado (interno) as massas cristãs alemãs. Estou a fazer-me entender? Eu, na minha modesta opinião, não acho que nesta perspectiva a religião seja a culpada, mas o uso que dela é feito, tal como não acho que a ciência seja demoníaca só porque permite a alguns celerados desenvolver uma bomba de neutrões ou armas biológicas.
Uma palavra para o André: o André lança alguns dados interessantes acerca da escatologia apocalítptica que não estão muito longe dos caminhos que eu tento explorar para chegar ao fundo mais negro e genuíno do nazismo. Prometo continuar este tema com mais tempo.
Tenho de acrescentar outro comentário que deixei no diário ateísta, com o devido destaque, para o Boss meter na cabeça algumas coisas bem sérias que parece não compreender do nazismo, para além dos fáceis estereótipos Vaticano/Pandilha de Malfeitores/logo Católicos Malfeitores/Apoiantes de Ditaduras (a cassete é sempre a mesma.
Boss
conheces a filosofia do super-homem? Sabes o que é o cristianismo para a mentalidade ariana? Uma religião de fracos! Só os fortes estão convocados para o império de mil anos. Na cabeça de um nazi o uso do cristianismo para justificar externamente a perseguição judaica é um mero, útil e bem manobrado pretexto (quer nos discursos que Hitler faz no Parlamento, nos estádio nazi de Nuremberga ou nos desfiles de Munique, para entreter as massas cristãs alemãs). O Nazismo é construído de cima para baixo: de uma elite interior às SS, que conhece a essência da doutrina e pratica os rituais nordico-arianos, para o Wolk que se entretém com missas. Não estamos a falar de casos isolados, de uns tontinhos esoteristas. Estamos a falar de um plano bem delineado. Acredita que se o III Reich triunfasse havias de ver Roma e Jerusalém a arder.Capice?!
Para rematar:
"Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas"
Afixado por Gibel às 16:42
Certas e determinadas coisas...
Ontem alargámos o blogue, hoje voltamos a encolhê-lo, porque houve imensa gente a mandar emails a dizer que assim não conseguia ler, por causa da configuração e blá-blá-blá... Não conseguir ler é grave e até eu ter mais tempo para isto, volta a coisa à forma inicial. O meu pedido de desculpas a quem gostou do formato mais alargado.
Houve mesmo um certo e determinado aphixador que disse que a coluna do meio, larga como estava, era horripilante. A propósito, o tal aphixador manda dizer que gostou muito do retrato mas que tem a internet toda fodida, acho que o termo foi esse, e que não consegue comentar.
Entretanto, achámos por bem alterar, por ora, o banner, substituindo o habitual pelo encantador retrato do António Pedro Ferreira.
Afixado por Rogério C. Pereira às 11:58 | Afixadelas (9)
Lei? Que merda é essa?
"Dado que este serviço de finanças se encontra vinculado não só ao cumprimento da lei como também das ordens que recebe dos seus Superiores Hierárquicos" ... vá, pois, V.Ex.a, mais o seu prezado cliente, para raio que o parta!
Afixado por Rogério C. Pereira às 11:35 | Afixadelas (5)
Piedade, piedade, nós confessamos!
Afixado por Rogério C. Pereira às 11:35 | Afixadelas (15)
Para desanuviar os ares
Como temos andado um bocado para o deprimido, venho fazer um pedido às minhas leitoras ( e leitores é claro). Ontem, em resposta a uma foto que o Monty escolheu para chamar a atenção dos leitores, vi-me na eminência de arranjar à pressa outro boneco para contrapor à menina, símbolo da justiça, porque estava de olhos vendados e outras partes menos vendadas. No atabalhoamento da hora, jantar a terminar, notícias do telejornal, e outros pormenores domésticos, deitei mão da primeira ideia que me passou pela cabeça Mas, é claro que, apesar de, numa forma geral ter agradado a quem o viu, há muitas outras carinhas agradáveis por aí.
Portanto meninas, ajudem-me a ter uma base de dados colecção de fotos de pessoas agradáveis de ver. ( está bem dito, não está?) Qualquer idade, todos os aspectos, mas que achem que têm charme e … mais qualquer coisa. Vá lá, meninas, espero a colaboração!
Afixado por Emiéle às 07:41 | Afixadelas (135)
“No poupar é que está o ganho”
Sempre ouvi dizer. E portanto a Carris e Metro vão poupar nos papelinhos das senhas dos passes. Claro que isso implica poupar no pessoal que atendia os clientes que queriam comprar passe. Sendo tudo mecânico necessitam de ter menos empregados – e assim haverá menos empregos, mas isto é o meu espírito perverso a pensar. Se calhar vão contratar é pessoas para estar junto das máquinas e ensinar parte da nossa população, semi-analfabeta, a entender-se com aquelas instruções nem sempre muito claras.
Mas do que gostei foi do termo utilizado na notícia A Carris e o Metro vão desmaterializar as vinhetas
Senti-me logo de novo transportada ao Espaço 1999 ou coisa do género. (isto já é mania…) Mas digam lá se “desmaterializar” não tem bom ar? É outra loiça.
Afixado por Emiéle às 07:31 | Afixadelas (6)
A facturinha, se faz favor…
E este ponto nunca pensei que chegasse a tolerância!
A história é esta:
Um ladrão vai roubar um banco. Para tal necessita de material, ou seja para além do saco onde se vai guardar o dinheiro, uma pistola de mau aspecto para assustar o caixa.
A coisa corre mal e o indivíduo é apanhado.
Vai a julgamento. É condenado por roubo. Tinha roubado 6. 800 euros, mas… a pistola? A pistola tinha-se custado 2.000 euros. Bolas, então era tudo prejuízo?
Pois não senhor. O senhor juiz considerou o preço da dita pistola como “despesas profissionais”.
Não há como os holandeses para perceberem o que é negócio. O homem sem a ferramenta não tinha podido trabalhar, não é?
Afixado por Emiéle às 07:16 | Afixadelas (6)
Há mais eleições no mundo
Não, não falo das “eleições” deste fim-de-semana no Iraque.
Já nem me apetece dizer nada. Agora falo de uma sondagem ( outra…) que diz que o Hamas pode vir a obter «uma larga vantagem em três cidades da Faixa de Gaza [….] nas eleições municipais palestinianas» .
Vamos ver. Claro que sondagens são só sondagens…
Afixado por Emiéle às 07:00 | Afixadelas (2)
As Sondagens
São muitas, sim senhor.
Também por vezes acho que é um exagero, tanta sondagem a respeito de tudo e nada e como depois de tiram conclusões em grandes parangonas. Claro que onde as sondagens têm mais impacto é mesmo na esfera política. Acabam por ser muitos mini-escrutínios antes do grande. O que já nem chega a ter graça, de tão previsível, é a birra do Pedrinho. Tão zangado, tão zangado, que garante que vai processar as empresas cujas sondagens não forem confirmadas! Não se riam. A sério! É que desta pouco se devem ter lembrado, mas daquela cabeça, nada me surpreende. Mas, coitado, a verdade é que
«o partido atinge o seu mínimo de sempre» ,e como se fosse pouco «O próprio Santana Lopes passou a ser o líder político com imagem mais negativa».
Não gostou. Eu cá entendo. Que aborrecimento, coitado.
Afixado por Emiéle às 06:35 | Afixadelas (5)
janeiro 27, 2005
Post dirigido caridosamente À MINHA AMIGA PALMIRA
"Temos de impedir que as igrejas façam outra coisa que não seja seguirem a sua tendência actual, ou seja, perderem terreno dia a dia. Por acaso acham que as massas voltarão a ser cristãs? Disparate! Nunca mais. Essa história acabou. Ninguém mais lhes dará ouvidos. Mas nós podemos acelerar o processo e fazer com que os clérigos cavem as suas próprias sepulturas. Eles trairão o seu Deus por nós."
Estas são palavras proferidas pelo católico Adolf Hitler numa tarde de 1933, testemunhadas por Goebbels, Streicher e Rauschning (que viria a abandonar o partido Nazi).
Querem também o nome do arquitecto espiritual nazi que delineia o plano para destruir o cristianismo, como sugestão de trabalho de casa para não dizerem tantas asneiras? Alfred Rosenberg, enforcado por crimes de guerra em 1946 em Nuremberga. Vá, vão lá estudar melhor a história do nazismo, antes de destilarem tanto veneno, que nada tem de ateísta, mas é puramente e cegamente anti-católico. Fazem o papel de idiotas úteis das filosofias que ainda animam uns cabecinhas rapadas que para aí andam.
Estudem documentos históricos: por exemplo, o "Mensário Nacional-Socialista" e a obra "O Mito do Século Vinte" daquele senhor Rosenberg. Uma mera citação de Rosenberg, para ajudar essas cabecinhas:
"A cruz cristã deve ser retirada de todas as igrejas, catedrais e capelas, susbtituída pelo único símbolo inconquistável - a SUÁSTICA".
Este Rosenberg também era um católico do caraças, não era?!
De caminho, não deixem de estudar devidamente - e não superficialmente - a infiltração do Sínodo da Igreja Protestante Alemã pelo um grupo de protestantes nazis que se reuniam num grupo pseudo-denominado "Alemães Cristãos" e que agiam coordenadamente sob a batuta do senhor Ludwig Müller (capelão do exército nazi) - eram apenas cerca de um terço do Sínodo, pelo que não se pode julgar precipitadamente a responsabilidade do Protestantismo Cristão Germânico (Müller só foi eleito Bispo do Reich à custa de falsificações).
Vá lá, não trinquem a língua, não vão morrer do próprio veneno que destilam. Já levam muito que estudar. Quando acabarem este trabalhinho de casa posso dar-vos mais pistas de estudo. O Nazismo é para ser levado a sério.
Afixado por Gibel às 22:09 | Afixadelas (49)
erwin olaf

Depois ter dado por mim a olhar para este durante largos minutos, resolvi roubá-lo ao Jorge e colocá-lo aqui a "enfeitar" a entrada - é para assustar os maus bons maus bons espíritos.
Afixado por Rogério C. Pereira às 20:32 | Afixadelas (3)
Adenda ao post aqui debaixo
Como é sabido que os nossos visitantes são dos dois géneros, e a menina de baixo não me atrai lá por aí além, deixo ficar outra imagem alternativa e já agora
este sítio ( com franqueza não é grande coisa, mas foi o que arranjei...)

Afixado por Emiéle às 20:26 | Afixadelas (18)
Vamos a votos
Depois de ter recebido não sei quantas queixas no último mês, de pessoas que dizem que postamos demasiado, que não conseguem ler o blogue, que perdem os posts, aqui fica uma tentativa de solução.
Mantemos a produção, mas alargamos o blogue - mais largura para o texto, menos linhas para o dito, menos afundanço dos posts, etc., etc.
Que dizem? Fica à experiência por um dia ou dois. Até ver...
A gaja? Fui buscá-la ao xupacabras, é dum tal Magic Zyks e é só mesmo para não perderem este post e irem dando a opinião.
Afixado por Rogério C. Pereira às 16:04 | Afixadelas (16)
Para a Émiéle e a Catarina
Keep smiling!
Afixado por M. Butterfly às 15:33 | Afixadelas (12)
É que já nem disfarçam...
Um desafio! Por Castelo Branco
"A pedido do Dr. Pedro Santana Lopes aceitei candidatar-me pelo círculo de Castelo Branco, porque é neste distrito que se candidata o Secretário-Geral do Partido Socialista, Eng. José Sócrates, e quero estar presente no lugar da "trincheira" onde seja mais difícil o combate."
Nuno Morais Sarmento, in Força Interior
As palavras são do próprio e só espero que os eleitores do distrito de Castelo Branco não se esqueçam que, como ele próprio admite, o fulano só cá vem porque é cá que é mais difícil o combate, por uma questão de oportunismo, porque o chefe lhe pediu. Está tudo dito. Para além do mais, um tipo com tal espécie de esquizófrenia facialócapilar não pode ser de confiança.
Afixado por Rogério C. Pereira às 14:38 | Afixadelas (7)
- Porra, pá, não 'tava à espera!


Afixado por Rogério C. Pereira às 12:26 | Afixadelas (10)
O inferno é já ali
Há sessenta anos, as portas do inferno foram arrombadas, ou fechadas, conforme a perspectiva. Mas interessa que se lembre que não foi abolido o inferno. Ele é já ali, onde a barbárie humana se quiser instalar e a indiferença dos outros assobiar para o lado fingindo que não vê. O progresso humano não acontece passando de salas mais sujas para salas mais respiráveis e encerrando as primeiras ao público com a presunção de sermos cada vez mais Civilização e de que a animalidade dos instintos se achará abolida. O progresso humano deve ser encarado como se subíssemos escadas, olhando com lucidez e sem ingénuo optimismo para onde pisamos, porque é sempre possível tombarmos delas abaixo.
Afixado por Gibel às 12:05 | Afixadelas (5)
PARA TODOS OS FÃS DE ANIME
Recebemos do amigo Cachucho a seguinte informação, que passamos a publicar:
O Café-Teatro-Estúdios Roxy Romeo, promove sábado dia 29 de Janeiro, uma mostra de animação japonesa, onde podem ser vistas exposições, banda desenhada, videos, karaoke e ainda participar em debates sobre o tema.
São esperadas pessoas vindas de todo o país, para participarem neste grande evento. Gostariamos também de convidar todos os leitores a aparecer, beber um copo, conviver, sempre numa onda bem-disposta e divertida.
Visitem o site do Roxy Romeo, que para além de ser o bar mais bonito da noite de Portugal, promove a música ao vivo e eventos culturais há mais de 15 anos.
O mail para saberem mais informação é: roxyromeo@sapo.pt
Afixado por Rogério C. Pereira às 10:59 | Afixadelas (1)
Medo e Silêncio ( I )
Dois dos meus colegas de blog focaram ontem, um assunto que é dos que mais me choca. Talvez por isso mesmo, pouco aqui o tenha referido. Parece um paradoxo, não é? Mas tenho a sensação que se puxar por um fio desta meada, teria tema para um blog inteiro carregadinho de posts.
Choca-me muito a violência calada, interna, fechada á chave. O sofrimento amordaçado. O importante livro de Maria de São Pedro, chamado exactamente “Senhores do Medo”, porque o coração do problema é o MEDO que se impõe, devia ser lido por todos nós. Até porque desmonta algumas ideias preconcebidas de que “isso” só se passa em famílias disfuncionais, e que os pobres são “feios, porcos e maus” enquanto os senhores da alta, convivem na maior correcção. É mentira. Portas dentro de casas de grande luxo material, passam-se muitas e muitas vezes cenas de arrepiar. E, também aí as vítimas não se queixam, por terem medo e por terem vergonha. Porque o chocante é que não são os agressores que sentem vergonha, são as vítimas!
Claro que a violência física me indigna e me choca. Mas talvez me choque ainda mais a outra, a psicológica, que a suporta.
Neste momento aparecem-me do meu passado dois flash:
Eu era ainda criança. Numa rua estava um homem a ralhar com uma menina. Pequenina. Nem 3 anos teria. Ele falava baixo e friamente. E em certo momento disse: :”Olha que eu…!” e fez menção de desapertar o cinto. Reparei nos olhos apavorados da menina e no beicinho que fez. Não entendi nada. Para mim, na altura, um cinto era uma peça de vestuário para segurar as calças. Foram precisos vários anos para perceber o que estava implícito naquele gesto.
Bastante mais tarde, na Av de Roma, cruzo-me com uma adolescente, vestida-de-criada, com uma chávena na mão e as lágrimas em fio. Como viu a minha cara atenta perguntou-me “A senhora sabe onde posso comprar uma chávena igual a esta?” Era uma chávena vulgar que estava partida. Eu não fazia ideia, mas aconselhei que dissesse á patroa, não devia ter importância. Resposta, com voz entrecortada, “Não, que ela não perdoa nada!”. Ele estava completamente aterrada.
São pessoas que não são tratadas como seres humanos, iguais em sentimentos, iguais em direitos, verdadeiros semelhantes. São olhados como objectos. São coisas de que se pode dispor. E é isso que nos tem de revoltar profundamente. Que seja quem for, se sinta no direito de olhar para um seu semelhante como coisa sua. Por direito de casamento, por contrato de trabalho, seja por que motivo for!
Quanto ao “direito de casamento” vai despoletar um ponto gravíssimo que é a vergonha de se queixar e a atitude hipócrita do “não é nada connosco” da opinião pública. O que se passa dentro de portas de uma casa, é como se fosse território sagrado. Mas porquê?
Bem, este vai ser o primeiro de uma série de posts que o tema é infelizmente quase inesgotável!

Afixado por Emiéle às 10:20 | Afixadelas (15)
Recado
Pois é, Catarina.
Também me sinto muito, mas muito, confusa e indecisa…
E o pior é que nem sei bem onde é que está o espelho para conseguir sair cá para fora. Mas será que quero sair?
O mundo verdadeiro, é o que parece ou o que, de tão louco, parece falso?
Afixado por Emiéle às 08:08 | Afixadelas (9)
Manuais escolares
Bom senso, finalmente! ( parece )
Já há muito tempo que se devia ter olhado com olhos de ver para a dança dos manuais escolares. Nem o “livro único” que foi norma, durante tantos anos, e espartilhava os professores naquilo que “deviam ensinar” nem o profunda confusão reinante nestes últimos tempos onde, um aluno repetente, podia voltar a partir do zero começando de novo a estudar por um livro que não conhecia. Lá de monotonia não se podiam queixar os alunos!
Agora planeia-se que os manuais tenham 6 anos de validade mas ainda não entendi lá muito bem. Isso vai querer dizer que não terão de ser aprovados todos os anos pela comissão que os aprova, mas não significa obrigatóriamente que os professores os vão usar em anos consecutivos? O que pensam os nossos professores ? Só mantêm se lhes apetecer, não é? Mas eu sou leiga, posso estar a cometer um grande erro.
Onde vai o tempo…? :)

Afixado por Emiéle às 07:18
Modelo de urna para o Iraque

Afixado por Emiéle às 06:42 | Afixadelas (2)
Faltam 3 dias
Daqui a 3 dias o Iraque vai a “eleições”.
Pois claro, que os calendários são para se cumprir. Num país, onde as condições são as que se continua a ver...
É evidente que o mundo inteiro, bem intencionado, só podia desejar que houvesse mesmo eleições no Iraque e se instaurasse uma democracia. Quem o não deseja?
Só que o que se vai passar dentro de 3 ou 4 dias não é coisa nenhuma. Um simulacro, uma palhaçada. O sr. Bush manda os iraquianos “desafiarem os terroristas” irem votar Ainda não conseguiu entender que para os iraquianos, neste momento, os terroristas são eles, os invasores. O que andam os iraquianos a fazer é mesmo “dar a tal resposta aos terroristas” que ele quer ...O alvo é que não é aquele que Bush desejaria…
Afixado por Emiéle às 06:34
Faz hoje 60 anos
Para que nunca nos esqueçamos.
Foi em 27 de Janeiro de 1945, que Auschwitz caiu em mãos amigas. Este campo sinistro, ficou como um eterno símbolo dos horrores nazis. Foi criado em 1940, na Polónia, e como ia ficando pequeno para o seu destino foi sendo alargado: Tinha 3 campos principais – Auschwitz I, Auschwitz II-Birkenau e Auschwitz III-Monowitz, e ainda quarenta outros mais pequenos!
Crê-se que morreram ali cerca de um milhão e meio de pessoas, 90 % judeus.
Os prisioneiros distribuíam-se pelo campo de prisioneiros propriamente dito, o de trabalhos forçados e o de extermínio.
Existiam 300 edifícios para guardar os prisioneiros, quatro grandes “Badeanstalten”, balneários, onde eram gaseados através dos chuveiros, um “Leichenkeller”, depósito de cadáveres, e um “Äscherungsöfen”, forno crematório.
Este foi o local do maior extermínio em massa, ( a solução final de Hitler).
Passaram-se 60 anos mas é importante que nunca seja esquecido



Afixado por Emiéle às 00:04 | Afixadelas (10)
janeiro 26, 2005
Grande jogo - e vivó Sporting, carago!
Aos anos que eu não via um jogo assim entre clubes portugueses. Porque é que estes tipos, e não me refiro só ao Sporting, não jogam sempre assim? É ingrato perder assim, mas fica na memória um grande grande jogo, com seis fabulosos golos. E aquele golo do Paíto, pá, aquele golo...
Afixado por Rogério C. Pereira às 22:40 | Afixadelas (8)
Papá, papá, ele bateu-me...assim...grande, grande...
Será que este gajo vai dormir descansado? Será que a puta da vitória na merda do jogo lhe dá assim tanto gozo que justifique o que ele fez ao Hugo Viana? Uma palmada na coxa e o gajo torce-se todo? Florzinha...!
Afixado por Rogério C. Pereira às 22:01 | Afixadelas (21)
Boçalidades anti-clericais sobre o anti-semitismo
De facto, hoje em dia, o tema está na moda.
Mas acho difícil ser-se mais boçal do que isto.
"Mais de meio século decorrido, lembro-me do ódio das catequistas da minha infância. Recordo o horror e a sanha com que evocavam os judeus, que mataram «Nosso Senhor». Tenho presente o desvario boçal de quem julga com ignorância, condena com crueldade e exulta com as atrocidades."
Noutros tempos, quando perdia mais tempo com a turma do avô Esperança, interrogava-me sobre que experiência traumática teria este homem tido na sua infância para dizer os disparates que diz, tantos e tão condensados.
Onde é que ele fez a catequese? Nas SS?
Dêem-lhe um Xanax!
Parece que, nos dias de hoje, a palavra "anti-semitismo" é como o cartão da casa numa discoteca: entra-se sempre!
Basta fazer um "post" que comece com a palavra miraculosa, que automaticamente o texto parece logo vir rotulado de um brilho de justiça, e de autoridade. "Eh pá, este gajo é sério! Ele até fala no anti-semitismo!".
Este é, precisamente, um belo exemplo de como se pode usar o anti-semitismo para prender a atenção do leitor, para depois se papaguear uma causa pessoal que nada tem a ver com anti-semitismo ou filosemitismo.
Vejamos esta passagem, em que se transita do "alho" para o "bugalho" de uma forma tão suave, que quase não se dá pelo abismo:
Alho:
"as crianças faziam a primeira comunhão vestidas de cruzados e o anti-semitismo devorava os corações de gente simples e analfabeta"
Entre-o-alho-e-o-bugalho:
"Pio XII pontificava"
Bugalho:
"Fez ontem sessenta anos que se abriram as portas do campo de morte de Auschwitz."
Assim, começando nos catequistas nazis opressores de crianças vestidas de cruzados, passando pelo "papa SS", aterramos nos campos de concentração nazis. Que rigor! Que isenção! Que domínio da História! Que erudição! Que coerência! Uma obra-prima, este post.
E depois, onde está o rigor linguístico? Os Árabes não são semitas, ó avô? "Anti-judaico" e "anti-semita" são sinónimos na sua cabecita?
Sinceramente, em vez de um blogue, o Carlos Esperança deveria era ter um saco de porrada, com a figura de um padre, um saco cheio de brita, onde pudesse todos os dias descarregar o seu anti-clericalismo básico e primário, sem ter que gastar bytes e ocupar banda na já congestionada auto-estrada internética...
Afixado por Bernardo Motta às 19:55 | Afixadelas (19)
E como já devem ter reparado ...
... o Oitavo Aphixador é o grande João Pedro da Costa:
Dos últimos a entrar, foi o único que não teve uma apresentação formal antes do primeiro post (porque ele assim quis e porque nós concordámos que teria muito mais piada dessa forma). E, aliás, a ser de outra forma, não teriam sido possíveis posts como este e como este, com os quais, particularmente o primeiro, claro, o nosso João Pedro vos quis apanhar de surpresa.
Do João Pedro há muito pouco a dizer que seja uma novidade - todos já conhecem o seu brilhantismo e inigualável originalidade, aliados uma irritante-que-inveja-rais-parta magnífica facilidade de expressão, quer pelo desenho, quer pela escrita, igualmente notáveis.
Em nome de toda a equipa do afixe, e com a certeza que, a não ser a brincar, aqui não há gerências, pois que o blogue é de todos em igual medida, aqui fica um grande abraço de boas vindas para ti, João Pedro. É, realmente, uma enorme honra ter-te entre nós.
De resto, como artista do blogue, em pé de igualdade com a Madge, contamos contigo para dar uns toques no aspecto do Afixe - aliás, nesse sentido, aqui vai já um primeiro convite: para ir alternando com o banner da Madge, que tal fazeres um à tua maneira (a conditio sine qua non é usares o Homem de Vitruvio, imagem intemporal do Afixe, como inspiração, claro). O mesmo quanto ao resto da configuração do blogue, para o qual, caro JP, se agradecem ideias, e eu, particularmente, burro de carga cá do sítio, agradeço-as do fundo do coração.
PS - Como vês pelo desenho da Madge, todos ansiamos que continues a tirar o coelho do ... bolso. Outra coisa, ainda te dói-u-ku?
Afixado por Rogério C. Pereira às 18:22 | Afixadelas (14)
Que sonho parvo!
Esta noite dormi mal. E tive um sonho. Uma parvoíce de sonho.
(Antes de o contar, gostaria de esclarecer um ponto. Sou feminista. Não sufragista, que sufrágio já o temos graças a elas, nem pretendo levantar bandeiras válidas há alguns anos mas de momento sem sentido. Contudo defendo que haja igualdade de oportunidades nos diversos sectores da vida social. Sei que neste campo estou acompanhada por muitos homens que pensam como eu, assim como há mulheres que não entendem esta posição e se colocam numa posição tradicional)
Ora, dito isto, passemos ao meu sonho:
Sonhei que era crítica de TV e, após ter assistido a um programa da Lili Caneças, tinha-me dado para escrever um texto mais ou menos trocista, sobre ela. A pose da senhora, as coisas que diz, aquilo que representa, provocaram-me alguns comentários críticos. Nesse meu sonho, comecei depois a receber telefonemas, cartas, telegramas, emails, (exageros de sonhos, está visto) de mulheres escandalizadas porque eu estava a atacar o direito ao trabalho feminino. Que se fosse um homem a fazer um programa tonto eu não dizia nada, mas lá por ser uma senhora já criticava. De início nem percebi. Estava tão longe do meu pensamento que achei que havia engano. Tentei ficar calma e explicar que estava a falar daquela mulher em concreto, e apenas daquele programa. Mas, às tantas, já era eu que me sentia femininamente à beira de um ataque de nervos. Já baralhava a Lili com as trabalhadoras fabris, já nem sabia se falava das mulheres suburbanas com 14 horas de trabalho ou das borboletas sociais. Como raio é que não me fazia entender?
Bolas, acordei a suar frio, ...mas que estúpido pesadelo!
Afixado por Emiéle às 13:28 | Afixadelas (14)
campanha contra estupidez...
ou seja, contra a gente para quem a moda é mais importante que tudo.
(é possível que o meu português hoje não faz sentido nenhum)
Afixado por Madge Webb às 12:35 | Afixadelas (4)
As postas de pescada
Afixado por Rogério C. Pereira às 11:52 | Afixadelas (3)
A POSTA DESCONFORTÁVEL II
Ao ler a A POSTA DESCONFORTÁVEL (mas necessária) do Sharkinho ocorreu-me uma lembrança que devo aqui partilhar em forma de maior relevo do que de mero comentário em caixa. Uma posta também muito desconfortável.
A história conta-se de uma penada: aqui há cerca de 10 anos, em Lagos, e depois de passar 5 minutos a ouvir uma criança gritar "Paizinho, não me batas!", a mesma frase que os incomodados vizinhos já estavam a ouvir à mais de uma hora, seguida das inevitáveis pancadas do bruto, fiz o óbvio, depois de tocar à campainha e ninguém me atender: chamei a policia. A coisa acalmou e durante os 15 dias de férias que ali passei nada de anormal se tornou a passar. Entretanto liguei para a uma Associação de Apoio (não me lembro se a APAV) e sei que o caso foi seguido por eles.
No mesmo ano, cerca de dois meses depois, no Castelejo, uma pequena aldeia do concelho do Fundão, vi uma cena tão brutal que ainda hoje me dá pesadelos. Um pastor, com o cajado que lhe devia servir de apoio, dedicava-se a bater, sem dó nem piedade, nas costas de uma menina. Mais uma vez, as doídas súplicas ao paizinho. A minha reacção foi a normal (que me dispenso de descrever) e a coisa acalmou. De seguida, novo telefonema para a APAV (ou equivalente) e acompanhamento posterior da coisa à distância, até que a menina passou para as mãos de quem melhor lhe queria.
Os casos supra relatados têm um ponto em comum: em ambos, as crianças, a primeira nos quinze dias em que a pude ver ocasionalmente, a segunda durante muitos anos, me dedicaram profundos olhares de ódio, os mais profundos que eu já pude sentir desde que me lembro de ser gente, e aqueles que mais me magoaram. Com esta mau feitio que Deus me deu, é fácil de imaginar que já muitos pares de Ao ler a A POSTA DESCONFORTÁVEL (mas necessária) do Sharkinho ocorreu-me uma lembrança que devo aqui partilhar em forma de maior relevo do que de mero comentário em caixa. Uma posta também muito desconfortável.
A história conta-se de uma penada: aqui há cerca de 10 anos, em Lagos, e depois de passar 5 minutos a ouvir uma criança gritar "Paizinho, não me batas!", a mesma frase que os incomodados vizinhos já estavam a ouvir à mais de uma hora, seguida das inevitáveis pancadas do bruto, fiz o óbvio, depois de tocar à campainha e ninguém me atender: chamei a policia. A coisa acalmou e durante os 15 dias de férias que ali passei nada de anormal se tornou a passar. Entretanto liguei para a uma Associação de Apoio (não me lembro se a APAV) e sei que o caso foi seguido por eles.
No mesmo ano, cerca de dois meses depois, no Castelejo, uma pequena aldeia do concelho do Fundão, vi uma cena tão brutal que ainda hoje me dá pesadelos. Um pastor, com o cajado que lhe devia servir de apoio, dedicava-se a bater, sem dó nem piedade, nas costas de uma menina. Mais uma vez, as doídas súplicas ao paizinho. A minha reacção foi a normal (que me dispenso de descrever) e a coisa acalmou. De seguida, novo telefonema para a APAV (ou equivalente) e acompanhamento posterior da coisa à distância, até que a menina passou para as mãos de quem melhor lhe queria.
Os casos supra relatados têm um ponto em comum: em ambos, as crianças, a primeira nos quinze dias em que a pude ver ocasionalmente, a segunda durante muitos anos, me dedicaram profundos olhares de ódio, os mais profundos que eu já pude sentir desde que me lembro de ser gente, e aqueles que mais me magoaram. Com este mau feitio que Deus me deu, é fácil de imaginar que já muitos pares de olhos me vergastaram de ódio. Ao melhor género "se matassem ficava ali esticadinho". No entanto, nunca fui olhado com tanto ódio como por aquelas duas crianças.
Como se o agressor fosse eu! E isso magoou-me ainda mais, por saber encerrar aquele olhar a evidência da brutalidade que eu não podia ver, nem ouvir. Aquela que se passava dentro de portas e que fez com que aquelas crianças, sem que ninguém as obrigasse, me olhassem como seu agressor, alguém que lhes tinha alterado a rotina da sua meninice – a única que elas conheciam até então. Um desconhecido retirou-lhes a única atenção que o pai lhes dava (mesmo que sob a forma de porrada) e isso não lhes deve ter parecido justo.
Afixado por Rogério C. Pereira às 10:59 | Afixadelas (5)
O voto
Talvez...
Espera-se que a demagogia não colha dividendos.
Espera-se que as pessoas sejam sensatas.
Eu espero esta imagem em 20 de Fevereiro.

Afixado por Emiéle às 07:12 | Afixadelas (3)
Sinais exteriores
Já ontem achei curioso o tal estudo do INE sobre o poder de compra, e brinquei um pouco por ter achado que os indicadores não tinham sido bem explicados e a comunicação social, do modo como falava, tirava umas conclusões discutíveis.
Depois, nos telejornais ouvi que as terras que apareciam com menos “poder de compra” não tinham gostado da distinção. Achei graça. E cá estão as razões e a zanga . Celorico achou que menos poder de compra é ser mais pobrezinho e ficou sentido. Devia haver outros pior… E um celoricense lá disse o que nós pensamos «Se calhar há sítios com mais dinheiro, mas maior pobreza».
Contas feiras, eu acho que vou mas é viver para Celorico. Levo o meu dinheiro “de Lisboa” e lá, faço um vistão!
Afixado por Emiéle às 07:02 | Afixadelas (6)
Fiscalização das despesas dos gabinetes ministeriais com grande amplitude
Não faço qualquer comentário.
Espero os resultados
Afixado por Emiéle às 07:00 | Afixadelas (2)
Bom Dia e até logo
Pois é.
Hoje os meus comentários matinais vão ser muito abreviados.
Estou mesmo com muita pressa e vou estar aqui numa “entrada por saída”.
Logo à tarde voltarei com um pouco mais de tempo.
Afixado por Emiéle às 06:46 | Afixadelas (1)
janeiro 25, 2005
Cenas da vida real
- João, só tens Ben-u-ron em supositório.
- Nem pensar.
- João: 'tás com 39 de febre, caneco, deixa-te lá de paneleirices.
- É exactamente por causa disso que nem pensar.
- João...
- Não.
(...)
- Anda lá, João, ou vais-me obrigar a ir a uma farmácia de serviço?
- Não é preciso, já estou melhor... [mentira]
- Ou tomas o raio do supositório ou vou à farmácia agora mesmo, sozinha, pró meio do frio.
- Ok, ok, eu tomo a merda do supositório...
- Lindo, é assim mesmo, toma lá um. Um chega ou...?
- Nem pensar.
(...)
- Vês, não custou nada.
- Não custou nada, o caralhinho, tenho o cu a arder.
- Que exagero, João...
- Exagero nada, dói-me mesmo.
(...)
- Dóimuku-dóimuku-dóimuku-dóimuku-dóimuku-dóimuku.
- Vá vá, tá caladinho que já passa.
(...)
- Esses gajos são uns brutos, pá, podiam fazer assim uma cena mais... mais... ergonómica.
- Tá caladinho, já disse, isso passa num instante.
(...)
- DÓI-MU-KU!!!
- tss, tss...
(...)
- João?
- Sim?
- Chegaste a tirar o plástico?
Afixado por João Pedro da Costa às 23:11 | Afixadelas (26)
Um amargo de boca
O Luis Rainha saiu do BdE. Desde que o Mourinho foi despedido do Benfica, depois de ganhar três a zero ao Sporting, que ninguém geria tão mal uma crise pública.
Refiro-me ao Zé Mário, claro, que para além de perder o colaborador que melhor congregava produção, genialidade, humor e originalidade, ficou agora com um problema de um cabeçalho que não escreve. Um Luis a menos e um Frazão a mais.
Lamento dizer-to, Zé Mário, mas fosses tu o Rei Salomão e lá tinha o menino sido cortado ao meio.
Afixado por Rogério C. Pereira às 18:45 | Afixadelas (8)
A ver se gente se entende!
"O senhor não sabe o que é acabar com uma vida. Não tem a mínima ideia do que isso é. Eu sei o que é o esgar de um velho moribundo, o estertor final. Conheço a agonia de quem implora por um fim de via. O olhar suplicante antes de o atafegar com o travesseiro. Eu sei o que é acabar com uma vida.
E por isso, meu caro senhor, eu posso falar da eutanásia! Você não!"*
*qualquer semelhança entre a presente declaração e a vida real é mera coincidência, pois garanto que, tanto quanto sei, ainda ninguém teve a oportunidade de dizer semelhante coisa. So far...
Afixado por Rogério C. Pereira às 18:19 | Afixadelas (3)
O que dizem do Afixe
"Segue a linha que já domina a blogosfera e destaca a análise de uma forma crítica (ou nem por isso), e com humor, aos vários aspectos e personalidades do quotidiano, nacional ou internacional.
Sendo regularmente assinado por oito Aphixadores, espalhados pelo mundo, o blogue chega a manter um diálogo de posts críticos, mas saudáveis, com outros projectos da blogosfera, mas onde as sugestões e reflexões são habituais."
página 64 do DN de hoje - Secção Blogue do dia
Afixado por Rogério C. Pereira às 17:07 | Afixadelas (28)
Hollywood desilude novamente

Aí está mais um ano de nomeações para os Óscares do Hollywood Film Festival e novamente a desilusão. O cinema Português continua a não ter o destaque e reconhecimento que merece na categoria de filme estrangeiro. Devo dizer que considero que este ano a exclusão de Portugal me parece ainda mais inaceitável e incompreensível, porquanto nos apresentávamos a concurso com um dos melhores filmes de sempre: a comédia "Santana Lopes e o XVI Governo Constitucional". É certo que o filme esteve pouco tempo em cartaz, sina que parece acompanhar toda a produção cinéfila nacional, o que pode ter prejudicado a divulgação e promoção do mesmo. O nome da obra, demasiado longo, concede-se que também não ajudava. De qualquer forma, o naipe de actores cómicos era de luxo e as representações superaram até as expectativas do jovem realizador José Manuel Barroso que confessou: "A partir de certa altura decidi abandonar o argumento e permitir aos actores a quebra da lógica cristalizada da linguagem para que libertassem o melhor das suas qualidades interpretativas em registo cómico. Julgo que o resultado fala por si, apesar do fraco acolhimento da crítica e do público." Aguarda-se que a sequela "XVII Governo Constitucional - O Regresso do Jedi do Pântano", em registo dramático, possa resgatar o orgulho cinéfilo nacional em próximas nomeações.
Afixado por Gibel às 16:25 | Afixadelas (1)
O país real
Recebi, via animal, um e-mail que dizia mais ou menos o seguinte:
Há cerca de um mês, funcionários da Câmara Municipal de Almodôvar cercaram um cão e, em plena via pública, mataram-no por enforcamento. Pelos vistos, várias pessoas assistiram e até houve crianças que, assistindo a este caso, exortaram os funcionários para que não continuassem aquele morticínio. Ainda assim, estes foram por diante e mataram o cão. O Presidente da Câmara Municipal de Almodôvar anunciou, na altura, que iria abrir um inquérito, mas nunca mais deu conta de resultados do mesmo.
Eu já mandei um e-mail ao Presidente da referida Câmara a perguntar pelo andamento do suposto inquérito e deixo aqui humildemente um convite para fazerem o mesmo, que é para ver se faço pelo menos uma coisa verdadeiramente útil ao longo do dia.
Obrigado.
Afixado por João Pedro da Costa às 16:06 | Afixadelas (6)
Jornais gratuitos
Primeiro foi o Destak.
Distribuíam-no às saídas dos comboios ou no metro. Era um jornalzinho com anúncios sem dúvida, mas também mas com notícias actualizadas.
Agora, há uns tempos, nasceu cá o Metro. Também o distribuem de graça. Tem 16 páginas o que não é assim tão pouco como isso. Como jornal é pequeno mas tem lá tudo: as notícias do dia, e actualizadas, quer nacionais quer as principais do estrangeiro, as cartas ao director, o cartaz dos cinemas, os programas da televisão, notícias do desporto, horóscopos, palavras cruzadas, anedotas.
Já por várias vezes o tenho lido, e ainda não entendo bem como pode ser oferecido. Dizem-me que é pago pela publicidade. Que tem 40 % de anúncios. Já estive a olhar bem, mas…
Hoje, por exemplo, tem um anúncio de página inteira que, por acaso é do próprio jornal. Tem 3 anúncios de meia página. Ainda encontrei mais uns 3 pequenitos. Ora isto, em 16 páginas dará umas 3 páginas de anúncios. Onde é que estão os 40%? Aqui há qualquer mistério.
Mas a verdade é que pode ser por aqui que as pessoas se comecem a interessar pela leitura. Querem ver que afinal é subsidiado pelo Ministério da Educação?
Afixado por Emiéle às 14:44 | Afixadelas (13)
Com quantos votos contribuirá esta frase para a maioria abosluta do PS?
"O Senhor não sabe o que é gerar uma vida. Não tem a mínima ideia do que isso é. Eu sei o que é o sorriso de uma criança, sei o que é gerar uma vida."
Francisco Louçã, debate com Paulo Portas na SIC Notícias, 20/01/2005
Afixado por Rogério C. Pereira às 12:29 | Afixadelas (21)
Fascists Feelings
Afixado por Gibel às 12:21 | Afixadelas (1)
Farpas actuais
(isto dá ideia de ter sido cortado de uma revista ou jornal, não sei é qual, que o recebi por email - daí não poder fazer a devida alusão)
Afixado por Rogério C. Pereira às 12:09 | Afixadelas (3)
Entrevista a Richard A. Epstein
O Prof. Richard A. Epstein, Prof. de Direito na Law School da Universidade de Chicago, é um dos mais brilhantes Juristas e pensadores libertários dos Estados Unidos. Este é um excerto interessante de uma entrevista sua à Reason magazine, abordando a essência do seu pensamento libertário e a forma como encara o papel do Estado.
"There is the kind of libertarian universe in which every individual has property rights in his or her own name, and all individuals have the exclusive right to use and dispose of their possessions--land, capital, so forth. Coordinated behavior takes place only through voluntary exchanges. That's a pretty austere world. Among other things, it precludes any government interference to prevent the premature exhaustion of common and pooled resources. And it prohibits any government system of mandatory taxation for any purpose whatsoever because it would be a forced exaction.
On the opposite extreme, there is a system in which you say the state can take from A and give to B because it wants to make B better off. It's quite willing to make A worse off to do so. That looks to most people like theft mediated by legislative behavior."
The traditional accounts of laissez faire and the welfare state have basically said that those are the only two viable alternatives that somebody can describe. And since it's perfectly clear to most people that we cannot have a world with zero taxation, zero police force, and so on, they feel we have to accept the world in which there is extensive government regulation and massive amounts of redistribution through taxation and other systems of social control.
What I said in Takings is, No, there's a tertium quid, a third alternative that allows government regulation and taxation to be used to overcome the holdout problems, the public goods problems, the coordination problems. But the quid pro quo is that if you want to use these coercive powers, you have to provide benefits to the individuals who have been coerced that leave them at least as well off as they were before the coercion takes place.
You can't ridicule this theory the same way that you can a naive version of laissez faire. You can no longer argue that you can't have any state at all. You can no longer argue that public rivers are going to be destroyed by pollution. You can no longer argue that it's impossible to extract oil and gas from underneath the earth in any kind of a sensible fashion. You can no longer argue that it's impossible to have a decent bankruptcy law.
Essentially the point that I'm trying to make in Takings--and I come back to it again in Bargaining with the State--is that you can have a world with forced exchanges without having a world of rampant redistribution, that you can abandon laissez faire without falling into the lap of the New Deal.
A entrevista completa aqui
Afixado por Gibel às 11:56 | Afixadelas (1)
Dois excelentes posts
Cá está.
Temos aqui a Catarina a falar-nos de como nos nasce um post e logo antes encontramos no 100nada outra imagem importante de de um tema que eu própria tinha aqui, na cabeça, para falar.
Pronto, ela adiantou-se.
E agora, ou seja, mais logo que agora tenho de sair, vou comentar aqui, os posts dela.
Bem feito!
Afixado por Emiéle às 08:11 | Afixadelas (14)
Ainda e sempre Guantanamo
Já foi em 2003. Dizem-nos agora.
Houve 23 suspeitos que se quiseram enforcar quando souberam da nomeação de um novo responsável pela sua prisão
Como tudo indica que o tal responsável foi mesmo para lá, e os desgraçados não morreram com suicídio, podemos calcular a continuação da história. Porque dizem que este homem «tinha um mandato para extrair mais informações dos detidos».
É capaz de as ter obtido, sim. Mas… Informações? Informações verdadeiras? Sob tortura? E acredita-se…?
Afixado por Emiéle às 07:37
O que é a "natureza humana"
Teria alguma graça. Vejam só: A nossa gente indigna-se, e justamente, com a péssima condução nas nossas estradas. Gente a conduzir com copos a mais, a guiar à doida, a fazer ultrapassagens perigosíssimas, quando não a conduzir em contra-mão. É mesmo de ter mão pesada, e cá a malta até aprova que se seja severo. Mas depois pomo-nos a pensar: Mas quem é que anda por aí, nas nossas estradas? Não somos nós? Virão para aí uns marcianos disfarçados?
Ná. Há para aí uns imprudentes é verdade mas são os outros
Porque cada um por si, conduz com uma firmeza, segurança, bom-senso exemplar. Anda um “bocadinho depressa” mas a sua máquina é excelente, e ele, um condutor seguríssimo!
Pois então! Vamos tirar todos “os outros” das estradas e vai mesmo ser um paraíso. Até porque sem “os outros” podemos mesmo andar à velocidade que apetecer, que não vamos chocar com ninguém…
Afixado por Emiéle às 07:16
O que são as estatísticas
Pois é. Quando se lê que Lisboa tem quase o triplo do poder de compra médio português e, pelos vistos, o Porto para lá caminha, eu só posso pensar na piada, já com barbas, do frango para duas pessoas: Se um frango foi comido e existiam duas pessoas com fome, pode querer dizer que cada uma comeu meio frango. E também se pode pensar que uma comeu uma azinha e o outro todo o resto do frango…
Como Lisboeta e olhando à minha volta, vendo as lojas vazias, vendo os pedintes do metro, ouvindo as conversas generalizadas, só posso pôr-me a pensar em quem anda a comer os nossos frangos…!???
Afixado por Emiéle às 06:55 | Afixadelas (4)
Chuva

Afixado por Emiéle às 06:51 | Afixadelas (4)
Bom Tempo e Seca
Para um citadino, é normal achar-se que a chuva é uma maçada, e portanto a sua ausência é chamado o “bom tempo”. E quando se acorda e se vê céu sem nuvens costumamos sorrir e pensar –“Bom! Vá lá que temos bom tempo. Está um lindo dia”Claro que falo por mim, mas acho que quase toda a gente é assim. O clima é também uma questão estética, e é mesmo mais bonito um céu limpo e azul.
Mas há o outro lado da moeda Muito tempo sem chover, e diz-se que por exemplo em Lisboa há 100 anos que não havia um mês de Janeiro sem chuva, é anormal e mau.
E até mesmo nas cidades. Nos campos é óbvio que a falta de chuva vai implicar uma agricultura desastrada! Quando à energia, se as barragens estão vazias, nem se fala…E, naturalmente, que até para a limpeza normal das ruas de uma cidade a água faz mesmo falta.
Concluindo: Temos de mudar o nosso vocabulário. “Isto” já não é bom tempo. Isto é um clima errado, que bloqueou. Alt, ctrl, delete?
Afixado por Emiéle às 06:40
janeiro 24, 2005
Bom Humor Americano
One day in the future, George W. Bush has a heart attack and dies. He immediately goes to hell, where the devil is waiting for him. "I don't know what to do here," says the devil. "You are on my list, but I have no room for you. You definitely have to stay here, so I'll tell you what I'm going to do. I've got a couple folks here who weren't quite as bad as you. I'll let one of them go, but you have to take their place. I'll even let YOU decide who leaves."
Bush thought that sounded pretty good, so the devil opened the first
room. In it was Richard Nixon and a large pool of water. He kept diving in and surfacing empty handed. Over and over and over. Such was his fate in hell.
"No," George said. "I don't think so. I'm not a good swimmer and I don't think I could do that all day long."
The devil led him to the next room. In it was Newt Gingrich with a
sledge hammer and a room full of rocks. All he did was swing that
hammer, time after time after time.
"No, I've got this problem with my shoulder. I would be in constant
agony if all I could do was break rocks all day," commented George.
The devil opened a third door. In it, Bush saw Bill Clinton, lying on
the floor with his arms staked over his head, and his legs staked in a
spread eagle pose.
Bent over him was Monica Lewinsky, doing what she does best. Bush took
this in disbelief and finally said, "Yeah, I can handle this." The
devil smiled and said: "OK, Monica, you're free to go."
Afixado por Gibel às 20:38 | Afixadelas (1)
Tudo sobre a música rap
Os leitores norte-americanos d'As Ruínas Circulares, coitados, continuam a comentar no blog como se nada fosse. Não sei se será por não dominarem bem a língua de Camões, mas a verdade é que eles ainda não perceberam que o blog fechou e, por isso, continuam alegremente a deixar (às dezenas) comentários engraçados e divertidos (eu, como é óbvio, fico enternecido).
Acontece, no entanto, que um deles deixou ontem um comentário (com link e tudo), no qual se podia ler a seguinte descrição:
«Fantastic rap, gang rap, fantasy rap, forced rap, incest rap, rap movies, rap history, rap survivors, rap video, brutal rap, rap websites with screams, rap bondage, rap fantasy, stories of rap, boy rap, girl rap and dog rap. All free.»
Por isso, se há amantes da música rap nos leitores do Afixe (e estou certo que sim), penso que este website exaustivo que aborda todas as vertentes do rap será do vosso interesse («dog rap» só pode ser uma referência ao Snoopy Doggy Dog, mas fiquei sem perceber o que será o «incest rap»...). O único problema reside no facto do rapaz que me deixou o comentário se ter enganado no link, pois quando lá clico vou parar a um site estranho onde uma série de jovens (bastante mal encarados) se despem de forma ruidosa e frenética. Como é óbvio, fiquei inconsolável, pois gostaria mesmo muito de ter acesso a essa enciclopédia virtual da música rap. Desta forma, e com a autorização dos meus colegas do Afixe, vou deixar aqui uma mensagem a esse gentil comentador das terras do Tio Sam:
Hey man, thanks a lot for the comment you wrote in the round-shapped ruins, but it happens that you mistyped the link. Could you send it again to me? (By the way: you also constantly mispelled a word: you wrote «rape» instead of «rap», but hey, don't worry - keyboards are slippy objects and it's damn easy to make a mistake when you use them.)
(Quando receber a resposta, prometo deixar aqui o link).
Afixado por João Pedro da Costa às 18:29 | Afixadelas (15)
Das intolerâncias e outros assuntos
Ontem, fiz por aqui referência a um texto que eu andava a evitar escrever. Passou um dia e a tentativa não teve o desiderato pretendido. E assim, cá estou eu a escrevê-lo. A fazer um papel incómodo que preferia não ter de fazer – mas, sou como sou, e tenho andado irritado e nervoso por não dizer o que me vai na alma.
Três das pessoas que eu mais prezo na blogosfera, e que estiveram, cada um à sua maneira, directamente relacionados com a fundação do Afixe – o Luis Rainha, o Filipe Moura e o Boss, envolveram-se numa discussão que já é por demais conhecida, mas que esteve directamente relacionada com este texto do Luis.
Logo na altura, lá fui dizer que o texto não me tinha agradado muito (isto é um eufemismo), mas, confesso, não o achei tão merecedor do auto de fé para que posteriormente tentaram empurrar o respectivo autor.
Para além de um ou outro comentador mais ou menos mal atamancado, três pessoas houve que me chamaram especial atenção pelo tipo de discurso usado – e todos pela negativa. O Boss, o Filipe Moura e um teatral Francisco Frazão que parece que está num cabeçalho qualquer e ameaça sair (em relação a este, adianto já que tive problema semelhante aqui há dias quando um inchaço no dedo grande do pé direito desatou a falar comigo e a ameaçar que se ia embora – e sobre este personagem, não digo mais).
Quanto ao Filipe: "limitou-se" a escrever estoutro texto, onde dava a entender que nem ele, Filipe, penhorado de coração por uma defesa que o Luis lhe havia feito há uns meses, conseguia defender o que o Luis havia escrito, tão grave e imperdoável o seu pecado. Depois dizia ainda coisas de uma atroz sobranceria, como este inqualificável atestado de incapacidade: "se - sublinho o "se" - achares que tens algo a acrescentar ou a esclarecer, não tens nada de te envergonhar".
Por esta altura, o Filipe, e sem que ninguém lhe tenha dito para se deixar de vergonhas, já deve ter percebido que, com o seu texto, contribuiu para acirrar ainda mais os ânimos contra o Luis, inflando uma série de sentidos de palavras não ditas e ajudando a consolidar que uma mentira tantas vezes dita, a suposta homofobia e transfobia do Luis, se transformasse, nas cabecitas de alguns, numa verdade.
Claro que, se eu conheço as pessoas, e ao Filipe penso (pelo que me dá a ler, e apenas nesta vertente) conhecê-lo, sei que nada do que escreveu foi por mal. Não que o Filipe seja uma espécie de pateta alegre que não sabe o que diz, nada disso. É, isso sim, um tipo que tem a sensibilidade de um rinoceronte com dor de dentes numa loja de porcelana – e o texto dele só ajudou a isso (a partir ainda mais aquela merda toda). Se se queria demarcar, que o fizesse, mas bem escusava de elevar o texto do Luis à categoria de oitavo pecado mortal.
Mas lá está; o Filipe é o meu Kramer de estimação, e está-lhe na alma não trejeitear o olhar para o horrível penteado da senhora, tudo acompanhado da habitual e fulminate paródia. É o Filipe Moura. E eu já há quase um ano que gosto dele assim. Não ia mudar agora de opinião - tudo porque não lhe vislumbro maldade.
Quanto a ti, Boss, pessoa, repito, de capital importância para mim e para as origens deste blogue (basta irem aqui, ver o primeiro post do Afixe), lamento ter de dizer o que ora vou dizer - não sem antes referir, e isso é boa forma de medir o respeito que por ti tenho, que o Renas foi o único blogue onde aceitei escrever depois da formação do Afixe.
Voltando à vaca fria (espero que não te incomodes que te trate desta forma), da mesma maneira que, por me ajudares a ser menos intolerante, em devido tempo o exaltei e to agradeci, tenho também agora que te dizer que repudio veementemente a forma como entraste de botas cardadas pelo post do Luis adeentro e fizeste letra morta de tudo aquilo que me ensinaste a ser na área onde te movimentas (sem piadinhas, fáchavor), ou seja, a ser tolerante com a homossexualidade
(ainda sou do tempo em que a aprendizagem e a ignorância que lhe subjaz não eram vergonhas).
Abstraindo do post do Luis, e isso é mesmo possível, percebi que talvez só vejas a tolerância como uma estrada de sentido único, algo que só é válido em teu beneficio, se a puderes invocar para defender a tua dama (as tuas perspectivas gay da realidade).
Percebo agora, caro Boss, e lamento de coração dizer-to assim, tão friamente, que o narcisismo doentio é mesmo a marca registada de alguns homossexuais (não de todos, lembro-me, assim de repente, do Miguel Vale de Almeida e da Sara Cacao como óbvias excepções). Mas, nos últimos dias, tua, por certo, caro Boss - que atropelaste tudo e todos, e até os teus sagrados valores, descontextualizando palavras, dando ao disforme resultado um eco desusado e lendo textos no espelho.
Assim como, e isto li-o não sei bem onde (fica portanto a ressalva) esse tal narcisismo é também a marca registada dos ditadores e dos homofóbicos. Os resultados são, obviamente, diversos, mas os métodos são assaz semelhantes.
Que queimes os teus soutiens, está muito bem. Que o faças com empenho, dedicação, paixão e amor está ainda melhor. Mas não o podes fazer tão cego pela causa que não te apercebas que estás a atropelar-te a ti mesmo e aos valores que defendes. Nalgumas das diversas respostas que deste ao Luis foste intolerante. Negaste a tua própria natureza. Naquele momento, transformaste-te num gajo azedo e perigoso, a quem já não basta atingir o objectivo, mesmo que a todo o custo. A ténue diferença é que fazes questão que seja a todo o custo e, se não estiver a ser, há que fazer por isso - para que assim pareça.
E esta é a pedra de toque. Porra, se o Luis estava assim tão errado – e tive de ler e estudar bastante para perceber que sim, atenta a especificidade do tema, porque insististe em fazer-lhe a ele aquilo que, muito provavelmente, passaram a vida a fazer-te a ti? Aquilo que tanto atacas, aquilo que tanto te enoja. Porque raio foste intolerante? Ou achas que o Luis não seria homem suficiente para te dar razão? Não estás habituado a isso?
Até agora falei mais dos estados de alma. Aquilo que me fez dizer isto ainda não foi expressamente referido. Está aqui, aqui, aqui, aqui e aqui (particularmente nas caixas de comentários) - para quem goste de ver ódio a ser destilado.
Termino dizendo que, mais uma vez, aprendi algo contigo, caro Boss. Desta vez, porém, dispensava bem a lição.
Afixado por Rogério C. Pereira às 17:47 | Afixadelas (24)
Courtroom Humour
(Verídico, recebido de um colega Irlandês)
Judge: Is there any reason you could not serve as a juror in this case?
Juror: I don't want to be away from my job that long.
Judge: Can't they do without you at work?
Juror: Yes, but I don't want them to know it.
Defendant (after being sentenced to 90 days in jail): Can I adress to court?
Judge: Of course.
Defendant: If I called you a son of a bitch, what would you do?
Judge: I'd hold you in contempt and additional five days in jail.
Defendant: What if I thought you were a son of a bitch?
Judge: I can't do anything about that. There's no law against thinking.
Defendant: In that case, I think you're a son of a bitch.
Judge: How do you plead - guilty or not guilty?
Accused: Don't know, I haven't heard the evidence yet.
Foreman of the jury: My Lord, we find that the man who stole the car is not guilty.
Judge: Has the accused any previous convictions, Sergeant?
Sergeant: Not yet, you honor.
Afixado por Gibel às 17:02 | Afixadelas (2)
Esteve a nevar.
E está tudo muito branquinho e silencioso.
Agora aparece o sol, e o céu está todo cor-de-laranja, rosa, púrpura - azul e cinzento nos intervalos.
É estranho como basta um céu assim para nos fazer sentir que tudo vai ficar bem...
Afixado por M. Butterfly às 15:47 | Afixadelas (2)
Visões
E se o ser humano não passasse de um pé de atleta mal tratado de um qualquer deus-menor descuidado?
Ó meu deus, não laves os pés; ó meu deus, não vás à farmácia; ó meu deus, coça, coça, coça … que havemos de te foder o pé todo!
Afixado por Rogério C. Pereira às 15:17 | Afixadelas (6)
Leilão Acaba!
O meu leilãozinho vai acabar as 1340 horas GMT/WET .... a uma hora!!!!!
Afixado por Madge Webb às 12:24 | Afixadelas (15)
Conto de fadas do século XXI
(obrigado à minha amiga Filipa Mexia, que me fez chegar esta pérola às mãos)
Era uma vez, numa terra muito distante, uma Princesa linda, independente e cheia de auto-estima, que um dia se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com todas as normativas ecológicas da Comunidade Europeia.
A rã pulou para o seu colo e disse:
- Linda princesa, eu já fui um Príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo seu, no entanto, transformar-me-á de novo num belo Príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no seu lindo castelo. A sua mãe poderia vir morar connosco e você poderia preparar o meu jantar, tratar dos meus fatos, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à Sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a Princesa sorria, pensando consigo mesma:
- Nem morta!
Afixado por Bernardo Motta às 11:45 | Afixadelas (8)
O homem do cabeçalho
Vim agora de ler mais um fabuloso post do Francisco Frazão no BdE e estou deveras deliciado.
Grande cabeçalho faz aquele homem! É ele com os cabeçalhos e o outro com as parangonas. Figurinha muito útil.
Afixado por Rogério C. Pereira às 10:58 | Afixadelas (6)
Segunda-feira...?
Vamos escolher outra?
Ummm...
Parece que hoje é o "tal dia" de que se falou a semana passada.

Afixado por Emiéle às 08:30 | Afixadelas (3)
Fuga de comentários
A minha querida
Catarina, 100nada retirou os comentários do blog.
Ela lá sabe porquê, e até deixou dito as suas razões…
Tenho de as respeitar é claro, mas faz-me imensa pena.
Espero que lhe passe, e voltemos a encontrar-nos por lá.
Beijinhos, Catarina.
Afixado por Emiéle às 08:25 | Afixadelas (12)
Generosidade
Por vezes sabemos de coisas boas. E isso é sempre um raio de sol no meio do frio que são as notícias que vulgarmente encontramos.
Esta notícia é boa! Diz-nos o Público que

