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janeiro 30, 2005
Memória do Nazismo
Passei o fim-de-semana a rever a minha humilde biblioteca, a mexer nos meus papéis e arquivos (é certo, também visitei alguns links e web-sites), a tratar alguns dados sobre o nazismo, designadamente dos Arquivos de Nuremberga, para publicar em breve alguns artigos informativos, em nome da memória. Para que quem tem curiosidade, mas sobretudo para quem só sabe do Nazismo o que ouve ou lê na memória selectiva de outros, mais movido pelo ódio cego abraçado à intolerância anti-religiosa (em que o cristianismo é sempre o "costas largas"), do que por uma verdadeira vontade de conhecer a Besta. Dificilmente se combate o que se não conhece.
* Obviamente, a Palmira F. Silva perceberá que as considerações acima não se dirigem a ela, pois na civilizada troca de impressões que vimos mantendo ficou esclarecido da sua parte nunca ter pretendido com o que escreveu que o nazismo se baseasse no cristianismo.
Afixado por Gibel em 30 de janeiro de 2005, às 22:31
Afixadelas
Só se foi numa fase já muito adiantada da conversa, que ela reconheceu isso.
Cá aguardo os teus artigos.
Afixado por Monty em 30 de janeiro de 2005, às 23:11
Réflexion très intérressante d'Achille Michaud diffusée au Téléjournal.
Afixado por bin_tex em 30 de janeiro de 2005, às 23:55
Réflexion très intérressante d'Achille Michaud diffusée au Téléjournal.
Afixado por bin_tex em 30 de janeiro de 2005, às 23:57
Réflexion très intérressante d'Achille Michaud diffusée au Téléjournal.
Afixado por bin_tex em 30 de janeiro de 2005, às 23:57
Monty desculpa pela repetição, mas a caixa dos comments está meio alucinada..
Afixado por bin_tex em 31 de janeiro de 2005, às 00:10
Gibel:
Gosto da sua intenção de estudar e aprender mais, para então debater as questões com mais profundidade. Acho excelente.
E noto uma sincera evolução no respeito com que nos trata desde que escreveu este texto, um pouco paternalista para quem vai fazer investigação sobre os possíveis erros do texto da Palmira:
"Vá lá, não trinquem a língua, não vão morrer do próprio veneno que destilam. Já levam muito que estudar. Quando acabarem este trabalhinho de casa posso dar-vos mais pistas de estudo."
Afixado por João Vasco em 31 de janeiro de 2005, às 00:56
Ó João Vasco,
O Gibel apanha-vos na asneira, e repetidas vezes. As asneiras vêm de todo o lado: é o "Hitler católico" do Esperança e da Palmira, é o "islamismo sem helenismo" do Esperança, é a "Biblioteca de Alexandria queimada por cristãos" da Palmira, é o "Terceiro Reich quiliasta" do André Esteves, é o "antisemitismo católico" do Ricardo Alves.
Queres que aponte mais, João Vasco?
No meio deste monte de patranhas, se calhar, só te safas tu! E outros no Diário Ateísta que permaneceram calados, se calhar por vergonha.
E tens lata para vir aqui criticar o paternalismo do Gibel?
Eh pá, face a tanta asneira, é preciso bem mais que paternalismo. Paternalismo implica alguma dose de amor paternal. Vocês deviam era levar umas reguadas, se ainda estivessem na escola!
"E noto uma sincera evolução no respeito com que nos trata"
O Gibel é um tipo bem mais educado do que eu. Ele respeita todos, mesmo os ignorantes. Se usou linguagem mais dura no início, estava no seu direito. Se a amaciou, foi porque a pouco e pouco se foi dando conta das lacunas culturais dos seus interlocutores. Caramba: a Palmira nem sequer conhecia o mais importante doutrinador do nazismo, o Rosenberg!
É difícil ser tão duro perante asneiras tão crassas e lacunas indesculpáveis por parte de quem julga ter o direito de se pronunciar sobre estes assuntos. Julgo que o Gibel começou a ver que o vosso caso era bem mais grave...
E escusas de gozar com o fim-de-semana de estudo do Gibel, porque no caso dele é recapitulação. No vosso caso, se seguissem o meu conselho de dar uma saltada à biblioteca, seria para aprender pela primeira vez. O que não é nada de vergonhoso, porque todos temos que aprender, ninguém nasce ensinado.
Agora, vires para aqui, (e olha que muita gente seguiu estas trocas de posts), depois de tanta asneira do vosso Diário, atacares o Gibel demonstra uma desonestidade intelectual que eu não te conhecia.
Tu, antigamente, reconhecias os erros.
Não disseste que gostaste que o Gibel mudasse o título do "post"? Ele preferiu mudar, para ser mais condescendente.
Vocês, contudo, nunca mudam. Parece que têm medo de admitir que erraram.
Admitir um erro ou outro (se bem que no vosso caso são vários erros) não implica o fracasso da causa ateísta! Bolas, toda a gente erra! E quando é por ignorância, a gente desculpa!
Agora, nãoo vejo, nem vou ver, no vosso Diário uma errata, uma correcção, uma revisão.
Bela postura científica e de rigor.
E que bela imagem passam do ateísmo!
Quem vos comenta, na sua esmagadora maioria, são analfabetos culturais (e por isso mesmo estão a leste destes temas), que ainda sabem menos do que o Esperança, a Palmira, o André ou o Ricardo Alves.
Mas verdadeiros ateus que passem pelo vosso diário ficarão desiludidos por tão patético clubismo.
Repito: não é vergonha nenhuma admitir um erro.
O que é triste é, para além de não o admitir, vir para aqui atirar umas bocas ao Gibel.
Faz sentido?
A mim não...
Afixado por Bernardo Motta em 31 de janeiro de 2005, às 09:49
Meu Caro João Vasco,
tem 23 anos e é estudante. Separa-nos a idade e as experiências. Aprenda a ser mais humilde. Acredite que se o não fizer por si, a vida há-de ensinar a sê-lo.
Afixado por gibel em 31 de janeiro de 2005, às 12:24
Gibel:
Depois do excerto paternalista que citei, vem pedir-me a mim que seja humilde. De facto, esse excerto, o qual se referia à Palmira, denota que pode dar lições de humildade a quem quiser, ou não?
Gibel, ser humilde (e não estou a dizer que o seja!) não é ser submisso, nem ter coluna vertebral. Ser humilde não quer dizer que não se ache desagradável as manifestações de paternalismo de outrém. Principalmente quando as creio totalmente injustificadas.
Afixado por João Vasco em 31 de janeiro de 2005, às 13:47
Bernardo:
O Gibel está no direito de nos tratar da forma que quiser. Até palavrões pode usar! Mas eu estou no direito de achar deselegante, certo?
Acho muito bem que o Gibel tenha alterado o nome do post anterior. Era precisamente isso que eu estava a salientar. Mas o paternalismo do texto não desapareceu todo.
Quanto à Palmira, Bernardo, por ela ser ter referido ao Rosenberg como "um tal" não quer dizer que ela não soubesse quem é. Desculpe lá, mas o contexto em que ela o disse justifica perfeitamente a forma como ela colocou as coisas.
Eu conheço a Palmira e sei que ela não fala do que não sabe. Mas se não conhecesse, bastaria ler a discussão que se seguiu ao primeiro artigo do Gibel sobre este assunto para entender isso.
Quanto ao Carlos, já expliquei o que penso sobre a afirmação dele, no local próprio.
Afixado por João Vasco em 31 de janeiro de 2005, às 13:50
Bernardo:
Por fim, queria comentar duas acusações que faz.
Uma é a acusação de "estarmos todos de acordo". Enfim, eu não sei se isso seria assim tão errado, mas nem sequer é verdade. 2 exemplos apenas:
1- O Ludwing escreveu num artigo recente porque é que, sendo ateu, era contra a lei que voinha legalizar o aborto até às 12 semanas. Outros autores já tinham tomado a posição contrária em artigos.
2- Recentemente, eu próprio classifiquei publicamente as palavras do André Esteves de violentas e pouco educadas. Como aliás classifico os excertos do Gibel que acabei de destacar.
Isto para não falar nas diferentes sensibilidades políticas (esquerda, direita, centro) e uma série de questões que nos separam, mas que, por não terem nada a ver com o ateísmo, não vão a público no nosso espaço.
---
Sobre a acusação de não passarmos "uma errata", enfim... O Bernardo só gosta de blogues que tenham erratas? O que não falta por aí são blogues com erratas.
O nosso blogue tem "uma errata", que o Bernardo bem conhece, da minha autoria. Tive pouco cuidado a lidar com as fontes, escolhi fontes pouco fidedignas, o Bernardo avisou-me, eu verifiquei, e escrevi a errata.
Se os outros autores, como a Palmira, são MUITO cuidadosos a lidar com as fontes, as quais são sempre fidedignas, isso é negativo???
Se eu, desde esse momento, tive muito mais cuidado com as minhas fontes, e nunca mais ninguém me pode apontar um erro, no qual viesse a verificar que não tenho razão, isso é negativo??
Afixado por João Vasco em 31 de janeiro de 2005, às 14:05
João Vasco,
Obrigado pela mensagem, que vem escrita num tom tão cordato que me faz ter alguma vergonha da violência que te dirigi noutros posts.
As minhas desculpas por eventuais abusos.
"Por fim, queria comentar duas acusações que faz.
Uma é a acusação de "estarmos todos de acordo"."
Não precisas de dar exemplos. Eu reconheço-o.
É necessário dizê-lo: sim, vocês nem sempre estão todos de acordo.
Mas a tua defesa dos erros de muita gente no Diário deixa-me sempre desiludido, João.
"Isto para não falar nas diferentes sensibilidades políticas (esquerda, direita, centro) e uma série de questões que nos separam, mas que, por não terem nada a ver com o ateísmo, não vão a público no nosso espaço."
Claro.
"O nosso blogue tem "uma errata", que o Bernardo bem conhece, da minha autoria. Tive pouco cuidado a lidar com as fontes, escolhi fontes pouco fidedignas, o Bernardo avisou-me, eu verifiquei, e escrevi a errata."
Mas és o único!
Percebes?
Fica tão mal à vossa causa não se deixarem corrigir!!
Sobretudo em temáticas que nem sequer têm a ver com ateísmo!
Qual é o mal em receberem correcções (mesmo que jocosas e ácidas) de outrem?
"Se os outros autores, como a Palmira, são MUITO cuidadosos a lidar com as fontes, as quais são sempre fidedignas, isso é negativo???"
Achas a Palmira cuidadosa?
Então porque é que ela escreve sobre duas encíclicas de Pio XI sem ter tido o cuidado de as ler?
Se ela as leu, então ainda é mais grave:
1. Ou não sabe ler
2. Ou distorce o que lê
Vê o meu último post no Afixe.
"Se eu, desde esse momento, tive muito mais cuidado com as minhas fontes, e nunca mais ninguém me pode apontar um erro, no qual viesse a verificar que não tenho razão, isso é negativo??"
Isso é excelente.
Repito que és a excepção.
Um abraço,
Afixado por Bernardo Motta em 31 de janeiro de 2005, às 16:58
"Achas a Palmira cuidadosa?"
Sim. Muito.
"Vê o meu último post no Afixe."
Já li esse post, e, como sou incapaz (por indisponibilidade de tempo) de ler todas as encíclicas para ter a confirmação da acusação que o Bernardo faz, seria muito importante saber o que é que a Palmira tem a dizer sobre essas acusações.
Será ela capaz de destacar nesses textos aquilo que ela afirmou que continham?
Não sabemos. Porque o Monty ameaçou censurar os comentários dela por "não gostar da pinta dela" e ela recusa-se a voltar a escrever nestes comentários.
É pena, porque gostava sinceramente de ver essa questão esclarecida.
Afixado por João Vasco em 1 de fevereiro de 2005, às 17:42
