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janeiro 26, 2005

Que sonho parvo!

Esta noite dormi mal. E tive um sonho. Uma parvoíce de sonho.
(Antes de o contar, gostaria de esclarecer um ponto. Sou feminista. Não sufragista, que sufrágio já o temos graças a elas, nem pretendo levantar bandeiras válidas há alguns anos mas de momento sem sentido. Contudo defendo que haja igualdade de oportunidades nos diversos sectores da vida social. Sei que neste campo estou acompanhada por muitos homens que pensam como eu, assim como há mulheres que não entendem esta posição e se colocam numa posição tradicional)
Ora, dito isto, passemos ao meu sonho:
Sonhei que era crítica de TV e, após ter assistido a um programa da Lili Caneças, tinha-me dado para escrever um texto mais ou menos trocista, sobre ela. A pose da senhora, as coisas que diz, aquilo que representa, provocaram-me alguns comentários críticos. Nesse meu sonho, comecei depois a receber telefonemas, cartas, telegramas, emails, (exageros de sonhos, está visto) de mulheres escandalizadas porque eu estava a atacar o direito ao trabalho feminino. Que se fosse um homem a fazer um programa tonto eu não dizia nada, mas lá por ser uma senhora já criticava. De início nem percebi. Estava tão longe do meu pensamento que achei que havia engano. Tentei ficar calma e explicar que estava a falar daquela mulher em concreto, e apenas daquele programa. Mas, às tantas, já era eu que me sentia femininamente à beira de um ataque de nervos. Já baralhava a Lili com as trabalhadoras fabris, já nem sabia se falava das mulheres suburbanas com 14 horas de trabalho ou das borboletas sociais. Como raio é que não me fazia entender?
Bolas, acordei a suar frio, ...mas que estúpido pesadelo!

Afixado por Emiéle em 26 de janeiro de 2005, às 13:28

Afixadelas

Se assim fosse eram os homens todos a defender o Castelo Branco! ;)
Se foi um sonho Emiéle, ainda bem.

Afixado por Zoick em 26 de janeiro de 2005, às 14:46

Zoick....
:)
És uma maravilha, rapaz!
Tá visto que foi um pesadelo.

Afixado por Emiéle em 26 de janeiro de 2005, às 16:10

Sonhar com a Lili Caneças não é um pesadelo, é o terror maximo possível!!
Tenho pena de ti ;))

Afixado por cachucho em 26 de janeiro de 2005, às 16:22

Obrigadinha, Cachucho!

Afixado por Emiéle em 26 de janeiro de 2005, às 16:24

pois o meu não foi sonho nem pesadelo... foi realidade!!!!
Apanhei com essa "croma" no 6º/7º (11º/12º)ano do liceu de Oeiras e podem crer que o surrealismo das "saídas" era igualzinho, a maquillagem a mesma e o discurso também!!!
Empanou no corredor do tempo ::))
As histórias àcerca do seu pedigree eram as mesmas... cheias de fantasia "Barbie way".
Eu acho lamentável renegar as origens... fico mesmo possessa.
maria

Afixado por maria em 27 de janeiro de 2005, às 10:24

Obrigada, Maria. Não pensei acertar tão em cheio! Mas a verdade é que o meu post tinha 2 leituras, para quem navega nestas histórias de blogs. Contudo, devo ter sido tão "encriptada" que a tal segunda leitura não chegou a ser entendida por ninguém...
Também não faz mal, que a irritação já me está a passar.

Afixado por Emiéle em 27 de janeiro de 2005, às 10:39

Nem me fales em pesadelos, Émiéle, que eu não tenho dormido nada... Tenho tido uns terríveis, que nem vou contar aqui que é para não ficarem a pensar que eu sou maluca...
Quanto à segunda leitura, acho que percebi. Acho que há alguém que se deve ter sentido ultimamente no mesmo pesadelo, infelizmente sem hipótese de acordar... Coisas da Vida...

Afixado por M. em 27 de janeiro de 2005, às 10:44

Pois, M. acredito que tenha havido mais quem entendesse. Ontem, ao telefone com a AB ela tinha percebido a mensagem, só que não lhe deu para dizer nada. E outro comentador nosso, também ao telefone quis saber se a Lili tinha mesmo um programa porque só tinha reparado na tal segunda leitura.
Quanto aos teus sonhos/pesadelos olha que muitas vezes é um modo de a gente se libertar de coisas pesadas que de outra forma ficam a moer. Pode não ser mau...
Mas isto digo eu.

Afixado por Emiéle em 27 de janeiro de 2005, às 11:04

eu cheguei lá ::)) mas isto de ser colega de turma e na carteira ao lado...era incontornável :::)))
só de me lembrar::::))

Afixado por maria em 27 de janeiro de 2005, às 11:46

Então tenho coisas horríveis dentro de mim de que tenho de me libertar, Émiéle...
O que me irrita é que eu tenho a ideia, fantasiada, talvez, que os sonhos, pelo menos os sonhos como estes, dos quais te lembras quando acordas, querem sempre dizer qualquer coisa, como mensagens que o meu subconsciente me quer transmitir e não consegue quando estou acordada porque o meu lado racional tem demasiadas defesas. O pior é quando não lhes consigo encontrar explicação, pelo menos que me satisfaça...
Pancadas...

Afixado por M. em 27 de janeiro de 2005, às 14:40

Pois é. Tal e qual como dizes! São mesmo mensagens de ti para ti. ( quanto a teres coisas horríveis, acredita que todos temos; só que alguns não dão conta, tadinhos...)
A "explicação" do que sonhaste, só ti a podes saber. Não há um padrão, ao contrário do que certas pessoas pensam.
Evidentemente que há um dois símbolos, mas até isso pode variar.
Bem, não vou começar p'ráqui a "parler boutique" como dizem os teus amigos avec.

Afixado por Emiéle em 27 de janeiro de 2005, às 14:50

E, Maria, essa de colega daquela desgraçada foi mesmo sina! Eu tou p'ráqui a rir, mas acho que se fosse comigo...
E então conta lá, mesmo noutra idade já tinha estes tics? Eu, desde a famosa tirada, de que o estar vivo era o contrário de estar morto, que me dá sempre vontade de rir quando olho para ela!

Afixado por Emiéle em 27 de janeiro de 2005, às 14:56

isto vai virar "rebista cuor-de-ruosa":
a dita cuja usava saias tão travadas que não se conseguia mexer minimamente, o bater de pestanas era igual, o louro-oxigené também e as pedantices insuportáveis...
sabes, uma das minhas avós era vendedeira de fruta e dizem que a mais bonita da praça ::))
que orgulho hem :::)))
e os parentes (os outros )nunca caíram em lado nenhum...
Ela conta que o pai era comandante da marinha, outras vezes da Tap mas eu acho que a cabeça dela tá mto baralhada... ele era um simples guarda fiscal.
E depois qual é o problema?
A avaria dela deve ter ocorrido no túnel do tempo ::))
E quanto ao casório... cala-te, Maria ::))

Afixado por maria em 27 de janeiro de 2005, às 18:20

Como são as coisas... Imaginava que "aquilo" lhe tinha chegado já na idade bem adulta, e até se calhar por casamento ou descasamento. Claro que imaginei que tivesse sido uma adolescente meia tonta, mas a parte de snobeira fosse posterior.
E essa da família é o máximo!
Contudo conheço, infelizmente, outros casos de pessoas aparentemente "normais" que escondem os parentes menos convenientes debaixo do tapete. E às vezes nem mesmo são inconvenientes, simplesmente "não combinam com o retrato". Ainda o ano passado vi uma entrevista na TV, onde uma pessoa que conheço, com uma mãe maravilhosa, relatou à entrevistadora a existência de uma família completamente inventada! Eu fiquei estarrecida.

Afixado por Emiéle em 27 de janeiro de 2005, às 20:08

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