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janeiro 27, 2005

Recado

Pois é, Catarina.
Também me sinto muito, mas muito, confusa e indecisa…
E o pior é que nem sei bem onde é que está o espelho para conseguir sair cá para fora. Mas será que quero sair?
O mundo verdadeiro, é o que parece ou o que, de tão louco, parece falso?

Afixado por Emiéle em 27 de janeiro de 2005, às 08:08

Afixadelas

Querida Emiéle, sabes? Eu mesmo confusa, indecisa e baralhada, acho que há um certo encanto no mistério para lá do espelho. O meu post, parecendo triste ou baralhado (que era), é optimista. A Alice (eu sou doida pela Alice :)) passa pelas coisas todas mais alucinadas que existem, mas sempre com uma curiosidade e um encantamento imensos - é o olhar o mundo com olhos de criança...(depois de ter o teu post mais acima confesso que neste momento não me é fácil, mas prontos...). Beijinhos (depois comento esse).

Afixado por catarina em 27 de janeiro de 2005, às 12:04

Mas até me parece que entendi a tal mensagem subliminar... Por isso é que também disse que se calhar as imagens estão invertidas, e o que se passa atrás do espelho é que é o mundo real.
Olha, pelo menos é mais divertido!
Mas ando confusa, sim. Ao contrário do outro senhor, tenho quase sempre muitas dúvidas e engano-me imenso. E daqui a um mês vou fazer uma cruzinha ainda não sei à frente de quê...

Afixado por Emiéle em 27 de janeiro de 2005, às 14:31

Amiguinhas, todos temos alturas em que nos sentimos assim, confusos e indecisos, com a sensação que algo tem de estar ao contrário, nós ou o mundo.
Mas depois vêm momentos melhores, de mais lucidez, e apercebemo-nos que o mundo é isso tudo, este lado do espelho e o outro, e nós também, temos este lado e o outro. Tudo depende do olhar.
Isto pode não ajudar muito nos maus momentos, mas pelo menos é reconfortante pensar que podemos só deixar a vida correr até nos sentirmos melhor.
E que não é preciso termos certezas e definirmos tudinho. Basta esperarmos pelos momentos melhores e a confusão e a indecisão deixam de ser assim tão importantes.
É como o outro dizia, quando ainda tinha graça... A vida é como os interruptores...
Espero que a vossa fase má (confusa e indecisa)não dure muito.
Beijinhos.

Afixado por M. em 27 de janeiro de 2005, às 14:34

Olha M., falando mais por mim, a fase não chega a ser má, mas lá que é confusa, isso é. E se estivesses em Portugal a ouvir estes senhores, se calhar também ficavas a balançar, eu sei lá...
Mas tens muita razão, a vida é muito ondulada, sobe e desce mesmo sem a gente querer.
Só que eu sou ( pelo que parece também a Catarina) obstinadamente optimista. Acho que saio ao meu pai, com quem me pareço fisicamente. Ele não só conseguia ver o copo meio cheio, como adivinhava o jarro a caminho para o acabar de encher.

Afixado por Emiéle em 27 de janeiro de 2005, às 15:05

Desculpa, Émiéle, eu nem tinha percebido que vocês estavam a falar nas eleições. Está tudo a passar-me um bocadinho ao lado, porque estou longe e nem sequer tenho a RTPi (que, apesar de não ser grande coisa, sempre é melhor que nada).
Provavelmente se aí estivesse estava no mesmo estado... Ou talvez não, porque a mim a escolha, dentro dos limites proporcionados pela falta de qualidade da nossa classe política em geral, parece-me clara. E é baseada em factores totalmente livres de ideologia, ou sequer de pensamentos políticos profundos, mas essencialmente em aspectos práticos. E com um bocadinho de optimismo à mistura, tenho de confessar, de quem acha que ainda é possível fazer alguma coisa para as coisas melhorarem (passe o pleonasmo).
Com a calma e serenidade que me proporciona o meu distanciamento, só vos digo para terem calma também... As coisas também não podem piorar muito mais.

Afixado por M. em 27 de janeiro de 2005, às 15:23

Não sei se a Catarina estava. Eu sim.
Por acaso até nem tenho ouvido os debates que me enervam um bocado. Mas mesmo sem querer andamos enrolados em outdoors enormes, e o governo continua a fazer a mais descarada propaganda que pode. Inaugurações e promessas que nem se imagina. Este mês de Janeiro parece tudo cor-de-rosa (ou cor-de-laranja)

Afixado por Emiéle em 27 de janeiro de 2005, às 15:31

Yep M. :) Este compasso de espera, sabendo quase de certeza o que nos aguarda mas sem saber realmente o que será 'isso', é um período mesmo stressante e um bocado deprimente, porque as escolhas são todas fraquinhas...mas realmente, pior é impossível! (nunca é, mas vamos pensar que sim.). :)

Afixado por catarina em 27 de janeiro de 2005, às 16:12

O pior é aquela frase popular que define grande parte do estar português: enquanto mal nunca pior... (adoro esta; lembras-te, mana?)
Por acaso, tal como a M., não sabia que estavam a falar em eleições e ocorreu-me algo completamente diferente: fiz a associação com um post lá atrás e pensei mais uma vez como para mim a realidade do sonho, da fantasia (e desejo) e da imaginação é para mim tão real como o palpável e mais prosaicamente real.

Afixado por susana em 27 de janeiro de 2005, às 16:53

Olha Susana, cá por mim falava de tudo ao mesmo tempo!!!
(isto é que é clareza de pensamento, heim?!)
Mas, "é assim":
o post da Catarina dava pano para mangas. A primeira ideia foi mesmo a fantasia, e daí eu dizer que às tantas não sei onde está o espelho, porque a fantasia e a realidade se confundem, e isso é bom. Esse aspecto, para mim, é de manter e é uma "confusão boa".
Só que por uma rápida associação de ideias, passei ao "jogo de disparates" onde a realidade política portuguesa parece apostada. e daí o ter dito que se calhar por detrás do espelho se está melhor. Portanto quando falei de confusão, e o tom mais melancólico do comentário, já ia no sentido partidário.

Afixado por Emiéle em 27 de janeiro de 2005, às 19:56

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