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janeiro 31, 2005
Uma lição!
Como o Sharkinho, também eu fui contra aquela guerra. Porém, e também como ele, sou suficientemente tolerante para ficar muito satisfeito com o que ontem sucedeu no Iraque. Já fui votar bastantes vezes e até já me abstive algumas. A verdade é que, daquelas em que me abstive, em nenhuma estive sob ameaça de morte.
Uma verdadeira lição. E muito me espanta que grande parte da blogosfera tolerante não tenha dito uma única palavra sobre o assunto. Ou melhor, não me espanta nada. Já devia estar habituado aos clubismos que por aqui proliferam, em que um elogio ao clube adversário é visto, pelo secretariado, como uma cedência intolerável.
Mas a importância do que sucedeu ontem está longe de se esgotar intra-fronteiras iraquianas, como é óbvio. E não me refiro aos EUA e sus muchachos, falo, isso sim, das inevitáveis repercussões do direito de voto exercido ontem nos demais países árabes entregues a ditaduras de todo o género, desde as mais às menos disfarçadas. A ver vamos…
Afixado por afixe em 31 de janeiro de 2005, às 11:40
Afixadelas
Foi uma surpresa para mim, convencida que estava de que só um doido ia arriscar sair para votar. Mas fiquei deveras feliz, porque algures no Iraque-que-não-nos-mostram as pessoas sonham ser donas do seu destino. E agem em conformidade.
Afixado por Inês em 31 de janeiro de 2005, às 12:08
Monty, o Porta-Bandeira já está em 20º nos blogues que mais contribuem para as visitas do Afixe... :)
Afixado por Viriato em 31 de janeiro de 2005, às 14:31
Eu também fiquei surpreendido, mas o meu pessimismo faz-me esperar o pior para o governo que eventualmente for eleito...
Quase que parece que alguém está a deixar isto chegar ao fim, para depois...
Afixado por Bernardo Motta em 31 de janeiro de 2005, às 19:43
Eu também não concordei com a intervenção no Iraque, mas agora ponho-me a pensar se o delirante desígnio dos neocons, a democratização do Médio Oriente, não terá começado nestas eleições. É claro que tudo pode ainda correr mal, mas tenho de admitir que agora está melhor do que no tempo de Saddam. (Querem ver que ainda me vou tornar pró-Bush?!) E Tenho pena que a esquerda anti-Bush não se manifeste sobre o facto.
Afixado por Sérgio em 31 de janeiro de 2005, às 21:12
Há que não confundir alhos com bugalhos, Sérgio. Eu apenas considero que foi menos mal as eleições terem corrido bem. Agora, estamos longe da situação ideal.
E, isso é certo, nada justifica a invasão...
Afixado por Monty em 31 de janeiro de 2005, às 21:18
A questão é esta: irá o Iraque regressar a médio prazo a uma ditadura, desta vez xiita, ou será um exemplo para a região, seguindo o mesmo caminho que o Japão seguiu depois da 2ª Guerra Mundial. E se se confirmar esta segunda hipótese, não terá valido a pena a invasão? Ainda que, na verdade, uma invasão seja sempre uma invasão, uma violação do direito internacional, e, portanto, um erro. A minha dúvida nasce desta questão.
Afixado por Sérgio em 31 de janeiro de 2005, às 21:58
Na minha opinião, e atento o número de vidas que se perderam, nada justificará a invasão.
Afixado por Monty em 31 de janeiro de 2005, às 22:27
Não querendo fazer a contabilidade dos mortos, exercício macabro e inútil, o regime de Saddam matou muitos mais iraquianos que a invasão americana. E agora ha´uma esperança de democracia... Eu sou que estou a fazer o papel de advogado do diabo, mas...
Afixado por Sérgio em 1 de fevereiro de 2005, às 00:05
Sei, queria dizer sei, não sou.
Afixado por Sérgio em 1 de fevereiro de 2005, às 00:07
Sérgio, enetendo quando se faz de advogado do Diabo, mas repara: 1º estás mesmo a fazer uma contabilidade, e se formos por aí, mal feita, porque estes mortos aconteceram num ano, e os de Saddam ao longo de 10. Se fossemos por aí, neste ritmo dentro de 10 anos não havia nenhum iraquiano vivo. 2º Aceitar esta invasão, é reconhecer que se pode impor seja o que for pela força. Que os fins justificam os meios. Que a ONU não serve para nada. Se a administração americana ( que eu distingo dos americanos, atenção!) se empenhasse com a mesma força em dignificar as NU com que se empenhou nesta guerra, se calhar muitas coisas no resto do mundo podia mudar. Dafur, por exemplo.
Afixado por Emiéle em 1 de fevereiro de 2005, às 08:45
