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fevereiro 01, 2005

A Educação e Políticas Sociais

Se há aspecto onde este governo vai deixar uma recordação bem triste é no que refere as suas políticas sociais. O balanço destes tempos negros, leva-nos não apenas ao que não se fez, mas ao que “se desfez”. E para os cépticos de esquerda que pensam que PSD e PS são farinha do mesmo saco, para ficarem com outras ideias bastaria olhar para esse ponto. Que aquela, levada a cabo pelo PS foi fraca e insuficiente, será verdade, mas olhe-se para o que tem feito e dito o actual ministro e creio nem ser preciso mais nada!
Vejo agora que a Federação Nacional de Educação apresenta umas propostas que seria interessante analisar. Porque o que tem graça, é que aparentemente, esta Federação está a propor uma coisa já existente! Dizendo que deve haver gratuitidade do ensino pré-escolar a partir dos três anos de idade e a obrigatoriedade aos cinco a única “novidade” seria falar-se em obrigatoriedade do ensino pré dos 5 anos, porque teoricamente já existe ensino pré-primário a partir dos 3 anos nas escolas do país.
Teoricamente. A verdade é diferente. E é sobretudo no ponto que se considera de “apoio às famílias” que tudo se complica. Porque, dado os horários de trabalho dos pais, se já não é fácil um menino de ensino básico terminar o seu horário lectivo e vir para casa sozinho estudar enquanto espera pelos pais, é impossível uma criança de 3, 4, 5 anos fazê-lo. E o horário escolar, das estruturas que têm ensino pré-primário associado à escolaridade obrigatória, não corresponde às necessidades das famílias. Um pai e uma mãe que trabalham não podem vir para casa ás 3 da tarde ou interromper o que estão a fazer para vir dar o almoço ao seu filho pequenino. E essas estruturas de “apoio à família” têm sido alijadas pelo estado neste furacão que percorreu as decisões dos últimos ministros da Insegurança Social. E com o desplante de reconhecerem a incompetência afirmando que as respostas privadas são melhores do que as do Estado! Depois de cortarem os meios, vem dizer-se que “os outros” fazem melhor. E o que não se diz, é que vão fazê-lo com o nosso dinheiro. Mas esta é uma história que fica muito comprida. Para agora fica só o olhar sobre a preocupação da F.N.E.

Afixado por Emiéle em 1 de fevereiro de 2005, às 07:47

Afixadelas

Olá bom dia :) Hoje acordaste tarde :D

O que penso sobre a política (p pequeno) actualmente entronca nesse tal cepticismo...neste momento ninguém me convence verdadeiramente e tenho pena. E tb muitas dúvidas apesar de tudo. E talvez também por tudo, pelo dito, pelo não dito, pela vergonha que são debates políticos. Ver alguém utilizar o facto de alguém não ter filhos como 'arma' e dizer 'eu gerei uma vida' (Louçã para Paulo Portas) é do mais reles que pode haver. É tocar no mais fundo das pessoas.
Podia ser o BE, o PSD ou o PS. Quando o debate se nivela tão por baixo são todos farinha do mesmo saco.

Afixado por vague em 1 de fevereiro de 2005, às 08:30

Não acordei tarde, tive foi o acesso a esta coisa bloqueado, vá lá saber porquê...
Tens alguma razão quanto às pessoas, que servem de bandeira. Contudo olha para o que foi feito. Só assim podemos avaliar, não com o que se diz que "se vai fazer" mas sim com o que se fez. E o que estes "desfizeram" foi gravíssimo! E, diga-se o que se disser no tempo do Ferro Rodrigues como ministro da Segurança Social, abriram-se muitas portas. Foi pouco mas foi alguma coisa!

Afixado por Emiéle em 1 de fevereiro de 2005, às 08:36

Eu que sou um leitor muito fiel da Emiéle, todas as manhãs cá estou caído, vinha já refilar que hoje a produção tinha descaído ( em quantidade, note-se!) mas lendo a resposta à Vague já entendo. Estas coisas dos bloqueios sã tramadas. Fico furioso quando esta droga encalha por qualquer motivo!
Mas o tema de hoje, que por outros posts passados dá para ver que é um tema que ela conhece, podia ser mais desenvolvido. O que achas, Emiéle? Fico á espera. Não é que o que aqui dizes não dê para pensar, mas podias abrir mais as tais portas... Que eu também penso que actualmente se está a caminhar para o ponto zero, de políticas sociais.

Afixado por em 1 de fevereiro de 2005, às 09:56

Interessante o tal link para essa Federação Nacional de Ensino. Pensei que eram apenas professores, mas afinal é mais abrangente. Vou ver com mais atenção.

Afixado por Ana em 1 de fevereiro de 2005, às 09:59

Hummm, já que até se fala de ensino, que tal escrever "traz" em vez de "trás"? ;-)

Afixado por Jorge em 1 de fevereiro de 2005, às 10:09

Eu queria ir votar em consciência, acredita mas nem sei se em consciência consigo votar.
E gostando de Política, detesto esta politiquice de bairro. Prefiro mil vezes a militância cívica e não me colar a partidos, ser livre para voar.
Tenho a minha cor fiel, não o escondo, mas desilude-me tb um pouco. Não sei se vá votar, não sei se fique - e não ir tb é um acto político e nao aderir a um partido tb é actuar políticamente. Sei tb q se não for, fico a meias tintas. Mas tão descrente, tão a apetecer emigrar para um outro país, estar fora 6 meses e voltar. Arejar de tudo isto.

Afixado por vague em 1 de fevereiro de 2005, às 10:25

Que há pouco dinheiro para políticas sociais, é sabido. Aliás para políticas sociais sobretudo, porque para algumas outras coisas, o dinheiro aparece magicamente. O que penso é que ele está sobretudo muitíssimo mal gerido! como em tudo, a nossa terra o que tem é sobretudo uns péssimos gestores!

Afixado por King em 1 de fevereiro de 2005, às 12:06

Percebo muito bem a Vague (bom blog o teu, Vague, fui lá depois de ver o comentário...)
Também nem sei o que faça! Não fazer nada é colaborar, eu sei, mas nenhum me agrada.
Bom, lá terei mais uma vez de "votar contra" e não "a favor". Que merda! Tou farta disso!!!!

Afixado por Estrela-do-Mar em 1 de fevereiro de 2005, às 12:25


Realmente neste aspecto o programa do PS está bem feito. Resta saber se o conseguem executar. O BE tb. encara o apoio ás famílias , mas por equipas multidisciplinares.fj.

Afixado por FJ em 1 de fevereiro de 2005, às 12:35

O pior, FJ é que quem vê (lê) programas, não sabe por isso apenas, que políticas vão ser feitas. Quero dizer, se o programa à cabeça nem fala no assunto, é evidente que não pensa fazer mesmo nada! Mas também não é por o referir que depois o faz. A verdsde é que grande parte dos programas partidários, se fossem mesmo praticados, estaríamos muito melhor!
Quanto ao PS, também não sei nada. O que digo é que no tempo do Ferro, se criaram umas bases de trabalho que teriam pernas para andar. Não seria o óptimo, mas era o bom, ou vá lá, o razoável. Daí para cá, tem sido o descalabro! Daí o dizer que "pelas práticas" e não "pelas palavras", é mesmo diferente o PS e este PSD, que é o que promete continuar...
Espero bem que não.

Afixado por Emiéle em 1 de fevereiro de 2005, às 15:51

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