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fevereiro 22, 2005

E se o PSD e o CDS/PP concorressem coligados?

A resposta é: o PS poderia perder a maioria absoluta!

Tendo em conta os dados do STAPE, o PS tem neste momento 120 deputados, e o PSD mais o CDS/PP 84, quando faltam apurar os votos da emigração.

No caso de uma coligação pré-eleitoral (que na prática corresponde ao mesmo, já que se sabia que após as eleições os dois partidos se coligariam), o PS perderia 6 deputados para a coligação PSD+CDS/PP.

O PS apenas perdeu no distrito de Leiria e na Região Autónoma da Madeira. Caso houvesse uma coligação, perderia ainda em Aveiro, Bragança, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

Em relação aos deputados, perderia deputados em Aveiro, Castelo Branco, Faro, Santarém, Vila Real e Madeira, passando a ter apenas 114 deputados. Assim, estaríamos neste momento à espera dos resultados da emigração, para saber se haveria ou não maioria absoluta.

Podemos especular se a votação seria igual em caso de coligação. Parece-me que sim, dado que havia um acordo, e votar no PSD ou no CDS/PP acabava por ser a mesma coisa. Seria diferente se concorressem separados, mas sem acordo. Isso demonstra que a estratégia seguida pelos dois partidos foi completamente errada, dado que se sabe que o método de Hondt favorece coligações em vez de partidos separados. É claro que perderiam sempre, mas poderiam evitar a maioria do PS.

Jorge Morais

Publicado por Jorge Morais às fevereiro 22, 2005 05:26 PM

Afixadelas

É agora impossível fazer estas análises; sabe-se lá como teria funcionado o voto útil, em desfavor da CDU do BE, se os eleitores tivessem esta ameça pela frente...

Publicado por: Luis Rainha em fevereiro 22, 2005 05:43 PM

Eu também às vezes publico cenas quando estou charrado. Os textos ficam sempre hilariantes.

Publicado por: João Pedro da Costa em fevereiro 22, 2005 05:46 PM

Não acho que a reflexão do Jorge seja assim tão descabida. Há que não esquecer que já havia uma coligação pós eleitoral anunciada. A simples soma dos votos não andaria longe da realidade de uma coligação pré-eleitoral.

Claro que isto vale o que vale, mas faltava, com efeito, colocar na mesa a discussão do erro ou acerto desta opção.

E o Jorge fê-lo...

Publicado por: Monty em fevereiro 22, 2005 05:53 PM

Se a minha avó não tivesse morrido...ainda hoje era viva.

Publicado por: fernando nogueira gonçalves em fevereiro 22, 2005 06:43 PM

Vinha dizer que o texto é idiota mas já não vale a pena !
Se o PSD e o CDS tivessem concorrido juntos o PS tinha na mesma a maioria absoluta e no dia das eleições não tinhamos que gramar com a fronha sorridente do dr Louçã.

Publicado por: Real em fevereiro 22, 2005 06:50 PM

Vinha dizer que o texto é idiota mas já não vale a pena !
Se o PSD e o CDS tivessem concorrido juntos o PS tinha na mesma a maioria absoluta e no dia das eleições não tinhamos que gramar com a fronha sorridente do dr Louçã.

Publicado por: Real em fevereiro 22, 2005 06:50 PM

AHHHHH!... Que peninha!!!!!!......

Publicado por: cínico em fevereiro 22, 2005 07:38 PM

Que Santana Lopes é um católico supersticioso e se interessa por fenómenos paranormais, já todos o sabíamos, sobretudo desde o dia em que disse que "estava escrito nas estrelas" que teria de se defrontar com Durão Barroso.
Na altura, ficou célebre a resposta de Durão Barroso referindo que Santana Lopes era "um misto de Zandinga e Gabriel Alves".
E não é que este efeito está a alastrar aos militantes de mau perder?
Meu caro senhor, os números são eloquentes! Excepto a Diocese de Leiria, (fenómeno Lúcia?) mudança foi radical.
Depois da seca que o povo português, sofreu nos últimos tempos, finalmente começou a chover. Como vê, até o tempo mudou!... Finalmente respira-se!...

Publicado por: J.V. em fevereiro 22, 2005 08:01 PM

O que é curios nisto da blogosfera é que as pessoas nem sequer se dão ao trabalho de ler os post.

O autor do texto limita-se a cosntatar que "a estratégia seguida pelos dois partidos foi completamente errada". Donde se retira que ele é um "militante de mau perder", como diz o JV?

Pessoalmente, e foi assim que li a coisa, até acho interessante que se constate que a opção foi errada.

No caso de Castelo Branco, por exemplo, tenho a certeza que, em conjunto, elegeriam mais um deputado. O mesmo para a Madeira, onde perderam o deputado por 50 votos. Como a coligação já estva anunciada, não acho que o sentido de voto mudasse assim tanto.

Publicado por: Monty em fevereiro 22, 2005 08:13 PM

Monty, nunca pensei que o pensamento socialista te tomasse tão cedo

Publicado por: Real em fevereiro 22, 2005 09:16 PM

Gostei destes comentários aqui. Também tive comentários semelhantes no meu blog, desvalorizando estas contas. Antes que se continuem a fazer conjecturas sobre segundas intenções ou colagens tipo "Luís Delgado", queria só avisar que votei no PS (voto útil), pelo que não é por aí que devem seguir.

Penso que o Monty percebeu o objectivo deste "estudo", e que tem bases científicas claras: o Método de Hondt favorece a formação de coligações pré-eleitorais. Foi por isso que a antiga AD se formou. E foi um erro do PSD e do CDS/PP não fazerem o mesmo.

Também me parece que o PS acabaria por ter maioria absoluta, dado que mesmo que ficasse com os 114, penso que na emigração conseguiria sempre, pelo menos, 2 deputados.

Mas penso que haveria um factor positivo na campanha caso houvesse coligação eleitoral: a canção "Menino Guerreiro" não teria feito parte da campanha ;-)

Publicado por: Jorge Morais em fevereiro 22, 2005 11:01 PM

Eu percebi a tua ideia. Ainda bem que eles são estúpidos. Ganhou a nação. E é uma das raras ocasiões em que a estupidez deles jogou a favor do país...

Publicado por: sharkinho em fevereiro 23, 2005 12:15 PM

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