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fevereiro 28, 2005
Guess who's back?

Afixado por Rogério C. Pereira às 23:24 | Afixadelas (7)
O levezinho resolve!

Afixado por afixe às 23:16 | Afixadelas (3)
Liberdade IV - My Heroes of Downtown Beirut

Por Joseph Hitti
I love you, my long forgotten friends, for leaving your religions at home, in the church or the mosque. Like all civilized people, you are proving to the world that your only religion is your country, your only faith is in yourselves as human beings and in your future, and that no creed, faith, belief or ideology will ever again bring you to the brink of despair and death. This is the stuff that democracies are made of.
Afixado por Gibel às 19:51
Liberdade III
O Governo pró-Sírio acaba de demitir-se perante milhares de Libaneses gritando em Beirute "We want no other army in Lebanon except the Lebanese army!". Não houve violência. A "Revolução dos Cedros" lembra uma Tianamen com final feliz.
Afixado por Gibel às 19:15
Belascos 2005
Nos Belascos 2005, promovidos pelo Pensamentos Ocasionais, o Afixe foi nomeado na categoria de melhor Blogue Colectivo.
O destaque concedido pelo presente post não ocorre em consequência da nomeação do Afixe (tá bem, abelha), mas sim, e acima de tudo, pelo cariz da iniciativa, que concorre para uma blogosfera com identidade própria e que tende a caminhar para uma equiparação, a todos os níveis (os bons e os maus), à comunicação social.
Certo de que, se tudo correr à imagem de quando aqui defendi o Provedor da Blogosfera, posto a votação pelo Paulo Querido, o Afixe tem já garantido um honroso último lugar.
Afixado por Rogério C. Pereira às 19:08 | Afixadelas (4)
Liberdade II - The Cedars Uprising?

The free will of Lebanese people is finally shining...and this is the main point here.
Lebanese people are saying Lebanon will not be used as a battlefield for other people's wars. This will be a difficult thing to acheive entirely, though. But we are moving in the right direction to make sure Lebanon remains for the Lebanese.
Now, I'm going to go celebrate this first of many victories.
How exciting is this?! What will we call this revolution? The Cedars Uprising? I'm going to think about it today and come up with some good ones. Any suggestion?
no blog libanês shlonkombakazay
Afixado por Gibel às 19:05
Liberdade





The funerary procession was solemn but popular. Masses littered the streets from the house of the former Prime Minister, along the planned route of the march to the place of burial. Thousands upon thousands nothing unified them but their sadness for the death of Hariri and their anger directed towards Syria. It was a first, at least for me, that I heard Muslim crowds chanting in unison: “Syria out, Syria out”
Throughout the civil war and even before Muslims were always on the side of Syria, wrong was it or right. With the death of Hariri it was over. All Lebanon was shouting for Syria to go out.
As I walked down to the Martyr’s square – Hariri was buried on the side of that square inside a mosque he built- the most amazing site I have seen as a Lebanese welcomed me.
That square used, in the civil war, to be the playground of the militias’ snipers and shells. It was a no man’s land. Martyrs’ square used to be part of the “green line” that divided Beirut into two halves, a Muslim side on the left of the square and a Christian one on the right.
On that day echoes of the churches bells from the Christian side mingled with the reverberation of the muezzin’s chants from the Muslim side, above a square filled with Lebanese weeping for another slain national leader.
On that day Hariri’s greatest dream was made true. Lebanon’s two halves were truly united for the first time since our independence. We were once more one people…
Afixado por Gibel às 17:45
Le Chef du Parti Socialiste Espagnol

No "La Presse", de Montréal, Canadá.
Afixado por Gibel às 16:13 | Afixadelas (6)
A propósito de filmes...
Revi ontem Eternal Sunshine
of the Spotless Mind que, nem de propósito, ganhou esta madrugada o Óscar para melhor argumento original. Um filme mediano, com interpretações medianas de Jim Carey e Kate Winslet, mas com um argumento de Charlie Kauffman que faria particular estrondo nas mãos de Spike Jonze, realizador de "Quero Ser John Malkovich". No caso do filme que passou para a tela, realizado por Michel Gondry, limitamo-nos a ver o talento desaproveitado de Kate Winslet e prédios a caírem - as duas formas que Gondry arranjou para insinuar a desconstrução da mente. Pode-se dizer, com propriedade, que o brilhante, e ora galardoado, argumento de Kauffman passou ao lado de uma grande carreira - coisas que acontecem quando o sapateiro vai além da chinela (obviamente, o sapateiro aqui é Gondry e não o sempre brilhante Kauffman).
Afixado por Rogério C. Pereira às 12:06 | Afixadelas (2)
Compras a crédito
É interessante como as moedas têm sempre duas faces. ( e ainda há o rebordo para poderem ter 3 dimensões…) Repare-se que, por um lado o facto de as compras com cartões de crédito terem subido «poderá ter ajudado a minorar efeitos da crise no comércio» , e ainda bem para o comércio. Mas também ajudou a piorar o estado das finanças das famílias a médio prazo. E ainda mal para nós. O que será sempre uma pescadinha de rabo na boca, porque o comércio dá emprego a muita gente, gente essa que vai ser por sua vez consumidora. E assim por diante.
É o raio de uma espiral.
Afixado por Emiéle às 07:41
Olha aquele menino, também é mau…
Soma e segue.
Às vezes ainda há a ideia de que um forte abalo pode alterar um pouco a forma de comportamento de certas pessoas. E imagino que em certos casos assim seja. Mas confirma-se que tal não é o caso do Pedro. Se ele teve azar, é porque outras pessoas se portaram mal, pensa o pobrezito. Não o ajudaram ou tudo teria sido diferente.
Isso é mesmo verdade. Importava que ele reflectisse porque foi que não o ajudaram…
«O partido deve neste momento apurar os fortíssimos danos e prejuízos que a liderança do dr Santana Lopes infligiu ao partido. É isso que deve preocupar os militantes sociais-democratas e não se perder com questões transversais, ociosas e divagantes, que desta maneira são manobras de diversão» disse um importante militante.
Ora toma!
Afixado por Emiéle às 07:15
Óscares sem surpresas
Cá está. Tudo certinho como se dizia.
Million Dollar Baby, melhor filme e melhor realização, e O Aviador mais outros tantos prémios , embora não muito importantes.
De realçar o prémio de Melhor Filme Estrangeiro a "Mar Adentro" de Alejandro Aménabar. Aqui pode vir a surgir ainda alguma polémica por o tema ser muito quente - Eutanásia.
Afixado por Emiéle às 07:04 | Afixadelas (2)
Motivação
Ontem, como devem ter notado, o Afixe fugiu da linha durante bastante tempo. Não foi a habitual pane da Weblog em geral, era mesmo embirração com o pobre do Afixe… E o interessante é que eu podia ter aproveitado essa “branca” para ir escrevendo qualquer coisa, que depois logo “postaria” quando isto desencravasse.
Mas não me apetecia! A verdade é essa. Sem ter a ideia quando é que voltava e até, sobretudo, SE voltava, não senti a menor vontade de escrever fosse o que fosse. Adiantei trabalho profissional, dei uma voltinha pelos outros blogs, (sortudos!) acabei de ler um livro que estava em meio, vi um DVD do Frank Capra para animar. Mas Afixe, nada. Não me apetecia *investir* numa coisa cujo futuro desconhecia.
Espero que nem todos sejam como eu.
Afixado por Emiéle às 06:39
fevereiro 27, 2005
Óscares
Esta noite vamos conhecer os Óscares. É uma cerimónia em directo, transmitida para todo o Mundo, e que chegará a Portugal de madrugada. Confesso que não me interessa particularmente e nunca, mesmo nunca, ficaria acordada para saber quem tinha ganho os ditos prémios. Tenho a minha cínica opinião formada quanto aos interesses comerciais que estão subjacentes aquele concurso. Mas fiquei a pensar num pormenor:
O espectáculo vai ser apresentado por Chris Rock, que consta ser comediante de língua solta e um pouco inconveniente. Mas a verdade é que conhecendo essas características ele foi convidado. Então como é que decidiram transmitir o programa com um delay de sete segundos para os produtores terem tempo de censurar as inconveniências de Rock…? É um directo? E censurado?
É mesmo verdade, ainda existem muitas coisas que me conseguem surpreender.
Afixado por Emiéle às 09:06 | Afixadelas (6)
O Egipto prepara eleições
O médio oriente está de tal modo polvilhado de “casos” que fogem aos modelos de democracia constitucional, que muitas vezes nem se sabe o que realçar. Desta vez olhamos para o Egipto, que parece estar disposto a mudar.
O seu presidente tinha um cargo quase “vitalício”… Mubarak, vai candidatar-se agora a um quinto mandato, e como são mandatos de 6 anos, isto daria a interessante soma de 30 anos no poder . O seu partido dirige o Egipto desde 1970. Até agora o Presidente era escolhido primeiro pela Assembleia e depois sufragado. Agora, a proposta de Mubarak vai no sentido de um sufrágio directo e portanto abrindo a porta a outros concorrentes. Para isso vai ter de ser modificada a Constituição.
É obviamente mais democrático. Vamos ver como é aproveitado.
Afixado por Emiéle às 08:47
Zangam-se as comadres
Ora vamos lá ver:
"Alguns dirigentes do PSD deviam ter pudor" dizem os centristas mas
“Santana culpou o partido de Paulo Portas pelo fracasso na reedição da aliança para as legislativas” como reposta.
Ou a ordem não é esta? O CDS atirou com aquela da vergonha em resposta à acusação de Santana?
Não me interessa, mas tem graça e era previsível.
Primeiro, o acto digno e de fair-play de assumir elegantemente as culpas do fracasso; um bocadinho depois, “a culpa foi daquele daquele menino”.
Nada que não se esperasse.
Afixado por Emiéle às 08:16 | Afixadelas (2)
fevereiro 26, 2005
Ode ao gato
Os animais foram
imperfeitos,
compridos de rabo, tristes
de cabeça.
Pouco a pouco se foram
compondo,
fazendo-se paisagem,
adquirindo pintas, graça vôo.
O gato,
só o gato apareceu completo
e orgulhoso:
nasceu completamente terminado,
anda sozinho e sabe o que quer.
O homem quer ser peixe e pássaro,
a serpente quisera ter asas,
o cachorro é um leão desorientado,
o engenheiro quer ser poeta,
a mosca estuda para andorinha,
o poeta trata de imitar a mosca,
mas o gato
quer ser só gato
e todo gato é gato do bigode ao rabo,
do pressentimento à ratazana viva,
da noite até os seus olhos de ouro.
Não há unidade
como ele,
não tem
a lua nem a flor
tal contextura:
é uma coisa
só como o sol ou o topázio,
e a elástica linha em seu contorno
firme e sutil é como
a linha da proa de uma nave.
Os seus olhos amarelos
deixaram uma só
ranhura
para jogar as moedas da noite .
Oh pequeno imperador sem orbe,
conquistador sem pátria,
mínimo tigre de salão, nupcial
sultão do céu
das telhas eróticas,
o vento do amor
na intempérie
reclamas
quando passas
e pousas
quatro pés delicados
no solo,
cheirando,
desconfiando
de todo o terrestre,
porque tudo
é imundo
para o imaculado pé do gato.
Oh fera independente
da casa, arrogante
vestígio da noite,
preguiçoso, ginástico
e alheio,
profundíssimo gato,
polícia secreta
dos quartos,
insígnia
de um
desaparecido veludo,
certamente não há
enigma na tua maneira,
talvez não sejas mistério,
todo o mundo sabe de ti e pertences
ao habitante menos misterioso
talvez todos acreditem,
todos se acreditem donos,
proprietários, tios
de gato, companheiros,
colegas,
discípulos ou amigos do seu gato.
Eu não.
Eu não subscrevo.
Eu não conheço o gato.
Tudo sei, a vida e o seu arquipélago,
o mar e a cidade incalculável,
a botânica
o gineceu com os seus extravios,
o pôr e o menos da matemática,
os funis vulcânicos do mundo,
a casca irreal do crocodilo,
a bondade ignorada do bombeiro,
o atavismo azul do sacerdote,
mas não posso decifrar um gato.
Minha razão resvalou na sua indiferença,
os seus olhos têm números de ouro.
Pablo Neruda
Afixado por Rogério C. Pereira às 20:34 | Afixadelas (1)
A gata doente
Ontem a Mia, ao saltar do meu colo para o chão, caiu mal e partiu a
pata traseira esquerda. Eram quase duas da manhã. Foi desesperante ver a dor e o desespero da gata e a minha falta de calma. Foi calmante ver a minha mulher tomar conta das operações e a telefonar ao veterinário, que foi a correr de casa para o consultório àquela hora da manhã. Às vezes, no meio de tanto mal, um tipo tem tendência a esquecer-se que ainda há pessoas realmente boas. Tirou-lhe uma radiografia e confirmou a fractura. Pesou-a, deu-lhe duas injecções para lhe tirar as dores e colocá-la a dormir. Explicou-nos ao pormenor o que tinha acontecido, que das fracturas possíveis, era das menos graves, que o osso tinha rachado apenas parcialmente e que não seria necessário colocar uma tala. Durante a noite foi, mais uma vez, a minha mulher a tomar conta de tudo, enquanto eu jazia impotente perante o miado desesperante do animal ao acordar da anestesia. Hoje, a gatinha passou praticamente todo o dia deitada e mia sempre que mexe a pata doente. Mia de forma arrepiante, pela dor intensa. Tudo há-de ficar bem, espero. Já comeu, já bebeu por uma pipeta e já se lavou. O desespero, por dor, de uma pessoa, e já estive com pessoas bem doentes (eu, inclusive), é sempre algo de controlado, porque assenta na possibilidade de auto-compreensão da ocorrência e do sentir, por mais intenso que seja o sofrimento físico. Neste caso não se é assim. Talvez por isso custe tanto.
Afixado por Rogério C. Pereira às 19:58 | Afixadelas (12)
Causas e efeitos ( ou o fio principal)
Penso muitas vezes que as complicações com que nos enredamos na nossa vida têm a ver com capacidade de organização e uma clara perspectiva de prioridades. Há pouco tempo, dei uma olhadela a um teste de um curso de aperfeiçoamento que um amigo meu anda a tirar. Era um exercício, engraçado e bem pensado: o formando devia imaginar uma situação (no caso a montagem de uma exposição) e montar o puzle das acções necessárias, com data e ordem. Por exemplo, só poderia mandar imprimir a lista dos convites, depois de ter assegurado a sala e garantida a cedência das peças, mas tinha de levar em conta o tempo que a gráfica ia demorar para eles não chegarem após a inauguração… E cada acção tinha, vários patamares – antes da montagem da exposição teria de se ir buscar as peças, necessária uma empresa de transporte, mas antes disso devia fazer-se o seguro das peças mais preciosas, etc. Eu considerei um exercício bem interessante e bom de transpor para a vida quotidiana. Porque muitas vezes o que é difícil é a ordem das tais prioridades!
Ontem dei um grande trambolhão. Acontece-me. Ando quase sempre muito depressa e os sapatos que calçava tinham umas solas muito grossas, portanto ás tantas os pés ficaram para trás enquanto o corpo avançava… e o meu joelho direito entrou violentamente em contacto com a terra-mãe. Quando me endireitei estava raladíssima, se não teria rasgado as calças. Sentia-me abananada, procurei o meu carro para ver se me sentava com algum conforto, que nesses momentos costumo desmaiar, respirei fundo e recuperei - aliviada que as calças estavam sujas mas sem nenhum rasgão. Era só no que pensava.
À noite, o joelho parecia uma couve roxa, inchado e com uma cor esquisitíssima. Entre gelos e pomadas, já nem pensava nas tais calças, o meu rico joelho é que era importante! O acidente não mudou, mas a minha escala de importâncias, essa, completamente!
Ao falar com amigos sobre a situação política presente, sinto que para cada um a sua área de interesses e trabalho é fulcral. E é. Para se viver com harmonia, tudo faz falta. Mas a pedra de toque vai ser decidir quais as tais acções prioritárias. Oxalá se tomem as melhores decisões.

Afixado por Emiéle às 16:45 | Afixadelas (19)
Sabores e Memória
Memória, recordação, saudade. Sabemos que há pedacinhos do nosso passado que continuam vivos mas numa penumbra durante bastante tempo. Depois, alguma coisa os faz voltar à luz. Muitas vezes nem nós sabemos porquê. De repente lembrámo-nos do vizinho ao lado da casa dos nossos pais, da ida para a praia aos 10 anos, de uma desilusão de adolescência. Assim, sem mais. Acontece. Muitas vezes, é por termos visto uma foto, por se ouvir uma música, por um nome. As recordações vivem numa semi-presença e só esperam um pretexto para virem à tona.
Mas temos dois sentidos, que muitas vezes nos parecem “de segunda”, e contudo são muito especiais como “despoletadores” de recordações, o olfacto e o paladar.
O olfacto é poderosíssimo! É um sentido muito precoce, qualquer bebé sente e distingue o cheiro da mãe, e com enorme força. Todos temos essa experiência. Pela força de qualquer odor, sentido na rua, numa casa, inesperadamente, e de repente parece que uns momentos da nossa vida estão mesmo ali, de novo, ao alcance da nossa mão…
Mas o sabor, também! Hoje, no meio das minhas compras domésticas, encontrei numa prateleira de um Super um fraco de Compota de Chila. Ainda olhei de lado, mas tinha um rótulo que garantia ser caseira ( ? ) e tentei-me. Trouxe-a a pensar ainda na minha infância. A minha avó fazia doce de chila. De abóbora chila. Não vale a pena explicar que cheguei a casa e barrei o pão com o que vinha naquele frasco, mas não encontrei o sabor do doce da minha avó. Apesar disso fiquei inundada de emoções. Revi-me na antiga cozinha. A abóbora aberta ao meio e a avó com um garfo a desfiá-la em fios fininhos. Creio que se fazia um ponto qualquer de açúcar, e aquilo era cozido nessa calda. Sei que cheirava muito bem, e depois, ainda quente se provava de um pires. E a consistência daqueles fiozinhos de doce era uma maravilha.
Paciência. Este pode ser “caseiro” mas a casa é que não é a mesma. Não é nada a casa da minha avó.
Afixado por Emiéle às 10:06 | Afixadelas (2)
Decisão
Um interessante artigo de Ana Sá Lopes, no Público , chama a atenção para o curioso movimento pendular que alguns liders têm tido, definindo-se em contraposição à imagem do seu anterior. E é interessante sublinhar o facto de Sócrates se querer posicionar distanciando-se do excesso de diálogo de Guterres, “o conciliador” em oposição a Cavaco “o autoritário”. Quem previa que Sócrates fosse, como delfim de Guterres na sua linha, está a ficar surpreendido. Parece haver muito mais firmeza, e a palavra ouvida é decisão.
Ela é necessária. E de que maneira!
É interessante observar que a comunicação social tem sido mantida a alguma distância. Só posso achar bem. Claro que gosto de ser informada, sou normal, creio eu. Mas já não aprecio tanto ir atrás de especulações. Quando for mesmo certo, quero sabê-lo, mas só nessa altura. Não sou treinadora de bancada, e como não há equipas ideais só quero é que o meu clube ganhe o jogo e que o treinador trate disso.
Afixado por Emiéle às 09:40
Julgamentos…só nos tribunais!
O Expresso trás hoje na primeira página, dando bastante relevo, uma notícia que nos deve fazer pensar.
Uma pessoa, suspeita de um crime, pode ter sido barbaramente agredida para o confessar. Esse crime, que até ao momento nunca pode ser confirmado por não ter havido provas nem se saber onde está a vítima, foi à data alvo da maior especulação. A comunicação social, julgou publicamente a suspeita, levou a nossa população a tomar partido, e creio bem que se não tivessem sido marcado limites, a pessoa suspeita teria sido linchada se aparecesse em público. Esta situação acontece com demasiada frequência. Nem vale a pena falar no famigerado “caso da Casa Pia” onde todos sabem tudo. Sempre de fonte segura. Sempre com garantias de que é verdade. E outros casos muito incendiados pela comunicação social.
Não tenho dúvidas de que é importante informar. E também sei que existe jornalismo de investigação, que muitas vezes pode ajudar a polícia. Nem é preciso relembrar Watergate. Mas entre a informação e a especulação era importante demarcar claramente fronteiras. E quanto a nós, público anónimo, seria bom termos presente que uma coisa é um suspeito e outra, um condenado. E mesmo entre condenados, sabemos bem que existem erros judiciários. Alfred Dreyfus lembra alguma coisa?
Afixado por Emiéle às 09:30
fevereiro 25, 2005
O Medo da Violência
Já fiz por aqui uma referência a um livro que li recentemente e pensei logo em partilhar convosco tantas as ideias que sugeria. Aliás, é interessantíssimo, como é possível ser best-seller em Portugal (ao mesmo nível de “O Código Da Vinci”, “A Porta no Chão”, “A Regra de Quatro”, “O Toque de Midas”, romances com história) uma colecção de ensaios. Creio que o segredo é o estilo adoptado, o escritor parece escrever mais crónicas de jornal do que pensamentos de filósofo. Creio bem que vou voltar, de vez em quando, a citar pontos deste livro de José Gil. Mas hoje, o que gostava de chamar a atenção era para o que é isso do medo e porque é que nós temos “brandos costumes”.
Após analisar o papel dos anos de salazarismo e do facto dos indivíduos abdicarem da violência pois só o Estado tinha o direito de a exercer diz «a violência em parte transformada em medo, o medo da violência em parte metabolizado em brandura, doçura, amenidade. O que não implica civismo, mas uma inversão da violência e da agressividade primeiras […] sem que isso signifique necessariamente a interiorização de uma lei». […] «O medo exsudado pelo salazarismo é um exemplo típico do nevoeiro ou sombra branca»» «Medo de agir, de tomar decisões diferentes da norma vigente, medo de amar, de criar, de viver. Medo de arriscar. A prudência é a lei do bom senso português.»
Desculpem-me. Não devo citar todo o livro, mas não encontro palavras melhores do as do autor. Deixo hoje só estas duas frases para se ir pensando no fim-de-semana. Se calhar pensar, que hoje não é proibido, é um bom modo de afastar medos.

Afixado por Emiéle às 19:30 | Afixadelas (3)
Presente do Gibel e do Monty para a Sô dona Emiéle

O teu mapazinho vai continuar a piscar pelo menos até Julho - custou-nos os olhos da cara, mas o que é que nós não fazemos para te ver feliz? "Vous bénéficiez de l'intégralité des services jusqu'au: 2005-07-05" Uh-lah-lah...
Afixado por Rogério C. Pereira às 18:58 | Afixadelas (1)
Polémica na maçonaria francesa

Esta notícia é bastante interessante, por se tratar de um facto polémico que está justamente a afectar a obediência maçónica comummente designada como a mais liberal em França - O Grande Oriente de França - e todo o já longo debate em torno dos landmarks maçónicos. A palavra inglesa "landmark" significa literalmente marco de limite e figuradamente, na franco-maçonaria, significa ponto de referência: entende-se tradicionalmente que cada Grande Loja ou Oriente nacional tem o inerente poder e autoridade para modificar Regulamentos, Constituições, Regimentos Internos, em benefício da Fraternidade Maçónica, contanto que sejam mantidos invariáveis ou intocados os antigos landmarks... Por isso o segundo landmark é justamente aquele que estipula: "A Maçonaria refere-se aos " Antigos Deveres " e aos "Landmarks" da Fraternidade , especialmente quanto ao absoluto respeito das tradições específicas da Ordem, essenciais à regularidade da Jurisdição".
O Grande Oriente de França, no início do século passado, aboliu a obediência ao primeiro landmark maçónico, que estabelece "A Maçonaria é uma fraternidade iniciática que tem por fundamento tradicional a fé em Deus, Grande Arquitecto do Universo", e consequentemnte também a obediência a outros dois landmarks: "Os Maçons tomam as suas obrigações sobre um volume da Lei Sagrada, a fim de dar ao juramento prestado por eles, o caráter solene e sagrado indispensável à sua perenidade" e "nas Lojas estão sempre expostas as três grandes luzes da Ordem: um volume da Lei Sagrada, um esquadro, e um compasso" o que conduziu ao cisma e cortar de relações com a chamada "Maçonaria Regular" universal (esta designação é demasiado discutível, pelo que só a uso por comodidade de expressão) que gravita em torno da United Grand Lodge of England.
Mas apesar de abolir os landmarks acima, o GOF manteve o landmark da reserva de admissão à Fraternidade: "A Maçonaria é uma ordem, à qual não podem pertencer senão homens livres e de bons costumes, que se comprometem a pôr em prática um ideal de paz" e "Os Maçons só devem admitir nas suas lojas homens maiores de idade, de ilibada reputação, gente de honra, leais e discretos, dignos em todos os níveis de serem bons irmãos" embora tenha sido abolido o conteúdo integral deste landmark que ainda esclarecia que tinham de ser homens "aptos a reconhecer os limites do domínio do homem e o infinito poder do Eterno".
Acresce que inclusivamente o Grande Oriente de França praticamente aboliu ou pelo menos passou a encarar com mais bonomia a estrita proibição de qualquer discussão política nas lojas maçónicas, como decorria do sexto landmark: "A Maçonaria impõe a todos os seus membros o respeito das opiniões e crenças de cada um. Ela proíbe-lhes no seu seio toda a discussão ou controvérsia, política ou religiosa. Ela é ainda um centro permanente de união fraterna, onde reinam a tolerante e frutuosa harmonia entre os homens, que sem ela seriam estranhos uns aos outros".
Face ao desafio que constitui este acontecimento, depois das polémias rupturas do passado, aguardo com sincera curiosidade a saída airosa que o GOF apresentará para esta questão. Eu, pessoalmente, guardo a minha opinião.
Afixado por Gibel às 17:53 | Afixadelas (1)
As palavras (perspectiva ornitológica)

Afixado por João Pedro da Costa às 15:35 | Afixadelas (10)
Nunca vi maior chibo...
... que o Gibel!
É impressionante!
Eu aqui cheio de ideias, a pensar como prolongar o suspense...
Mas qual suspense?!
Ele já disse tudo, já deu com a boca no trombone, com a língua nos dentes!
Pronto...
Cá vai...
...
VOU CASAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAR!!!
(já se adivinhava, certo?)
P.S.: Sem paternidade, pelo menos para já!
P.S.2: Fiquei sensibilizado pelo vosso interesse, se bem que obviamente motivado pela linguarudice e conscuvilhice do Gibel, essa matrona palradeira, que não consegue guardar porra nenhuma para si...
Afixado por Bernardo Motta às 09:14 | Afixadelas (21)
Que estranho
Uma informação ouvida na rádio mas que perturba:
O papa está hospitalizado.
Não pode comunicar pela fala porque sofreu uma traqueotomia.
Mas, informam que continua a dirigir a Igreja porque tem ao lado da cama um papel e um lápis.
Creio que me tinham informado que o papa era um Parkinsónico
Se me explicarem como é que uma pessoa com parkinsonismo consegue comunicar pela escrita, de um modo compreensível, ficaria muito grata.
Afixado por Emiéle às 08:39 | Afixadelas (5)
Mas quem o quer...?
É interessante ver que neste momento, apesar dos desejos de altos voos, o Pedro está mesmo “desempregado”, porque na Câmara de Lisboa, não é pacífico que venha recuperar o seu cargo.
Diz uma voz do seu partido que Carmona Rodrigues está a fazer "um excelente trabalho” Isto para bom entendedor, é fácil ver o que não se está a dizer. Delicadamente o vereador diz «O doutor Pedro Santana Lopes tem toda a legitimidade de regressar, mas penso que não seria oportuno a sete meses das eleições autárquicas». Pois, é claro!
Ai, ai, as autárquicas…
Afixado por Emiéle às 08:10 | Afixadelas (5)
Enganos
É uma arte.
É uma ciência.
É uma técnica.
Tem-se ido aperfeiçoando até atingir níveis incalculáveis. Falo da publicidade. É a técnica que devia ajudar a vender, esclarecendo quais as qualidades e vantagens de um produto, mas que cada vez mais se torna num exercício para obrigar a comprar. E é nessa diferença que se coloca a ética.
O Parlamento Europeu definiu uma lista de actividades dirigidas ao consumidor que passam a ser interditas. Mas sabemos que o mundo da publicidade tem um enorme poder. Enorme. Quando pode eleger e demitir governos, como sabemos, quando se manipulam verbas que deixam qualquer trabalhador que viva do seu salário imaginando que ouviu mal, não sei se aceitaram pacificamente que lhes ditem leis sob o seu trabalho.
Repare-se o que dizem
+ «São práticas comerciais enganosas as que possam induzir o consumidor médio a realizar uma compra que de outro modo não faria, ou atribuam qualidade a um produto que carece dela»
+ «Proíbe-se o apelo directo às crianças, protegendo-as de exortações directas à aquisição»
+ «É igualmente proibido, nos saldos, fixar um preço de referência artificialmente alto»
+ E também «a publicidade a um produto 'oferta' ou 'gratuito', quando é necessário fazer um pagamento para o obter (como a compra de outro)»
Claro que até se pode dizer que algumas ou muitas destas regras já existem. De acordo. Mas, se até já existem e declaradamente não são cumpridas, vamos acreditar que as novas o sejam?
E o curioso, é que enquanto o povo de uma forma geral, mostra uma grande desconfiança em relação ao que diz a classe política, e ouvimos “isso diz ele…” num tom profundamente céptico, aceita, sem o menor reparo, a sugestão de se endividar alegremente para satisfazer um desejo que lhe foi apresentado como uma necessidade. É uma arte, isso é.
Afixado por Emiéle às 06:58 | Afixadelas (3)
Luís Filipe Meneses
Claro que depois de PSL, qualquer outra pessoa que salte para a ribalta da cena política sabe a pouco. Mas se se lhe der tempo parece que LFM pode vir a tomar algumas atitudes também… chamemos-lhe “interessantes”
Dizer que não se rala nada de não ter figuras de relevo ao seu lado porque "o que me interessa são as bases", ter a ideia de que o presidente do partido deveria ser simultaneamente um líder autárquico, (qual dos papeis representaria menos bem não é claro) e quanto ás presidenciais, arrumar Cavaco com sendo uma "memória viva" mas ”estamos no século XXI, temos é que olhar para o futuro", são gestos fortes!Homem decidido!
Muito bem.
Vamos estar atentos a este senhor.
Afixado por Emiéle às 06:31 | Afixadelas (6)
fevereiro 24, 2005
Ideias para títulos
Afixado por Rogério C. Pereira às 18:40
Volta, Santana, estás perdoado...
A verdade é só uma, com o Santana Lopes no poder, e como disse um dia um dos Gatos Fedorentos - o RAP, se não me engano, os posts escreviam-se praticamente sozinhos. Agora, com estes tipos no poder, é o que se vê: a ponta de um corno, não se passa nada, não acontece nada.
É que, a brincar a brincar, já passaram 4 dias, QUATRO(!), e nem um um escândalozito, ao menos. Nem um, arre porra!
Definitivamente, estou a ressacar. Estes gajos pensam que podem chegar, assim de repente, e cortar completamente com o passado? Foram 4 meses, pá, 4 meses! Esta merda não se faz.
Sem contar com o hilariante Delgado, que, por ser amigo, e até ao completo desmamo, deve ter direito a doses diárias de novidades Santaneiras, ninguém escreve nada de jeito porque, pura e simplesmente, não há matéria.
De resto, o Afixe teve inclusive de recrutar mão de obra junto dos seus leitores que, caridosamente, vão dando uma mãozinha na construção diária disto que um dia já foi um blogue. Porca miseria.
PS - Sem ter nada a ver, aproveito o ensejo para dar os sentidos parabéns à malta dos Marretas que ontem fez dois aninhos.
Afixado por Rogério C. Pereira às 17:48 | Afixadelas (11)
Quinta da D. Preciosa Távora - a quem possa interessar...
Festas e iventos
Entradas:
Patês e queijo fresco
sapateira recheada
presunto fatiado
ovinhos de codorniz
ameixa com bacon
rissoizinhos de marisco
escalopinhos de frango à Villa Noir
tâmaras com amêndoa
Quentes:
creme de alho francês
tamboril com gambas gratinado
lombo de porco recheado com ameixas e castanhas (ou lombelo de porco à Wellington dispensando os ovinhos de codorniz supra)
mousse de ananás
café e digestivo
Frios:
lingua afiambrada
leitão à bairrada
salmão fumado
quiches variados
mesa de queijos
O Serviço inclui queitering, decoração e espaço, com excepção dos aposentos da D. Preciosa Távora e do respectivo moço de estrebaria.
Afixado por Gibel às 17:43
Pois não sei não Bernardo :)
E LE VA i ... tchan... tchan
tchan...
Afixado por Gibel às 17:37
Não percam!
O cadáver esquisito está uma delícia!

Um completo non-sense a 16 mãos (até agora e se não me enganei a contar). Ide! Ide ver!
Afixado por Rogério C. Pereira às 17:12 | Afixadelas (4)
Mas porque é que eu lhe conto estas coisas?
OU
Afixado por Bernardo Motta às 14:40 | Afixadelas (1)
Zeca Afonso
Foi ontem. Este post é para ser lido ontem. Que raio de vida apressada onde valores importantes nos passam quase sem darmos conta!
O ano passado, escrevia eu no “Cão de Guarda” e em 23 de Fevereiro
deixei lá uma nota em memória.
Este ano, no Afixe, que tem muito mais visibilidade, ontem só pensei que era quarta e que tinha muito que fazer. Sinto-me tão envergonhada! Que fosse também para além de 4ª feira, dia 23 de Fevereiro, passou-me ao lado.
Lamento.
Zeca Afonso é mais do que um símbolo de um ideal. É uma figura limpa, clara como a sua voz. Era um idealista. Foi uma pessoa muito amada, que deixou marcas na música portuguesa. Sabe muito bem ver que ainda hoje se recuperam as suas canções e há bandas actuais a cantar Zeca Afonso. Ele merecia.
Para o relembrar melhor do que eu sei fazer visitem-no na sua Associação
E sobretudo oiçam-no a cantar.
Afixado por Emiéle às 13:34 | Afixadelas (8)
Cenas da vida real II
Há uns valentes anos, os acasos da vida (don't ask) quiseram que eu estivesse numa festa popular em Famalicão. Estou a falar de uma daquelas festanças rijas e rurais, com carrinhos de choque, bifanas e música pimba, nas quais um gajo tem sempre a impressão de estar a assitir a um filme de Fellini em câmara lenta. Confesso que estava bastante abroado (única forma de conseguir suportar aquilo), quando ouço um feirante aos berros num alto-falante a anunciar que iria começar O Sorteio, cujo Primeiro Prémio seria Um Carneiro Vivinho da Silva. O feirante tinha o animal ao seu lado e devo aqui dizer, em abono da verdade, que o carneiro, não obstante o facto insólito e pouco digno de ter os cornos cortados, parecia bastante ciente e orgulhoso de ser o centro das atenções. Passo a citar, com a fiabilidade possível, aquilo que o feirante disse, alto e bom som, perante uma boa centena de pessoas:
«Amigos e amigas, façam o fabor de se chegarem práqui que bai começar o sorteio para a entrega do carneiro. Bem, debo aqui dizer que este ano este vicho me deu um travalhom dos diavos. Nom sei se todos o saverom, é natural que nom, mas a berdade é que todos os anos faço mais de 20 kms de vicicleta para ir vuscar à Quinta do Sr. Alfredo um carneiro para as rifas da nossa festa. Pois vem, a semana passada binha eu muito descansadinho com o carneiro amarrado na parte de trás da vicicleta, quando o caralho do vicho se lembra de espetar os cornos nos raios da vicicleta e eu, claro, dei um balente trambolhom que me fodi todo. Quando me lebantei, todo ardido das cruzes, o raio do carneiro estava morto com a cabeça birada para trás. Lá tive eu de bir a pé com o vicho morto às costas e a vicleta à mom. Para além do prejuízo e dos arranhões nos vraços e nas pernas, tive de mandar ajeitar a vicicleta e ir nobamente vuscar outro carneiro, este que está aqui ao meu lado, e é por isso que ele tem os cornos cortados, não fosse o diavo tecê-las outra vez. Façam-me entom o favor de me dar o debido balor e, claro, de estimar o vichinho, pode ser?»
Afixado por João Pedro da Costa às 12:55 | Afixadelas (3)
O Gibel não sabe estar calado...
V
Afixado por Bernardo Motta às 12:21 | Afixadelas (7)
A glória segundo São Google
No outro dia, ao procurar um boneco no Google para ilustrar um trabalho, encontrei uma coisa que me pareceu estranhamente familiar, e reparando no endereço vi que era do Blog Afixe, e com mais precisão - de um post meu…! Senti a glória! Comecei a imaginar que mais dia, menos dia, ao procurar “gato” vinha a encontrar o meu Totó. Eu e mais uns milhões de pessoas, o que era a glória para o Totó, que foi bicho inteligente mas muito proletário.
Nessa ordem de ideias, pensei como era grande a força da Internet mas na relativa injustiça destes motores de busca. Tenho uma grande amiga que é uma pessoa com várias qualidades. Tem uma vida activa e é muito competente na sua área. Ao longo da existência já fez muitas coisas, e mesmo algumas de certa importância. Escreveu bastantes artigos para revistas e jornais, participou nalgumas comissões, fez muitas comunicações em congressos. Mas não muito mais do que isso. Contudo o seu pai e o seu avô materno esses sim, foram indivíduos fora de série, que deixaram marcas nas respectivas gerações. Um dia confidenciou-me cheia de confusão e quase vergonha, que ela era citada muitas vezes no Google mas o pai uma única vez, e o avô nenhuma!
Sabe ela e sei eu porque é que isso é assim. Para se encontrar referências seria necessário ir a sites de história ou literatura, porque são pessoas pouco citadas actualmente, e o que move estes motores são as citações. Mas continua a parecer uma malvada de uma injustiça! Porque, quer queiramos quer não, a citação num motor destes soa um pouco a “glória”, a reconhecimento social. É a fama, que afinal está mais perto de quem nasceu agora do que quem viveu no século passado mesmo que a sua vida deixasse marcas inesquecíveis.

Afixado por Emiéle às 11:00 | Afixadelas (2)
Pff... Que é isso de Kioto?

As minhas ordens são outras.
Afixado por Emiéle às 08:25 | Afixadelas (4)
Olha que boa notícia para os Lisboetas
Refiro que é para os Lisboetas, é claro. Falo por mim. Mas dizem que A Câmara vai reduzir gradualmente, no espaço de um mês, os cartazes espalhados pela cidade
Aleluia!
Notavam-se que eram muitos, mas ficamos a saber agora que eram «130 "outdoors" de publicidade municipal»
Olhem que a cidade é grande mas 130 é muito cartaz! Cartaz é modo de falar, outdoors é realmente um cartazãããão...! E foi das modas que sempre caiu mal, desde o primeiro dia. Não pretendiam informar – o que também era excessivo – mas era a mais descarada publicidade.
Vamos começar a ficar com a cidade mais desanuviada!
Afixado por Emiéle às 08:05 | Afixadelas (1)
Palestina, Palestina...
Este movimento pendular de preocupação, é bem natural. Chegam notícias novas, que parecem de bom prognóstico.
Sharon decidiu agora a retirada da Faixa de Gaza e a evacuação dos colonatos . Mas isso será pacífico? Os colonos não irão fazer braço de ferro? E haverá tanta convicção para fazer cumprir essas decisões como havia para expulsar os palestinianos?
Perguntas que inquietam, e só o tempo dará resposta.
Afixado por Emiéle às 07:55 | Afixadelas (1)
Mordomias
A liberdade de imprensa tem destas coisas. Não só se sabe quase tudo, como tudo pode ser publicado, de modo que, quem tem funções de destaque, tem de ter um cuidado redobrado com os seus actos. E parece que por todo o mundo se vão encontrando histórias que desmentem esse princípio.( o do ter cuidado, é claro)
Agora é a França que está chocada com a nova residência do seu ministro das Finanças, o Sr. Gaymard. Luxuosa, 14.000 € por mês,* e paga pelo Estado. Segundo as suas explicações um bocado descosidas o próprio locatário nem conhecia bem a casa nem o que se tinha passado. Trabalhava tanto, tanto, que nem tinha tido tempo de se ocupar com essas ninharias, tinham sido os seus serviços que tinham tratado do caso. Contudo, parece que ele tinha já dado 150.000 € para a mobilar . Coisa chic, pelo que parece, mas talvez coisita pouca para a sua conta bancária.
É isso. O ministro trabalha 120 horas por semana( quase 18 horas por dia, incuindo sábado e domingo) coitado, nem sabia lá muito bem do que se tratava… Era falta de sono, é o que era.
Coisas.
*(esta renda mensal é o salário anual de um técnico médio cá na nossa terra, sem falar já em salários mínimos...)
Afixado por Emiéle às 07:21 | Afixadelas (1)
BOM DIA!
O JPP diria agora: Coisas simples e espetava aqui um quadro de um pintor russo.
Eu em antes direi: Vou-me deitar.
Afixado por Gibel às 07:11
A Justiça é lenta
O Gibel escreveu aqui este e também este post chamando a atenção para o estado da nossa Justiça. Achei muito normal a sua preocupação, dado a sua proximidade profissional com estes problemas. Cada um de nós tem a irresistível tendência de sentir como prioritária a situação nos sectores que conhece melhor. Creio que as pessoas que foram inquiridas para este estudo deram essas respostas por a grande maioria não perceber o que significa, para si mesmo, a morosidade dos tribunais. Como não lhes directamente toca na pele (ao contrário da Saúde, Educação ou Emprego) uma vez que só uma minoria alguma vez foi a um tribunal não se viu a implicação do problema. Contudo hoje, é primeira página do J.N. que só 12% dos crimes fiscais acabaram com um despacho de acusação . E também se fica a saber que a fraude ao IVA foi mais 250 milhões de euros .
Se calhar, com este exemplo prático, já se entende melhor as implicações de uma Justiça a funcionar bem. O combate ao crime económico, às fraudes fiscais, que naturalmente afecta toda a gente parece ser um ponto sério e importante para tornar este país credível e merecedor de respeito.Talvez que se as perguntas fossem feitas após a leitura deste artigo as respostas fossem outras.
Afixado por Emiéle às 07:03 | Afixadelas (3)
A vida como ela é
Depois do que aqui escrevi e dos comentários respectivos, sabe bem ler esta lúcida posta do Francisco José Viegas. Definitivamente, quem me manda a mim ter sonhos, ilusões, exigências ou ambição por essa coisa a que se usava chamar "um mundo melhor"? A vida é como é.
FJV no Aviz
Afixado por Gibel às 00:40
fevereiro 23, 2005
O regresso do esquilo prateado
Afixado por Rogério C. Pereira às 20:35 | Afixadelas (3)
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
Carlos Drummond de Andrade
Afixado por Gibel às 19:32
Para os fãs de Radiohead: Doves & Elbow

Eu gostaria muito de acreditar que, entre os mais de 3000 leitores diários do Afixe, haja fãs dos Radiohead (pá, aqui está a vossa oportunidade, deixem aqui um pequeno comentário, sff). Apesar dos três últimos álbuns da banda não serem nada de se deitar fora, a verdade é que um gajo anda sedento de obras-primas como THE BENDS (1995) e OK COMPUTER (1997). Para agravar as coisas, andam por aí bandas muito irritantes (falo de Coldplay, Travis, Starsailor e quejandos), que, de uma maneira ou doutra, têm feito tudo para merecerem o epíteto de «herdeiros dos Radiohead» (às vezes a culpa nem é deles, mas da imprensa musical). Ora, quem conhece essas bandas, sabe que isso é uma palhaçada. No entanto, apesar dos Radiohead serem, de facto, únicos, gostaria de partilhar convosco, duas excelentes bandas que descobri e que tenho acompanhado nos últimos dois anos e que, de certa forma, têm colmatado a minha reidioéde-dependência.
Os Dove e os Elbow são oriundos de Manchester (Smiths, Stone Roses, Happy Mondays, Inspiral Carpets, Oasis) e ambas são bandas rock que escrevem Canções (com letra maiúscula e tudo) e que elegem as guitarras como instrumento de base no seu espectro musical, apesar de alongarem as fronteiras do género para outros campos, caso da electrónica, do gospel, do trip-pop, da bossa-nova (Doves) e do jazz (Elbow).
Os Dove (nascidos das cinzas dos Sub-Sub, um mui interessante projecto de música de dança) marcaram a sua estreia em 2000 com o álbum LOST SOULS, que é um absoluto clássico do início ao fim. É o disco mais sombrio do grupo, onde vem ao de cima de forma mais flagrante as influências do «sound-system» de Bristol: um dos discos de estreia mais deslumbrantes de sempre da música pop. Nos discos seguintes (THE LAST BROADCAST, de 2002, e SOME CITIES, editado recentemente), os Doves procedem a uma interessantíssima abertura do seu universo musical e investem na simplicidade («Words» e «There Goes The Fear» de 2002, fazem muito lembrar os Smiths) na elaboração dos seus temas. Estes dois discos são dois passos seguríssimos e estou certo que 2005 poderá muito bem ser o ano de consagração da banda, tudo graças a canções como «Black & White Town» e «Snowden». Um gajo no final do ano conversa.
Os Elbow surgem em 2001 com ASLEEP IN THE BACK, que, contrariamente à estreia dos Dove, é ainda um disco que promete mais do que aquilo que verdadeiramente oferece. Sobressaem no disco três absolutas pérolas: «Any Day Now», «Newborn» e, sobretudo, este autêntico hino que é «Powder Blue». Os tiques floydianos e progressivos detectáveis na abordagem musical do primeiro álbum da banda, desaparecem quase totalmente no segundo disco CAST OF THOUSANDS de 2003 e, apesar de lá haver no meio um incompreensível tema chamado «Not A Job» (perigosamente semelhante à cartilha dos Status Quo), não hesito a dizer que está aqui um dos meus discos favoritos de todos os tempos: façam o favor de ouvir canções como «Ribcage» (muito Spiritualized), «Fallen Angel», «Fugitive Motel» ou «Buttons & Zips» e depois digam lá se eles não partem a loicinha toda.
Tudo isto venha a propósito dos Radiohead e, enquanto esses senhores não lançam um novo disco, vão por mim e ouçam os Dove e os Elbow, que são, actualmente, a melhor metadona disponível no mercado.
Afixado por João Pedro da Costa às 18:00 | Afixadelas (19)
Prioridades - Falem-lhes dos velhinhos e dos pobrezinhos e dos empregos seguros e da saúde...mas da Justiça? Quem precisa de Justiça?
«Começámos por fazer esta investigação, depois criámos argumentos, imagens e peças de comunicação que foram sendo testadas em "focus group", em painéis de cidadãos que foram sendo confrontados com ideias e que ajudaram de algum modo a fazer uma certa arbitragem», explicou Luís Paixão Martins, responsável de marketing da campanha eleitoral do PS.
Uma nota final é revelada à TSF por Luis Paixão Martins. Nos estudos de opinião o desemprego apareceu destacado como a grande prioridade, enquanto uma questão como a justiça foi remetida para segundo plano.
Aliás os portugueses não querem as tão faladas reformas políticas se elas trouxerem instabilidade à sua vida.
De facto, quem precisa de Justiça? Um exemplo:
Em Dezembro de 2003, dei entrada a um processo em que o meu constituinte reclama da ilegalidade da pensão de reforma que lhe foi fixada: não é a pensão a que teria legalmente direito. Desde então, podendo entretanto morrer (o que até saírá barato para o Estado), vive com um montante inferior àquele a que teria direito. Em Fevereiro de 2005, PORTANTO ATÉ À PRESENTE DATA, AINDA AGUARDAMOS QUE A ENTIDADE ADMINISTRATIVA RESPONSÁVEL SEJA CITADA PELO TRIBUNAL ADMINISTRATIVO PARA CONTESTAR! Repare-se, ainda não estamos à espera de julgamento ou tampouco de sentença, estamos à espera da prática de um acto judicial simples, prévio aos anteriores. Estamos à espera que o Tribunal ESCREVA A PORRA DE UMA CARTA E A META NUM ENVELOPE DE CORREIO A CITAR A ENTIDADE RECORRIDA DO CONTEÚDO DA NOSSA ACÇÃO PARA APRESENTAR A RESPECTIVA CONTESTAÇÃO. HÁ MAIS DE UM ANO!
Entretanto, os Portugueses, carneiros geneticamente aprimorados por alguns séculos de educação fradesca, acrescentada de um século de liberalismo monárquico e republicano, de teor allegro ma non troppo, apenas reservado à burguesia auto-instalada em Nova Nobreza e 40 anos de reverência a um lente de Finanças de Coimbra, desembocam em 30 anos de novo rotativismo bloco-centralista, chegando ao século XXI encarando a Justiça como uma não prioridade de uma sociedade civilizada. Estamos conversados!
Afixado por Gibel às 17:00 | Afixadelas (14)
Sou péssimo a guardar segredos
O nosso Bernardo contou-me ontem uma feliz novidade na sua vida. Vá lá Bernardo, partilha aqui com o pessoal, que eu sou péssimo a guardar segredos e depois não te queixes se eu der com a língua nos dentes. Até porque temos de providenciar pela devida celebração com bailarinas húngaras!
Afixado por Gibel às 16:28
O segredo
Na sequência da publicação ontem deste texto do Jorge Morais, e como não há uma sem duas, aqui vai parte do segundo texto extraído do excelente blogue do Jorge. O resto vão lá ler, por favor. Ao 6 em 1 & algo +.
"O meu nome é Sandra, nome fictício, e esta é a minha história. Uma história nem sempre alegre, nem sempre triste, mas uma história de segredo.
Joana, também nome fictício, vive comigo há doze anos. Oficialmente, somos duas amigas solteiras que partilham um apartamento. A realidade é diferente, uma história comum de amor que tem a incomum particularidade de não ser a de um casal tradicional."
Afixado por Rogério C. Pereira às 12:10 | Afixadelas (6)
Não telefone – vá!
Escutas telefónicas.
Em Portugal deu muita celeuma, mas esta mancha de podridão tem uns contornos sinistros. É mesmo por todo o lado. Tinha alguma ideia disto, mas ver assim confirmado, em letra de forma, faz ainda confusão
Na Itália, a “rede de escutas” está saturada!!! Imagine-se isto, é tanta a escuta que já não se dá vazão.
A vida privada, afinal é uma noção quase ultrapassada. Que aquilo que se diz ao telefone possa ser ouvido por alguém a quem a mensagem não era dirigida, é das coisas que me dá volta ao estômago.
1984?
Afinal não era nada de extraordinário, qual Big Brother, qual quê.
Afixado por Emiéle às 08:35 | Afixadelas (3)
"Não gosto de decisões precipitadas"
Quem disse esta frase?
Estão a pensar em Jorge Sampaio? Frio, frio… Guterres? Ainda mais frio. Cavaco Silva, que apreciava tabus? Não, não.
Quem não gosta de decisões precipitadas, está na cara, que é Pedro Santana Lopes.
Só alguém que tenha estado ausente de Portugal há algum tempo podia ter imaginado que este nosso, de momento, quase ex-dirigente, tomaria alguma decisão precipitada. Quem, ele???
Se agora decidiu renunciar à liderança do PSD, é porque meditou seriamente durante aquele ...dia e meio.
*no momento em que lhe tiraram esta foto ele tinha-se esquecido de jogar no totoloto
Afixado por Emiéle às 07:27 | Afixadelas (5)
Respeitinho

Afixado por Emiéle às 07:20
Irão, o país que se segue?
Bush, que anda em tournée pela Europa, faz declarações. Não completamente esclarecedoras, pelo que se vê. Por um lado parece ter aprendido que é boa ideia ter mais aliados do que aqueles com que desencadeou o ataque ao Iraque. E, está visto, que a União Europeia seria um bom aliado. Contudo, devo ser antiquada, mas ainda tenho uma vaga ideia de que existia dantes uma organização chamada Organização das Nações Unidas. Acho que ainda sou do tempo “dessa coisa”. Julgava eu, que ela se tinha constituído exactamente para vigiar situações de países que ameaçassem a paz mundial.
Mas podemos ficar descansados porque Bush afirma que "A ideia de que os EUA se preparam para atacar o Irão é simplesmente ridícula" e coerentemente, sem qualquer receio de ridículo, contrapõe: "Todas as hipóteses estão em cima da mesa"
Não há mesmo como se ser claro.
Gosto disto.
Afixado por Emiéle às 07:10 | Afixadelas (1)
Rasta Surprise

Miam.
(Recebido por e-mail)
Afixado por João Pedro da Costa às 02:14 | Afixadelas (6)
fevereiro 22, 2005
Este homem é de uma constância a toda a prova!
Lá isso é.
Dito uma coisa nada o faz abandoná-la ou mudar de rumo.
Santana Lopes vai abandonar a liderança do PSD
Também já se passaram 48 horas.
Afixado por Emiéle às 22:45 | Afixadelas (5)
Está com pressa? Mande uma rapidinha!
Como uma das grandes pechas do Afixe é a lentidão do sistema de comentários tradicional da weblog, instalámos agora, ao lado das Afixadelas, as Rapidinhas - um sistema de comentários Haloscan extremamente rápido.
No entanto, como desconfiamos que o novo sistema de comentários pode ter o efeito pernicioso de desincentivar os comentários, a respectiva implementação traduz-se, por ora, num mero ensaio. De qualquer forma, solicitamos que utilizem este nova forma de comentar apenas em momentos de bloqueio dos comentários tradicionais.
Afixado por Rogério C. Pereira às 20:41 | Afixadelas (9)
From Committee to Protect Bloggers
Two of our own are in prison. Bloggers Mojtaba Saminejad and Arash Sigarchi are being detained by the Iranian authorities (Click here for their stories).
Afixado por Rogério C. Pereira às 17:46 | Afixadelas (1)
campanha contra estupidez...parte II
Ontem, viajei com o meu marido da margem sul para Cascais a um funeral. Com o assunto da morte na minha cabeça, conduzi nas auto-estradas A2 e A5 para chegar lá. Perguntava-me da ironia de ser morta no caminho até um funeral... (deve acontecer por probabilidade estatístical)... porque perdi conta das vezes naquela viagem que, se eu não tinha estado a concentrar muito bem, podíamos fácilmente ter entrado num acidente fatalíssimo, (se fosse possível ser MAIS que fatal... desculpem-me o meu português, mas o escrevo como escrevo inglês, com paixão, maluquice e cafeína)...
Leitores da Vitriolica já conhecem "a nossa" obsessão das estradas portuguesas (clique no desenho abaixo)... mas afixe tem muito mais leitores, até mais pessoas que podiam ter mais ideias para acabar com esta situação.
Não é azar... não são as estradas de mau estado... até não é o governo... são os condutores que fazem as estatísticas de mortes e feridos na estradas deste país.
Pergunto-me se o governo novo ajudará?
Pergunto-me o que é que são as ideias de uma "pessoa" que me ultrapassa numa curva?
Pergunto-me se a perda de 2000 e tal vidas por ano faz diferença qualquer?
Então?
Answers on a postcard.
Afixado por Madge Webb às 15:10 | Afixadelas (12)
O meu coelho suicida

Motivado pela leitura deste post do Bernardo Motta, com a devida vénia ao Andy Riley e à Madge Webb (entretanto, vou ali cortar os pulsos e morro já).
Afixado por João Pedro da Costa às 15:00 | Afixadelas (13)
Guerreiro Menino - a vingança
Santana Lopes caiu, mas vai querer arrastar consigo todos os que, segundo o seu ponto de vista, o ajudaram a cair.
Uma das vingançazinhas que já há-de estar a ser cozinhada é a sua própria candidatura a Belém. Mata dois coelhos com uma só cajadada: apazigua o seu enorme e ferido ego, ele acredita mesmo que tem condições de vencer, e, avançando primeiro, reduz as hipóteses de uma candidatura de Cavaco Silva poder ver a luz do dia.
Seja como seja, uma coisa é certa, nesta altura, o guerreiro-menino não há-de estar a pensar em outra coisa que não seja em vingar-se. De tudo e de todos. E, na sua óptica, impedir ou dificultar a candidatura da Cavaco Silva, já cumpre parte do efeito pretendido. Espero, sinceramente, que o PSD não lhe dê margem de manobra.
Temo, no entanto, que, em troca de este deixar a presidência do partido, o PSD caia no erro de lhe oferecer o apoio à candidatura a Belém. Seria um colossal erro, semelhante àquele que lhe permitiu ascender à presidência do PSD, ao fantástico e permanente circo que se lhe seguiu e que, acto contínuo, conduziu à dissolução da Assembleia da República.
Poderia ser o acto definitivo no processo de completa descredibilização que o PSD vem cumprindo escrupulosamente desde que Durão Barroso foi para Bruxelas.
Afixado por Rogério C. Pereira às 13:05 | Afixadelas (7)
Prioridade ao emprego - por onde começar?...
Segundo hoje é noticiado, em diversas empresas públicas há administrações a serem rendidas, aguardando-se novas nomeações para estes cargos. É o caso da TAP, dos CTT, da ANA, etc. Já adivinho que certamente por aqui se desencadeará a tão almejada criação de postos de trabalho. Normalmente acompanhada de nova mudança de corporate image, logotipos, design interior e mobiliário (neste se incluindo a rotação de assessores).
Afixado por Gibel às 11:38 | Afixadelas (4)
Felicidade pós-eleitoral?
Este meu silêncio prolongado deve-se às eleições?
Sim, e confesso-vos que nada me enjoava mais nos últimos tempos. Por isso, de certa forma, estou satisfeito que tudo tenha terminado. A campanha, os carros com megafones, a berraria, a histeria, as ameaças, as falsas promessas, os beijinhos artificiais e cheios de cuspo, as bandeirolas, os aventais e as canetas esferográficas.
Houve um pouco de tudo o que é mau, ao bom gosto da novela venezuelana: traições, discursos ofensivos, cartazes insultuosos, enfim: campanha suja.
Ufff!
Agora, há uma coisa que me faz especial confusão: a felicidade pós-eleitoral!
Porque está toda a esquerda feliz?
(uma pequena nota: detesto o uso exagerado e quase sem significado da rotulação "esquerda vs. direita", sinal de que muita gente já não consegue pensar para lá da dicotomia)
Reformulando a pergunta...
Porque estão os votantes do PS, CDU e BE tão contentes?
O país vai melhorar?
As filas de espera nos hospitais vão baixar?
As escolas primárias vão ter aquecimento?
Ou melhor, as escolas em geral vão ter professores?
O sistema educativo vai começar a ensinar?
Os tribunais vão despachar processos?
Os impostos vão passar a ser cobrados?
A resposta é evidente: NÃO
Então... Porquê a alegria?
Será que é porque vamos ter apenas um cartão na carteira?
Ah, fantástico!
Já não bastava termos as carteiras vazias, sem dinheiro, agora vamos também ficar sem cartões?
O que é que eu faço à minha carteira?
Deito-a fora?
Para os mais distraídos, que me conhecerão mal, eu teria escrito este mesmo texto se o PSD tivesse ganho as eleições, ou se o PP tivesse obtido um resultado "histórico" (também detesto a obcessão de considerar tudo o que seja político como historicamente decisivo ou relevante) e as Juventudes Populares tivessem ido saltar e berrar para a rua, e entoar hinos ao Portas.
Se o país vai ficar na mesma, ou pior, se a classe política, tanto no geral como no particular, é uma bela porcaria, porquê tanta festa?
Por vezes, parece-me que na depressão cultural e económica em que vivemos, algumas pessoas decidem ao último minuto colocar o seu voto naquele partido que tem mais probabilidade de ganhar, só pela antecipação da alegria que é percorrer as ruas das nossas cidades deprimidas, noite adentro, buzinando, berrando e colocando bandeiras do lado de fora da janela, para esquecer que o dia seguinte é mais um dia de trabalho mal pago, ou desemprego puro e duro...
Triste Portugal...
Afixado por Bernardo Motta às 09:03 | Afixadelas (17)
Dez milhões de euros
E ninguém a reclamá-los?!
Se calhar teve uma coisinha má quando soube!
Então na nossa terra, há alguém a quem saiu na sexta feira passada dez milhões de euros e ainda não apareceu a dizer nada?
Claro que não se fala em quebra de anonimato, isso entende-se muito bem, mas o não dar qualquer sinal é muito estranho.
Bom, se for algum dos nossos leitores que anda p’aí distraído, -
Oi, acorda! Tens dois milhões de contos a mais!
Afixado por Emiéle às 07:20 | Afixadelas (5)
Ensino
Uma notícia sobre o ensino que possivelmente não entendi bem:
Pelo que li, os alunos do ensino profissional da região de Lisboa, como tinham deixado de beneficiar dos fundos comunitários, pagavam umas propinas bastante fortes. Pelo menos para mim, 150 € por mês, é dinheiro! Deve ser fácil de imaginar que isso afastaria bastantes estudantes desses cursos…
Decidiu-se agora acabar com as propinas e o «financiamento neste tipo de ensino vai deixar de ser atribuído por aluno e passar a ser dado por turma»
À primeira vista parece-me muito sensato. Se estou a entender bem, o financiamento por turma faz com que estas passem a ser mais e com menos alunos cada. Isso pode ser um bom estímulo. E o fomentar o ensino profissional, também é de aplaudir.
Afixado por Emiéle às 07:07
Assim se vê…
…a força dos comentários!
Ontem, aqui o Afixe esteve muito tempo de quarentena.
Quem quisesse deixar ficar um comentário, acabava por desistir porque esta traquitana não os aceitava ou levava taaaantoooo teeempoooo aaaa graaaavaaar que qualquer alma mais expedita perdia a pachorra.
Eu sei porque tentei várias vezes comentar posts dos meus parceiros ou responder a qualquer coisa que tinha ficado nos meus e às tantas também perdi a paciência. A confirmar isso recebi dois ou três emails, a queixarem-se.
Onde quero chegar com esta conversa, é que “desmoralizei” um bocadinho.
Hoje, sinto menos vontade de escrever.
Afinal a vossa participação é mesmo o combustível que alimenta o prazer de escrever aqui!
Afixado por Emiéle às 06:41 | Afixadelas (1)
Votos que “não contam”
Eu destas coisas não entendo nada.
Creio que até já me explicaram muito bem explicado, porque é que em certas zonas “não vale a pena” votar em certos partidos e porque é que muitas vezes dois partidos conseguem eleger uma pessoa para o parlamento com número diferente de votos. É certo, a culpa é do Sr.Hondt, de que tantos se queixam.
Pelas contas feitas, desta vez um em cada um em cada seis votos foi inútil, ou seja, não influenciou a composição da Assembleia da República
Quando se luta contra a abstenção dizendo coisas como "olhe que cada voto conta!" ou "por um voto se ganha e por um voto se perde" e depois...
Um em seis, é muito, não é?
Quer dizer que, por exemplo, dos 12 habitantes do meu prédio, o casal do 2º andar foi votar para nada…
Realmente alguma coisa não parece muito justa.
Afixado por Emiéle às 06:20 | Afixadelas (6)
fevereiro 21, 2005
HORA ABSURDA
(...)
É preciso destruir o propósito de todas as pontes,
Vestir de alheamento as paisagens de todas as terras,
Endireitar à força a curva dos horizontes,
E gemer por ter de viver, como um ruído brusco de serras...
HÁ TÃO POUCA GENTE QUE AME AS PAISAGENS QUE NÃO EXISTEM!...
F. Pessoa
Afixado por Gibel às 23:46 | Afixadelas (1)
Post Cut & Paste

(É uma chatice, mas o botão de «Cancel» não funciona...)
Afixado por João Pedro da Costa às 14:14 | Afixadelas (14)
Estilo novela mexicana

Afixado por Rogério C. Pereira às 10:47 | Afixadelas (4)
Expressões-prontas-a-usar
Desculpem, mas já não posso ouvir a
«pesada derrota» ou / e
«estrondosa vitória»
Mas não existem outros adjectivos???!!!
Afixado por Emiéle às 08:49 | Afixadelas (9)
Afinal as sondagens…?
...tinham razão, Dr. Santana! As parvas das sondagens, até andavam certas!
( tinha prometido a mim mesma não falar mais do homem, porque agora espero que acalme os disparates, mas esta é irresistível!)
Uma das ameaças feitas durante a campanha, uma vez que os resultados das sondagens eram desagradáveis, seria que se elas se revelassem erradas Santana Lopes iria processar as empresas que as faziam. Essa foi uma das muitas, ditas da boca para fora sem medir consequências.
Pergunta-se: então e agora?
Bateram tão certinhas que lhes devia dar um prémio, não é?
Afixado por Emiéle às 07:30 | Afixadelas (2)
Côr-de-rosa, mas...
Toda a gente fala. Todos dão a sua opinião que, com algumas variantes, vai no mesmo sentido. A constatação de factos. As causas desses factos é que podem ser entendidos de várias formas.
Torna-se difícil hoje ler os jornais. Somos um pouco esmagados por números e toneladas de opiniões. Mas o editorial do J.N. parece-me muito sensato. Refere a Esperança que se sente, e é fundamental para recuperarmos um pouco da auto-estima tão baixinha que estava, mas a atenção e o realismo que é necessário para imaginarmos metas possíveis e não se querer TUDO e JÁ.
Não podemos por óculos nem côr-de-rosa nem de cor nehuma. Se calhar óculos bi-focais: para ver ao perto e ver ao longe!
Afixado por Emiéle às 07:10
Cabeça Fria
É difícil. Muito difícil!
Olhar para o mapa do país, pintado de cor-de-rosa, ou para o leque do nosso parlamento, para mim e para muitos nós, parece o acordar de um pesadelo para uma realidade que também parece um sonho. E é contra essa sensação que devemos lutar. Porque a realidade é, continua a ser, muito complicada. O que de momento espero, é que nalgumas áreas se estanque a sangria, não é ainda a transfusão de sangue. Se houver campos onde não se continuem os erros que se estavam a fazer, essa paragem já é um ganho!
E espero, por um lado que os novos dirigentes não venham com uma nova variante do discurso da tanga (já o conhecemos e temos perfeita consciência de como estamos) e por outro que estabeleçam uma prioridade, a expliquem bem, e a cumpram. Se não se podem atacar todas as áreas ao mesmo tempo, que ao menos o que fizerem façam bem feito. E se toda a parte económica é fundamental, ela existe para as pessoas, e é sobre a dignidade humana e o respeito por ela que se deve apostar

Afixado por Emiéle às 06:53 | Afixadelas (4)
O primeiro dia post-Santana
Hoje respira-se um ar mais leve.
O aperto no peito que muitos de nós sentíamos, aumentando dia após dia e quase não nos deixando respirar, finalmente desapareceu. E agora há imenso para fazer. Sobretudo será importante ter os pés bem assentes na realidade e aprender com erros passados.
Há lições a tirar.
É uma verdade que, ontem, o país disse aos senhores que desastradamente governaram esta terra nos últimos anos que não queriam continuar com a vida que tinham. Mas a verdade é que não se pode pensar que foi apenas isso. Porque se nós estivéssemos apenas descontentes com o governo, simplesmente não votaríamos neles. Porque isso bastava. Se nos lembrarmos que o PSD tinha ganho as últimas eleições por uma margem tão pequenina, bastaria os seus votantes absterem-se para o resultado se inverter.
Mas não foi isso que sucedeu.
Desde há muito tempo, a taxa de abstenção em vez de continuar a aumentar, inverteu o seu movimento e diminuiu. Quer isto dizer que as pessoas se sentiram implicadas pelo que se estava a passar, quiseram dar a sua palavra pela positiva – não com a ausência, que também é uma palavra. E, perante as escolhas possíveis, o lado direito do nosso parlamento, ainda por cima menos dividido do que o outro, diminuiu claramente.
Quer isto dizer que as propostas que a esquerda apresenta nos trazem mais esperança.
É importante agora não a defraudar. E também será importante a esperança ser realista. Os milagres são doutro departamento, que não o da política. O PS vai ter de governar este país no estado em que está e com a Europa e o Mundo que existe. Tiveram o cuidado em não fazer muitas promessas, e houve também uma frase repetida na campanha que me agradou: “não vamos desmanchar o que está bem feito”. Essa é uma lição que nunca mais se aprendia, vamos ver se será desta.
Afixado por Emiéle às 06:30 | Afixadelas (3)
A APOSTA NA IRMÃ LÚCIA DEU CERTO
O PSD conquistou a diocese de Leiria.
Só perdeu o país. Pormenores.
Quando será que a direita compreende de uma vez por todas que uma coisa é o país ser sociologicamente maioritariamente católico, outra coisa bem diferente é daí deduzir que o país morra de amores pela Igreja Romana e sua Hierarquia? Aprendam com a história.
Afixado por Gibel às 00:49 | Afixadelas (2)
fevereiro 20, 2005
Resultados finais*
* quando faltam apurar 4 deputados pelos círculos da Europa e de fora da Europa - Fonte RTP
Afixado por Rogério C. Pereira às 23:58 | Afixadelas (1)
Dignidade vs Indignade
- Eu vou dizer que terminou um ciclo político! E tu?
- Eu também.
- Eu vou dizer que sou teu amigo! E tu?
- Eu também.
- Eu vou convocar um congresso extraordinário! E tu?
- Eu também.
- Eu vou dizer que fiquei abaixo das metas traçadas! E tu?
- Eu também.
- Eu vou assumir todas as responsabilidades! E tu?
- Eu também.
- Epá, eu vou dizer que tive todo o apoio do partido e vou-me demitir ! E tu?
- Eh lá, tanto também não!
Afixado por Rogério C. Pereira às 23:31 | Afixadelas (3)
As minhas perguntas para o PS são...
Para além de: quem vão ser os ministros do Governo?
Saber
Quem vai ser o próximo Director da Polícia Judiciária? Ou o actual estará a fazer um bom trabalho?
Afixado por Gibel às 23:25
E agora?
Que vai agora Sócrates fazer com este tremendo voto de confiança? Que tipo de Governo vai escolher? Por que tipo de discurso vai optar? Como vai gerir os inevitáveis descontentamentos dos notáveis excluídos em face da demarcação que se exige em relação ao Governo Guterres?
A não perder, nas próximas semanas, num país perto de si...
Afixado por Rogério C. Pereira às 22:07 | Afixadelas (8)
Quer levar um estalo?
Instada pela repórter-estagiária do Aphixe a comentar os resultados, a ministra Carmo Seabra respondeu incomodada: "Que resultados? Eleições?!!! Não fazia a mínima ideia! Mas que Governo? Hotel D. Pedro? Estou no Hotel D. Pedro?!! Aquele quem vai das Amoreiras pàs Galerias do Ritz? Não fazia a mínima!!..."
Afixado por Gibel às 21:32 | Afixadelas (2)
E em Castelo Branco
O PS elege 4 dos 5 deputados. Absolutamente histórico - só o Morais Sarmento se safou.
Afixado por Rogério C. Pereira às 21:27 | Afixadelas (1)
Declarações de Luís Delgado
piiiiiiiiiiiiiiiiiii piiiiiiiiiiiiiiiiiii piiiiiiiiiiiiiiiiiii piiiiiiiiiiiiiiiiiii piiiiiiiiiiiiiiiiiii piiiiiiiiiiiiiiiiiii piiiiiiiiiiiiiiiiiii piiiiiiiiiiiiiiiiiii piiiiiiiiiiiiiiiiiii piiiiiiiiiiiiiiiiiii piiiiiiiiiiiiiiiiiii piiiiiiiiiiiiiiiiiii piiiiiiiiiiiiiiiiiii piiiiiiiiiiiiiiiiiii piiiiiiiiiiiiiiiiiii piiiiiiiiiiiiiiiiiii piiiiiiiiiiiiiiiiiii piiiiiiiiiiiiiiiiiii piiiiiiiiiiiiiiiiiii
Afixado por Rogério C. Pereira às 21:21 | Afixadelas (7)
A NOITE DAS VACAS LONGAS
As Santanetas ameaçam executar uma marcante acção de protesto: apenas alimentadas com dois croquetes no estômago e um golo de rosé Esporão, prender-se-ão com cadeados e correntes às portas do Salão Nova Iorque do Hotel D. Pedro durante toda a madrugada, entoando o hino do menino guerreiro ad nauseam, enquanto Nuno da Câmara Pereira as acompanha à rabeca (é um instrumento musical! não sejam porcos suas mentes perversas!).
Afixado por Gibel às 21:06
Post à esquerda

Afixado por João Pedro da Costa às 20:26 | Afixadelas (14)
Retrato da derrota
Afixado por Rogério C. Pereira às 20:22 | Afixadelas (4)
Projecção SIC/Eurosondagem
Afixado por Rogério C. Pereira às 20:02 | Afixadelas (3)
Factos
Não foi uma derrota estrondosa da direita - meramente circunstancial e personificada num só homem (Pedro Santana Lopes). Ter-se-á tratado, isso sim, da reabilitação da democracia!
Afixado por Rogério C. Pereira às 20:01 | Afixadelas (1)
Absoluta(mente demolidor)
Afixado por Rogério C. Pereira às 20:00 | Afixadelas (5)
Significativo!
"Independentemente dos resultados, o Dr. Santana Lopes ainda tem muito para dar a Portugal. Nada termina aqui!"
Raúl dos Santos (amigo pessoal de Santana Lopes) em declarações à RTP 1.
Afixado por Rogério C. Pereira às 19:37 | Afixadelas (5)
Absoluta(mente impressionante)!
Refiro-me, claro, aos baixos valores da abstenção - abaixo dos 30%, a fazer lembrar os primeiros tempos de democracia! Prognostica-se o óbvio!
Afixado por Rogério C. Pereira às 19:24 | Afixadelas (5)
Também parece
Que a liderança salafita do clérigo Portas resiste e até se fortalece. É importante e decisivo que os velhinhos, os pobrezinhos, os pequenos comerciantezinhos e os jovenzinhos varões que querem constituir família com esposas adeptas da posição de missionário e avessas às humidades excessivas estejam devidamente representados na Câmara da Nação.
Afixado por Gibel às 19:20
Pois parece que sim
Que a maioria xiita liderada pelo líder espiritual Ayatollah Coelho se prepara para infligir uma pesada derrota sobre a minoria do Mullah Sagmento.
Afixado por Gibel às 19:16
Intervalando
"Se a transmissão de poderes da maioria para o governo tivesse nos dominadores e sugestionadores das maiorias, não o seu termo, mas um ponto intermédio - isto é, se os eleitos do povo fossem, não seus governantes, mas apenas os que escolheriam os governantes, eleitos não para governar mas para escolher - então se poderia admitir uma certa facilidade de acesso ao poder de homens competentes para exercê-lo. Não se pode porém esperar da fraqueza e do egoísmo humanos que os capazes de dominar empreguem essa capacidade simplesmente para fazer dominar outros; nem a vaidade que serve de base a toda a capacidade de domínio deixa de convencer o dominador da sua capacidade de governar também. O homem que domina multidões num comício facilmente se capacita que dominará números num orçamento. É um absurdo como lógica, natural como psicologia."
Fernando Pessoa
Afixado por Gibel às 18:57
Afixado por Rogério C. Pereira às 18:55 | Afixadelas (1)
Púlpito
Reportagem da Sic Noticias da sede do PP, Torres de Lisboa. O locutor atrapalha-se bastante, coitado. Mostra coisas sem o menor interesse, o elevador parado no 12º andar, por exemplo, a andar onde está Paulo Portas. Depois pergunta a um senhor parado nessa zona e que tem uma gravata cor-de-rosa : - O senhor tem uma gravata cor-de-rosa? Foi por acaso? Devia ser azul ou amarela, não é?
Bom, amarelo foi o sorriso do portador da gravata.
Mas o interessante é quando passou à zona onde seria a conferência de imprensa:
- Temos ali o púlpito onde Paulo Portas fará a sua intervenção.
E depois de dar uma volta, voltou a parar lá:
- E cá está o púlpito!
Ora bem! Isto é que é uma reportagem. Pois não havia de ser um púlpito?! Ele merecia menos?
Afixado por Emiéle às 18:44 | Afixadelas (2)
Nada mau...
Mesmo nada mau!
Até às 16 horas a afluência às urnas foi de 50,88%.
Afixado por Rogério C. Pereira às 18:30 | Afixadelas (6)
Nunca mais são 8 horas?
Há dias com mais horas do que outros!
Temos de verificar o que se passa.
Olhem que isto não é normal.
Tou quase a fugir, tanta informação contraditória recebo.

Por favor...!
Quando é que chegam as oito...????
Afixado por Emiéle às 17:38 | Afixadelas (9)
À boca da urna ...
Afixado por Rogério C. Pereira às 15:48 | Afixadelas (7)
Já fui e já voltei
Não venho lá muito animada.
Não havia bicha nenhuma à porta da sala, entrei logo.
Depois de ter entregue o boletim ainda perguntei ao presidente da mesa que tal estava a correr. Ele, apontou-me o quadro preto verde da parede onde estavam escritos a giz alguns resultados.
Tinham votado 35 %.
Claro que ainda estamos a meio da tarde, mas faltam… 65 % de votos.
Bem. O senhor ainda me sorriu e afirmou que era melhor do que “da outra vez”.
Talvez. Qual vez?
Ai, ai…
Afixado por Emiéle às 14:34 | Afixadelas (19)
Desculpas para não ir votar
• Está a chover. - Mentira. Está um lindo sol.
• Está tão bom que vou para a praia. – Mentira. Está sol mas está bastante frio.
• Não sei do cartão de eleitor. como a Cat - Não faz mal. «Qualquer eleitor que necessite saber o seu número de eleitor pode dirigir-se à respectiva Junta de Freguesia que, para o efeito, estará aberta no dia da realização da eleição das 8.00 às 19.00 horas. Também poderá verificar a sua inscrição nos cadernos de recenseamento através deste site » diz a CNE, ou ainda, pode mandar um SMS para 3838 dizendo o nº do B.I. e a data de Nascimento e recebe de volta o número certo. Depois só precisa de mostrar o B.I.
• Não sei do B.I. – Desde que tenha outro documento comprovativo de identificação, como a carta de condução, ou passaporte por exemplo, pode votar.
• O clube do meu coração tem uma partida decisiva – Não há futebol hoje.
• Tenho de ir às compras – Ehehehe!! No fim do mês? E com a descida do nosso poder de compra?
Outras desculpas. Estas não servem!
Afixado por Emiéle às 14:13 | Afixadelas (7)
Modernices…
Voto pela Internet?
Pois…
Quero dizer… Hummm….Não sei… Se calhar…
Tudo isto dá um bocado para reflectir. O voto pela Internet parece-me sobretudo pensado para captar as camadas de eleitores mais jovens. Claro que é prático, mas não estou a imaginar um idoso, meio acamado, com dificuldade em se movimentar, a aderir alegremente a este sistema.
Quanto à camada mais jovem, se também não está para perder um bocadinho do seu dia para ir votar, está mesmo muito mal preparado para o resto da responsabilidade de cidadania que o voto implica.
Também é certo que para quem está mesmo longe de casa, por diversos motivos e até mesmo de trabalho, isso desbloqueia a dificuldade e pode ajudar a diminuir os valores da abstenção.
É um caso para pensar.
E de qualquer modo, não é para hoje.
Hoje é mesmo pôr os pés ao caminho!

Afixado por Emiéle às 09:35 | Afixadelas (7)
Bibliofilia - Leituras de Cabeceira...
...Para o Dr. Lopes

"A filosofia da vida manda-nos tirar dos acontecimentos bons o bem que nos deram; e dos maus a lição que nos ofereceram. Mas nunca nos manda entoar um coro de lamúrias ou de lamentações."
Afixado por Gibel às 08:53 | Afixadelas (5)
Resultados de outras eleições
Os iraquianos não cessam de me surpreender.
Vejam apenas isto:
Numa terra onde os direitos das mulheres eram, ou são ainda, tão pouco aceites, no actual parlamento saído das últimas eleições as mulheres podem ocupar 86 dos 275 lugares, dos quais 46 dos 140 lugares da lista chiita.
Perguntinha cínica:
Quantas mulheres tem o nosso parlamento?
Afixado por Emiéle às 08:45 | Afixadelas (10)
Como tudo é relativo!
Dá que pensar como o mundo à volta de cada um de nós tem perspectivas diferentes de dia para dia, como se vivêssemos dentro de um gigantesco caleidoscópio. Ele gira um pouquinho, e tudo se reajusta segundo um novo padrão. Preocupações, notícias, vida pessoal, hoje é mesmo diferente dos outros dias. Porque hoje vai mudar, e creio que muito, alguma coisa em Portugal. Seja qual for o resultado que ouvirmos logo à noite.
Muda sempre!
Na hipótese – tem de se pôr – de, contra as expectativas, os eleitores apoiarem os partidos que estão até hoje no governo. Aí muda, porque passariam a ter uma legitimidade para as suas políticas que não tinham tido. Ficavam cá porque os eleitores assim o tinham querido. Era outra coisa. Aliás se quem não deve não teme nem entendo porque se amofinaram tanto com a marcação das eleições…
Se ganharem os partidos que nos últimos anos fizeram oposição, vai mudar porque é a prova de que há uma verdadeira esperança de mudança, que esta linha dos últimos anos não tem agradado e se espera uma correcção de rumo. E, se isso acontecer, o rumo tem mesmo de mudar de um modo claro e com objectivos definidos.
Mas uma coisa é certa, só pode haver uma alteração verdadeira do tal mundo à nossa volta com uma séria implicação de toda a gente. Eles vão governar em nosso nome, portanto não nos podemos alhear do que se vai passar. Não pode ser de novo o esquema de ir de 4 em 4 anos depositar um papel e depois esperar que "eles façam". Eles, somos nós todos. Cada um pode e deve participar na vida social à sua volta. A democracia é isso.
Mas, enfim, disse que as “coisas são relativas” porque hoje sinto dificuldade em falar de outra coisa que não seja esta tema. E eu que falo pelos cotovelos!
Afixado por Emiéle às 08:19 | Afixadelas (5)
Qualquer que seja o desfecho deste dia 20
Razão tinha o Camões
"Um fraco rei faz fraca a forte gente"
Afixado por Gibel às 02:25 | Afixadelas (2)
Payback time!

Afixado por Rogério C. Pereira às 00:00 | Afixadelas (4)
fevereiro 19, 2005
Parvoíces
Segundo o Professorices, o Afixe é um "blogue predominantemente político, mais uma vez em tom ligeiro, com fraca substância e com abuso de pequenos comentários a outros textos ou notícias, que não adiantam nada. Humor político é outra coisa e escrever as novas Farpas não é para todos"
Já agora, e segundo o mesmo analista da blogosfera, o BdE é outro blogue político "mas que parece escrito por estagiários de jornalismo".
Estou aqui que nem posso, vou ali dar uma cabeçada na parede. E eu que queria tanto escrever as Novas Farpas. Merda!
Afixado por Rogério C. Pereira às 19:56 | Afixadelas (12)
Eis os resultados finais da sondagem "Como pronuncia o nome deste blogue?"

Como podem constatar, a maior parte dos leitores sondados chama Afiqsse ao blogue. Seguido de longe pelo fantástico e surpreendente Alka-Seltzer (eu sabia!!!).
Afixado por Rogério C. Pereira às 19:19 | Afixadelas (5)
Tempo de mudança e um esclarecimentozito
A Emiéle disse merda! É o prenúncio da mudança no país - veja aqui todos os pormenores!
Sem ser a talhe de foice, aproveito para relembrar uma história. Aqui há uns meses, sofremos um ataque da canalha dos Riapa. Uma das atitudes que, em conjunto com outros blogues (a ideia nem foi minha), adóptamos, foi a de lhes alterar os comentários (pô-los a falar do tempo e de coisas inócuas de semelhante cariz). A verdade é que a coisa funcionou e os gajos afastaram-se. Mais tarde repetiu-se a estratégia quando fomos atacados pelos fascistóides. Mais uma vez a coisa funcionou. Ontem voltámos a ter problema semelhante - e, mais uma vez, a coisa provou funcionar. Obviamente, não o faço por sistema e nunca ao primeiro, segundo ou mesmo terceiro comentário, mas não existe nada tão eficaz a refrear ânimos como transformar um vómito insultuoso, malcriado e difamador numa inocente pergunta à malta sobre o estado do tempo na Serra da Estrela. A despropósito, e para que estas coisas estejam esclarecidas, fica o aviso. Claro que só enfia a carapuça quem tiver a cabeça à medida.
Afixado por Rogério C. Pereira às 19:00 | Afixadelas (4)
Nada de espantar
Como estamos em período de reflexão, andei a passear entre blogs ( até porque aqui o Afixe encravou outra vez) e num blog de Macau li umas reflexões sobre as tabuletas que existiam no tempos em que se “falava português”. Tenho algumas fotos engraçadas, e hoje escolhi esta, que referia um fenómeno interessante, os “passarinhos quadrúpedes”.

Afixado por Emiéle às 15:10 | Afixadelas (13)
Atitudes
A primeira linha do livro de José Gil, “Portugal Hoje, o medo de existir” refere uma frase que já há tempos me deixava algum mal-estar. E a partir daí associei com uma outra pequena frase significativa. São duas expressões que deixaram marcas:
No final de um telejornal, o locutor termina dizendo "É a vida"!*. Em tempos um outro locutor, ao relatar qualquer coisa que estranhava dizia "E esta, heim…?"
Por mim creio ser muito interessante como atitudes significativas.
Quando se pergunta, “e esta, heim…?” há uma crítica, uma provocação, um desejo implícito de que se tome uma posição. Ao dizer “é a vida” com um sorriso, o que surge é a resignação, a aceitação, a mensagem de que a vida é difícil mas nós somos pacientes e bons espectadores desse drama.
*(a frase toda aqui em baixo)
Depois de assistirmos às notícias sobre raptos, assassinatos, acidentes de viação, mortos palestinianos e israelitas, descobertas de centenas de vítimas taliban asfixiadas em contentores no Afeganistão, surge uma notícia que, como uma luz divina, redime todo o mal espalhado pela Terra: nasceu um bebé panda no Zoo de Pequim! O apresentador sorri largamente, pisca mesmo um olho cúmplice aos telespectadores. Depois das imagens de futebol, remata enfim, com um tom sábio: “É a vida!”
Afixado por Emiéle às 11:30
O senhor que se segue

Afixado por Rogério C. Pereira às 11:23 | Afixadelas (14)
Post à Nietzsche

(Amanhã é dia de festa.)
Afixado por João Pedro da Costa às 10:51 | Afixadelas (24)
É só para dizer
que fico fodidíssimo quando há dois belíssimos posts (do Tuby e da Emiéle) no Afixe e eu não consigo comentar.
Afixado por João Pedro da Costa às 10:44
Paz na Palestina

Afixado por Emiéle às 09:21
De fora
No desporto, sobretudo no futebol, fala-se de um conceito que é o “treinador de bancada”. Toda a gente que aprecia futebol tem as suas fortes convicções como é que se deve treinar o seu clube. Sabe lindamente. Claro que vê o jogo na bancada ou, frequentemente, no sofá da sala onde até pode apreciar os grandes planos das jogadas duvidosas. Só não se entende, sendo tão óbvias as boas decisões, porque é que o verdadeiro treinador, as não toma. Mas a verdade é que o tal apreciador não pode mesmo fazer nada que modifique as escolhas do treinador. Só está ali para assistir.
Mas na “coisa política” isto não é assim. Há tendência para seguir o mesmo modelo, é certo, mas na essência as coisas são diferentes. Claro que há decisões importantes que só estão nas mãos dos dirigentes (que contudo, em democracia, foram escolhidos por todo o povo) mas é um erro grave esperar ou até desejar que resolvam por nós muita coisa que decide a nossa vida. Um país não é nada uma família patriarcal. Não há um pai, que sabe o que é melhor para os seus pintainhos, e em quem se delega todas as decisões com lamúrias quando não se gostou das tais decisões. Nada disso. Os cidadãos têm muitos direitos e sobretudo muitos deveres entre si. Para as tais grandes decisões sem dúvida que existe um governo. Mas todos os dias, há milhares de pequenas atitudes de organizações possíveis em bairros, entre trabalhadores com problemas semelhantes, entre consumidores, entre passageiros, que podiam alterar radicalmente o nosso modo de vida. Tantas e tantas vezes se não ficássemos á espera que resolvessem o nosso problema e procurássemos nós a solução tudo teria uma resposta melhor e mais fácil.
Vá.
Vamos arregaçar as mangas e tomar nas nossas mãos a parte do destino que nos compete definir. Não esperar que o maná caia do céu, e sim começar a cultivar a terra.
Afixado por Emiéle às 08:48 | Afixadelas (7)

