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fevereiro 23, 2005

Não telefone – vá!

Escutas telefónicas.
Em Portugal deu muita celeuma, mas esta mancha de podridão tem uns contornos sinistros. É mesmo por todo o lado. Tinha alguma ideia disto, mas ver assim confirmado, em letra de forma, faz ainda confusão
Na Itália, a “rede de escutas” está saturada!!! Imagine-se isto, é tanta a escuta que já não se dá vazão.
A vida privada, afinal é uma noção quase ultrapassada. Que aquilo que se diz ao telefone possa ser ouvido por alguém a quem a mensagem não era dirigida, é das coisas que me dá volta ao estômago.
1984?
Afinal não era nada de extraordinário, qual Big Brother, qual quê.

Afixado por Emiéle em 23 de fevereiro de 2005, às 08:35

Afixadelas

Este tema é delicado.
POr um lado pode pensar-se que contra certas coisas graves ( máfia, crime organizado etc) todos os meios são bons. Por outro dá que pensar onde é a fronteira entre a privacidade e o bem comum.
Parece-me um número exorbitante esse das escutas em Itália. Por maior que seja o crime. Até porque os criminosos também sabem que podem ser escutados e organizam-se de outro forma. E a verdade é que imagino por mim próprio, se um parvo qualquer que está a ser "escutado" me telefonar, as respostas que eu lhe der vão ser ouvidas, não é? Não gosto!

Afixado por em 23 de fevereiro de 2005, às 09:56

1984, livro esse que muito me aterrorizou e me fez perder noites a pensar nele... e pensar que a tecnologia pode servir os propósitos de um pervertido qualquer...

Afixado por Pedro Garcia em 23 de fevereiro de 2005, às 21:54

Pedro, infelizmente não é "pode servir", o pior é que serve mesmo!!! Esta caso é típico. Não acredito que exista uma percentagem tão elevada de italianos com ligações reais ao crime organizado! O que se passa é qualquer tipo de voyeurismo social.

Afixado por Emiéle em 24 de fevereiro de 2005, às 00:03

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