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março 30, 2005

Armas de fogo

Depois do tristemente famoso massacre de Columbine, agora foi Minnesota que subiu á ribalta por uma cena parecida. Um rapaz tresloucado, pega numa arma e vai disparando sobre a família, sobre os colegas, sobre os professores.
No BdE podemos ler um excelente post do tchernignobyl com links bastante informativos. É melhor irem lá ver do que eu estar para aqui a plagiar que nunca me sairia tão bem.
Mas é coisa que me impressiona - e não precisei do Michael Moore para isso, porque é mesmo uma evidência – a terrível espiral de violência que os defensores da venda liberal de armas provocam. A ideia pavorosa de que se os alunos andam de arma à cinta o melhor é os professores também andarem, não é humor negro. Nem negro nem de nenhuma cor, não era suposto ser humor. É dito a sério!
E assusta-me porque parece ter tendência a alastrar.
Há poucos dias, aqui em Lisboa, um automobilista pegou-se com outro, por qualquer motivo de condução e não se ensaiou, tirou uma pistola do bolso e ferrou-lhe uns tiros. Matou-o. Tão simples como isso!
Já o andar à pancada, é coisa que me desagrada. As pessoas têm voz é para falar, e o argumento da pancada só vai provar que tem mais força e não que tem razão. Mas uns murros, é uma estupidez como disse, mas ainda consigo entender: às vezes a raiva é tanta que “até apetece bater”. E nesses casos, dá-se e leva-se.
Agora um tiro é radical e cobarde. Ataca-se à distância. Quem dispara está longe do braço do outro.
Mas, pelos vistos, o mal é não andarmos todos armados… Como se diz na dita notícia, nessa tal escola dos alunos aos empregados da secretaria passando, claro está, pelos professores, o remédio era uma geral distribuição de pistolas e carabinas.
É só na América?
Os tiros da semana passada foram ali, em Benfica.


Afixado por Emiéle em 30 de março de 2005, às 17:21

Afixadelas

È a banalização da violência é um drama que deixou de só acontecer nos EUA e nos filmes...
Mas eu tou completamente de acordo com aquele artigo que o BdE faz um link...o problema só pode tar nos divórcios...e na falta de maturidade dos casamentos...
Se o problema não fosse tão sério e tão grave até dava para rir um bocadito...vou voltar lá outra vez...coisas com aquela profundidade fazem-nos bem, caramba.Não pode ser só futebol...
A propósito onde é que se compra uma arma, aqui perto da Baixa???

Afixado por isabel em 30 de março de 2005, às 20:46

Não precisas!
Não conduzes de modo que não vais andar à pancada com outro automobilista.
Quanto ao artigo em questão, do que mais gostei foi do fino recorte literário. Assim tipo redacção de menino (ou menina) bem comportado que quer boa nota a português mas ainda não entendeu como.

Afixado por Emiéle em 30 de março de 2005, às 21:18

Parece que o negócio das armas é uma besta esfomeada e há muita gente a alimentá-la, infelizmente.

Afixado por Inês em 31 de março de 2005, às 02:47

Eu por mim, Inês, vejo mesmo como uma espiral que se alimenta de si mesma... Assim como o Poço da Morte da Feira Popular. É o movimento que faz com que não caiam e portanto têm de avançar sempre!

Afixado por Emiéle em 31 de março de 2005, às 09:53

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