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março 31, 2005

Casa da Música

Faltam 15 dias para a inauguração – 14 de Abril – e o entusiasmo é tanto que os bilhetes esgotaram.
A Casa da Música finalmente vai Abril * ao público.
Como acontece na nossa terra parece que esse entusiasmo provocou bilhetes vendidos na candonga e muita gente indignada. É o costume, o folclore nacional.
De qualquer modo é um sucesso.
Ainda não abriu é já é sucesso. De certeza que o vai continuar a ser.
É desta que tenho de voltar ao Porto!
*(não sei como saiu-me uma gralha que me parece um acto falhado; acho que a deixo ficar, para mim fica mais bonito assim - quem ficar incomodado troque Abril por abrir e já está)


Afixado por Emiéle em 31 de março de 2005, às 09:03

Afixadelas

Ó Emiéle, a sombra que me toldou a alegria foi a notícia do preço que o país pagou pela Casa da Música. O custo previsto triplicou!

Mas como entender esta pecha que caracteriza tantos empreendimentos em Portugal? Subavaliação inicial? Candonga e chantagem no processo de construção? Nublado, muito nublado, o céu, se levantamos os olhos .

Afixado por Inês em 31 de março de 2005, às 10:15

Não te sei responder, Inês, e suspeito que é um pouco de tudo isso.
Uma das coisas que me confunde é o tempo que as coisas levam a ser terminadas. Se calhar quando a obra foi orçamentada, os custos seriam uns, e anos depois duplicaram. Mas porque é que em tantos casos se leva esse tempo todo???
Eu vive uns anos em Macau. Vi construir-se prédios de dezenas de andares em poucos meses. Fazerem-se túneis quase que em semanas. Ruas eram arranjadas de uma semana para outra. Mas a verdade é que não me lembro de ver uma obra, fosse a que hora fosse, sem dezenas de trabalhadores lá a trabalhar.
Nós cá, começamos uma coisa e deixa-se "a levedar" acho eu... A auto-estrada Lisboa-Cascais está a ser arranjada há não sei quanto tempo. Circula-se por uma única faixa (embora se tenha de pagar 200 e tal escudos de portagem!)e juro, que sempre que por lá tenho passado, não vejo um trabalhador, nem uma máquina a mexer!

Afixado por Emiéle em 31 de março de 2005, às 10:29

Abril, fica muito mais bonito. Até porque amanhã vamos estar em Abril. Abril é sempre Abril. E, às vezes, dá-me tanta nostalgia do(s) meu(s) Abril(s).
Também tenho que voltar ao Porto. Queres ir de combóio?

Afixado por isabel em 31 de março de 2005, às 10:40

Combinado.
Há um inter-cidades com umas horas muito convenientes!
Só lá tenho ido em trabalho e encantou-me o teu relato no outro post.

Afixado por Emiéle em 31 de março de 2005, às 11:00

Emiéle,

Belo post.
Um tema importantíssimo e que não é discutido tanto como devia.
Neste país onde a educação musical é vista com desprezo, e onde os ministros da Cultura de todos os governos manifestam, há anos, uma aversão estranha à questão do ensino e da prática da música em Portugal, o caso da Casa da Música devia ser razão para alegrias!
Mas não!
Acaba, como sempre, por gerar polémica. Foi também assim com o CCB, em Lisboa. Fico com pena, porque as polémicas acabam por permitir que os inimigos desta arte se aproveitem do facto para impedir que iniciativas louváveis como esta sigam para a frente.
Uma das questões que acho mais preocupantes é a do afastamento de Pedro Burmester do projecto...

Afixado por Bernardo em 31 de março de 2005, às 14:29

Já a vi por fora e está a ficar linda. Não sei se valeu o seu custo e toda a polémica, mas agora que está feita, vamos aproveitar !

Afixado por Roberto Reis em 31 de março de 2005, às 16:32

Isso é verdade, Roberto, é a atitude certa. Mesmo que tivesse disparado o custo, agora que está, é aproveitar.

Afixado por Emiéle em 31 de março de 2005, às 21:30

é maravilhoso!
refiro-me à casa da música...é um projecto inteiro, coeso, por dentro e por fora!
a provocação dos materiais usados alia-se a uma surpresa causada por texturas pouco comuns.
deliciei-me com o à vontade com que se pode ir construindo um edifício, ao longo do processo através do qual se impõe. o resultado é honesto e expressivo daquilo que foi até agora a história da casa da música.
já não vale a pena discutir orçamentos...temos de usufrui-la tanto quanto formos capazes! vão gozá-la!

Afixado por cristina em 18 de abril de 2005, às 20:24

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