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março 31, 2005

Ilusões de óptica?

Passo o tempo a dizer como tudo quase tudo é relativo.
E falo mesmo a sério.
Uma boa parte dos nossos grandes sustos, grandes desgostos, preocupações, cenas que na altura nos parecem de vida ou de morte, anos depois está diluída e "essas emoções passaram à história”.
Não quero dizer que não se vibre com as coisas. Ou que ache mal que os outros vibrem. Quem “me conhece” daqui já viu que não é assim. Há muita coisa que me tira do sério e, se não fervo em pouca água, se a água for suficiente vai cá uma barrela que nem imaginam. Mas, a vida já me ensinou que o tempo ajuda a relativizar algumas coisas.
Por isso achei graça a este boneco:
Por um lado é redondo, talvez dê para dizer que não tem ponta por onde se lhe pegue… Mas, não é isso. A verdade é que muitas vezes deuses e demónios, anjos e diabos, não estão assim tão longe. É uma questão de focar os olhos.

angeles_demonios.jpg

Afixado por Emiéle às 12:55 | Afixadelas (15)

Meu Deus, livra-nos dos néscios!

A anacrónica Associação República e Laicidade acaba de tentar obter, outra vez, mais alguma atençãozinha dos governantes.
Mas não se dá conta de que as suas queixas não têm qualquer sentido.

Associação pede ao Governo que acabe com crucifixos e missas em escolas públicas

Confrontada com "relatos frequentes" de pais e professores que denunciam a presença de crucifixos nas salas de aulas ou ainda a celebração de missas e outros rituais religiosos "realizados no espaço da escola, em horário escolar e envolvendo alunos", a associação cívica República e Laicidade decidiu pedir a intervenção do Ministério da Educação.

Devo confessar-vos que, tendo atravessado toda a escolaridade em escolas públicas e universidades públicas, e sendo católico daqueles que praticam, nunca na vida assisti a uma missa na escola, e devo fazer um grande esforço mental para me recordar de salas de aula que ainda tivessem crucifixos. Algumas ainda o tinham, mas cheio de pó, com um prego ferrugento agarrado a um naco de estuque quase a cair!

Quem querem eles enganar, estes patetas da Associação República e Laicidade (que nome pomposo)?
Será que recrutam, mais uma vez, os esclerosados professores anti-clericais (que ainda não repararam que Afonso Costa e Emile Combes já morreram), para que estes "denunciem" as "missas ilegais"?
Será que não sabem que uma missa não se celebra de qualquer maneira? Em qualquer sítio? Quantas escolas públicas têm capelas?

O que me espanta não é (mais) esta acção da Associação República e Laicidade, que já nos tem habituado a patéticas tentativas de autos-de-fé ateizantes, quando perseguiram um padre que apenas lera uma carta do Santo Padre numa Homilia. O que me espanta é a atenção dada pelo Público aos protestos, como se estes fossem relevantes...

Mas mesmo que as queixas tivessem qualquer ligação à realidade, não deixava de ser anedótica esta frase: "pais e professores que denunciam a presença de crucifixos nas salas de aulas ou ainda a celebração de missas e outros rituais religiosos", como se a prática de um culto religioso, seja ele qual for, se assemelhasse a uma reunião de neonazis armados, ou de uma neo-waffen-ss, ou ainda de rituais satânicos com imolação de animais e bebida de sangue por coagular...
Se bem que, neste caso, não duvidaria que veríamos os nossos amigos "republicanos e laicos" a defender o "direito de antena" dos satânicos na disciplina de Religião e Moral, mesmo que eles fossem contra a dita!

Afixado por Bernardo Motta às 10:44 | Afixadelas (11)

Casa da Música

Faltam 15 dias para a inauguração – 14 de Abril – e o entusiasmo é tanto que os bilhetes esgotaram.
A Casa da Música finalmente vai Abril * ao público.
Como acontece na nossa terra parece que esse entusiasmo provocou bilhetes vendidos na candonga e muita gente indignada. É o costume, o folclore nacional.
De qualquer modo é um sucesso.
Ainda não abriu é já é sucesso. De certeza que o vai continuar a ser.
É desta que tenho de voltar ao Porto!
*(não sei como saiu-me uma gralha que me parece um acto falhado; acho que a deixo ficar, para mim fica mais bonito assim - quem ficar incomodado troque Abril por abrir e já está)


Afixado por Emiéle às 09:03 | Afixadelas (8)

Julgamento em Setúbal

Começa hoje o julgamento de mais 3 mulheres.
O seu crime foi a prática de aborto.
Duas mulheres acusadas de o terem feito e a parteira.
Já estão castigadas neste momento. A investigação do caso, os interrogatórios, a devassa da sua vida íntima, o ir a tribunal com os focos da comunicação social sobre si, e a vergonha que isso implica, é um castigo. Que eu não lhes desejava.
E como as pessoas são apenas acusadas de um crime até o tribunal o confirmar, parto desde já do princípio de que estejam inocentes, e se nada se provar saiam em liberdade.
É o que esperamos. Que saiam em liberdade.
E que dentro de algum tempo, não haja distinção entre quem possa atravessar a fronteira e com isso ser inocente e quem tenha de permanecer em Portugal e assim se tornar culpado.

Afixado por Emiéle às 08:15 | Afixadelas (7)

ATENÇÃO!!!!

O relógio do Afixe tá atrasado. Eu estive a esperar pela meia noite que era para ir adiantando trabalho para amanhã (hoje), dia 31, e além disso para vocês ficarem todos muito bem impressionados por eu estar a trabalhar até tão tarde e me aumentarem o salário e o post aparece no dia 30, às 11 e não sei quantas pm???!!!
Haverá por aí alguém que possa contactar o Monty, com urgência, e pedir-lhe ajuda para remediar a coisa? Assim amanhã (isto é, hoje) vou ter que produzir mais. Isto é exploração. Não há direitos ou quê?

Afixado por Isabel às 00:24 | Afixadelas (5)

março 30, 2005

Dia 14 de Abril, no Porto

porto.jpg

Só estive uma vez no Porto. É muito longe e nos 2 dias que lá estive devo ter engordado, pelo menos, 1 kg por dia, a comer francezinhas.
Lembro-me de descer por umas ruas com imensas escadas que iam dar ao Rio, que não tinham um ar muito “recomendável” mas eram muito bonitas E com a sublime oportunidade de ouvir, ao vivo e a cores, as pessoas a falarem de janela para janela e a trocarem os vês pelos bês.
Recordo o Douro. As pontes. Umas ruínas que ficavam em frente ao Rio e que nunca descobri o que eram. E a arquitectura. Tinha estado na Bélgica no ano anterior e aquelas casas lembravam-me, sobretudo, Brouges e Gant. Numa rua muito pequenina ou num beco, já não sei,encontrei uma casa que era igualzinha às casas flamengas que enchem aquelas cidades belgas.
Diziam-me que o Porto era escuro, não achei escuro. Diziam-me que o Porto era feio. Não achei feio.
Havia obras por todo o lado, é verdade, mas nada que me tivesse dado vontade de regressar mais depressa. Estávamos, creio, em Novembro de 2000. A poucos meses do Porto, capital da Cultura.
Descobri uma loja da PT que tinha Net e, na altura, apesar de ainda não ter descoberto o Afixe, por causa daquelas razões que a razão desconhece tinha que lá fazer duas peregrinações diárias. O meu filho, diz-me, sempre, que para além das francesinhas o que melhor ficou a conhecer no Porto foi a Loja da PT. Coisas da vida, que não vêm nada ao caso.
Falar no Porto,hoje, para dizer que, finalmente, vai abrir a Casa da Música. E para dizer que no dia 14 de Abril vai lá estar o Lou Reed. E que, apesar de sempre que ouço o Lou Reed sozinho, sofrer do sindroma de abstinência de John Cale, de Nico, dos Velvet Underground e do Jamaica, não me importava nada de engordar mais 2 kg, e estar no Porto, no próximo dia 14.
Claro que tinha que voltar à loja da PT. Mas, desta vez,sobretudo, por causa do Afixe. O que é uma passo importante no meu percurso pessoal.

Afixado por Isabel às 23:32 | Afixadelas (19)

Eslováquia-Portugal ? Pois...

Ainda não foi hoje, Isabel. Empatámos mas... Um jogo destes não dá para estudarmos tácticas, planos, grandes jogadas, pontapés livres - directos e indirectos – jogo perigoso, passes, controlo de bola, penalties, foras-de-jogo, remates, pontapés de baliza, de canto, lances de bola parada… ufff! Tem mesmo de ficar para a próxima.

E se mudarmos de assunto?
Parece que afinal choveu pouco.
Que vais fazer para o jantar?
Hoje na TV não dá nada de jeito.
Se calhar deito-me cedo.

Afixado por Emiéle às 19:55 | Afixadelas (13)

Armas de fogo

Depois do tristemente famoso massacre de Columbine, agora foi Minnesota que subiu á ribalta por uma cena parecida. Um rapaz tresloucado, pega numa arma e vai disparando sobre a família, sobre os colegas, sobre os professores.
No BdE podemos ler um excelente post do tchernignobyl com links bastante informativos. É melhor irem lá ver do que eu estar para aqui a plagiar que nunca me sairia tão bem.
Mas é coisa que me impressiona - e não precisei do Michael Moore para isso, porque é mesmo uma evidência – a terrível espiral de violência que os defensores da venda liberal de armas provocam. A ideia pavorosa de que se os alunos andam de arma à cinta o melhor é os professores também andarem, não é humor negro. Nem negro nem de nenhuma cor, não era suposto ser humor. É dito a sério!
E assusta-me porque parece ter tendência a alastrar.
Há poucos dias, aqui em Lisboa, um automobilista pegou-se com outro, por qualquer motivo de condução e não se ensaiou, tirou uma pistola do bolso e ferrou-lhe uns tiros. Matou-o. Tão simples como isso!
Já o andar à pancada, é coisa que me desagrada. As pessoas têm voz é para falar, e o argumento da pancada só vai provar que tem mais força e não que tem razão. Mas uns murros, é uma estupidez como disse, mas ainda consigo entender: às vezes a raiva é tanta que “até apetece bater”. E nesses casos, dá-se e leva-se.
Agora um tiro é radical e cobarde. Ataca-se à distância. Quem dispara está longe do braço do outro.
Mas, pelos vistos, o mal é não andarmos todos armados… Como se diz na dita notícia, nessa tal escola dos alunos aos empregados da secretaria passando, claro está, pelos professores, o remédio era uma geral distribuição de pistolas e carabinas.
É só na América?
Os tiros da semana passada foram ali, em Benfica.


Afixado por Emiéle às 17:21 | Afixadelas (4)

Atão gajos?

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A selecção portuguesa de futebol sub 21, ganhou, ontem, à Eslováquia por 1-0 e lidera o seu grupo de apuramento para o Mundial.
A selecção dos grandalhões joga, hoje à noite, com os grandalhões da Eslováquia. O Costinha diz que é o “jogo do ano” da Selecção Portuguesa.
O Scolari mete um capucho azul na cabeça, conforme fotografia em anexo.
E não há um homem, neste blogue, qua fale destas coisas? Tem que ser uma gaja que nem sabe o que é um fora de jogo, que vem p’ráqui botar discurso?
Meninos, vamos lá a atinar...


Afixado por Isabel às 15:10 | Afixadelas (20)

Palhaços

Os palhaços do circo fazem-nos rir, e em troca pagamos um bilhete.
Por isso é uma profissão nobre, e por isso é bom e gratificante ir ao circo.
Contudo, há outros palhaços que dão mau nome aos primeiros. São os palhaços que nos governam (sem distinção de cor política).
Veja-se esta palhaçada, que é paga dos cofres do Estado e que nos sai do bolso de todos nós, portugueses que pagam os seus Impostos:

Ministério da Educação regressa à 5 de Outubro

Quatro meses depois de se terem mudado da Avenida 5 de Outubro para a Avenida 24 de Julho, em Lisboa, os principais gabinetes do Ministério da Educação (ME), incluindo o da ministra Maria de Lurdes Rodrigues, regressam ao local de origem.

Afixado por Bernardo Motta às 12:55 | Afixadelas (19)

Homenagem

Há 152 anos nascia Vincent Van Gogh.
Vincent Van Gogh

Afixado por Bernardo Motta às 10:18 | Afixadelas (15)

Ser solidária

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Penso que já vos contei que tenho, nas traseiras da minha casa, um quintal de vizinha com galinhas, cócós e coelhos.
Esta manhã tive que estender a roupa, que isto de ser dona de casa, tem muito que se lhe diga...e o estendal dá para o quintal da vizinha.
Havia um sino qualquer que tocava numa Igreja, estava um céu bonito ( não era azul, mas estava decente,nada daquele cinzentão de ontem) e os animais do quintal já tinham todos acordado - nunca hei-de perceber porque é que, se uma pessoa ( ou uma galinha, que vai dar no mesmo) não tem que vir trabalhar se há-de levantar cedo...mas isto será motivo para outro post de análise do comportamento dos nossos madrugadores.
Hoje, o que vos pretendia, mesmo, transmitir, foi a solidariedade que senti para com algumas pessoas. Há pessoas que nunca estenderam roupa. Nem um lençozito de assoar, sequer. Por exemplo, a Raínha de Inglaterra, será que aquela mulher, alguma vez, teve o prazer de estender um pano de cozinha? Ou o Bill Gates, será que o homem conhece a sensação única de esticar e prender com duas molinhas coloridas uma camisa? Será que o homem mais rico do mundo sabe, por exemplo, se uma camisa se estende pelos ombros ou pela fralda?
Claro que estas questões nos poderiam levar mais longe e, aí, a solidariedade, facilmente passaria a um outro sentimento, piedade, ou assim...será que o George Bush tem o prazer de ter uma galinha no quintal da vizinha? Ou mais longe, ainda, será que o George Bush sabe o que é uma galinha?

Afixado por Isabel às 10:02 | Afixadelas (11)

Eleições no Zimbabué dentro de dois dias

Não estou nada tranquila.
Que eleições vão ser aquelas?
E se o Mugabe perder, o que se pode esperar?
Quando um candidato diz que os seus opositores são traidores parece bem que as suas ideias sobre democracia devem ser revistas.
Todos aqueles que vão votar no Movimento para a Mudança Democrática [MMD] são traidores” parece uma frase gravíssima.
Qualquer resultado é de temer.
Se ganhar porque com este modo de pensar é fácil adivinhar como será o seu governo. De perder porque se pode prever uma guerra civil.
Daqui a uma semana se saberá.

Afixado por Emiéle às 08:03 | Afixadelas (5)

Ora nem mais!

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De que é que o Inferno anda cheio...?

Afixado por Emiéle às 07:41 | Afixadelas (2)

Ainda os medicamentos

Desperdiçam-se muitos. Isso parece-me uma completa evidência. Leio que pode chegar aos 50 % a quantidade de medicamentos desperdiçados . Por causas várias: a embalagem era grande demais para a necessidade, o doente suspendeu a medicação por sua alta recreação, mudou de tratamento a meio, etc. Há até mesmo o caso dos que se compram por precaução, quando se vai de férias, por exemplo, e depois ( felizmente ) não são usados e passa o prazo…Quem é que não tem uma gaveta cheia de sobras de remédios?
Há quem diga que os médicos receitam demais. Talvez, isso não sei dizer. Mas sei que há também umas crenças populares bem fortes. Assim como “o que arde cura” como se dizia dantes, hoje pensam que “o que é barato não pode fazer bem”.
Tive ainda há dois dias uma longa conversa com alguém que afirmava, determinada, que nunca ia tomar um genérico, que isso era uma porcaria. Não houve argumentos capazes de a convencer, porque a base do seu raciocínio é que “se era mais barato era porque lhe faltava qualquer coisa importante”.
Como é que se faz para mudar as mentalidades?

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Afixado por Emiéle às 07:15 | Afixadelas (5)

Centros de Saúde

Entre o desejo e a realidade o fosso é por vezes tão grande, mas mesmo tão grande, que nos deixa a pensar. Quem passa pelos Centros de Saúde sabe como funciona a esmagadora maioria deles. É certo que se podem citar excepções. Há algumas. Não sei se serão muitas, mas há excepções, os tais Centros de Saúde bem apetrechados e com pessoal suficiente para a população que atende. Contudo o mais comum é mesmo quem recorre ao Centro de Saúde para uma queixa mais especial o que vai conseguir é uma credencial para ser atendido com mais urgência num hospital.
E quanto a Saúde Infantil, então é mesmo uma lástima!
Quando há pediatra, e insisto no quando há , ele atende praticamente recém-nascidos. Crianças ainda bebés de meses são já atendidas por um clínico geral que quase sempre os reorienta para a respectiva especialidade hospitalar.
Por isto tudo, considerando justíssima a pretensão de Vasco Prazeres de um acolhimento especial para a faixa etária dos adolescentes a funcionar nos Centros de Saúde, ela parece-me perfeitamente utópica.
Pelo menos no actual quadro. Acredito, como diz a notícia, que «a maioria dos centros de saúde (66%) afirme ter projectos específicos de saúde adolescente e juvenil» o que me é difícil de imaginar é como os vão concretizar…?

Afixado por Emiéle às 06:42 | Afixadelas (3)

março 29, 2005

Acudam!!!!

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Está aqui no lado esquerdo, uma notícia do Público que fala numas coisas esquisitas que estão a fazer a uns ratinhos.Acho que são coisas muito proveitosas para o futuro da humanidade...a fotografia original é esta. Vocês podiam ligar aqui p'ro meu trabalho a pedir ao chefe para me deixar ir embora???? Por favor!!!O F tá sozinho em casa...não pode ser o que eu estou a pensar!!!!

Afixado por Isabel às 17:07 | Afixadelas (14)

“Proteger” e/ou “prender”

Ontem, numa carruagem de metro, duas jovens sentadas de costas para mim conversavam muito animadas. Uma afirmava à outra que não só não queria casar mas até queria as coisas todas separadas
“Nada de contas conjuntas nem coisas dessas! Não me quero nada sentir presa!”
Por coincidência eu estava a aproveitar essa viagem de metro para reler umas partes de um romance de finais do século XIX, onde, de um modo muito enfático, um tipo muito “mau carácter” fugia a um casamento para não se sentir preso, sentimento que era risonhamente partilhado pelos membros masculinos daquela história.
A verdade é que há cem anos, os papéis eram claros: o marido protegia apesar de poder sentir-se preso, e a mulher prendia mas sentia-se protegida.
Hoje está tudo misturado. A mulher já costuma sentir-se presa em certas ocasiões. E nem por isso se sente lá muito protegida
As voltas que a vida dá!

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Afixado por Emiéle às 16:54 | Afixadelas (2)

Anti-stress

Como não queremos que falte nada aos nossos queridos leitores, descobrimos esta técnica fácil de desanuviar os pensamentos.
Cá está:
(quem quer tradução?!)

kit_anti-stress.jpg

Afixado por Emiéle às 16:34 | Afixadelas (5)

À conversa no blog

Ontem, num comentário a um post que escrevi, um colega da blogosfera e visitante muito assíduo, escreveu uma coisa muito simpática. Disse o Bin da "Grande Fauna" que sente aqui, no Afixe, uma boa interacção entre quem escreve e quem comenta e o facto de nós irmos frequentemente dialogar com os comentadores é agradável.
Foi bom ler o que ele escreveu, e ainda por cima porque sem falsas modéstias, acho que ele tem razão.
O “segredo” de alguma popularidade do Afixe, creio eu que está mesmo neste ponto. Nós gostamos muito de dar troco a quem puxa conversa. Depois de escrever uma coisa, se alguém se mete comigo, não sou capaz de não entrar na conversa. Para mim isso é que tem graça no blog.
Primeiro a existência da caixa de comentários. Sem criticar quem a não usa - lá terá as suas razões - mas, para mim, blog sem comentários é como o código postal, neste caso meio caminho andado… E depois, caixa onde os “comentadores” só falem uns com os outros também não tem grande graça. Adoro molhar a sopa na conversa. Pois se eu disse para ali umas coisas, e foi com base nisso que se começou a falar, não havia de dizer da minha justiça? Era o que mais faltava! E divirto-me à brava com isso.
Mas acredito que é este aspecto muito coloquial que faz com que muita gente passe por cá e acabe por dizer umas coisinhas. E quem diz “dizer umas coisinhas” diz também deixar uns links interessantes como o Bin e outros têm feito, ou criar uma rede com comentadores de outros blogs. Para mim é esta a graça dos blogs, que não encontro em mais nenhum local e me motiva a escrever.
E ainda bem que não estou sozinha neste sentimento.

Afixado por Emiéle às 16:09 | Afixadelas (10)

A coisa tá cinzenta

ceu.jpg

Há dias em que as coisas, de repente, ficam de um cinzento baço.
Talvez porque decidi começar o dia com um post sobre acidentes de trabalho.
Talvez porque a morte é uma parvoíce, ilógica e perfeitamente arbitária, que no Domingo à noite decidiu bater à porta de uma colega e levar-lhe o marido de 30 anos, uma paixão de 3 anos que eu vi crescer, cimentar-se, transformar-se num amor profundo.
Talvez porque, às vezes a gente se cansa de lutar contra a maré, a indiferença, o tal deixa andar, de que se falava no outro post. Talvez porque ,às vezes ,a gente não entende como é que as pessoas se recusam a tomar o seu presente nas suas mãos e abdicam dos seus direitos, em nome duma qualquer estabilidade.
Talvez porque é Primavera e o céu devia estar azul.
Talvez porque o meu filho tá de férias, em casa dos avós, e a casa cresceu desmesuradamente.Talvez porque toda a gente tem dias assim e eu, tou é mal habituada...
Talvez daqui a nada, passe...

Afixado por Isabel às 14:05 | Afixadelas (5)

Acidentes de trabalho

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Durante o ano de 2004 registaram-se 185 acidentes de trabalho, mortais, em Portugal.
Quase 50% destes acidentes verificaram-se na construção civil.
Ontem, em Almornos, concelho de Sintra,uma grua matou três trabalhadores.
O responsável pela empresa considera que poderá ter havido uma falha da segurança - um dos trabalhadores que faleceu não tinha o cinto colocado.
Um trabalhador está numa obra da Construção Cívil sem o cinto, que é obrigatório. Falha humana, conclui a empresa. A grua caiu, talvez falha humana. Dos trabalhadores que morreram o ano passado, haverá, certamente, uma percentagem de “falhas humanas”. Então e a fiscalização? Das próprias empresas? Da Inspecção Geral de Trabalho?
As estatisticas mostram que em cada 2 dias, morreu um trabalhador, vitima de acidente de trabalho. Para além dos que ficaram feridos, paralizados, incapacitados. O representante da IGT afirmou, ontem, que as pessoas podem estar mal informadas ou não terem condições para perceber. Mas não deveria ser essa a função da IGT, assegurar-se, quando uma obra está a decorrer ou uma qualquer empresa a laborar e enquanto não há acidentes, que as regras de segurança existem, que os trabalhadores as cumprem e as entendem?
Gostaria, apenas, de fazer uma consideração final, àcerca do Código de Trabalho e da sua ligação a estes casos.
O CT concede uma majoração de dias de férias se o trabalhador não tiver faltas injustificadas ou se tiver apenas 3 faltas justificadas no ano anterior.
No caso de haver um acidente de trabalho, quer esse acidente seja ou não provocado por falhas de segurança da exclusiva responsabilidade da empresa, o trabalhador que tenha que ficar ausente do trabalho por se encontrar doente ou hospitalizado, irá perder a majoração no ano seguinte.
Ah, e só para terminar. Os familiares dos trabalhadores mortos por acidente de trabalho (neste caso) motivado pelas tais falhas de segurança, que podem ser da empresa e pela falta de fiscalização, que pode ser da IGT, que usem a licença de nojo por morte de familiar também perdem essa majoração.
A alteração urgente da imoralidade do Código de Trabalho e a criação de uma IGT que actue e fiscalize, parecem-me medidas mais urgentes que qualquer alteração de férias de magistrados ou, mesmo, a venda de medicamentos fora das Farmácias. Mesmo que concorde com estas medidas.
Espero, ansiosamente, que o Governo passe das medidas simbólicas, para as medidas que têm a ver com a dignidade e a vida das pessoas.

Afixado por Isabel às 10:30 | Afixadelas (12)

Virtudes da oração

virtude de orar.jpg

Afixado por Emiéle às 07:57 | Afixadelas (4)

Blogues, muitos blogues

Eu sabia que eram muitos. Não calculei que fossem tantos!
Diz-nos o D.N. que são mais de 70 blogues criados todos os dias em Portugal
Ena pai!
Isto quer dizer 700 em dez dias ou 2.100 por mês…!
Estou já a ficar assustada.
Como é possível que haja quem tenha tempo para passar pelo Afixe?
Ei! Obrigada, malta. Muitagradecida pela vossa visita!


Afixado por Emiéle às 07:33 | Afixadelas (3)

Entre o pânico e a cautela

Em África, mais exactamente em Angola, surgiu uma terrível doença mortal e muito contagiosa. Uma febre hemorrágica, provocada por um vírus altamente contagioso que se propaga de um modo assustador.
Ora o intercâmbio de viajantes entre Portugal e Angola é grande como se sabe.
Acho estranhíssimo que a única medida seja até ao momento a distribuição nos aeroportos de folhetos e cartazes prevenindo os passageiros para o caso de se sentirem mal.
É que o período de incubação é de 3 a 9 dias, mas podendo chegar aos 21. Portanto uma pessoa pode estar infectada, sem sentir ainda nada, desembarcar inocentemente e ficar a espalhar a doença durante 15 dias até se confirmar a gravidade da situação.
Não concordava nada que se entrasse já em pânico e se fechasse o aeroporto a passageiros de África, por exemplo. Uma coisa é o pânico, de evitar sem a menor dúvida, mas outra o descuido. Que não beneficia ninguém – nem quem chega, nem quem cá está.
Uma equipa sanitária a acolher os passageiros parece de elementar bom-senso.

Afixado por Emiéle às 07:12 | Afixadelas (15)

Como as coisas são relativas!

Ontem à noite na ilha de Nias, na Indonésia, em consequência de um tremor de terra, caíram centenas de edifícios e poderá haver dezenas de mortos soterrados.
É uma notícia muito triste.
Se aliás em vez de a ilha se chamar Nias, se chamasse Madeira, ou Faial, Portugal estaria em estado de choque.
Contudo, a verdade é que, de uma certa forma se pode dizer que o sentimento geral é de um relativo alívio. Mas apenas porque há cerca de 3 meses, após um sismo parecido se deu uma das maiores catástrofes naturais de que há memória. Portanto, ontem, o receio de uma repetição era tão grande que os desgraçados que ficaram debaixo dos escombros parecem quase insignificantes.
É curioso a relatividade da ordem de importância das notícias.

Afixado por Emiéle às 06:42 | Afixadelas (1)

março 28, 2005

Aniversários

Não queria acabar o dia de hoje sem comemorar uma efeméride importante!
Este dia foi comprido e complicado mas tinha amarrado um fio no dedo, ( ou um post-it junto ao monitor) porque não me queria mesmo esquecer.
É sabido que por aqui, por este universo o tempo corre de um modo diferente. Tenho sempre a ideia de que fazemos “meses” com o entusiasmo com que na vida normal fazemos “anos”. Daí que quando um blog faz anos, a festa tenha de ser sentida.
E este a que me refiro é um blog muito especial. De um blogger também muito especial. Um pouco o Pai de todos nós…
Quero falar do nosso amigo Paulo. Do nosso Querido amigo Paulo. Que mantêm desde há DOIS ANOS
(o vento lá fora )*
E, com alegria vemos que o acrata está empedernido amolecido derretido! Parabéns Paulo!
Que o derretimento se mantenha.
E o blog continue tão frontal e directo como tem sido sempre.

Afixado por Emiéle às 22:45 | Afixadelas (2)

Não te safas...

ilha 3.jpg

Faz-se o quê quando as pessoas de quem a gente gosta, precisam de férias? Deixamo-las ir de férias, claro.
Só isso, mais nadica de nada?
Claro que não...
Descobrimos uma ilha bonita, para que possam descansar.Ficamos, em terra, à espera que voltem.
Como fomos nós que encontrámos a ilha, sabemos onde está.
Damos um tempo razoável às pessoas de quem gostamos para descansarem...esperamos mais um bocadinho...ainda mais um bocadinho...
...fomos nós que descobrimos a ilha, lembram-se?...levamos um tinto do Douro, umas entremeadas para grelhar, uns pães alentejanos...
...gostamos muito das pessoas de quem gostamos muito...mas não o suficiente para lhes darmos a ilha inteirinha só para eles, carago.
A gente sabe onde é a ilha. E a gente sabe qual é o tempo que um gajo normal de quem a gente gosta, precisa para descansar.

Monty, podes ir acendendo o lume?

Afixado por Isabel às 20:11 | Afixadelas (3)

Até breve, Monty

Querido Monty
Compreendo-te, é claro.
Há muitas coisas na vida que se fazem porque se têm de fazer e outras, acredito até que possam ser a maioria, porque nos dão prazer. Esta brincadeira dos blogs corresponde inteiramente à última. Isto não é uma missão. Participamos nisto porque gostamos. Gostamos da escrita, gostamos do convívio, gostamos de partilhar opiniões. Eu nasci como blogger pela tua mão. Sabemos isso nós os dois, e estou-te grata por teres inventado o Afixe.
Também sei que tens um critério de exigência elevado e durante estes meses o blog tem, um pouco indolentemente, repousado no teu trabalho, quer na escrita quer na parte técnica que com certeza te ocupa muito. Tens mantido essa qualidade. E aceito que, se pelos teus padrões, consideras que a continuar agora essa qualidade iria baixar, queiras afastar-te uns tempos. Mas não posso é dizer que não tenha imensa pena. Isso não seria justo porque não era verdade. Tenho pena, muita, muita pena. Até porque, ao contrário do que dizes, vai notar-se bem a tua falta. E vamos ter saudades. Todos nós.
Mas não vou insistir. Esta decisão, apesar de nos parecer muito súbita, deve ter sido pensada. Por outro lado, vim agora de uma feriazinhas e percebi que nos faz bem uns tempos afastados. Vê-se as coisas com mais nitidez, a distância ajuda a separar o que é fundamental do que é acessório.
Vai descansar. Mesmo sem capitão acredito que o barco não meta muita água. E isto agora tem vários marinheiros, pelo que nos podemos ajudar uns aos outros, tentar não andar à deriva.
De qualquer modo a roda do leme continua à tua espera.
Um abraço da
Emiéle

Afixado por Emiéle às 16:32 | Afixadelas (5)

Pífaro anunciado

Há já uma série de semanas que o Afixe deixou de me dar gozo. Em bom Vou ali já venho!rigor, já há bastante tempo que todos os blogues deixaram de me dar qualquer espécie de pica. Ainda este fim-de-semana comentava com um amigo de dois metros que as coisas, todas as coisas, têm um princípio, um meio e um fim. E é precisamente essa finitude que encerra o seu encanto. O infinito não me atrai minimamente porque não tem risco, não apela à audácia. Este hiato ou fim ou intermezzo (pessoalmente, prefiro chamar-lhe pífaro) anunciado não é para angustiar ninguém. É a mera constatação de um facto - não ando prá'qui virado. Podia fazer como o Pacheco Pereira e espetar aqui, diariamente, uma imagem com umas bananas e umas beringelas em cima de uma mesa e chamar-lhe Coisas Simples e depois pedir desculpa ao Abrupto por estar a usar o afamado título. Mas isso seria forçar a barra em demasia.

O Afixe não nasceu assim e, pela minha parte, não há-de morrer assim. Raios me partam se eu me deixo institucionalizar, raios me partam se eu deixo institucionalizar o Afixe. Portanto e antes que eu me descaracterize e com isso descaracterize o Afixe, vou ausentar-me por tempo indeterminado. Pode ser por uma hora, um dia, um mês, um ano. É até me apetecer. De resto, só Deus saberá se vou ou não regressar. Sendo mais ou menos movido por impulsos, o certo é que nestes dias não tenho andado com vontade de dizer nada, nem sequer de reagir à mediocridade que vou vendo nos sítios do costume. Até os medíocres e intolerantes de serviço me parecem hoje cornos mansos, traídos aos olhos de toda a gente, pela estupidez que patenteiam e que bem os define. Sem necessidade, portanto, de serem apontados a dedo. Há, realmente, dias assim. Quem sabe amanhã aparece uma daquelas coisas que me faz realmente comichão no cérebro e então me volte a apetecer partir a loiça toda? Aqui ou noutro blogue! Quem sabe o problema não é mesmo esse? Fazer reset e começar tudo de novo, noutro blogue, com outro nome! Mas até lá estou realmente farto desta morrinha, deste chove-não-molha que não sou eu. Não sou um homem de circunstâncias, sem qualquer tipo de falsa arrogância o digo: eu faço as circunstâncias. Não é falsa porque, como já devem ter percebido, sou genuinamente arrogante. De resto, algo de que me apercebo agora, quem sabe não seja preciso despedir-me com estas presunçosas palavras para poder recomeçar de novo?

Até lá, aguentem-se os meus queridos aphixadores com o barco grande, que eu vou esperar que o vento sopre esta minha casca de noz até aquela ilhota lá ao fundo, onde só me apetece ficar sozinho.

Ciao!

Afixado por Rogério C. Pereira às 12:43 | Afixadelas (17)

"Este não é o meu tempo"

nuno melo.jpg

Nuno Melo aquele jovem desenvolto, de cabelo ao vento, sempre bem vestido e bem educadinho, exemplo de espírito democrático,com imensa capacidade de saber ouvir e respeitar os adversários políticos, afirmou, ontem: "Este não é o meu tempo".
Nuninho, como eu te compreendo.
Eu sei que o País precisa de chuva, não se pode viver sem água, mas sair de casa assim, empanturrada em chapéus de chuva, gabardines, malas, papéis, também não é, decididamente, o "meu tempo".
Que seja o tempo do Telmo Correia ou do Sr. com nome de corredor de automóveis, mas eu e o Nuninho somos demasiado sensíveis e mal-empregadinhos para que este seja "o nosso tempo".
Na foto acima, o Nuninho ouve o Paulinho, tentar convencer o Sr. Correia que este é o tempo dele. Assim seja.

Afixado por Isabel às 09:45 | Afixadelas (3)

Ponto de ordem à mesa (ou onde vos der mais jeito)

Como a Emiéle referiu em post anterior, é tempo de pormos as leituras bloguísticas em dia. Uns dias fora e um sujeito fica à nora. Vamos por isso hoje a produzir em allegro moderato que é por causa das coisas. Ora vamos lá a começar por ler aquele texto do sharkinho sobre uma russa que ele conheceu, se bem percebi...

Adenda (ou forma expedita de escrever outro post fingindo que é o mesmo para contornar o allegro moderato): entretanto, começa-se a pôr, ou melhor, a tentar pôr a leitura da blogosfera em dia e apanha-se quase um indigestão: enquanto um homem andava pela Páscoa, só o JPP enfardou o abrupto com Kuzma Petrov-Vodkin, Alexandre Herculano, mais estudos sobre o comunismo, Matisse, Roger Fanning, cinco ou seis "Bons Dias" para cada dia (segundo pude perceber), mais estudos sobre o comunismo actualizados, o código morse, o Angel Crespo, o Félix Valloton, and so on and so on. E ainda não cheguei à Grande Loja!

Afixado por Gibel às 08:44 | Afixadelas (1)

As cores dos coletes

Uma notícia em que não tinha pensado: as cores dos coletes reflectores, agora obrigatórios pelo novo Código da Estrada.
Não tinha pensado eu, mas houve quem pensasse.
Pelo que entendo, a ideia é ser visto á distância.
Portanto quem está apeado numa estrada para ser visto por quem circula deve vestir algo que seja visto ao longe – daí o tal colete reflector.
Mas levantou-se a magna questão da cor do dito!
Ora cá está:
Podem ter diversas cores desde que estejam homologados.
Estou a imaginar já coletes de alta costura, o último grito, bom corte.
Por ventura dá para imaginar que o dono de um Jaguar ou dum Ferrari vista o mesmo trapinho que o do um Fiat Uno em 4ª mão …?
E aqui está um negócio onde se pode investir. Coletes personalizados (desde que obedecendo ás tais regras de visibilidade, é claro!) a condizer com o carro, com a personalidade do condutor, até com o que nesse dia leva vestido.
Nesta notícia falam em amarelos, verdes, laranja ou rosa, mas imagino que sejam apenas exemplos. Vamos mas é pensar no negócio.
Vá lá, imaginação, imaginação…!!!


Afixado por Emiéle às 07:26 | Afixadelas (6)

Há sempre queixas…

Esta tem a sua graça.
Com a exigência de maior controlo no consumo de álcool por causa do novo Código agora é o turismo e os donos dos bares que se queixam.
É o máximo!
Mas quem é que diz que não podem beber até ficarem em coma alcoólico? Só se exige que o condutor não o faça! Querem os operadores turísticos querer dizer que todos os clientes dos seus bares saem dali a conduzir automóveis?
Já se lembraram que se se estamparem na curva seguinte não vão voltar ao bar?
Então e nos países nórdicos conhecidos pelas suas colossais bebedeiras de fim-de-semana? Não podem servir de exemplo, com a lei de podem beber todos menos quem tem a chave?
Esta reclamação deixou-me de boca aberta. Só faltava os agentes funerários virem queixar-se de diminuírem a clientela!

Afixado por Emiéle às 06:39 | Afixadelas (3)

Zimbabué

A ser mesmo verdade, isto seria um “terrorismo branco”.
É uma tal violência e brutalidade que só se acredita por já estarmos preparados para acreditar em quase tudo!
No Zimbabué os postos alimentares de emergência recusam ajudar aqueles que não apoiam o Governo
Segundo a notícia «desde o início do mês, a Human Rights Watch vem alertando para o facto de a ajuda alimentar só chegar aos apoiantes do Zanu-PF»
E depois poderá alguém dizer que as eleições foram livres ou válidas?
Vergonha é o que se sente.

Afixado por Emiéle às 06:19 | Afixadelas (4)

março 27, 2005

Help!!!

Percebi exactamente há uma hora a queixa dos nossos leitores mais fiéis, quando se lamentam do excesso de produção do Afixe. Confesso agora, que até às 20 horas de hoje achava cá para mim que era um pouco de exagero. Tá bem que a gente escreve um bocado mas também não é assim tanto. Achava eu. Achava, até este fim de tarde de domingo…
É que acabo de chegar, de uma semana longe aqui da minha malta e estou p’ráqui a ler posts de enfiada, já desisti de ler os comentários, e nunca mais me sinto actualizada.
E para ajudar, os outros meus blogs de estimação, desta vez também não meteram férias nenhumas e não consigo comentar um décimo daquilo que escreveram apesar de o merecerem.
E ainda por cima, logo hoje roubaram-me uma hora ao meu dia !
Dava cá um jeitão essa hora desaparecida.
Quem me ajuda...?!

Afixado por Emiéle às 21:03 | Afixadelas (7)

The piano has been drinking...

tom waits.jpg

O facto de só ter encontrado uma imagem desfocada para o disco desta semana não tem nada a ver com o cozido à portuguesa, o queijo alentejano e o vinho tinto do almoço.Nem com o jantar, de ontem, em casa de amigos. Nem com fumo a mais, nem com nada a mais...ou a menos.
Foi mesmo,e só, um problema "googliano".
No entanto, parece-me que o Tom Waits só se curte mesmo a sério com uma ajudita qualquer que nos tire os excessos de...nitidez. Daí não ter muitos problemas com a (não) qualidade da fotografia.

Afixado por Isabel às 19:08 | Afixadelas (4)

Outros tempos (I)

Outros tempos (I)

Afixado por Rogério C. Pereira às 18:56 | Afixadelas (5)

Fim-de-semana

mato.jpg

Ontem à tarde,troquei as bicicletas pela Vespa velhinha do avô, peguei no João Pedro, como pendura, e fomos respirar ar puro.
A planície continua verde, apesar de meses sem chover (talvez porque na noite de Sexta para Sábado, houve um dilúvio, lá na terra…). O verde é aqui e ali, apenas, interrompido pelo roxo e amarelo do mato.
Quando decidimos parar para lanchar, ficámos em silêncio durante uns minutos. Disse ao meu filho, como sabia bem ouvi-lo. Ao silêncio, que nos rodeava.

O João tentou convencer-me a subir uma montanha enorme (um cabeço de meia dúzia de metros, nas suas palavras) a pé, mas eu não tive coragem. Fiquei cá em baixo sentadinha, sossegadinha a ver as florzinhas amarelas e roxas (o urze, nas palavras técnicas do meu filho).
Quando algum tempo depois voltou, perguntou-me com um tom de voz entre o espantado e o horrorizado (se vocês me ouvissem cantar, iriam entender) porque é que eu não tinha parado de cantar enquanto ele subiu o cabeço.
Pensei e não lhe soube responder. Confessei-lhe que nem tinha dado por isso...
Na volta, já de capacete na cabeça, parece que percebi. O som do silêncio só quando partilhado é belo e nos enche a alma. Sozinha, oprime-me. E como quem canta seus males espanta...para mal dos ouvidos do meu filho que, nem no cima da montanha (“cabeço”) enorme (“de meia dúzia de metros”), se safou da minha melodiosa (“esganiçadíssima”) voz, decidi quebrá-lo e desatei a cantar a Índia, da Gal Costa.
Quero acreditar que só porque não conhecia a canção o meu filho nunca chegou a descobrir o que eu cantava (“que esganiços eram aqueles”).

Afixado por Isabel às 17:05 | Afixadelas (9)

Obrigado

Não me ocorre mais palavra nenhuma.

Afixado por Bernardo Motta às 10:46 | Afixadelas (2)

março 26, 2005

Rain drops keep falling...

criação de Hauptwege und Nebenwege - http://hauptundneben.blogspot.com/
rain-drops.jpg

tirado de uma espécie de blogue chamado "Hauptwege und Nebenwege", como, aliás, sempre esteve referido em "alt", basta passar o cursor por cima da nuvem - atento o tipo de desenho, não quis enfeiar o post, apenas por isso não coloquei o destaque mais à vista. De resto, se carregarem na nuvem vão para o tal do blogue. No dia em que me der para roubar alguma coisa, hei-de roubar algo que valha a pena.

Afixado por Rogério C. Pereira às 00:56 | Afixadelas (5)

março 25, 2005

Boa Páscoa

bim-graphic.jpg

O Sol Invictus viajou do Natal até Aquário, passou a Peixes pelo Carnaval, última celebração da carne sob as festividades de Saturno, antes do «adeus à carne». Poseídon acarinhou-o e as águas elevaram o espírito.

O Sol chega agora a Carneiro e Hares, o Deus da Guerra que o governa, recebe o Sol de Poseídon. Hares comanda a lança de Longinus que fere e mata. O Cordeiro é imolado. A cruz assinala o equinócio. 0º. É Primavera. O Sol cruza o Equador celeste de Sul para Norte e volta a iluminar com fulgor os céus do Setentrião. Touro, que sucederá a Carneiro, receberá o beijo de Afrodite que aplaca a violência de Hares. O Amor governa a subida do Sol no regresso à «Casa do Pai».

Celebra-se a Páscoa dos mistérios cristãos: primeiro Domingo após a primeira Lua cheia após o Equinócio da Primavera. Sol e Lua. Não se trata de celebrar apenas aquilo de que o Sol é símbolo. Também a Lua é espelho. O Sol tem de «cruzar», crucificar-se no Equador, e a sua luz tem de se reflectir na terra através da Lua cheia antes que a Ressurreição do Logos ocorra.

Boa Páscoa.

Afixado por Gibel às 15:54 | Afixadelas (15)

uma oferta do Coelho da Páscoa

boa pascoa2

Afixado por Madge Webb às 09:54 | Afixadelas (6)

março 24, 2005

Já volto...

De amanhã de manhã até Domingo ao fim da tarde vou estar fora.
A seguir, deixo-vos algumas indicações sobre onde e como me poderão encontrar, em caso de extrema necessidade.

Durante a noite, estou aqui:
dormir2.jpg

Por volta das 11.00h, são capazes de me encontrar assim:
despenteada.jpg

Depois de almoço, equipem-se e venham ter comigo.Estou à vossa espera no cruzamento, assim:
bicicleta.jpg

Se não voltar no Domingo, procurem-me na:
lua 2.jpg

Façam o favor de fazer muitas asneiras.
Boa Páscoa.

Afixado por Isabel às 19:11 | Afixadelas (4)

Vou de férias

...mas não sem antes experimentar o pop-up

View image

imagem gentilmente cedida pelo autor

Afixado por Susana às 17:23 | Afixadelas (4)

Testes

De cabeça e tão rápido quanto possível responda às seguintes operações, não seguindo adiante até ter respondido à anterior.

Quanto é:

15+6

3+56

89+2

12+53

75+26

25+52

63+32

Seja persistente e siga adiante.

123+5

RÁPIDO! PENSE NUMA FERRAMENTA E NUMA COR!

E siga adiante...

Mais um pouco...

Um pouco mais...

Pensou num martelo vermelho, não é verdade???

Se não, você é parte de 2 % da população que é suficientemente diferente para pensar em outra coisa. 98% da população responde martelo vermelho quando resolve este exercício.

Afixado por Rogério C. Pereira às 13:55 | Afixadelas (25)

O pavão

pavao.jpg

Durante algum tempo entrava às 7.00horas. Quando saía de casa, via, primeiro, o alvorecer lá bem ao fundo sobre o Tejo e depois, mais perto, por trás do Castelo.

Encontrámo-nos passados dez anos. Num funeral.
No dia que vieste jantar a minha casa e no mês que se seguiu deixámos de ter estado separados durante dez anos.Sentiamos que o passado se substituia por um qualquer futuro.E que não voltariamos a separarmo-nos.

Ao Domingo não havia ninguém na rua. Quando chegava ao largo, o pavão do jardim esperava-me, mesmo em frente ao café do Sr.João. Acompanhava-me até ao fim da rua. Quando eu atravessava, olhava para trás e ele tinha voltado para o jardim.

Foste para Boston. Todas as noites de Domingo trabalhavas em casa até mais tarde e aguardavas a minha chamada. Perguntavas se o pavão me tinha acompanhado. E dizias que era o teu mensageiro.
Entretanto voltaste. O mês prolongou-se por mais uns anos.O futuro também.
Um dia o futuro acabou. Da pior maneira que se tem para acabar futuros. Com uma mentira.

Algumas vezes voltei a ter que vir entrar às 7.00h. O pavão já não me fazia companhia mas eu sentia-o. Tu já não esperavas a minha chamada, mas eu sentia-te.

O pavão continuava a viver no seu jardim.Viamo-nos regularmente.

A ti não te voltei a ver.

Há duas semanas, numa bonita manhã de Sábado, fui beber café à esplanada do Jardim. O pavão lá estava. Achei que as cores das penas estavam diferentes. Tinham perdido luz. Assustada, perguntei ao jardineiro. Respondeu “È do tempo, minha senhora, o tempo muda as cores de tudo”.

Hoje tive que vir de manhã muito cedo.
Quando aqui cheguei reparei que não tinha visto o alvorecer no Tejo nem no Castelo. Pensei que era por causa do nevoeiro.
Mas também não tinha sentido a companhia do pavão nem a tua espera.

Lembrei-me das palavras do jardineiro. O tempo acaba por mudar as cores de tudo.
Percebi que o futuro era, agora, finalmente, passado.
Possivelmente vou sentir falta da cor das penas do pavão. Mas deixei de sentir a falta da tua espera.

Afixado por Isabel às 09:28 | Afixadelas (18)

março 23, 2005

A VELOCIDADE DO TEMPO (2)

A impossibilidade do retorno a um dado local não decorre de um busílis metafísico; trata-se apenas de corriqueira ciência, de astronomia elementar. cellarius.jpgAntes de mais, não esqueçamos a verdadeira natureza da nossa posição neste universo: agarramo-nos a custo a um planeta que gira desembestado sobre si mesmo; orbitamos uma estrela que, também ela, se despenha em correrias que desafiam a imaginação. E toda a nossa Via Láctea é apenas uma gota num rio de galáxias obedecendo ao chamamento do Grande Atractor, presença magnífica e opaca de dimensões inimagináveis, leviatã negro que coreografa todos os movimentos nos nossos céus.
600 quilómetros por segundo. Eis a velocidade a que a Terra cai pelo universo afora. Eis a velocidade a que o passado se afasta de nós.
É por isto que aquele local mágico, à sombra de um coreto ferrugento, abrigo do beijo primordial, teima em fugir-me. E assim se perderam para sempre os passos que dei na casa da minha juventude. Os nossos pretéritos não estão onde os deixámos. A cada dia que passa, mais 52 milhões de quilómetros nos separam deles.
Os resultados são bem conhecidos. O coração é topógrafo preciso e não se deixa enganar pela espuma das aparências. Por isso, somos imunes a todos os emocionados regressos que ensaiamos. Por isso, as bússolas dos afectos teimam em apontar para um Norte outro, que nunca coincide com as coordenadas rigorosas que confiámos à memória. Aí, apenas encontramos adereços, cascas, detritos sem préstimo: o essencial foi-se embora.
Talvez os nossos transes mais intensos fiquem mesmo, como fósseis intangíveis, para sempre a assinalar pontos bem definidos no espaço. Mas nada os prende à gravidade ou à cinemática deste nosso planeta. Cada genius loci que criamos só nos acompanha em imaginação; na realidade, todos se perdem como náufragos celestes, condenados a vogar pelo frio absoluto entre estrelas. Legiões de débeis fantasmas que a Terra deixa atrás de si, como a cabeleira de um cometa a esvair-se em recordações, saudades, melancolias, ínfimos sobressaltos destas maquinetas desarranjadas que tomamos por almas.

João Garcez

Afixado por afixe às 20:28 | Afixadelas (19)

Miscigenação

heroi.jpg
O HERÓI

O realizador angolano Zezé Gamboa, residente em Portugal, recebeu em Janeiro o prémio do júri para o melhor filme dramático estrangeiro no Festival Sundance (EUA), o mais importante festival de cinema independente, no qual o cinema português tentava debalde participar desde há alguns anos.

“O Herói”, filme tornado possível com o fim da guerra em Angola e através da co-produção portuguesa, angolana e francesa, vai ser o filme exibido na abertura de um evento cinematográfico a decorrer proximamente no MOMA, em Nova Iorque.

Rui Vilar, presidente da Fundação Gulbenkian disse, quando tomou posse, que era fundamental virarmo-nos culturalmente para a nossa diáspora, o que ficou patente na recente exposição de arte africana contemporânea apresentada pela instituição.
Na música portuguesa têm surgido manifestações das mais interessantes nas segundas gerações de imigrantes de países africanos e no decurso da cumplicidade com a música brasileira. Na relação com o Brasil, nas artes plásticas, arquitectura e literatura, cada vez há maior cooperação e interpenetração nos respectivos mercados.

A miscigenação é uma possível solução para os racismos, preconceitos e intolerâncias que grassam pelo nosso país. Culturalmente, torna-nos mais ricos, abrangentes e largos: aumenta o mundo cá dentro. E a cultura, no seu significado mais lato, é o que melhor define e divulga uma nação.

Por tudo isto, fiquei chocada quando li no “Vox Populi”, no Público, que uma senhora consultada considera que o governo não devia deixar cá entrar mais estrangeiros.

Afixado por Susana às 18:25 | Afixadelas (5)

Finalmente, a Primavera!!!

Uma das coisas engraçadas (ou nem tanto...) que uma pessoa adquire com o estatuto de emigrante, é uma obsessão com o tempo. Compara-se o tempo que faz aqui com o que fazia em Portugal (claro que aqui é sempre pior...), sempre que se telefona à família ou aos amigos o tempo é sempre um assunto recorrente, culpa-se o mau tempo pela depressão, o sol pelos dias de boa disposição, uma pessoa queixa-se do tempo, admira-se do tempo, começa as conversas a dizer "sabem quantos graus estão hoje em Portugal?" e delicia-se com a inveja dos nórdicos.
O mais interessante é o misto de sentimentos que nos atingem quando, por alguma razão insuspeitável, o tempo aqui até está melhor do que no "cantinho à beira-mar plantado": por um lado, é uma vitória, mas por outro é a ruína de um sistema de crença arreigado, cujos alicerces firmes levaram muito tempo a contruir. No mínimo, desconcertante!
Por isso, nem sei que vos dizer hoje... Falei com a minha irmã e parece que aí o céu está meio nublado e chuvisca, e aqui está um lindo, fantástico, magnífico dia de Primavera. Almocei numa esplanada (!!!!!!), e as árvores em frente à minha janela acordaram hoje cheias de folhinhas verdes e flores cor-de-rosa exactamente como estas:

Vai com certeza ser uma bela noite primaveril, e vou sair!! HAHA! Sinto que os tempos de hibernação estão a acabar!!

Afixado por M. Butterfly às 16:18 | Afixadelas (6)

O original e a imitação

maquiavel.jpgpp.jpg

A proposta do PP de fazer o Referendo sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez juntamente com as presidenciais, é só uma tentativa parola de se armarem em Maquiavéis de trazer por casa ou os gajos estão mesmo convencidos que os portugueses são uma cambada de atrasados mentais?

Afixado por Isabel às 14:35 | Afixadelas (8)

Buáááá!!!!

"Srs. Srs. pcht, pcht, aquele menino já não é nosso amigo..."
"Mas qual menino? Aquele de cabelos brancos?"
"Sim o que disse que aquele Sr.era igual àquele Sr. E que disse que aquela guerra daquele Sr. que era igual àquele Sr. era má..."
"Atão mas na altura a gente era amigos do tal Sr. e gostava da guerra dele e não deixou de brincar com aquele menino…"
"Pois é, mas agora é pior.Aquele menino foi brincar para a equipa dos outros meninos maus que ganharam o jogo…"
"Atão pronto, não chores mais, a gente suspende-o..."
"Não se pode expulsá-lo e pronto?"
"Não, isso não podemos fazer...se ele deixar de jogar com os maus, pode voltar..."
"Tá bem, lá na nossa terra, a gente e mais os nossos amigos que eram amigos do menino e que agora já não são e que também perderam o jogo, faz-lhe a folha…"

Afixado por Isabel às 09:45 | Afixadelas (4)

Parlamento II - Conclusão

parlamento2.jpg

O Programa do Governo foi aprovado na Assembleia da República.
Apesar de ser meu dever transmitir-vos notícias do que lá se passa, ontem foi completamente impossível.Quando ia para começar já tinha acabado. O debate de ontem de manhã teve que ser tipo rapidinha, porque o Primeiro Ministro tinha que ir a correr para Bruxelas, para a sua apresentação à sociedade.
A imagem das bancadas dos Deputados mostra, aliás, que a maioria deles, ainda foi mais rápida que o Primeiro Ministro a abandonar o hemiciclo.
Assim, como é que querem que uma cronista cumpra o seu dever?

Afixado por Isabel às 09:33 | Afixadelas (4)

O Arsenal - Continuação

Segundo o antigo director da PJ, os governos sabem, desde 2001, das redes de tráfico de armas ilegais existentes em Portugal.
Em declarações à TSF, Alcino Roque mostrou-se surpreendido com as declarações feitas ontem por responsáveis da PJ e da PSP, e afirmou que ele próprio tinha, por vários vezes, apresentado queixas-crime contra o ex. Ministro da Defesa, Paulo Portas, por este não ter cumprido “nenhum dos deveres e leis”.
Mais uma peça para o puzzle ou a resposta a algumas perguntas?

Afixado por Isabel às 09:26 | Afixadelas (3)

março 22, 2005

Tou de cabelos em pé!!!!!!!

Hoje cá em casa, a NET está armada em...
caracol.jpg
Vou ver o telejornal antes que me dê um ataque de fúria e use o
martelo.jpg

Afixado por Isabel às 19:52 | Afixadelas (7)

Randy Glasbergen

Afixado por Rogério C. Pereira às 18:40 | Afixadelas (4)

E hoje é assim que me sinto...

Depois de uma reunião com representantes dos 25 Estados Membros.

Só três notas, depois vou para casa que tenho a cabeça em água...

É impressionante com aquela expressão "todos diferentes, todos iguais" reflecte mesmo a realidade.

Depois de já ter estado do outro lado, compreendo que seja difícil pôr de lado interesses individuais para atingir o bem comum. Compreendo. Mas não aceito a pura má vontade de alguns. E a total mesquinhez e a ausência de estratégia global, de visão de conjunto.

O mais difícil de explicar aos outros é o óbvio. Curiosamente, é sempre aquilo que suscita mais dúvidas.

Afixado por M. Butterfly às 16:14 | Afixadelas (7)

O arsenal

arsenal.jpg

A polícia capturou no Alentejo o presumível assassino dos dois polícias na Amadora. Como é que é possível aquele arsenal de armas? Quais as ramificações, os contactos, as redes que podem permitir que um único individuo tenha na sua posse armas que são mais sofisticadas e mortíferas que as da própria Polícia? Quantos mais arsenais destes existirão pelo país fora? A quê e a quem se destinam? Como é que a Polícia descobre o presumível assassino menos de 24 horas depois da morte dos dois agentes e nunca o tinha encontrado antes, apesar de ele ter um mandato de captura por negócios fraudulentos, um mandato de captura por presumível assassínio de uma cidadã brasileira e se passear calmamente à porta de um Bar da Amadora?
Muitas questões a aguardarem resposta.

Afixado por Isabel às 09:54 | Afixadelas (12)

Parlamento II

governo.jpg

Começou ontem a apresentação do Programa do Governo.. Como estava de folga, assisti à transmissão na 2.

Notas:
Governo:
Sócrates: prometeu criar os tais 150 000 novos empregos, prometeu criar o tal abono dos 300€ para os idosos mais pobres, prometeu apostar no choque tecnológico. Prometeu diminuir as férias judiciais.
Freitas do Amaral: Prometeu apostar nas relações com os Palop, disse acreditar que Bush tá mais moderado e anda a pedir batatinhas à Europa, disse que era normal um Democrata Cristão apoiar um Governo do Socialismo Moderado e disse que nunca tinha chamado Hitler a Bush.
Resto do Governo: Quando cheguei, o Ministro das Finanças já estava a acabar. Mas ainda tive tempo de o ouvir dizer que todas as respostas que implicam números e receitas e despesas e coisas assim sem importância ficam para o Orçamento Rectificativo.
Quando foi a altura do Mariano Gago a vizinha veio-me entregar uns limões que trouxe da terra.

Partidos:
O PP desancou no Freitas do Amaral. Os deputados usam casacos claros ou azuis escuros e a deputada (só deu para ver uma) tem cabelo louro.
Paulo Portas: Paulo Portas desancou no Freitas do Amaral. Também tinha casaco claro.
PSD: Marques Guedes (líder interino da bancada do PSD) desancou em Freitas do Amaral .Disse que ele tinha comparado Bush com Hitler. Leu um livro de Freitas do Amaral e ofereceu-se para lhe tirar fotocópias do dito.
Resto do PSD: Não dei por nada. Deve ter sido na altura que fui comprar pão. Parece que optaram pelos casacos cinzentos.
PS: Ouvi o Manuel Alegre, mas como já o tinha ouvido há dois meses, distraí-me um bocado. Acho que não há cor dominante nos casacos, mas continuam de gravata e sem rabo-de-cavalo.
PCP: Confesso que só ouvi a Luísa Mesquita a questionar o Mariano Gago, sobre como era possível fazer investigação científica com os Institutos a cair e sem funcionários.Parece que cada um tinha um casaco de uma cor, o que apenas prova que é falsa aquela história da cassete, pelo menos no que toca à cor dos casacos.
Os Verdes: O verde de serviço usa rabo-de-cavalo e não usa gravata.Gostei da pose, não deu para reparar para mais nada. Estava vidrada no cabelo.
BE: Continuam sem gravata. Luís Fazenda substituiu a palavra vendeta por révanche porque o Marques Guedes lhe quis bater.Nesta altura ouviu-se um burburinho na bancada do PP. Era o Nuno Melo, que viu o Padrinho a tentar explicar o que era isso, aos seus pares. Luís Fazenda fez mais umas perguntas sobre política internacional a Freitas do Amaral mas o Jaime Gama cortou-lhe o pio (ao Freitas, não ao Fazenda).

Afim nº1 e nota muito positiva: A uma pergunta de Francisco Louçã, José Sócrates comprometeu-se a fazer o Referendo sobre a IVG o mais depressa possível e a participar pessoal e activamente na vitória do SIM.

Afim final: Onde é que se meteu a Ana Drago?

Afixado por Isabel às 09:29 | Afixadelas (11)

março 21, 2005

HAHAHA

Chegada á cuboesfera (parcela para já bem delimitada de um espaço pluricircular em que me movimento), rapidamente constatei que o meu riso era diferente do da maioria dos outros transeuntes. O meu riso começa com um som aspirado: “hahaha” ou, em versão mais maldosa, “hehehe”. O riso da maior parte das pessoas com quem me tenho cruzado começa com um “A” de surpresa ou com um afirmativo “E” e só depois se abre numa gargalhada. Há ainda aqueles que riem com um D maiúsculo. Será o meu riso – e o dos poucos que riem como eu – gutural?

Ainda a propósito do sentido das expressões do sentir: gosto de elementos da escrita como os parentesis (rectos ou curvos), os dois pontos, o ponto e vírgula, o travessão. Mas agora, quando uso, por exemplo “;” fico a pensar que alguém vai crer que lhe estou a piscar o olho.

Afixado por Susana às 23:15 | Afixadelas (4)

Com menos lambidelas no gelo ...

Sporting, 2 - F. C. Porto

... com um treinador a sério e com um bocadinho mais de garra teríamos, a jogar contra um sub-produto do Porto - ainda por cima reduzido a nove elementos, atingido uma goleada histórica. Queira Deus que os golos que não marcámos hoje não nos venham a fazer falta no futuro, em caso de igualdade pontual com o Porto (nas Antas perdemos 3-0). Enfim, já nos vamos habituando às entradas de leão, saídas de Peseiro. Para a história fica o resultado: Sporting, 2 - F. C. Porto, 0.

Afixado por Rogério C. Pereira às 22:48 | Afixadelas (8)

À atenção do Eng.º José Sócrates

Só lembrar que a Assembleia da República tem três meses de férias...

Afixado por Gibel às 22:36 | Afixadelas (2)

Prognósticos

Só no fim?
Spooooortiing!!!
já ganhou.

Afixado por Susana às 22:22 | Afixadelas (3)

Nada de Novo

Durante anos assistiu-se em Portugal a uma "estupidificação" do debate e do argumento político. Algumas élites em conluio alegre com os media, acharam e acham, que o povão médio não tem arcaboiço, nem pachorra, para perceber as grandes questões e como tal deve contentar-se em vê-las servidas e embrulhadas de uma forma minimalista, maniqueísta, e quase sempre simplória. Fizeram-se e desfizeram-se carreiras políticas com base no sound-byte, nas declarações avulsas, da boca no momento certo, foram os anos das verdades, e perseguições, fáceis do Independente do Dr. Portas, e da mensagem black & white do PP do Dr. Monteiro, foram os anos dos tutoriais do Prof. Marcelo, foram os anos das propostas fracturantes do Bloco de Esquerda. E agora é a vez do PS do Eng. Sócrates, até ver o mais eficaz e todos.

Não vale a pena pois criticarem, os mesmos do costume, o novo estilo do Eng. Sócrates, este está a ser simplesmente o melhor, e de longe, a executar uma filosofia que vem de longe.

Pelo Manuel na Grande Loja

Afixado por Gibel às 18:45 | Afixadelas (5)

Cof, Cof - Essa mítica reforma da administração pública

Do Programa de Governo:

"A modernização da Administração Pública é uma peça essencial da nossa estratégia de crescimento para o País. Cidadãos, empresas e sociedade civil sentem hoje a necessidade de se passar de excelentes diagnósticos a acções concretas. Não se trata de fazer uma mítica “grande reforma da Administração Pública”, mas de conduzir um processo reformador feito de passos positivos, firmes e consequentes, para alcançar uma Administração eficaz, que sirva bem os cidadãos e as empresas, à altura do que se espera de um Estado moderno. As acções a desenvolver enquadram-se em três linhas de actuação: (a) facilitar a vida ao cidadão e às empresas; (b) melhorar a qualidade do serviço pela valorização dos recursos humanos e das condições de trabalho; (c) tornar a Administração amiga da economia, ajustando-a aos recursos financeiros sustentáveis do País e contribuindo para um ambiente favorável ao crescimento."

1. Existem as grandes reformas e as pequenas reformas (o que em Bom Português quer dizer existem as reformas e as não-reformas);
1. Fazer grandes reformas, isto é, no fundo, fazer reformas em Portugal, é coisa da ordem do mito;
2. A esquerda, ou pelo menos o PS, já não acredita em mitos;
3. O que é preciso é uma administração amiga.

Não se esqueçam, portanto, quando tiverem de lidar com qualquer procedimento burocrático absolutamente inútil e ineficiente cuja pura e simples extinção seria da ordem do mito, de dirigir o vosso requerimento como segue,

Título: REQUERIMENTO CUJA RESOLUÇÃO RÁPIDA É FAVORÁVEL AO CRESCIMENTO

Exmo. Senhor Director
da Repartição de ...
Meu Caro e Estimado Amigo,...

.....

E.D.C.A.P.E.*

*(Espera Deferimento Com Amizade e Profunda Estima)

Afixado por Gibel às 18:09 | Afixadelas (1)

Don't talk about...

...the war. Toda a gente recorda este conselho anedótico de uso quando se fala com um alemão.

Com o PS é mais "não fales de reformas".

No aliás mui douto programa de Governo fala-se por três vezes de "reforma do sistema de governo". Um tipo até se entusiasma! Pensa "ora aí está um objectivo ambicioso!" porque é preciso "cortar a direito!". Depois vai-se a ver e não se trata de reformar o sistema de governo da República...mas das Universidades.

Afixado por Gibel às 18:02 | Afixadelas (1)

Ainda estará por inventar...

...o estofador de sofás que leve mais barato por estofar um sofá usado do que por comprar um novo?! Hirra!

P.S. - se alguém conhece agradeço informação urgente para o meu email.

Afixado por Gibel às 17:25 | Afixadelas (9)

Porque acabei de descobrir...

...que também há um dia para a poesia.
Porque, para mim, todos os dias em que se vive são dias de poesia, mas alguém decidiu que era hoje, e eu não tenho nada contra, nem a favor...
...aqui vai, apenas, porque sim:

"Recomeça…
Se puderes,
Sem angústias e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses,
De nenhum fruto queiras só metade..."

Miguel Torga

Afixado por Isabel às 16:49 | Afixadelas (9)

Primeira crítica a Sócrates

Como declarei na altura em que confessei o meu voto no PS, a minha opção não equivaleria ao meu silenciamento em casos de discordância, pelo que não me escusaria de fazer as devidas críticas assim que surgissem motivos para tal. Infelizmente, surgiram com a procissão ainda no adro da Igreja.

Refiro-me à redução das férias judiciais de 2 meses para 1 mês – projecto puramente demagógico e totalmente irrealizável, que se reduz a atirar areia aos olhos de quem, pouco esclarecido, pense que os dois meses de férias judicias se traduzem num ataque à produtividade sustentado por um qualquer estatuto especial garante da improficuidade dos funcionários públicos judiciais (juízes, procuradores e oficiais de justiça), isto, quando os demais funcionários públicos têm direito a apenas 22 dias úteis de férias. Nada mais errado! Em férias judicias apenas os prazos judiciais estão parados, sendo que os tribunais não encerram portas.

Em qualquer serviço público os funcionários têm um período bastante alargado, e de todas as formas superior a dois meses, dentro do qual podem "escolher" o período de férias de 22 dias úteis a que têm direito. Nesses serviços, não há uma necessidade de todos os funcionários estarem ao serviço na mesma altura.

Não é assim no caso dos tribunais judiciais, em que tem que se contar, para que um tribunal funcione na plenitude, com a total disponibilidade para o serviço, e ao mesmo tempo, de Juízes, Procuradores e Oficiais de Justiça.

A implementação da anunciada medida de um mês de férias judiciais, sem mais, obrigaria a que toda a gente tirasse férias ao mesmo tempo, o que, para além de se traduzir numa diminuição de garantias dos funcionários judiciais em relação aos demais funcionários públicos, equivaleria a que o Tribunal, naquele período, vamos supor que no mês de Agosto, pura e simplesmente não funcionasse, nem sequer para processos urgentes, porque nunca haveria juízes ou procuradores de turno, nem funcionários para os assistir, uma vez que todos estariam a gozar as férias a que têm direito, sem possibilidade de o fazerem noutra altura com os prazos judiciais a correr.

A questão dos 2 meses de férias judiciais não caiu do céu aos trambolhões e sem qualquer razão de ser. O motivo tem exactamente a ver com a coordenação das férias dos diversos operadores judiciais por forma a, desde logo, garantir que, para processos urgentes, o tribunal nunca esteja fechado, o que passa pela garantia de haver sempre juízes, procuradores e oficiais de justiça ao serviço.

Num único mês, como é bom dever, não é possível proporcionar a necessária rotatividade, sendo que um juiz que esteja de turno numa semana de Agosto, terá que ter direito a essa semana mais tarde, o que acabaria por significar que toda uma secção ou juízo acabaria por estar parada nessoutro período. E nem me falem da bolsa de juízes substitutos porque é absolutamente impraticável destacar, de forma eficaz e profícua, um juiz para, durante uma semana ou quinze dias, substituir um colega que está de férias.

Há pois que reflectir e atacar os verdadeiros problemas da Justiça que não passam, isso é certo, pelos dois meses de férias judiciais em que, de resto e verdadeiramente, a disponibilidade judicial, e esta é a pedra de toque, nunca se reduz a zero.

Neste sentido, uma boa ideia seria lançar meios eficazes de verificação da efectiva produtividade e assiduidade dos diversos operadores judiciais, designadamente juízes e procuradores, durante o período de férias judiciais em que não se encontram de férias.

Afixado por Rogério C. Pereira às 16:43 | Afixadelas (13)

campanha contra estupidez...parte III

not really lili

Celebridades...(ou celebridiótas) contribuem a muitos dos problemas do mundo moderno. FACTO. Não lhes ligam. Todo o mundo FORA do nosso mundo odeia nos porque pensa que só pensamos em dinheiro, celebridade, e droga (explicação inglesa pouco menos complicada aqui) FACTO!

And it's all TRUE!

Bem, vou arranjar um boob job e um nose job. Até logo.

Afixado por Madge Webb às 16:17 | Afixadelas (5)

Sinto exactamente a mesma coisa...

será que a última tirada funciona com o meu chefe?...

Afixado por M. Butterfly às 16:14 | Afixadelas (2)

'Té Domingo! Vou de férias!!!

Meus amigos, daqui até Domingo, vou desaparecer do Afixe.
Já fiz uma vez uma experiência, essa pequenina de uns 3 dias, só para ver que tal me aguentava sem net, sem Afixe, sem outros blogs e, com alguma surpresa, não correu nada mal.
Portanto, agora vou sem receio!
Respirar outro ar, não ter horas, não ter compromissos…
Claro que apesar da chuva ser muito bem vinda, foi mesmo muito mal planeada. Ficaram lá para trás uns meses intermináveis sem pinga de água, e agora que a criançada tem férias, no primeiro dia de Primavera começa a chover..! São Pedro não anda bom da cabeça.
Mas não me rala. O que quero mesmo é descansar !

Afixado por Emiéle às 16:00 | Afixadelas (9)

Livro de cabeceira

mesa.jpg

Sempre achei bem ter um livro de cabeceira. Mas para cumprir a sua missão de livro de cabeceira tem que ser grande e com muitas folhas.
Houve uma altura que não tinha uma mesa-de-cabeceira e sentia-me frustradíssima. Não tinha sítio para pôr o livro de cabeceira e uma pessoa sem livro de cabeceira não é uma pessoa completa.
Durante os anos quentes de 74 e 75, tinha o Capital. Confesso que nunca o li, mas aquilo era grande e cumpria a sua missão. Depois, quando as coisas arrefeceram (ou perderam a piada, conforme o ponto de vista), achei que não devia receber as visitas, de Capital na mesa-de-cabeceira.
Decidi voltar aos clássicos. Coloquei lá o velhinho “Guerra e Paz”. Era enorme e parecia-me sério o suficiente. A qualquer pessoa que entrasse no meu quarto e visse o livro, eu diria “Ando a lê-lo pela 6ª vez…não me cansa. Tolstoi é sempre Tolstoi…”.
Mais tarde achei que aquilo também já era de mais. Alguém que voltasse lá 3 anos depois e visse o mesmo livro, haveria de achar, no mínimo, estranho…Optei por um Saramago, “Ensaio sobre a Cegueira” pareceu-me bem.
Ultimamente troquei-o pelo Código do Trabalho. Acho que daria um bom ar a quem visitasse o meu quarto. O de uma pessoa que mesmo durante as horas de descanso se interessa pelos problemas dos trabalhadores ou, quem sabe, o de alguém especializado em legislação laboral. Parece-me bem uma pessoa dar ar de ser especializada em qualquer coisa, sobretudo no seu quarto.

Agora se o Sócrates decidir mesmo ouvir a razão e alterar aquela coisa, vou ter que arranjar um substituto.
Tou a pensar em colocar o Código da Vinci. O pior é que as cores da capa não fazem pandan com as almofadas…esta semana tenho que passar pela casa dos tecidos a ver se mudo a cor das almofadas... se bem que depois haja o problema da colcha...
Haverá por aí alguém que saiba dum livro grande que tenha uma capa que fique bem com o azul?

Afixado por Isabel às 11:56 | Afixadelas (23)

Mulher usada como moeda de vindicta

Tenho seguido na impressa francesa , um caso que, de tão horrível, nem me tem apetecido falar nele. Até porque sei que muitas vezes temos ideias feitas sobre muitos assuntos que se formos a ver nem sempre coincidem exactamente com a realidade. Sabemos, por exemplo, que é certo que pela lei islâmica a mulher é relegada para um papel secundário, mas já aqui chamei a atenção para o número de mulheres eleitas no Iraque em contraste com o parlamento português…
Mas o caso que me chocou profundamente tem mais a ver com costumes de conselhos tribais no Paquistão. Uma luta entre clãs, onde uma mulher foi verdadeiramente “usada” para uma vingança horrorosa.
A história pode contar-se abreviadamente: Há 3 anos, os homens de uma tribu tinham acusado o irmão mais novo desta rapariga, Mukhtaran, de andar de amores com uma rapariga do seu clã. De notar que “o criminoso apaixonado” tinha 12 anos! ( segundo a versão deste, muito pelo contrário, ele é que tinha sido raptado e violado por 3 homens que depois tinham inventado essa história para fugir a responsabilidades) O facto é que foi feita queixa desse "crime" ao chefe tribal que decidiu que uma tal ofensa só podia ser lavada humilhando uma mulher pelo crime do seu irmãozinho. O costume exige que sejam as mulheres a pagar pelos crimes cometidos pelos membros masculinos da família. Portanto esta jovem, foi raptada, violada de um modo selvagem por quatro indivíduos e exibida despida perante a aldeia.
Acontece que sendo mulher de fibra, apesar das ameaças e pressões, não se calou e fez queixa. Provou-se a sua razão e os agressores foram condenados à morte. Simplesmente, golpe de teatro, sob a pressão dos senhores tribais estes homens mesmo julgados e condenados, foram libertados por decisão do supremo tribunal. Só que como esta caso já ultrapassou as fronteiras, estão de novo detidos enquanto se re-analisa o caso.
Mas o que nos deixa incrédulos é como isto é possível. Um ser humano, uma mulher, ser usado como um objecto, para “castigo de outra pessoa”. E isto passa-se hoje. No mesmo mundo em que vivemos.

Afixado por Emiéle às 10:03 | Afixadelas (7)

O Jardim

Agora que Santana Lopes já não tem o protagonismo que o adornou durante este nosso passado recente, perdeu-se aquela fonte quase inesgotável de piadas. Mas enquanto o arquipélago da Madeira for chefiado pelo senhor que parece ter misteriosamente adquirido um lugar vitalício, há sempre factos interessantes e curiosos, que se prestam à nossa reflexão.
Desta vez foi o Tribunal de Contas que decidiu embirrar com ele. É mesmo perseguido por todos o pobrezito.
Vêm agora dizer que lá no seu feudo houve uma derrapagem superior a 100 por cento em obras que ele inaugurou antes das eleições .
Já é embirração.
O que nós temos é inveja, aqui no Continente.
Onde é que já se viu andar por aí a prestar contas?
É preciso, gasta-se. Mai nada!
O presidente de um governo regional não é nenhum rapazinho a dizer ao pai que precisa de aumento de mesada. Vai à carteira do pai e serve-se. Depois logo se vê.

Afixado por Emiéle às 09:21 | Afixadelas (2)

Centros de Arbitragem

balanca_justica-dr.jpg
No que diz respeito a conflitos entre o consumidor e o fornecedor a existência de Centros de Arbitragem parece uma boa solução. Sem o peso que tem o recurso a uma verdadeira questão judicial, existir, no caso de uma queixa, uma entidade que possa ver serenamente os dois lados da questão e cuja opinião tenha peso, será muito importante. Parece que «Os centros de arbitragem de conflitos do consumo têm competência para proferir sentenças em processos sobre a transacção de bens e serviços, desde que não envolvam montantes superiores a cinco mil euros», o que já abrange uma fatia de queixas muito razoável. Para além disso, os livros de reclamações e os livros amarelos existem para ser utilizados. Nós temos muita facilidade nos desabafos verbais mas depois é bem mais difícil passá-los a escrito. Mas é um costume que deverá ser incentivado. Por todos os motivos, até porque quando se passa uma queixa a escrito tem de se ser mais objectivo, o que pode ajudar a ver o problema com mais clareza. Na área da habitação, algumas medidas programadas podem ajudar: a- Tornar a ficha técnica da habitação de consulta fácil e acessível b- Alargar o prazo de reclamações c- Seguro obrigatório de garantia dos imóveis Aceito que seja pouco, mas por algum lado devemos começar. E por aqui não era mau.

Afixado por Emiéle às 08:46

Amadora

Não vivo na Amadora e até mesmo tenho poucos amigos que lá vivam. Donde, tudo o que sei julgo saber é o que oiço ou leio. É uma terra que tem crescido em progressão geométrica nos últimos anos mas cujos recursos, apesar de também terem crescido, o fazem em progressão aritmética. Ou seja, tudo o que se tem feito é sempre pouco para as necessidades.
Hoje é o problema da segurança que, pelas piores e mais tristes razões, está na berlinda. Talvez este choque sirva mesmo para se tomarem medidas num campo tão sério e delicado. Porque quando os cidadãos não se sentem protegidos tendem a tomar nas suas mãos essa protecção nem sempre com as melhores consequências. É sabido o que pode acontecer com a existência de milícias privadas. E a espiral de violência é das mais difíceis de parar.
Por outro lado, “casa onde não há pão…” Não é certamente por acaso que é nos locais onde se reúnem pessoas mais desesperadas por todo o tipo de carências, que qualquer fósforo que é aceso motiva uma enorme explosão. O mal não é do fósforo, é do ar onde ele se acende.

Afixado por Emiéle às 08:38 | Afixadelas (3)

fim de semana

tecto.jpg

O céu de hoje estava um tecto quase uniforme. Fui para o terraço jogar volley com o meu filho (taxonomia do murro na bola) e, quando me perguntava quantas nódoas negras iria contar no meu pulso amanhã, começou a caír uma fina chuva.
Espero que a chuva se instale, mas considero o timing dos céus pouco apropriado, com as férias da Páscoa das crianças aí a chegar.

Ontem, antes do fim de tarde passado na Fnac de um centro comercial, ainda pude, de passagem, ver isto:


montesjpg.jpg

Afixado por Susana às 01:12 | Afixadelas (2)

Afixado por Susana às 01:08 | Afixadelas (4)

“The Life Aquatic with Steve Zissou”

Em português “Um peixe fora de água” título que é um pouco tonto para uma história que é mesmo toda passada na água!
Depois de nas duas últimas semanas ter visto excelentes filmes como Mar Adentro, Million Dollar Baby, Vera Drake, excelentes mas bem pesados, decidi ir ver uma coisa bastante mais leve. Hoje foi um dia aquático.
Um filme muito baralhado, cheio de cenas de non-sense, com paternidades e maternidades a despropósito, e um protagonista que é uma criança grande. É tudo um jogo, o barco onde anda um enorme brinquedo. O filme roda à volta do documentário marítimo numa permanente alusão a Cousteau, mas logo nos primeiros momentos quando perguntam ao realizador/investigador porque vai em busca do tubarão que lhe comeu o amigo ele diz com a maior naturalidade “por vingança”. Qual investigação, qual quê.
E todas as enormes confusões familiares, filhos e pais não batem certo, tudo dá ideia de que as peças do puzle não acertam mas não seria suposto alguma vez acertarem. Até existe um coro, um brasileiro que toca viola e canta em português canções de David Bowie. (…?) Chamar non-sense é pouco. Aquilo é mesmo loucura.

Afixado por Emiéle às 00:00 | Afixadelas (1)

março 20, 2005

20 de Março

s e p.jpg

Era só para lembrar que faz hoje um mês que os gajos se foram!!!

Afixado por Isabel às 21:40 | Afixadelas (7)

Receita da semana

Cortam-se quadrados de massa folhada com 10 cm de lado e põe-se no meio de cada um uma colher de sopa bem cheia de espinafres descongelados num tacho com uma noz de margarina. Por cima assenta uma rodela grossa de chèvre. Unem-se os cantos dos quadrados no topo. Vai a cozer no forno. Para acompanhamento, uma salada de tomate, com rúcula, uma mão cheia de pinhões e uvas brancas peladas, sem graínhas e cortadas ao meio; tempera-se com sal grosso e azeite.

Quem não gostar de legumes pode debicar os pinhões e as uvas da salada, afastar os espinafres para o lado e comer o chèvre com a massa.

Afixado por Susana às 18:44 | Afixadelas (17)

O fantasma da intolerância

Esta madrugada foram assassinados na Amadora, dois elementos da PSP. Segundo testemunhas, faziam um patrulhamento normal, quando, ao mandar um homem identificar-se, este disparou vários tiros, tendo dois dos três polícias que seguiam no carro acabado por falecer.
Este trágico acontecimento volta a levantar várias questões de segurança, a que os Sindicatos da Polícia têm insistido com os sucessivos Governos para que sejam discutidas e resolvidas.

Há, no entanto, para além da tragédia da morte de dois jovens policias, e da falta de condições de que, há anos, se queixam,algumas questões que me despertam particular preocupação:
1 – Segundo as informações disponíveis as armas usadas são armas “de 9 mm e 7,65 mm, armas de calibre de guerra, vedadas a qualquer indivíduo, excepto às forças de segurança e às Forças Armadas".Como é possível, então, que circulem nas mãos de cidadãos normais?
2 – Tomei conhecimento desta notícia através dum comentador, num post do Jorge Morais, sobre o Dia do Pai.
No comentário o assassino era referido como um “imigrante brasileiro ilegal”.
As estações de Televisão noticiam que se trata de um cidadão de nacionalidade portuguesa, noticiando a TVI que se trata de um brasileiro naturalizado português.
Não me parece que este tipo de comentários seja saudável.
Quando se transmite a ideia (e depois do nosso comentador já a ouvi de várias pessoas) de que se trata de imigrantes, ainda por cima clandestinos, está-se a usar um pensamento perverso, não inocente e potencialmente perigoso.
3- A imigração é um problema real que tem que ser resolvido e regulado. Mas sem racismos, preconceitos e, sobretudo, sem falsas informações que rapidamente se podem transformar em rastilhos de intolerância e de desconfiança.
4 – Lembro-me de há muitos anos em França, ter visto uma noticia no Fígaro que dizia “Imigrante português assassina dono de restaurante, a sangue frio”. Lá como cá, então como agora, o título seria o mesmo se se tratasse dum cidadão francês que tal crime tivesse cometido?
Isto é, a alusão à nacionalidade e ao estatuto não funciona como um apelo ao medo, à intolerância e ao racismo?
5 - A insegurança; a degradação das condições económicas; os gangs organizados; a falta de respostas da sociedade aos jovens, sobretudo dos bairros e das zonas mais degradados; as vidas sem passado,sem
presente e sem futuro; o risco de vida,diário,de homens e mulheres como nós, que um dia, optaram por vestir uma farda, já são problemas suficientemente graves.
Precisamos de, para além deles, criarmos e espalharmos fantasmas?

Afixado por Isabel às 15:56 | Afixadelas (8)

A pedido da Susana

jim.jpg

Vê lá se não é um desperdício ter acabado numa banheira...

Afixado por Isabel às 13:28 | Afixadelas (9)

Meninos de hoje

(Tinha recebido ontem por e-mail, mas como agora também encontrei a história no blog Ad tempus, possivelmente foi lá a origem.)

-Mãe, eu sei porque é que estás doente, foi pelos doces!
-Nã, não comi doces!
-Foi pelas coca-colas!
-Não filho. A mãe, também não bebeu coca-colas.
-Então é porquê?
-Não sei. Acho que foi por um vírus que apanhei.
-Um vírus?! Ó mãe!!! Não és um computador!

Afixado por Emiéle às 10:53 | Afixadelas (7)

Entretanto há agitação em Bruxelas

Nós, em Portugal, quase nem damos por nada. A verdade é que os nossos problemas imediatos são tão complicados e com necessidade de solução urgente, que o que se passa a um nível mais distante parece não nos interessar.
Mas a verdade é que: Há protestos em Bruxelas
Apesar de não aparecer nas primeiras páginas dos jornais 50.000 sindicalistas manifestaram-se ontem em Bruxelas
Punham em causa a Directiva Bolkenstein que consideram uma concepção ultra liberal. O ponto mais sério desta directiva vai implicar que serviços possam ser comprados ou vendidos como uma qualquer mercadoria.
Em Portugal, Vital Moreira no Diário Económico explica-nos claramente o que está em jogo.
O que me parece é que este jogo é a doer. Temos mesmo o dever de estar informados.

Afixado por Emiéle às 09:54 | Afixadelas (3)

O que passa com a Bombardier?

Assim, à primeira vista, parece não haver boa fé.
Se se está num processo negocial, e tudo indicava que se estava a negociar com a CP, uma posição como seja a retirada das máquinas da fábrica é uma posição de força que vai afectar esse processo negocial. A não ser que nunca tivesse havido intenção de negociar coisa nenhuma!
Se já estava marcada uma reunião com a administração da multinacional canadiana, para quarta-feira a que se deve esta tomada de força?
É um episódio muito lamentável e afinal prova a razão dos trabalhadores que tinham montado uma vigilância à fábrica com a suspeita de que as máquinas iam ser retiradas. Provou-se que tinham razão, que era isso que os patrões queriam.
E agora o administrador delegado da Bombardier afirma «não ter poderes para inverter a situação criada»
Mas criada por quem?
O que é um "administrador delegado"?
Para que serve?

Afixado por Emiéle às 09:29 | Afixadelas (3)

Para relaxar - compras de fim de semana II

http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1218471&idCanal=37

Afixado por Rogério C. Pereira às 01:58 | Afixadelas (7)

Para relaxar - compras de fim de semana I

http://www.hbo.com/sixfeetunder/

Afixado por Rogério C. Pereira às 01:56 | Afixadelas (4)

Saber livresco

animlit

Afixado por Rogério C. Pereira às 00:44 | Afixadelas (13)

março 19, 2005

Derek

derekhead

Este tipo é o Derek. É um gajo que desenhei há um tempo... um dos "Brits" em Portugal para o Euro 2004... desenvolvi-o por uma razão qualquer, gostei, imprimi-o, coloquei na parede, acima do computador... bem acima da linha da minha vista.

A semana toda sentia alguma coisa estranha... uma sensação de estar olhado enquanto trabalhava... com um olho de desprezo... e os seus olhos seguem-me dum lado ao outro da oficina/corredor/buraco-no-fim-do-mundo que se chama o meu "escritório".

Experimentem lá.... imprimam o Derek... coloquem-no na parede e vejam quanto tempo leva para sentirem-se mal.

happy domingo.... hehehehe...*evil snigger*

Afixado por Madge Webb às 23:59 | Afixadelas (15)

The Doors

Os meus discos:

doors.jpg

Porque amanhã, na RTP 1, às 22.15 horas, é transmitido o filme Apocalypse Now, o disco escolhido desta semana só podia ser este.

Afixado por Isabel às 18:41 | Afixadelas (18)

O dia de S. José

Há muita gente que passa na nossa vida e por qualquer razão muda-a com as coisas que diz ou faz. Algumas ficam cá estacionadas, outras são como dados adquiridos e é bom que assim seja com os nossos pais.
O meu pai diz sempre que não gosta da escolha do dia 19 de Março para o dia do pai, porque celebra o dia do pai mais famoso da nossa história cujo filho não era realmente seu. Eu digo que por outro lado há a parte da escolha, a noção de pai voluntário e não casual, que está implícita e que é bonita.
O meu pai está a milhares de quilómetros e não se lembrava que hoje era dia do pai. Ficou contente quando recebeu o meu telefonema.

Afixado por Susana às 17:58 | Afixadelas (1)

Dia do Pai

pai3.gif

Afixado por Gibel às 15:54 | Afixadelas (1)

O caminho

filho.jpg


Primeiro é, apenas, uma opção. Que nem todos entendem. Uma opção que, em breve, se torna num caminho. Que se percorre a dois. Quando se sente o primeiro pontapé, se vê o primeiro sorriso, se ouvem as primeiras palavras, se vêem os primeiros passos, não se tem dúvidas do caminho que se percorre.
Às vezes, a solidão da espera no hospital, a incapacidade de se estar sempre presente, o desejo que não se pode satisfazer, a falta de com quem se possa partilhar medos e construir sonhos, criam-nos dúvidas. Os dias 19 de Março, habitualmente, são dias em que temos dúvidas.

Hoje é dia 19 de Março. Ontem chamaste-me para ouvir uma canção que tinhas gravado da Net, para me oferecer. O brilho dos teus olhos verdes (tens uns olhos verdes lindos, meu amor, sabias?) dá-me a certeza que não percorremos, apenas, um caminho. Dá-me a certeza que este é o nosso caminho. Apesar de hoje ser Dia do Pai.

Afixado por Isabel às 12:35 | Afixadelas (9)

Saudade

Poucos dias depois de ter entrado para o Afixe escrevi um post
Era a respeito do meu pai.
Reconheço que há aspectos da minha vida onde sei perfeitamente que me saiu a sorte grande. Uma dessas grandes sortes foi os pais que tive.
O meu pai era uma figura espantosa, inesquecível para todos. De aspecto franzino, agigantava-se por ser feito de energia pura. Todo ele vibrava permanentemente de emoção, de entusiasmo. Viveu sempre em estado de paixão. Desde sempre me lembro de terríveis trovoadas, de o ver indignadíssimo, zangado, furioso, ou deslumbrado, felicíssimo, enternecido, com os olhos que nem estrelas, um enorme sorriso rasgado. Não o vi neutro em nada. Em nada. Nunca o vi indiferente. Creio que se fosse necessário ser indiferente seria “apaixonadamente indiferente”. Vivia intensamente a vida.
Era de uma enorme e profunda compreensão para com os erros que fossem reconhecidos, para com as diferenças, mas capaz de ser muito duro com situações de injustiça, para erros não aceites e repetidos. Era simultaneamente compreensivo e muito exigente.
E depois, encantava-me a extensão dos seus conhecimentos. Sabia tudo. Quando eu era criança tinha essa certeza, como todas as crianças. Mas o maravilhoso é que cresci e continuei com essa certeza. Corrijo: ele sabia tudo sobre os assuntos que a mim me interessavam. E, sobretudo, mais do que o facto de saber, ele ensinava.
Era um professor. Nasceu professor e ensinava com quem respira. Lembro-me da felicidade que lhe brilhava nos olhos quando sentia que alguém se desprendia dos seus ensinamentos e começava a voar sozinho. Mesmo quando discutiam e argumentavam com ele, ficava radioso porque sentia que estavam a pensar pelas suas cabeças. Muitos anos depois encontro pessoas que foram seus alunos e referem as marcas que ele deixou.
E eu, que nessa altura tinha alguns ciúmes da atenção que ele dedicava aos rapazes e raparigas que nos invadiam a casa, sei hoje porque mo têm dito, que eles é que tinham ciúmes de mim por poder gozar da sua presença todos os dias…
Pois é. Era assim o meu pai. Uma vida de luta muito dura pelos ideais em que acreditava profundamente, mas sempre adolescente entusiasmado.
Quem diz que já morreu?
Grande mentira!


Afixado por Emiéle às 09:00 | Afixadelas (19)

De acordo!

Miguel Sousa Tavares tem dias. É indiscutivelmente um indivíduo inteligente, escreve bem, e muitas vezes tem razão. Também muitas outras vezes parece estar noutro planeta, ou andar bem distraído.
Mas ontem Miguel Sousa Tavares escreveu uma coluna no Público mostrando a sua melhor faceta.
Esta coluna merece ser lida .
Bem sei que era ontem que eu devia ter chamado a atenção, mas mais vale tarde do que nunca…

Afixado por Emiéle às 08:43 | Afixadelas (6)

«Portugal 2005 - Que Crianças? Que Famílias?»

Decorreu esta semana no CCB um Congresso com este título, de que não falei aqui no blog, porque seria “meter o Rossio na Betesga”, tantos e tão variados foram os temas.
Aliás foi também um pouco o que senti – o congresso foi sobretudo um desabafo porque os problemas era tantos e tão cruzados que seria difícil encontrar ali qualquer solução.
Hoje o Expresso traz um apanhado do que se tratou nas diversas mesas que vos pode deixar algumas ideias.
Sobretudo do muito, do imenso, que há a fazer.


Afixado por Emiéle às 08:15

Uma farmácia não é para dar lucro

Quem não sabia, fica a saber. A Ordem dos Farmacêuticos considera ser "uma impossibilidade [ trabalhar ] em estabelecimentos comerciais cujo objectivo é exclusivamente o lucro". Muito bem, está lá exclusivamente . Deve ser isso que faz toda a diferença. Porque ficamos a saber que afinal as farmácias são empresas generosas onde o lucro é coisita secundária.
As farmácias que apresentam um enorme balcão de cosméticos, querem ganhar algum mas sobretudo querem prestar um serviço: uma pessoa mais colorida fica a sentir-se melhor e com uma vida mais animada.
Quando “facilitam a posse por meio da entrega de dinheiro” ( que tal o eufemismo para “venda”?) de uns chinelos de praia a condizer com o chapéu, é porque ir à praia é um bem e pisar a areia desagradável. Cá está: serviço público.
E as prateleiras cheias de produtos de higiene nem precisam de nenhuma explicação – a higiene é necessária para a saúde, todos sabemos isso.
Assim como os brinquedos para crianças que lá se podem adquirir, foram para ali para oferta, para alegrar um menino doente. Claro que são vendidos, também não podem ter muito prejuízo…
Mas deve ser por elas andarem sempre perto do precipício da falência que têm de ter um controlo tão grande e não podem abrir em qualquer local. Nas terras onde a população tem de se deslocar bem longe para ser atendida, não é decerto por pretender ter lucro que não abre uma farmácia. Devem ser imperativos morais

Afixado por Emiéle às 08:06 | Afixadelas (2)

rrrrrrrrrrrrnhááááááuuuuuuuu

Só mais uma coisinha: algo me diz que vou ter uma noite tramada. Esta coisinha não para de fazer rrrrrrrrrrrrnhááááááuuuuuuuu com o ventre encostado ao chão. Alguém vai dormir para a varanda. E não hei-de ser eu! Raisparta na gata! Alguém me empresta um persa?

Afixado por Rogério C. Pereira às 02:04 | Afixadelas (6)

Agora é que eu mudo de nome, porra!

Monty carro.jpg

PS - Tenho um monte de posts e de mails para responder, mas agora não dá. Amanhã à noite, u