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março 29, 2005

“Proteger” e/ou “prender”

Ontem, numa carruagem de metro, duas jovens sentadas de costas para mim conversavam muito animadas. Uma afirmava à outra que não só não queria casar mas até queria as coisas todas separadas
“Nada de contas conjuntas nem coisas dessas! Não me quero nada sentir presa!”
Por coincidência eu estava a aproveitar essa viagem de metro para reler umas partes de um romance de finais do século XIX, onde, de um modo muito enfático, um tipo muito “mau carácter” fugia a um casamento para não se sentir preso, sentimento que era risonhamente partilhado pelos membros masculinos daquela história.
A verdade é que há cem anos, os papéis eram claros: o marido protegia apesar de poder sentir-se preso, e a mulher prendia mas sentia-se protegida.
Hoje está tudo misturado. A mulher já costuma sentir-se presa em certas ocasiões. E nem por isso se sente lá muito protegida
As voltas que a vida dá!

weddingparty.jpg


Afixado por Emiéle em 29 de março de 2005, às 16:54

Afixadelas

Protegida? Eu devo ser mesmo muita má...olha aí está uma coisa que nunca senti...
Presa, já aconteceu...mas costuma passar depressa.
E sabes Émiéle, este ano quando estive numa mesa de voto nas legislativas, que era uma mesa onde, sobretudo, votavam jovens, fiquei impressionada com o número de divórciados/as que apareciam nos BIs.
Esta dicotomia protecção/prisão deve estar a ter muito que se diga...

Afixado por isabel em 29 de março de 2005, às 19:53

Pois agora a dúvida é quem prende quem ou quem protege quem... Quanto ao não teres sentido esse "braço protector" é apenas sinal da tua juventude. Pelos vistos a protecção agora anda mais pela banda de cá.(= mulher)
Para ser franca também me admira um pouco, não apenas esse factor de divórcios em casais muito jovens, mas sobretudo a rapidez com que depois se voltam a casar.
Deve ser mesmo um estado de beatitude, que todos querem repetir.
Por outro lado, devo reconhecer que também encontro casais profundamente unidos, ali firmes que nem rochas! Por serem mais raros deixam-me enlevada.

Afixado por Emiéle em 29 de março de 2005, às 21:39

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