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abril 15, 2005
Diferenças, que bom!
Quando eu era adolescente, tinha uma dúvida que durou anos. Como era filha de um pai com um enorme carisma e fortíssima personalidade e as minhas opiniões coincidiam na esmagadora maioria das vezes com as dele, dava por mim a pensar que, se calhar, era tão influenciada que não tinha gosto próprio. E não simpatizava nada com a ideia.
Entretanto separei-me da família para vir estudar e aconteceu ter visto um filme que me interessou em especial. Escrevi-lhe, na altura, uma longa carta a dar a minha opinião. Ora essa carta cruzou-se com uma dele que, por acaso, tinha visto o mesmo filme e vinha dar-me a sua opinião. Ora não é que as duas cartas pareciam escritas a papel químico? Aí, respirei muito fundo e achei que aquela era a prova dos nove – eu era mesmo independente! Pensava pela minha cabeça e acontecia apenas ter o mesmo modo de pensar do meu pai.
E daí para a frente creio que sempre tive um prazer especial em encontrar alguma diferença entre mim e as pessoas de quem gosto. São cá coisas…
Isto tudo para contar que há um ou dois dias tive uma troca de opiniões nas caixas do Ruínas, com a Isabel. As duas andamos a achar graça ao facto de termos ideias semelhante a respeito de certas coisas e tantos gostos iguaizinhos. Ora acontece que, de repente, encontrei uma diferença e logo numa das tais coisas “que não se discutem”: o gosto por certas cores.
Ela não gosta de branco. Nem para se vestir nem para decoração. Não gosta, ponto final parágrafo.
E eu, se gosto de todas as cores, então para decoração, gosto sobretudo muito de branco.
Ufff!! Já viram maior diferença? Que alívio. Não há nenhuma clonagem, tenho gostos diferentes sim senhora. E com esta confirmação de diferença ainda me sinto mais próxima.
Será natural?

Afixado por Emiéle em 15 de abril de 2005, às 10:34
Afixadelas
Desculpa, Emiéle, mas quando falaste de cores e acabaste com "Será natural?", lembrei-me da publicidade ao restaurador Olex.
A verdade é que dos pais temos coisas que não controlamos. Penso que adoptei conscientemente do meu pai algumas qualidades que ele sempre teve e sempre admirei. Mas também dou por mim a, de forma algo irracional, a ter reacções e formas de estar e pensar semelhantes ao meu pai e à minha mãe.
Por isso, percebo que as vossas cartas parecessem passadas a papel químico.
Afixado por Jorge Morais em 15 de abril de 2005, às 10:48
321 1234 - Centro Reikisotra Freudiano
Ligue já ;)
Afixado por bin_tex em 15 de abril de 2005, às 10:57
O engraçado nessa do Restaurador Olex, é que agora o branco de carapinha e o negro de cabeleira loira é completamente vulgar.
O que os tempos fazem!!??!!
Afixado por Emiéle em 15 de abril de 2005, às 11:08
Bolas, já escrevi e esqueci-me de dizer que quando perguntei o "será natural? " queria referir-me a ter dito que com a diferença ainda me sintir mais próxima. Lá o termos gostos diferentes isso é normalíssimo, o giro foi isso ter-me aproximado.
Afixado por Emiéle em 15 de abril de 2005, às 11:12
Émiéle, que alívio...finalmente encontraste uma diferença...tava a ver que não.
Mas é verdade, mesmo. Não gosto de branco.
Na decoração gosto de cores quentes: amarelos,bordeaux...
Uma vez caí na asneira de comprar umas calças brancas. Sempre que as vestia tinha que vestir uma camisa preta.Depois gozavam comigo a dizer que andava fardada...
Como já disse à Clara nos Ruínas, branco recorda-me cal, cal recorda-me morte...e depois lembra-me gelo e gelo lembra-me frio...e eu gosto do Alentejo que é amarelo e do calor...prefiro o deserto aos Pólos.
Nem leite bebo branco. Tenho que lhe misturar sempre uns pozinhos + ou - acastanhados.
Mas tou feliz por esta diferença.
E faço minha a tua frase "E com esta confirmação de diferença ainda me sinto mais próxima".
Afixado por isabel em 15 de abril de 2005, às 11:22
eheheh!! Ó p'ra mim de calças brancas... Jamais, minha amiga! É que isso ia alargar-me onde não é possível sofrer de nenhum alargamento, mesmo visual! Blusas, camisolas, OK, mas da cintura para baixo tem de ser cores escuras para ver se isto fica mais equilibrado.
Mas é verdade o que disse. As minhas paredes são brancas ( é verdade que há para aqui muitos quadros, é o meu luxo) os sofás estão tapados de colchas brancas [que vão para a máquina semana sim, semana não tá visto ] mas também é verdade que há almofadas de cores, e até um dos tapetes do chão se não é branco mesmo é "crú" aquela aproximação...
Mas talvez dê para me entender melhor o facto de que para mim os hospitais são verdes. As batas esverdeadas dos técnicos, as paredes muitas vezes são verdes, o hospital branco não faz parte do meu imaginário.
Afixado por Emiéle em 15 de abril de 2005, às 11:38
Acho perfeitamente natural: afinal semelhança a mais pode ser inquietante.
Eu gosto de todas as cores, mas no vestuário claro que há as que não me ficam bem. Farto-me de vestir calças brancas, camisas ou t-shirts brancas e também tenho paredes brancas com pinturas, desenhos e fotografias penduradas. mas visto também muito preto e cores fortes saturadas e a minha manta sobre o sofá é marroquina... Gosto mesmo é de mudar e de sentir que as cores que uso estão bem articuladas com o que me apetece sentir e com a luz de cada dia.
Afixado por susana em 15 de abril de 2005, às 13:24
É claro que não sou fundamentalista! Se calhar dei essa impressão, mas visto tudo excepto esse verde pálido tenebroso que não me pode ficar pior. Fico da mesma cor.
E também a casa não é assim tão deslavada como podia parecer. A base é branca realmente, mas em certa medida isso também realça as cores que se põem em cima.
Mas tem mesmo graça, porque para mim o branco não me evoca o gelo ( de que também não gosto ) e sim a luz. A minha casa tem imensa luz, e até de noite está cheia de candeeiros. E, tens razão Susana, semelhança a mais é um pouco estranho.
Vivam as diferenças!!!!
Afixado por Emiéle em 15 de abril de 2005, às 13:45
Sabes, Susana, já estávamos à rasca a pensar que tinhamos sido irmãs umas 3 ou 4 viditas lá p'ra tràs...esta do branco, veio mesmo a calhar...
mas eu ás vezes também visto branco, tenho é que misturar...assim branco, branquinho é que não dá mesmo.
E é como dizes, Émiéle, branco da cintura p'ra baixo, agora...só mesmo se for em sonhos...
Afixado por isabel em 15 de abril de 2005, às 23:12
