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abril 13, 2005

Este rato mata-me!

Peço desculpa a todos os leitores deste blog pela insistência com que falo do meu ratinho. Mas eu não tenho dinheiro para o levar ao psicólogo, cada vez que anda deprimido, nem ao veterinário, cada vez que se constipa. E, nestas alturas, fico, mesmo, à rasca. Não sei nada de ratinhos. Lembro-me, sempre, da primeira vez que foi preciso que o João Pedro fizesse có-có, 24 horas depois de nascer...uma autêntica vergonha na enfermaria do hospital(mas isso conto noutra ocasião).
Tal como o JP era o primeiro filho, este é o primeiro rato da minha vida.
Hoje, depois de ter chegado a casa, quando já tinha tirado os sapatos e os brincos (acho que um dia destes também hei-de perceber porquê...) reparei que a comida do F tinha acabado.

No fim do ano passado estive em Viena com o meu filho.O F ficou em casa dos avós e, como é normal, trouxemos-lhe um presente. Uma caixinha de alimento para ratinhos, com um ratinho austríaco giríssimo na embalagem.
Assim que chegámos, apercebemo-nos que aquilo não lhe agradava muito, mas como havia alternativa, não ligámos. Coisas de rato mal agradecido, pensei.
Hoje tentei mais uma vez a papa austríaca. Qual quê? Chegava perto, cheirava, dava meia volta e lá ia ele pior que estragado, e presumo, que esfomeado. Relembrando as tácticas que costumava usar quando o João Pedro não queria comer a sopa, falei-lhe no Mozart, tentei trautear uma valsa...e ele continuava de costas para o prato, a tentar desesperadamente comer-me o dedo. Até a história da Sissi lhe contei.Nada. As olheiras cresciam a olhos vistos. A comida continuava intacta.
Voltei a calçar os sapatos e a pôr os brincos e lá fui eu ao Pingo Doce,isto é,lá tive que andar mais de 10m a pé para cada lado.

Voltei há bocado...o gajo tinha comido mais de metade do que havia no prato.
Alguém que entenda de ratinhos me poderá explicar o que aconteceu? Foi a Sissi ou a minha voz melodiosa? Ou o chato do rato decidiu, mesmo, rir-se na minha cara?

Afixado por Isabel em 13 de abril de 2005, às 21:38

Afixadelas

qual é a esperança média de vida de um hamster?

Afixado por fernando em 13 de abril de 2005, às 22:16

Fernando,então o rato obriga-me a ir ao Pingo Doce e ainda se ri...e eu vou agora preocupar-me com isso?
De qualquer forma o F não é um hamster. È um ratinho marinheiro. E creio que é imortal.

Afixado por isabel em 13 de abril de 2005, às 22:47

hum, imortal, hein...? Isso é que é pior, já estou a inaginá-lo a cortar as cabeças a outros ratos para absorver o seu poder, numa mistura de Duncan McLoud com rato Mickey

Afixado por fernando em 13 de abril de 2005, às 23:29

Um bom repasto para o meu gato!

Afixado por canzoada em 13 de abril de 2005, às 23:58

As melhoras para o ratinho. ...mas será o ratinho mesmo um ratinho? ou uma ratinha?...

Afixado por Edgar em 14 de abril de 2005, às 01:47

Elementar, minha cara Watson. Tal e tal como como os putos. É assim que se curam as anorexias infantis - "não queres não comas, mas não há mais nada".
É uma beleza!
(Isabel, posso usar esse exemplo do teu F quando falar com pais de meninos anoréticos? Não tem direitos de autor? É que cai que nem uma luva!)

Afixado por Emiéle em 14 de abril de 2005, às 08:14

Fernando, essa do F cortar cabeças...é que lá em casa não há outros ratos...ainda bem que não vi isto ontem à noite.

Edgar. um ratinho. O que ainda torna mais inexplicável que não se tenha enternecido com a minha voz, de facto.

Émièle, é isso mesmo. Já com o JP tive que aprender à minha custa...quem é que me manda ceder a caprichos ?
(Acho que podes. Até podes mostrar a fotografia.Mas quanto aos direitos de autor, deixa-me falar com ele esta tarde, ok?).

Canzoada, eu nem te devia responder... mas olha que o fernando diz que ele corta cabeças...

Afixado por isabel em 14 de abril de 2005, às 08:27

LOL, Isabel!
Isso é que se chama um rato temperamental!

Afixado por M. em 14 de abril de 2005, às 08:30

M, o que eu não lhe perdoo mesmo é ter-me obrigado a voltar a pôr os brincos...esta manhã não lhe dei os bons dias, sequer. E fiz cara de má. Acho que ele deu por isso.
Tenho que perguntar à Émièle se ele pode ficar traumatizado.

Afixado por isabel em 14 de abril de 2005, às 11:43

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