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abril 06, 2005

Férias no campo

Nestas férias os primos jogaram ás escondidas e os meninos esconderam-se nas árvores, como eu fazia em criança. O mais velho já trepava, mas agora perdeu o mêdo e afoitou-se em ascensões mais ambiciosas. Os outros foram atrás, embora os seus corpos pequenos só lhes permitam transpôr intervalos mais modestos.

Antes das minhas férias falou-se aqui da (im)possibilidade da re-visita de lugares e pessoas. Passo férias num lugar que tem sofrido muitas alterações desde que me conheço. Está sempre em mutação. Já não existe o velho e frondoso salgueiro chorão onde me escondia e de onde saltava para o chão, disfarçando o temor, para ser como os grandes. A vinha desapareceu quase por completo. Há árvores novas. O território é o mesmo e é o meu. Entre a permanência e a alteridade consigo sempre encontrá-lo no mesmo tempo. Creio que é precisamente porque ele também cresceu com as minhas idades que continuo a poder senti-lo como na minha infância. E vendo os meus filhos a brincar com os primos consigo voltar a ver os meus primos a brincar comigo.

Já não estou de férias, mas as minhas férias ainda estão comigo.

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Afixado por Susana em 6 de abril de 2005, às 16:03

Afixadelas

A propósito da (im)possibilidade da re-visita de lugares e pessoas de que falas, lembrei-me destas dores e nostalgias.

A próposito, Susana: mais um grande post.

Afixado por Monty em 6 de abril de 2005, às 15:32

Bonito post Susana, às vezes tb dou por mim a recuar uns anos em alguns locais e quase me visualizar a mesmo nesse local há muitos anos, a nossa memória é uma coisa fantástica.

É uma nova fase da vida que se abre...

Afixado por bin_tex em 6 de abril de 2005, às 15:49

Fui lá ver e lembrava-me do texto, que aliás na altura comentei. Agora revisto reparei que o comentário a seguir ao meu (o último) refere esta possibilidade de nos revermos nos nossos filhos.
E as tuas dores e nostalgias também se reportam a esse "monty" referido nos comentários?

Afixado por susana em 6 de abril de 2005, às 15:49

Monty, o texto do Luis que provocou uma reacção em cadeia é daqueles textos...

Quando as pessoas falam, escrevem ou transmitem coisas que vem de dentro...agitam, fazem pensar. uma espécie de consciência moral que não é consciência moral.

abraço

Afixado por bin_tex em 6 de abril de 2005, às 15:54

Claro que sim, Susana. Adoro aquele puto da avó! Tantas saudades que até dói!

Afixado por Monty em 6 de abril de 2005, às 15:58

Que sensação estranha.:) Encontrar aqui isto tudo.

Afixado por catarina em 6 de abril de 2005, às 16:33

Pois é, mana, também já fui encontrando ao longo do tempo muitas outrsa coisas no teu tasco;)

...E sim, pronto, havia lama, muita lama. E é verdade, é, encorajei-os a esconderem-se na valeta, também. Qué que queres, iam todos prá mesma árvore, um deles até enfiou uma galocha cheia de lama no nariz do outro, que nem o ar entrava nem os macacos saíam!

Afixado por susana em 6 de abril de 2005, às 16:42

(macaco era o que estava em cima! Agora não quer outra coisa senão trepar a mais árvores.:) Fizeste bem.)

Afixado por catarina em 6 de abril de 2005, às 17:05

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