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abril 27, 2005

"Os meus discos" de Abril

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Para terminar esta série e, porque o mês de Abril, está a chegar ao fim, guardei o último agradecimento para o amigo que me deu a conhecer, ainda de mala às costas e de batinha aos quadradinhos, todos aqueles a quem, aqui, disse Obrigado.

Na livraria que tinha em Santarém, ouvi os primeiros discos do Adriano e do Zeca, li o primeiro livro do Alves Redol e do Garcia Marquez e, a seguir ao 25 de Abril, devorei os “Clássicos”.

Uma livraria única naquele tempo, numa cidadezinha como Santarém. Com espaço para nos sentarmos, tempo para ouvirmos música e lermos e disponibilidade para nos levar à descoberta.
Ali dentro continuávamos adolescentes (ou, ainda, nem isso) mas descobríamos o prazer de acreditar em mundos novos.
Na Livraria Apolo, para além do que li e ouvi, das amizades que criei, tive o primeiro namorado. Nunca me esquecerei que foi ao som da música do Zeca que, para além de sonhar, me apaixonei. Com aquela paixão única. A primeira. Até por isso, nunca o esquecerei, amigo. Esteja onde estiver agora, obrigado pelo tempo, pala amizade, por o que me (nos) ensinou, pela palavra certa no momento de desalento, de euforia, de paixão, de medo, de dúvida (era e é assim a adolescência, não era?).Obrigado, sobretudo, pelo exemplo.

Afixado por Isabel em 27 de abril de 2005, às 22:02

Afixadelas

O meu pai, quando era estudante, tinha uma conta aberta pelo pai dele numa livraria. E era precisamente lá que descobriam os autores probídos, apresentados pelo dono aos que ele sabia estarem interessados, correndo, ao fazê-lo um evidente risco. Reaparecem agora as livrarias nas mãos de pessoas que nutrem uma verdadeira paixão pelos livros - e quem os lê - e, o que é melhor ainda, aparecem pelo país todo.

Afixado por susana em 28 de abril de 2005, às 00:36

O papel fundamental que essas livrarias, que nos passavam livros "por debaixo do balcão", teve durante a ditadura ainda está por estudar.
Aqui está um belo tema para uma tese de sociologia ou de história...
Tens toda a razão, Isabel. Esta coleção dos teus discos não seria nunca completa sem a referência a quem tos possibilitou ouvir.

Afixado por Emiéle em 28 de abril de 2005, às 07:33

É o que eu digo. A Susana e a Emiéle (e muito bem) destacam as qualidades cívicas e pedagógicas das livrarias e tu, Isabel, pões-te a falar de namorados. Tss, tss...

Afixado por João Pedro da Costa em 28 de abril de 2005, às 10:15

Desculpa lá,João Pedro, ainda tá para nascer o gajo que me convença que não há qualidades cívicas e padagógicas nos namorados...

Afixado por isabel em 28 de abril de 2005, às 10:47

(Não gostei do tom seca e doutorinal da tua resposta, minha parvinha lisboeta)

Namorado(a) que se preze é um atentado ao civismo e à pedagogia.

Afixado por João Pedro da Costa em 28 de abril de 2005, às 12:46

(O que é doutorinal?)

Os meus namorados não são iguais aos teus!
(Se tiveres razão, quer dizer que nunca tive um namorado(a) que se preze? ..dassssssseeee)

Afixado por isabel em 28 de abril de 2005, às 13:07

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