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abril 02, 2005

Quem não deve não teme!

Não será assim? Quando se diz que quem não deve não teme está implícito que se temos a consciência limpa, até temos vantagens em que se ponha a nú os erros eventuais que possam existir. Daí o ser no mínimo curioso, a pirueta que o senhor presidente da 'Associação PME-Portugal' efectua ao dizer que a prioridade da acção governativa não deveria recair sobre o combate à fraude fiscal, mas sim sobre o combate ao despesismo . Ah é? Por acaso será talvez despesismo aumentar os meios para os inspectores actuarem…? Com certeza que ele não quis dizer isso! Imaginem as ideias que me passam pela cabeça.
É verdade. Acho mesmo muito mal o despesismo. Mas, para ser franca, acho ainda pior que enquanto eu pago conscienciosamente os meus impostos, haja uns carolas masoquistas que se fartam de perder dinheiro todos os anos e insistem em continuar a perdê-lo. Tenho mesmo tanta pena que gostaria de por fim a esse sofrimento.

Afixado por Emiéle em 2 de abril de 2005, às 09:09

Afixadelas

O meu aplauso a este post. Óbviamente que eles insistem no ataque a uma área que lhes convém. Quantos empresários existem em Portugal que nem sequer capacidade têm para serem capatazes numa qualquer actividade. Mas não só. E aqueles outros que continuam a ter lucros e a declarar sucessivos prejuizos em que além de não pagarem impostos ainda fazem recuperação de IVA. Julgam eles que nós andamos distraídos e não nos apercebemos que eles vão puxando a brasa à sua sardinha. O curioso é que os Antónios Borges, Cadilhes e quejandos vão também eles fazendo o mesmo jogo.

Afixado por congeminações em 2 de abril de 2005, às 11:19

Olha eu quando falo na fuga aos impostos das nossas empresas, lembro-me sempre dum caso passado na minha, comigo.
Há muitos anos que tentamos criar um complemento de Reforma interno. Todos os anos apresentamos esta reivindicação e, há dois anos, andei a correr as seguradoras todas a procurar informação. Todos os anos fazemos a mesma conversa- a empresa tem significativos benifícios fiscais e todos os anos temos a mesma resposta - a empresa não tem lucros como é que pode ter benifícios fiscais?
Isto é, há muitos anos que estou a trabalhar numa instituição de caridade. Pagam-nos os salários, pagam-se os chorudos salários, só porque têm pena de nós e muita pena deles. Lucros, cadê? Impostos, claro que não.

Afixado por isabel em 2 de abril de 2005, às 12:36

Olhem que eu até lhes dou o benifício da dúvida aceitando que apesar de um ano desgraçado, não vão logo à falência. Pode ser. Tinham ainda rerservas, fizeram empréstimos, aceito - para não ser antipática. Mas isso acontece UM ano. Daí para a frente, há motivo para nos interrogarmos. É que eu também gostava de saber como se faz. Já agora, quando o meu fim do mês chega 8 dias mais cedo, sabia-me bem esse truque.
Tás a ver Isabel, e tu que não sabias que era só por terem bom coração que eles te pagavam ordenado. Gente generosa, essa!

Afixado por Emiéle em 2 de abril de 2005, às 13:03

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