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maio 31, 2005

Muitas e muitas dúvidas

Já se passaram uns dias sobre o governo ter recebido a informação sobre o verdadeiro valor do défice, que pelos vistos não imaginava ser tão elevado. E outros dias sobre o senhor primeiro-ministro ter ido ao Parlamento explicar como iria enfrentar esse monstro. Anunciou uma lista de medidas, e o povo ficou a pensar entre uns feriados e uns futebois para ter tempo de digerir bem o que para aí se avizinha.
Há uma série de medidas que parecem bem orientadas, e de aplaudir. Outras mais discutíveis como a subida do IVA, imposto cego que apanha todos, assim como a Administração Pública que deveria ser reorganizada de modo a ser melhor aproveitada, acabando com despesas das altas chefias e levando os trabalhadores de onde estão a mais para onde fazem falta, mas não cortando a eito.
Contudo, o que me levanta dúvidas é que afinal estas medidas são como espremer o tal limão que já está tão espremido que não deita pingo. Pelo que dizem, com tudo isto o défice afinal vai diminuir uma fracção mínima. Mas isso, se calhar, porque o dinheiro não está aí, onde o querem ir buscar. O dinheiro está nos Bancos ou Companhias de Seguros que no final do ano declaram lucros fabulosos. Se se invertessem as coisas, se os lucros desse Capital Financeiro fossem tributado com os valores que exigem da arraia-miúda, e inversamente esta pagasse os 15 % ou perto disso que os Bancos pagam, talvez os resultados no final fossem diferentes.

Afixado por Emiéle em 31 de maio de 2005, às 06:31

Afixadelas

As dúvidas são realmente muitas, mas as observações parecem pertinentes. Sei lá se MF vai ser avaliado, nem sequer se vai manter os vencimentos tão acima dos restantes.fj.

Afixado por FJ em 1 de junho de 2005, às 11:29

( obrigada pelo comentário, FJ; estava a ver que ninguém ligava nenhuma a este assunto, que é chato mas parece-me que importante)
Quanto a MF é outro aspecto interessante.
Por que raio é que a malta das finanças ganha mais??? Tem mais trabalho?! Essa agora!
É que a hipótese de que seja para manter a imparcialidade nem é bom admiti-la. Ou então seria de pensar que as pessoas são basicamente corruptíveis.
O normal é castigar-se um corrupto e não premiar-se quem o não é...

Afixado por Emiéle em 1 de junho de 2005, às 11:51

Um colega, aqui do meu trabalho falou-me deste post mas estava já cá tão para baixo que quase não o encontrava. Mas apetece-me dar a minha opinião.
Porque pode haver medidas impopulares mas de entendermos que vão resultar e a médio prazo a malta vai levantar a cabeça, acredito que se aceitem bem. E se forem mesmo para todos.
Mas o que se lê e ouve é que a diminuição, como dizes, é mínima. Então para que é que pedem os sacrifícios!!!
A imagem é boa. Se não se encontra sumo naquilo que se está a espremer, o melhor é procurar outro produto que deite esse sumo. E todos vemos os lucros enormes de Bancos e Seguradoras com taxas de... 15 %!
Onde é que está a moralidade?
Sacrifícios para quem?

Afixado por em 2 de junho de 2005, às 11:35

As contas são fáceis: passar o IRC dos Bancos de 12% para 25% como pagam as pequenas e médias empresas. Tão simples como isso.
Como é possível que uma empresa mixuruca pague o dobro do que paga uma grande seguradora???
Parece o mundo às avessas!!!

Afixado por Grey em 2 de junho de 2005, às 13:03

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