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maio 31, 2005

O Último Segredo de Fátima, de Luís de Castro

Está de novo nas bancas (pelo menos, na Bertrand - link directo, na secção de livros religiosos - Deus é grande e tem sentido de humor), com a Último Segredo de Fátima, de Luís de Castrograça de Deus e de uma nova distribuidora, o livro de um tal de "Luís" que não tem nada a ver com este, nem sei como é que vocês puderam pensar tal coisa, se nem os apelidos são iguais.

O Último Segredo de Fátima de Luís de Castro (não, caramba, que insistência, não é o Luis Rainha, porra, aliás, vê-se pela foto que vem no livro que o Luís de Castro é um gajo fosco e eu sei que o Luis Rainha, apesar de feio, é um fulano nítido, além do mais o primeiro Luís leva acento e o segundo não), da editora "Má Criação", revisto por um primor onomástico chamado Inapto da Silva, que também, assevero-vos, não é o Rainha.

Voltando ao livro, e tendo em conta que o autor não é este Luis, que Fátima nunca mais será a mesma, que mais posso eu dizer para vos fazer correr para a livraria mais próxima? De resto, quem pode resistir a este teaser?

"-Um dos rapazes procurou na Internet. - Fugaz, um pequeno cintilar de orgulho acendeu as pupilas do polícia. - Parece que é uma frase da Virgem Maria, quando apareceu aos pastorinhos pela primeira vez. Que quererá isso dizer? Será coisa de fanáticos religiosos? Alguma seita?"
"E se, sem motivo aparente, as aparições regressassem a Fátima? E se estas tivessem todos os sinais de provirem não de Deus, mas sim do seu adversário? Em 1917, tudo teve o seu início. Agora, é chegada a hora do fim."

Para mais um bocadinho de pecado, leiam aqui, em PDF, os primeiros 3 capítulos.

Segue em entrada estendida, a recensão da revista online Novos Livros (5º a contar de baixo).

Fátima em "thriller"

Uma nova editora, a "Má Criação", arrisca a primeira aposta na ficção nacional com uum romance que classifica de "thriller teológico". O autor, Luís de Castro, tem andado pelas lides da banda desenhada, cinema e televisão, e tinha apostado até agora na publicação de duas colecções de contos.
A aventura presente, retomando as aparições de 1917, trá-las para a actualidade, fá-las reaparecer numa dúvida sistemática sobre quem está por detrás do fenómeno - Deus ou uma outra entidade que simboliza o mal.
As evidências de que algo está errado multiplicam-se, com crimes em que o sangue escorre das paredes, fenómenos físicos inexplicáveis e metafísicos ainda menos, sugestões de ficção científica com seres talvez de outras paragens, envolvendo um padre lançado às feras de uma aldeia ali perto, seres diabólicos que por fim lá se materializam, um grupo estrangeiro que vem de França arrastando consigo o desejo de salvaguarda de antigas crenças.
O ritmo dado pelo autor é bom, teve o cuidado de buscar alguma documentação, sabe caracterizar as situações, descrever os ambientes, misturar tudo no sentido de criar o ambiente "thriller". E acaba por surpreender quando deixa a "próxima" vinda do Papa para a inauguração da nova Basílica da Santíssima Trindade, muito contestada e abominada por crentes e não crentes, na mão do menino a quem já entregou a lâmina que foi buscar à casa da seita (onde situou uma imolação às mãos da população entretanto manipulada pelas forças do demónio), que o converteu e convenceu de que o Sumo Pontífice já é uma encarnação do mal, o mesmo que tem pervertido e corroído a Fátima original. E a lâmina já está escondida no castiçal que o menino transportará, bem perto do Sumo Pontífice...
Talvez a imaginação de Luís de Castro caia mal, se exceda, em alguns círculos católicos, mas daqui não vem mal nenhum ao mundo, mesmo para os que acreditam nos milagres de há 90 anos. Afinal, a ideia é original, a história sabe a policial com um pó de ficção científica, e a religião não sai maltratada. Alguns leitores poderão ficar confusos, é certo, mas a cabeça não foi feita para pensar? Ainda bem, este estímulo, tanto mais que proliferam astrólogos, seitas e igrejas, e são muitos os que nelas acreditam. E, depois de tudo, onde está o bem e o mal, onde começa um e acaba o outro?

Afixado por afixe em 31 de maio de 2005, às 12:29

Afixadelas

Ainda bem que voltou, porque esteve esgotado. Pelo menos, uns amigos quiseram compra-lo há uns tempos sem sucesso, e bifaram-me o meu!
Boa ocasião para o reclamar e eles que comprem um novo, como deve ser!
E já agora, é mesmo um excelente livro. Merece bem que falemos aqui no Afixe.

Afixado por Emiéle em 31 de maio de 2005, às 13:10

Quem é a Fátima que tem o segredo. É a rapariga que está dois posts abaixo?

Afixado por Jorge Morais em 31 de maio de 2005, às 13:28

Obrigado pela referência, Monty.
Extractos do livro aqui.

Afixado por moStrenGo adamastoR em 31 de maio de 2005, às 13:39

Ó monstrito, assim espantas os leitores, ainda vão pensar que o livro é teu. Logo teu, que és mais é paredes.

Afixado por monty em 31 de maio de 2005, às 14:04

O último segredo da Fátima terá alguma coisa a ver com a mamalhuda que mora aqui no R/C ?

Afixado por a.pacheco em 31 de maio de 2005, às 22:06

...vocês precisam é de ir a Fátima a pé..seus incréus...

Ps.não conhecia a referência ao dito livro, mas pela amostra parece uma espécie de "codigo da vinci" à Portuga...ah ganda Luis...ainda vais ganhar uns cobres....

Saudações e reverências do Morfeu

Afixado por morfeu em 1 de junho de 2005, às 10:02

Código da Vinci?

Não tem absolutamente nada a ver.

Afixado por monty em 1 de junho de 2005, às 14:27

Giro. Agora, qualquer livro que se desvie do que é escrito ou aprovado pela IC, é automaticamente comparado ao Da Vinci Code. Refiro-me àquele livro porco, calunioso, satanista, mercenário, mediocramente escrevinhado, e, mais: extremamente, mas extremamente perigoso... de... ficção...
Haja paciência...

Afixado por bluegift em 1 de junho de 2005, às 15:36

É muito bom este livro. E não o digo por trabalhar na Laranja MecÂnica e muito menos por ter o Luís Rainha como chefe.
É uma escrita que vai surpreender. Lembra-me um pouco a daquele escritor paraguaio desaparecido - o Ortega, que tanto brado deu na imprensa! ;)

Afixado por Morcele em 1 de junho de 2005, às 17:56

Ó Morcele, por mais que me cantes ao ouvido, não vais afectar a minha memória, rapaz. Quando um gajo me oferece porrada, tendo a não me esquecer.

Porque é que não fazes como o Ortega e desapareces, pá?

Afixado por monty em 1 de junho de 2005, às 18:10

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