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junho 30, 2005
Bigui Barnabróder - dji endji!

Confesso que o fim do Barnabé me apanhou um pouco de surpresa. Por culpa minha, confesso, que não estive para atentar no óbvio. Pese embora a minha opinião sobre o blogue em si (sim, em si, leitor atento!), não nego que é com alguma pena que vejo o anúncio do encerramento daquele que quis ser o maior blogue português, mas que, por notório desajuste de perfil, nunca conseguiu. Deve ser uma cena de "pele", confesso, porque, em termos racionais, aquele que se dizia diferente dos outros não me faz falta nenhuma. Com excepção do Rui Tavares (nova confissão), que eu aprendi a admirar (com bastante moderação, claro, que estas coisas levam tempo) e que, não duvido, vai continuar por aí.
Isto tudo para dizer que, apesar de termos tido as nossas divergências, não deixo de reconhecer o papel importante do Barnabé durante a ditadura, na revolução e durante o período pós revolucionário. E sim, vou estar no funeral, só não canto aquela cena dos famélicos-não-sei-do-quê.
Afixado por Rogério C. Pereira às 18:12 | Afixadelas (16)
A moda
Ontem fui ter com uma amiga, daquelas muito antigas mas de quem se está anos separado ( neste caso, por ela viver “lá fora”)
Fui apanhá-la à porta dela, íamos de carro tomar uma bebida.
Eu ia toda chic, uma espécie de "pijama" bordeaux e por cima um colete em batik com diversos tons daquela cor. Muito elegante, tudo em seda.
Ela entrou, beijinhos, dei-lhe o livro que lhe ia emprestar, colocou o cinto de segurança e diz-me: “Ah, que giro o teu colete!” Fiquei contente, devia estar a fazer boa figura. Perguntei: “Gostas?” e preparava-me para contar pormenores quando ela concluiu: “Julgava que era só para quando se saía do carro; não era preciso andar com ele vestido.”
Não queria ofender. Era só inocência de estrangeira.
Francamente!!!!!
Afixado por Emiéle às 14:45 | Afixadelas (19)
Porquê, meu Deus, porquê?
Num livrinho chamado "de instruções para a vida" or something like that, tive ontem o prazer de recolher o seguinte ensinamento que me tem trazido hoje em constante reflexão e, confesso, com algum receio.
"Nunca peças carne grelhada num restaurante onde todas as cadeiras são iguais."
Alguém me pode ajudar? É que eu não sei de nada, nunca me disseram absolutamente nada sobre isto e temo já ter comido carne grelhada em restaurantes com cadeiras muitos semelhantes, não digo iguais, mas, ao menos, semelhantes. Alguém? Por favor! Bem haja, fico, ansioso, à espera.
Afixado por Rogério C. Pereira às 12:28 | Afixadelas (15)
UM POEMA PARA "O GUERREIRO"

A abelha que, voando, freme sobre
a colorida flor, e pousa, quase
Sem diferença dela
À vista que não olha,
Não mudou desde Cecrops. Só quem vive
Uma vida com ser que se conhece
Envelhece, distinto
Da espécie de que vive.
Ela é a mesma que outra que não ela.
Só nós — ó tempo, ó alma, ó vida, ó morte! —
Mortalmente compramos
Ter mais vida que a vida.
Fernando Pessoa
Afixado por Gibel às 11:39 | Afixadelas (7)
Novo preço de acesso
Infelizmente, cumpre-me anunciar que o aumento do IVA de 19% para 21% terá reflexos no preço de acesso ao Afixe que passará assim de € 0,00 (€ 0,00 + 19%) para € 0,00 (€ 0,00 + 21%). Como podem verificar o aumento é imputável única e exclusivamente ao aumento do imposto, uma vez que o preço base do acesso se mantém.
Afixado por Rogério C. Pereira às 11:13 | Afixadelas (6)
O estado do país
Hoje, não vou ocupar muito espaço esta manhã porque gostava que lessem os importantes posts da Isabel. A verdade é que os jornais mostram-nos: uma “interessante” candidatura à Câmara de Cascais ou reflexos da greve de enfermeiros ou ainda a esperada reacção dos senhorios à proposta da lei das rendas.
Outro dia talvez desenvolvesse estes temas mas hoje prefiro que leiam a Isabel.
Afixado por Emiéle às 06:39 | Afixadelas (3)
Será esta a resposta? II

O Governo está em funções há menos de quatro meses. As medidas, por ele, anunciadas são merecedoras de todas as dúvidas, de todos os desacordos, de todas as lutas. Mas, e depois? A seguir à greve dos professores, os professores, fazem o quê? E a seguir à dos enfermeiros? E dos funcionários públicos? E o a seguir, com um Governo com maioria absoluta, são, pelo menos, mais três anos e meio.
E quem é que se convence, dos trabalhadores que não estão em luta, da justeza da luta dos outros, se nos entra pela casa adentro um dirigente sindical a dizer, que uma greve de professores na altura dos exames não faz mal nenhum aos estudantes, até lhes dá mais tempo para estudar?
A seguir vem o quê? Uma greve geral? Com quem? Onde está o apoio dos pequenos comerciantes, dos trabalhadores por conta própria, onde está a mobilização dos contratados a prazo, quem já alguma vez falou com os milhares de “extras” que representam, muitas vezes, percentagens elevadíssimas dos trabalhadores duma empresa? Qual o dirigente sindical que se deslocou à porta do Colombo, à saída dos turnos? Ou entrou num Call Center? Ou tentou falar com um imigrante?
Os nossos Sindicatos não têm imaginação. Não têm criatividade. Têm, a maioria das vezes, a agenda politica do PC para cumprir. E a imaginação do PC já passou por melhores dias. Assim como a mobilização. Só que, quando derem por isso será tarde de mais. Terão desaparecido. Porque para sobreviverem precisam de quem pague as quotas. Para isso é preciso trabalhar, ir às empresas, mobilizar, recrutar. É preciso abrir as portas a novas pessoas e a pessoas novas, é preciso abandonar o sectarismo, a desconfiança, a falta de democracia interna. E, isso, dá muito mais trabalho do que fazer um pré aviso de greve.
Os grandes responsáveis pela perda de influência dos Sindicatos não são só as entidades patronais ou quaisquer medidas governamentais, por mais à direita que seja a maioria que as aprove. Os grandes responsáveis são também, eu atrever-me-ia a dizer, são sobretudo, o autismo dos seus dirigentes e a sua incapacidade em olhar para o calendário e ver lá escrito: Ano de 2005.
Afixado por Isabel às 00:28 | Afixadelas (26)
Será esta a resposta? I

Aguçada pelo post da Émiele, aqui vai. Porque se trata de posts demasiado grandes, que não consigo encurtar, decidi dividi-los. O mesmo post, em dois posts. Ou dois posts, sobre o mesmo tema.
O movimento sindical não tem vindo, apenas, a perder força, em Portugal. Tem vindo, cada dia, a perder discernimento, capacidade de analisar as situações, capacidade de encontrar novas respostas.
As direcções dos Sindicatos vão–se perpetuando, teimam em recusar o método de Hondt como método eleitoral, com medo de perderem influência e poder e, com isso, vão-se afastando cada dia mais das empresas, dos trabalhadores e dos seus problemas reais.
A maioria dos dirigentes sindicais (seja dos Sindicatos afectos à CGTP ou não), não vai à sua empresa há anos. E, quando por lá passa, passa, não respira o ar pesado que por lá se vai respirando, não tem tempo para ver os jovens contratados, os imigrantes ou os “extras”. E, quando volta às estruturas, volta sem ter aprendido nem apreendido nada da realidade do mundo do trabalho em 2005.
Cada vez que a agenda politica o impõe, os Sindicatos, apelam a manifestações. Todos os trabalhadores descontentes com o rumo dos País e dos seus direitos o deveria entender. Mas os Sindicatos não explicam, não vão aos locais de trabalho. Os trabalhadores sabem das manifestações pela comunicação social.
Cada vez que a agenda politica o impõe os Sindicatos decretam uma Greve. Aliás, nem é preciso haver uma greve para que os Sindicatos decidam enviar pré avisos de greve para as empresas. Como se algum trabalhador se declarasse em greve para ir a uma manifestação. É a falta total de conhecimento do que é a vida dos trabalhadores. Numa empresa privada seria bem mais fácil, arranjar uma desculpa ao chefe para participar na manifestação, do que declarar-se em greve, perder o salário desse dia, sofrer as retaliações de um acto, quase sempre isolado, para participar.
Há meses, propuz ao meu Sindicato, uma pequena nota informativa para os trabalhadores mais jovens, em que se lhes explicasse quais os direitos que efectivamente perderão se o Contrato Colectivo caducar, como é intenção das Associações Patronais. Há meses que estou à espera. Que esses jovens trabalhadores, não sindicalizados, que não fazem ideia o que era o Contrato Colectivo, não fazem ideia do que está efectivamente em causa, esperam por esse papelito de 20 ou 30 linhas.
Desde então, a empresa recebeu dezenas de pré avisos de greves, que ninguém conhece. A entidade patronal dá-lhes a importância que têm as coisas inúteis e inócuas, mete-os no dossier onde estão as comunicações do Sindicato. Para ali, ficarem guardados para a posteridade. Para a recordação de mais uma Greve que ninguém fez, ninguém soube. Que nem greve, afinal, foi. Ali fica na prateleira dos monos. Sem que, na maioria dos casos, os trabalhadores tivessem sabido que tal comunicação foi feita.
Afixado por Isabel às 00:20 | Afixadelas (13)
junho 29, 2005
Faleceu Emídio Guerreiro
Grande homem, grande combatente.
Ouvi Almeida Santos há pouco: “Pensava que ele era eterno!” e é uma imagem certa.
Há pessoas que nos habituámos a ver sempre, e custa reconhecer que são mortais como todos.
Viveu 105 anos.
Uma vida cheia.
Uma vida plena.

Afixado por Emiéle às 23:16
Priorado? Abadia?
Será o Priorado de Sião moderno ou antigo?
Foi fundado em 1956 ou em 1099?
Será o Priorado de Sião idêntico à Abadia de Nossa Senhora de Monte Sião?
Será que os Siões são todos os mesmos?
Será que Abadia e Priorado é tudo a mesma coisa?
Será que a Abadia foi fundada pelos Tates e o Priorado pelos Campbells? Ou será que foi ao contrário?
E o que vai acontecer a seguir?
Saiba isto, e muito mais, no novo tópico aberto no Fórum Priorado de Sião:
Abadia de Nossa Senhora de Monte Sião
Afixado por Bernardo Motta às 19:58 | Afixadelas (16)
A Verdade e a Mentira
Há ideias que trazemos, completamente cimentadas dentro de nós, mas por vezes um inesperado abanão faz-lhes dar uma volta de 180º.
Já por várias vezes veio a Portugal participar em seminários, um grande especialista, psiquiatra infantil, psicanalista e terapeuta familiar, especializado em maus-tratos e abuso sexual – Tilman Furniss . Numa conversa muito interessante com uma colega e amiga sobre o que se tinha aprendido nesses seminários, fomos abrindo portas para caminhos surpreendentes. Não vou aqui falar agora do perfil do abusador, que tem muito que se lhe diga, mas daquilo que este especialista pensa sobre os testemunhos que se recolhem.
Qualquer um de nós tem a ideia, lógica, de que uma pessoa que esteja a narrar um acontecimento real se for interrogada mil vezes dirá mil vezes a mesma coisa, ao passo que outra que foi industriada para contar uma invenção, interrogada nas mesmas condições acaba por “se descair” enganando-se e contradizendo-se. É isso que faz sentido. Portanto, segundo o senso comum, a pedra de toque entre a verdade e a mentira, é que a verdade é sempre igual ao passo que a mentira vai sofrendo alterações.
Pois bem, Tilman Furniss diz o contrário!
Diz-nos que uma pessoa sujeita a uma situação traumática, tem um choque tão forte que tanto pode dizer que a camisa era verde como azul, estava calor ou fresco, ouviu música ou não. A memória fica mesmo afectada. Pelo contrário, quem aprendeu uma história, decorou-a e dirá sempre a mesma coisa do mesmo modo.
Como um actor num palco.

Afixado por Emiéle às 16:13 | Afixadelas (6)
Preocupações
Vendo o que se passa à nossa volta e ouvindo muito o que se diz por aí ( por todo o lado – transportes públicos, bancas de jornais, supermercados, lojas de 300 ) tenho sentido que há motivos de preocupação. Muitos.
Hoje li o Rui Tavares e encontrei essas minhas preocupações lá reflectidas.
Que “isto” anda muito mal, não é novidade. Anda muito mal há tanto tempo que até parece que já devíamos estar habituados. Que a onda de contestação tem a sua razão, também a entendo. [ É certo, contudo, que começar-se uma contestação logo por uma greve dá sempre para pensar que se gastam todos os cartuchos na primeira batalha. Parece-me existir muito pouca criatividade nas formas de luta. ] Mas tem-me custado muito ver as pequenas lutas entre quem deveria estar do mesmo lado da barricada. É, como ele diz, ver os desempregados contra os imigrantes, reformados contra quem ganha um pouco mais, trabalhadores a espreitar a folha do colega e compará-la com a sua, meus caros é triste de se ver.
E vale tudo, até espalhar notícias que nem são verdadeiras, mas pensa-se sempre que “não há fumo sem fogo” e na volta alguém a aceita como boa.
É um mundo-cão este, onde cada um está contra todos.
Ando muito desanimada.
Afixado por Emiéle às 15:48 | Afixadelas (17)
Não custa nada, amiga!

M, o que faz nunca ter visto os teus olhos. Estares longe e não ter havido tempo para o Jamaica. Hoje é dia de balanço, dizes tu, e eu não sabia.
Mas não te preocupes em fazê-lo. Os balanços fazem-se sempre sozinhos. A sério. Hoje é apenas mais um dia. Bonito. Como todos os que, tenho a certeza, vais ter na próxima década, e na outra. E por aí fora. Não é o fim de nada. Nem um recomeço. Apenas um novo principio.
Não sei quando começa a vida, creio que começa hoje. Começa-a quando quiseres, sempre que quiseres, é a única forma de a viveres.
Não dá para te enviar uma prenda. Dá para te enviar, apenas, uma pintura. De como te desejo que sejam os próximos dez anos. Simples, leves, com muita cor, estrelas no céu, cantinhos acolhedores, uma Lua, esta ou outra à tua escolha e um pássaro. E se, às vezes, este pássaro, não te deixar voar, espera que ele se vá. Ou manda-o embora. Os pássaros costumam obedecer, quando fazemos ar de más. Se o escolheres voa com ele. Até cá...afinal ainda nos devemos umas conversas. Ou até ao fim do Mundo. Mas não o deixes fugir.
Tem um bom dia. E acredita, não custa nada. Melhor que a dos trinta, só tenho tido a dos quarenta...vais ver que te vai acontecer o mesmo.
Até amanhã, trintona :) :)
Afixado por Isabel às 15:41 | Afixadelas (2)
30
Hoje devia ser um dia de balanço, penso eu. De olhar para o passado e para o que se prevê para o futuro, e tentar perceber se fiz um bom trabalho ou não.
Mas não me apetece.
E acho que não faz sentido.
Estou aqui, sou eu, claro que fiz um bom trabalho.
E isso basta.
Quanto ao resto, ao futuro, bem... nunca liguei muito a previsões, mais a intuições. A minha diz-me que ainda vão haver muitas mudanças na minha vida, tantas que não vale a pena fazer balanços.
Há 10 anos atrás pensava que aos 30 o barco seguiria em velocidade de cruzeiro, piloto automático.
Hoje sinto que a viagem mal começou.
Afixado por M. Butterfly às 14:31 | Afixadelas (19)
O deserto na praia

Influência dos concursos do Bin, irresistível paixão pelo amarelo, pela areia, recordação dum Verão quente nas dunas da Praia do Norte, na Nazaré, com uma extensão enorme de mar, um vento cortante que nunca sentimos, um Sol quente e areia, muita areia, toda a areia da Praia do Norte só para nós, ou simplesmente, porque hoje estou em casa, tenho andado a fazer umas buscas de fotografias, e descobri esta imensidão de amarelo e azul.
Como eu o imagino, amarelo, não plano, cheio de dunas. Com um céu azul. Um Sol abrasador.
Para a minha Praia do Norte falta o mar, eu sei. Mas, de certeza, que neste ou noutro Deserto, existe uma Praia do Norte. Pelo menos, na Praia do Norte eu lembro-me, perfeitamente, de ter encontrado um Deserto, assim.
Afixado por Isabel às 12:31 | Afixadelas (9)
Um ano

Parece que faz hoje um ano que Durão Barroso (Manuel Barroso, que lá fora não há tiles para ninguém) foi indigitado para o cargo de presidente da Comissão Europeia.
A “Capital” (adoro a Capital, porque como não dá para fazer links, eu escuso de me estar para aqui a esforçar), diz que foi un ano muito difícil para o Manuel. Eu calculo que tenha sido, até porque, pela cara da fotografia, o sr. parece que está com um bocado de dificuldades.
Por mim fiquei a pensar como cabem tantas coisas num ano – 365 dias (acho que foi comum, não?).
Durão Barroso foi-se embora, o Presidente não convocou eleições, Santana Lopes tomou posse, o Presidente convocou eleições, o PS teve maioria absoluta, José Sócrates tomou posse, aumentou o Iva, a semana passada houve greve dos professores, o ministro trocou os números, hoje há greve dos enfermeiros...
Tudo num ternurento e inocente anito...
Enquanto andava à procura duma foto do Durão Barroso no Google, apareceu-me entre muitas do ex-primeiro ministro, actual Manuel Barroso, uma fotografia do Mao.
Juro. Experimentem.
Mas o que é que tem o Manuel Barroso a ver com o Mao, ou vice-versa? Este Google é sempre uma caixinha de surpresas. Agora vou experimentar a fazer a busca por Mao, para ver se aparece o Manuel. Depois digo qualquer coisa.
Afixado por Isabel às 11:15 | Afixadelas (4)
A Tragédia da Rua de Santa Catarina
Morreram duas pessoas. Várias ficaram sem casa. Nem casa nem os bens que ela continha. É uma história tristíssima, que poderia ter sido pior uma vez que o prédio era habitado por muito mais gente que, felizmente, não estava em casa.
Interessa ver como pode ter acontecido, sobretudo para que não volte a acontecer. As pessoas esquecem-se de que o gás é excelente, ajuda imenso os trabalhos domésticos, mas é uma força de uma enorme violência!!! Contudo como não se vê, leva muito ao engano. Os antigos combustíveis, o carvão ou até o petróleo, como se viam eram facilmente detectados. Hoje, pode estar a sair e acumular-se gás mas quem não tenha grande olfacto nem dá por isso. Estamos pouco defendidos para esta situação.
Depois o ridículo da ideia da bomba… Eu entendo que no meio da emoção se digam coisas. Mas que depois se transponham para a comunicação social…!
É claro que existem psicopatas e gente louca por todo o lado. Que se ponham aos tiros e matem pessoas, desgraçadamente vai acontecendo. Mas uma bomba numa casa de habitação normalíssima...? Teria sido bom que se parasse para pensar, antes de ter falado.
Afixado por Emiéle às 08:00 | Afixadelas (5)
Navio-prisão ?
Já ontem tinha lido não sei exactamente onde esta notícia história. Não sei se se confirma. Até pode ser que não, que seja a imaginação da Amnistia Internacional ou dessa gente dos Direitos Humanos.
Mas diz-se que "Existem suspeitas muito fortes de que os Estados Unidos usem campos secretos, inclusive em barcos" . A ideia não é nada má. «O recurso a barcos-prisão permite interrogar secretamente os detidos, sem obedecer a outra lei que não que impera a bordo da embarcação» estão a ver? "É assim possível realizar um interrogatório agressivo antes mesmo que alguém saiba que aquela pessoa foi detida", e se a coisa correr mal, pode atirar-se o corpo borda fora e mais nada.
Obra asseada. Limpinho, quero eu dizer, uma vez que a água lava tudo.
Afixado por Emiéle às 07:06 | Afixadelas (6)
Necessidade premente de mais um carrinho
O interessante destas coisas da liberdade de imprensa é que “tudo se sabe”. Nos tempos que já lá vão muitas das situações escandalosas que ocorriam não chegavam a saber-se porque ficavam em segredo. E podiam ficar. Hoje qualquer coisa vem à luz com a maior facilidade.
De modo que ficámos logo a saber que lá na PCM precisavam mesmo muito de mais um carrito que ( nos ) vai custar 15 mil contos
Pois então!!!
Achei isto mais engraçado ainda, porque estive ontem numa reunião muuuuito para baixo, onde se analisou quais os gastos onde se podia cortar, e um deles foi “transportes” tendo ficado decidido que as deslocações em serviço seriam sempre de transporte público.
Tá certo!
Então não havemos de ir de camioneta ? Ó excelências, por quem são, façam favor comprem a viatura! Não se privem.
Afixado por Emiéle às 06:31 | Afixadelas (10)
junho 28, 2005
Novidades no Fórum
Mais dois tópicos no Fórum do Priorado de Sião.
Proponho material fresquinho sobre Maçonaria, Satanismo, e tudo, como não podia deixar de ser, relacionado com o enigma de Rennes-le-Château!
O caso Léo Taxil - satanismo na Maçonaria (ler primeiro este)
O caso Léo Taxil e o enigma de Rennes-le-Château
Em breve abrirei outros novos tópicos sobre a questão dos (falsos) pergaminhos do Priorado, e sobre aquilo que se pode saber de seguro sobre a Abadia de Nossa Senhora de Monte Sião, uma minúscula e pacata comunidade monacal, feita de gente boa e simples, fundada em 1099 por Godofredo de Bulhão em Jerusalém, cujo nome foi usado (e ainda é, por autores pouco sérios) como suposta "prova" da antiguidade do Priorado de Sião.
Enfim...
Um regalo para os olhos!
(isto é, para os dementes como eu que se pelam por estas tretas)
Afixado por Bernardo Motta às 20:28 | Afixadelas (4)
O GENOMA E A RAÇA (no fórum)
"Afonso: O genocídio é de facto o extermínio sistemático de um grupo humano - sejam quais forem os meios utilizados. Genocídio não implica crime de sangue - implica tão somente uma acção destinada a fazer desaparecer uma determinada população em termos raciais/étnicos/nacionais.
Não interessa se é com balas ou com falinhas mansas - genocídio é genocídio. Incitar à miscigenação total é tanto um acto genocida como incitar alguém ao suicídio é um acto homicida."
"Bluegift: Já agora, e a propósito de ‘miscigenação’. Lembro-te que em termos de Hereditariedade, o resultado entre duas raças diferentes dá origem a uma variedade que, misturada geneticamente entre si, recupera as características iniciais de cada uma das raças em mistura. Pelo que torna muito pouco provável a realidade que pareces temer (será que te vai fazer mais infeliz?) que é a da existência de uma raça só. É mesmo algo muito difícil de obter. Vou tentar explicar um pouco melhor (salvo erro e se ainda me lembro):
P x B = PB
PB x PB = 25% P +25% B + 50% PB
PB x B = 50%PB +25%B + 25%B (os brancos são maioria)
Ou seja, mesmo tu podes ter um negro ou mais na ascendência e não se notar. Sabes lá?!
O que pretendo dizer, é que essa hipótese da extinção da raça se torna muito difícil de verificar, a não ser por assassinato expresso, ou esterilização, ou extinção pura por debilidade física da raça, ou por número consideravelmente inferior dos seus membros. Os judeus, ciganos, aborígenes, são claramente minoritários e, alguns, encontram-se em claro processo de mistura genética ou de extinção natural devida ao isolamento."
Extractos da conversa entre Afonso e Bluegift no Fórum do Afixe - a conversa continua lá (para poder comentar, registe-se aqui).
Afixado por Rogério C. Pereira às 20:22 | TrackBack
Recycle bin do Ministério das Finanças (press the icon)
Afixado por Rogério C. Pereira às 20:06 | Afixadelas (11)
Para venda
Vendem-se outdoors em bom estado. As fotos são de boa qualidade, havendo duas variedades, conforme se pretenda um estilo mais formal ou mais desportivo.
Ficam bem em qualquer sala de estar ou entrada de estabelecimento comercial.
Vendem-se a preço de ocasião.
Favor contactar: Largo do Rato, nº 2 – Lisboa.
Nota: No caso de possuir alguma ideia sobre a cidade de Lisboa, poder-se-á negociar a permuta, pagando-se acima da média e oferecendo o outdoor de bónus.
Negócio sério e urgente.
Afixado por Isabel às 19:26 | Afixadelas (6)
O descodificador do Campos e Cunha

Diz o Ministro:
«Não há nenhum erro no Orçamento Rectificativo nem nos mapas de lei submetidos à aprovação na Assembleia da República», refere o gabinete de Campos e Cunha, em comunicado. Ainda assim, o ministério reconhece que foram detectadas «incorrecções na informação compilada pela Direcção-Geral do Orçamento e traduzida num quadro (6.1) do Relatório apresentado com o Orçamento Rectificativo».
Diz o dicionário:
erro: acto de errar; engano; equívoco; resultado falso; incorrecção; desvio do caminho; mau comportamento, desregramento; delito, culpa.
incorrecção: falta de correcção; erro; qualidade de incorrecto.
anexo: junto; contíguo; ligado; unido; incorporado; acessório; documento composto por uma ou mais páginas, geralmente no final de outro e que serve de complemento a este.
Afixado por Rogério C. Pereira às 19:00 | Afixadelas (4)
O Regresso dos Tamagotchi
Fizeram furor aqui há uns anos. Na altura ainda fiz umas críticas em relação às criaturas e pensava que tinham passado à história. Acontece que no outro dia estava com uma menina, oiço-lhe uns apitos no bolso, e tive um clic: “Tens um Tamagotchi?” E não é que acertei?!!
Voltaram, oh gentes! Aquela aberraçãozinha é, nas palavras dessa menina “um animal electrónico”. Ou seja, existe com uma vida virtual, é um boneco que se tem de tratar como se fosse vivo porque tem mesmo um ciclo de vida.
Ela explicou-me ”Quando sai do ovo é menino se for preto e menina se for branco; cada dia que passa para ele é um ano; e vai tendo fases – bebé, infância, adolescência até adulto”
E este (que ela como é minha amiga tinha baptizado com o meu nome, imaginem!) era menina mas ao chegar à adolescência ficou preto! Ela acha que é rapaz por fora, mas continua menina…
Estes “seres” ( ? ) são muito exigentes. Tem de se lhe dar comida, pô-lo a dormir, limpá-lo quando faz as suas necessidades. E há paradoxos – tem de se lhe dar comida, mas ele às vezes quer coisas que lhe fazem mal e adoece; por outro lado se toma café e fuma charuto não entendo porque é que não come a papa sozinho; e se faz ginástica, caretas, o pino, também não compreendo que precise que o limpem, ainda mais se pode ir para a banheira.
“Quando chega a adulto, aí com 5 dias, apaixona-se e casa. Depois põe dois ovos, fica um para a mãe e outro para o pai”. Passadas 24 horas morrem o pai e a mãe e o pequeno tamagotchi sai do ovo. Recomeça o ciclo.
Ele pode ter até 50 amigos, mas não mais. Ao 51º apaga-se um.
E morrem.
Não apenas quando põem os ovos, podem morrer se não forem bem tratados. “Morrem de fome, de sujidade” e… atenção: “de tristeza”.Isto que tenho estado a descrever não é exactamente um brinquedo vulgar. Há uns anos foi uma coqueluche entre adultos, não só no Japão. Mas não me parece nada boa ideia para uma criança.
Uma coisa é um animal de estimação. Estabelece-se uma relação, há afecto verdadeiro.
Outra coisa um brinquedo que se usa e desliga. Mas isto está a meio caminho. Pretende ser tudo, mas parece-me muitíssimo confuso. Oxalá passe depressa a moda.
Afixado por Emiéle às 17:37 | Afixadelas (8)
Vendo a coisa pelo lado positivo
Hoje, o Comité para a Ética das Ciências da Vida pronuncia-se em parecer não vinculativo sobre a velha e gasta questão do direito de os crentes "Testemunhas de Jeová" poderem recusar transfusões de sangue, ainda que se saiba que não há, cientificamente, alternativas à administração de sangue, designadamente em situações de manifesta urgência e risco para a vida, caso de uma hemorragia resultante de acidente grave, por exemplo. Exceptuando os menores e outras pessoas em situação de incapacidade ou de inconsciência, o parecer pronuncia-se, e bem, pelo reconhecimento desse direito. Não percebo, aliás, tanta polémica por este facto. Se toda a gente se queixa que as ditas testemunhas são visitas insuportáveis e assaz irritantes junto às nossas portas, é sempre bom saber que estes crentes partilham de um mecanismo de auto-extinção.
Afixado por Gibel às 17:07 | Afixadelas (10)
DA RELAÇÃO ENTRE A IMPRENSA E OS BLOGUES

Ao fim de uma voltinha pela blogolândia, é fácil ver que muita da nossa prosa almeja criticar, analisar ou complementar o que lemos na imprensa. Sobretudo nos jornais.
Interessa-me agora comunicar-vos um interessante caso inverso. No "24 Horas" aparece diariamente uma coluna anónima, assinada por uma inexistente "Gracinha", que pouco mais é do que um eco de blogues nacionais. Hoje mesmo, por exemplo, gasta uma série de parágrafos a copiar este post do Rui Tavares, sobre o grotesco destaque dado naquele semanário às declarações da mãe do seu director, comparando a prosa do filho dilecto à de Alexandre Herculano. Em ambos os textos, até vem a mesma suave paródia sobre a inveja que um tal génio pode causar aos bardos ilustres do passado.
E isto não é coisa nova. Raro é o dia em que não leio no "24 Horas" réstias de frases que já encontrei algures.
Os jornalistas, sempre sérios e impolutos, gostam de se queixar do carácter chupista e cobardemente anónimo do nosso cantinho da paisagem mediática. Mas não deixa de ser esclarecedor ver como alguns deles não hesitam em copiar trabalho alheio. Sem sequer lá deixarem o nomezito. A deontologia, quando se vê confrontada com um belo cheque, é mesmo coisa frágil.
Afixado por João Garcez às 16:15 | Afixadelas (5)
Fumar Mata
FUMAR MATA,
MAFU TRAMA.
ATAM, FURAM,
AMAM TRUFA,
FURAM MATA.
FUMAM TARA.
TURMA F AMA:
FARMA-ATUM
(MAFRA-ATUM?)
FAMA: MURTA.
FUMA, MARTA.
FURTA MAMA,
MAMA FRUTA.
FARTA MUMA
-E DEPOIS OUTRA.*
*anagramas encontrados a duas mãos.
Afixado por Susana às 13:47 | Afixadelas (18)
O QUE FAZ FALTA AO BARNABÉ PRÓS GAJOS SE DEIXAREM DE MARIQUICES
Obviamente: mulheres barnabitas, embora admita que na actualidade o mercado de transferências está complicado: exceptuando esta menina em prática individual, nós já nos abarbatámos com as melhores!
Afixado por Gibel às 11:59 | Afixadelas (15)
Bigui Barnabróder II
Si confirrrmah! Bruno, negându ser sonsínicú, abandona Barrrnabé e deixa Rui e Daniéu com o filho nos bráço, dizendo quinãu, quinãu é culpa deli! Qui lhi disséram qui não havia tabus e táu! Agora, a grânde questão é: quem não abandona Barrrnabé? Terá o blógui capacidadji para se auto-iscrevê? Será qui Rui, Daniéu e Bruno não passam dji programas dji computador? Irá Pedru parti a louçã toda, como é seu costumi? Meu deus, máááis êmoção! Não pérca as cênas dos prócimuss capitulos. Num blóguí pérrto dji sí!
Afixado por Rogério C. Pereira às 10:58 | Afixadelas (11)
Balanço adiado

Há sempre uma altura na vida em que se tem que parar para pensar. Para fazer balanços. Há anos, quando, ainda, lia revistas femininas, lembro-me que elas diziam sempre que era um sinal de maturidade fazer balanços e parar para pensar.
Tenho andado a adiar o meu balanço. Nunca me levantava a horas ou, então, como só há uma calculadora em casa, o João Pedro levava-a para a escola e nada feito.
Decidi que não dava para adiar mais. Tinha que ser hoje. Levantei-me cedo e tinha a calculadora disponível.
Saí de casa, pelo fresquinho, cheia de genica.
Uma buzinadela monstra, um gajo a vociferar de braços no ar, dentro dum carro “Mas que gaita é esta? Tá parva ou quê? Parada no meio da rua???!!!”
Ainda me virei e gritei “Seu fascista, a coarctar o pensamento das pessoas...vá mas é dar banho ao cão!!!!” (aí lembrei-me que devia ser cágado, mas já era tarde...entretanto, o gajo já tinha desaparecido de braços no ar).
É, por estas e por outras, que ando sempre a adiar isto. Gosto muito de cá estar, porra.
Agora balanço, pensar na vida, só daqui a, pelo menos, dez anitos. E, ainda por cima, tenho esperança que, mais dois ou três balanços e já vá de bengala. O que sempre é uma ajuda para estes energúmenos fascitóides que não nos deixam pensar livremente.
Afixado por Isabel às 09:14 | Afixadelas (8)
«De como se aprende a fugir ao fisco»
Quem trabalha por conta de outrem e os seus descontos são feitos directamente no ordenado, ou quem faz descontos antecipados dos famosos “pagamentos por conta” inventados pela Dra Ferreira Leite, ( que na prática é um empréstimo forçado ao estado ) ficará de boca aberta ao ler que
Uma grande consultora terá aconselhado algumas empresas a declararem lucros para evitar inspecções do fisco e, em simultâneo, a empolar prejuízos de anos anteriores, obtendo assim créditos fiscais que lhes permitissem não pagar IRC relativo a 2004.
Ora assim é que é!
Quem sabe, sabe!
Afixado por Emiéle às 07:36 | Afixadelas (6)
Iribarne
Foi quase à justa, mas maioria absoluta é maioria absoluta. Por um deputado se ganha e por um se perde.
Parece que Fraga Iribarne desta vez falhou a absoluta.
Se o PP insistia naquele candidato tão idoso devia contar com o seu carisma ou força. Talvez se possa inferir que com outro candidato seria pior. Ou não.
O certo é que parece que desta vez as coisas não correram tão bem como esperavam.
Estamos de olhos postos na Galiza.

Afixado por Emiéle às 07:16 | Afixadelas (11)
Saúde
Através de um post da Teacher , fui dar a uma notícia muito interessante:
Em Inglaterra, estão a lançar uma nova resposta de saúde
Em vez de o doente ir de ambulância a uma urgência, entupir o serviço, e muitas vezes piorando enquanto espera, é uma equipe de paramédicos que se desloca a casa do paciente e, pelo que aqui dizem 9 em cada 10 chamadas de emergência podem ser tratadas em casa.
Assim, para já, parece uma espécie de ovo de Colombo, desde que haja pessoal competente, é evidente.
Bem, a história é esta.
Passa-se em Inglaterra, já entenderam não é?
Não se ponham com ideias esquisitas.
É lá para o norte. Falam inglês e tudo.
Não tem nada a ver connosco, OK?
Afixado por Emiéle às 07:13 | Afixadelas (5)
Armas de Destruição
Diz o jornal “New York Times” que
«os EUA tencionam retomar a produção de plutónio 238, substância "centenas de vezes mais radioactiva" do que o plutónio 239 que entra no fabrico de armas nucleares».
Devia estar a fazer-lhes muita falta.
Que alívio.
Afixado por Emiéle às 06:46 | Afixadelas (4)
junho 27, 2005
Bigui Barnabróder
Será qui Rui vái saí? Será qui Bruno vái ficá? E Daniéu? Irá mêmu mudá dji séquiçu para pôdê casá com Rui? Qui fará Bruno quando soubé qui Daniéu é seu meio irrrmão por partji da prima? E Bruno, será mêmu sonsínicú, como Rui djissi qui êli éra? Terá cura? Meu deus, taanta êmoção! Não pérca as cênas dos prócimuss capitulos. Num blóguí perrto dji sí!
Afixado por Rogério C. Pereira às 23:45 | Afixadelas (10)
Enquanto há calor...

O insecto
Das tuas ancas aos teus pés
quero fazer uma longa viagem.
Sou mais pequeno que um insecto.
Percorro estas colinas,
são da cor da aveia,
têm trilhos estreitos
que só eu conheço,
centímetros queimados,
pálidas perspectivas.
Há aqui um monte.
Nunca dele sairei.
Oh que musgo gigante!
E uma cratera, uma rosa
de fogo humedecido!
Pelas tuas pernas desço
tecendo uma espiral
ou adormecendo na viagem
e alcanço os teus joelhos
duma dureza redonda
como os ásperos cumes
dum claro continente.
Para teus pés resvalo
para as oito aberturas
dos teus dedos agudos,
lentos, peninsulares,
e deles para o vazio
do lençol branco
caio, procurando cego
e faminto teu contorno
de vaso escaldante!
Pablo Neruda
Afixado por Isabel às 21:37 | Afixadelas (6)
Tu quoque, Brutus, fili mi?
Outra coisa também é certa, independentemente de eu gostar ou não do Barnabé e do Daniel Oliveira, se por aqui entrasse um qualquer erro de casting a arrazoar ao nível do tal do Reis (li-lhe agora os modos e os convencimentos), já a porta da rua lhe teria sido mostrada há muito. É a velha questão de estar mesmo ali à mão e dar muita serventia à casa. E não tem nada a ver com falta de pluralidade ou com a existência de temas tabus - estou à vontade falar disto porque, no que tange à heterogeneidade de opiniões, ninguém dá lições ao Afixe. Tem, tão só, a ver com educação ou falta dela.
No mais, mantenho a qualificação que fiz da atitude do Daniel, que só sai porque, mui estranhamente, consegue ser ainda mais fraco do que o seu fraco adversário (parece uma luta de pesos-pluma), ao ponto de o deixar entrar pela casa adentro e mudar-lhe a fechadura.
Enfim, cada um tem o Brutus que merece!
Afixado por Rogério C. Pereira às 19:52 | Afixadelas (15)
Sem título
"Olá". Do outro lado, a tua voz surge cansada. Sem luz nem brilho.
"Não queres falar?" "Não" "Então, ligo-te depois..." "Não, fica, por favor".
Durou mais de 15 minutos. Ouvi o teu silêncio e o silêncio das tuas lágrimas.
"Obrigado, Isabel. Podes ligar amanhã?" "Claro que posso" "Para ficarmos assim?" "Eu ligo".
Tenho ligado todos os dias, desde Sexta Feira. Ouço o teu "Olá". Depois o teu silêncio.
Hoje disseste "Faz-me bem", antes de te despedires.
Até amanhã, amiga. Havemos de vencer esta guerra.
Afixado por Isabel às 19:25 | Afixadelas (8)
O rato e o navio
O Daniel Oliveira (ombro esquerdo do Louçã) não aguenta a pluralidade e o debate de ideias. Em bom rigor, não os suporta (será uma questão de pele), e só a hipótese de ter de aturar tal disparate intra-muros fá-lo fugir. As figurinhas que se encontram na carta de despedimento são a prova de que eu não me enganei em todas as considerações que sobre ele fui tecendo: o Daniel-vítima ("Mas, aqui no Barnabé, tínhamos como hábito alguma cordialidade entre os que cá escreviam. E nunca fizemos da picardia interna a forma de nos evidenciarmos. Para isso, contribuía sermos todos amigos de longa data, apesar de termos opiniões muito diferentes"), o Daniel-propagandista-descarado-do-Bloco ("Claro que, sendo eu do Bloco, há uma agenda comum. Não sou esquizofrénico"), o-Daniel-que-abandona-as-causas-quando-as-sente-definhar ("Mas ver o Barnabé definhar custa-me. Por isso, vou andando.") e o Daniel-centro-do-mundo-his-way-or-the-highway ("Assim, despeço-me do Barnabé"). Estão todos lá!
Seria hipócrita da minha parte dizer que o Daniel me deixa algum tipo de saudades. Ainda para mais, certo que o havemos de gramar brevemente nalgum blogue a fundar com outros mal-amados da vida.
Eu não mudei, o Daniel continua igual a ele próprio. Sempre o vi como em tempo o descrevi:
"Ora, nesta perspectiva, sucede que hoje, e particularmente no que toca aos posts do Daniel, o Barnabé está inchado do mais ignóbil populismo demagógico. Como uma espécie de Paulo Portas ao espelho - só que ainda com mais recurso ao lugar comum, à ideia fácil, ao que soa bem, ao que é bom de ouvir, à descontextualização e à suprema intolerância.
Se um blogue tivesse pernas era vê-los de feira em feira a dar o beijinho da praxe à D. Bitória.
Cheios daquilo que, por cartilha lida e relida, eles mesmo tanto criticam.
E começa a ficar tão inchado que qualquer dia rebenta de tanta verdade.
Porque, sim, para quem não sabe, tivesse este blog-boy carro para rodar e o destino o levasse à Figueira, tínhamos PM - pois se ele nunca se engana e raramente tem dúvidas.
E quem não tem dúvidas, tresanda!
Porque a certeza cheira mal e faz o mundo rodar em ponto morto.
Em suma: histórias de faca e alguidar a armar ao pingarelho e doutrina pimba a armar ao intelectual. Tudo em quantidades exageradas.
Assim é o Barnabé.
Assim como o "Barnabé" organizou uma petição para mandar o José Manuel Fernandes para o Iraque, eu posso perfeitamente organizar petição idêntica para mandar o Daniel de Oliveira e sua equipe para semelhante paragem.
Assim como não estou livre que alguma alma faça o mesmo por mim.
Goste-se ou não são as regras do jogo actual e é com elas, até se encontrar melhor, que temos que conviver.
Em suma, já sei a resposta à pergunta! Já sei o que tem o Barnabé de diferente dos outros.
Tem tudo isto que acima deixei e a conjugação em que isso se consubstancia - uma suma mediocridade."
Que vá pois pela sombra e que, com a sua mestria, se demore na sua tarefa semanal de, ajudado pela Bomba e pelo Coutinho, transformar o patrão num case study de mau jornalismo (o galã do Minho da "Única" e a mãe do arquitecto da última página do Expresso são bem a ilustração do que digo e de que a mediocridade se pega).
Afixado por Rogério C. Pereira às 16:12 | Afixadelas (21)
HÁ VIDA PARA ALÉM DO DÉFICE...PERDÃO, PARA ALÉM DA BLOGOSFERA

Depois de dois dias e duas noites prenhes de luxúria e contentamento desbragado dos sentidos - sobretudo do tacto - nos selvagens areais de Alcácer, um gajo reaprende que cada coisa tem só a importância que tem. Aterrando na realidade e em especial aqui no blogue, descubro que uma minha posta sobre Picasso, aliás bastante simples e despretensiosa deu azo a desenvolvimentos exóticos de alguém que me avalia como um gajo cheio de pretenciosismos. Ora aí está uma coisa sem importância nenhuma. Importante mesmo era há dois dias atrás não me ter esquecido de colocar o repelente pra melgas na mochila e água tónica na quantidade directamente proporcional ao gin transportado.
Afixado por Gibel às 13:17 | Afixadelas (17)
anjo da guarda
Nos períodos da infância em que vivi em casa da minha avó, havia uma entidade que colaborava com o João Pestana na difícil tarefa de debelar a minha insónia quase congénita. O meu anjo da guarda postava-se num canto do quarto, perto do tecto e bastava-me olhar para lá para perceber que o facto de a minha avó ser uma católica convicta e de reconhecidas virtudes me conferia uma protecção particular, quando estava em casa dela.
Na configuração que elaborei do meu anjo da guarda, no entanto, predominava uma certa confusão, já que este era uma espécie de Santo António, com o seu hábito castanho-pardo, corda à cintura, halo (sempre mais brilhante quando eu dormia no quarto da minha avó) e umas discretas asas, que adejavam rapidamente para que se mantivesse naquela posição difícil de sustentar.
Recordando com saudade o meu santo anjo, pareceu-me que estava na hora de o Afixe providenciar para as suas leitoras mais desprotegidas uma nova espécie de estagiários. Claro que o perfil é diferente do anterior; digamos que é menos provido de santidade.
Afixado por Susana às 11:30 | Afixadelas (21)
Estórias da vida real I
Viajar de carro com a minha mulher por Estradas Nacionais é, para mim, um desespero a tender já para a fobia, porque ela faz questão de dar guarida a tudo quanto de abandonado ou ferido encontramos à beira da estrada. Ontem, por exemplo, e depois de três horas de viagem, chegámos a casa com um cãozinho coxo, um pombo ferido numa asa, uma ovelhinha tresmalhada, um viaduto batido numa coluna de sustentação, um troço de estrada em obras desde Dezembro, um velhinho e um careca. O meu problema, agora, é que a minha gata não se dá com o careca.
Afixado por Rogério C. Pereira às 11:28 | Afixadelas (14)
Segunda Feira

Recebi esta mensagem por Email:
"O trabalho fascina-me... às vezes fico parado a olhar para ele sem
conseguir fazer nada"
Hoje, estou assim. Fascinada.
Afixado por Isabel às 08:59 | Afixadelas (13)
Portugal no seu pior
Acidente extraordinário: Um automóvel choca numa estrada com uma avioneta.
Fica-se a pensar como é possível. Que um avião possa cair, é muito triste e assustador, mas não é surpresa. Que dois carros batam, está sempre a acontecer, também infelizmente. Mas que uma avioneta vá chocar com um automóvel numa estrada?!
Não é um filme, foi ontem à noite em Espinho.
Um cruzamento “normal”, entre duas estradas, só que uma é uma pista de aterragem! Dizia há pouco na rádio, alguém do aeródromo, que a situação tem anos e anos - 70 anos, parece - e talvez agora, com esta morte e ferido grave, o problema se resolva.
Ouve-se e custa a acreditar!
Afixado por Emiéle às 08:19 | Afixadelas (20)
Iraque e Guerra Civil
Um movimento de resistência que é previsível prolongar-se durante "cinco, seis, oito, 10 ou 12 anos" ( segundo o secretário da Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld ) é uma guerra civil.
Foi este o estado a que se chegou no Iraque.
Que o problema era gravíssimo, há anos que se sabia. Sabia-se muito, muito antes da invasão norte-americana. Mas com o desprestígio cada vez maior das Nações Unidas, o organismo internacional que teria podido ainda ter intervindo no momento exacto se tivesse tido apoios e força, não se vê como se vai sair deste beco, a não ser com negociações.*
Nem se entende como lá se entrou.
* quem os viu e quem os vê...
Afixado por Emiéle às 07:54 | Afixadelas (11)
Defender os produtos nacionais, mas como?
Uma notícia pequena do DN conta o que viu num grande Super :
«a diferença entre o preço da sardinha de origem espanhola e a portuguesa causava grande agitação entre os clientes. Toda a gente perguntava porque é que a primeira custava 2,90 euros e a portuguesa 7,90» .
Esta é uma situação que se repete por todo o lado. Com a fruta, com os legumes, com a maioria dos produtos que consumimos.
Fala-se dos têxteis chineses, mas é nas compras do dia a dia que se vai verificando que o que se produz cá é mais caro.
Nalguns casos podemos afirmar com verdade que “os nossos” são melhores, mais saborosos. Noutros nem isso. Mas mesmo que os nossos sejam melhores, com o apertar do cinto tão drástico por que estamos a passar não é normal que se prefira um menos bom mas mais barato?
Eu bem gostava de defender os nossos produtos, mas olho para o porta-moedas e penso várias vezes.
Afixado por Emiéle às 07:36 | Afixadelas (6)
Teerão
Tudo na mesma no Irão. Venceu o candidato mais conservador
Por erros dos outros?
Por mérito seu?
O que interessa é que ganhou e nos tempos mais próximos não se vai esperar que aquela terra dê grandes passos em frente.
A leitura do curriculum de Mahmoud Ahmadinejad não é tranquilizadora. O « fechar restaurantes de "fast-food" e obrigar todos os funcionários masculinos do município a usar barba e a vestir camisas de mangas compridas» pode parecer um pormenor, apenas folclore, mas parece-me um símbolo de uma visão muito séria de limites de outros direitos
Vamos esperar. Ás vezes há surpresas, mas…

Afixado por Emiéle às 07:09 | Afixadelas (9)
junho 26, 2005
Estou a fazer um tapete









































Afixado por Susana às 23:58 | Afixadelas (8)
Desafio aceite
Um amigo dizia-me, hoje, que faltava um pouco de erotismo, de sensualidade a este Blog.
Tenho por hábito reconhecer quando os amigos têm razão.
Estamos no Verão, o calor dá-nos ganas de amar, há textos e poemas de um erotismo e de uma sensualidade a toda a prova, com a vantagem de, como são de escritores e poetas consagrados, mantermos, eu e o Afixe, a nossa reputação intacta...:)
Desafio aceite. Pelo menos, enquanto o calor apertar. Ou eu estiver para ele virada. Ele, calor,claro.

É quando estás de joelhos...
É quando estás de joelhos
que és toda bicho da Terra
toda fulgente de pêlos
toda brotada de trevas
toda pesada nos beiços
de um barro que nunca seca
nem no cântico dos seios
nem no soluço das pernas
toda raízes nos dedos
nas unhas toda silvestre
nos olhos toda nascente
no ventre toda floresta
em tudo toda segredo
se de joelhos me entregas
sempre que estás de joelhos
todos os frutos da Terra.
David Mourão Ferreira
Afixado por Isabel às 22:58 | Afixadelas (9)
Um pequeno exercício III - 1ª Votação
Depois da 1ªFase, vamos votar num nome, apenas num e responder às perguntinhas abaixo. Claro que podem votar num nome de cada uma das listas. Não se esqueçam que o objectivo era um nome para uma Agência de Viagens especializada em África, dedicada à organização de Expedições e Safaris - o chamado Turismo de Aventura.
Esta 2ª Fase termina na 3ªfeira (dia 28) à meia-noite!
Se houver dúvidas, digam ok?
Um Abraço,
Bin
1 - Qual o nome que preferem?
2 - Porquê, a que o associam, a que tipo de negócio, a que sensações?
3 - O nome que preferem para esta agência de viagens?
4 - Porquê?
A - Lista de Nomes Relacionados com África:
Back to Africa
Just Africa
All Africa
Africander
Heart of Africa
Ali Africa Tourné
African Safaris
African Tours
Bin Africa
Africa Adventure
Step in Africa
Back to Africa
In Africa
Another Africa
Africa Challenge
Eyes From Africa
Going Africa
Inside Africa
All Africa
Africa Call
Abiria Africa
Shani Africa
Wild Africa
Viva Africa
Travel Africa
Africa Ways
EsferogrÁfrica
PA- Pure Africa
RadicAfrica
AfroRaiders
Africcion
Found Africa
Find Africa
Africanloud
Go to Africa
AfricaWay
Africa Steps
GeogrÁfrica
GeoÁfrica
Safiri Africa
Afrikando
Africanar
Africacruiser
Afrikadventure
Discovering Africa
Rotafrica
4Africa
Into Africa
To Africa
Live Africa
B - Lista de nomes que nos remetem para aventura/evasão/grandes espaços:
Desert Rose
Avontuur
Inner Challenge
Desert Trip
Safari Choice
Savana
Search & Discover
Born to be wild
LostPlaces Travel
Savannah
Desert Spot
SavanAventura
C - Lista de nomes originais:
Savari
Viagens Candongueiro
Hakuna Matata – Travel Adventure
Viagens Batutha
A Mega Fauna
Viagens Kabooza
Viagens Moamba
Tótem Travel
Totem & Tabu
Karibu Travel
Nakawa
Back to Basics
A-Freak
Afreak
Vagabond
Msafiri
Touarwave
Baselines
Espaços
Hera
Habitat
Crescente
Viagens Zambizonga
D - Lista de nomes românticos:
Viagens Berço da Humanidade
Viagens encantadas
Chá no Deserto
Waiting for The Sun
Africa Nossa
Africa Minha
AfricaMinha
Africa Sua
Afixado por Isabel às 22:56 | Afixadelas (4)
O Vento Mudou

Costumo visitar ( o vento lá fora ) mas hoje, quando lá cheguei, encontrei “Mas certamente que sim!”
O Paulo Querido anda em obras.
Temos outros ventos?
Isto de blogs é mesmo um mundo interessante.
Todos temos uns timings especiais. De vez em quando “passamo-nos” e decidimos mudar. Que o diga o Afixe, que desde o nascimento tem andado em mudança permanente ( excepto o título!)
Contudo acho que sim, “Certamente que sim!”, a qualidade do Vento vai manter-se.
Boa sorte e felicidades, Paulo!
Afixado por Emiéle às 17:10 | Afixadelas (2)
Tai-Chi Chuan
Uma notícia interessante diz-nos que há cada vez mais pessoas a procurarem Monsanto para a prática de Tai-Chi Chuan
Eu imagino que seja um sucesso, uma prática relaxante e tranquila num ambiente bonito, e como diz um dos praticantes, até custa depois voltar para um ginásio. «Quando volto para as aulas do ginásio parece que até me falta o ar»
Contudo, quando li o artigo, veio-me á memória, a visão de chineses a praticarem modalidades semelhantes em plena Macau. Claro que não sei se era exactamente Tai-Chi ou alguma coisa afim, mas que estavam concentradíssimos e com movimentos extremamente lentos, isso posso garantir. E, o interessante, é que apesar de nalguns casos essa prática se observar nos poucos espaços verdes de Macau, eu via muitas e muitas vezes, duas ou três pessoas, concentradas nesses movimentos em espaços aparentemente menos próprios – não direi na esquina de uma rua, mas perto disso…
O que quero dizer é que se provava que o importante estava no interior de cada um. Quando se quer, e se domina o espírito, o espaço em redor não conta.

Afixado por Emiéle às 14:45 | Afixadelas (2)
Mundo Real
Há coisa de uns dias foi notícia nos media uma história sinistra: numa terra cujo nome não me lembro nem interessa, um marido zangado com a mulher decidiu acorrentá-la com uma corrente de prender motos, a um tanque de lavar roupa cheio de água. Como requinte, a senhora estava despida imagino que para impedir ainda mais a fuga. Parece que esteve mais do que um dia nessa situação, até ter conseguido fugir.
É claro que esta história é toda ela de arrepiar, pelo modo como é possível dispor de um ser humano como tal brutalidade.
Mas o que queria sublinhar, é que depois disto vir a público efectuou-se uma reportagem entre as pessoas da terra que deviam conhecer o casal. E a opinião de um vizinho foi de que aquilo era um exagero. Que o marido lhe batesse, estava bem. Se achava que ela se portava mal, batia-lhe e pronto. Agora acorrentá-la assim, toda nua, isso não se faz!
Ouvimos e pensamos que estamos na Europa, em 2005.
E, acredito, que a própria mulher sujeita aquele tratamento, que nem um animal, é capaz de pensar exactamente o mesmo: “se fosse só pancada…”
É bom ter a noção que é neste mundo que se vive.
Afixado por Emiéle às 13:42 | Afixadelas (16)
Líbano
Soma e segue.
Não "reina a paz em Beirute".
O leader de uma das novas maiorias parlamentares avisou os seus partidários para ficarem calmos se ele fosse assassinado...

Afixado por Emiéle às 12:42 | Afixadelas (3)
Voarei !

Nunca entendi a minha quase incapacidade de desistir. Não creio que seja teimosa. Não me considero masoquista. Então, porque não parar, pensar e concluir que há batalhas que não vale a pena travar, lutas que não vale a pena tentar ganhar? Porque nunca acredito que uma luta possa estar perdida à partida? Porque nunca acredito que pode haver forças que já não tenha ou tempo que me falte?
Não consigo, nunca, desistir do que não vivi. Não consigo abdicar do corpo que não toquei, das palavras que não disse, dos sonhos que não vivi. Não consigo abdicar de conhecer o teu cheiro nem o teu sabor.
Em cada dia do meu presente, ultrapasso as mágoas do passado e não consigo não viver as dádivas do futuro.
Não me contento nunca com a parte, entrego-me obstinadamente em busca do todo.
A minha vida não foi construída com sonhos que perdi, é construída com os sonhos que não pude ou não tive tempo de viver.
Quero um mundo melhor. Não porque nele acreditei no passado, mas porque não suporto a falta que me fará no futuro.
Quero ter-te nos meus braços, não para neles te prender, mas porque neles quero voltar a voar. Tenho saudades de voltar a voar. Não desisto de te ouvir, não para me dizeres palavras que, algures, gostei de ouvir e perdi, mas para me dizeres as que sempre sonhei que me dirias.
Tu. E cada vez que te encontro, sejas tu, quem fores, é o que nunca vivi, que procuro.
Não vou desistir. Não sei desistir. Vou continuar a procurar o que os teus olhos me dizem, as tuas palavras me repetem, mesmo que os teus gestos o adiem.
Esperarei, por ti o tempo, que tiver que esperar. Porque a passagem do tempo, afasta-me do passado, mas aproxima-me, inevitavelmente, do Futuro. Que contigo viverei.
Tenho a certeza que temos um mundo novo para fazer e que o vamos fazer.
No dia em que te encontrei, soube que haveria coisas que iríamos viver. Nunca desisto das coisas que há para viver.
Sei que me esperas a meio do caminho. Para juntos, percorrermos a distância que nos separa do mar. E para, no mar, finalmente, percorreremos o caminho que nos separa de nós.
Afixado por Isabel às 02:06 | Afixadelas (19)
Mais horrores...
... da nossa Galerista favorita!
PS - E já agora, algo atrasados mas de coração, muitos parabéns pelo ano de vida. Que venham muitos mais.
Afixado por Rogério C. Pereira às 01:42 | Afixadelas (2)
junho 25, 2005
Só tristeza
Este meu fim-de-semana estava planeado há já mais de mês e meio.
Tenho uma amiga a viver no interior norte e, de vez em quando, vou passar lá uns dias. É bom para as duas, para ela que tem companhia diferente e para mim que, para além do prazer de estar com ela, consigo deixar os problemas do dia a dia cá em baixo, em Lisboa. Desta vez, por diversas ocupações de nós as duas, esta viagem foi adiada por diversas vezes mas pôde concretizar-se agora. Ontem, ao fim da tarde, enfiei 3 peças de roupa num saco, deixei um post bem disposto aqui no Afixe explicando a minha ausência ( a publicar no dia seguinte ) e apanhei o ‘inter-cidades’. Tudo azul. Sentia-me feliz, instalei-me no meu lugar e abri uma revista.
O comboio ainda não tinha chegado à periferia de Lisboa e toca o telemóvel. Era a minha amiga, a saber se o comboio já estava a andar. Estranhei-lhe a voz transtornada, pressentindo logo que alguma coisa de grave se passava. E tinha. Acabara de ter a confirmação de que um seu amigo, cujo carro tinha sofrido um acidente gravíssimo mas sem encontrarem o corpo, tinha infelizmente sido encontrado sem vida.
O que se pode dizer através de um telemóvel? Numa carruagem cheia de gente desconhecida a ouvir, inevitavelmente, a nossa conversa?
Claro que fui na mesma até lá acima, conversámos até tarde nessa noite, e hoje de manhãzinha vim com ela de carro para Lisboa. Eu não conhecia o amigo, só através das palavras dela, mas o choque era inevitável. Quando cai um raio, a pessoa que apanha com ele cai fulminada, mas quem está próximo também fica encadeada.
Era para ser um fim-de-semana feliz, sossegado, de bons afectos partilhados.
Foi cinzento escuro.
Pesou uma tonelada.
Senti de perto o horror, de uma vida de 35 anos que desaparece de um modo estúpido. E não é sempre um modo estúpido, desaparecer-se aos 35 anos?!
É verdade, ainda consegui apagar o tal post ‘bem disposto’, e hoje não sou capaz de escrever aqui nada de jeito. Há alturas onde só se consegue ouvir o silêncio. É como eu me sinto.
Até amanhã.

Afixado por Emiéle às 22:00 | Afixadelas (18)
Liberdade

– Liberdade, que estais no céu...
Rezava o padre nosso que sabia
A pedir-te, humildemente,
O pão de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.
– Liberdade, que estais na terra...
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.
Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
– Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.
Miguel Torga
Afixado por Isabel às 21:13 | Afixadelas (4)
O pensamento das lágrimas
Menino de cinco anos:
Mãe, sabes porque é que eu bebo água quando quero parar de chorar? Porque as lágrimas pensam que a água é o choro a vir para dentro e assim vão atrás dele.
Afixado por Susana às 17:40 | Afixadelas (12)
Marcha de orgulho gay - 2005

Daqui a pouco, a partir das 17h00, no Marquês de Pombal, é hora de sair à rua e mostrar que Portugal será tanto mais justo quanto mais aceitar a diferença e respeitar a igualdade de direitos.
Afixado por Isabel às 16:41 | Afixadelas (22)
AS COMEMORAÇÕES DO MILHÃO - O COMPACTO
OS VISITANTES UM-POR-UM

Madge





João Pedro da Costa
AFIXEM ESTA: UM MILHÃO DE VISITAS!
Diz o povo que o primeiro milhão é dos pardais - e foi!
Eu acrescento o óbvio, que este milhão visitas que hoje atingimos é o de quem sabe mais - este trabalho saiu-nos única e exclusivamente do pêlo bloguístico. Sem páginas primeiras, pares ou ímpares de jornais, sem participações em conversas de chacha televisionadas. De resto, e sem ser daquela vez que o Jorge Morais se enfiou à frente do Emplastro numa reportagem no Estádio do Dragão com o cartaz "visite o Afixe e enriqueça sem trabalho" (shame on you!), nunca usámos os media ou a política, nem deixámos que os media ou a política nos usassem. Todas as opiniões aqui deixadas são as nossas opiniões.
Aqui é só mesmo pelo prazer de blogar, o blog pelo blog. Sem tendências (ou com várias), apenas contra a mediocridade e a intolerância.
Durante o dia de ontem, o Afixe ultrapassou o milhão de visitas (mais concretamente: 1.001.735). Não somos os primeiros, em Portugal, a atingir tal fasquia, mas somos, de longe, os melhores daqueles, muito poucos, que o conseguiram. Quando assim embandeiro, não o faço em arco, nem me refiro apenas aos doze aphixadores que todos os dias aqui gastam alguns minutos/horas do seu precioso tempo.
Falo também dos milhares de leitores, comentadores e de inúmeras colaborações de e em outros blogues que, diariamente, desde 12 de Abril de 2004, ajudaram a fazer do Afixe o blogue mais interactivo e mais heterogéneo da blogosfera portuguesa e, exactamente por isso, o mais completo. Podia explicar melhor as razões para tal afirmação, mas, porque são óbvias e notórias, dispensar-me-ei de tão despicienda tarefa.
Por isso e porque estamos todos de parabéns, façam favor de se servirem das flûtes de champanhe que o amigo ABC Dário afixou lá em cima, no banner.
NOTA: Para além de ao Webcedário, responsável pelo champanhe e também pela moca de post que vai entrar já de seguida, quero agradecer aos restantes criativos do dia, os aphixadores João Pedro da Costa, autor do Puzzle que vimos compondo nos últimos dois dias, e que terminou no post de baixo, dez à sexta, 10 elevado a 6, isto é, 1.000.000, e Madge, criadora do banner lateral direito, onde, garante-me ela, estão retratados todos os que ao longo destes quinze meses aqui entraram. Bem hajam!
Monty
by webcedário - bem hajas, amigo, está um perfeito delírio. Uma festa!
ISTO SIM, É UM MILHÃO!!!

Jorge Morais
QUEM FAZ UM BLOG FÁ-LO POR GOSTO
Já aqui se sabe que “o meu negócio não são números”.
Tenho em relação ao número uma relação distante e respeitosa. Terá a ver com os meus professores de matemática mas isso não vem ao caso, a verdade é que fico sempre desconfiada quando entram em acção esses conceitos sobrenaturais. Quando o puzle aqui apareceu, tive de ir confirmar que o 10 elevado à 6ª era mesmo o tal milhão...
Bom, o que quero dizer é que não imagino um milhão.
Não consigo conceber, o que é que querem...?!
Penso assim: “é muito!” e pronto.
E depois vem o turbilhão das emoções, e aí já é o meu terreno. Espanto, alegria, comoção. O que é que se pode sentir por saber que tanta gente ( o tal milhão que não imagino ) já entrou aqui em casa? É muito mais do que ficar contente, é quase incredibilidade. Como é possível?
Porque eu vi-o nascer.
Os primeiros passos, já de nariz arrebitado, que o Afixe sempre assim foi. Mas ainda a experimentar, a ver se eramos ouvido pelos mais crescidos, a dar a nossa opinião cheios de convicção sobre tudo o que nos ocorria que nunca tivemos papas na língua, a meter o nariz noutros blogs. E, tal como com um filho, quando começa a crescer muito, nós de início estranhamos : “tá tão alto!; mas a camisola já não lhe serve?!; era o que faltava saíres á noite!!” e depois pensamos, “é normal, está a crescer, é bom sinal”.
O nosso Afixe cresceu. E eu, mãe babosa, fico enlevada a olhar para ele.
O que querem? Gosto muito dele, mas não é o que dizem todas as mães? Sou muito mãe coruja e acho que o meu menino é o mais lindo, têm de me desculpar.
E a verdade é que tem muitos amigos que vêm brincar com ele.
Um milhão de amigos!
Emiéle
A POSTA NO BLOGOMILHÕES

Fui o primeiro (ò pra mim) dos reforços que o Afixe contratou no sentido de iniciar a caminhada para o milhão de aphixadores. Fiquei abismado, confesso, e sei que muitos de vós também. Terá sido um lamentável equívoco que tenho tentado minimizar por via de uma presença discreta e que poupe ao Grande Chefe maiores embaraços.
O Afixe é um dos meus blogues de culto, nunca o escondi. De resto, essa admiração pelo trabalho dos seis magníficos que o consolidaram acaba por inibir a minha participação nesta casa. Receio sempre não estar à altura e as postas “para o Afixe” acabam sempre na reciclagem, para imenso alívio meu e de quem não me grama nem à lei da bala e passa bem sem as minhas prosas inócuas.
Isto para explicar que a minha satisfaçon pelo milhon de visitas em nada se prende com o facto de eu pertencer aos quadros (bem) remunerados deste blogue. Até porque o meu contributo para esse marco histórico não tem paralelo com, insisto, o da meia-dúzia de teimosos(as) que se entregaram a esta realização colectiva desde o início. Isto sem desprimor para os caloiros, que me perdoem a reverência.
Mas a nós compete contribuir de forma significativa é para o segundo milhão. E já estamos a caminho...
Saiu-nos o Blogomilhões e o Afixe entra agora num grupo restrito de “milionários da visitação” que premeia a aposta numa salada de blogueiras e de blogueiros por parte de quem (o governo adverte que a graxa pode causar danos irreversíveis na bainha das calças) toma as decisões nesta fábrica de palavras guarnecidas com imagens.
Sinto-me vaidoso (e assumo) pelo facto de o meu nick constar da coluna da esquerda a par com os de um lote de pessoas (adoro pessoas) que me têm impressionado mais e mais a cada dia que passa. É assim e quem me conhece ou me lê sabe que não sou pródigo em elogios à toa. Cada um à sua maneira, os meus parceiros aphixadores dão o melhor de si próprios para agradarem a esta numerosa (e exigente) clientela e o seu mérito está implícito no número de visitas que hoje comemoramos.
E assim ergo a minha caneca de Super Bock (os contratos publicitários ajudam a pagar os nossos alfinetes) para brindar a um Super Afixe que, haja o que houver, entra pela porta grande na história da blogosfera em Portugal. Doa a quem doer (e espero que doa muito a alguns dos que bem se esforçaram para darem conta da tola e dos nervos ao Monty).
Sou um tubarão feliz.
Sharkinho
UM QUÊ???

Um milhão. Ok, vou fazer um esforço enorme para imaginar isto. Escrever é impossível, porque não faço idéia, quantos zeros tem.
...............................................
Estes pontinhos em cima, fui eu a imaginar.
Já tá.
Segue-se agora a segunda tentativa: a de encontrar um milhão de razões para gostar de vocês todos.
...........
Facílimo. Só foram, mesmo, precisos estes pontitos insignificantes. É tão fácil gostar de vocês e saber porquê. E seria capaz de escrever e tudo. Só não escrevo porque sei que vocês sabem. Quanto gosto e porque gosto
Terceira tentativa: Encontrar razões para o prazer de estar aqui.
!
Não são pontinhos. É um grande, enorme, imenso ponto de exclamação.
Uma única razão que valha por todas as razões que a minha imaginação encontra e a minha capacidade não permite que escreva: estou infinitamente mais rica depois de vos ter encontrado. A todos. Aphixadores, comentadores, leitores. Obrigado. E espero conseguir retribuir. Um bocadinho. Pequenininho.
Isabel
O AFIXE EM FESTA
De vez em quando entramos em festa!
Faz parte da personalidade deste blog, somos uns temperamentais, emotivos que eu sei lá - por vezes zangamo-nos muito, e outras vezes é só beijos e abraços.
Quem nos conhece, sabe que é assim.
Gostamos de festa. É porque se fez o post número cem, ou quinhentos, ou mil. É porque fomos o blog do mês. É porque atingimos o número tal de comentários. É porque entrou mais um colega. É porque fizemos anos. É porque...
É porque gostamos de festa.
E porque gostamos de partilhar a alegria.
E a alegria ganha outra força quando pode ser multiplicada com muitos.
Venham daí, amigos, que hoje é dia grande!!!
Emiéle
O SURPREENDENTE MILHÃO
Não vou pensar muito em números. Até porque é bem difícil imaginar um milhão de cliques num linque (ah, que lindo que fica escrever isto em português) para o Afixe.
Imaginem: "clique" x 1.000.000!
E isso sem imaginar que, em cada clique de visitas, os nossos visitantes ainda clicam no rato mais umas quantas vezes quando já passaram cá para dentro.
É demais para mim!
Não escrevo muito no Afixe, mas quando escrevo, faço-o sem pensar muito na quantidade de pessoas que por cá passam. Preocupo-me mais com a qualidade delas. E sei que, nesta matéria, o Afixe está, e sempre esteve, bem servido.
É por isso que, quando escrevo, imagino como é que o meu texto vai ser lido, tanto pelos restantes aphixadores, como pelos nossos amigos de sempre, que já são cá da casa.
Faz-me confusão isto... Escrevo com duas dezenas de pessoas na cabeça, e imagino o que é que elas pensarão do texto, mas de facto, assim que o texto passa para o Afixe (e que gozo dá actualizar a página, para ver o aspecto de um post fresquinho, sobretudo quando tem fotos), já está a ser lido por centenas de pessoas.
Os comentários, principal forma de receber reacção dos leitores, muitas vezes iludem-nos. Achamos que isto do Afixe é ainda um grupo pequeno de amigos...
É, e será sempre, um grupo de amigos!
MAS GRANDE!
E CADA VEZ MAIOR!!
Obrigado a todos (aphixadores oficiais, honorários, e visitantes), e um obrigado especial ao Monty, que como todos sabem é a espinha dorsal do Afixe, e que dá tudo por isto.
Bernardo Motta
Os “AMIGOS d'AFIXE”
Já se sabe que cada blog é diferente dos outros, assim como cada um de nós é diferente de todas as outras pessoas. E se também é natural que sintamos mais afinidades com algumas pessoas do que com outras, aqui na blogosfera o modelo é igual: há blogs que “são a nossa cara”, com quem nos identificamos quase ao primeiro olhar, outros com quem a relação é de cerimónia, e até alguns que não nos despertam nenhum interesse. Tal e qual como a vida não virtual.
O nosso Afixe nasceu bem. Teve sorte nisso, os astros estavam em posição favorável no momento do seu nascimento. (lembro-me que o Gibel lhe fez o horóscopo, num dia de inspiração...) Tem tido algum mimo. E é difícil racionalizar porque tem tido este sucesso ( vamos deixarmo-nos de modéstias e assumir mesmo que o tem tido!)
Penso muitas vezes que é pela diversidade.
Cada um de nós tem personalidades fortes e distintas de modo que cada leitor encontra aqui matéria para gostos diferentes. Por outro lado tentamos ser mesmo sérios quando é caso disso, mas gostamos muito de brincar e isso nota-se deve notar-se. Para além do facto, óbvio, de apreciarmos tanto os comentários que só não lhes respondemos quando nos é impossível. Portanto os nossos visitantes devem sentir que são importantes para nós. Será por isso que cá voltam? Porque reconhecem essa importância? Com palavras simpáticas ou às turras, há uma relação forte entre os aphixadores e por quem cá passa. Como já disse, somos emotivos, mas a relação é de quase amizade com os nossos comentadores.
Obrigada a todos!

Emiéle
TOMMIES IN THE SERENGETI - TANZÂNIA OU A MINHA PRENDA PARA A PASSAGEM DO 1 MILHÃO!
Photo © Edvard Braekke
Meus queridos, Monty, Isabel, Susaninha, Gibel, Sharkinho, Jorge, Emiéle, Madge, Bernardo, M.Butterfly e João.
Esta foto foi dedicada a vocês no dia 12 de Abril, lá em casa.
Era tempo de ela ficar cá em casa.
Este é o dia perfeito!
Que venha mais um Milhão Fáchavor:)
É bom andar por aqui, nesta casa, bom humor, boa disposição, Golpes de estado e as tuas tiradas Monty - Não penses que me esqueço!
Bom, o que quero dizer é que fico bastante orgulhoso destes meus amigos, do seu blog, que também o sinto um bocadinho meu.
Encontramo-nos aqui todos os dias, é bom sim. Muito Bom.
Um grande abraço a todos, sentido e não se esqueçam do sorriso na cara ouviram?
Nota: Como repararam o JPC não está na lista, está aqui ao meu lado sentado no capim, aqui no Serengeti a fumarmos "La bonne Qualité! e a vermos a imensidão da savana, não é JP?
Bin
Afixado por afixe às 01:54 | Afixadelas (5)
O peso da traição

Esta noite, um amigo dizia-me, depois do Dão do 1º de Maio e no caminho para o Gin do Agito, que ainda um dia haveria de descobrir um comprimido para a traição.
Dizia ele, que não queria nada vingar-se, o único efeito do tal comprimido, deveria ser um rápido, total, eficiente e drástico esquecimento. Assim tipo, chegas a casa, abres a torneira, pegas no copo, no tal comprimidinho, bebes, e já está. Página completa e definitivamente arrancada.
Estivemos sentados no Jardim do Príncipe Real, a tentar encontrar a fórmula química da coisa, mas decidimos que o mais fácil era mais um Gin no Pavilhão Chinês, e já agora, porque não, que dias não são dias, um charrito feito a preceito.
Quando acabámos de fumar perguntei-lhe se tinha resultado. Disse que parecia que sim, porque tinha acabado de ver uma morena de olhos verdes, que o tinha deixado siderado.
Pediu-me para o acompanhar e lá fomos os dois em busca da morena perdida, que eu, para os amigos, sou completamente disponível e solidária. Nem sinal de morena. Tinha-se eclipsado no meio das ruelas do Bairro Alto.
O meu amigo voltou a ficar com olhos de carneiro mal morto e disse mais vinte vezes "mas o que é que aquele lingrinhas tem que eu não tenho???" Eu, por mim, jurei-lhe que não sabia. E ele concordou que era natural que não soubesse. Fiquei um bocadinho mais descansada.
Ao vir trazer-me a casa, desesperado pela perda do rasto da morena e completamente esquecido da traição, perguntou-me, com uma voz de filme indiano, se podia subir. Confesso que ia dizer que sim, claro, mas fui retida a tempo, por um titubeante "Já que o JP não está..." Devo ter feito um ar ainda de mais parva do que aquele que tenho habitualmente quando vejo esses filmes (eu acho que nunca vi nenhum, mas aposto que ficaria com esta cara, e, além disso, fica bem no post...) que nos desatámos os dois a rir. Ele jura que foi do Dão, eu aposto no charro.
Acabou de me ligar. Voltou para o Bairro Alto à procura da morena de olhos verdes.
Eu cá, já me descalcei e tou preparada para o leite com chocolate e as bolachinhas.
Afixado por Isabel às 01:34 | Afixadelas (11)
Where's Monty?
Afixado por Rogério C. Pereira às 00:44 | Afixadelas (11)
junho 24, 2005
É aproveitar malta!
Granda ideia!
'Bora ligar já!
Ah, se me tivessem dito isto antes...
O trabalho que eu tinha poupado!
Bem, já que não vou a tempo da licenciatura, vou comprar um MSc, um MBA e um PhD.
Afixado por Bernardo Motta às 15:49 | Afixadelas (3)
24 de Junho de 1901
Picasso expõe pela primeira vez em Paris. Os primeiros quadros cubistas só surgirão em 1907.

A morte de Casagemas
Afixado por Gibel às 12:35 | Afixadelas (20)
24 de Junho de 1935

O último Tango de Carlos Gardel.
Afixado por Isabel às 12:09 | Afixadelas (4)
Gostei de te ver
Não me reconheceste logo. Depois, quando voltaste, lembravas-te que era uma miúda timida. Foi há mais de duas décadas, companheira.
Soube que tinhas sido libertada, no dia em que, na baía de S.Martinho, tentei preencher o vazio que o desencanto deixara, com a paixão, o carinho e o desejo.
Quis o acaso que o meu pesadelo começasse no dia em que o teu terminou.
Quando, ontem, nos voltámos a encontrar não te falei na coincidência de me ter tornado, verdadeiramente, a mulher que hoje sou, e que tu disseste que era tão diferente da miúda que conheceste, no dia em que te tornaste, de novo, uma mulher livre.
Misturo a recordação das notícias da tua liberdade com as memórias dum encontro, das dunas de S.Martinho, da areia sob os nossos corpos nus, das palavras sussurradas, das promessas ditas baixinho e a medo.
Fui sabendo de ti. Ouvindo-te e vendo-te, mas nunca nos voltámos a encontrar.
A vida encarregou-se de tornar num pequeno parenteses o tempo que decorreu desde que, juntas, percorremos um curto, mas intenso, troço de caminho.
São sempre pequenos parenteses, os que se vivem quando optamos por passar a vida, vivendo cada minuto, como se fosse o último.
São sempre curtos os tempos, quando se vive com paixão e com entrega.
Tens o mesmo brilho que te conheci, nos olhos.
Bem hajas por isso, Isabel.
Afixado por Isabel às 11:31 | Afixadelas (12)
Gregos e troianos e a Lei das rendas
Completamente impossível agradar a todos quando os interesses são opostos.
Fala-se aqui da Lei das Rendas.
Imagino que vem aí polémica. Mas a verdade é que se tem de começar por uma ponta. E faz-me impressão, a mim, o estado a que isto chegou. Como sabemos, quem hoje pretende ter um local para habitar mais depressa se decide a comprar uma casa do que a alugá-la. E é um verdadeiro ciclo vicioso porque os senhorios que existem, ao alugar casas hoje pedem rendas elevadíssimas ( idênticas ao que custa uma amortização da compra de uma ) para se compensar de outras onde as rendas são tão baixas que não lhe dá para fazer as obras de conservação… É claro que os inquilinos por seu lado contrapõem que muitos desses senhorios NUNCA fizeram nenhumas obras, mesmo quando o seu custo estaria adequado às rendas que recebiam, e portanto o triste estado a que muitas das casas chegaram. Creio que há razão de parte a parte em muitos casos.
Esta proposta que lemos parece moderada para os inquilinos, mas já estou a imaginar, que por isso mesmo não irá contentar os senhorios.
Talvez me engane.
Afixado por Emiéle às 08:02 | Afixadelas (2)
Palestina e Israel
O que se passa neste ponto particular do mundo não dá para fazer nenhum prognóstico. Já não se contam as vezes que, como numa verdadeira “montanha russa”, se julga estar a atingir um elevado patamar de entendimento e, de repente, sem entendermos o que se passou na verdade, tudo vem por ali abaixo voltando praticamente à estaca zero.
De qualquer forma, só queria chamar a atenção que desta vez parece ter havido um passo em frente: O ministro da Defesa israelita ordenou quinta-feira às suas tropas que se preparem para transferir na próxima semana o controlo da cidade de Belém, para os palestinianos, e levantar o cerco imposto há quase três anos a Kalkiliya, outra das cidades palestinianas autónomas da Cisjordânia.
Por mim, espero para ver.
Calma.
Afixado por Emiéle às 07:30
Memória
Ter boa ou má memória é uma referência que se usa com facilidade como uma qualidade ou defeito de cada um. Até para servir de explicação aos mais variados erros. E isso desde a infância. É vulgar, os pais queixarem-se de que os filhos têm maus resultados escolares por não terem memória, “não fixarem nada”. Claro que aí, na esmagadora maioria dos casos, o que está em jogo não é a tal memória e sim a motivação. O menino que não aprende a tabuada sabe quantos golos meteu o seu clube, ou não fixa nada de história mas conta em pormenor os “Morangos com Açúcar”.
Depois, já adultos, e uma vez que a tal memória se treina e alguma não foi treinada, também há quem tenha mesmo melhor memória dos que outros. E é facto conhecido que com o passar dos anos ela “se gasta”. Ao ponto de algumas pessoas a perderem de um modo dramático e isso ser mesmo uma grave doença.
Li com alegria que se descobriu agora que a capacidade de reconhecer pessoas, edifícios e lugares, objectos e nomes depende de um só neurónio e não do trabalho de vários
Isto é uma revolução, num certo aspecto."Descobrimos que os neurónios podem funcionar como um computador sofisticado". Pelo que se lê parece ser possível criar "próteses cognitivas que executem as funções perdidas devido a danos cerebrais e doenças como a de Alzheimer". Não sei avançar mais, só li este artigo do JN e não a fonte que lhe deu origem. Mas a confirmar-se parece-me uma descoberta notável. Estou tão maravilhada que nem me quero pronunciar – vamos ver a que realidade isto corresponde.

Afixado por Emiéle às 07:00 | Afixadelas (6)
O fracasso do projecto esquerdista e a vitória sem futuro
O Luis Rainha do Bde escreveu um post muito interessante sobre Álvaro Cunhal, houve um ponto que me chamou à atenção especialmente, que foi este :"(Às acusações de que ele "ia provocando uma guerra civil", já está a História a responder, com a constatação de que unidades fiéis ao PCP, como os Fuzileiros, se mantiveram quietas no 25 de Novembro, aliás à imagem da própria célula do partido nos Comandos, que a havia...)".
Muito se escreve sobre o 25 de Novembro, mas sempre no mesmo sentido, deixo-vos aqui um texto que encontrei na revista Utopia que faz uma leitura diferente desse particular momento da nossa história.
Um abraço,
Bin
"Para a extrema esquerda, o golpe militar de 25 de Novembro de 1975, será o ponto de partida de um deslizar rápido para a decomposição. Durante dois anos, a totalidade das correntes marxistas-leninistas tinham defendido a ideia segundo a qual a instituição militar poderia, graças à capacidade de acção dos seus militantes, transformar-se num exército popular. Um tal activismo escondia a fraqueza da acção autónoma, o esgotamento da vontade e da iniciativa de luta, da imaginação subversiva. Fosse o que fosse, o certo é que investimento das energias militantes neste projecto se revelou suicida. A defesa destas concepções implicava necessariamente a submissão aos princípios da política tradicional: delegação de poder, centralização das decisões e do comando. Era bem a lógica bolchevista clássica que privilegiava a tomada do poder no Estado contra o desenvolvimento das estruturas horizontais dos conselhos, comités e outras organizações de base dos operários. A importância dada aos diversos centros de poder militar, incluindo os colonizados pela extrema-esquerda, legitimou finalmente e tão-só a confiança no Estado. Apenas a pequena corrente libertária se distanciou do projecto estatista, mas as suas críticas tinham pouco peso face ao cilindro compressor marxista-leninista e encontraram pouco eco na sociedade(1) .
"A derrota do esquerdismo em Portugal teve um significado que ultrapassou as fronteiras do pequeno país que é Portugal. Quebrou com toda uma concepção de revolução partilhada por toda a extrema esquerda ocidental. Aqui, pela última vez no século XX, o esquema vanguardista tinha parecido plausível, possível. Após 1968, os estados maiores da extrema-esquerda tinham decretado o necessário voltar aos valores seguros do partido detentor da verdade revolucionária. O desfecho da «revolução dos cravos» dará um golpe fatal nestas concepções. Esta falência da concepção "putschista" da revolução social irá acelerar, por todo o lado, a decomposição das correntes esquerdistas activas nos anos 70 do século XX. Com alguns anos de avanço, o desfecho português, anunciava a mote do comunismo ortodoxo, do qual o esquerdismo leninista procurou demarcar-se, mas que permanecia como a sua referência principal. A posteriori, o fracasso do projecto bolchevique confirmou as críticas anti-autoritárias de Maio de 68.
Aqui chegados, importa separar o que, ao longo destes dois anos, foi o produto das práticas rígidas de vanguardismo e o que foi o fruto da acção autónoma das lutas, das experiências de auto-governo. As acções directas, as ocupações de fábricas, a coordenação de órgãos autónomos, as expropriações de terras e de habitações, as tentativas de gestão colectiva da produção e troca de bens, a liberdade de expressão e do pensamento crítico, tudo isto liga a «revolução dos cravos» às correntes modernas de emancipação social. Procurando respostas para os problemas do momento, os mais combativos viram-se confrontados com a lógica do partido comunista e descobriram a necessidade de dar um novo conteúdo à ideia de socialismo. O novo conceito nascido ao longo deste movimento: Apartidário, simboliza bem o que tinha de potencialmente subversivo este movimento.
Estes primeiros passos de emancipação social estão hoje completamente apagados da história oficial e da memória colectiva. E no entanto, eles são os únicos elementos universais de futuro gerados ao longo destes anos turbulentos. Só por isso, pode esperar-se que a emancipação humana tenha uma "chance" no planeta Terra.
A vitória da «transição democrática» abre o caminho da modernidade capitalista para uma sociedade que, sob a longa noite do salazarismo, tinha acumulado arcaísmos e atrasos. Dito de outra forma, foi o caminho para parte nenhuma! A classe dirigente portuguesa vai poder restaurar a sua violência, desta vez de forma democrática, as condições de uma exploração moderna do trabalho são possíveis e Portugal integra o processo de construção do espaço europeu. Mas esta integração parece também fechar um longo ciclo histórico, evolução que havia sido pressentida por alguns dos primeiros socialistas portugueses no fim do século XIX: a da "decadência dos povos peninsulares". O quotidiano do cinzento e a náusea da política insignificante - com o seu cortejo de mediocridades, corrupções, infâmias e oportunismos -, a alienação do espectáculo moral ou desportivo, mascaram afinal a crise do pequeno Estado- Nação, privado, para além das condições geopolíticas e económicas, da sua evolução histórica.
Claro que tudo isto estava longe de ser evidente na época. No momento, em que a história era feita pelos próprios interessados, ela era percebida como uma variedade de possíveis, de probabilidades e de projectos. Anos-luz parecem separar os combates desses anos das preocupações de hoje. E, no entanto, os dados da actual crise cultural, social e política já lá estavam contidos, no essencial."
tradução de Guadalupe Subtil
*Charles Reeve (pseudónimo de Jorge Valadas) é autor de Crónicas Portuguesas (tradução de Júlio Henriques), Ed. Fenda, Lisboa, 2001.
Nota:
1- O desenvolvimento da autonomia operária e experiências de auto-governo das lutas, são defendidas pelo jornal Combate (sem relação com o actual órgão do Partido Socialista Revolucionário, trotskista). O jornal anarco-sindicalista A Batalha defende igualmente estas práticas.
Afixado por Isabel às 06:36 | Afixadelas (2)
junho 23, 2005
serviço público
Se está com problemas na canalização, ligue para o Afixe: destacaremos para o serviço o nosso estagiário polaco.

Afixado por Susana às 19:25 | Afixadelas (10)
Um pequeno exercício II
(clique na foto para aumentar)
Meus amigos, os 4 dias estão a chegar ao fim, quem tiver as últimas sugestões a fazer ou acrescentar que o faça até à meia noite de hoje.
Amanhã será postados os nomes seleccionados para serem sujeitos a uma primeira votação de selecção.
Pensem bem:)
Um abraço e até mais logo,
Bin
Afixado por Isabel às 18:51 | Afixadelas (6)
Começou o Verão!! Abram os sorrisos :) III

Photo © Jean-Christophe Périé
"ENCONTRO
Não te busquei, não te pedi: vieste.
E desde que eu nasci houve mil coisas
que a meus olhos se deram com igual
simplicidade: o Sol, a manhã de hoje,
essa flor que é tão gracil que a não quero
o milagres das fontes pelo Estio...
Vieste (O Sol veio também, a flor,
a manhã de hoje, as àguas...). Alegria,
mas calada alegria, mas serena,
entendimento puro, natural
encontro, natural como a chegada
do Sol, da flor, das àguas, da manhã,
de ti, que não buscara nem pedira.
E o Amor? E o Amor? E o Amor?
- Vieste
Sebastião da Gama"
E assim vai o Verão meus amigos.
Deixo-vos então magnífico poema do Sebastião, leiam e tornem a ler.
Desfrutem. Sintam a pele. Os sentidos. Os elementos. O Amor.
Um abraço,
Bin
Afixado por Isabel às 17:40 | Afixadelas (3)
O teu aniversário.
De cada vez que fazemos amor, penso que vai ser a última. Deixo-te a dormir, desço as escadas do prédio, de sapatos na mão para não acordar vizinhos curiosos, ando pela rua deserta arrepiada com o friozinho da madrugada, e tenho a certeza que foi a última vez.
Nem sei muito bem de onde vem essa certeza. Há sempre uma razão. Outra pessoa. Um desejo meio inconsciente de deixar o passado para trás, com medo que ele não me deixe viver o presente.
E houve Aquela noite. A noite em que estivemos juntos como um “velho casal”. Despimo-nos enquanto conversávamos, deitamo-nos na cama nus, a apreciar a brisa que vinha da janela e a rir com um qualquer programa estúpido de televisão. Assustei-me, nessa noite. Pensei que nem nós podíamos fugir à maldição do hábito.
Tu deves ter sentido a mesma coisa. Mas numa noite qualquer depois daquela que devia ter sido a última, o telefone apitou com uma mensagem tua às duas da manhã, e voltei a sentir uma montanha russa do estômago. E foi outra vez como é sempre entre nós, como uma primeira vez melhorada pelo conhecimento de todos os gostos, de todos os cheiros e de todos os poros do corpo do outro.
Por isso não sei muito bem porque continuo a sentir que é a última vez. Já devia saber que não vai ser assim. A última vez será tão irresistível e impensada como foi a primeira. Talvez esta seja a minha forma de proteger a nossa relação da monotonia, do tédio do sempre igual, que acaba por destruir tudo.
Não sei.
Só sei que há dois dias foi o teu aniversário (no dia do solstício de Verão, claro, não podia ser outro dia, o dia mais longo do ano, o dia mais mágico do ano, o meu dia preferido) e apesar de tudo, apesar da distância, não me esqueci.
E apesar de há muito tempo não conseguir escrever, nem mesmo pensar, tive de escrever isto.
E levantar um copo à tua saúde, amigo. E a nós. Que a última vez, seja ela quando for, seja como as antecedentes.
Afixado por M. Butterfly às 13:57 | Afixadelas (16)
Que cor tem o esquecimento?

Parece que a Câmara Municipal de Lisboa, pretende autorizar a construção de um condomínio privado, na Rua António Maria Cardoso, no local onde se situava a sede da ex PIDE/DGS.
Eu sou dos que acreditam que as memórias, mesmo as mais tristes devem ser preservadas. Para que não sejam esquecidos nem branqueados 48 anos negros da nossa história.
Se me falassem em criar ali um Teatro, um Museu, um local de cultura onde a memória se preservasse e o futuro se construísse, seria a primeira a apo


