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junho 30, 2005

Será esta a resposta? II

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O Governo está em funções há menos de quatro meses. As medidas, por ele, anunciadas são merecedoras de todas as dúvidas, de todos os desacordos, de todas as lutas. Mas, e depois? A seguir à greve dos professores, os professores, fazem o quê? E a seguir à dos enfermeiros? E dos funcionários públicos? E o a seguir, com um Governo com maioria absoluta, são, pelo menos, mais três anos e meio.
E quem é que se convence, dos trabalhadores que não estão em luta, da justeza da luta dos outros, se nos entra pela casa adentro um dirigente sindical a dizer, que uma greve de professores na altura dos exames não faz mal nenhum aos estudantes, até lhes dá mais tempo para estudar?

A seguir vem o quê? Uma greve geral? Com quem? Onde está o apoio dos pequenos comerciantes, dos trabalhadores por conta própria, onde está a mobilização dos contratados a prazo, quem já alguma vez falou com os milhares de “extras” que representam, muitas vezes, percentagens elevadíssimas dos trabalhadores duma empresa? Qual o dirigente sindical que se deslocou à porta do Colombo, à saída dos turnos? Ou entrou num Call Center? Ou tentou falar com um imigrante?

Os nossos Sindicatos não têm imaginação. Não têm criatividade. Têm, a maioria das vezes, a agenda politica do PC para cumprir. E a imaginação do PC já passou por melhores dias. Assim como a mobilização. Só que, quando derem por isso será tarde de mais. Terão desaparecido. Porque para sobreviverem precisam de quem pague as quotas. Para isso é preciso trabalhar, ir às empresas, mobilizar, recrutar. É preciso abrir as portas a novas pessoas e a pessoas novas, é preciso abandonar o sectarismo, a desconfiança, a falta de democracia interna. E, isso, dá muito mais trabalho do que fazer um pré aviso de greve.
Os grandes responsáveis pela perda de influência dos Sindicatos não são só as entidades patronais ou quaisquer medidas governamentais, por mais à direita que seja a maioria que as aprove. Os grandes responsáveis são também, eu atrever-me-ia a dizer, são sobretudo, o autismo dos seus dirigentes e a sua incapacidade em olhar para o calendário e ver lá escrito: Ano de 2005.

Afixado por Isabel em 30 de junho de 2005, às 00:28

Afixadelas

Por estes dias tenho andado a dizer tudo o que disseste, mas com outras palavras.
Os sindicatos servem apenas para receber as quotas e tratarem dos interesses deles (já reparaste que são os mesmos há uma quantidade de anos? e se saem do sindicato é porque arranjaram tacho ainda melhor, como o Torres Couto?
Os nossos sindicatos não têm nada do que tu dizes que não têm e ainda uma outra coisa: VERGONHA!

Afixado por saltapocinhas em 30 de junho de 2005, às 00:44

saltapocinhas, é sempre arriscado fazer estas análises e eu sabia-o. De qualquer forma há uma distância, que eu não percorro, entre a análise de actuações e a de intenções. "Falta de vergonha" é um termo demasiado subjectivo para que eu o use.Compreendo-te perfeitamente mas não creio que o que se passe seja um problema moral. Ou de falta dela. È um problema político, que apenas, como tal, deve ser visto e pensado.

Afixado por isabel em 30 de junho de 2005, às 01:09

O problema é que muita gente parece desistir de encontrar soluções. Como alguns comentários que tive no meu post e, em certa medida, o que diz o Saltapocinhas. Queria pescar uma frase do Rui Tavares no tal post que linkei ao meu: «Temos andado a dizer às pessoas que elas são o problema». [.....] «temos de saber dizer-lhes como é que só elas podem ser a solução.»
Porque eu dizia que 'andava desanimada', mas andar desanimada não quer dizer desistir. Aquilo foi um desabafo.

Afixado por Emiéle em 30 de junho de 2005, às 06:44

Acho que sim Isabel. Estes teus posts tocam na ferida. A maioria dos representantes sindicais aburguesou-se.

Afixado por bluegift em 30 de junho de 2005, às 09:27

Excelente post, que na minha opinião define na perfeição a posição dos sindicatos neste país.

Penso ainda que o maior problema está no anquilosamento dos dirigentes sindicais, que de estarem há tanto tempo nos cargos, se esqueceram como é o mundo do trabalho hoje em dia e não há 30 anos atrás.

Os direitos dos trabalhadores acabam quando uma empresa fecha por falta de produtividade e competitividade (sem ser uma falência fraudulenta)e os primeiros a receber (quando há algo a receber) são o Estado, a Banca e´em último lugar os trabalhadores.

Para que isso não aocnteça seria da maior importância que os sindicatos evoluissem e verificassem que com todos os "direitos" existentes hoje, a economia portuguesa não sobrevive e com ela vão-se também os empregos.

Afixado por Platero em 30 de junho de 2005, às 10:23

Como já disse noutropost, sou delegado sindical, só não disse onde. Na Autoeuropa e quem tem andado atento decerto se lembra do último acordo, amplamente discutido na comunicação social.

Quando falo mal do nosso movimento sindical, não o faço por fazer. Já dei ( no conjuntodas ORT's dos trabalhadores da Autoeuropa) provas que é possível fazer diferente. Melhor. Não marcamos greves de calendário, porque o PCP quer. Marcámos uma e paralizamos a fábrica com um adesão de mais de 80%. Discutimos com as pessoas e as revindicações são votadas por voto secrteto. Já aconteceu os trabalhadores recusarem propostas e ter de se fazer de novo, como os trabalhadores queriam. Se fizermos as contas a comunicados explicativos certamente que daria mais que 1 por mes em 12 anos de actividade (nenhuma outra tem tal média). Há um sem numero de práticas diferentes que comprovadamente resultam.

Um exemplo de movimento sindical moribundo é o facto de a adesão ás urnas para a eleição dos dirigente, que alguém acusou, e bem, de se aburguesarem, do sindicato dos metalurgicos, ter sido abaixo dos 2%. Mostra bem o afastamento do sindicato para com os trabalhadores.

Eu ainda não me cansei de lutar contra este estado de coisas, mas confesso que ás vezes me começa a custar. Já dei por mim a aachar que se deve deixar a CGTP e a UGT definharem-se sozinhas e criar algo de raíz, novo na ideia e na atitude.

Cusa tanto ver a IG Metal alemã por 4 milhoes de pessoas na rua em maifestação, os franceses mobilizarem os trabalhadores e efectivamente pararem o país, os espanhois organizarem concentrações de 1º de Maio com 3 milhões de pessoas e náos cá continuamos a viver da ortodoxia ultrapassada.
Há uma diferença entre estes casos, a diferença chama-se PC e acho qu enão devemos nem podemos ter medo de chamar os bois pelos nomes.

Afixado por Daniel Arruda em 30 de junho de 2005, às 11:15

Isabel,

em primeiro lugar, devo dizer-te que concordo em parte com a falta de imaginação. Mas é preciso ver as coisas como elas são.
Eu fiz parte da direcção de um sindicato (SNESup - Sindicato Nacional do Ensino Superior) em que havia pessoas com ligação actuais ou antigas a todos os partidos políticos (sim, até tínhamos um militante do CDS/PP). Daí que não goste desta colagem ao PCP que se costuma fazer. Eu era e ainda sou independente. Fui muitas vezes porta-voz após reuniões com o Ministério e perguntavam muitas vezes a que força partidárias pertencíamos. A comunicação social ainda não se habituou a que haja sindicatos independentes (o SNESup tem explícito nos seus estatutos que não se pode filiar em federações sindicais).

Quanto à forma de luta, a greve é uma arma que só se usa em última instância. O pior é que a última instância, desde o governo Durão Barroso, é o início das negociações. Porque os governos, hoje em dia, começam por intoxicar a opinião pública. Quando falam de privilégios, esquecem-se de dizer que um docente do ensino superior que perca o emprego, não tem direito a subsídio de desemprego, que ao contrário do que acontece no sector privado, uma pessoa pode anda toda a vida na função pública na mesma instituição sem estar no quadro e que pode andar toda a vida a recibos verdes na função pública sem que isso lhe dê direito a qualquer vínculo. Ainda há pouco tempo se reformou um docente do ensino superior com 62 anos e 36 anos de função pública, sempre na mesma instituição, e nunca fez parte do quadro, pura e simplesmente porque o quadro corresponde a menos de 20% dos docentes da escola. Nos últimos tempos andava a contratos administrativos de provimento de 2 anos renováveis e sempre com medo que a escola não lho renovasse. O que ia fazer esta pessoa, sem subsídio de desemprego aos 60 anos se não lhe tivessem renovado o contrato que lhe permitiu chegar aos 36 anos de função pública? Ah, não fazia mal nenhum, ele tinha sido um "privilegiado"!

Afixado por Jorge Morais em 30 de junho de 2005, às 11:15

Jorge Morais, a colagem ao PCP é obrigatória no caso da CGTP-in porque quem manda na CGTP-in é ao PCP. Eu próprio fui vetado pelo PCP para o Conselho Nacional da central. Porque quem delibera sobre a actividade sindical é o Comitê central do PCP e de acordo com a sua agenda.
No caso da UGT é sabido que é o PS que o manobra, de forma mais soft é certo, mas manobra.

É lógico que há sindicatos independentes, é pena é que sejam poucos, mas a generalização é inevitável.

Quanto ao resto completamente de acordo.

Afixado por Daniel Arruda em 30 de junho de 2005, às 11:23

Antes de comentar o artigo da Isabel:
- Personalizar uma questão nunca pode dar bons resultados, porque para cada caso como este apresentado pelo Jorge Morais eu consigo arranjar 5 que mostram péssimos exemplos do que vai na Função Pública... E conheço alguns de arrepiar.

A Isabel tem, mais uma vez, razão na análise que faz às formas de luta. Só quero frisar um ponto: será que ainda não repararam que os polícias, os professores, os enfermeiros, etc... não têm o apoio da população activa? Não repararam que a palavra "privilegiados" esteve sempre lá, desde início?
Desde miúdo que me lembro de ouvir dizer que quem quer ter vida boa tem de ser funcionário público.
Não quero aqui discutir sobre a veracidade desta afirmação, mas o que é facto é que está enraizado na sociedade portuguesa que os funcionários públicos são "privilegiados".
Seria aqui que os sindicatos teriam uma palavra a dizer, ou uma acção a tomar. Mas não. Vem o chorrilho verborreíco que já quase conheço de cor... e não se passa daí.

Afixado por kidoskanidos em 30 de junho de 2005, às 11:27

Jorge, o meu problema ou, se quiseres, a minha questão não é a oportunidade ou não da greve, é a falta de informação e de mobilização que a antecede. E a informação não tem nem pode ser só para os trabalhadores abrangidos, tem que ser para os outroa, ou acaba-se, como no post da Émièle e no do Rui Tavares a que ela aludia, a ter trabalhadores com emprego contra desempregados, contratados a prazo contra efectivos, privados contra funcionários públicos. E este trabalho de esclarecimento as Direcções Sindicais não fazem.

Quuanto à ligação ao PC.
Não é possível não generalizar, infelizmente os sindicatos independentes são uma minoria, como refere o Daniel, e as Direcções dos Sindicatos dão-se ao luxo de vetar a entrada de quem ná dá garantias de seguir as orientações do Partido, como aconteceu com ele e acontece, diariamente, com muitos outros.
Aliás a recusa na aceitação do método de Hondt como método de eleição é sintomático desta atitude politica de fundo.

Na minha empresa em 220 trabalhadores, votaram 188 para a eleição da CT. Não deve ter sido superior a 2% para a Direcção do Sindicato...aliás, os trabalhadores e nós próprios, membros da CT soubemos da eleição na véspera quando nos pediram para colocarmos uma mesa na entrada de serviço e os nomes, bem os nomes, não tenho a certeza de alguém os conheceu com antecedência...ou para ser mais clara, se alguém os conhece, hoje.

Afixado por isabel em 30 de junho de 2005, às 11:43

Isabel,
o problema é da interface com a comunicação social. Por alguma razão, quando fiz parte da direcção, tivemos cuidado de trabalhar nesse campo, contratando assessoria de imprensa. Uma das coisas que mudou, foi substituir os longos comunicados explicativos pelos tópicos principais(isso faz com que os jornalistas identifiquem todos os pontos que nos interessam e construam o texto, ao invés de andarem eles a escolher os pontos no meio do texto, nem sempre os mais importantes).
Outra diferença é que nunca tivemos frases do tipo:
"Abaixo a política de direita" ou "Abaixo o neo-liberalismo"
mas sim, por exemplo:
"Não há qualidade sem financiamento" ou "Investir num ensino superior de qualidade é investir no futuro do país".

Daniel Arruda,
A UGT e a CGTP não são sindicatos, são centrais sindicais. E qualquer partido pode tomar conta um sindicato se os seus estatutos não estiverem bem redigidos. O SNESup também não é imune a tentativas de "domesticação", mas há uns estatutos que só uma crise de histeria colectiva o poderiam permitir.

kidoskanidos,
posso garantir que não é assim essa generalização. E mesmo quando assim é, as medidas só agravam em vez de resolver. Os problemas que existem acontecem mais em quadros antigos e com poucas habilitações. Passar a idade da reforma dos 60 anos para os 65 é adiar a renovação por 5 anos. Em muitos casos seria preferível dar a reforma antecipada sem contratar alguém para o lugar. Por outro lado, a perda de direitos vai fazer com que os mais jovens deixem de procurar a função pública, pois há mais direitos (para já) no sector privado, o que a vai fazer envelhecer e burocratizar-se. E há tantos cortes na função pública que se podem fazer, sem ser em pessoas.

Afixado por Jorge Morais em 30 de junho de 2005, às 15:42

Jorge, por partes.

Não há apenas um problema de comunicação. Há também um problema de comunicação. A comunicação social escolhe os seus temas e nestes os seus prismas. Todos sabemos isso. Mas aí, reitero a minha posição incial: as Direções sindicais deviam apostar na informação nos locais de trabalho, na explicação das reais razões de uma luta. Não é possível fazê-lo na Comunicação Social que temos?
Sei que não...então criemos uma forma nova e eficaz de chegar às pessoas...é essa inovação que não é feita, é daí que vem o isolamento.E o fracasso da maioria das lutas.

Falas em estatutos...mas estás a ver o problema a partir do fim. A maioria das Direcções Sindicais perpetua-se. Não há estatutos que resistam a essa perpetuação. A solução não pode estar nos estatutos. Claro que todos eles dizem que os Sindicatos são estruturas autónooas do Poder, dos Partidos, etc, etc.

O problema do controlo partidário das Direcções Sindicais só poderá começar a ser alterado com a alteração do método de eleição dos dirigentes. Só aí será possível a renovação, e uma efectiva representatividade dos trabalhadores. É essa alteração que a CGTP teimosamente e , por motivos óbvios, continua a recusar.

Concordo totalamente contigo quando dizes que os cortes na Função Pública não devem nem podem ser cortes nas pessoas nem nos direitos por elas adquiridos.
Aliás o problema do neo-liberalismo, e aqui temos mesmo que usar o chavão, é a tentativa reiterada de balizar por baixo...ísso é o que sempre fizeram os Governos do PSD e o que faz o do PS. è contra isto que os Sindicatos deveriam lutar. Mas isto passava por não se esqueceram dos outros, os que não são os mais baixos, os que no meu tempo se chamava "o lumpen do proletariado", e que são , cada vez mais, a grande camada dos trabalhadores portugueses. E para esses os Sindicatos tradicionais não têm respostas. Nem, sequer, a eles tentam chegar.

Afixado por isabel em 30 de junho de 2005, às 16:25

Isabel,
quando falo da comunicação social, falo da opinião pública em geral, não dos trabalhadores defendidos pelo sindicato. Ainda me lembro da última greve em que participei activamente, sob o tema "cinco dias, cinco e-mails" em que explicamos aos nossos associados as nossas razões particulares (quando havia outros sindicatos a puxar pelos chavões). Os chavões já não surtem efeito, são aproveitados politicamente pelo governo a dizer aquilo que dizes aqui, é o PCP e o PS que manipulam os sindicatos.
Quanto aos sindicatos, pode-se sempre fazer um novo...

Afixado por Jorge Morais em 30 de junho de 2005, às 18:33

Não percebo porque é que a emiéle me mandou este post com indicação expressa de leitura. Li e o que é que há aqui de novo ? nada, absolutamente nada, apenas umas palavrinhas delicodoces a apelar à insurreição dos descamisados, na versão de Louçã, a insurreição juvenil. Dantes chamava-se ditadura do proletariado, mas o termo entrou em desuso e é por isso que esta gente é perigosa. Não me canso de dizer que o comunismo fashion do BE me preocupa. Preocupa e muito. Nem Orwell o conseguiu prever. Estes gajos assustam mesmo.

Afixado por Real em 30 de junho de 2005, às 19:56

Uff!!! Que alívio! Fico sempre tão ralada quando o Real concorda comigo. Vou logo rever onde é que me enganei. Assim, sim! Dá outro gosto.

Afixado por Emiéle em 30 de junho de 2005, às 20:03

Essa do fazer um novo...
Foi a ideia do PS e do PSD há uns anos...parece que também passou pela cabeça do PCP quanto aos Bancários...não me parece,Jorge. A solução não passa por criar novos sindicatos, passa por tornar estes representativos...

Real, ao contrário do futuro, que o Orwell não conseguiu prever, tu és tão prevísivel...e olha que digo isto com muita simpatia, amizade, dedicação, quiçá carinho...(desculpa mas não me lembro de mais, agora,mas devem chegar para manter o banho-maria, não? ).

Émiéle, então tu fizeste uma coisa dessas ao Real?

Afixado por isabel em 30 de junho de 2005, às 20:15

previsível ? não tanto como tu, prezada amiga isabel, mas é bom que nos mantenhamos assim. já agora, nem que seja por uma questão de boa educação, posso discordar dos teus posts ou não posso ? e já agora podes também discordar dos meus comentários em vez de te armares em engraçadinha

Afixado por Real em 1 de julho de 2005, às 00:03

Real, no dia em que tu, em vez de me acenares com fantasmas e lugares comuns irracionais e absurdos, discordares dos meus posts, eu discordo dos teus comentários...não por uma questão de boa educação, mas de príncipio.Como faço com toda a gente civilizada que discorda dos meus posts. Até lá, reservo-me o direito de te responder como me der na real (?) gana...

Afixado por isabel em 1 de julho de 2005, às 00:45

É minha firme convicção que o BE quer entrar nos sindicatos; que pretende alterar o modelo de defesa do emprego e de conquista de direitos sociais (por muito erradas que sejam as formas de luta e o anquilosamento dos sindicatos e sindicalistas, sou sindicalizado e sei também o que isso é) para investir pôr enfase numa soposta sociedade dualista (emprego fixo contra contratados; profissionais qualificados contra profissionais indiferenciados e por aí fora) aliás não é por acaso que o dr louçã apela à insurreição juvenil. Por isso, cara amiga, não me venhas dizer que é tudo irracional e absurdo porque nada do que esse pessoal diz ou pensa é inocente ou gratuito.

Afixado por Real em 1 de julho de 2005, às 10:27

desculpem lá os erros é que com a isabel até as teclas saltam fora ;) não isabel, não é verdade

Afixado por Real em 1 de julho de 2005, às 10:30

Ok, Real, como, pelo menos, te referiste, ainda que levemente ao post, não me vou armar em nada...
Mas também, não te vou responder. E, creio, que entendes, porquê. Tentei fazer um post sobre a minha visão (não apenas como sindicalizada, mas como membro duma estrutura representativa de Trabalhadores há 8 anos, que, por causa disso, conhece a actuação do seu Sindicato, por dentro e por fora...) do movimento sindical, da sua actuação e daquilo, que considero, serem os motivos da sua crescente perda de influência entre os trabalhadores.
Não rebateste nada do que eu disse, aliás com esta frase " por muito erradas que sejam as formas de luta e o anquilosamento dos sindicatos e sindicalistas, sou sindicalizado e sei também o que isso é" acabaste por concordar com aquilo que disse.
O resto do teu comentário é sobre o Bloco. Sou militante do Bloco. Não estou aqui a representar o Bloco. Não falei como militante do Bloco. Não fiz um post sobre o Bloco.
Falei como trabalhadora, sindicalizada, membro duma Comissão de Trabalhadores e cidadã. Quanto fizer o post sobre o Bloco que tu discordes, responder-te-ei.
Não discuto as tuas convicções.Se me permites, quando faço um post espero que discutam as minhas...o que não fizeste.
Muito menos me apetece discutir o alegado "apelo à insurreição juvenil do Dr. Louçã."...mas assusta-me um bocadinho isto vindo de ti...quem costumava falar sobre as doenças infantis era o Lénine...fizeste-me, aliás lembrar os tempos áureos em que o PCP nos massacrava com o "Esquerdismo, doença infantil do comunismo", não te tornaste leninista, pois não?

Afixado por isabel em 1 de julho de 2005, às 15:33

isso deves perguntar ao dr louçã e não a mim.
quanto ao resto compreendo a tua argumentação, não obstante nada daquilo que digas sobre sindicatos e sindicalismo se circunscreva apenas e simplesmente à tua condição de utilizadora, a doutrina manda muito aí, minha cara amiga. por outro lado é muito dificil, concedo, discutir com pessoas que genuinamente acreditam num projecto político mas que nós achamos que não é aquilo que as pessoas pensam, wishfulthinking

Afixado por Real em 1 de julho de 2005, às 15:51

Claro que não, Real. Claro que a "doutrina", como lhe chamas, conta muito nas análises que fazemos.
Nas tuas e nas minhas.
De qualquer forma, como eu também creio que, genuinamente, acreditas no projecto político que defendes, apesar de eu achar que não é aquilo que tu pensas que é, pode ser que a gente um dia consiga aprender a respeitar-se, em vez de nos limitarmos a fingir que nos suportamos...

(Acho que às vezes fingimos muita mal, mas pode ser que ninguém tenha dado por isso...)

Afixado por isabel em 1 de julho de 2005, às 17:39

Só agora consegui ler, que queria ler os dois seguidos. Muito bom, Isabel e um tema sobre o qual pouca gente se lembra de se debruçar. (E os comentários também.)

Afixado por susana em 2 de julho de 2005, às 01:21

Obrigado, Susana. Sabes que o meu dia a dia na empresa é feita com os Sindicatos (ou com a ausência deles, na maioria dos casos...), daí ser-me um tema sempre presente.

Afixado por isabel em 2 de julho de 2005, às 09:29

Estes dois posts parecem extremamente importantes, pelo menos para quem se interesse pelo mundo do trabalho e acredite que as lutas sociais ainda estão na origem de muitas coisas. Não vou ao ponto de não referir a importância específica do neo-liberalismo, pela forma aparentemente mansa como tem conseguido domesticar muitas lutas, pelas deslocalizações, precaridade, extinção de direitos, hegemonia ideológico, abuso dos media, tantas maneiras de infernizar a vida dos trabalhadores que não lhes resta campo de manobra, para já, que não possa apontar para o rápido despedimento, com a miséria como destino quase certo. Nem são precisas ditaduras abertas, nem pides, nem outras velharias. Mas também ignorar que para muitos sindicatos o tempo parece ter parado seria grande erro, julgo. Falta dentro em breve poder repensar estratégias, formas unitárias de luta ( unitárias não no sentido habitual do PCP, que até os leva a inventar partidos, como o PEV ), mas de maiorias e não vanguardas, de uns e de outros partidos ou com os que não o tenham, o que implica não estar às ordens de dois ou três partidos, descentralizar até tomadas de decisão, não esquecer que Portugal não é só o Rossio, limitação do tempo dos mandatos de dirigentes, enfim muitas coisas que só em abertíssimas discussões podem surgir, e de que a Isabel, muito mais corajosamente do que possa parecer, veio aqui levantar umas pontas. Só que será só - se for - na próxima vaga, esta, de 2005, já está cavalgada, e o melhor que julgo se pode obter, a curto prazo, é conseguir começar a levantar os problemas, sem deixar de seguir as orientações que vingarem, concorde-se ou não.

Afixado por FJ em 3 de julho de 2005, às 23:32

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