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julho 29, 2005

Cunhas a mais ou distracção?

Moro a cerca de 100 metros de uma Escola Secundária. Tendo ele transitado para o 7º ano, inscrevi o meu filho mais velho nesta escola, que tem boas instalações, um corpo docente estável e - segundo me dizem - um grau de exigência considerável.
Há dois dias recebi um postal da escola que estava em quarto lugar na lista das minhas escolhas, dizendo que fosse lá completar a matrícula do meu filho.
Costumo ser bastante pacífica mas, nesta instância, fiquei furiosa. Dirigi-me à escola que constava em primeiro da lista para inquirir os motivos da exclusão do meu filho. Responderam-me que se não tinha entrado era porque não havia vaga. Perguntei quais eram os motivos, ripostaram com a legislação e o elenco hierarquizado das prioridades e, ainda com uma lista de outros alunos que também não tinham sido admitidos. Apesar de eu ter salientado que aquilo não era passível de constituir justificação e de terem concordado comigo, não acrescentaram mais nada.
Na DREL, onde fui de seguida, apresentei uma reclamação por escrito da qual dei conhecimento à referida escola.
Hoje, na escola, entregaram-me uma resposta escrita à minha carta onde, mais uma vez, pespegaram com a dita legislação. Exigi falar com alguém do Conselho Executivo e ver a lista com a seriação dos alunos e os códigos correspondentes aos items de prioridade. Não sabiam, na secretaria, da existência de semelhante lista, apesar de ser obrigatório, por lei, que esta seja apresentada aos encarregados de educação, quando solicitado. Hoje a menina da secretaria já tinha perdido a agressividade com que me atendeu ontem, mas continuou a dizer-me que "isto é só secretaria, para saber essas coisas tem de falar com alguém do Conselho Executivo...". Só que o dito iria estar em reunião todo o dia (estão a imaginar?) e só posso ser recebida na segunda feira - quando eu já tinha dito que iria de férias nesse dia.
Vou agora enviar à DREL a resposta que me foi dada e a minha réplica subsequente.
Não gosto de parecer ameaçadora, mas: ISTO NÃO FICA ASSIM!

Afixado por Susana em 29 de julho de 2005, às 14:36

Afixadelas

Xiii...tá o caldo entornado, se bem te conheço.
(nem me quero imaginar nessas andanças)

Afixado por catarina em 29 de julho de 2005, às 15:25

Se quiseres organizar uma manif ou assim, contas comigo pra chamar as atenções à porta da DREL.
E não há problema que pareças ameaçadora. Para grandes males...

Afixado por sharkinho em 29 de julho de 2005, às 15:28

E está-se a ver que na segunda-feira, se adiares as férias para falar com o elemento do Conselho Directivo, ou a pessoa que o estiver a substituir ( porque, naturalmente que, 99, 9 % dos professores também têm férias em Agosto ) não te vai saber responder.
Mas nestes casos vale sempre a pena agir.Temos muitas vezes mais resultados do que se pode imaginar.

Afixado por Emiéle em 29 de julho de 2005, às 15:39

Conheço muitas inspecções que começaram por menos! Acho muito bem que leves isso para a frente Susana (se puderes incluir na conversa a palavra inspecção força que isso lixa-lhes a vida mesmo que não dê em nada)!

NOTA: já agora, ultimamente, usando o mozilla firefox, o afixe fica um pouco cortado do lado esquerdo (sem bocas políticas!) não sei se é só a mim que isso acontece, mas se não for fica o aviso!

Afixado por Farpas em 29 de julho de 2005, às 15:53

Susana,

Ânimo!
Não desistas! Se as escolas têm que dar justificação de quem escolheram para entrar, exige essa justificação, mesmo que te dê muito trabalho.
O mal deste país é que o português, muitas vezes, não se mexe para protestar. E vive-se no "deixa andar". Acho muito corajoso o facto de quereres ir até ao fim da questão. Mesmo que não consigas nada, pelo menos as pessoas pensarão duas vezes antes de aceitar meter a cunhazita...

Afixado por Bernardo em 29 de julho de 2005, às 16:05

Bernardo é mesmo isso... falta de "paxorra" para reclamar devido à papelada toda em que isso se transforma... e assim vamos continuando a viver numa sociedade de "FACTOR C"...

Afixado por Farpas em 29 de julho de 2005, às 16:09

Obrigada a todos pelo encorajamento.
É verdade, mana, tenho este arzinho de bonomia, mas o que eles não sabem é que eu sou bem filha da nossa mãe. ;)
Para já, pedi à DREL uma "análise atenta" e já entreguei quatro cartas, à medida que acoisa foi progredindo sem evolução.
As pessoas não reclamam, por hábito, mas é ganhando o hábito que a reclamação se torna mais fácil e, sobretudo, mais evitável, porque onde há tradição de reclamar também se cometem menos atropelos. E nós ficamos mais batidos, mais exigentes e ganhamos estaleca na gestão do processo, escrita de cartas incisivas, etc.

Afixado por susana em 29 de julho de 2005, às 16:20

Susana,
A Inspecção-Geral da Educação adora este tipo de casos. Contacta-os.

Afixado por Marco Oliveira em 29 de julho de 2005, às 16:41

Obrigada, Marco, segunda feira já vou seguir o teu conselho.
Farpas, fazes muito bem em reclamar do corte do lado esquerdo.

Afixado por susana em 29 de julho de 2005, às 18:47

Tem toda a razão, Susana. Não sei de que escola se trata, mas sei que há várias em Lisboa que escolhem os alunos que lhes covêm e rejeitam quem não querem, mesmo que pertençam à área. Claro que é facílimo identificá-las quando saem os rankings do ministério...

Apoio o conselho do Marco, e espero que tudo corra bem.
É que neste caso, se lhe correr bem a si, corre-nos também bem a nós, afinal sempre é menos uma gota de cunhas e favores no país.

Afixado por Helena Romao em 29 de julho de 2005, às 19:14

Já te ofereci a minha ajuda, naquilo que estiver ao meu alcance. O que te adianto desde já é que nem penses na Provedoria como última instância: não serve para aboslutamente nada, a não ser para inglês ver. O nosso "ombudsman" não existe! Treta de terra esta!

Afixado por MONTY em 30 de julho de 2005, às 01:50

Cara Susana,
Sou, normalmente, uma das leitoras "silenciosas", mas este teu tema é-me muuuito familiar. Há um par de anos vi-me nas mesmas andanças quando tentei matricular o meu filhote na Escola Básica da zona de residência (que para mais é mesmo em frente de casa). A própria Directora da Escola teve o desplante de me dizer que "estavam cheios" e que o puto tinha que ir frequentar uma escola a cerca de 2 kms... curiosamente, depois de descobrir uma maneira de "aceder directamente" ao próprio Ministro, não é que de repente "apareceu" uma turma com lugares ? E depois ao longo do ano, ir descobrindo os alunos que, afinal, até moravam fora do Concelho foi de pasmar... Até hoje, ainda não cheguei a perceber bem - a prioridade não deveria ser dada aos miúdos que comprovadamente habitam MESMO a zona ?????

Afixado por Carla S. em 1 de agosto de 2005, às 09:48

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