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julho 31, 2005

Ó Peseiro, daqui vejo-te a careca...

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Seguindo o conselho da Catarina, fiz o download do Google Earth. Pasmo absoluto - até consegui ver o carro estacionado à porta de casa. Ide, ide ver!

Afixado por afixe às 20:28 | Afixadelas (5)

And Now For Something Completely Different (Re-Post)

And Now For Something Completely Different

Afixado por afixe às 19:31 | Afixadelas (2)

Pronto!!!...

...
Dr – Não me parece que seja muito grave. Não precisa de recorrer já à metadona...vai precisar de fazer um regime…no máximo, dois posts por dia...meia hora à noite...nem mais um minuto!!!
Eu – Mas eu vim para casa e deixei toda a gente pendurada, Dr...
Dr - Mas foi mesmo só por causa do Blog???
Eu - Não, também estava cansada. Tinha sido uma semana de muitas emoções...
Dr - E as emoções tinham a ver com a Net?
Eu - Claro que não, Dr. Foram emoções ao vivo e a cores. Nada de virtuais. Daquelas que se apalpam, e assim...
Dr – E pensava no blog, nessas alturas?
Eu – No blog?...qual blog?
Dr – Tem outros vícios? Álcool, drogas, tabaco?
Eu – Sim. Mas nada disso, Dr. Outras coisas...tá a ver?
Dr - Não. Sintomas?
Eu - O coração a bater feito parvo, um nó no estômago, ando a cantar em casa e a dançar na rua...depois tem ressacas horríveis…
Dr - Tá em ressaca?
Eu – Não Dr,tou pedrada…
Dr - Para isso eu tenho uns comprimidos bons...dois de manhã...Minha Sra!!!Dois de...Minha Senhora, vai aonde? A receita...a sua receita…Minha senhora, então não se quer tratar????

Cá estou.

Afixado por Isabel às 17:31 | Afixadelas (6)

SU DOKU

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Bolas. Estou sempre a enganar-me.

Afixado por Susana às 16:00 | Afixadelas (26)

O blog da poesia

Passo por lá sempre que tenho tempo. É um blog diferente, diria minimalista, se a noção se adaptasse a blogs. Está reduzido ao essencial: o banner, uma pequena lista de blogs amigos, e naturalmente a lista dos posts escritos.
Quanto a estes, na sua quase totalidade, reduzem-se ( reduzem-se??! ) a duas ou três linhas de texto. De vez em quando uma foto escolhida ou um quadro.
O que falta dizer é que essas duas ou três linhas, que aparecem como posts, são de poesia. Ou pensamentos que também são poéticos ou irónicos.
E as imagens de lá também são poesia.
Um blog que não tem nada de supérfluo. Esquemático. Essencial.
E impossível de não visitar.

a espuma dos séculos
da mítica grandeza de sagres, sobrou o quê?
um promontório mar adentro.
os exageros retóricos de certos historiadores.
o navio-escola de três mastros.
o nome num rótulo de cerveja.
pouco mais.

Afixado por Emiéle às 13:39 | Afixadelas (15)

Cenas da vida moderna

Ontem fomos jantar fora.
Não foi nenhuma comemoração especial, a não ser a de um início de férias ( não minhas… buuuá!!!) e como os tempos andam maus, optou-se por um chinês que é onde ainda se come por um preço mais razoável.
A dada altura entrou uma família. Pai, mãe e criancinha. Todos um pouco obesos, pai com o fatal fato-de-treino dos domingos, a mãe de cabelo apanhado numa mola cheia de flores e o umbigo à mostra, como manda a moda, e o rapaz dos seus 9 anos.
Puxaram dos assentos e começam a consultar o cardápio. E enquanto discutiam se começavam com crepes, ou era chop-suey de gambas ouve-se um berro do menino:
EU CÁ QUERO UM BITOQUE!
As cabeças viraram-se todas. Aqui soou como uma palavra de ordem, até porque apesar dos pais lhe dizerem qualquer coisa continuávamos a ouvir, como uma marcha:
EU-CÁ-QUE-RO-UM-BI-TO-QUE!
Cruzavam-se olhares e sorrisos entre as mesas. Houve uma animada negociação e dali a um bocado saíam os 3 pela porta.
Deviam ir à procura do bitoque.

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Afixado por Emiéle às 12:05 | Afixadelas (5)

Álcool

Ontem, depois do almoço, recebi um telefonema.
Quando, um bom bocado depois, desliguei o telefone, lembrei-me como num relâmpago de um post que a Isabel tinha deixado no Afixe há uns tempos. Chamava-se Enteados da Vida .
Como ninguém é igual a ninguém, a história que ela contou e a que eu ouvi não são iguais. Mas têm um padrão tão semelhante que arrepia.
A que eu ouvi é muito mais soft. Mas… alguma balança pode pesar o sofrimento?
Se digo que o padrão é parecido é porque tal como no caso do “enteado” também conheci o meu amigo muito jovem e era um belo rapaz. Sedutor e sabendo que o era, artista, falando fluentemente francês e inglês, vindo de uma família com algum dinheiro, teria tudo para o sucesso.
Foi para fora, onde esteve mais de 10 anos sem voltar a Portugal. Será lá que começou a beber. Mas ao voltar, com um curso superior tirado numa Universidade de renome, vários amores pelo caminho, ainda tinha uma vida cheia de possibilidades à sua frente.
Passaram-se muitos anos sempre em plano inclinado, sempre a descer, sempre com a garrafa à sua frente. Ontem ao telefone, a voz estava entaramelada, a conversa foi muito penosa porque eu tinha dificuldade em o entender, mas o fundamental chegou-me: vai iniciar a sua segunda cura de desintoxicação. A primeira não resultou, ao sair recomeçou de um modo talvez mais compulsivo ainda. Desta vez, com internamento, e assustado como senti que estava, talvez tenha mais hipóteses. Fez-me uma pena imensa ouvi-lo pedir “Não digas a mais ninguém. Só contei ao M. e a ti. É que tenho vergonha…”
E eu também tive. Pelo que a vida pode fazer. Pelo que nós fazemos a nós próprios. E afinal problemas que ontem nos pareciam importantes, de repente tornam-se tão relativos.

Afixado por Emiéle às 11:23 | Afixadelas (9)

“Andanças”

Começa hoje um Festival Internacional de Danças Populares – o Andanças.
Por motivos pessoais tenho um interesse particular neste Festival que acompanho, de longe, desde há uns 4 anos.
Considero um espaço particularmente simpático de convívio. Encontra-se gente jovem de variadíssimos países, e os interesses são muito abertos.
É claro que o principal são as danças, mas há passeios, há desportos, há teatro, há pintura, malabarismo, meditação e yoga, contos, canções à fogueira, um enorme leque de actividades.
É em Carvalhais, S. Pedro do Sul. E começa hoje, terminando no Domingo que vem.
Se me for possível, irei fazendo a reportagem – se o meu repórter no terreno me mandar sms suficientes…

Afixado por Emiéle às 10:00 | Afixadelas (4)

Contas interessantes

Quinta-feira, debateu-se no Parlamento uma proposta de limitação de mandatos. Foi uma questão que levantou muita celeuma por ir tocar nalguns pontos delicados de caciquismo. E, sobretudo, porque podia atingir a tal figura que intimida os seus próprios colegas de partido – o líder madeirense.
Acontece que foi rejeitada.
Muito bem. Em democracia ganha quem tem mais votos, perde quem tem menos. Neste caso era necessário uma maioria de dois terços e ela não foi obtida. Poder-se-ia portanto concluir que entre os deputados eleitos por nós, mais de um terço não concordava com a proposta. Primeira leitura.
O interessante é que ela foi rejeitada por uma diferença de 6 votos, mas na bancada socialista estivem ausentes 11 deputados. Como é? Se lá estivessem todos ainda sobravam votos… Imagino que estivessem doentes, isso acontece. Mas se a proposta em questão tivesse a ver com limitação de regalias dos senhores deputados imagino que, mesmo a arder em febre, estivessem a pé firme esperando pelo momento de carregar no botão. Imagino eu.

Afixado por Emiéle às 09:58 | Afixadelas (2)

Já vamos em 10!

Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno e Plutão.
E Plutão nasceu há menos de 100 anos!
Agora vem aí mais um…
Ainda é tão bebé que nem tem nome. Sim, que 2003-UB313, não é nome nem é nada! A mitologia grega tem nomes que nunca mais acabam, que é que irão escolher?.
E, se é gasoso, talvez o de uma deusa, porque não ?

Afixado por Emiéle às 09:55 | Afixadelas (2)

julho 30, 2005

Recomeçar

Confusão? Nem por isso...

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Do Raim's

Afixado por Emiéle às 23:15 | Afixadelas (1)

A vida consequente

A morte do pai de um amigo suscitou dois eventos: um velório e um funeral - e eu compareci ao primeiro.
Os velórios são curiosos. Quando nos dirigimos para a igreja vamos todo o tempo a pensar ou, se tivermos interlocutor, a falar sobre assuntos relacionados: a morte; aquela morte específica; o sofrimento dos outros; casos semelhantes.
Chegados ao local onde se congregam os familiares e amigos de quem fica orfão temos sempre um ar compungido. Cumprimentamos uns, abraçamos outros, temos vontade de chorar vendo a dor nos rostos crispados ou apáticos de quem acabou de perder alguém que, apesar de velho, ainda se esperava com vida por algum tempo. Por vezes sorriem e conversam serenamente, como quem está de fora ou apenas anestesiado, bloqueando a emoção; é cêdo para que se tenha apreendido a certeza da morte.
Depois encontramos outros amigos, alguns afastados há anos e começamos a conversar, ainda com a fisionomia presa, mimese ou espelho do sentimento com o qual empatizamos.
Não sei como aquilo acontece, mas passado algum tempo começa a ouvir-se gargalhadas aqui e além e pode até ser embaraçoso quando nos apercebemos no meio de um grupo em franca galhofa, a participar dela, numa instância que exigia circunspecção.
Engraçado nisto tudo é no desconcerto da morte não conseguirmos deixar de celebrar a vida ou fazermo-lo ainda com maior empenho. O desgosto da certeza fica guardado para o funeral.

Afixado por Susana às 16:30 | Afixadelas (5)

Mais uma pane na entrada de comentários

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Isto deve ser para pôr à prova a nossa paciência.
Volta não volta, os comentários do Afixe bloqueiam. Tenho tentado estudar cientificamente o assunto, e verifico que costuma acontecer quando uma praga de gafanhotos spams além-atlântico decide aterrar aqui no blog.
Ou seja, é passageiro.
Pede-se aos nossos leitores que tenham paciência que isto deve normalizar daqui a pouco ( espero eu!)

Afixado por Emiéle às 12:21 | Afixadelas (6)

Disparates

Afixado por afixe às 11:00 | Afixadelas (3)

Menos um jornal diário

Quem hoje clicar Aqui , vai ler a palavra FIM.
Acaba o Jornal "A Capital".
É certo que os jornais como tudo têm um ciclo de vida. Nascem, crescem e morrem. Mas tal como fazemos este paralelo com um ser vivo, sentimos o luto que se sente quando algo vivo desaparece.
É certo que desaparecerem outros que chocaram mais.
República.
Diário Popular
Diário de Lisboa
O Jornal
…..
Pronto, já chega. A lista seria grande e as saudades muitas. O certo é que um jornal é um negócio e se não se auto-sustenta fenece.
Mas lamento.

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Afixado por Emiéle às 10:04 | Afixadelas (7)

A Natureza Humana

A “natureza humana” não é tão igual a si mesma como tem fama. Há muitos comportamentos e atitudes que dependem da época ou do local. Comportamentos vulgares na idade média seriam hoje estranhíssimos, ou atitudes normais em sociedades orientais não são aceitáveis no ocidente.
Um exemplo frequente é o modo, influenciado pela nossa cultura judaico-cristã, de olhar para um vencido ou alguém que caiu em desgraça. Enquanto lá nos Orientes a atitude é altaneira, “perdeu é porque é fraco, viva o vencedor”, isso na nossa cultura choca-nos muito. Abala-nos no mais profundo de nós, e tanto que caímos no outro extremo – “se perdeu é uma vítima, um mártir, merece a nossa eterna admiração”.
Eu entendo que são valores muito antigos, bebidos com o leite materno, e é difícil racionalizar nesta campo. Mas é o que pessoas adultas, responsáveis, inteligentes deveriam ser capazes de fazer – não ir atrás de emoções primárias e pensar. Independentemente de estar na mó de cima ou na debaixo, tinha razão? Estava certo?
O Expresso traz hoje na coluna de Nicolau Santos um texto De Vilão a Herói onde, por outras palavras, se foca este tema. «Basta que alguém que num dia é poderoso, no dia seguinte esteja na mó de baixo, para que toda a avaliação passe da crítica feroz ao elogio suave». E isto não tem a ver com a natureza do povo português, porque é mais geral ( apesar de, por cá, as coisas serem ainda mais intensas ). O que se pode repensar daquele artigo é como é volúvel a nossa opinião e influenciável por questões laterais que têm mais a ver com emoções do que com a razão.

Afixado por Emiéle às 09:51

Hoje vou dormir assim...

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By Madge (excepto o título, que é "by me").

Afixado por afixe às 00:39 | Afixadelas (2)

julho 29, 2005

Em jeito de prefácio a uma posta posterior

A exclusão do Jorge Morais deste blogue merece da minha parte uma posta mais alongada que, até agora, por estar atulhado de trabalho, querer ver se vou de férias e nem sempre ter estado junto da NET nestes dias, ainda não pude escrever. A decisão de excluír o Jorge foi tomada por mim e proposta por mim, tendo merecido o acolhimento do Monty, independentemente de auscultações posteriores. Em breve, apresentarei as minhas razões, pedindo compreensão aos leitores que já estão fartos do assunto. Mas como primeiro responsável por uma decisão, é meu dever moral explicá-la, o que farei.

Afixado por Gibel às 18:30

MAS QUE PROMOÇÃO DO...

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Jovem rapagão luso em busca de diversão estival: queres impressionar as moçoilas da tua praia de eleição? Gostavas que todas desatassem a suspirar ansiosas, submersas em sonhos lúbricos, mal te pusessem a vista em cima?
Então, esta espectacular promoção dos pneus Goodrich é mesmo para ti! Na compra de um conjunto de pneumáticos para o teu Punto kitado, recebes logo um fantástico "colhão de praia insuflável"! A sério!
Agora, imagina a tua pinta, fazendo flexões na praia de Quarteira, com este equipamento insuflável a potenciar o volume do teu aparelho reprodutor… Vais ter de andar com um mata-moscas para afugentar as resmas de miúdas que vão cair-te em cima!

Afixado por João Garcez às 17:50 | Afixadelas (8)

Educação

«Portugal é um país atrasado. E a causa primeira deste atraso é o estado caótico da instrução pública»
Esta frase podia ser de hoje se não fosse o termo “instrução”, que ajuda a localizá-la no passado. Vem escrita num livro fantástico. Lindíssimo. Ainda estou encantada com a minha nova aquisição, porque consegue aliar um aspecto visual espectacular a um texto excelente.
Trata-se de uma história da educação em Portugal nos últimos 150 anos. Chama-se "Evidentemente, História da Educação" e é de António Nóvoa.
Na contra-capa traz ainda um CD-Rom com imenso material de grande qualidade.
Se falo nele, é porque considero que não é de forma nenhuma exclusivamente orientado para professores. Basta ter algum interesse por pedagogia, por educação, por sociologia.
Diz na introdução: «Vivemos governados por um excesso de estímulos, amplificados por uma sociedade que encontra na permanente exposição a melhor forma de se esconder, isto é, de não se pensar.» Mas pensar, reflectir, analisar, é isso que nos faz crescer, que dá significado à vida.
Uma obra magnífica e um lindo “objecto” pelo cuidado gráfico que foi posto nesta edição.

Afixado por Emiéle às 17:49

1+1

Dos jornais de hoje, sem comentários:

«Os juros pagos sobre empréstimos contraídos são uma das principais fontes de rendimento da banca e as famílias portuguesas estão cada vez mais endividadas»

«Os quatro maiores bancos privados portugueses viram os seus lucros aumentar, em média, 20% na primeira metade deste ano»
Ainda se lembram da lógica aristotélica, ou de como se constrói um silogismo?


Afixado por Emiéle às 17:40 | Afixadelas (2)

Cunhas a mais ou distracção?

Moro a cerca de 100 metros de uma Escola Secundária. Tendo ele transitado para o 7º ano, inscrevi o meu filho mais velho nesta escola, que tem boas instalações, um corpo docente estável e - segundo me dizem - um grau de exigência considerável.
Há dois dias recebi um postal da escola que estava em quarto lugar na lista das minhas escolhas, dizendo que fosse lá completar a matrícula do meu filho.
Costumo ser bastante pacífica mas, nesta instância, fiquei furiosa. Dirigi-me à escola que constava em primeiro da lista para inquirir os motivos da exclusão do meu filho. Responderam-me que se não tinha entrado era porque não havia vaga. Perguntei quais eram os motivos, ripostaram com a legislação e o elenco hierarquizado das prioridades e, ainda com uma lista de outros alunos que também não tinham sido admitidos. Apesar de eu ter salientado que aquilo não era passível de constituir justificação e de terem concordado comigo, não acrescentaram mais nada.
Na DREL, onde fui de seguida, apresentei uma reclamação por escrito da qual dei conhecimento à referida escola.
Hoje, na escola, entregaram-me uma resposta escrita à minha carta onde, mais uma vez, pespegaram com a dita legislação. Exigi falar com alguém do Conselho Executivo e ver a lista com a seriação dos alunos e os códigos correspondentes aos items de prioridade. Não sabiam, na secretaria, da existência de semelhante lista, apesar de ser obrigatório, por lei, que esta seja apresentada aos encarregados de educação, quando solicitado. Hoje a menina da secretaria já tinha perdido a agressividade com que me atendeu ontem, mas continuou a dizer-me que "isto é só secretaria, para saber essas coisas tem de falar com alguém do Conselho Executivo...". Só que o dito iria estar em reunião todo o dia (estão a imaginar?) e só posso ser recebida na segunda feira - quando eu já tinha dito que iria de férias nesse dia.
Vou agora enviar à DREL a resposta que me foi dada e a minha réplica subsequente.
Não gosto de parecer ameaçadora, mas: ISTO NÃO FICA ASSIM!

Afixado por Susana às 14:36 | Afixadelas (12)

Olha a sorte malvada...

Vamos jogar contra a Udinese, que conta nas suas fileiras com Kadafi, filho do outro.

Afixado por afixe às 13:45 | Afixadelas (9)

É desta que enriqueço e deixo o Afixe

euromilhões

Afixado por afixe às 13:43 | Afixadelas (20)

Códigos Secretos

É uma história privada mas achei-lhe tanta graça que não resisto em a contar aqui. Até mesmo porque o “palco da cena “ foi o Afixe.
Eu sou pessoa um bocado despistada. E, se ando com muito que fazer e a correspondente pressa, é claro que esse defeito se acentua. Assim sendo, anteontem, 4ª feira, saí muito a correr do meu gabinete e deixei o telemóvel em cima da secretária. Acontece.
Seja dito em abono da verdade que eu tinha a certeza de o ter deixado lá. Não estava era com tanta certeza de o vir a encontrar na manhã seguinte, que às vezes há bruxas. De modo que estava um bocado inquieta, e ainda tentei avisar o meu colega de gabinete, que não atendeu. Resignei-me. Paciência.
Entretanto, ao chegar a casa, venho ao Afixe e encontro, num post que eu tinha deixado de manhã, um comentário com o nome que o meu colega usa para comentar. Estranhei. Ele quase nunca comenta no Afixe…
Mas o mais estranho ainda era o conteúdo. Imaginei primeiro que ele se tinha enganado, que o comentário [ que rezava assim: «Penso que a melhor economia é voltar a utilizar a rede fixa; eu cá por mim já guardei o telemóvel na primeira gaveta da secretária. Penso que a tentação de o voltar a utilizar amanhã é muita e então vou gastar mais dinheiro e não fazer economias» ] tinha sido escrito para o post dos telemóveis e não o do “Manifesto dos 13” que era onde o depositou*.
Mas depois comecei a olhar com mais atenção e zás, fez-se luz. Qual “Enigma dos Quatro”, qual “Código da Vince”!
Este meu colega domina muito melhor a técnica dos recados em código. Ora vejam outra vez: Penso que a melhor economia é voltar a utilizar a rede fixa; eu cá por mim já guardei o telemóvel na primeira gaveta da secretária. Penso que a tentação de o voltar a utilizar amanhã é muita e então vou gastar mais dinheiro e não fazer economias»
Brilhante!!!
Aliás no dia seguinte, cheguei, abri a gaveta e confirmei. Era mesmo o recado dele, enviado pelas vias mais secretas, mas cá chegou!
(* 4º comemtário, podem verificar)


Afixado por Emiéle às 08:18 | Afixadelas (7)

Já venho

Já ao almoço tinha tido o primeiro aviso, quando, com uma voz desesperada e enfadada, alguém me dizia “Será que podes falar de outra coisa. Sei lá, do Governo ou da plantação de batatas, por exemplo???!!!”.
Depois, ao jantar, com amigos que já não via há anos a coisa agravou-se. Antes de mandar o táxi avançar rapidamente ainda tive tempo de ouvir um uníssono “Esta gaja tá doida”. Quando olhei pelo vidro, vi uns pares de olhares hesitantes entre se me haviam de dar uma carga de porrada, enviar-me para o Miguel Bombarda ou deixar-me nas Taipas. Cheguei a casa eram onze da noite. Por volta da meia noite o telefone toca e, do outro lado da linha, uma voz jocosa diz “Olha, querida, estamos nos copos. Está uma noite linda. O Afixe tá bom? “.

Vou estar uns dias fora, num local sem NET. A seguir, uns tempos com muito trabalho e num local em que o uso da NET não vai ser fácil. Muita gente está de férias e temos as listas para as Autarquias para entregar até ao meio de Agosto. De dia não pode ser. Terá que ser à noite.
Creio que esta é a altura ideal para não me arriscar à bata das risquinhas (ou é aos quadradinhos?). Para além do mais, estou um bocado cansada e esta também tem que ser a altura ideal para descansar. Se, portanto, não me virem tanto, por aqui, não se preocupem. Está tudo bem. Estou a tratar de fugir à bata. E a ver se descanso um bocado, depois das férias.
Inté.

Afixado por Isabel às 08:05 | Afixadelas (7)

A Irlanda e a Paz

A notícia é de enorme importância.
O Ira terminou a luta armada

Apesar de a Isabel já o ter referido ontem, sinto que é a notícia mais importante do dia e queria voltar a ela. Porque, tal como diz Gerry Adams agora é que se pode reviver o processo de paz na Irlanda do Norte. É o princípio do fim destes tempos tão duros.
Temos de esperar que do outro lado também se avance e se comece a negociar verdadeiramente.
É certo que de início pode haver desconfiança. Bertie Ahern ainda diz
«Se as palavras do IRA forem seguidas de acções que possamos verificar, este será um desenvolvimento histórico e capital» mas tem de se compreender este SE.
Por mim, quero retirar o “se” da frase a aceitar este dia como histórico!

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Afixado por Emiéle às 07:16 | Afixadelas (8)

Bom Dia !

Depois deste desenho/post, deste lindíssimo separador, apetece-nos respirar bem fundo, e recomeçar o nosso novo/velho Afixe. Eu, como uma cota aqui do blog, que já o vi atravessar fazes de “incêndio” ou de “inundações” ( a catástrofe pode ficar à escolha de cada um ) sei que ele é muito resistente, e até tipo Fénix – renasce e com mais força.
Hoje o dia está lindo, as férias vêm aí, já fui ver o nascer o sol da minha janela das traseiras de onde se consegue ver uma nesguinha de rio, e desejo um BOM DIA a todos!

Afixado por Emiéle às 06:39 | Afixadelas (3)

Seco

Seco

by Madge

Madgezinha, o trabalho que eu tive para encontrar este desenho. Na altura em que o fizeste, não to roubei e 'tava a ver que hoje não dava com ele. Tem duas virtudes, um céu azul por que se clama e uma "altura" à altura do que eu pretendia. Thanks, dear friend! E vocês, vão ao Madge Webb's photos. É um descanso para a vista.

Afixado por afixe às 00:00 | Afixadelas (3)

julho 28, 2005

Enfim sós...

Agora que isto acalmou e só cá estamos nós, vamos beber uma b'jeca? Eu fico com a da direita de quem olha, que estou um bocado mal da garganta e não posso beber coisas geladas.

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Afixado por afixe às 18:38 | Afixadelas (14)

When the Belfast Child sings again

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O IRA anunciou a renúncia à luta armada na Irlanda do Norte.
Para que a Paz seja duradoura, para que a Liberdade seja possível os próximos passos, não podem ser, só, dos Irlandeses. Para que as crianças de Belfast, voltem a cantar, oxalá Tony Blair entenda isso.

One day we'll return here,
When the Belfast Child sings again,
When the Belfast Child sings again

So come back Billy, won't you come on home?
Come back Mary, you've been away so long.
The streets are empty, and your mother's gone.
The girls are crying, it's been oh so long.
And your father's calling, come on home.
Won't you come on home, won't you come on home?

Extracto de "Belfast Child", poema irlandês, cantado pelos Simple Minds.

Afixado por Isabel às 18:34 | Afixadelas (1)

A VERDADEIRA NOVELA DO AFIXE

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Bem fundo nas catacumbas do Afixe, decorrem ainda os derradeiros episódios do psicodrama que veio sacudir o morno ramerrame de um blogue em pleno Verão. O cataclismo, que eu estou ainda a léguas de perceber, deve ter sido grave, a ponto de vermos o Monty a imaginar-se no lugar do Daniel Oliveira. Cousa perturbante, há que convir.
Mas falava eu do curso subterrâneo da intriga, longe dos olhos ramelosos do vulgo, ao alcance apenas das caixas de correio dos iniciados. Pois. A imagem que aqui vos trago é um retrato da minha humilde aplicação de e-mail. Como se vê, só mensagens a anunciar o término do sangrento enredo – com aparentemente definitivos "Para terminar" – já são 11. Nem a saga inteira do "Alien" teve tantos false endings, caramba!
No meio do torvelinho de estocadas, paradas e respostas, lá consegui receber uma acuada missiva acerca de trabalho. Eis uma excelente metáfora da perda de tempo e energia que este assunto lamentável tem sido desde o início.

Afixado por João Garcez às 16:39 | Afixadelas (11)

Silêncios

Muitas vezes os silêncios são mal interpretados.
Tenho andado a evitar escrever publicamente sobre o episódio desagradável que se verificou recentemente aqui no Afixe.
Mas temo que o meu silêncio possa ser interpretado contra a minha vontade. E daí, estas curtas linhas.
Os posts que alguns de nós afixaram sobre esta questão não significam que aqueles que até agora não escreveram nada não tenham nada a dizer. Simplesmente, poderá acontecer que não o queiram dizer em público. É o meu caso. Guardei todas as minhas opiniões, críticas, concordâncias e discordâncias para os intervenientes, porque penso que não pertencem à praça pública.
É muito frequente ver-se na Internet, nas animosidades que muitas vezes se geram aqui e ali, alguém recorrer à estratégia típica de dividir para conquistar. Certos comentadores com muito mau gosto e má educação aproveitaram esta infeliz situação para tentar, mais uma vez, tocar a fita de que no Afixe manda o Monty e o resto são paus mandados. Essa fita está gasta, e quem a põe a tocar não consegue esconder a táctica óbvia: tentar destruir o Afixe colocando uns contra os outros. Mais uma razão para que exista um espaço sagrado de privacidade, onde resolvemos entre nós os assuntos, bons ou maus, da vida do Afixe. Espero que quem nos lê compreenda esta nossa posição de necessidade de privacidade no grupo, que é essencial para um projecto colectivo como este.
Asseguro-vos que uma intensa troca de e-mails tem decorrido nos bastidores (que é o local adequado para estes assuntos e de onde a questão que levantou esta polémica nunca deveria ter saído), e que por mim o assunto está dado como encerrado.
O Afixe continua!

Afixado por Bernardo Motta às 14:49 | Afixadelas (7)

Peças (sem nome) do boi

Para se desvendar o mistério e para quem não conheça, basta passar o rato por cima. Para os letrados na matéria, é fácil...

Filé mignonAcém

AlcatraPeixinho

Moral da estória: não é por não dar nomes às peças do boi que estas deixam de o ter.

Afixado por afixe às 14:23 | Afixadelas (3)

Do Explícito, com amor...

"Patrão Monty,

Divertidíssimo é certamente o seu Mundo: sempre com traições. Quem não está comigo, está contra mim. É mundo do dono da bola. Ganha sempre.
Lirismo é chamar a este blogue um colectivo, quando existe um dono da bola tão possivo, todo infantil, que se diverte com tentativas de humilhação recorrentes. Estigma do corno manso e da virgem ofendida. Um contrasenso colossal. Mas, por magia, consegue! Um ego reprimido, histérico, esbatido pela vivência real.
Pelo calibre das resposta é possível aquilatar da postura dos intervenientes. Não há margem para dúvidas.
Já agora, quem é a Catarina? Quem ligações há? Que interesses? Cai do nada e faz o diagnóstico "perfeito", onde nada é dito, mas onde Monty lê tudo, e se sente um corno bem manso... Ligação tubarão?
JM diz ter resolvido qualquer questão que existisse com Skarkinho, e tem mail que o comprovam. Monty afirma que estavam todos (o que é mentira) desejosos de colocar JM fora. Ou há um mentiroso, ou além do mentiroso, acrescente-se um canalha hipócrita.
É certo que o melhor amigo do mont(y)e é o tubarão. Não haveroa dificuldade para esquematizar lixar um tipo. Que divertido isso é! Sem esquecer o outro elemnto do Trio Odemira...
ban this!
Pode continuar a banir os IP's... A lista já vai longa, não?"

Lindo, lindo, lindo! Estou de lagrimita no olho e ansioso pela sequela. Dos comentários mais completos e interessantes que já tive oportunidade de ler. Obrigado, Exp (may I call you Exp?), o meu mundo seria muito menos interessante sem ti!

Afixado por afixe às 12:45 | Afixadelas (2)

A chaleira fumegante

Ontem, a chaleira lá voltou a descolar. Confesso que fico sempre arrepiado, com o estomago colado às costas, cada vez que a chaleira levanta voo. Ou melhor, usando uma linguagem mais realista, cada vez que ateiam o rastilho à chaleira.
Digo-vos que é preciso uma coragem brutal para entrar na chaleira com a plena consciência de estar em cima de triliões de hidrogéneo líquefeito. E de saber que, na descolagem, alguém pega o lume a esse mesmo hidrogéneo. Livra!
Pois bem, ontem, quando acontecia a descolagem dei por mim a fazer a típica piada negra, do género, "quantas telhas é que saltarão desta vez?". O humor negro tem destas coisas: às vezes acerta. E não é que voltou a acontecer algo de estranho?

O lançamento do vaivém Discovery, ontem, ficou marcado pela perda de pelo menos duas peças. O primeiro objecto teria cerca de quatro centímetros e parece ter caído das telhas térmicas, por cima da porta do trem de aterragem, no nariz do vaivém. Ainda não se sabe se foi apenas a cobertura da telha que caiu ou se esta sofreu estragos. É importante que estes painéis térmicos estejam em bom estado durante a reentrada na atmosfera - foi isso que esteve na origem do acidente do Columbia. O segundo objecto não está identificado, mas parece não ter tocado no vaivém. As gravações mostram um objecto a cair quando o Discovery largou os foguetões que impulsionam a subida., retirado do Público online.

Todos sabemos que a grande vantagem do Space Shuttle é o facto de ser reutilizável. Todos sabemos o fantástico que isso é em termos de custos e despesas orçamentais. Mas parece que não se está a dar o devido valor aos sete amigos que vão dentro da chaleira.
Parece-me que não há restrições orçamentais que justifiquem a reutilização de um veículo com provas dadas de falta de segurança, e cujo currículo negro já desfez em pedaços 14 astronautas.
Se eu fosse familiar de algum dos astronautas mortos, ou familiar destes pobres coitados que subiram ontem na chaleira, eu ficava indignado com isto.
Sinceramente, e imaginando toda a complexidade que uma coisa destas envolve, acho que isto já é demais. Não há desculpas para uma coisa destas, sabendo de tudo o que já aconteceu no passado. Espero que encerrem de vez a utilização deste veículo maldito.
Ao que parece, por agora, os astronautas estão a salvo na Estação Espacial. Mas rezo para que tudo corra bem na reentrada, porque francamente não gostava de estar na pele deles. São homens e mulheres de fibra, com muito mais categoria do que os burocratas e tecnocratas que, sentadinhos nas suas cadeiras da NASA, dão prioridade aos dólares...

Afixado por Bernardo Motta às 11:24 | Afixadelas (8)

O post (para mim) necessário

Não sei lidar com estas situações. Reconheço e, para que não restem dúvidas, deixo-o aqui, publicamente, expresso. Sempre tomei opções difíceis na minha vida pessoal. Tenho posições claras em relação a muitas coisas. Luto incansavelmente pelo que considero justo. Entrego-me apaixonadamente a tudo em que acredito. Mas não sei lidar com estas situações.
Sei que era altura de ser clara. Mas, sem saber como, duma forma que não consigo controlar nem alterar, salto de mim, ponho-me na posição dos outros, de cada um dos outros e de todos os outros, procuro justificação e explicação, procuro desesperadamente entender (desculpabilizar?) o outro, os outros e não sai nada.
Consigo ser duríssima quando luto por causas, não consigo ser clara quando lido com pessoas. Pertenço, seguramente, àquela velha escola, em que tudo se tende a explicar. Não se mente porque se é mentiroso. Não se rouba porque se nasce ladrão. Vou lá longe, vasculho, procuro, interrogo-me e, a maioria das vezes, não consigo julgar.
Creio que seria capaz de enfrentar um touro para salvar um amigo. Fujo desesperada e incontrolavelmente duma lagartixa que se me atravessa no caminho.
Sou cobarde? Sou incoerente? Sou dúbia? Sou inconsequente? Ou procuro, desesperadamente, ser completamente justa e a justiça completa não existe? Ou teimo em sonhar com um mundo em que as pessoas não mentem, não são arrogantes, não deturpam, não são injustas, não fingem? Sou tudo isso, talvez. Serei, aqui, num blog, em que não nos conhecemos, não nos tocamos, não nos olhamos, em que, apenas, as palavras contam, o que vocês acharem que eu sou.
Nada do que transparecer destas palavras e da ausência de outras, muda o facto em si. Gostaria muito de já ter aprendido. Já tenho idade e vivências mais que suficientes para isso, mas não sei lidar com estas situações. Lamento. Não vos peço desculpa por esta incapacidade. Faço-o diariamente a mim própria. E nunca aceito as desculpas.
Vou sair. Beber um café, ver o Tejo, passar mais uma vez pelos sem abrigo do Martim Moniz, depois, almoçar com amigos. Ao fim da tarde, possivelmente, ter uma reunião para discutir possíveis respostas aos problemas dos trabalhadores portugueses. Enfim, vou olhar. Com estas situações eu sei lidar.

Afixado por Isabel às 09:25 | Afixadelas (13)

O Banco do Tempo

Não é um título de um romance, ou de um livro de poemas. É o nome de uma I.P.S.S. (Instituição Particular de Solidariedade Social). Não sei se vocês já tinham ouvido falar; eu não, e fiquei encantada.
A ideia-modelo é o Banco, mas não se deposita lá dinheiro, deposita-se tempo, disponibilidade. Quem quiser, oferece uma hora, ou um dia ou uns minutos, eu sei lá – tempo – para prestar os serviços de que gosta e onde é competente. Esse tempo pode depois ser recebido sob as mais variadas formas, quando tal for necessário. É a verdadeira Solidariedade Social.
Imaginem que uma enfermeira deposita lá duas horas onde pode dar injecções, fazer pensos, medir tensão arterial. Um dia precisa de sair, jantar com uns amigos, e “levanta” duas horas de uma babysitter que também lá depositou umas horas. Um electricista, depositou uma hora onde esteve a arranjar aparelhos avariados; mais tarde pode pedir a ajuda de alguém que acompanhe a sua mãe doente ao médico.
O sensacional neste modelo, é a noção de que as competências não têm peso diferente: cada um é bom naquilo que faz. E se faz o melhor que sabe, é isso que oferece, e é isso que se agradece.
Há já várias sucursais deste Banco a funcionar por todo o país e até nas ilhas. Sei que existe também na Itália, e na América do Sul pelo menos.
Sinceramente acho uma ideia linda.

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Afixado por Emiéle às 07:40 | Afixadelas (7)

O Seguro morreu de velho…

… e ainda por cima morre rico!
Pelos vistos as nossas Seguradoras não se podem queixar!
«Os lucros das companhias de seguros a operar em Portugal subiram 80% em 2004»
Nada mau!
Afinal parece que aumentou muito a segurança nas estradas..!
Alguma coisa de estranho se passou, porque 80% é um número muito elevado. Tem de se confirmar esta notícia, por vezes já se viu que aparecem vírgulas e zeros onde não são esperados.
:)

Afixado por Emiéle às 07:26 | Afixadelas (2)

"Escândalos"

O descaramento nos gastos das empresas é afinal, semelhante por todo o lado, não é especialidade nossa.
Li no outro dia uma notícia que creio me ter tocado mais, por um motivo particular: tratar-se da Volkswagen, que é a marca que tenho preferido para os meus carros. Não quer dizer que não sejam todos iguais, mas quando li que o director do Departamento de Pessoal dessa empresa, usava o dinheiro da dita empresa para fins pessoalíssimos e, numa perspectiva moral mais estrita, diria até que escandalosos, fiquei chocada.
Reflectindo depois, percebi o porquê do meu choque. Visualizei que enquanto ia saindo da minha conta do banco uma quantia razoável para pagar o meu carrinho, essa verba voava e entrava directamente no bolso do Sr. Hartz. Tive como que um sonho pesadelo de que tinha andado a financiar, pessoalmente, o Carnaval no Rio dos amigos do Sr. Hartz. Eu. Que ainda não fui ao Brasil! Tá mal! E, se foi este senhor que “contribuiu com várias ideias para reformas na leis trabalhistas alemãs”, já podemos imaginar o caminho que a coisa toma.
Pois é. Também acredito que «os escândalos podem prejudicar a tentativa de Gerhard Schröder se reeleger em Setembro».
Diz-me os amigos que tens …

Afixado por Emiéle às 07:23 | Afixadelas (1)

Umas palavras

Este post e os meus seguintes, entram depois de um post incontornável.
Esta manhã, não posso começar a escrever, como é meu costume, sobre os assuntos não pessoais e generalistas. Ontem deu-se uma convulsão aqui no Afixe, o ambiente está muito pesado, e não posso assobiar para o lado. O desacordo muito grave entre colegas não pode ser apagado simplesmente, como uma borracha apaga um rabisco a lápis.
Mas como, por mim, não faço a menor tenção de discutir nada disto publicamente, estas palavras são apenas a explicar que irei continuar hoje como é meu hábito a escrever sobre os temas que me interessam e penso poderem interessar também quem aqui nos visita.

Afixado por Emiéle às 06:03 | Afixadelas (4)

julho 27, 2005

Isto não é o Barnabé!

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Neste post alusivo ao fim do Barnabé, tive oportunidade de escrever que "independentemente de eu gostar ou não do Barnabé e do Daniel Oliveira, se por aqui entrasse um qualquer erro de casting a arrazoar ao nível do tal do Reis (li-lhe agora os modos e os convencimentos), já a porta da rua lhe teria sido mostrada há muito. É a velha questão de estar mesmo ali à mão e dar muita serventia à casa. E não tem nada a ver com falta de pluralidade ou com a existência de temas tabus - estou à vontade falar disto porque, no que tange à heterogeneidade de opiniões, ninguém dá lições ao Afixe."

Infelizmente, falhei na parte do "já a porta da rua lhe teria sido mostrada há muito".

Fui de férias, andei esta semana toda enfiado em papéis e só agora descobri/percebi algo que muito me desgostou. Não há cá lugar para posts de segunda ou coisa que o valha. Os mal-entendidos sempre se resolveram doutra forma - nos bastidores, por mail. Não me passou pela cabeça que o post, que eu presumi endereçado a um qualquer comentador mais espevitadote, tivesse como destinatário um aphixador. A Catarina, pelos vistos, percebeu. Peço desculpa pelo responso público que lhe passei. Shame on me. Fiz figura de corno e bem mansinho!

Como o Afixe não é nada disto, and to make short things short: o Jorge Morais deixa, a partir deste momento, de colaborar com o Afixe. Trata-se apenas de formalizar algo que já era um facto informe, porque o Jorge Morais, ele próprio, conhecendo as regras, escolheu sair do Afixe no momento em que escreveu o post acima referido com todas as segundas intenções e recadinhos de algibeira que o mesmo continha e que, só hoje, outros aphixadores, que de resto, e muito justamente, se preparavam para abandonar este barco, me desvendaram. Ainda por cima, e considerando que não me passa pela cabeça que alguém me tome por Frei Tomás, ninguém se pode queixar de falta de aviso.

Aquele copo de água ali em cima é igual ao que eu preciso para tomar esta atitude. Com a diferença que o copo de água que eu preciso para tomar esta atitude não tem água. Isto não tem nada a ver com menor consideração pelo Jorge Morais, que nem tenho como pessoa mal-educada, tem tão-só a ver com o facto de ele próprio se ter auto-excluído com uma postura, ainda por cima, reflectida e em clara violação das regras da casa, que as há. Lamento! O Afixe não é só meu, mas, e tendo em conta a auscultação que fiz, sinto-me licenciado para tomar esta decisão.

A forma pública desta espécie de demissão? Destestável! Igualzinha à gota d'água que fez transbordar o copo, mas, ainda assim, um bocadito mais assumida, há que conceder...

Afixado por afixe às 19:23 | Afixadelas (39)

No fundo, no fundo

Decidir as presidenciais entre os candidatos que nos serão servidos vai ser complicado. Pouco os separa, excluindo a arterioesclerose.

Afixado por Gibel às 14:30 | Afixadelas (6)

Quotidianos I

Hoje, durante a noite, fui perseguido pelo bigode do Sr. Vaz. Quando acordei, notei que o meu cabelo tinha crescido cerca de 3,15 polegadas atrás e 0,2500 pés na franja. Chegado de manhã ao escritório, o baixo grau de luminosidade da sala de espera indicou-me que o bigode do Sr. Vaz estava à minha espera desde as 18 horas de ontem. Depois de o fazer esperar cerca de 30 minutos, disse-me que se queria divorciar da mulher do Sr. Vaz porque estava apaixonado pela Galinha da Vizinha. Dissuadi-o e nem lhe cobrei a consulta. Insistiu no pagamento e entregou-me 1,22 metros de madeixas loiras e uma madeixa esverdeada da Maria José Valério. Agradeci e a empregada passou-lhe um recibo verde. Por lapso, com o IVA ainda a 19%. Estou em pânico.

Afixado por afixe às 13:41 | Afixadelas (5)

O Corpo

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Digo do corpo, o corpo: e do meu corpo,
digo no corpo os sítios e os lugares
de feltro os seios
de lâminas os dentes
de seda as coxas
o dorso, em seus vagares

Lazeres do corpo: os ombros, as lisuras - o colo alto
a boca retomada
No fim das pernas a porta da ternura,
dentro dos lábios o fim da madrugada

Digo do corpo, o corpo: e do teu corpo,
as ancas breves ao gosto dos abraços,
os olhos fundos e as mãos ardentes
com que me prendes em súbitos cansaços

Vício de um corpo: o teu, com o seu veneno
que bebo e sugo até ao mais amargo,
ao mais cruel grau de esgotamento
e onde em segredo nado em cada espasmo

Digo do corpo, o corpo: o nosso corpo
Digo do corpo o gozo do que faço
digo do corpo o uso dos meus dias
e a alegria
do corpo sem disfarce

O corpo - Maria Teresa Horta

Afixado por Isabel às 13:34 | Afixadelas (5)

Já em exibição

Para quem apreciou o Fahrenheit 9/11, chega-nos agora a versão lusa: o fim da democracia.

Afixado por Gibel às 12:52 | Afixadelas (3)

Trinta anos depois

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Viriato Teles, lança, hoje, um livro intitulado: “Contas à vida”, que contém 20 entrevistas a 20 figuras públicas, que participaram, de algum modo, no processo que se seguiu ao 25 de Abril de 1974.
Passam, agora, 30 anos sobre as datas mais marcantes do PREC. Seguramente que, hoje, dia 27 de Julho, há 30 anos, se passava alguma coisa. Uma manifestação de soldados, de trabalhadores da cintura industrial de Lisboa, um assalto a uma sede de um partido de esquerda, a ocupação de uma herdade, uma aula de alfabetização para adultos, ou, apenas, uma sessão de canto livre numa qualquer colectividade deste país.
Para uma miúda, como eu era, é essa a imagem que guardo. Todos os dias, duma forma ou de outra, sentia que estava a construir o mundo. Um mundo. Não entendia muitas coisas, mas ninguém se preocupa em não entender coisas com essa idade. O frenesim, a euforia, a festa tinham efeitos perfeitamente alucinantes e viciantes para uma jovenzinha, nascida numa família, tradicionalmente, de esquerda, numa pequena localidade, tradicionalmente, de esquerda, naquele ano de brasa.
Claro que 1975 foi, para mim, também, o ano da descoberta do sectarismo. Vivendo numa localidade onde o PCP tinha tido mais de 90% dos votos nas eleições para a Constituinte, uma “perigosa esquerdista” como eu, mesmo que, quase, ainda usando fralda, era então (ou já?) um perigo latente, a ser controlado e vigiado.
Não chegou para me estragar a festa, chegou para ter a certeza que muitas vezes, os nossos ídolos têm pés de barro e que as perseguições, afinal, não eram apanágio exclusivo, daqueles que, em festa e em euforia, tínhamos acabado de derrubar.
Numa pequena localidade como a minha, em que a “reacção” não tinha voz, em que os “fascistas” não tinham lugar, em que o PS, com tudo o que na altura o PS representava, não cabia, a imagem de estragar de festa que me fica é a do PCP, da sua intolerância, das ocupações sem rumo e sem princípios, da segregação, do ostracismo a que sujeitavam todos os que, deles, discordavam.

Acabei de receber, em minha casa, como acontece todos os meses, o Jornal da minha terra. Numa página central um comunicado, a meia página, da concelhia do PC, repete os argumentos, as difamações, a intolerância e, sobretudo, o autismo de há 30 anos. Sei a quem é dirigido. Apesar de lá não estar, diariamente, sei que me é, também, dirigido. E tenho pena. Muita pena. Afinal, eles não aprenderam nada.
E, afinal, com tempo e com a história, todos acabamos ou deveriamos acabar por aprender tanta coisa.
Ao longo destes anos, aprendi muito. Mudei muito. Faria tudo o que fiz? Acreditaria como acreditei? Continuo a lutar por sonhos e utopias e esses sonhos e utopias, nasceram, sobretudo, nesse dias quentes de 1975? Reconheço. Mas aprendi. Aprendi a tolerância. A aceitar os outros. O pragmatismo. A questionar-me. A duvidar de mim, em cada dia que passa.
Eles não aprenderam nada. Continuam eles. Iguais. Fechados.
Desculpem o desabafo. Sobretudo se o Viriato Teles ler o Afixe, ele que me desculpe, o ter usado o mote do lançamento do seu livro para o desabafo, mas se lessem aquele comunicado, iriam entender. Não o transcrevo. Ele deve ter sido feito por homens e mulheres que eu, muitas vezes, encontrei. Antes e depois, quando o calor passou e a “normalidade” se instalou. Mas tenho pena, muita pena, de não me apetecer nada, mesmo nada, voltar a encontrá-los. De cada vez que de uma forma ou outra me entram em casa, fico com menos vontade de, com eles, me cruzar. Possivelmente, amanhã passa. O próximo jornal leva um mês a chegar, cá a casa...

Afixado por Isabel às 10:45 | Afixadelas (11)

Opiniões

Claro que não tem nada a ver com O Manifesto dos 13 até porque foi publicado pelo Raim's há bastante mais tempo…
Pura coincidência.


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Afixado por Emiéle às 08:25 | Afixadelas (5)

A alegre Teoria e a triste Realidade

Quando Mariano Gago foi ministro pela primeira vez, há já uns anos, lembro-me bem que uma das promessas feitas foi de ter Internet em todas as escolas. Foi um momento de alegria, e recordo o entusiasmo que então reinou. Aliás ainda se avançou um passo, com a distribuição de bastantes computadores a escolas que os não tinham.
Creio que isso iria funcionar em parceria com o Ministério da Educação, portanto passados estes anos não sei bem de quem terá sido “a culpa”. Mas a verdade é que, entre esse desígnio e o que se vê hoje, a diferença é abissal. Pelo que diz o relatório de «Números Chave da Educação na Europa» «Apenas 60% dos computadores existentes nas escolas portuguesas têm ligação à Internet» sendo nós, entre 30 países da EU, os segundos a contar debaixo.
Pior só a Eslováquia…
Há um velho ditado que associa o Inferno e as Boas Intenções.

Afixado por Emiéle às 07:49 | Afixadelas (3)

Ainda o desemprego

Este é um tema de que não me consigo afastar muito. Não por mim, que felizmente tenho trabalho e não prevejo deixar de o ter, mas pelo que vejo à minha volta. Leio que há quase meio milhão de gente sem trabalho e não posso deixar de me preocupar. Acredito que haja situações irregulares. É certo que se encontram pessoas inscritas como desempregadas e vão fazendo biscates ( precisam de sobreviver ) mas não serão umas nuvens que escondem o sol. Quando o senhor ministro do Trabalho diz que "Os desempregados tem direito à protecção no desemprego, mas o desemprego não é um direito", esta é uma frase profundamente infeliz. Imagino que ele não quisesse esse “direito” para si. Os números estão aqui e creio que podem ser confirmados.
Também é certo que, ( e creio ser a isso que o ministro se referia ) no nosso sistema os desempregados só são "obrigados" a aceitar uma oferta de emprego desde que este não seja inferior ao que anteriormente desempenhavam. E esse ponto é discutível porque permite exageros. Terá de ser visto caso a caso, porque se é certo que não “caem parentes na lama” por se aceitar uma função abaixo das nossas capacidades, também há trabalhos para os quais até pode não se ter força suficiente…
E temos também os jovens e o primeiro emprego.
É certo que não é só cá, por toda a Europa se está a assistir à dificuldade em encontrar um 1º emprego. Mas quem não conhece vários casos de moços que terminam um Curso, e ou ficam um, dois, três anos em casa, ou deitam mão a trabalhos de curtíssimo tempo e muito abaixo da sua formação? Ainda se diz que a média dos licenciados em Portugal é baixa. Quase metade da de outros países desenvolvidos.
O.K. Mas quais os incentivos?


Afixado por Emiéle às 07:30 | Afixadelas (5)

julho 26, 2005

Reflexões pós férias

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Não gosto de nadar em mares calmos. Gosto da calma que a visão do mar me dá.
Gosto do mar, assim, indomável, forte, livre, de difícil acesso.
Gosto do mar, rodeado de verde, castanho, cinzento, para, aos meus olhos, nunca aparecer monótono e previsível. E de cor de rosa, quando uma florzinha teimosa, decide nascer, ali mesmo, à sua beira.
Às vezes, entre uma onda e outra, parece que o mar me vai fugir. Ilusão de óptica. O mar, continua lá, indomável e mágico, à espera que a florzinha nasça e pronto para me encantar.
Outras, com um mar assim, parece que nele, me quero perder. Mas não me perco. O mar foi feito para nele viver. Faço-lhe a vontade. E vivo-o. E, se algum dia, para ser mar e ser verdadeiro, tiver que dele me afastar, será este mar que hei-de continuar a procurar. Mágico, forte, livre, indomável. E terno, capaz de me afagar os pés doridos, com as suas ondas de cor de prata.

Afixado por Isabel às 20:49 | Afixadelas (9)

Dia dos avós

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Esta manhã, ouvi na Rádio, que hoje é Dia dos Avós. Nunca fui muito dada a dias. Mas fiquei a pensar nos comentários adicionais. Dizia-se que, segundo um estudo, recentemente realizado, esta é a primeira geração que conheceu (conhece) os quatro avós. E, ainda, alguns bisavós.
Nunca sei muito bem qual é a geração, que é esta. A minha, a do meu filho? Ainda é a minha e já é a dele? Sei lá. Mas deu-me um bocadinho para o sentimento. E para a memória. Recordei que conheci uma bisavó a sério e outra emprestada. Que, com uma, aprendi a fazer crochet (mal, que sou péssima aluna em coisas de mãos...) e, com a outra, a fazer velhozes. Que gostei da mesma forma, e a mesma forma, é muito, das duas e que a uma, a verdadeira, chamava avóita (ou avó Ita, desvantagens de nunca se escrever o que, verdadeiramente se sente, na altura em que se sente…) e à outra, a emprestada, chamava, Filha. Porque costumávamos brincar às mães e às filhas e ela era, sempre, a filha.
Conheci uma avó a sério e outra emprestada. A outra avó, a a sério, foi-se embora muito cedo, era a minha mãe muito pequenina. Conheço-a da saudade da minha mãe. Que é uma forma muito completa e muito bonita, mas também muito triste de se conhecer alguém. A avó emprestada, foi sempre, uma avó a sério, tirando, claro está, na saudade da minha mãe. E conheci os dois avôs. Aprendi a fazer muitas coisas com as avós, conheci a França e a I Guerra com um dos avôs e aprendi a pintar paredes, com o outro. A sério, que é das poucas coisas que faço bem com as mãos, pintar paredes. Para aí na 10ª tentativa, o meu avô, reconheceu, embevecido que eu tinha deixado de fazer gatafunhos com o pincel.

Por um qualquer acaso do destino, a que se juntou uma opção de vida, o meu filho conhece menos avós que eu conheci. E conheceu, apenas, um bisavô e uma bisavó. Não me parece que ele sinta a falta. Quero sempre acreditar que só sentimos, verdadeiramente, a falta de alguma coisa se alguma vez a conhecemos ou tivemos. De qualquer forma, hoje é dia dos Avós todos. Dos que ele conheceu (conhece) e dos outros. E, acho, que ele sabe isso.

Afixado por Isabel às 11:36 | Afixadelas (11)

Sons de Saturno

Saturno Devorando a sus Hijos, de GoyaSaturno

Afixado por afixe às 09:30 | Afixadelas (4)

Sorrisos

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Para todos os gostos.
Do Raim's Blog

Afixado por Emiéle às 08:41 | Afixadelas (2)

Sensibilidade

Como nota prévia devo dizer que tenho toda a simpatia e respeito pelos médicos. Sou amiga de muitos, e sei muito bem como é grave a generalização por baixo em qualquer profissão. Tenho a certeza que cada um de nós conhece na sua própria profissão casos que o fazem corar. Dito isto, queria contar uma história:
Tenho uma amiga que está doente. Sentiu-se mal, com uma dor no peito e foi ao hospital. Foi observada, com alguma ligeireza, e inesperadamente ferram-lhe com um murro nas costas. Perante o seu queixume, perguntam :- Doeu? Tinha doído, é claro. Ela assim o disse, resmungando que ainda estava viva, portanto teria dores quando lhe batiam. Óptimo, veio para casa, com a informação que era uma dor muscular, e trazendo a respectiva terapêutica. Encurtando razões, não era uma “dor muscular”, era uma pneumonia, e está de momento internada.
O que me faz escrever é que esta história é muito vulgar. Uma pessoa vai a uma consulta, espetam-lhe com toda a força um dedo na barriga e perguntam – Dói? Claro que dói! A mim dói-me sempre! Mas se me espetassem esse dedo num braço ou numa perna doía-me também. Ao tocar num órgão dorido, esse ressente-se. Mas basta tocar, porque ao carregar com muita força seja onde for, esse “seja onde for”, também se ressente! Isto não é mesmo evidente?! Para alguns médicos parece não ser!

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Afixado por Emiéle às 08:10 | Afixadelas (4)

Tribunais com menos papel

Esta é uma área que desconheço completamente. Vários dos meus colegas do blog poderão ter uma opinião mais perto da realidade. Mas para alguém que está de fora, imaginar os Tribunais com menos toneladas de papel é sem qualquer dúvida uma imagem agradável Sistemas Informáticos nos Tribunais, à primeira vista, parece uma boa medida. Não sei como será passá-la à prática.
Eu tenho uma amiga que trabalha numa empresa onde não há dossiers. Quero eu dizer “dossiers materiais”… O documento só passa a papel no minuto final, quando é assinado pela caneta do director. Como ela já trabalhou na Função Pública, diz que se sente a viver noutros país, é outro mundo. Um mundo melhor, segundo ela.

Afixado por Emiéle às 07:31 | Afixadelas (4)

O Rei continua a andar nu

Num artigo de opinião Perez Metelo, no DN, diz-nos coisas tão óbvias que entram pelos olhos dentro. A pergunta natural é o que se espera para alterar este panorama. Ele tem razão "o Estado finge prestar-nos serviços de qualidade e nós fingimos ser contribuintes e beneficiários cumpridores". Os dois pratos da balança andam carregadinhos de culpa.
Por um lado: « Basta apertar um pouco mais a fiscalização e notificação de 160 mil contribuintes da Segurança Social para, em escassos três meses, se recuperarem mais de 91 milhões de euros em falta. Reforçam-se as inspecções a trabalhadores com baixa, a receber subsídio de desemprego ou a beneficiar do RMG e, num total de 140 mil cidadãos inspeccionados, detectam-se um em cada três RMG, um em cada cinco subsídios de desemprego e uma em cada seis baixas irregulares, entretanto cancelados! » e se olharmos para o outro lado também vemos «laxismo no manuseamento dos dinheiros públicos, em calotes de meses e meses a fornecedores do Estado, em serviços cujos indicadores de qualidade não resistem a uma simples comparação com os países nossos parceiros » .
Até quando?
Não se está cansado de saber? Isto é mesmo um ciclo vicioso em que cada um que não cumpre se sente justificado pelos erros dos outros.

Afixado por Emiéle às 07:05 | Afixadelas (2)

julho 25, 2005

Dressed / Undressed

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Afixado por Susana às 21:51 | Afixadelas (13)

A porta da sala - recado

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Por favor ou partidas da vida, tinha vindo a adiar o momento. Não que não acreditasse. Nem sequer por medo. O passado não tinha sido fácil. Muitas vezes, a festa dera lugar à tristeza, a paixão ao desencanto, mas não era mulher de desistir. Apenas, pensava, não tinha calhado.
Claro que já sabia que não iria entrar da mesma forma. Não iria, dizia sempre para se convencer, esquecer. Das lágrimas, das palavras, dos gestos. Do frio. Do silêncio.
Também se lembrava, vagamente, que já tinha dito e pensado isto, outras vezes, e afinal...afinal, também não era de meias tintas, meias entregas, meias paixões. Meias vidas.
Voltar a fechar a porta para a sala, seria um momento especial. Mais especial, ainda, por ter sido, por tanto tempo, adiado.
No dia, em que se encontraram, sentiu que não tinha desistido. Não sabe quando nem onde percebeu que se encontraram. Sabe, apenas, que esperara. Agora, agradecia à Vida, ter-lhe permitido esperar. Não foi uma partida, mais uma, que esta lhe pregara. Desta vez teria que lhe agradecer o favor.
Sabe que vai fechar a porta da sala, por tanto tempo aberta. No momento de a fechar, sabe que não vai haver lágrimas nem frio. Nem silêncio. Apenas gestos. E palavras. E ternura. E prazer.
Há pouco, a falar com um amigo de sempre, daqueles dos momentos de festa e de tristeza, contou-lhe. Do outro lado da linha ouviu um cauteloso e assustado “Vê lá...não te magoes. Estás tão bem… Andas tão bem...”.
Quando desligou, pensou “E eu sou lá gaja de ter medo de me entalar em portas de sala??!”.
Pensou, ainda, que a espera valera a pena. Fechar a porta da sala é sempre uma espera que vale a pena. Quando, lá dentro, se guarda, por horas, por dias ou para sempre, alguém, como tu.
Ao pensar isto, esperou que ele a ouvisse. Olhou o relógio. E esperou.

Afixado por Isabel às 21:46 | Afixadelas (12)

GORA MONTY!

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Um denodado labor missionário embebido no imperativo cívico de derramar um pouco de luz pelas brumas nigérrimas da incultura popular. Por vezes, arco com tarefas assim.
O Monty, quando me rogou – com a humildade estatutariamente exigida – que lhe mostrasse algo do mundo civilizado, tinha em mente uma excursão ao Colombo. Que lhe tinham contado que aquilo era um mundo, que até se vendiam lá livros, sei lá; um manancial de referências miríficas tornava imperativa a visita.
Com a necessária firmeza, temperada por alguma ternura, neguei-me a semelhante desiderato. Não. Almejaríamos paragens mais distantes, horizontes um pouco mais vastos, mesmo que tivéssemos de prescindir do simpático serviço Mr. Parking. Vai daí, apontei o norte desta viagem ao País Basco.
Como bom rústico chauvinista, o Monty sacou logo do responso costumeiro: "mas os espanhóis são antipáticos e não há lá nada para ver e é tudo caro e não me entendo com isso das línguas dos estrangeiros". "Não temas, carente alma", sussurrei-lhe aos ouvidos trémulos, "eu estarei lá para te guiar".
E assim foi. De céptico ferrenho, ele transformou-se no basco honorário e militante que agora nestas páginas testemunha as muitas maravilhas vistas, os incontáveis momentos de enriquecimento cultural e espiritual.
Pasmem, incréus: até sumiu o reaccionarismo que sempre acompanha o ascenso da ignorância à categoria de "opinião". Já é outra a música desde que ele leu uma notícia a dar conta de julgamentos por "enaltecimiento de ETA" e soube que não são apenas os bombistas a sofrer as arbitrariedades, torturas e ilegalidades que Espanha tem por indispensáveis no combate ao terrorismo.
Ainda o veremos por essas esquinas e vielas de passa-montanhas e tinta de spray fluente em Basco…
É como vêem, pequenos leitores: as viagens enriquecem-nos e mudam até o mais empedernido dos ermitas.

Afixado por João Garcez às 20:58 | Afixadelas (8)

Telefones e telemóveis

É sabido que nós, em Portugal, temos uma média de telemóveis por habitante que ultrapassa muito a média europeia. Disseram para aí que é quase um telemóvel por habitante, o que quer dizer que há quem tenha vários…
Assim, à primeira vista, parece-nos um luxo enorme. Tenho ouvido muitas críticas a isso, e mesmo eu própria também tenho chamado a atenção, considerando que andamos cheios de mimo. Falta-nos dinheiro para tanta coisa e afinal !
Mas...
Afinal tenho de começar a pensar ao contrário. Rebobinar todas as minhas ideias-feitas. É que dizem-nos que «as chamadas telefónicas através de telefone fixo em Portugal custam mais do dobro dos restantes
países
da União Europeia e o acesso à Internet custa cinco vezes mais»
e ainda «nas chamadas por telemóveis Portugal oferece vantagens quando se trata de planos de preços pré-pagos, sendo 43% inferior à média europeia»
Ou seja, afinal é por economia que se usam os telemóveis!

Afixado por Emiéle às 18:13 | Afixadelas (8)

Eskerrik asko, Euskal Herria!

Eskerrik asko, Euskal Herria!

Desta viagem a Euskal Herria (País Basco), trouxe, para além de uma enorme paixão por aquelas gentes, uma grande vontade de dar cabo da minha suma ignorância acerca de tudo o que lhes diz respeito. Não vejo grandes hipóteses de me transformar, assim do pé para a mão, num euskaldun (falante de basco), nem tampouco num membro da Euskadi Ta Askatasuna (ETA) - só um bando de loucos pode querer separar-se de Espanha (que tal uma troca?). Mas vou, no mínimo, tentar perceber que raio de povo tão maravilhoso é aquele que, sempre de sorriso em punho, e mesmo aqui ao pé, resistiu à influência do latim e continua a ter um buru no lugar da cabeça e um bihotz em vez do coração, que chama argi à luz e ur à água. Até lá, só posso dizer o pouco que já aprendi: Eskerrik asko, Euskal Herria! (Muito 0brigado, País Basco).

PS - Já me esquecia, e fica sempre bem dizer isto num blogue como este, cada vez mais pejado de esquerdalha, a palavra "esquerdo" tem origem no basco esquerra, ezker e quer dizer maluquinhos da cabeça (esta nota de rodapé é dedicada à minha amiga Cidália).

Afixado por afixe às 17:08 | Afixadelas (3)

Férias II

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Na residencial onde ficámos, o dono, um alentejano pequenino, com tudo de alentejano, cor, pronúncia, ar, com boné e camisa aos quadradinhos, convidou-me para ficar lá a trabalhar com ele. Perguntei-lhe, a fazer o quê. O sr. disse que depois, lá, se havia de ver. Presumo que deixar o Bilhete de Identidade na recepção dê azo a estes convites.
O meu filho diz que isto é o resultado de passar a vida a rir-me.
Prometi ao alentejano da Residencial que voltava para o ano e que iria pensar no convite.
Esta manhã, antes de partirmos, esperava-nos com um pão fresquinho e um queijo.
Para o ano, vou tentar o Minho. Quando se anda sempre a rir no Alentejo deve andar-se sempre a rir em todo o lado e, quanto ao Bilhete de Identidade, está ali para as curvas.

Afixado por Isabel às 14:44 | Afixadelas (5)

Férias I

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Nas férias, como na Vida, nunca achei que quantidade fosse sinónimo de qualidade.
Não foram só quatro dias, foram 4 dias. Inteiros. Para mim e para o João Pedro. Para apanhar Sol, comer pão alentejano, muito pão (ok, aqui, a qualidade ganha muito com a quantidade...), nadar, atravessar o rio Mira, de barco e andar de bicicleta. E ainda sobrou tempo para ir à Zambujeira.
Ontem à tarde, decidimos aproveitar a oportunidade e lá fomos. Não está na mesma. Não sei se está mais bonita, não creio que esteja. Continua lá a minha casa com esquina para o mar, o café onde tomava o pequeno-almoço. E o banco onde me costumava sentar. Nas esquinas, não encontrei fantasmas. Nunca me assolaram dúvidas. Não creio, sequer, que o que tenha sentido, fosse nostalgia. Senti uma vontade enorme de viver, uma alegria enorme por estar viva e confirmei que, amanhã, quero estar em Lisboa.
Não precisei de ir à Zambujeira para ter a certeza que tinha que regressar hoje, mas tenho a certeza que se não tivesse lá estado há vinte anos, amanhã não estaria cá, assim. E gosto, mesmo a sério, gosto muito, de, amanhã, estar cá, assim.

Afixado por Isabel às 14:36 | Afixadelas (5)

Guess What...

Guess What...

Afixado por afixe às 13:53 | Afixadelas (5)

O som e a imagem

A minha televisão perdeu o pio.
Deu-lhe um tranglomanglo qualquer e apesar da imagem estar mais ou menos normal, o som foi-se completamente. São coisas que acontecem. Chatas, é bom de ver. Fiquei a pensar se valerá a pena o arranjo porque o aparelho já tem muitos anos, e os arranjos muitas vezes custam um absurdo. Esta gente das vendas gosta muito de nos encaminhar para a compra de aparelhos novos. Mas por outro lado a imagem ainda está boa…
Bom, mas não é das minhas desgraças domésticas que vinha falar.
O engraçado é que, por vício, e porque algumas das séries que gosto têm legendas e podem ser apreciadas mesmo “em silêncio”, mantive o aparelho ligado.
E acabámos a rir de gargalhada ao ver não apenas os anúncios sem som ( porque isso é habitual ) mas a mímica dos nossos entrevistados e entrevistadores, tentar entender as notícias pela cara dos locutores. Havia de tudo! Encontramos pessoas que falam sem mexer um músculo da cara, só a boca, outras cuja mímica é tão viva e expressiva que quase tornam as palavras supérfluas.
Parece-me que vou manter assim, durante uns tempos, este aparelho. Oiço as notícias pela rádio, vejo as séries lendo as legendas, e o resto é supérfluo.
Vai ser um sossego!


Afixado por Emiéle às 13:10 | Afixadelas (4)

O “Metro”, o “Destak” e o Afixe

Já uma vez escrevi por aqui sobre os jornais de distribuição gratuita, considerando uma boa ideia por abrangeram uma grande faixa da população. Depois disso, tenho continuado a reparar que uma percentagem muito assinalável dos viajantes de metro se dedicam a ler o jornal “Metro” e outros (possivelmente vieram de comboio, antes) a ler o "Destak".
Ora acontece que a nossa Isabel, no dia 18 de Julho, escreveu A Lição de Lance um post que mereceu cerca de uma dúzia de comentários. Pensava que teria ficado por aqui.
Ora bem, no dia seguinte, dia 19, o Destak, lido pelos passageiros das nossas linhas suburbanas, trazia referindo o blog Afixe.weblog.com.pt uma grande transcrição do seu post! Ou seja, para além dos nossos leitores virtuais, temos agora também leitores de texto em papel. E alguns que se calhar nem sabem o que seja um blog… As voltas que a vida dá!

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Afixado por Emiéle às 08:00 | Afixadelas (14)

Então como é?

Os gatos são animais inteligentes, mas não se sabem esconder como deve ser. Deixam os rabos de fora quando se escondem.
Não queria discutir os horários dos professores. Mas estranho esta notícia . Como é que «o novo limite de seis horas de acumulação permitido aos professores poderá causar grandes problemas às escolas de ensino privado» Essa agora…?
É que, pelo que eu sabia, os professores com determinado número de anos de trabalho beneficiam de uma redução de horário. Devia ser por andarem cansados. E afinal, parece que andam cansados se trabalharem no regime oficial, mas estão bastante frescos para irem trabalhar noutras escolas. É interessante.
Talvez as escolas privadas possam agora passar a ter quadros próprios e contratar os professores que ficaram realmente desempregados!

Afixado por Emiéle às 07:31 | Afixadelas (6)

Há estrelas que brilham muito para além do que se espera

Por todo o lado há surpresas.
Uma estrela que acabou em 1979 afinal ainda se vê brilhar em 2005
A natureza ciência dá-nos estes abalos…
«A Agência Espacial Europeia (ESA) considera "um mistério" o facto de essa estrela se mostrar "tão radiante" em raios-X, chegando a ser "o objecto mais brilhante" da sua galáxia»
Excepções, acabam por se encontrar muitas vezes.

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Afixado por Emiéle às 07:01 | Afixadelas (4)

Evolução do habitar

O meu filho mais velho tem o sonho de que os pais cheguem a ser muito velhinhos. O mais novo deseja ardentemente que todas as casas de todas as pessoas se juntem. Deve ser a visão de uma nova era digital que, como disse o irmão, se pode traduzir por digi-volução.

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Afixado por Susana às 00:30 | Afixadelas (2)

Pragmatismo

A caminho de casa:
O que é que queres ser quando fores grande?
Sei lá, aquilo que eu conseguir...

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Afixado por Susana às 00:26 | Afixadelas (8)

Gosto destes fins de tarde de Verão em que as sombras ainda se recortam quando o sol já nem está à vista

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Afixado por Susana às 00:24 | Afixadelas (2)

julho 24, 2005

Apelo aos sectores alargados

Mário Soares afirmou hoje à LUSA que vai "reflectir e contactar sectores muito alargados da sociedade portuguesa" antes de decidir se se recandidatará à Presidência da República.

Espero que os sectores alargados lhe respondam à altura! Porém, e infelizmente, está-se mesmo a ver o que aí vem...

Afixado por afixe às 19:09 | Afixadelas (4)

O meu candidato à Presidência da República

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Na minha óptica, as vantagens são óbvias. É preferível ter um Presidente Caldo Verde com Chouriço do que um Presidente Chouriço sem Caldo Verde.

A sério, pázitos, tomem juízo!

Afixado por afixe às 18:55

Vai um gajo de férias...

... e, quando regressa, é isto!

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Que treta de país este, que não se pode deixar sozinho por mais de 5 dias. Agora a falar a sério, esta cena é a brincar, não é? Deixem-me adivinhar: é um teaser do Expresso para anunciar a contratação da malta do Gato!

Afixado por afixe às 16:19 | Afixadelas (7)

É curioso, é

O Blog “Grande Loja do Queijo Limiano”, com dois anos e meio de existência é uma referência na blogosfera. Eu, nem sempre concordo com tudo o que lá escrevem, mas a verdade é que vale uma visita frequente.
Desta vez li um post que me parece tão interessante e tão de acordo com as minhas preocupações, que aconselho uma visita. Chama-se Curiosidades de além-mar e elabora um interessante paralelo entre a nossa política partidária e a dos EUA.
Ajuda-nos a reflectir que esquerda é esta, nossa, que está no poder.

Afixado por Emiéle às 12:20 | Afixadelas (5)

Esta foi uma vitória do terror

Quando a polícia de Londres matou um cidadão caído no chão e desarmado , ganharam os terroristas. Compreende-se que todos estejam nervosos. E como a polícia é constituída por seres humanos também ela deve estar nervosa. Mas quando se diz “não ao medo”, e se quer passar a mensagem de que não se vai “ceder ao medo”, aquilo foi uma prova de que quem devia dar o exemplo estava nervosíssimo.
Porque nervosos têm de andar todos. E como é evidente a vítima também.
Imaginemo-nos a sair de casa apressados e sermos interceptados por um grupo de pessoas vestidos à civil e em atitude agressiva. O que se faz? Foge-se, não é? Foge-se, o mais depressa que conseguirmos, daqueles possíveis malfeitores. Com o medo com que estamos até tropeçamos e caímos.
E então leva-se com 5 tiros na cabeça! Está certo, sabemos que nestes casos não se deve disparar para o corpo porque se lá estiverem as bombas isso vai provocar a catástrofe que se queria evitar. Mas 5 tiros? Não é a prova do nervosismo?
E isto de se avaliar a pessoa pelo aspecto, tem muito que se lhe diga… Eu tenho a certeza de que os terroristas são gente inteligente, têm de o ser. Fanáticos mas espertos. Parece de prever que no próximo caso (espero bem que o não haja ) o portador da bomba vista fato completo, gravata de Oxford, e traga um attaché-case em vez de mochila.


Afixado por Emiéle às 10:31 | Afixadelas (4)

Afixe FOTO-BLOG

Era de calcular, conhecendo um pouco o feitio do nosso Monty. É de nós todos quem mais facilmente partilha com todos os seus estados de alma! Se está zangado isto vai tudo ao ar, se se enternece deixa-nos de nó na garganta, e agora que teve umas belas férias cá vamos nós de férias com ele…
Começou ontem, e espero ( no sentido de esperar=desejar ) que continue hoje.
Nem sei se meta aqui alguma coisinha minha, é que estou a gostar do novo formato do "Afixe-foto-blog”
Eheheheh!!!
:D

Afixado por Emiéle às 09:49 | Afixadelas (1)

Memórias do Guggenheim IV

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Afixado por afixe às 00:55

Memórias do Guggenheim III

Memórias do Guggenheim III

Afixado por afixe às 00:52 | Afixadelas (1)

Memórias do Guggenheim II

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Afixado por afixe às 00:48

julho 23, 2005

Voar sem asas

Cinco metros de altura!!!
Um salto de cinco metros em direcção ao céu!
Uma altura de dois andares…
«A atleta russa Yelena Isimbayeva tornou-se ontem na primeira mulher a ultrapassar a fasquia a 5,00 metros no salto com vara, batendo assim o recorde mundial durante o meeting de Londres»
Sempre mais longe, sempre mais alto, o ser humano é surpreendente.



PARABÉNS, YELENA !!!
Que bom ver-te tão contente

Afixado por Emiéle às 21:43 | Afixadelas (6)

Já me esquecia...

João Garcez

Enquanto estou para aqui a blogar, o senhor dos corninhos (que é, by the way, o mau feitio em pessoa) está a fazer o jantar...

Afixado por afixe às 20:47 | Afixadelas (8)

Por tierras de el Cid

Catedral de Burgos - Capilla de la Concepción y Santa Ana

Catedral de Burgos - Capilla de la Concepción y Santa Ana (clique aqui para ver o pormenor do escudo português)

Afixado por afixe às 20:15 | Afixadelas (2)

Memórias do Guggenheim I

Memórias de Bilbao

Richard Serra's installation at the Gug Bilbao

Afixado por afixe às 20:11 | Afixadelas (2)

Memórias de Donostia

Memórias de Donostia

El fallecido en la persecución policial es Imanol Gómez.

Afixado por afixe às 19:57 | Afixadelas (3)

Teste de memória

Inflacção.
Para os mais cotas:
Alguém ainda se lembra que "isto"

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Tinha mais ou menos o mesmo valor que tem hoje "isto" ?

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Afixado por Emiéle às 17:03 | Afixadelas (16)

Cenas lisboetas

Já me tinham contado deste “happening” que tinha despertado o meu interesse. Não o tinha ainda referido aqui no Afixe, porque não tinha achado uma entrada para este acontecimento. Encontrei agora. Cá está :
« Canta-se o fado todas as sextas-feiras no eléctrico 28 »
Como podem ver, não sonhei com isto, acontece mesmo…!
O 28 é um eléctrico muito simpático e que atravessa calmamente meia cidade. Quando, infelizmente, cada vez se vão encontrando menos eléctricos, este tem resistido de um modo valente e lá vai fazendo a sua volta, dos Prazeres à Baixa ( dantes ia mais longe, até á Graça…) e da Baixa aos Prazeres.
E agora decidiu-se a cantar o fado! Ao vivo e a cores!
Na próxima sexta-feira não posso perder isto.
E ainda por cima fica-me à mão, é o transporte que me costuma levar do local de trabalho à Baixa!
Viva o 28!!!!

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Afixado por Emiéle às 12:37 | Afixadelas (6)

Limpeza à-la-minute

O local onde trabalho é limpo por uma equipe de limpeza.
Essa equipe, formada por algumas senhoras que nunca consigo entrever, pertence a uma Empresa de Limpezas. Em tempos existiam umas empregadas para essa função mas as chefias consideraram mais económico e funcional, entregar a tarefa a especialistas. O.K. Fazia sentido.
Só que a partir de então a sala anda num nojo. Eu habituei-me a ter um pano do pó na gaveta, e de vez em quando lá torno aquilo um pouco mais asseado.
Mas na 5ª feira compreendi porque é que os sapatos se pegavam ao chão e podíamos escrever no pó das estantes. Cheguei meia hora mais cedo e reparei que a senhora, encarregada da minha ala, se encontrava no seu afã de “assear” as salas. Do meu lugar reparava que ela entrava e saía de cada gabinete com uma ligeireza surpreendente. Mas, na minha boa-fé, calculava que ela estaria a avaliar que material seria preciso ir buscar para cada caso…
Foi quando ela me bateu à porta e disse que vinha limpar.
Muito bem.
Como tenho sobre a secretária um relógio que marca o tempo por segundos, deitei-lhe um olhar distraído quando ela empunhou o pano do pó. Um minuto depois ( sessenta segundos ) a limpeza estava concluída. Record digno de Guiness na minha humilde opinião. Foram uns segundos muito bem aproveitados: 15 para a minha secretária ( tive essa distinção), 10 para a do meu colega que não estava lá, 5 segundos para cada uma das nossas cadeiras, 10 segundos para a mesa de reunião, outros 10 para as 5 cadeiras, e à saída ainda arranjou mais 5 segundos para passar o pano sobre o aparelho do ar condicionado!
Quando ela fechou a porta atrás de si não tinha ainda eu fechado a boca de espanto.

Afixado por Emiéle às 11:05 | Afixadelas (7)

Duas medidas

Quando se fala nestes casos, há um geral encolher de ombros e surge a frase: “já se sabe. É assim”. Ou seja, todos sabemos que “é assim” e muito portuguesmente resignamo-nos.
E é essa “resignação à portuguesa” que me irrita.
Já uma vez escrevi para aqui um post onde acentuava a diferença entre «reclamar» e «queixar». Tinha encontrado um estudo que dizia que, dos países europeus, era a Suécia que mais reclamava e Portugal um dos que menos o fazia. Porque a verdade é que reclamar implica um acto, uma acção, ao passo que a queixinha é só uma lamúria!
Vem isto a propósito desta notícia, que só confirma o que todos sabemos, que o Estado demora a pagar aos fornecedores . Demora muito! Aqui fala-se em 120 dias, mas sei de imensos casos onde é muitíssimo mais. E exige que passemos um recibo de uma coisa que ainda não recebemos. Passou-se comigo mesmo, por exemplo. Paguei imposto sobre um trabalho, cujo pagamento só entrou na minha conta cerca de uma ano depois, no ano civil seguinte!
Mas se nós, contribuintes, nos atrasamos a pagar qualquer coisinha, caem juros de mora, e mais alcavalas sem fim, que quase duplicam a nossa dívida.
Ora bem. Ou há moralidade…

Afixado por Emiéle às 09:59 | Afixadelas (5)

Manuel Alegre

Vemos capas contraditórias. Ou complementares?
Diz-nos o DN na primeira página:
«Soares pressionado a avançar para Belém»
Mas já o Público, também em primeira página, afirma:
«Manuel Alegre é candidato à Presidência da República»
Como até ao momento quase só se podia dar como certo a candidatura de Cavaco, todas estas hipóteses são novas. Daí que a sondagem que o Expresso publica valha pelo que vale.
Mas vamos ver se esta entrada de Alegre dá outra força a estas eleições que pareciam andar em banho-maria.

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Afixado por Emiéle às 09:00 | Afixadelas (2)

julho 22, 2005

Humor, humor, humor

Tenho de confessar que não o descobri sozinha.
Nos passeios pela blogosfera nem sempre descubro sítios tão engraçados e, neste caso, tive uma ajudinha dos amigos Dários: Webcedario e Objectos e assim cheguei ao Raim’s Blog e mais uma vez a uma enorme fonte de humor inteligente.
Foi difícil escolher qual o boneco que queria roubar para amostra, que são todos engraçadíssimos. Mas enfim, como estamos numa de défice etc e tal, este pareceu-me bom para a quadra.
Senhoras e senhores cá temos ... tá-tá-tá-tá:

O Banco de Portugal !

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Afixado por Emiéle às 22:45 | Afixadelas (5)

Ouvir vozes

O que nos fazem as “novas tecnologias”... !
Comecei o dia, esta manhã, com uma barrigada de riso! E imaginei de imediato, cena de ficção científica, que se a situação fosse visionada por indivíduos nascidos na Idade Média, não me livrava de acusação de bruxaria!
Acontece que eu tenho sempre ligado o auricular ao telemóvel. Tenho de o ter posto, é claro, se vou andar de carro e é mais prático estar sempre assim, do que estar a ligá-lo e desligá-lo que também não deve dar muita saúde ao pin de ligação.
Ora acontece que hoje ia sentar-me a tomar o pequeno almoço quando o telemóvel tocou. Coloquei o tal auricular e comecei a conversar enquanto deitava o café na chávena, pegava no pão, cortava o queijo, enfim tratava de mim. Mas para quem estava à minha frente e não via o telemóvel, o espectáculo a que assistia, era uma pessoa a servir-se e ao mesmo tempo a falar sozinha em voz alta. Parecia completamente louca, como ele me afirmou entre gargalhadas, e eu acabei também a rir como uma parva imaginando a figura que estava a fazer.
Mas isto de ter as mãos livres, lá que é prático, é!

Afixado por Emiéle às 13:41 | Afixadelas (3)

O «sossego verde»

Escrevi ontem, por brincadeira, uns posts onde falava nos 4 elementos primordiais – a Água, o Fogo, a Terra e o Ar. E depois, de comentário puxa comentário, dei comigo a pensar em como, apreciando todos eles, o que mais me repousava era a Terra.
É mesmo verdade que para umas boas férias, gostando muito de praia, de mar, de água, de sol, de areia, de ondas, para descansar a sério imagino-me sempre no campo. Sinto uma magia muito especial entre os diversos verdes, na distância que se pode medir com uma dimensão mais humana do que no mar enorme.
O meu verdadeiro descanso é no campo, como que num retorno à Terra-mãe.

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Afixado por Emiéle às 12:42 | Afixadelas (4)

Variações gramaticais...

"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: óptimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos.
Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a movimentar-se: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.
Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo. Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula. Ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.
É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois géneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objecto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular: ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjectivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.
Os dois olharam-se, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto.
Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objectos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que, as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."

* Recebida por e-mail. Não conheço o autor. No e-mail vinha a indicação que se trata de uma redacção "feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco - Recife) e que obteve vitória num concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa".

Afixado por M. Butterfly às 11:11 | Afixadelas (8)

Mudar para ficar na mesma

O senhor primeiro-ministro repetiu muito a mesma frase, ontem:
"Muda o ministro mas não muda a política económica do Governo”
Percebe-se.
Penso até mesmo que seria essa a ideia – Mudar para ficar na mesma. Aparentemente, se não mudasse é que poderia haver alterações.
Por outro lado Milagres são difíceis de fazer…
Oxalá este ministro não se canse tão depressa.
Se cada um durar 4 meses, teremos uma média de 10 ministros de Finanças em 4 anos.
É um pouco excessivo para um país tão pequeno.

Afixado por Emiéle às 07:47 | Afixadelas (14)

Riqueza instantânea

Ficar rico de um dia para o outro.
Ficar rico sem trabalhar.
Ficar rico sem herdar.
Assim, simplesmente, “acordar rico”.
É o sonho de todos os “não-ricos” e se calhar dos outros também.
Ora cá vem o famoso Euromilhões!!!
Parece que apenas os juros normais deste prémio dão