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julho 31, 2005
O blog da poesia
Passo por lá sempre que tenho tempo. É um blog diferente, diria minimalista, se a noção se adaptasse a blogs. Está reduzido ao essencial: o banner, uma pequena lista de blogs amigos, e naturalmente a lista dos posts escritos.
Quanto a estes, na sua quase totalidade, reduzem-se ( reduzem-se??! ) a duas ou três linhas de texto. De vez em quando uma foto escolhida ou um quadro.
O que falta dizer é que essas duas ou três linhas, que aparecem como posts, são de poesia. Ou pensamentos que também são poéticos ou irónicos.
E as imagens de lá também são poesia.
Um blog que não tem nada de supérfluo. Esquemático. Essencial.
E impossível de não visitar.
Afixado por Emiéle em 31 de julho de 2005, às 13:39
Afixadelas
Foi muito difícil escolher um exemplo para deixar aqui, que eram tantos...
Outro:
Discussão-
quando a jarra se partiu, até as flores secas se desfizeram no meio dos cacos.
Afixado por Emiéle em 31 de julho de 2005, às 13:32
Gostei muito Emiéle, não conhecia. Escolhi este:
noções de geometria afectiva:
os triãngulos amorosos nunca são equiláteros.
Afixado por susana em 31 de julho de 2005, às 21:50
E este:
«devíamos certificar a qualidade de todas as coisas que são fundamentais: guarda-chuvas, fechos éclair, vidros duplos, mas também mensagens sms, arco-íris, beijos.»
Afixado por Emiéle em 31 de julho de 2005, às 22:19
E porque não este?
"no rescaldo de cada relação falhada, lia de novo todos os e-mails e sms, à procura do erro humano."
Afixado por isabel em 31 de julho de 2005, às 23:19
Blogs sem comentários são uma cobardia.
É um blog de banalidades, estilo: "Se amanhã chover e fizer sol veremos o arco-íris"; "Reparei que f_lt_v_ _ letr_ _ ...n_o consigo escrever _MOR"
Afixado por maria da fonte em 1 de agosto de 2005, às 00:32
Quanto aos comentários é a tua opinião, não partilho de modo nenhum dela. Por mim, prefiro quando há comentários porque se estabelece uma dinâmica muito mais viva. Mas não considero o Abrupto um blog "cobarde",nem o Causa Nossa, ou Margens de Erro, ou Terras do Nunca, ou o Gato Fedorento, ou Fora do Mundo, ou A Praia, e isto procurando os que me lembro de vários quadrantes! É uma opção dos bloggers que de qualquer modo são sempre contactáveis por email.
Claro que a 2ª parte do teu comentário, essa é que é mesmo pessoal e subjectiva. Eu posso achar que é poesia uma coisa completamente diferente da tua. O.K. Nesse caso são apenas pontos de vista e sobretudo de gosto.
Afixado por Emiéle em 1 de agosto de 2005, às 07:01
É engraçado como as pessoas podem ser diferentes!
Lá no BdE é muito vulgar o Zé Mário deixar umas pérolas destas, e ser completamente mal entendido. tenho lido os maiores disparates de pessoas que levam à letra coisas que ele diz em linguagem simbólica ou literária. É um espanto.
Quanto a este blog escondido, é a sua versão íntima, que eu não conhecia. Ainda bem que me chamaste a atenção para ele.
Afixado por Zorro em 1 de agosto de 2005, às 09:56
Oh, Emiéle, quanta gentileza.
Muito, muito, muito, muito obrigado.
E também a vocês: susana, isabel, zorro.
Ainda bem que gostaram do meu pequeno jardim zen.
Afixado por José Mário Silva em 1 de agosto de 2005, às 10:53
Eu é que fico contente se levar mais alguém a um blog tão discreto, Zé Mário. Lucramos todos nós.
Afixado por Emiéle em 1 de agosto de 2005, às 17:48
"É engraçado como as pessoas podem ser diferentes!"
é...uns trabalham, outros "postam" comentários ou "re-comentários".
"É uma opção dos bloggers que de qualquer modo são sempre contactáveis por email."
O comentário por e-mail não permite ler comentários anteriores, não nos permite partilhar ou discordar de outras opiniões. Quanto ao resto não concordo com as questões de gosto...levam-nos à frase: "Gostos não se discutem"...gostos discutem-se e quanto mais melhor.
Afixado por maria da fonte em 1 de agosto de 2005, às 20:55
Cara maria da fonte,
Tem todo o direito de não gostar do que lê naquele tão humilde blogue (e pode dizê-lo sempre que quiser para o e-mail respectivo). Agora eu, que sou o maior defensor dos comentários (mantendo-os no BdE apesar dos abusos), decidi que para aquele registo não se justificam. Aqueles posts minúsculos não são polémicos, são instantâneos que se apreciam ou se detestam mas não requerem comentários, exegeses ou elogios que muitas vezes lhes retirariam força ou sentido.
Volte mais vezes, de qualquer das formas. Talvez um dia encontre alguma frase que lhe agrade.
Afixado por José Mário Silva em 2 de agosto de 2005, às 11:04
Caro José Mário Silva
Óptimo comentário. Se me tivesse respondido assim: "Numa crítica (negativa) a uma peça de Mauriac, um crítico escreveu: «Eu gosto de peças que se entendam». Ao que Mauriac respondeu: «E eu gosto de críticos que entendam as peças»".(a citação original é de Pedro Mexia)...eu, também, não levaria a mal.
O José é um xadrezista gosta de defender e atacar na mesma jogada...eu gosto mais de ténis defendo e ataco mas tenho uma preocupação extra - a bola não pode bater na rede.
Afixado por maria da fonte em 2 de agosto de 2005, às 19:06
Creio que a "Maria da Fonte" desta vez está mais próxima do "D. Quichote" na cena dos moínhos. Está a lutar com um gigante que não está lá. Só aos seus olhos. Tanto quanto entendo o Zé Mário veio tão simplesmente dizer-lhe o motivo de ter criado um blog sem comentários, ele que no blog mais conhecido recebe opiniões e muitas vezes muitíssimo críticas, de vários quadrantes. Claro que quando se quer discutir encontra-se sempre motivo.
Disse em cima que os gostos se discutem. É verdade. Há até quem diga, "os gostos não se discutem, educam-se" numa visão interessante e totalitária de quem acha que o seu é tão bom que terá de convencer os outros. Eu, aqui, limitei-me a expor o meu. Não coincide com o seu. Paciência. Como se trata de um blog, e se insistir em lá ir apesar de não gostar, como o autor disse o mais fácil é fazer-lhe chegar o seu desgosto por email. Fácil, não?
Afixado por Emiéle em 2 de agosto de 2005, às 19:25
Emiéle (ops, esqueci-me do protocolo)
Cara Émile
como Gedeão disse muito melhor que eu: "onde Sancho vê moinhos, D. Quixote (se calhar estamos a usar traduções diferentes, poderá ser Quichote) vê gigantes, vê moinhos, são moinhos, vê gigantes, são gigantes".
Não tenho nenhuma visão totalitária do gosto, acredito que da discussão nasce a luz.
Nada tenho contra o Zé Mário, partilho uma sensação que me assalta sempre que "faço" a A1 em direcção a Lisboa...ao passar n'a fábrica da "Cintra" olho sempre à volta à procura dum acidente qu'o Mário descreveu magistralmente nas páginas do DNA.
Afixado por maria da fonte em 2 de agosto de 2005, às 19:58
Claro que me enganei, deveria ter escrito Quixote; os erros acontecem-me muito quando ando a fazer muitas coisas ao mesmo tempo, e mudando no mesmo ecran de um texto numa língua para outro numa diferente. Baralho-me e já devia ter mais cuidado, que não é a primeira vez.
Mas pelo menos estamos de acordo, em que muitas vezes "da discussão nasce a luz", e quando não se discute é que dificilmente ela nasce.
Afixado por Emiéle em 2 de agosto de 2005, às 22:54
