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agosto 27, 2005
A Cegonha

Quando, recentemente, dei um passeio pelo centro/sul do país chamou-me a atenção os ninhos de cegonha. Íamos ao longo da estrada e eu a ver – “olha um ninho de cegonha!... espera, ali tá outro…! Olha mais! Outro!... e outro..” Era uma fiada enorme. Quase lhe perdi a conta.
Vejo agora que nos últimos 20 anos aumentou cinco vezes o número de ninhos de cegonhas!
É uma ave simpática, que traz os bebés, acto bastante meritório. Mas achei muito curioso que a base da sua alimentação fosse o lagostim-vermelho-da-luisiana. Nunca tinha ouvido falar do lagostim-vermelho-da-luisiana !!! Nem nunca comi o lagostim-vermelho-da-luisiana. Vocês conhecem?! Deve haver muito no Alentejo. Devem fazer migas de lagostim-vermelho-da-luisiana...
Devia ter pedido à cegonha, na viagem de Paris para cá, que me desse um bocadinho do seu pequeno-almoço. Simpáticas como parecem ser, devia ter concordado.
O que um bebé perde por desconhecimento do mundo!
Afixado por Emiéle em 27 de agosto de 2005, às 12:31
Afixadelas
Eu tive muito mais sorte que tu. Quando nasci, a minha cegonha TIR deu-me lagostim-vermelho-da-luisiana. Devo confessar-te que não fiquei muito fã...acho que foi porque ela não tinha pão de trigo e fez as migas com pão de milho. A cor alaranjada do repasto não me agradou. Tinha preferido que o dito cujo tivesse mantido o vermelho original.
Afixado por isabel em 27 de agosto de 2005, às 19:56
Prontos!! Tá mal! Afinal há mesmo bebés mais sabidos do que outros!!!!
Deve ser porque a tua cegonha deixou-te lá no Ribatejo, mais perto da casa dela, e a mim teve de vir até Lisboa. Pelo que reparei no Ribatejo e Alentejo há muitos ninhos; ela assim tinha o lagostim-vermelho-da-luisiana na dispensa e pôde fazer as tais migas para provares. Eu cá não tive sorte nenhuma e ainda nem sei como raio é o bicho.
Afixado por Emiéle em 28 de agosto de 2005, às 00:25
