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agosto 07, 2005

"A rosa de Hiroshima"

Sabia que a Émiéle não se esqueceria de assinalar o dia. Obrigada amiga. O que seria o Afixe sem ti? E nós sem ti?
Fica, no entanto, a minha pequena achega para que não nos esqueçamos nunca onde nos pode levar a estupidez do homem, com a letra da “Rosa de Hiroshima” dos Secos e Molhados.
Os Secos e Molhados e Ney Matogrosso, são daquelas coisas mágicas, que se nos pegam, um dia, ao corpo, à pele e à alma e das quais nunca mais nos libertamos. Com o decorrer do tempo, não vamos aderindo da mesma forma. Às vezes, as palavras e os sons mais recentes já não nos parecem iguais. Chegamos, até, a sentir saudades dos mais antigos.
Mas, depois, um dia, vimos Ney, ao vivo, cantar a Rosa. E compreendemos que uma magia verdadeira se bem feita, é magia para toda a vida.

Pense nas crianças mudas,
telepáticas
Pense nas meninas cegas
inexatas
Pense nas mulheres, rotas
alteradas
Pense nas feridas como rosas
cálidas
Mas! Não se esqueça da
rosa, da rosa
Da rosa de Hiroshima, a rosa
hereditária
A rosa radioativa, estúpida
inválida
A rosa com cirrose a anti-rosa
atômica
Sem cor, sem perfume,
Sem rosa, sem nada

Afixado por Isabel em 7 de agosto de 2005, às 17:36

Afixadelas

Só para constar: "A Rosa de Hiroshima" é um poema de Vinícius de Moraes que foi musicado pelos S&M

[]'s

Afixado por Pedro Moraes em 8 de agosto de 2005, às 19:01

Pedro, relendo o meu post, só tenho que te agradecer a nota. Sei que é um poema do Vinicius de Moraes, mas de facto na frase "com a letra da “Rosa de Hiroshima” dos Secos e Molhados.", isso não era nada claro.
De qualquer forma é um poema lindo, como outros do Vinicius de Moraes, que, às vezes aqui, vou publicando, acho que foi muito bem musicado e extraordinariamente interpretado. Infelizmente, quando a vi, cantada ao vivo, já o Ney actuava a solo. Mesmo assim, valeu a pena.

Afixado por isabel em 8 de agosto de 2005, às 20:41

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