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agosto 23, 2005
A Saúde ao domicílio
Vi ontem no telejornal e reencontro a notícia escrita: vai implementar-se um novo modo de atendimento a doentes idosos e crónicos que consiste em evitar que o doente se desloque ao hospital e seja a equipa médica a deslocar-se a casa do doente.
Fiquei pasmada.
Não porque a teoria não seja boa. É óptima, até. Em vez de o doente passar horas à espera numa sala, sentado numa cadeira de plástico, a aborrecer-se, a ser possivelmente contaminado por outros doentes com outras maleitas, é mil vezes melhor esperar no conforto da sua casa que o venham tratar. Excelente.
O que me deita espantada é a dúvida de como isso vai ser feito…?
Se já há poucos técnicos para atender os doentes nos próprios centros de saúde e urgências, como é que se vai fazer o milagre da multiplicação dos peixes, e “inventar” enfermeiros e médicos que ainda vão perder tempo em deslocações? Que a medida, em teoria é correcta, não tenho dúvida. A minha enorme dúvida é - com que meios humanos se pensa incrementá-la?
Vamos ver. Não quero deitar abaixo antes de dar tempo à medida se pôr de pé mas, por enquanto, tenho as maiores dúvidas nos seus resultados e receio que os tais idosos não venham a ser atendidos, nem nos hospitais nem em casa.
Afixado por Emiéle em 23 de agosto de 2005, às 10:19
Afixadelas
Assim morrem mais depressa e ficam menos. Deita mas é fogo à casa do vizinho daí...fj.
Afixado por Fj em 23 de agosto de 2005, às 11:08
Eu não queria chegar tão longe, mas a verdade é que me ocorreu essa ( assim morrem em casa e mais depressa...)
Quanto à casa em frente é uma private joke, quem passar por aqui não se assuste. Depois do post aqui em baixo, parece mal, mas estamos a brincar!
Afixado por Emiéle em 23 de agosto de 2005, às 13:38
É possivel se o estado contratar empresas privadas com capacidade tecnica e humana para prestar este tipo de serviços.
Afixado por karla em 23 de agosto de 2005, às 20:01
