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agosto 18, 2005
Ainda a Palestina

O "Público" não deixa fazer links para imensa coisa ( além de agora ser quase tudo pago) de modo que vocês vão ter de acreditar no que eu digo…
Hoje, na página 13, traz uma entrevista com uma investigadora da Universidade de Telavive, Edith Zertal, muitíssimo interessante. Entre várias informações que nos dá, conta que uma das razões para Israel finalmente abandonar os colonatos de Gaza, depois de tanto tempo as Nações Unidas terem feito a recomendação, é porque os colonatos estão a esgotar a água! «Já não é boa para a agricultura nem para beber», diz ela. Ou seja, este vai ser um presente envenenado.
Ela considera aliás, que este drama da saída é um show, que vai colher dividendos.
O certo é que estes colonos vão receber umas outras casas com ar condicionado central, várias divisões, jardins com rega automática, etc… Por seu lado as habitações que deixam vão ser destruídas, e inclusivamente, com receio que isso não aconteça eles estão a encarregar-se de, ao sair, destruir tudo o que puderem. É mesmo certo que, mesmo que o quisessem, os palestinianos não não poderiam aproveitar nenhum restinho…
Afixado por Emiéle em 18 de agosto de 2005, às 15:09
Afixadelas
Tudo certo, e crítica certeira, excepto talvez a água, pois ela está na grande maioria onde estão, ou estiveram os israelitas, o muro da vergonha é aliás muito cauteloso nisso, mas não julgo que acabe tão cedo. O resto deve ser mesmo assim, ou bem pior...fj.
Afixado por FJ em 18 de agosto de 2005, às 16:27
Tome o exemplo da Aldeia da Luz no Alqueva: as casas novas não substituem as antigas apesar de bastantes melhores. Essa visão não é muitissimo interessante mas talvez muitissimo cínica.
Quanto ao facto de os colonos destruirem as casas é compreensível se pensarmos que há pessoas que ali viveram toda a sua vida e nunca conheceram nada diferente.
A história da água só serve para rir...
É curioso como por toda a blogosfera pink só se encontram "mas" e segundas intenções por detrás de um acto histórico. Este tipo de textos diz mais sobre quem os escreve do que sobre a realidade do que está a acontecer.
Afixado por Bruno em 18 de agosto de 2005, às 16:32
Portanto a Edith Zertal, com a sua investigação de 800 páginas, vivendo em Telavive, é... o quê, Bruno? Não entendi muito bem.
FJ, deves ter lido a entrevista que citei. É de estranhar essa história da água, mas é exactamente o que ela lá refere. A senhora chama-se Edith e não Fátima, as suas origens parecem claras, de onde se pode esperar uma visão imparcial.
Afixado por Emiéle em 18 de agosto de 2005, às 18:51
O Publico, devia ter vergonha de publicar as porcarias que dá à estampa. Por alguma razão o Jardim os chama de bastardos!
Esquege o Publico, que tenho ao meu dispor 3 Jornais israelitas, diariamente, vejo 3 televisões internacionais, e que portanto este estupor que conseguiu escrever estas parvoices, deve estar a pensar que escreve para o céu!
Tambem aqui temos porcaria desta que escreve nos jornais!
O que se está a passar vai ser a prova dos nove para os grupos melitarizados da Palestina, porque ou se portam de forma a apoiar o seu povo a ocupar civilizadamente.
Ou deixaram de ter razão de existir, pois a Europa tem que ajudar os Palestinos e não as Mafias militares..................
Afixado por Tribunus em 18 de agosto de 2005, às 19:35
Só uma questão: porque é que vai ser tudo destruído? Temos visto, nos canais televisivos, como eram (são) os colonatos: as casas, as ruas, os jardins, tudo.
Não vou (agora) entrar pela discussão da água ou das saídas, dos apoios aos colonos ou o que seja mais, mas fica-me a questão: porquê destruir o que poderia ser aproveitado por outros? Nem sequer falo da destruição feita pelos que saem, porque poderá ser uma cto de revolta e de vingança. Mas o próprio plano conter essa cláusula é que me ultrapassa.
Abraços
MC
PS. quando estive em Maputo vi, entre o Polana e a praia, um enorme edifício, que estava destinado a ser um hotel nos anos de 73. Com o 25 de Abril e o regresso dos donos, o hotel ficou abandonado. "Porque é que não o utilizaram nunca?" - perguntei ao meu "bodyguard" (porque, na altura, há 7 anos, tinha que ser assim...), que me acompanhava par todo o lado, irradiando simpatia e fazendo-me descobrir o "lado oculto" de muita coisa - a resposta foi breve: porque os que o abandonaram encheram as canalizações todas com cimento, e a partir daí o edifício ficou inútil.
A Condição Humana no seu pior, com o aval dos Estados e dos negociadores...
Afixado por Mário Cordeiro em 18 de agosto de 2005, às 21:51
Resposta ao Mário Cordeiro ( creio que os outros comentários não são para responder )
É esse mesmo o ponto! Quis sublinhar esse aspecto porque me pareceu revelador. Quando falta tanta coisa, essa atitude do "se não é para mim, não é para ninguém" parece oposta ao espírito de paz que se pretende que esteja presente. Porque a destruição fazia parte do acordo, de facto.
Que em Timor os indonésios tenham queimado tudo, até se percebe porque se sentiam em guerra e derrotados. ( quando digo "percebe" não quero dizer "aprove" ) Mas essa história de Moçambique é impressionante.
Afixado por Emiéle em 18 de agosto de 2005, às 22:15
Gostei da sua tirada. Foge às questões que eu levantei e refugia-se na credibilidade da "historiadora". Olhe, historiadores há muitos... e não é por escreverem muitas centenas de páginas que passam a valer mais, basta olhar para o nosso quadrado que há muitos desses.
A realidade está a ultrapassar a blogosfera pink. Basta olhar para o último post do José Mário Silva no Bde.
Afixado por Bruno. em 19 de agosto de 2005, às 09:34
A vantagem deste 'despique' está na maior motivação que nos dá, de ir investigar 'por conta própria'. E é que vou já!
Afixado por Inês em 19 de agosto de 2005, às 22:00
